São-Tomé, 04 Jun ( STP-Press) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, numa mensagem enviada hoje ao presidente dos Estados Unidos da Emerica, EUA, felicitou o povo norte-americano por mais um aniversário da independência que se comemora hoje 4 de Julho, no território dos EUA , soube-se de fonte oficial.
” Permita-me aproveitar esta singela ocasião que se me oferece, para endereçar a Vossa Excelência, em nome do Governo da República Democrática de São Tomé e Príncipe, as cordiais saudações e as maiores felicitações pela comemoração do 04 de Julho, dia da Independência dos Estados Unidos da América “The Independence Day”- lê-se na carta de Bom Jesus enviada a Donald Trump.
Jorge Bom Jesus acrescentou que “estou
em crer que, pese embora as comemorações deste ano ficarem marcadas pelo
singular momento que o mundo vive, em virtude da pandemia do COVID-19, a grande
Nação norte americana saberá ultrapassar mais esse obstáculo, com a mesma
mestria e responsabilidade que fez em ocasiões similares. Receba Excelência, a
manifestação da nossa total solidariedade”.
Disse ainda que “nesta oportunidade,
permita-me por outro lado exprimir a gratidão do Governo e do Povo de São Tomé
e Príncipe pelo incondicional apoio e solidariedade do Vosso Governo, o que faz
dos Estados Unidos da América, um dos parceiros privilegiados de São Tomé e
Príncipe, com o qual temos todo o interesse em reforçar cada vez mais, o nível
de excelência das relações de cooperação e amizade, entre os nossos dois países
e Povos”.
Por:
Leonel Mendes , Jornalista da Agência de Noticias STP-Press
São Tomé, 04 de Jul. 2020 (STP-Press) – Unicef (Fundo
das Nações Unidas para Infância) em São Tomé e Príncipe, em colaboração com a
OMS (Organização Mundial da Saúde), colocou sexta-feira a disposição das
autoridades sanitárias do País, o terceiro lote de suprimentos médicos para o
combate contra o Covid-19.
O lote de equipamentos de protecção individual (EPI) que entram no quadro da cooperação das Nações Unidas é composto por mais de 15 mil máscaras cirúrgicas descartáveis, mais de 700 pares óculos de segurança e mais de oito mil fatos de protecção.
A Representante-adjunta de Unicef, Mariavittoria
Ballotta expressou a sua felicidade pelo facto da cerimónia de entrega de suprimentos
médicos contra o Covid-19, coincidir com o dia em que chegou ao País, um voo
humanitário facilitado pela OMS, trazendo um segundo lote de vacinas diversas e
de leite para as crianças, para completar o primeiro lote que chegou no voo da
STP Airwais.
Mariavittoria Ballotta considerou que mesmo estando a lutarmos
contra o Covid-19, “não podemos esquecer os serviços essenciais de saúde das
crianças como por exemplo a vacina contra o sarampo”.
Aproveitou para apelar a população, sobretudo aos pais
e encarregados de educação das crianças, para manterem os cuidados necessários
de higiene e de protecção nesta fase do Estado de Calamidade Pública.
O ministro da Saúde, Edgar Neves agradecendo Unicef, e
também a OMS e ao PAM, revelou que estes suprimentos chegaram ao País graças ao
envolvimento inquantificável de muitos profissionais de diversas instituições,
sublinhando “o valor humanitário deste gesto”.
“Este é mais um exemplo entre muitos que podemos ter
dos ensinamentos que a pandemia nos tem dado”, afirmou Edgar Neves.
O Representante Interino da OMS em São Tomé e
Príncipe, Antoine Mankele, sublinhou que a organização a qual representa e em
colaboração com outras organizações das Nações Unidas estão a fazer todo o
esforço necessário para reforçar o sistema de saúde em São Tomé e Príncipe.
“Podemos todos juntos, unirmos as nossas forças para
reforçar estes apoios porque só assim poderemos combater esta doença”, disse.
Por: Encarregado de Negócios- Sr. Robert Whitehead,
Embaixada dos EUA em Libreville
/ Op-Ed
(Editorial), 4 de Julho de 2020,Hoje
celebramos um conceito e uma declaração feita há 244 anos atrás, em 1776.Quando
os colonos das 13 colónias britânicas da América do Norte perceberam que suas
tentativas de convencer o Rei da Inglaterra em aceitá-los como iguais haviam
falhado; declararam a sua independência, e, disse o Presidente Abraham Lincoln,
“criou-se uma nova nação, concebida em Liberdade e dedicada à proposição de que
todos os homens são criados iguais”. Após onze anos e uma batalha, os
Fundadores do meu país escreveram a Constituição que ainda hoje vigora. Uma
Constituição que estabeleceu poderes governamentais e garantiu liberdades para
o povo, entre elas: a liberdade de expressão, liberdade de imprensa e liberdade
de reunião. Hoje, comemoramos esses ideais e uma orgulhosa e excelente história
de conquistas dos EUA. E que têm sido muitas.
Uma das nossas conquistas é algo
improvável em muitas nações: a nossa liberdade de criticar aberta e
honestamente e avaliar tanto as coisas boas e más da nossa cultura e história. Os
historiadores de amanhã herdarão uma valiosa coletânia historico-material referente
ao ano 2020. Este ano, decorridos apenas seis meses, já foi demostrada a
eminência da engenhosidade Americana e os torpes do preconceito social.
