Por: Manuel Dênde,
Jornalista da Agência de Notícias STP-Press
São Tomé, 04 Nov. 2020 (STP-Press) – Autoridades São-tomenses vão adquirir,
com auxílio do Banco Mundial, um barco para garantir a navegabilidade em segurança
das populações das duas Ilhas que compõem a República Democrática de São Tomé e
Príncipe, – revelou o ministro Osvaldo Abreu.
Abreu que concluiu, há dias, uma visita de trabalho na Ilha do Príncipe e
que fez-se acompanhar de principais quadros do seu gabinete, disse que o Governo
está em contactos adiantados com o Banco Mundial para viabilizar “aquisição de
um barco que garanta uma navegação segura as populações”.
Depois de alguns acidentes que marcaram essa travessia, a deslocação da
Cidade de Stº António (na Ilha do Príncipe) para a cidade de São Tomé, onde se
localiza a capital do País, é feita por via marítima por embarcações de frágil
segurança ou por via aérea, geralmente, com tarifas mais caras que marítima.
O governante que falava na Cidade de Stº António, no termo de tal visita de
trabalho, disse que o “Governo está em conversações com parceiros,
nomeadamente, o Banco Mundial para adquirirmos uma embarcação segura e
confortável de modo que se evite graves situações [acidentes marítimos] e que
marcaram diversas famílias no País”.
Acrescentou, pontuando “ser uma prioridade” do Executivo do Primeiro-ministro
Jorge Bom Jesus e que aquisição da embarcação e a sua gestão vão passar por uma
parceria publico/privada, onde dever-se-á salvaguar a rentabilidade deste
negócio pelos operadores privados.
E neste momento, a STP-Press sabe de fontes oficiais que actualmente este
“dossier” está na fase de publicação de resultados de um concurso público
internacional lançado, há alguns meses, na perspectiva de se encontrar um
operador que satisfaça nomeadamente as condições exigidas pelas autoridades
São-tomenses, para os devidos efeitos.
Em Abril último, recorde-se, ocorreu no mar São-tomense num barco que fazia
ligação entre as Ilhas de São Tomé e do Príncipe um acidente marítimo com o
barco “Amfitrite” que levava 63 pessoas, das quais foram resgatadas 55, tendo
oito destes morrido ou ficado desaparecidos.
Destas vítimas, destaque para nacionais e três estrangeiros, nomeadamente,
um Português e dois Franceses.
São-Tomé, 04 Nov. 2020 ( STP-Press ) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus reinaugurou esta terça-feira, a ex- sede dos Pioneiros, hoje, transformado em Palácio da Juventude e Desporto, passando albergar, o Instituto Nacional da Juventude, a Direcção Geral dos Desportos e Comité Olímpico Nacional, numa reabilitação estimada em cerca de 357 mil dólares, – Soube hoje a STP-Press em São Tomé.
As obras de reabilitação foram executadas pela empresa chinesa
TOP Internacional num projecto custeado numa parecia entre o governo através do
ministério da Juventude e Desportos e o Comité Olímpico são-tomense no âmbito
da política de promoção da juventude e do desporto no arquipélago.
No seu discurso, do
primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus disse que “além da dimensão de recuperação,
valorização do património arquitetónico, histórico, inscreve-se numa
perspectiva de criação de condições institucionais para a implementação de políticas
públicas em prol da juventude são-tomense no sentido de dotá-la de competências,
técnicas, de liderança e cidadania participativa”.
“Como aconselhou Agostinho Neto não esperam, vós sois aqueles
por quem se espera” disse Jorge Bom Jesus em mensagem dirigida a juventude tendo
sublinhando que “ser jovem não é tudo, mas é quase tudo, não é princípio nem
fim do percurso, é o próprio percurso, é querer, é poder, é fazer, é crença no impossível”.
Citando as complicações e as experiências saídas no âmbito da
pandemia da Covid-19, Jorge Bom Jesus sustentou que “a humanidade deve solidariamente
mobilizar sinergias e juntos diante de problemas comuns se congregar forças,
minimizando fraquezas e ameaças no sentido de se poder alcançar objectivos,
soluções e resultados de interesse geral, local, regional e mundial”.
