São-Tomé, 10 Abr 2026 ( STP-Press ) – FMI acaba de anunciar a conclusão da 3.ª avaliação ao Programa macroeconómico com São Tomé e Príncipe tendo sublinhado que “a maioria das metas quantitativas para a 3.ª avaliação foram cumpridas e registaram-se progressos significativos numa série de temas macroestruturais”- indica o comunicado do FMI enviado hoje a STP-Press.

“O corpo técnico do FMI e as autoridades são-tomenses mantiveram discussões produtivas sobre a 3.ª avaliação das políticas económicas sustentadas pelo programa de 52 meses apoiado pela ECF. A maioria das metas quantitativas para a 3.ª avaliação foram cumpridas e registaram-se progressos significativos numa série de temas macroestruturais”, -lê-se no documento.

A nota do FMI acrescenta que “durante a visita, registaram-se progressos no que toca as medidas de política destinadas a corrigir os desequilíbrios internos e externos decorrentes da crise de eletricidade e do difícil ambiente externo”.

O documento avança que “as autoridades continuam empenhadas em levar a cabo um ambicioso ajustamento orçamental a médio prazo, que constitui o principal instrumento para fazer face à elevada dívida pública do país e para reequilibrar a economia num regime de paridade cambial, a par de uma política monetária restritiva. A intensificação das reformas no setor energético é fundamental para aliviar as pressões sobre o saldo orçamental e a dívida pública, manter a recuperação das reservas internacionais e despoletar um crescimento sustentado”.

FIM diz na nota que “São Tomé e Príncipe enfrenta cortes de eletricidade persistentes e atrasos na transição energética, ao passo que a conjuntura externa incerta – incluindo a subida dos preços do petróleo a nível mundial – continua a ensombrar as perspetivas. A economia manteve-se relativamente resiliente, não obstante as falhas de eletricidade, a política monetária restritiva e a vulnerabilidade do país às alterações climáticas e às catástrofes naturais. A inflação recuou nos últimos meses, mas continua elevada e poderá voltar a subir, em caso de deterioração da conjuntura externa”.

“O programa apoiado pelo FMI continua a desempenhar um papel fundamental para apoiar a estabilidade macroeconómica, promover as reformas estruturais e mobilizar apoio de outros parceiros de desenvolvimento”,-lê-se

Nesta 3ª avaliação “a equipa do FMI reuniu com o Presidente, Carlos Vila Nova; o Primeiro-ministro, Américo d’Oliveira dos Ramos; o Ministro de Estado para a Economia e Finanças, Gareth Haddad do Espírito Santo Guadalupe; o Ministro dos Recursos Naturais, Nelson Mário Cardoso; o Governador do Banco Central, Agostinho Fernandes; outros representantes governamentais; representantes da sociedade civil e do setor privado, incluindo bancos comerciais; e parceiros de desenvolvimento. A equipa da missão manifesta o seu profundo apreço às autoridades pela sua cooperação, hospitalidade e diálogo construtivo sobre as políticas.”

Fim/RN

 

 

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