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Objetivo do reajuste salarial é a equidade e justiça na função pública são-tomense, – Ministro das Finanças

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Noticias STP-Press

São-Tomé, 12 Mai 2021 ( STP-Press) – O ministro das Finanças, Osvaldo Vaz declarou esta manhã que a proposta do reajuste salarial tem por objectivo a equidade e justiça na distribuição de rendimento num processo a ser adotado com contribuição de todos são-tomenses num clima consensual da maioria.

“O objectivo deste reajuste é equidade e justiça” disse Osvaldo Vaz esta manhã no seu gabinete acompanhado do Ministro de Trabalho, Solidariedade e Família, Adlander Matos

 “Acredito que o documento que sairá da Assembleia será consensual, sempre a considerar as nossas capacidades de receitas internas”, disse Osvaldo Vaz, sublinhado que “da parte das Finanças, em nome do governo, estamos abertos, para contribuição de todos”.

“Nós vimos as reclamações dos sindicatos dos magistrados e estamos a trabalhar no processo e pensamos que o bom senso vai prevalecer em todos os sectores”,- disse

Tendo declarado que “já sabíamos que não seria um processo fácil, já tínhamos a consciência que haveria reações”, Osvaldo Vaz disse “achamos nós que as reações são indicadores de que efectivamente, estamos a fazer alguma coisa”.

 “Se não houver nenhum reação positiva ou negativa, eu estaria preocupado, disse para depois sustentar que “se tivermos uma ferida e sentirmos a dor é grave, por isso, é bom sentirmos a dor para irmos ao médico e solicitarmos tratamento e depois a ferida será cicatrizada

Além de ter declarado que “os sindicatos têm de fazer os seus papéis, na defesa dos trabalhadores e não posso ver a recção dos sindicatos como obstáculo, tenho de ver como um processo que até ajuda”, Vaz disse que “este é um processo inclusivo é um processo iniciado por governo, mas, é do País e acredito que bom senso vai reinar”.

Respondendo a uma questão relativamente ao partido ADI, na oposição alegando a não necessidade da ida da proposta ao Parlamento, Osvaldo Vaz disse que “sendo inclusivo a oposição também deve pronunciar e o local ideal para a oposição se pronunciar é na Assembleia Nacional, onde, terão acesso a documento e darem também as contribuições”

“Vamos tomar em consideração todas as preocupações, vamos negociar, vamos conversar, Assembleia Nacional, o governo, os tribunais, as câmaras, Região Autónoma, empresas públicas, banco central, institutos, agencias, todos em conjunto para o bem de São Tomé e Príncipe ”-sustentou o ministro

Sobre a celeridade do processo, o ministro Osvaldo Vaz disse que “acredito que Assembleia nacional vai ser célere no processo”, acrescentando que “ser célere não significa dizer que não vai auscultar…”

Considerando que “por se tratar de um processo de reajuste todo mundo não vai sair satisfeito”, Osvaldo Vaz assegurou que “estamos a tentar conciliar ao máximo possível para que que a insatisfação não seja grande e que a satisfação seja efectivamente grande”

Questionado sobre a situação salarial na comunicação social, Osvaldo Vaz disse que “quanto a comunicação social, os jornalistas trabalham dia e noite, devem ter efectivamente um tratamento especial e estão no quadro privativo e depois haverá decretos para regular as horas extraordinárias”.

Fim/RN

Eleições Presidenciais: Carlos Stock apresenta-se como candidato independente

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Por: Danilson Gomes da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 12 Mai 2021 2021 (STP-Press) – O antigo ministro da Defesa e da Ordem Interna Carlos Olímpio Stock, fez hoje (12.05) a apresentação oficial da sua candidatura às Eleições Presidenciais 2021. O são-tomense entra nesta corrida presidencial como candidato independente.

Numa cerimónia que teve lugar no seu escritório, em Vila Maria, Carlos Stock no seu discurso de apresentação disse que “enquanto cidadão são-tomense livre que me dirijo a vós hoje, para comunicar-vos a minha decisão de me candidatar ao cargo de Presidente da República de São Tomé e Príncipe”.

Carlos Stock afirma-se com um candidato independente, uma vez que pretende prosseguir “este percurso despido de quaisquer amarras político-partidárias, já que estou ciente que só um presidente livre é capaz de estabelecer pontes entre os diferentes atores do nosso país…”.

Advogado de profissão, e antigo ministro da Defesa e da Ordem Interna, Carlos Stock garante que vai ser um presidente amigo da população são-tomense.

