Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 14 Dez. ( STP-Press ) –  O primeiro-ministro e chefe do governo são-tomense, Jorge Bom Jesus e  todos membros do seu executivo decidiram em declarar os seus bens junto do Tribunal Constitucional – anunciou quinta-feira o porta-voz do governo Wando Castro citando uma das decisões saídas da reunião de conselho de ministros.

“ O Conselho de Ministros deliberou também no sentido de todos os membros do 17 º governo constitucional apresentarem a declaração dos seus bens ao Tribunal Constitucional no prazo máximo de uma semana e decidir avançar para um quadro legal que visa estender esta deliberação a todos os gestores públicos” – sublinhou Wando Castro que as funções de ministro da Presidência, do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares.

Wando Castro disse ainda que o Conselho orientou aos ministros no sentido realizarem com “caracter urgente” sindicâncias internas aos concursos e contratos públicos estabelecidos nos últimos meses e que não respeitaram as formalidade e as leis de modo a “se apurar as responsabilidades”.

O porta-voz governamental acrescentou ainda que os ministros foram orientados para “agirem rapidamente” e se necessário “com apoio das forças policiais” com vista a localização e recuperação das viaturas do Estado dadas como desapercebidas no parque automóvel de diferentes ministérios do País.

Além criação de uma comissão de trabalho com a missão de apresentar uma proposta de reajustamento de salarial antes da aprovação do próximo orçamento geral do Estado, o Conselho de ministros decidiu ainda fixar o preço do arroz “de Japão” em 13 Dobras por quilos bem como desbloqueamento de bilhete de passagem para um grupo de estudantes seguir os estudos em Marrocos.

Empossado há pouco mais de duas semanas do cargo, o Primeiro-Ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus declarou que “ o combate a corrupção será a bandeira” tendo apelado a colaboração da sociedade civil neste combate de maneira frontal e no quadro de instrumentos legais previstos na “arquitectura jurídica” são-tomense.

“É um imperativo nacional que os responsáveis pela gestão danosa e pelo desvio de dinheiros e bens públicos comessem a ser criminalmente responsabilizados” – disse Jorge Bom Jesus tendo anunciado uma avaliação permanente ao desempenho dos membros do seu executivo e das direcções intermédias da administração pública de modo a corrigir erros e imputar as responsabilidades.

Fim/RN

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