Por : Arcângelo Dende, jornalsita da Agência Noticiosa STP-Press

São-Tomé, 22 Fev. ( STP-Press ) Portugal, através do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, assumiu, nas últimas horas, toda a responsabilidade da repressão colonial portuguesa em São Tomé e Príncipe há 65 anos, aquando do massacre de 1953, soube-se hoje no arquipélago.

“Assumimos tudo, o que de bom e de mau que povoou esse passado comum”, tendo adiantado que não é pelo facto dos acontecimentos terem sido registados noutros tempos com outras visões, “nos isentam de reconhecermos todo o peso intolerável e condenável de pessoas e sacrifícios e comunidades”.

O presidente que contextualizou os dois países, dizendo que actualmente os laços que os unem é de fraternidade e igualdade.

Assim quis a histórias que os dois países se encontrem “indissociavelmente ligados, partilhando bens e valores que integram a cultura, a língua, certos hábitos e costumes, laços de consanguinidade, de amizade e de fraternidade”, defendeu Evaristo Carvalho, presidente são-tomense.

Evaristo exortou, no quadro da historiografia entre os dois países, que os mesmos “devem juntar esforços nas dinâmicas… dos benefícios múltiplos dos povos que representamos”, na perspectiva de que a próxima geração dos são-tomenses “possam viver num país mais livre, mais aberto, mais democrático, mais justo e mais amigo do ambiente, mais desenvolvido e mais próspero, partilhando com as nações civilizadas do mundo inteiro os valores da liberdade e os avanços da ciência e da tecnologia.”

São Tomé e Príncipe comemorou recentemente o massacre de 3 de fevereiro de 1953 considerado no país como o dia dos Mártires da Liberdade.

Fim/AD

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