“Estarei com os agentes económicos, os empresários, os agricultores, os pescadores, as palaiês, os criadores, os artesãos e os artistas, para compreender e apoiar na solução dos seus problemas”, afirmou Carlos Stock.

O advogado disse ainda que “a minha experiência acumulada ao longo dos anos ao serviço das diversas causas do país, como professor, como notário, como advogado, como magistrado e como ministro de Defesa e da Ordem Interna, concede-me total legitimidade, para aspirar ao exercício da mais alta magistratura do país”.

Mais de duas dezenas de são-tomenses já manifestaram interesse em concorrer às eleições Presidenciais de julho, tentando suceder o atual Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho.

Fim/ DG

Futebolista São-tomense Harramiz Soares sagra-se Campeão da II Liga em Portugal pelo Estoril

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Por Manuel Dênde, Jornalista da STP-Press 

São Tomé (São Tomé e Príncipe), 12 Mai. 2021 (STP-Press) – Harramiz Soares, 30 anos, internacional por São Tomé e Príncipe acaba de sagrar-se Campeão da II Liga de futebol em Portugal pelo Grupo Desportivo Estoril Praia, qualificando-se para a I Liga, mercê do empate a um golo entre Vizela e Cova da Piedade. 

O Vizela empatou a um golo no terreno do Cova da Piedade, jogo da 32ª jornada da II Liga, resultado que permitiu ao Estoril festejar a sua promoção, desde já, e o título de Campeão da II Liga. 

Harramiz Queita Ferreira Soares, 30 anos, 1.80 cm e 66 kg, é natural da Ilha de São Tomé, e que nasceu, na cidade sulista de São João dos Angolares, capital do Distrito de Caué, zona geográfica de maior dimensão territorial na Ilha de São Tomé no âmbito da República insular de São Tomé e Príncipe.  

De acordo com o filme do jogo, João Oliveira, aos 4 min., colocou a equipa de Almada a vencer, tendo o empate do Vizela chegado ao minuto 39, numa grande penalidade convertida pelo brasileiro Cassiano.

Aos 80 min., o Cova da Piedade ficou reduzido a 10 por expulsão de João Amorim, mas o resultado não mais se alterou. 

Desta forma, a uma jornada do fim, o Estoril, que já tinha assegurada a subida à I Liga, sagra-se Campeão, com sete pontos de avanço sobre o Vizela, segundo classificado com 60.  

A equipa do Cova da Piedade é 14.º e tem 33 pontos. 

Fim/MD/LM

STP-Press 

São Tomé e Príncipe defronta Togo em Futebol Feminino para CAN Marrocos/2022

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Por Manuel Dênde, Jornalista da STP-Press 

São Tomé (São Tomé e Príncipe), 12 Mai. 2021 (STP-Press) – A Selecção Nacional de Futebol Feminino Sub-17 defronta, entre 7 e 15 de Junho próximo, a sua congénere do Togo na 1ª eliminatória de acesso ao CAN/2022, segundo ditou o sorteio levado a cabo pela Confederação Africana da modalidade (CAF), realizado na última segunda-feira, no Cairo (Egipto), sede desta organização continental. 

Caso São Tomé e Príncipe ultrapasse o Togo nesta 1ª pré-eliminatória que ditou o primeiro confronto em casa, as meninas São-Tomenses poderão defrontar o Gabão ou Congo. 

Na história desportiva entre esses dois Estados Africanos, refere-se que em 1998, São Tomé e Príncipe em seniores masculino fez a sua estreia nas eliminatórias da CAN, diante do Togo, em Libreville, mas, na vertente feminina será primeira vez que as mulheres São-tomenses e Togolesas vão esgrimir argumentos. 

A “corrida” envolve, numa primeira fase, 54 das 44 Selecções Africanas, divididas nas respectivas zonas, nomeadamente, Cosafa, Cecafa, Unaf, Uniffac na África Central, onde se localiza São Tomé e Príncipe, Wafu A e Wafu B, e culminará com as 11 apuradas que juntar-se-ão ao País anfitrião, Marrocos. 

Contrariamente a São Tomé e Príncipe que é um Estado insular, Togo é continental, republicano e cujo Chefe de Estado é Faure Gnassingbé.  

Limitado a norte por Burquina Fasso, a leste pelo Benim, a sul pelo Oceano Atlântico e a oeste por Ghana e é constituído por um estreito território que reúne povos de diferentes origens. 