Testemunhamos um revigoramento da exploração espacial dos EUA com o lançamento
do foguete SpaceX. Vimos pessoas de diferentes gerações e origens se unindo
para protestar contra a injustiça racial. Nós nos covergimos – cientistas, profissionais
de saúde e cidadãos comuns para combater a COVID 19 nos EUA e em todo o mundo.
Igualmente enfrentamos as
desigualdades que persistem antes mesmo da existência do nosso país- a
subestimação e a desvalorização das pessoas com base na cor de sua pele. A
orgulhosa história dos Estados Unidos é marcada pelo tratamento das minorias.
Muitas vezes negamos direitos aos “outros”, conferindo status a grupos com base
em raça, género, etnia, sexualidade ou vivendo com qualquer forma de limitação.
Mas a nossa Constituição nos une, e os
direitos que este documento confere à nação nos proporcionam ferramentas para
combater a desigualdade. A liberdade de expressão permite que as pessoas se pronunciem
sobre as irregularidades. A liberdade de imprensa permite que pessoas em todo o
país tenham noção do errado e sejam capazes de juntar suas vozes ao coro que
tem vindo a exigir mudanças. A liberdade de reunião permite que as pessoas
possam protestar pacificamente em busca de mudanças. Essas liberdades permitem
as pessoas exporem as injustiças e influenciarem reformas positivas.
Isto não tem sido fácil, e não está
sendo fácil até os dias de hoje. A injustiça destruiu vidas e os meios de
subsistência das pessoas. George Floyd é apenas o mais recente acréscimo a uma
longa lista de vítimas de injustiça que deveria deixar de se expandir há
décadas atrás. Ao longo da nossa história, manifestantes enfrentaram multidões
furiosas, ataques de cães e radicalistas que implicitamente apoiavam a
brutalidade policial. No entanto, os manifestantes perseveraram, com base nos
direitos garantidos pela nossa pedra angular constitucional.
Há uma outra importante razão pela
qual essas exigentes reformas perseveraram: o caráter do povo Americano. Assim
como o racismo e o sexismo fazem parte da história da América, o ativismo
também. Das palavras comoventes do ex-escravo Frederick Douglass, à proclamação
da liberdade do Presidente Lincoln para escravos, aos protestos da ativista
Alice Paul “Votos para as Mulheres” fora da Casa Branca, às marchas
provocadas pela chocante morte de George Floyd, os americanos se levantaram
exigindo reformas para promover direitos
humanos e iguais para as pessoas, independentemente da sua “alteridade”. Por
tudo isto, os princípios sobre os quais os fundadores do nosso país estabeleceram
a sua nova nação tem perdurado: liberdade e justiça para todos.
Como homem branco, me beneficiei do
privilégio que este estatuto étnico e de género tradicionalmente confere nos
Estados Unidos. Como marido de uma esposa Africana e pai de filhos Afro-Americanos
em todos os sentidos deste termo, também entendo o ônus que a raça exerce sobre
os cidadãos não-brancos e as precauções extras que devem tomar para garantir o seu
bem-estar. Essas são precauções que eu nunca tive que tomar; um entorpecimento
que com o tempo pode levar ao desgaste.
Tenho orgulho do meu filho, um agente
federal de aplicação da lei, e, ver os videos de comportamento brutal de
oficiais e agentes da lei, como testemunhado na morte de George Floyd,
aborreceu e entristeceu-me. No entanto, também alegrei-me ao ver tantos outros
policiais locais colaborando com os manifestantes. Polícia em Waukesha,
Wisconsin, ajoelhada com os que marcharam; o chefe da polícia de Grand Rapids,
Michigan, minha cidade natal, solicitando uma reunião com os organizadores do
protesto para discutir como seu departamento pode mudar para melhor; o Sherriff
em Flint, Michigan, caminhando com manifestantes. Sem essa cooperação entre as
pessoas, sem protestos pacíficos e discussões sobre a raça, privilégio e
preconceitos inconsciente, nem a América nem o mundo pode prosperar.
Estou solícito que, 400 anos após a
chegada dos primeiros escravos no que é hoje o Estado da Virgínia, 155 anos
desde o final da Guerra Civil e 58 anos após a Lei dos Direitos Civis de 1964,
o tom de racismo ainda persiste nos Estados Unidos. Mas também estou orgulhoso
de que os americanos ainda exerçam o direito de protesto contra a desigualdade e buscam justiça, que a
imprensa livremente relata sobre esses esforços, que os ativistas expressam
livremente e que nosso sistema responsabiliza aqueles que buscam reprimir os
direitos dos “outros. . ”
O 4 de Julho deste ano é especialmente
pungente. Como nação, lembramos os grandes progressos que os Estados Unidos
fizeram relativamente a igualdade, mas também devemos refletir sobre o que
resta ser feito para garantir que o princípio central da Declaração de
Independência de 1776 de que “todos os homens (e mulheres) são criados iguais
”, são relevantes ainda hoje.
Texto:
Ricardo Neto e Leonel Mendes ** Foto: Lourenço da Silva
São Tomé, 03 Jul 2020 (
STP-Press ) São Tomé e Príncipe registou hoje mais 7 novas recuperações e 2 novas
infeções por coronavírus, totalizando 719 casos por acumulações, anunciou esta
tarde a porta-voz do ministério da Saúde, Isabel Santos.
