São-Tomé, 09 Jan (STP-Press) – Principais forças da oposição são-tomense, designadamente, MLSTP-PSD, PCD, UDD bem como os partidos ex-parlamentares saíram hoje às ruas contra as acções do poder sustentado pela maioria absoluta do ADI, que recebeu em contrapartida o apoio de um grupo de populares que se manifestou contra a atitude da oposição.

Os dois actos  aconteceram esta tarde quase em simultâneo na capital de São-Tomé, tendo de um lado a manifestação dos partidos políticos da oposição com duras críticas contra o Executivo chefiado pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada bem como as últimas decisões tomadas pelo presidente da república, Evaristo Carvalho, e do outro lado, um grupo de populares, sobretudo, jovens que proferiram declarações de apoio ao executivo de Trovoada  e contestaram a iniciativa da oposição.

No final da manifestação dos partidos políticos com a entrega de uma petição ao Presidente da República, os dirigentes partidários foram unânimes em considerar que a manifestação correspondeu as “expectativas”, tendo um líder da oposição PCD considerado de “suficiente” o número de participantes em macha cujos dados policiais apontavam para pouco mais de sete centenas de pessoas.

“ Estamos em número suficiente para representar este povo (são-tomense) ”, disse o líder do PCD, Arlindo Carvalho, tendo encetado duras críticas contra a governação do Executivo chefiado pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada bem como as últimas decisão tomadas pelo presidente da república, Evaristo Carvalho.

Na sua intervenção Aurélio Martins, líder do MLSTP-PSD apontando os motivos da manifestação, contestou a criação de um novo Tribunal Constitucional, o lançamento da nova família da Dobra, a moeda são-tomense bem como a alteração da hora são-tomense por avanço de mais 60 minutos.

Sobre a hipotética ilegalidade na criação do Tribunal Constitucional, Aurélio Martins disse tratar-se de “uma manobra do actual poder do ADI como forma de ganhar as próximas eleições no gabinete”, tendo ainda denunciado censura na comunicação social, dentre outras ilegalidades.

Além de denúncia de violação da constituição e outras leis da república, os dirigentes da oposição criticaram o poder do ADI pela presença das tropas ruandesas no País e pelo aumento de custo de vida da população, sobretudo como consequência dos “aumentos dos impostos”.

“ Vamos manifestar sempre quando for necessário para salvar a democracia que muito nos custou” disse Olegário Tiny, um dos dirigentes do PCD, tendo acusado o actual poder que querer orquestrar “um golpe de Estado” constitucional.

Esta manifestação partidária provocou a reação de um grupo de populares que nos arredores da capital saiu claramente em defesa do actual governo de Patrice Trovoada, tendo acusado, sobretudo, o partido MLSTP-PSD de querer obstaculizar “os trabalhos e o progresso” do executivo face as próximas eleições de 2018.

“ Esta manifestação não tem razão de ser, porque existem outras formas para os partidos políticos de oposição poderem protestar, reclamar e não de quererem chocar a população contra o governo” – disse Wilson Pinho, um dos elementos do grupo contestatário a manifestação partidária.

Nos últimos meses, a oposição política são-tomense tem vindo encetar duras críticas contra o poder do ADI, sobretudo, nas últimas decisões, sobretudo, relativas a criação de um novo Tribunal Constitucional, a circulação da nova Dobra, a mudança de hora do País, dentre outras ações.

As próximas eleições são-tomenses, nomeadamente, as legislativas, autárquicas e regional deverão acontecer no segundo semestre do ano em curso.

Fim/RN

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