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Ministro da Saúde anuncia plano “xeque-mate” contra paludismo

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 13 Fev. (STP-Press ) – O ministro são-tomense da Saúde, Edgar Neves anunciou uma nova estratégia de combate ao paludismo, tendo anunciado a criação de “uma frente comum” envolvendo, essencialmente, os agentes e peritos da saúde, das câmaras distritais do País,  e dos órgãos de imprensa, para ações sobretudo, de sensibilização e saneamento do meio num autêntico “xeque-mate” ao mosquito transmissor da doença.

Acompanhado do Secretário de Estado para Comunicação Social, Adelino Lucas, o ministro Edgar Neves fez este anúncio na tarde de terça-feira no seu gabinete na primeira reunião de trabalho com os responsáveis superiores e peritos do seu ministério, presidentes das Câmaras Distritais da ilha de São-Tomé e dos diretores dos órgãos de imprensa estatal, designadamente, a Rádio Nacional e Televisão São-Tomense e Agência de Notícias – STP-Press.

De acordo com as suas declarações, Edgar Neves deixou a entender que a nova estratégia através da “frente comum de combate” a doença visa essencialmente um autêntico xeque-mate aos casos de paludismo no País. Sabe-se que “xaque-mate” significa um lance que põe fim a partida de xadrez, quando o Rei [mosquito] sofre ataque fatal e indefensável do adversário, pondo fim a partida.

“ Esta iniciativa visa fundamentalmente, uma redefinição de estratégia em termos de actuação no combate a doença” disse Edgar Neves tendo sublinhado que “ as câmaras distritais e a comunicação social têm um papel de extrema importância na luta contra esta doença, particularmente na sensibilização para a mudança de comportamento e no aspecto do saneamento do meio, dentre outras acções de combate ” .

“ Não há razões para alarmismo, mas, não devemos ocultar informação a população” – disse o ministro da Saúde, tendo feito referencia que a situação está sob controlo mas que no entanto, entre 2014 à 2018 os casos de paludismo teriam aumentado entre 200 aos 300 registos anuais devido “alguns fracassos” no programa e ações de combate e que na altura as informações não teriam sido devidamente passada ao público.

No final deste primeiro encontro, os presidentes da Câmaras Distritais e os directores dos órgãos de imprensa congratularam-se com a iniciativa do ministro, tendo-lhe manifestado total apoio e colaboração no sentido de se erradicar a doença através desta frente ampla e comum de combate.

Nos últimos anos, São-Tomé e Príncipe tem sido apontado como um dos Países de sucesso no combate ao paludismo, tendo recebido prémios internacionais de reconhecimento , sobretudo, pelo êxito na pulverização intradomiciliar através de introdução de produto que ataca o mosquito transmissor da doença, e na campanha de distribuição gratuita de mosquiteiros impregnados.

Fm/RN

“Uma missão muito bem-sucedida”, Jorge Bom Jesus no regresso da cimeira africana

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 12 Fev. (STP-Press) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus regressou esta tarde ao País, proveniente de Addis-Abeba, Etiópia, onde participou na Cimeira-Africana, tendo considerado “ uma missão muito bem-sucedida” quer ao nível da reunião bem como dos contactos bilaterais estabelecidos com vários Estadistas africanos e representantes de organizações internacionais.

“ Foi uma missão muito bem-sucedida” disse Jorge Bom Jesus tendo sublinhado que a ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade, Elsa Pinto fará no tempo oportuno um balanço pormenorizado desta primeira missão do primeiro-ministro são-tomense ao estrangeiro.

“ Toda a temática da Cimeira foi coberta com o pano de fundo sobre o refugiado e migração…”, disse, Jorge Bom Jesus tendo acrescentado que “ tudo isto está interligado com a violência, com guerras tribais, étnicas e problemas económicos” do continente africano.