De acordo a porta-voz, 7 pessoas
infectadas pelo novo coronavírus foram recuperadas da doença nas últimas 24
horas, tendo o número de recuperações subido de 260 para 269.
A porta-voz revelou que nas
últimas 24 horas foram registados um total de 18 testes PCR, tendo resultado, 14
negativos e 4 positivos, dos quais, somente 2 são casos novos.
O documento anuncia um total de
719 casos positivos por acumulação, dos quais, 433 encontram-se em isolamento
domiciliar e 6 internados no hospital de campanha.
A porta-voz do ministério da
saúde anunciou 8 pacientes suspeitos nos serviços sintomáticos respiratórios e
nenhum caso de pessoa em isolamento domiciliar na Região Autónoma do Príncipe,
enquanto o número de óbitos mantém-se em 13.
São-Tomé, 03 Jul 2020 ( STP-Press ) O governo através da ministra da Justiça Administração Pública e Direitos Humano, Ivete Lima, presidiu na manhã desta sexta-feira o lançamento do projecto da digitalização e catalogação da conservatória do registo predial e automóvel, avaliado em quinhentos mil dólares, -soube-se hoje de fonte oficial.
A
ministra da Justiça, Ivete Lima aproveitou a ocasião para agradecer o Governo e
o Banco Mundial no quadro da modernização da administração pública, tendo
sublinhado que “ agradeço ao Banco mundial pelo apoio que tem vindo a prestar
em São Tomé e Príncipe, no reforça das capacidades institucionais”.
Tendo declarado que “este
projecto é de extremamente importante, porque irá garantir melhor fiabilidade,
maior transparência e permitir também uma melhor modernização nos processos de
registo predial”, disse ministra disse esta iniciativa “irá permitir uma maior
segurança nos bens dos cidadãos e criar melhor ambiente de negócio, haverá uma
maior segurança jurídica, haverá uma maior mobilização e sensibilização para os
investidores virem para São Tomé e Príncipe porque as condições estão criadas.
No
domínio da qualidade de trabalho, a governante disse que “isto permitirá uma
maior agilização em termos de trabalhos aos funcionários, porque permite
informatizar os documentos e também manusear os livros que se encontram no
estado de degradação avançado, e verificamos que hoje as condições de trabalho
estão mais garantidas”.
“Estou
muito satisfeito em nome do Banco Mundial e da equipa do projecto reforço da
capacidade institucional, estou a testemunhar esse acto simbólico da entrega do
equipamento para o processo de digitalização dos registos de propriedade” desse
Laurent Mehdi Brito, do Banco Mundial” acrescentando que, “é um momento muito
importante porque esse processo tem um objectivo basicamente dar segurança
jurídica aos proprietários, mas também tem um impacto de investimento”.
“Isto
tem impacto porque um cidadão que tem a sua propriedade reconhecida pode fazer
o investimento nesta propriedade, pode utilizar a sua propriedade como garantia
de financiamento, no entanto não é apenas um processo só de passar informação
do formato papel ou digital, sublinhou especialista, Laurent Brito.
Por
sua vez, a Directora do Registo Notariado, Adjecinia Manjor, disse que “este
projecto consiste num apoio que o Banco Mundial prometeu ao Governo são-tomense
no que concerne na modernização e simplificação dos processos no acto de
registo predial e automóvel”.
“É
uma actividade que se enquadra naquilo que é reforço de capacidades
institucionais na reforma e a modernização do registo de propriedade, é uma
acto simbólica mas de muita importância para o país, porque a conservação do
registo predial e automóvel é a única em São Tomé , tem também como objectivo
de proteger o próprio documento de cidadãos e temos que proteger os materiais e
os livros que temos aqui dentro, disse a Directora do Registo Notariado.
Por: Waldymer Boa Morte (Cortesia) e Jorge Lazaro ( STP-Press)
São-Tomé, 03 Jul ( STP-Press) – O governo de São Tomé e Príncipe fez hoje a apresentação oficial do logotipo e slogan do 45º aniversário da independência nacional do País, a assinalar-se 12 de Julho, em cerimónia presidida esta manhã no palácio governamental, pelo ministro da Presidência, Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Wuando Castro.
No final do acto, Wando Castro disse que o logótipo oficial do 45º aniversário da Independência e o slogan oficial, tendo os seguintes dizeres, “Fortalecer a Unidade nacional, resgatar os valores da disciplina e promover a força do Trabalho”, que como que nos remetem para as palavras-chaves do brasão oficial da República: Unidade, Disciplina e Trabalho.
Tanto o logotipo como o slogan transmitem no princípio de um ano de “reviravolta, pondo fim a um ciclo e início de um outro” a nível político-económico e social, numa perspectiva de se dar volta a situal actual do país e projectar um futuro risonho para todos”.
“Atendendo o contexto especial que
o País vive hoje, naturalmente que já não será possível realizar a grande festa
que estava prevista em Janeiro, na altura da constituição da Comissão Nacional”
disse Wando Castro, tendo sublinhado que “ a pandemia do Covid-19 e os
constrangimentos financeiros que o País atravessa obriga-nos a realizar uma
cerimónia mais pequena e modesta, mas com a dignidade que a data merece,
respeitando todas as medidas sanitárias em vigor”.
O ministro acrescentou que “ficou
decidido que o acto Central deste ano se realizará no salão nobre do Palácio do
Povo com a presença de apenas 20 convidados, destacando-se os titulares dos
órgãos de soberania, os líderes das bancadas parlamentares, os representantes
das Nações Unidas e do Corpo Diplomático, os Presidentes do Governo Regional e
da Câmara Distrital de Agua Grande, de entre outros”.