Com sede em Marrocos, o CAN/2022 deverá ocorrer entre Julho/Agosto ou Outubro/Novembro. 

Eis os desafios da primeira eliminatória: 

M1 – Uganda v Etiópia 

M2 – Quénia v Sudão do Sul 

M3 – Eritreia v Burundi 

M4 – Djibouti v Rwanda 

M5 – Malawi v Zâmbia 

M6 – Tanzânia v Namíbia 

M7 – Zimbabwe v Eswatini 

M8 – ANGOLA v Botswana 

M9 – Moçambique v África do Sul 

M10 – Argélia v Sudão 

M11 – Egipto v Tunísia 

M12 – Guiné Equatorial v RD Congo 

M13 – São Tomé e Príncipe v Togo 

M14 – Congo v Gabão 

M15 – República Centro Africana v Camarões M16 – Serra Leoa v Gâmbia 

M17 – Libéria v Senegal 

M18 – Mali v Guiné 

M19 – Guiné Bissau v Mauritânia 

M20 – Burkina Faso v Benin 

M21 – Nigéria v Ghana 

M22 – Niger v Côte d’Ivoire. 

Fim/MD/LM

STP-Press 

Parlamento Infanto-juvenil reúne-se a 16 de Junho em São Tomé para debater a problemática da criança

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Por Manuel Dênde, jornalista da STP-Press 

São Tomé (São Tomé e Príncipe), 12 Mai. 2021 (STP-Press) – Os deputados do Parlamento Infanto-juvenil de São Tomé e Príncipe serão eleitos e empossados na primeira quinzena do próximo mês de Junho, – informou hoje, em São Tomé, uma fonte parlamentar no País. 

Segundo a fonte que revelou a informação à STP-Press, a eleição dos deputados vindos de um processo de eleição em diversas escolas públicas e privadas do País será feita a nove de Junho. 

Após o processo de eleição, tais deputados reunir-se-ão em Sessão Plenária ao 16 de Junho, dia da Criança Africana, para a tomada de posse e debate do tema: Violência e Abuso Sexual de Menores. 

E para tal, o “dossier” sob a responsabilidade da 3ª Comissão Especializada da Assembleia Nacional, directores de diversas escolas básicas do País reuniram-se com membros dessa comissão para equacionar-se medidas visando o processo de eleição e outros preparativos que culminarão em sessão solene no País. 

Segundo o presidente desta comissão da Assembleia Nacional, José António Miguel, a ideia é envolver os directores do Ministério da Educação e Ensino Superior no processo de preparação e “eleição destes deputados infanto-juvenis nos seis Distritos do País e da Região Autónoma do Príncipe de modo que a representação dos 55 deputados seja digna, aceitável e representativa da Nação”. 

Além do tema central, estes deputados em Sessão Plenária vão eleger um presidente nacional, assim como debaterão outros temas atinentes a problemática de adolescência em São Tomé e Príncipe. 

A ideia é dar voz e vez às crianças São-tomenses numa altura em que as autoridades pretendem melhorar políticas públicas sobre as crianças, sobretudo na educação assentes da massificação e qualidade de ensino. 

A institucionalização desse parlamento visa ainda entre outros objectivos socializar os conceitos de protecção da criança e do adolescente.

O Estado São-tomense deu alguns passos no sentido de incorporar os princípios da Convenção na ordem jurídica interna, através da adopção e reforma de diversas Leis que promovem os direitos das crianças. 

Fim/MD/LM

STP-Press 

Jorge Bom Jesus visita obras de construção de casas sociais em Mestre António e Guadalupe

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Por Manuel Dênde, Jornalista da STP-Press 

Cidade de Guadalupe (São Tomé e Príncipe), 12 Mai. 2021 (STP-Press) – O Primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus visitou as obras de construção das casas sociais em Guadalupe e na localidade de Mestre António, no centro/norte e sul da Ilha de São Tomé, respectivamente, -apurou a STP-Press. 

Segundo uma fonte afecta a delegação governamental, a ideia da deslocação do Chefe do Governo visava tomar contacto com as obras de construção desses apartamentos. 

Ao todo e a luz do acordo bilateral entre São Tomé e Pequim, as obras em curso executadas por uma construtora Chinesa representam a primeira fase de um projecto que comtempla a construção de 200 casas sociais em vários Distritos do País até ao ano 2022. 