No seu discurso, o ministro da Juventude e Desporto, Vinício
de Pina aproveitou a ocasião para anunciar que São Tomé e Príncipe tornou-se o 190º Estado Parte a ratificar
a Convenção Internacional da UNESCO contra o Doping no Desporto
(Convenção da UNESCO) de acordo com decisão da Agência Mundial Antidopagem
(WADA).
Na sua intervenção, o presidente do João Costa Alegre alertou
para a relevância da realização do Fórum Nacional dos Depostos logo que possível
face a pandemia da Covid-19, tendo sustentado que o reabilitado edifício
permitirá uma maior partilha de responsabilidade entre as instituições,
dirigentes e agentes desportivos no sentido de se relançar e promover o
desporto nacional e a própria juventude.
No seu discurso, o director dos desportos disse trata-se de
um sonho concretizado a nível específico desta direcção que passa pela primeira
vez a contar com uma sede própria volvidos 43 anos de existência.
São Tomé 04 Nov. (STP-Press) – O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lançou esta terça-feira, o Relatório de avaliação da fragilidade de São Tomé e Príncipe em cerimonia presidida pelo presidente da Câmara Distrital de Agua-Grande, José Maria da Fonseca, acompanhado da representante do Ministro das Finanças e do responsável do PNUD.
O ponto focal do G7+, Neusa Lima, em representação do ministro da
tutela garantiu, em declarações à imprensa que “o objetivo hoje deste evento é
apresentar de certa forma as autoridades nacionais, o resultado daquilo que
constitui a fragilidade de São Tomé e Príncipe, que foi feito em 2017, porque
de lá para cá já houve mudanças significativas, avaliação feita por um
consultor contactado pelo PNUD no âmbito do G7+”.
“Para dizer que São Tomé e Príncipe neste momento está em fase de
transformação, rumo a fase de resiliência, é última fase”, informou esta responsável,
acrescentando que para tal “o que se busca neste evento, é informar os
decisores políticos e mostrar também as recomendações saídas desta avaliação da
fragilidade”.
Segundo Neusa Lima, algumas destas recomendações, “seria a
continuação da reforma da justiça, questão de segurança pública, de
salubridade, a boa governação”, para depois acrescentar que “um dos pontos
chaves seria a continuidade da estabilidade, porque sem estabilidade política
não se consegue atingir os objetivos
preconizados”.
Também presente à cerimónia, Presidente da Câmara de Água Grande,
José Maria da Fonseca, disse que “achamos que é um documento muito bem
elaborado, ao ler eu senti que se nós conhecermos realmente aonde é que está as
nossas fraquezas, poderemos superar com poucos meios essas dificuldades”.
“Estamos num bom caminho”, disse José Maria da Fonseca, destacando
que, “ao identificarmos aonde que está o problema e assim poderemos de uma
forma muito coerente criar condições para superar tudo quanto tem constrangido
o desenvolvimento do nosso país”.
Neste momento G7+ constitui um grupo de 20 países, nomeadamente:
São Tomé e Príncipe, Afeganistão; Burundi; República Centro Africana; Tchad;
Comores; Costa do Marfim; República do Congo; Guiné; Guiné-Bissau; Haiti;
Libéria; Papua Nova Guiné; Serra Leoa; Somália; Ilhas Salomão; Sudão do Sul;
Timor Leste; Togo; Iémen; o Secretariado do g7+ está sediado em Dili-República
Democrática do Timor Leste.
Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias
STP-Press
São Tomé 04 Nov 2020 (STP-Press) – O Presidente da São-Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho foi operado com sucesso num hospital de Lisboa, Portugal, devendo regressar ao País, próxima semana dia 13, de acordo com fonte da presidência.
De acordo com a nota de
imprensa do Gabinete de Comunicação e Imagem do Presidente da República, o
Presidente Evaristo Carvalho deverá permanecer em repouso e vigilância em
ambulatório nos próximos dias” tal consta no seu relatório médico.