O Presidente da Comissão informou também
que, no âmbito das comemorações, serão agendados debates temáticos na
rádio e televisão, com o tema da independência como o pano de fundo, para
depois acrescentar que “no dia 11 de Julho, está prevista a inauguração de um
exposição fotográfica com 100 fotos marcantes da nossa história, que serão
depois compiladas num livro de registos a ser editado ainda este ano”.
Entrevista & Texto: Telmo Trindade ** Foto:
Lourenço da Silva
São-Tomé, 03 Jul 2020 ( STP-Press) – A cidade de São-Tomé, enquanto capital da República Democrática de São-Tomé e Príncipe, é logo vista ou entendida como o rosto do país. Sem a mínima pretensão de subestimar o papel das outras autarquias, a Câmara do Distrito de Água-Grande a que esta cidade pertence, tem responsabilidades acrescidas.
Olhando neste momento
para a cidade de São-Tomé e as obras em curso, tentando analisar as diferentes
reacções dos cidadãos às alternativas que as autoridades encontram para a
resolução dos demais problemas do quodiano ou lidar com casos pontuais,
logo surge a necessidade de se encontrar respostas às questões que, às tantas,
desassossegam.
Sobretudo porque em
STP, quando se faz algo pela população, há sempre uns tantos a dizerem que
devia ter sido feito antes, ou que está sendo mal feito. Quando não se
faz, é porque não há interesse.
Doutor José Maria
Fonseca, é Presidente da Câmara Distrital de Água Grande desde 14 de Novembro
de 2018, data em que foi emposssado na sequência dos resultados das eleições de
7 de Outubro do mesmo ano.
Este responsável
camarário fez Licenciatura em Gestão de Empresas e Informática no IUCAI em
São-Tomé e mestrado em Finanças e Auditoria na Universidade Politécnica de
Madrid, Espanha. Até assumir o cargo de Presidente da Câmara Distrital de Água Grande,
foi professor de matemática na escola de S.João de 1989 à 1994, professor de
matemática financeira, gestão financeira e auditoria financeira no IUCAI
trabalhou como técnico na Direcção de Planificação Económica, prestou serviços
no Projecto de Pecuária, na Voz da América e na agência marítima Supermaritime,
foi director financeiro da EMAE e depois Secretário de Estado para Infrastruturas
e Meio-Ambiente.
Para fim do seu
mandato na qualidade de Presidente da Câmara de Água Grande, ao todo trinta e
seis meses, restam cerca de quinze. A STP-Press quis medir a
pulsação deste dirigente local no meio de realizações e pressões.
STP-Press – Senhor
Presidente, de Novembro de 2018 à Junho de 2020, o balanço?
Dr. José Maria Fonseca
– De lá para cá, fizemos muita coisa. Só que as coisas depois de
resolvidas, elas não marcam presença. Por exemplo, conseguimos debelar o lixo
que vinha proliferando quase por toda a nossa cidade. Nós criamos um sistema de
recolha de lixo nos bairros que ainda não está concluído mas que já está
a surtir muito efeito; ao invés de as pessoas deitarem o lixo nos
contentores deitam-no no chão criando poluição visual e ambiental por não terem
muita cultura de utilização dos mesmos. Então optamos por implementar a recolha
directa do lixo nas zonas, ou seja, marcamos os dias e as horas e assim as nossas
carrinhas aparecem para a recolha do lixo nas zonas. Por outro lado,
reabilitamos a casa de banho da praia ex-PM que vai dentro de dias voltar a
entrar em funcionamento após pintura.
STP-Press – Casa de
banho da praia ex- PM! Como foi possível a sua recuperação?
Dr. José Maria Fonseca
– Conseguimos isso graças a nossa coragem. Trata-se duma casa de banho que lá
se encontra há muitos anos e resolvemos reabilitá-la para servir aos utentes
que passam por aquela área. Falta apenas um pouco mais de pintura para a sua
reabertura com gestão privada. Vamos lançar um concurso para que algum privado
segure aquilo porque a Câmara já teve uma experiência de ser a gestora daquilo
e não funcionou, acabando por ser alvo de vandalismo.
Além disso, também
construímos e reabilitamos várias lavandarias e temos em curso a construção
duma casa de banho na praça Yon Gato, ….. e outras obras que achamos
que vão de acordo às necessidades da população e também consoante o nosso
orçamento para as respectivas materializações. Já começamos igualmente a
resolver a questão da iluminação pública nalgumas zonas com muitas lâmpadas
queimadas ou avariadas.
STP-Press – Ainda a propósito do lixo. Sem nos esquecermos de outras
patologias, o país vai se confrontando também com esta praga que é o Covid-19.
O seu comentário…..
Dr. José Maria Fonseca – Quanto a questão das patologias que temos no país,
quero aqui dizer que o lixo influencia mais no Paludismo. Portanto, onde há
lixo acumulado, há água acumulada, condições que propiciam a proliferação de
mosquitos. Ora, no caso do Coronavírus que é uma transmissão de pessoa para
pessoa ou através das coisas que tocamos, o lixo aqui não tem muita influência
porque as pessoas não entram para o lixo, não invadem o lixo. Não se trata de um
vírus que anda no ar a longas distâncias e portanto o lixo não é o ponto onde o
coronavírus vai reproduzir.