Em Lobata e em Mestre António (no distrito de Cantagalo), operários Chineses têm já em fase de acabamento dois blocos de apartamentos compreendendo 24 apartamentos em cada um dos Distritos da Ilha de São Tomé. 

A propósito, Aleixo Pires, Edil da Cidade de Santana, capital do Distrito de Cantagalo, mostra-se esperançado de que a “construção destes imóveis vão conferir beleza e altera o desenho arquitectónico de Mestre António para melhor”. 

Segundo ainda este responsável, espera que “a distribuição seja justa, equitativa e efectivamente a quem de facto necessita, evitando que elas caiam na mão dos senhores políticos como se fez no passado”.

Recorde-se que o lançamento das primeiras pedras das obras de construção destes imóveis foram feitas, por sinal, pelo Primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, em Novembro de 2019. 

A construção dessas casas sociais em todos os Distritos da Ilha de São Tomé e na Região Autónoma do Príncipe, além de construção, são igualmente financiadas pela República Popular da China no âmbito de cooperação bilateral com este gigante Asiático. 

Fim/MD/LM

STP-Press 

Secretária Regional do Ambiente visita obras do Projecto WACA na ilha do Príncipe

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Por: Cristiano Dondo na ilha Do Príncipe em especial a STP-Press

Santo António, ilha do Príncipe Mai 2021 ( STP-Press) – A Secretária Regional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Alice da Mata visitou esta terça-feira as obras do Projecto WACA no Praia das Burras na Região Autónoma de Príncipe, tendo exortado para o cumprimento do prazo de conclusão das mesmas.

Na sua deslocação acompanhada do Coordenador do Projecto WACA, Arlindo de Carvalho, os mesmos visitaram as obras de requalificação da estrada de acesso que liga Roça Paciência à Praia das Burras bem como os trabalhos de zona de expansão segura na referida comunidade.

Ao longo da visita a equipa técnica responsável pela execução das obras prestou alguns esclarecimentos aos visitantes, e tirou algumas dúvidas sobre aspectos técnicos da obra com incidência as de via de acesso.

Devidas as questões climatéricas, com intensas chuvas que tem assolado a Região, a Secretaria Regional de Ambiente mostrou-se bastante preocupada com o atraso das obras, em particular o prazo estipulado que já se esgotado.

 “A nossa visita cá no terreno e para acompanhar de perto esta intervenção do Projecto WACA que é bastante importante para a população de Praia das Burras uma vez que vai realocá-la para uma zona segura, afastando-a do perigo diários das mares altas, mas é verdade que estamos preocupados com atrasos das obras”- disse Ana Alice da Mata.

Por outro lado, algumas preocupações foram levantadas pela equipa técnica do gabinete da Secretária Regional, que mereceram esclarecimentos e recomendações do responsável da WACA, Arlindo Carvalho.

 “Nós vamos viabilizar com máxima brevidade as solicitações feitas e recomendamos que a Secretaria Regional apresente mais um representante que será ponto focal para o acompanhamento dessas obras na região, que como deve saber para além da Praia das Burras brevemente iremos lançar com curso para arranque das obras de requalificação de Praia Abade”- disse Carvalho.

A visita enquadra-se na deslocação de uma equipa multissectorial envolvendo a equipa técnica do Projecto WACA, Técnicos de Laboratório da Engenharia Civil Nacional, das Direção das Pescas, de ONG MARAPA, da COMPREC, e da empresa fiscalizadoras das ATI, que para além de visitar as obras acimas mencionadas, está também na recolha de amostras de solo para analise e testes para a produção de blocos como material alternativo a uso de área.

Nesta missão está ainda agendada a semelhança da ilha de São Tomé a distribuição de materiais segurança marítima para os pescadores locais.

Fim/CD

Sindicatos dos magistrados judiciais e M.P repudiam redução dos seus rendimentos no reajuste salarial e ameaçam greve

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 11 Mai 2021 ( STP-Press ) –  Sindicatos dos Magistrados Judiciais e do Ministério Público são-tomense repudiaram esta manhã a “redução drástica  na ordem de 50% dos seus rendimentos” face a proposta do reajuste salarial introduzida há dias no Parlamento pelo Governo, tendo ambos sindicatos admitidos a hipótese de se recorrerem a greve alegando que a proposta do executivo “põe em causa o Estado de Direito Democrático”, anunciou hoje a porta-voz, Vera Cravid.

