Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 9 Mar (Reuters) – São-Tomé e Príncipe acaba de encaixar 10 milhões de dólares de bónus de petróleo resultantes da assinatura esta tarde de dois contratos de partilha de produção com o consórcio petrolífero formado pela britânica “BP” Exploration Operating e a norte-americana Kosmos Energy refentes aos blocos 10 e 13 da Zona Económica Exclusiva são-tomense.

Os contratos foram assinados esta tarde em São-Tomé pelo director Executivo da Agência Nacional de Petróleo, ANP-STP, Orlando Pontes em representação do governo, pelo vice-presidente da Kosmos/STP,  Jon Cappon e pelo vice-presidente da britânica BP Exploration para Àfrica Jonathan Evans e testemunhado por um representante do ministro dos Recursos Naturais e Ambiente.

Em função destes contratos de partilha de produção, o consórcio formado pela British Petroleum e a Kosmos Energy “pagará um bónus de assinatura no valor de 5 milhões de dólares para cada bloco, num total de 10 milhões de dólares que deverão ser depositados na conta nacional de petróleo num prazo de trinta dia após a assinatura”.

De acordo com o director da Agência Nacional de Petróleo, Orlando Pontes “ ao abrigo dos contratos hoje rubricados com consórcio formada pela BP e Petroleum e a Kosmos, a BP será a operadora dos blocos 10 e 13 e a Agência Nacional do Petróleo em nome do Estado são-tomense deterá 15% do interesse participativo em cada um dos destes blocos”.

Nos termos da legislação em vigor, cada um destes contratos tem duração de 28 anos, sendo oito iniciais para as pesquisas sísmicas e os restantes 20 destinados ao desenvolvimento e produção.

O consórcio formada pela British Petroleum e a Kosmos Energy se compromete ainda em desenvolver trabalhos de pesquisas sísmicas bem como colaborar com o governo são-tomense financiando projectos sociais e formaçãos de quadros são-tomenses.

O bloco 10 tem uma profundidade média de 2.500 metros numa área de 6.839,6 quilómetros quadrados, enquanto o bloco 13 tem uma profundidade média de 3.000 metros e cobre uma área de 6.776,9 quilómetros quadrados.

“Há dois anos, trouxemos a Kosmos e a Galp e hoje estamos em presença da Bristish Petroleum, uma Super Major da indústria petrolífera mundial, o que demonstra o interesse das grandes companhias em São-Tomé e Príncipe”- disse Orlando Pontes, o director Executivo da Agência Nacional de Petróleo.

Fim /RN

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Director da Agência Nacional de Petróleo, Orlando Pontes

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