Também temos outras como a Tuberculose dentre outras
que requerem alguns cuidados no processo de preservação da nossa própria saúde.
Água Grande é o distrito com mais casos, isto é proporcional ao número de habitantes,
somos cerca de 80 mil, se fizermos comparação com um distrtito de 5 ou 6 mil
habitantes, é lógico que possamos ter maior quantidade de infectados. Mas é uma
questão sobre a qual devemos continuar com campanhas de sensibilização. As
pessoas têm que ter consciência de que o país tem esta doença e está a lutar
contra ela,…. porém uma luta que tem que partir de cada um de nós. Se cada um
de nós nos precavermos, logicamente que a cadeia de contágio será mais evitada.
STP-Press – Senhor Presidente, a cidade capital está em obras. No caso
particular das estradas, para quando a conclusão?
Dr. José Maria Fonseca – Bem, a previsão era para antes de 12 de Julho. Mas as
obras conheceram algum atraso devido a interferência dos vendedores e não só
nos espaços onde as máquinas deviam funcionar normalmente, … daqui que houve
esta transferência antecipada dos
feirantes para a zona de Bôbô-Forro.
STP-Press – Transferência Antecipada ? Estará a querer dizer que enquanto o
Estado procura trabalhar em benefício da população, é a própria a se
transformar em factor de bloqueio afectando o planejado?.
Dr. José Maria Fonseca – Exactamente. Até fico admirado, como é que alguém vê
obras em cursono mesmo local onde há maquinas pesadas em circulação e
homens com picaretas, pás e outros materiais a trabalhar, é que vão fazer
os seus negócios. Uma situação caricata e depois um caso de teimosia. Por mais
que os polícias e os empreiteiros falassem com as pessoas, elas persistiam.
STP-Press – Um desafio à Autoridade…
Dr. José Maria Fonseca – Claro que sim. Um desafio que culminou nessa situação.
Culpam o Governo, mas no fundo quem acelerou o processo foram as feirantes que
vendiam na rua e obstaculizavam as obras que estavam em curso.
STP-Press – E acabaram depois por vandalizar o mercado de Bôbô-Forrro…..
Dr. José Maria Fonseca – Bem, este acto foi premeditado. Digo premeditado e com
aproveitamento político, porque a decisão de se mandar as pessoas para Bôbo-Fôrro
foi uma questão que a Câmara e as feirantes estavam a analisar para que a
transferência fosse feita paulatinamente e sem confusão. O envio das
palaiês de peixe para o mercado de Bôbô-Forro foi uma acção pacífica, sem
problemas nenhuns. Mas, ao chegar lá, houve mãos políticas. Pois quando antes
tivemos informações sobre palaiês que se manifestavam algo descontentes,
procuramos dizer-lhes que tínhamos em carteira medidas que pudessem mitigar a
situação e evitar desigualdades entre elas. Convidamos-lhes para um encontro
com a Câmara, mas negaram. Isso significava que afinal estavam cumprindo uma
outra missão. Não estavam a defender a própria classe da Palaiês, mas sim,
outros interesses ocultos. Uma situação que veio a culminar com a destruição de
22 mesas na quinta-feira 25 de Junho, com o envolvimento de 10 pessoas que por
tais actos foram responsabilizadas.
STP-Press – Senhor Presidente, regressemos à capital. As obras em curso incluem
reparação das sarjetas. Será que nas próximas épocas chuvosas, já não teremos
uma cidade alagada?
Dr. José Maria Fonseca – Como sabemos, o sistema de drenagem da nossa cidade é
muito antigo, requerendo por isso uma reabilitação de fundo. Era uma ideia que a
Câmara tinha um tempo mas não tinha meios para fazer e foi o Governo que,
no quadro do seu programa, assumiu a execução destas obras que vêm
resolver esse problema de o centro da cidade ficar alagado quando chove. Mas
também vamos ver que, na periferia, esse problema terá que ser resolvido.
STP-Press – E isso faz-me lembrar, por exemplo, das enxurradas de Ponte Graça
em direcção a rua Padre Martinho Pinto da Rocha…..
Dr. José Maria Fonseca – Esse é um problema antigo. Se fosse fácil, nós já o
teriamos resolvido. Tínhamos o da vala e tivemos a coragem de mandar limpar os
esgotos e hoje a água já não se acumula na parte de cima da rua Padre. Só se
acumula na parte de baixo, onde há um lago por detrás que faz a água infiltrar-se
para a estrada. Porquê a infiltração? É que o sistema de passagem da água foi
vedado e, ao ser assim, ter-se-á que fazer um trabalho de fundo para criar uma
nova rede de esgotos.
STP-Press – Uma empreitada que, enfim, afectaria residências…..
Dr. José Maria Fonseca
– Lógico, lógico. Tratando-se de um trabalho de drenagem integral, teria os
seus efeitos colaterais.
STP-Press – Falemos
agora dos mercados. Que destino está reservado ao mercado municipal?
Dr. José Maria Fonseca – O que sei, não como caso consumado, é que será um
mercado virado para o Turismo. Ou seja, haverá secções para diferentes vendas.
De frutas, de peças de artesanato, etc.
STP-Press – Quer dizer
que voltará ser mesmo mercado?. É que faz já tempo que muitas vozes vêm dizendo
que esse mercado foi vendido e que os fins são outros….
