Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 06 Nov. (STP-Press) – A oposição formada por MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD decidiu primar pela ausência ao encontro que deveria acontecer segunda-feira com o ADI, visando diálogo em busca de consenso para formação do governo na sequência das legislativas são-tomenses de 07 de Outubro, – anunciou o porta-voz da oposição.

Cílcio Santos, em representação da oposição sublinhou que tanto MLSTP-PSD como a Coligação decidiram em não comparecer por causa do “desacerto da agenda e do formato” do encontro resultante de uma alegada “atitude arrogante e prepotente” do partido ADI, o autor da proposta.

“ A agenda do encontro e o seu formato deverão ser previamente negociadas e acordadas e nunca impostas pela parte interessante” disse Cílcio Santos, tendo acrescentado que “ face a esta atitude arrogante e prepotente decidimos não comparecer ao encontro proposto pelo ADI, nos moldes e nas condições impostas por este partido”.

“Todavia, estamos, como sempre, disponíveis ao diálogo e discutir com quem quer que seja assuntos relativos a São Tomé e Príncipe para a sua estabilidade política e ao seu desenvolvimento”, acrescentou o porta-voz do MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD.

Tendo considerado “necessidade urgente” a formação do novo governo e a instalação do novo parlamento, o representante da oposição exortou o Presidente da República a encetar contatos para a consumação dos supracitados preceitos constitucionais, para os quais, reiterou a “total e incondicional disponibilidade” dessas forças políticas.

O desacerto entre as partes deve-se, essencialmente a posição do partido ADI que defende encontros em separado com o MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD alegando que os mesmos concorreram as eleições em separado, enquanto a oposição defende encontro conjunto uma vez que dispõem de um acordo de incidência parlamentar e uma declaração de governação conjunta.

Enquanto ADI deu iniciou a uma ronda de contactos para a formação de um novo governo alegando ser o vencedor do escrutínio com uma maioria simples de 25 dos 55 mandatos do parlamento, do outro lado, a oposição reivindica o direito de assumir a governação do país por dispor de uma sustentabilidade parlamentar de 28 deputados na base da aliança entre os 23 mandatos do MLSTP-PSD e 5 mandatos da Coligação.

Fim/RN

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