“É com estranheza que os sindicatos dos magistrados judiciais e do ministério público tomaram conhecimento da proposta da lei sobre o Estatuto Remuneratório da Função Pública, que já se encontra na Assembleia Nacional para feito de discussão e aprovação, onde os magistrados foram confrontados com uma redução drástica, na ordem de 50% do rendimento actual auferido” disse Vera Cravid, a Porta-voz dos dois sindicatos.

 “Os magistrados não estão contra o reajuste proposto pelo governo, mas repudiamos a redução drástica dos rendimentos dos magistrados nos termos propostos” disse Vera Cravid, tendo sublinhado que “se for necessário convocaremos a greve”

“Nos termos em que a presente proposta de lei apresentada na Assembleia Nacional, nota-se uma perda significativa do rendimento, o que põe em causa a independência, autonomia e a imparcialidade dos magistrados e perfeita dissonância com o princípio da irredutibilidade e da intangibilidade salarial, constitucionalmente consagrado, pondo em causa o Estado do Direito Democrático”, – sustentou a líder sindical dos magistrados.

Vera Cravid denunciou que “na proposta constata-se um tratamento discriminatório relativamente a figura do Procurador-Geral da República que foi rebaixada ao nível, tratamento e categoria para efeito remuneratório a do Juiz Conselheiro, o que nunca aconteceu desde da criação do Ministério Público, violando o princípio de equiparação e paralelismo de tratamento entre as magistraturas…”.

 “Todavia, a classe dos magistrados apresentaram, 2020, durante as negociações, uma contraproposta face a grelha salarial apresentada pelo Executivo, acontece que, até a presente data não houve qualquer reação pela parte do governo nem escrita nem verbal”, sustentou Vera Cravid.

Fim/RN

A OIT promove formação em Diálogo Social e Negociação Colectiva para os dirigentes sindicais, em São Tomé e Príncipe

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Texto: Por Ricardo Neto e João Soares ** Foto: Lourenço da Silva

 São Tomé, 09 Maio. (STP-Press) –  A Organização Internacional do Trabalho (OIT) promoveu uma sessão de  formação de três dias consecutivos (4,5,e 6 de Maio) aos dirigentes das Centrais Sindicais Organização Nacional dos Trabalhadores de São Tomé e Príncipe – Central Sindical (ONTSTP-CS) e União Geral dos Trabalhadores de São Tomé e Príncipe – Central Sindical (UGT-CS), que terminou quinta-feira, tendo como pano de fundo o reforço das capacidades em  diálogo social e negociação coletiva, considerados fundamentais para se ultrapassar os  efeitos nefastos da pandemia da Covid-19 e não só.

O primeiro dia foi dedicado à validação de um estudo intitulado “Avaliação dos impactos da Pandemia do COVID 19 sobre os Trabalhadores e as Organizações Sindicais em São Tomé e Príncipe” e a uma apresentação da situação do COVID 19 em São Tomé e Príncipe, pela Delegada de Saúde do Distrito de Água Grande e Directora Geral dos Hospitais de Campanha, Dra Adionilde Aguiar . Os outros dois dias foram dedicados ao reforço das capacidades das Organizações Sindicais em Diálogo Social e Negociação Colectiva.

 No balanço dos trabalhos, em declarações à STP-Press, a Coordenadora Nacional da OIT em São Tomé e Príncipe, Lurdes Viegas disse que ‟neste período da pandemia, o diálogo social é fundamental para a negociação coletiva‟, tendo sublinhado que “ é fundamental para promoção de um trabalho digno e para a justiça social”.

 Tendo considerado que “é necessário que os dirigentes sindicais sejam munidos de conhecimentos suficientes para que possam melhorar o desempenho das suas organizações sindicais”, Lurdes Viegas disse ainda para que os mesmos “possam negociar com os empregadores” bem como “aumentar a sua base organizativa”.

O Secretário-Geral da UGT-STP, Costa Carlos, disse que, ”nós havíamos solicitado um seminário desta índole e estamos aqui a falar deste assunto, aprendemos a técnica de negociação, como apresentar-se a uma negociação, quais são as agendas para levar a uma boa negociação, que são coisas bastante atuais que nós estamos aqui a tratar‟.

 ‟A questão do diálogo sempre esteve difícil em São Tomé e Príncipe‟, disse Secretário-geral da UGT-STP, (União Geral dos Trabalhadores de São Tomé e Príncipe), a este propósito justificando ”porque as partes ainda não se entenderam que sem o diálogo não se consegue promover o trabalho, no entanto é preciso conversar até a exaustão e não é preciso nós recorrermos à decisões unilaterais para criar conflitos”.

