Ministério Público pede autorização ao Parlamento para ouvir Delfim Neves e Osvaldo Vaz

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São-Tomé, 14 Dez. (STP-Press) – O Ministério Público de São-Tomé e Príncipe pediu autorização à Assembleia Nacional para interrogar o deputado Delfim Neves como arguido num processo judicial de tentativa de corrupção e solicitou o estatuto “parlamentar” de Osvaldo Vaz para também ouvi-lo no mesmo processo, – soube-se hoje de uma fonte judicial.

Relativamente ao deputado Delfim Neves, vice-presidente do PCD, o Ministério Público pretende ouvi-lo como arguido no processo devendo para efeito a obtenção de uma autorização prévia da Assembleia Nacional ao abrigo da lei da república, disse a fonte.

No âmbito desta diligência, a fonte acrescentou que Delfim Neves teria sido ouvido há poucas horas pela primeira Comissão Especializada da Assembleia Nacional na perspectiva de um eventual encaminhamento do caso para a sua discussão em plenária.

Relativamente ao Osvaldo Vaz, vice-presidente demissionário do MLSTP-PSD, o Ministério Público solicitou a Assembleia Nacional o esclarecimento sobre o seu estatuto parlamentar (se é ou não deputado) para que o mesmo também seja interrogado no âmbito do mesmo processo judicial.

As diligências do ministério público surgem poucos dias depois de Delfim Neves, vice-presidente do PCD ter negado qualquer envolvimento no caso, tendo sublinhado tratar-se de “uma cabala política” para o atingir face as eleições de 2018 e de Osvaldo Vaz ter apresentado a sua demissão do cargo de vice-presidente do MLSTP-PSD.

Este processo judicial de alegada tentativa de suborno aos magistrados surgiu no âmbito de uma queixa-crime apresentada pelo presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Silva Cravid contra o seu ex- assessor Justino Veiga seguida de uma outra movida pelo administrador da Rosema, Nino Monteiro, contra os três acusados.

Nas últimas duas semanas a justiça são-tomense tem sido abalada com anúncios de crimes de corrupção, sobretudo, num caso relativo a cervejeira Rosema, envolvendo juízes, magistrados, deputados, dirigentes partidários e antigos membros do governo, juntando-se ainda a um outro caso de corrupção referente a compra de aviões da moçambicana LAM.

Fim/RN

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