O Presidente de São
Tomé e Príncipe encontra-se em Lisboa, Portugal desde o dia 04 do mês passado numa
visita privada, sobretudo, por questões de saúde.
Texto: Melba de Ceita e
Ricardo Neto da Agência de Notícias STP-Press
São Tomé, 04 Nov 2020 ( STP-Press ) – O Secretário são-tomense do Comércio e Industria, Eugénio Graça garantiu o abastecimento do mercado na quadra do Natal e Ano Novo, em declarações a imprensa esta terça-feira no final de uma reunião com os operadores económicos face as actuais dificuldades nas impostações como consequência da pandemia da Covid-19.
Tendo reunido, importadores, representantes dos Bancos Comerciais,
comerciantes, a Câmara de Comércio e outros agentes económicos, o Secretário do
Estado do Comércio, Eugénio Graça disse, no final do encontro, que apesar de
algumas dificuldades, sobretudo, em consequência da pandemia, prevê-se um mercado
abastecido para o Natal e Ano Novo.
Além de géneros alimentícios e medicamentos como sendo produtos
prioritários face ao actual período pandémico que se vive no País e no Mundo, o
Secretário de Estado garantiu ainda o abastecimento do mercado com combustíveis,
lubrificantes, produtos para construção civil entre outros.
Questionado sobre a dificuldade relativa a cobertura cambial
para se consumar as importações, Eugénio Graça disse que o governo, juntamente,
com o Banco Central está atento e tem acompanho a esta questão, sublinhado que “
os produtos estão garantidos e estão à caminho ” para a quadra festiva na sequência
da transferência realizada há pouco menos 15 dias pelo Banco Central aos Bancos
Comerciais para as importações.
Eugénio da Graça sublinhou que “temos muita sorte, não
obstante a pandemia, os nossos parceiros têm postos a disposição alguma divisa
para o País, e é com este montante, esta divisa, é que temos tirado uma parte para
satisfazer as necessidades” de transferências bancarias para as impostações de género
alimentares e medicamentos, sobretudo, neste período de pandemia.
“ A demanda é tanta que nem sempre se consegue satisfazer”
disse Eugénio Grança sublinhando que “ vamos trabalhar gradualmente, grão a
grão a galinha enche o papo”.
Na sua intervenção o presidente da Câmara do Comercio, Jorge
Correia explicou que o encontro serviu para analisar a situação do
abastecimento do mercado, sobretudo, face a pandemia da Covid-19.
“É hábito a preocupação no período que antecede as grandes
festas, Natal e Ano Novo, e não só, procurarmos saber com está a situação de
abastecimento do nosso mercado” disse Jorge Correia que defendeu uma estratégia
de abastecimento face a questão da pandemia na alguns países da Europa, com os
quais, os importadores são-tomenses se comercializam.
“Mas com a situação da pandemia, com a situação que temos vindo
a observar na europa, principalmente, em Portugal, onde nós vamos buscar grande
parte de bens alimentares para os consumidores são-tomenses” – disse Jorge Correia,
sustentando o motivo de uma estratégia antecipada de abastecimento.
Por: Ricardo Neto,
Jornalista da Agência de Notícias STP-Press
São Tomé, 03 Nov 2020 (
STP-Press) – São Tomé e Príncipe acaba de tornou-se o 190º Estado Parte a
ratificar a Convenção Internacional da UNESCO contra o Doping no Desporto (Convenção
da UNESCO) de acordo com anuncio feito pela Agência Mundial Antidopagem (WADA)
em nota enviada esta manhã a STP-Press.
“A Agência Mundial Antidopagem
(WADA) tem o prazer de anunciar que a nação africana de São Tomé e Príncipe se
tornou o 190º Estado Parte a ratificar a Convenção Internacional da UNESCO
contra o Doping em esporte (Convenção da UNESCO) ”, lê-se na nota, sublinhando
ainda que “existem agora apenas cinco países no mundo que não
ratificaram a Convenção da UNESCO.”