 “Se a gente se sentar nos bons dias e negociar de alma limpa e lavada nós não precisaríamos nunca, de recorrer à greve e manifestações”, disse Secretário-geral, sublinhando que ‟ enquanto não houver essa correspondência dos intervenientes no diálogo, então vamos ter sempre decisões unilaterais que se tomam e que acabam sempre em greve, manifestações e outras coisas mais”.

 Por sua vez, Albertino Castro, Secretário-geral Adjunto da Organização Nacional de Trabalhadores, ONTSTP-CS disse que  ”há necessidade de se criar uma convenção colectiva que regule as ações da vida dos trabalhadores no terreno. É neste quadro que temos o sector agrícola, em que estamos a debater para que haja um acordo coletivo que regule todos agricultores nacionais, para que tenham um caminho real à seguir. Isto só se consegue com  um acordo coletivo de trabalho.”

 ‟Falamos da COVID 19, pois é necessário que os trabalhadores saibam qual foi o impacto do coronavírus na vida laboral. Sobretudo na parte económica, sabemos que baixou muito o nível de vida dos trabalhadores”, disse Albertino Castro sublinhando que ”o que mais nos aflige é que trabalhadores foram despedidos e muitos destes despedimentos foram feitos sem justa causa porque não havia diálogo com o empregador, para que se pudesse dicutir uma outra hipótese”. 

O atelier foi realizado por video-conferencia e animado por especialistas do Escritório da  OIT em Yaoundé- Camarões;  Escritório Regional da OITem Abidjan – Costa do Marfim; da Sede da OIT em Genebra e intervenção de dirigentes das duas Centrais Sindicais que contribuiram com exemplos da realidade nacional.

Fim/RN,JS 

OMPP e São Tomé e Príncipe assinam acordo para revolucionar a área rural no País

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Por Jornalista Manuel Dênde da Agência de Notícias STP-Press 

São Tomé (São Tomé e Príncipe), 10 Mai. 2021 (STP-Press) – São Tomé e Príncipe e a Organização Mundial para a Paz (OMPP) acabam de assinar um Protocolo para investimentos em vários sectores do País, sobretudo, da agricultura, – anunciou o ministro da Agricultura, Francisco Ramos, um dos subscritores do documento. 

O acordo foi assinado pela parte da organização estrangeira pelo seu Director Executivo para África Central, David Ekeke, que deverá nos próximos seis meses apresentar os projectos, indicar a fonte e a garantia dos financiamentos. 

Além da agricultura, a OMPP propõe investir também na pecuária, saúde e educação. 

Em declarações após a subscrição deste protocolo, este responsável da OMPP, sedeado em Libreville, Gabão, defende que num País insular e chuvoso como São Tomé e Príncipe a grande aposta deve ser na agricultura, explorando as suas diversas vertentes, potenciando postos de emprego, potenciando a formação de quadros afim de se tirar o melhor da agricultura compreendendo a sua exportação. 

Segundo este responsável, a OMPP pretende investir em 15 comunidades agrícolas, casas, escolas, postos de saúde, instalando postos de abastecimento de água e reabilitando igualmente estradas de acesso às comunidades. 

Para não frustrar expectativas, Ekeke disse que a sua organização assinou o tal acordo para investir e fazer a diferença e não para “fazer a propaganda ou políticas baratas”. 

A ideia, segundo o mesmo, “é fazer a diferença dentro de um prazo bastante curto e apostar seriamente num desenvolvimento sustentável em áreas rurais de São Tomé e Príncipe”. 

O ministro da Agricultura, Francisco Ramos, falando a propósito da assinatura deste protocolo e advertindo ao parceiro que gostava de ver a concretização destes projectos, disse que o Executivo do qual faz parte assinou o acordo com propósito de transformar agricultura numa fonte de rendimento sustentável para o País e em especial os agricultores de São Tomé e Príncipe. 

“Assinamos este protocolo na expectativa de melhorar a vida dos São-tomenses e de atingirmos a auto-suficiência alimentar e nutricional”, disse ainda. 

Organização Mundial para a Paz, OMPP, é uma ONG sem fins lucrativos, e está sedeada em Tóquio (Japão), com representação em diversos continentes e o seu Director-geral é um Japonês de nome, Toshio Tomisawa.  

Fim/MD/LM

STP-Press 

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