Além dos trabalhos da Cimeira durante a qual, o chefe de Estado egípcio, Abdel-fatah Al-Sisi, assumiu formalmente, a presidência rotativa da União Africana, UA, Jorge Bom Jesus disse ter aproveitado “o palco privilegiado” para encetar vários contactos bilaterais com destaque para o encontro com a delegação da União europeia, do qual, resultou a assinatura de um novo programa de cooperação estimado em 35 milhões de Euros.

Realçou ainda o encontro com o presidente do Congo Brazzaville, Danis Sasson Nguesso, com quem acordou para as próximas conversações ministeriais como vista ao relançamento da cooperação que considera estar “adormecida” deste dos anos 80.

Além de audiência com secretário-geral da ONU, António Guterres, Jorge Bom Jesus falou ainda de encontros com presidente da Guiné-Equatorial,  Obiang Nguema, e primeiro-ministro de Cabo-Verde,  Ulisses Correia e Silva.

Fim/RN

 

Presidente de Egipto Abdel-fatah Al-Sisi assume presidência da União Africana

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São-Tomé, 11 Fev ( STP-Press )  O chefe de Estado egípcio, Abdel-fatah Al-Sisi, assumiu formalmente, este domingo, a presidência rotativa da União Africana, UA, tendo alertado, no seu discurso inaugural, que o extremismo e o terrorismo são as maiores ameaças que assolam o continente africano, soube-se, hoje diplomática.

“O extremismo e o terrorismo são as maiores ameaças do continente” disse o novo presidente, na 32ª cimeira da UA, tendo-se comprometido que durante a sua presidência, centrar-se-á nestas e noutras questões, visando garantir a paz, segurança e reconstrução.

“O caminho ainda é bastante longo”, para alcançar o objetivo declarado da UA de “fazer calar as armas” até 2020, em um continente atravessado por conflitos, reconheceu o novo presidente que anunciou a organização de um “fórum pela paz e pelo desenvolvimento”, ainda este ano, em Asuan, Egipto.

Sob o lema “Rumo à soluções duradouras em deslocações forçadas em África”, o Chefe de Estado egípcio iniciou o discurso, saudando a todos os presentes em nome de Deus, exortando a união dos países membros da UA, na perspectiva de tornara a  África uma potência mundial.

Nas linhas mestras apresentadas para o desenvolvimento do continente e bem-estar dos seus cidadãos, Al-Sisi elencou a promoção do emprego e oportunidades para a juventude, a luta contra o terrorismo, o combate às alterações climáticas, tendo sublinhado que as crianças africanas têm o direito de herdar um mundo melhor.

O novo presidente da União Africana, que sucede a Paul Kagame do Rwanda, a quem agradeceu pelo seu engajamento pelas reformas em curso na organização, disse que o continente tem expectativas em relação às acções dos seus Chefes de Estado e de Governo, daí ter apelado para a necessidade de passar dos discursos às acções concretas para que o mundo veja que os líderes africanos são sérios”.

Pronunciando sobre a saúde financeira da organização, disse ter registado alguns progressos, tendo afirmado que as contribuições dos países membros atingiram os 89 milhões de dólares, para o Fundo da Paz, o que demonstra, de acordo com o presidente, a força da habilidade dos líderes africanos.

Chefes de Estado e de Governo de África, incluindo a participação são-tomense por primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, estão reunidos até segunda-feira de manhã, para tratar de temas de agenda da UA, como os refugiados internos, a migração e a criação de um passaporte africano, uma questão que, de acordo com a agenda da organização, há mais de dois anos consta no programa da UA e que, a entrar em vigor, permitirá aos cidadãos dos 54 países africanos viajarem por todo o continente sem necessidade de pedirem vistos.

Fim/AD

Jesus reúne-se com secretário-geral da ONU no desdobrar das bilaterais a margem da Cimeira

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 11 Fev.  ( STP-Press ) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus desdobra-se em encontros bilaterais a margem da Cimeira Africana em Addis-Abeba, Etiópia, tendo-se reunido com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o presidente da Guiné-Equatorial, primeiro-ministro de Cabo-Verde, e com a delegação da União Europeia com qual, estabeleceu um  programa de cooperação avaliado em 35 milhões de Euros.