“É sempre um momento de celebração
para a WADA e para o esporte limpo quando outra nação assina a Convenção da
UNESCO como Estado Parte”, acrescenta a nota citando o presidente da WADA,
Witold Bańka.
Witold Banka sublinhou ainda que “isso
mostra à WADA e ao resto do mundo que São Tomé e Príncipe leva a sério seu
compromisso contra o doping. “
“O objetivo da Convenção da UNESCO é reunir as nações na missão comum de
proteger o esporte. Esta Convenção apoiou a WADA em seus esforços para trazer
coerência e harmonização às políticas antidopagem em todo o mundo. Quase todos
os governos do mundo estão agora comprometidos em apoiar o esporte limpo, e é
de crucial importância que eles implementem esse compromisso de forma eficaz em
seus respectivos países, para o benefício dos atletas em todo o mundo. ”
explica Banka no documento.
A nota da WADA diz ainda que “São Tomé e Príncipe é o segundo país
africano a ratificar a Convenção da UNESCO nos últimos doze meses, o que indica
um nível crescente de compromisso com o desporto limpo na região. Esperamos
sinceramente que as nações da África e outras regiões que ainda não ratificaram
a convenção sigam o exemplo rapidamente. “
Adotada em 19 de outubro de 2005, a Convenção é o instrumento jurídico
pelo qual os governos formalizam seu compromisso com o combate ao doping no
desporto. Ele permite que os governos harmonizem suas políticas nacionais com o
Código Mundial Antidopagem e, assim, coordenem as regras que regem a luta
contra o doping no desporto e a legislação pública. De acordo com os padrões da
UNESCO, esta Convenção foi redigida, adotada e ratificada em tempo recorde.
A
Agência Mundial Antidoping (WADA) é uma organização internacional independente
criada em 1999 para promover, coordenar e supervisionar a luta contra o doping
no esporte em todas as suas formas.
A Agência é composta e financiada igualmente
pelo movimento desportivo e pelos governos. Suas principais atividades incluem
pesquisa científica, educação, desenvolvimento de programas antidopagem e
monitoramento do cumprimento do Código Mundial Antidopagem – o documento que
harmoniza as regras relacionadas ao doping em todos os desportos e em todos os
países.
Por: Raquel
Salgueira Póvoas, Área de Comunicação e Imagem Ciências ULisboa
São –Tomé, 03 Nov. 2020 ( STP-Press ) – “Ciências além-fronteiras: de Lisboa até às ilhas “leve leve”, é o título expresso numa entrevista publicada no Web-Site da “Ciências ULisboa” por Raquel Salgueira Póvoas com Ricardo Lima, um investigador do Tropical and Mediterranean Biodiversity research group do Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes sobre um trabalho de investigação do impacto das atividades humanas na biodiversidade endémica de São Tomé e Príncipe.
A primeira viagem até às ilhas verdes – onde impera o
lema “leve leve” -, aconteceu há 12 anos. Desde aí, a aprendizagem tem sido
contínua, assim como as descobertas.
Outros estudantes e investigadores da Faculdade voaram
e continuam a voar até lá, para vivenciar o fascínio das florestas tropicais
com espécies únicas e muitos mistérios por revelar.
No vídeo, fique a conhecer o seu trabalho. Na
entrevista, saiba mais sobre a história de quem aterrou em São Tomé e Príncipe
para valorizar o riquíssimo património natural destas ilhas e que
mantém a vontade de voltar. Casa, é assim que lhes chama.
O Ricardo Lima foi nosso aluno de
licenciatura, pós-graduação e pós-doutoramento. O que o fez optar, mais do que
uma vez, pela Faculdade?
Ricardo Lima (RL) – Quando optei por
fazer a licenciatura em Biologia segui as referências que tinha na altura, que
eram a da excelência no ensino e a de me oferecer a possibilidade de me
especializar em Biologia Ambiental Terrestre, que na altura já era a área
dentro da Biologia que me interessava em particular.