Dr. José Maria Fonseca – Não. Não foi vendido. E já agora gostaria de explicar
que, pelo que a Câmara tem conhecimento, o mercado municipal não foi vendido.
Nem o mercado municipal (feira grande), nem o mercado de Côco-Côco. Mais ainda,
o Governo neste momento procura através de contactos com
arquitectos e pessoas ligadas ao paisagismo e não só, ter uma ideia acabada
sobre aquilo que poderá vir a ser o futuro dos dois mercados porque realmente o
centro da cidade precisa ter a sua movimentação normal, mas regrada e
disciplinanada, com actividades não poluentes e que atraiam turistas. O
que se pretende é que as actividades dos dois mercados não concorram com as do
mercado de Bôbô-Fôrro.
STP-Press – Portanto, continuaremos a ter o mercado municipal e o mercado de
Côco-Côco, mais o mercado de Bôbo-Fôrro.
Dr. José Maria Fonseca – Sim, sim, continuaremos.
STP-Press – Sobre o mercado de Côco-Côco. O mercado tem vindo a albergar
actividades de todo o tipo. No entanto, com as obras nele em curso e as
transferências para Bôbo-Forro, tem havido insatisafação da parte de
pessoas como comerciantes e cabeleireiras, bem como da parte daquelas que
confeccionam alimentos.
Dr. José Maria Fonseca – Bem, essas são das actividades que acompanham as
actividades das feirantes. As feirantes também precisam dum salão por perto.
Enquanto têm tempo, dão um salto para prepararem os seus cabelos para um Kuaw
Non (agrupamento musical) e depois há as lojas e as vendas de refeições entre
outras. Esses serviços conexos acompanham o mercado. Ditam o dia-a-dia do
mercado. Aliás, onde há mercado, há sempre pequenos pavilhões que prestam
este tipo de serviços. Só que, o que nós queremos é que esses serviços
sejam organizados. Lá onde se vende um produto, lá está o outro a vender um
outro tipo de produto,…. Isso não é adequado. Quem vende comida deve trazer a
sua comida de casa já confeccionada e não ir cozinhar no mercado poluindo e
incomodando os outros com fumo e calor. Que cozinhem o suficiente em casa. Se
acabou no mercado, vão a casa buscar mais, ou então voltam a cozinhar em casa.
Nós não queremos que as pessoas utilizem o mercado como cozinha. O fogo
dentro do mercado é proibido porque faz aumentar o calor e briga com a saúde
pública.
STP-Press – É Presidente da Câmara. Uma nova experiência no rol do seu
currículo. Como é que se sente?
Dr. José Maria Fonseca – Eu antes de ser Presidente da Câmara, também já fui autarca.
Enquanto autarca, pude aprender muito sobre as actividades da Câmara, as
responsabilidades de cada um dos seus órgãos,…. e por isso vim já mais ou
menos preparado. E depois, aquela vontade de fazer algo por esta cidade, por
este distrito que é também meu,….deixar algo feito para que, aqueles que
vierem a me suceder, não encontrem as mesmas dificuldades que encontrei.
STP-Press – E então, como é que gere as críticas destrutivas que nunca faltam?
Dr. José Maria Fonseca – Para já, sou daqueles que não dão ouvidos ao Facebook.
Trato de cobardes aqueles que usam redes sociais para denegrir os outros. Aliás,
de bom ou de mau, nunca respondo nada do Facebook. A crítica pode ser tanto
destrutiva como construtiva. Mas que ela seja frontal. Quem crítica deve ter a
hombridade de fazê-la frente a frente. Conversando, dissiparemos as eventuais
dúvidas.
STP-Press – Referiu-se ao Facebook. E é justamente do Facebbok donde partem
referências contundentes sobre a um tal negócio de venda do espaço, dizem jardim,
ao lado da inoperante bomba de combustível Ana Chaves voltada para a chamada
praia Brasil….
Dr. José Maria Fonseca
– Sobre esse espaço, eu pessoalmente não gostaria de me pronunciar. Porque
quando eu cá entrei, aquele jardim era um espaço alternativo usado para vendas
ao ar livre quando se faziam limpezas aos domingos no mercado municipal. Mais
tarde, fui alertado de que se tratava dum jardim com proprietário privado. Mas
não me disseram se era todo o jardim, ou parte dele. Fiquei em dúvida. Bem, pelo
que sei, tudo começou em 2007 altura em que o espaço foi entregue, digo
entregue, à Sonangol, segundo documentos a que a Câmara teve acesso. Detalhes
não conheço e por isso não posso me pronunciar. Aliás, até agora não fui
chamado para esclarecimentos.
STP-Press – E sobre o espaço da ex-feira de Ponto?
Dr. José Maria Fonseca – O espaço da ex-feira de Ponto foi concedido à Unitel.
Não foi vendido mas, sim, concedido. Havia cláusulas de concessão. E
segundo essas cláusulas, o espaço hoje já não pertence a Unitel porque o
propósito era de se erguer ali alguma obra de vulto mas a Unitel, por questões financeiras,
não conseguiu materializar o investimento inicialmente previsto. Na minha
óptica, apesar de politicamente a interpretação poder ser outra, o Estado devia
solicitar a Unitel se ainda está interessada no espaço e que dê prazos para a execução de algo. Pois é preciso dar utilidade
a aquele espaço, um espaço nobre localizado em plena cidade capital.