O encontro entre António Guterres e Jorge Bom Jesus acontece poucos dias depois do representante especial da Nações Unidas para Africa Central, François Fall ter visitado arquipélago em mais uma missão oficial sob auspícios do secretário-geral da ONU no âmbito do processo democrático e da estabilidade política do País.

A audiência com o presidente da Guiné-Equatorial, Obiang Nguema, acontece numa altura em que os dois Países estudam a possibilidade para a criação de uma empresa mista de exploração de petróleo numa zona marítima de comum acordo entre os dois Estados membros da CPLP.

O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus encontrou-se também com o seu homologo de Cabo-Verde, Ulisses Correia e Silva com quem abordou questões de cooperação e aproveitou para convidá-lo a estar presente na cerimonia sobre a “Relatividade” a realizar-se em Maio próximo da Região Autónoma do Príncipe.

Já o encontro com a delegação da União Europeia resultou na assinatura de um novo programa indicativo de cooperação avaliado em 35 milhões de Euros tendo o documento sido assinado pela ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto e um  representante da EU, Nevem Mimica.

Fim/RN

Governo de Jesus assina acordo de 35 milhões Euros com União Europeia a margem da cimeira africana

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 11 Fev. ( STP-Press) – São-Tomé e Príncipe e a União Europeia,UE assinaram, domingo em Addis-Abeba, Etiópia, a margem da Cimeira Africana, um novo programa indicativo de cooperação avaliado em 35 milhões de Euros, em documento assinado pela ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto e um  representante da EU, numa cerimonia  testemunhada pelo primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus.

Valido para período 2019-2020 destinado a financiar projectos em várias áreas de actividades em função do acordado entre as partes, a assinatura deste programa “demonstra a confiança da União Europeia com o actual governo são-tomense” liderado por Jorge Bom Jesus de acordo com o documento enviado esta manhã a STP-Press.

Há pouco mais de um ano, São Tomé e Príncipe e a União Europeia assinaram uma “convenção de Financiamento” no valor de 6.750 milhões de euros, inserido no 11º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), como forma de fomentar e dinamizar a agricultura com fins de exportação dos produtos nacionais, como a pimenta, o cacau, o café, e a formação e criação de novos trabalhos na área agrícola e desenvolvimento rural.

Além de um acordo de 28 milhões de euros assinado em 2016 destinado a financiar obras nos domínios da água, saneamento e agricultura, a União Europeia (EU) em parceria com São Tomé e Príncipe, ainda financia programas e iniciativas de desenvolvimento nas áreas de promoção dos direitos humanos e desenvolvimento da sociedade civil.

O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, acompanhado da ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Ela Pinto, representa São Tomé e Príncipe na Cimeira na Cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Africana sob o tema “Refugiados, Retornados e Deslocados Internos: Rumo a soluções duráveis para o deslocamento forçado em África”.

Fim/RN

 

Ministra da Justiça exorta Ministério Público a dar “maior celeridade aos processos judiciais”

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva e Cristiano Dondo

São-Tomé, 8 Fev. ( STP-Press ) –  O Governo são-tomense através da ministra da Justiça, Ivete Lima Correia exortou hoje o Ministério Público, representado pelo Procurador Geral da República, Kelves Nobre de Carvalho, para “maior  celeridade aos processos de criminalidade economica-finaneira e outros casos judiciais” ainda por investigar nesta instância judicial, Soube hoje a STP-Press de fonte judicial.

A exortação do governo foi tornada pública esta tarde num comunicado assinado pela ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, Ivete Lima Correia,  poucos dias depois do encontro com o Procurador Geral, Kelves Nobre de Carvalho  com quem havia abordado a situação do ministério público e casos de queixas -crimes que ainda se encontram por investigar.