Para além dos rankings oficiais,
que estão disponíveis a todos os alunos, também tinha as boas referências de
muitos dos meus professores do secundário que também tinham tirado o seu curso
nesta faculdade. Posteriormente optei por fazer a pós-graduação e o
pós-doutoramento na mesma instituição, porque tomei conhecimento da
investigação que aqui era feita, e porque me permitiu continuar a aprofundar as
questões de ecologia e conservação que moviam o meu interesse científico.
Entre o conjunto de ensinamentos aqui
adquiridos, quais julga serem os que se destacam e o fazem distinguir enquanto
profissional na área da Biologia?
RL – Definitivamente a vontade de saber sempre mais e
fazer sempre melhor. Esse é o motor do meu trabalho, e todas as outras
ferramentas que fui adquirindo, por muito essenciais que possam ser, são
acessórias em relação a esta motivação primordial.
Uma memória que ainda hoje o faz sorrir
dos tempos de estudante?
RL – Ainda este fim de semana estive com a primeira colega
de curso que conheci quando estava numa escadaria do C2 para me inscrever no
curso de licenciatura. Vai fazer no próximo ano 20 anos desde esse dia, mas até
hoje não me esqueço de muitos desses primeiros dias e mantenho muitas das
amizades criadas nesses tempos.
Como surgiu a oportunidade de fazer parte
do grupo cE3c?
RL – Na semana a seguir a ter submetido a minha tese de
doutoramento em Lancaster, em Inglaterra, havia um concurso da Fundação para a
Ciência e a Tecnologia aberto para bolsas de pós-doutoramento.
Acabado de regressar a Portugal, ainda a tentar
recuperar do esforço final de submissão da tese, decidi que não podia deixar
passar a oportunidade, e que queria continuar a trabalhar em São Tomé e
Príncipe, mas desta vez preferencialmente a partir de Portugal. Falei com o
professor Jorge Palmeirim, que me deu um apoio vital nesse sentido, e
que também nutre um carinho especial pelas ilhas.
Aliás, nessa altura tinha acabado de estar lá
alguns meses. Tive a sorte de conseguir a bolsa, mesmo apesar do pouco tempo
que tive para preparar a candidatura, e passado apenas meio ano de ter
submetido a tese de doutoramento comecei a minha posição como pós-doutorado no
Centro, nessa altura ainda sobre a designação de Centro de Biologia Ambiental.
O que significa para si fazer parte
deste centro, desta equipa de trabalho?
RL – Para mim tem significado a liberdade de
conseguir trabalhar sobre os temas que mais me motivam, Ecologia e Conservação,
num lugar que me é cada vez mais especial, as ilhas de São Tomé e
Príncipe.
São Tomé e Príncipe… Como foi aterrar,
explorar e descobrir (n)esta terra verde?
RL – Foi uma aventura desde o início. Apesar de ter
pesquisado muito sobre o país e de ter falado com muitas pessoas que o
conheciam bem antes de ter decidido que me queria dedicar a essas ilhas, só as
visitei pela primeira vez já depois de ter conseguido uma bolsa de doutoramento
para dedicar quatro anos da minha vida a aprender mais sobre a sua
biodiversidade única.
Estranhamente, desde que aterrei nessa terra verde que
me senti em casa, muito graças a ter tido o privilégio de a ter visitado pela
primeira vez na companhia da Mariana Carvalho e do Ricardo Rocha, ambos antigos
alunos da Faculdade associados ao cE3c, mas também sem dúvida graças ao
espírito acolhedor do povo santomense. E depois, é claro, o fascínio por
descobrir as florestas tropicais de ambas as ilhas, cheias de espécies únicas e
de mistérios por revelar. Até hoje, apesar de já saber muito mais sobre estes
ecossistemas, não há nenhuma visita ao Obô (nome local dado à floresta nativa)
que não volte a aguçar o meu apetite por aprender um pouco mais.
Quantos alunos de Ciências ULisboa já se
juntaram à equipa e voaram até São Tomé e Príncipe?
RL – Desde 2015 já levei 11 alunos de mestrados a fazer
trabalho de campo em São Tomé e Príncipe, dois dos quais são hoje alunos de doutoramento
e que continuam a trabalhar nas ilhas. Se tudo correr bem, este ano vou levar
mais um dos nossos alunos até às ilhas do “leve leve”.
