São Tomé, 13 de nov. 2017 (STP-Press) – Embaixador de Angola em São Tomé e Príncipe convida parceiros e investidores estrangeiros a investirem no seu país.

Alfredo Mingas renovou esse apelo para investimento em Angola, sábado, quando falava a entidades são-tomenses e estrangeiras, num cocktail que ofereceu, num dos hotéis do país, em comemoração a 11 de Novembro, data da celebração do 42º aniversário da proclamação da independência de Angola.

Mingas, na ocasião, testemunhou a presença na cerimónia do Presidente da Assembleia Nacional, José Diogo; Presidente do Tribunal de Contas, António Monte Cristo e do Procurador-Geral da República, Luís Samba, de alguns ministros, entre eles, Iza Amado Vaz, da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos; Marcelino Sanches, da Juventude e Desportos.

Marcaram, igualmente, presença no acto, Deputados, membros da Presidência da República, membros dos partidos Políticos, membros do corpo diplomático acreditados no país e de D. Manuel António, Bispo de São Tomé e Príncipe.

O diplomata, na circunstância, justificou aposta em investimento estrangeiro no seu país, com um novo quadro jurídico-fiscal bastante atractivo aos investidores.

Além de facilidades cambiais, viabilizadas pelo Banco Central de Angola e uma nova pauta aduaneira mais flexível, Alfredo Mingas pontuou que Angola é uma porta de entrada e saída para investimentos, porque esta antiga colónia portuguesa situa-se na sub-região que considerou “Coração de África”.

Um outro factor destacado pelo diplomata angolano é a estabilidade política do país, ao qual se acresce aos sinais de mudança em curso em Angola, promovidas pelo novo Chefe de Estado, João Manuel Lourenço.

“A determinação do nosso Povo, de manter o país na rota de Desenvolvimento e da Paz é premissa desta nossa abertura ao Mundo”, disse.

“O país dispõe de infraestruturas aeroportuárias e ferroviárias que estão e estarão sempre ao serviço da economia e como porta de entrada e saída”, defendeu.

Para Alfredo Mingas, as mudanças levadas a cabo pelo Chefe de Estado angolano consubstanciam-se “numa nova fase da vida política do país, sob o signo de enfrentamento desta [fase] nebulosa que atrasou o país”.

Neste momento, segundo o diplomata, autoridades angolanas levam a cabo medidas estruturais integradas num plano macroeconómico, o qual visa sustentabilidade da economia não petrolífera.

Mingas tranquilizou potenciais investidores, pontuando que “sinais dados pelo titular do poder Executivo, liderado pelo Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, sobre o combate as velhas práticas, estão em alinhamento com as exigências dos objectivos a alcançar e com o desejo da comunidade internacional, em matéria de combate à corrupção e ao branqueamento de capitais”.

Assim, Mingas sustentou que para consolidação dessa economia, autoridades visualizam a hipótese de abrir as fronteiras do país, “flexibilizando vistos de entrada e permanência no território nacional, pressupostos para atrair investimentos e mão-de-obra qualificada”.

“O nosso convite para investimentos na área da agricultura, da mineração, dos serviços e da logística para redes transnacionais que o nosso país pode propiciar, deve-se igualmente a importância geoestratégica de Angola”, defendeu o diplomata.

A perspectiva estratégica das autoridades, segundo o diplomata angolano, é alcançar para “República de Angola […] uma nova era que se pretende, com o modelo estratégico global, cuja fonte é […] desenvolvimento de longo prazo de Angola 2025”.

Antes de terminar a sua comunicação, o Embaixador de Angola, dirigiu-se a mais alta entidade de São Tomé e Príncipe presente na cerimónia, José Diogo, a quem, agradeceu em nome do Governo e Povo de Angola, pelas excelentes relações de amizade e de cooperação e sobretudo, pela hospitalidade que oferece aos angolanos residentes e visitantes.

Na fase inicial do seu discurso, o Embaixador de Angola, referiu-se a bravura dos angolanos, onde, não esqueceu de Agostinho Neto e companheiro, o qual “a luta heroica traduziu-se no restauro da dignidade humana, vilipendiada pela ambição de quem se julgava superior”.

“O nosso país e o seu povo agradecem profundamente a todos os Povos, Partidos e Governos aqui representados por vossas excelências, com particular destaque para Cuba e os cubanos, pela solidariedade e apoio incondicional à causa nacional, ao nascimento e consolidação do Estado Soberano, livre e independente de Angola”, afirmou.

Fim/MD

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