STP-Press – E enquanto isso, vamos assistindo ao crescimento dum matagal
cercado, mesmo no coração da capital.
Dr. José Maria Fonseca – Exactamente. Mas se fosse um espaço comprado, nós
poderíamos respeitar a propriedade privada. Porém, tratando-se dum espaço
público, eu acho que o Governo devia dar o devido tratamento ao caso. No
entanto, como sabemos, há essa disputa entre o Poder Local e o Poder Central
quanto a questões de espaços, …. aquilo era um mercado, é um espaço da
câmara, ….. mas quem o concedeu na altura não foi a Câmara. Foi o Governo.
Sendo assim, tem que ser o Governo a retirar o espaço a quem o concedeu.
STP-Press – E isto, até quando?
Dr. José Maria Fonseca
– Isto até quando surgir alguém que se mostre interessado no espaço. E a gente
tem que abreviar.
STP-Press – Ainda faltam 15 meses para o fim do seu mandato. Como é que
gostaria de deixar a capital?
Dr. José Maria Fonseca – Eu gostaria de deixar a capital cantando bem alto o
slogan que trouxe com a minha equipa. Eis o slogan: Cidade limpa, Saúde para
todos. Ter uma cidade limpa, mesmo que velha. Com umas infrastruturas como
balneários públicos cujos locais para implementação nós já identificamos, …..
e talvez também ter o sistema de recolha e tratamento de lixo como um exemplo a
seguir por qualquer outra Câmara ou qualquer sucessor meu, para que vissem isso
como referência. Temos ideias com fundamentos um pouco mais analíticos. Se
conseguirmos implementá-las, teremos a nossa cidade limpa, lixo controlado,….
e teremos a lixeira de Penha como um lugar onde não se sinta fumo,
aliás o fumo no local diminuiu muito. Se conseguirmos, teremos uma lixeira onde
se sinta energia renovável a ser produzida. Já estamos a fazer contactos nesse
sentido há muito tempo, mas faltam-nos alguns acertos com o Ministério
das Infrastruturas para encerrarmos esse capítulo e arranjarmos investidores
para materialização deste sonho de transformação do lixo em energia.
Espero que ainda tenhamos tempo.
STP-Press – Estará a querer dizer que, no momento do adeus, dirá assim:
“Vou-me embora de cabeça erguida, com sentimento de dever
cumprido”…..
Dr. José Maria Fonseca
– Exactamente. Porque se outros Presidentes já passaram por esta Câmara, todos foram
diferentes. Cada um tem a sua atitude, suas ideias. E cada um traz a sua
dinâmica, a sua forma de trabalhar, cada um à sua maneira. Mas que seja
de boa-fé e que os objectivos sejam direccionados para o bem-estar da nossa
população. Isso é que é o mais importante. Eu não trato as coisas públicas como
se fossem minhas. Trato-as ciente da missão que tenho que cumprir em benefício
daqueles que me elegeram.
STP-Press – Bom relacionamento entre esta Câmara e o Governo?
Dr. José Maria Fonseca – Muito bom relacionamento por acaso. Cada coisa tem o
seu tempo. Há momentos de a gente avançar e há momentos de a gente recuar.
Há momentos de a gente parar e reflectir, como há momentos de a gente
caminhar sorrindo. O que nós temos que exigir um do outro, é a cooperação
mútua. No processo de transferência das palaiês para o mercado de Bôbô-Fôrro, da
maneira como o Governo quis, tinha que ser mesmo o Governo a assumir. Foi um
momento que espero pertencer já ao passado. Uma Câmara sem polícia camarária e
com poucos fiscais, como é que iria garantir a manutenção da ordem pública?
Seria impossível. A cooperação entre a Câmara e o Ministério da Defesa vão ser
sempre saudáveis e vão ter que continuar porque nós somos uma só família. A
Câmara tanto precisa do Ministério da Defesa, como o Ministério precisa da
Câmara. Vamos sempre precisar, uns dos outros.
Muita gente questiona: se as pessoas que vendem no centro saem do centro,
vão então comer o quê? Então, nós também podemos perguntar: Nossos filhos vão
comer o quê? Se não apostarmos no turismo, que será de nós? Se dissermos às pessoas
que o nosso peixe que é vendido no chão aqui na cidade fez com que o nosso país
tivesse ganho Certificado negativo de qualidade de peixe? E quem quererá vir
para um país onde o peixe é vendido no chão e maltratado? Temos que tomar
medidas adequadas e prestar serviços de qualidade que possam atrair cada vez
mais turistas. Todos sairemos a ganhar. Imaginemos que mil turistas entram só
duma vez no país! Taxistas ganham, hotéis ganham restaurantes ganham, artesãos
ganham,…. e as próprias palaiês não saem a perder.
Podemos ter algum sacrifício no momento. Mas se estamos a trilhar os caminhos
do futuro, vamos conseguir com sucesso. Pronto, é um capítulo com várias
páginas, mas em cada página vamos poder sempre ler uma boa e bela história, mas
tudo a pensar no bem-estar do nosso país e da nossa população.
No quotidiano ou lidar
com casos pontuais, logo surge a necessidade de se encontrar respostas as
questões que as tantas, desassossegam.
Sobretudo porque em
STP, quando se faz algo pela população, há sempre uns tantos a dizerem que
devia ter sido feito antes, ou que está sendo mal feito. Quando não se
faz, é porque não há interesse.