Como se sente ao chegar? E ao partir?
RL – Passados 12 anos desde a primeira vez que visitei São
Tomé e Príncipe, chegar é como regressar à minha outra casa e é difícil não
partir logo com um pouco de saudades duma terra fantástica, onde tenho neste
momento muitas das minhas amizades e das minhas lembranças mais fortes dos
últimos anos. Este ano tristemente a partida foi particularmente complicada,
porque foi já nas incertezas criadas pela pandemia, na semana em que gravei as
imagens para esta entrevista. Mas apesar da situação, continuo a fazer
planos para poder chegar mais uma vez, sobretudo numa altura tão complicada e
em que a presença continuada dos investigadores pode fazer mais
diferença para que os santomenses continuem a valorizar o
riquíssimo património natural das suas ilhas.
O mais fascinante do seu trabalho é…?
RL – O desafio constante, o conseguir todos os dias
aprender algo novo. E mais recentemente, o ter assumido o papel de orientador,
que é um pouco passar para o outro lado do sistema do ensino, e mesmo assim
continuar a aprender todos os dias, com o desafio acrescido de ter que ensinar
e inspirar uma nova geração de biólogos.
Que conselho tem para os nossos
estudantes e investigadores de Biologia?
RL – Desde que entrei para a licenciatura em Biologia que
me disseram que era complicado seguir uma carreira nesta área. É bem verdade,
mas não é impossível e se há algo de que não me arrependo foi em ter seguido
este sonho de estudar Biologia. Nestes tempos de incertezas, se há algo que faz
sentido é persistirmos numa profissão que nos satisfaz.
São Tomé, 02 Nov. 2020 ( STP-Press ) – São Tomé e Príncipe não registou nenhum caso novo de coronavírus nas últimas 24 horas e total ficou em 949 casos por acumulação, 904 recuperações, 2 doentes internados no hospital de campanha, 27 em isolamento domiciliar e o numero de óbitos mantem em 16, de acordo com o ministério da Saúde através do boletim clinico de hoje, 2 de novembro.
Por: Manuel Dênde,
Jornalista da Agência de Notícias STP-Press
Cidade de Stº António, 02 de Nov. 2020 (STP-Press) – O Governo de São
Tomé e Príncipe vai efectuar em breve várias obras infra-estruturais conexas a
Cidade de Stº António (capital da Região Autónoma do Príncipe), incluindo a
reabilitação do Porto e Aeroporto desta parcela do País.
O anúncio nas últimas horas, foi feito pelo ministro das Obras Públicas,
Osvaldo D’Abreu, que concluí hoje (Segunda-feira), uma visita de trabalho de
quatro dias a Ilha do Príncipe.
Das obras equacionadas com auxílio do Banco Mundial, além do Porto de
“Ponta Mina”, D’Abreu informou que o Governo vai efectuar uma intervenção nas
duas pontes sobre o rio Papagaio e que dão acesso a localidade de Hospital
Velho e outras localidades da referida Ilha.
Disse que a intervenção nessas pontes vai compreender várias etapas, das
quais actualização de estudos prévios e o lançamento de um concurso público
internacional.
“O Porto de Ponta Mina e do Porto de Ana Chaves em São Tomé vão também ser
alvos de requalificação”, informou acrescentando que para tal, no âmbito do
projecto do Porto em águas profundas, o Banco Mundial se ofereceu e trata-se de
um parceiro útil e estratégico para o qual devemos aproveitar e contamos para
efectuarmos essas obras”, garantiu, em declarações à Imprensa ainda na Ilha do
Príncipe.
Quanto a ponte sobre o rio Papagaio na Cidade de Stº António, o governante
explicou ainda que contrariamente a urgência que havia sobre a intervenção nas
pontes sobre o rio Água Grande na Cidade de São Tomé, vamos efectuar uma
intervenção na ponte sobre o Papagaio compreendendo várias etapas.
