São-Tomé e Príncipe estreia-se no Fórum Macau

São-Tomé, 22 Set ( STP-Press ) -  O Fórum Macau, China  organizou quinta-feira um evento que se focou no ambiente de investimento dos países lusófonos, contando com a participação do delegado de São Tomé e Príncipe, país que integrou recentemente o organismo.

O represente de São-Tomé no Fórum, Macau, Gualter Cruz sublinha que o seu o arquipélago são-tomense procura sobretudo investimento estrangeiro na área da pesca, agricultura e turismo.

O delegado são-tomense, último país a integrar o Fórum Macau, diz-se orgulhoso com a “estreia” em eventos do organismo pois é uma oportunidade de mostrar os valores do país que representa à “família que é esta plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.
 
Gualter Cruz aponta que a integração na “plataforma” tem como principal objectivo atrair investidores. “Esta é uma forma de intercâmbio e parceria de desenvolvimento em diversos sectores. O investimento pode ser feito principalmente na área da pesca, agricultura, turismo, mas é uma questão de observação no terreno, poderá haver outros aspectos que não estou a frisar mas que podem ser uma mais-valia para todos no processo”.

Questionado sobre um eventual investimento na área do jogo, o delegado assegurou que “tudo é possível em São Tomé e Príncipe”. “Tudo depende do conceito dos investidores”.

No que respeita a eventuais problemas associados ao turismo de massas, Gualter Cruz refere que “quando se abre o país a investimento, tem de se acautelar alguns aspectos e depende de como São Tomé encarará as várias vertentes do investimento, mas não podemos ter receio que haja problemas com turismo de  massas. Creio que o próprio espaço não o permite mas toda a cautela se terá em diversos aspectos que possam pôr em causa a nossa fauna, flora e bom ambiente”.

Presente na sessão em que se debateu as oportunidades de negócios nos Países de Língua Portuguesa esteve também o recém-designado delegado de Cabo Verde, que veio substituir Mário Vicente. Nuno Furtado referiu que as negociações entre o Executivo cabo-verdiano e o Governo chinês ainda estão “numa fase muito imatura”. “Temos a empresa contratada pela China a fazer a prospecção da zona de São Vicente que vai ser a zona económica exclusiva de Cabo Verde”.

No que respeita ao projecto desenvolvido pelo empresário David Chow, o delegado aponta que o projecto está a avançar mas não ao ritmo desejado. “De momento, temos a Câmara Municipal da Praia juntamente com o Ministério da Economia e Infra-estrutura que acompanha toda a construção do futuro casino que será erguido no ilhéu de Santa Maria”, disse Nuno Furtado.
 
Ao nível do impacto, “teremos toda a zona nobre da capital desenvolvida em termos de urbanização e também teremos a entrada de investimento muito importante na Cidade da Praia que irá atrair mais turistas, mais receitas para o erário público e um hotel de luxo com várias valências”, defendeu.
O responsável justifica os atrasos no projecto com “o assentamento que se construiu”. “Construiu-se um grande assentamento do outro lado da cidade, ao pé do mar e, de acordo com o empreiteiro da obra, teria de levar mais cinco a oito meses para consolidar, daí o relativo atraso”.

Assim, a abertura que estava planeada para “2019 ou 2020” fica sem data até porque o projecto “de grande envergadura”, ainda está “numa fase muito embrionária”. “As construções já arrancaram e, em breve, vai começar a segunda fase [de desenvolvimento] porque já é visível a infra-estrutura”, indicou o delegado.

Fim/ RN/ Jornal Tribuna de Macau

 

 

 

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