Texto: Manuel Dendê ** Foto: Lourenço Silva e Cristiano Dondo
Cidade
de Stº António (São Tomé e Príncipe) -Partidos da Oposição na Assembleia
Legislativa na Região Autónoma do Príncipe (RAP), acusaram autoridades
regionais de praticarem abusos do poder e actos de corrupção nesta parcela de
São Tomé e Príncipe.
António
Barros, Líder do MLSTP local, denunciou que a Directora do Ambiente do Governo
da Ilha furou, à 20 de Junho último, medidas de quarentena decretadas pelas
autoridades nacionais do País.
“Esperemos
que esta Directora que veio de Lisboa e foi directamente para casa, não esteja
afectada e vir a afectar elementos da população local”, afiançou, Barros que
falava no âmbito de uma Conferência de Imprensa na cidade de Stº António.
Barros,
Secretário Regional do MLSTP denunciou também que antigos Deputados da Assembleia
Legislativa e porque não foram reeleitos em 2018, não receberam seus anteriores
salários a que têm direitos.
Segundo
ainda este dirigente, Assembleia Legislativa já pagou salário aos Deputados
locais do UMPP em igual circunstância não efectuando alegadamente o mesmo com
Deputados do MLSTP nesta mesma câmara parlamentar.
E
para forçar o pagamento e ver realizado tais pagamentos ao qual considera, de
injustiça e discriminatória, António Barros, informou que vai recorrer ao
Tribunal Constitucional, a Assembleia Nacional e ao Presidente da República,
Evaristo Carvalho.
Por
sua vez, Nestor Umbilina, Presidente do Partido do ‘’Movimento Verde para o
Desenvolvimento do Príncipe’’ na Região do Príncipe, afirmou à Rádio Nacional
do País que tem registado alegados actos de corrupção praticada pelas
autoridades regionais.
“Há situações aqui que o Tribunal de Contas e o
Ministério Público deveriam investigar actos de corrupção que ocorrem na Ilha
do Príncipe”, sustentou Umbilina.
Reconfirmando
a denúncia do MLSTP/Príncipe, Umbilina lamenta, por exemplo, que “muitos
cidadãos da Ilha do Príncipe se encontram em São Tomé privados de viajarem para
suas casas na Cidade de Stº António por causa de COVID-19 e destes não
infectarem a população de Stº António com o vírus e cumprem-nas, e a Srª
Directora desembarca do avião e vai para sua casa”.
Segundo
ainda este dirigente político, após a denúncia e avultadas críticas, o Líder do
Governo Regional mandou o Delegado da Saúde para responder e dar explicação
sobre o assunto, ao qual, segundo adiantou Nestor Umbilina que “obviamente não
nos convence, porque deveria ser o próprio Sr. Presidente a falar a opinião
pública”.
Na
óptica de Nestor Umbilina, “é de facto inadmissível que estas situações estejam
a ocorrer e não haja investigação de autoridades judiciais”.
Texto: Ricardo Neto e Leonel Mendes *
Foto: Lourenço da Silva
São Tomé, 02 Jul 2020 ( STP-Press ) São Tomé e Príncipe registou hoje mais 8 novas recuperações e 2 casos novos positivos da Covid-19, o que elevou a contagem para um total 717 casos por acumulações, anunciou esta tarde a porta-voz do ministério da Saúde, Isabel Santos.
De acordo a porta-voz, 8
infectados por coronavírus foram recuperados nas últimas 24 horas, tendo o
número de recuperações subido de 252 para 260 pessoas já recuperadas da doença.
A porta-voz revelou que nas
últimas 24 horas foram registados um total de 12 testes PCR, tendo resultado, 10
negativos e 2 positivos.
O documento anuncia um total de
717 casos positivos por acumulação, dos quais, 438 encontram-se em isolamento
domiciliar e 6 internados no hospital de campanha.
A porta-voz do ministério da
saúde anunciou 8 pacientes suspeitos nos serviços sintomáticos respiratórios e
nenhum caso de pessoa em isolamento domiciliar na Região Autónoma do Príncipe,
enquanto o número de óbitos mantém-se em 13.
São-Tomé, 02 Jul ( STP-Press) – O Palácio
Presidencial na capital de São Tomé foi o lugar indicado para acolher o acto
central do 45º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe a
assinalar-se no dia 12 de julho com menor número possível de convidados em respeito
as normas de combate a Covid-19 – informou quarta-feira o porta-voz do governo,
Adelino Lucas.
Lucas, Secretário de Estado para
Comunicação Social fez este anúncio no final da reunião quarta-feira presidida
pelo Presidente da República, com titulares de outros órgãos da soberania sobre
a evolução da pandemia do coronavírus, tendo-se declarado que “ nesta reunião
abordou-se também a questão do 45º aniversário da independência nacional”.
Adelino Lucas sublinhou que “ o
Presidente da República partilhou algumas preocupações e ficou decidido que o
acto central terá lugar justamente aqui neste palácio do povo respeitando
decisão decretadas pelo próprio governo, desde logo, a questão de menor número possível
de pessoa” em respeito as medidas que visam impedir a propagação do coronavírus.
Tendo assegurado a transmissão directa
da cerimónia através da televisão, TVS e a Rádio Nacional, o porta-voz do
governo afastou a hipótese da realização da tradicional Chama da Pátria que por
tradição acontece logo nas primeiras horas do dia 12 de Julho na histórica praça
de independência, na capital de São Tomé.