D’Abreu enfatizou que o projecto direcionado para o rio Papagaio
compreenderá actualização de estudos prévios e lançamento de um concurso
internacional e a concretização das obras sobre as duas pontes que deverão
compreender vários meses.
“Vamos igualmente dar atenção a uma segunda ponte e para tal, já abordamos
tal situação juntamente com autoridades competentes da Região Autónoma do
Príncipe”, garantiu, no termo de uma audiência com o presidente do Governo
local, Filipe Nascimento.
Na visita de contacto a estas infra-estruturas, Osvaldo D’Abreu que fez-se
acompanhar de Secretário de Estado das Obras Públicas, Eugénio Nascimento Vaz,
Gabdul Quaresma, Director Nacional de Estradas, INAE e o Secretário local
encarregue das Infra-estruturas, afirmou que o Governo equaciona a
requalificação de uma estrada no interior da localidade de Hospital Velho.
A propósito, Gabdul Quaresma disse que construção da tal estrada vai
compreender obras em calçada numa perspectiva de garantir a sua durabilidade,
resistência assim como a sua capacidade de suporte de peso.
Por: Manuel Dênde, Jornalista da Agência de Notícia,
STP-Press
Cidade de Neves, 31 Out (STP-Press)- O
Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, inaugurou, na última
sexta-feira, na cidade de Neves, uma nova escola básica para a população
escolar do distrito de Lembá, no norte do país.
Este novo imóvel comporta 12 salas de aula, uma
biblioteca, um laboratório, uma sala para professores, casas de banho, um campo
de futebol e foi financiado pelas empresas petrolíferas Kosmos Energy, Galp e
Equator que operam na zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe.
Sabe-se que também que as novas instalações deverão
absorver pouco mais de três mil alunos deste segundo maior distrito da área
geográfica da Ilha de São Tomé, depois de Cauê, no sul da Ilha de São Tomé.
Anteriormente os estudantes da cidade de Neves e
arredores, percorriam mais de 27 klm para frequentarem ensino liceal na cidade
de São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe.
E após a construção do Liceu ‘’Mé-Xinhó’’, há mais de
dois anos, encurtou-se esta distância e, hoje, com a viabilização do tal
imóvel, jovens de Lembá concentrar- se-ão mesmo na capital deste distrito
nortenho para frequentarem as aulas do ensino Liceal.
Assim, terão acesso entre outros níveis a 10, 11 e 12ª
ano liceal na cidade de Neves.
Falando na ocasião, Bom Jesus considerou que trata –
se de ”uma infra-estrutura escolar na filosofia de que todos os São-tomenses
devem ter direito ao saber e acesso a escola’’.
Pediu, na circunstância, para a conservação do imóvel
e apelou aos pais e encarregados de Educação para ‘’não terem o receio de
matricular e enviar os vossos filhos para a escola, pois, um cidadão sem o
saber não terá obviamente acesso ao Mundo tecnológico e global em que vivemos
hoje’’.
‘’Este é o fruto da Independência que conquistamos no
dia 12 de Julho’’,- reconheceu, sustentando que ‘’paulatinamente vamos
recuperando o direito a dignidade, de um homem livre e acesso a educação é
obviamente o resultado dessa Independência nacional’’, concluiu.
Além do chefe do governo, o acto oficial, contou,
igualmente, com a presença de Albertino barros, Edil local, delegado da
Educação em Neves e da Julieta Isidro, Ministra da Educação e Ensino Superior.
A inauguração destas novas instalações, aos quais
autoridades centrais atribuíram-no o nome de Domingos Daio, um antigo professor
de Neves e Delegado da Educação de Lembá, segue – se a oficialização de uma
outra infra-estrutura escolar em Mestre António, no sul da mesma Ilha.
Distrito de Lembá situa – se no extremo norte da Ilha
de São Tomé e considerado pulmão industrial da ilha de São Tomé devido a
existência da cervejeira ROSEMA, instalações da ENOCO e a sua população vive
essencialmente de Pesca, indústria cervejeira e outros serviços.
A sua capital é a Cidade de Neves que dista pouco mais
de 27 klm da capital de São Tomé e Príncipe.