São-Tomé, 13 Ags 2026 ( STP-Press) – O Primeiro-ministro e actual líder do ADI, Américo Ramos, rejeitou publicamente os apelos à abstenção feito por Patrice Trovoada, tendo sublinhado que apelar à abstenção “não é uma boa estratégia para um político” que para ele deve fazer o inverso, pedindo a população que vote.
Reagindo esta quarta-feira as declarações de apelo de Patrice Trovoada nas redes sociais aos militantes do ADI para não irem votar nas eleições de 27 setembro, Américo Ramos sublinhando que a classe política deve fazer o inverso e pedir que a população vote o mais possível.
Américo Ramos sublinhou que “um apelo à abstenção nas próximas eleições não é uma boa estratégia para um político, uma vez que votar é um dever cívico. Daí que penso que a população são-tomense sabe o que quer, estamos num país democrático há mais de 30 anos, boicote às eleições e com abstenção penso que não é uma boa estratégia”.
O apelo de Patrice Trovoada surgiu nas redes sociais, com o antigo primeior-ministro a dizer aos seus apoiantes que a melhor forma de protesto seria “não indo votar, não saindo de casa para votar nas eleições legislativas autárquicas e regional do dia 27 de Setembro”.
Na sua declaração Américo Ramos sublinhou que a classe política e a sociedade civil devem “fazer todos os esforços necessários para diminuir o número da abstenção, uma vez que esse é o momento de escolher os dirigentes para os próximos quatro anos”.
Nas últimas eleições presidenciais de 29 de Julho, o candidato apoiado pelo Primeiro-ministro, Américo Ramos, nomeadamente, Carlos Vila Nova derrotou o candidato apoiado por Patrice Trovoada, designadamente, Nito Abreu com um score de 55% contra 41%.
Logo após os resultados das eleições presidenciais, o Tribunal Constitucional divulgou um acórdão, no qual reconheceu o Américo Ramos, como presidente do ADI, na sequência do congresso realizado em 27 de junho, impugnado pela ala fiel a Patrice Trovoada, que liderava o partido.
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