São Tomé, 16 Abr 2026 ( STP-Press ) – O governo de São Tomé e Príncipe procedeu o lançamento das três estratégias nacionais de saúde para o período 2026-2030, estimadas em 10 milhões de euros, com apoio das Nações Unidas, visando, sobretudo o combate de doenças não transmissíveis, em cerimónia presidida esta quarta-feira pelo Primeiro-ministro, Amério Ramos.
Segundo Américo Ramos, este evento fica marcado com o lançamento dos três documentos estratégicos, designadamente, o “Plano Estratégico Multissectorial para a Prevenção e Controlo das Doenças Não Transmissíveis 2026-2030”, o Plano Estratégico Nacional para o Controlo do Cancro 2026-2030 e a Estratégia Nacional de Saúde Comunitária 2026-2030”
“A importância dos documentos em apreço qualifica este dia como marcante para São Tomé e Príncipe”, disse Américo Ramos, sublinhando que “além de ser um evento técnico é sobretudo um compromisso do Estado na medida em que nos aporta instrumentos estruturantes para o sistema da saúde numa perspetiva ao longo prazo”.
“Um dia em que damos um passo decisivo não apenas para melhorar o nosso sistema de saúde, mas também para transformar a maneira como pensamos, planeamos e construímos a saúde no nosso país”, avançou Américo Ramos.
Na sua Intervenção o Representante das Nações Unidas em São-Tomé, Eric Overvest disse que “ investir na sua é investir no capital humano”, sublinhando que “ o sistema das Nações Unidas reafirma o seu compromisso de continuar a trabalhar lado a lado com o governo apoiando a implementação dessas estratégias com foco em resultados concretos”.
O ministro da Saúde, Celso Matos disse “ há necessidade de cada ministério criar um gabinete que responda por questões de saúde”.
Estima-se que as doenças não transmissíveis são responsáveis por mais de 60% das mortes em São Tomé e Príncipe, com a hipertensão a assumir particular relevância, afectando cerca de 30,6% da população adulta sendo a principal causa de morbilidade, internamentos e mortalidade, com o cancro a representar cerca de 13% da mortalidade e uma das principais causas de evacuação médica internacional.
Calcula-se ainda que entre 70% e 80% dos determinantes da saúde se situam fora do sector da saúde, o que torna indispensável a adoção de abordagens integradas e multissetoriais.
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