“Não obstante a justificação apresentada pelo Procurdor, em que para o mesmo, a criminalidade já não se investiga com provas testemunhais e meramente documentais, e a necessidade de meios para o ministério público, o governo através da Ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos exorta aos Ministério Público  para dar maior celeridade de todos essse processos” – lê-se na nota.

O comunicado que cita cerca de dez casos judiciais que se encontram amontoados no ministério público, faz referencia ao caso judicial relativo a denuncia de um dos participantes no golpe militar de 2003 no País, um alegado desvio de fundos na Empresa Nacional de água e luz, EMAE e denuncia sobre um caso de 30 milhões de dólares alegadamente resultante de um crédito público.

O documento ministerial cita ainda o processo relativo ao “assassinato do ex-director da Autoridade da Zona de Exploração Conjunta de Petróleo / São Tomé e Príncipe e Nigéria, o desaparecimento do Barco Santo António, desvio de um fundo de kuwait estimado em 17 milhões de dólares, num projecto de remodelação do hospital de São-Tomé, dentre outros processos judicias envolvendo alegadamente titulares superiores de cargos públicos conforme o conteúdo da nota.

No seu discurso de investidura, a 3 de Dezembro último, o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus declarou hoje que “ o combate a corrupção será a bandeira” do seu governo tendo sublinhado na altura que “ quero pedir a colaboração da sociedade civil para juntos levarmos a cabo este combate de maneira frontal e no quadro de instrumentos legais previstos na nossa arquitectura jurídica”.

Fim/RN

Governo anuncia a construção de um Porto alternativo ao de Ana Chaves

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Texto: Manuel Dendê *** Foto: António Amaral”InterMamata”

São Tomé, 08 de Fev. 2019 (STP-Press) – O ministro São-tomense das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente disse, em São Tomé, que o Governo equaciona a possibilidade de avançar com a construção de um novo Porto com quadrupla função em Fernão Dias, na zona norte de São Tomé, com auxílio do Governo da China Popular.

 

Osvaldo D’Abreu anunciou tal facto, na última quinta-feira, no âmbito de uma visita de inspecção às instalações da ENAPOR (Empresa Nacional de Administração dos Portos), na baía de Ana Chaves, na Cidade de São Tomé.

 

A visita às instalações da ENAPOR, inseriu no âmbito de “contactos com a realidade” que o novo ministro que tutela algumas empresas públicas estatais vem efectuando, das quais, a ENASA (Empresa Nacional de Navegação Aérea).

 

Fernão Dias é uma localidade do litoral da ilha de São Tomé e conhecida pela tragédia do massacre de Batepá, perpetrado a 3 de Fevereiro de 1953 pelas autoridades coloniais portuguesas e próxima da vila de Micoló, no distrito de Lobata, que dista, ao norte da cidade de São Tomé, mais de 20 km.

 

Segundo o governante que falava à Imprensa, a opção pela construção de um novo Porto servirá de alternativa ao velho e a principal área portuária do arquipélago São-tomense.

 

De acordo ainda com o governante, o actual Porto de São Tomé, padece de múltiplos problemas, dos quais, a incapacidade operacional assim como carece de exigências de integração socioeconómica de São Tomé e Príncipe na sub-região de África Central.

 

Osvaldo D’Abreu, informou que trata-se de um projecto infraestrutural cujo processo negocial está em estado avançado “de ajustes” com a parte chinesa e que o projecto poderá conhecer a luz do dia, a médio prazo, com auxílio do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

D’Abreu não pontuou os custos deste novo projecto infraestrutural para o país, mas esclareceu que não será um projecto megalómano falhado de porto em águas profundas projectado pelo então Governo do Primeiro-ministro Patrice Trovoada.

 

Para este responsável, o tal Porto, além de competência comercial, vai dar resposta a procura e a recepção energética, acomodação de contentores e que satisfaça as necessidades pesqueiras do país a luz de nova visão estratégica do XVII Governo presidido pelo Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus.

 

A medida que se perspectiva deste novo projecto infraestrutural, o governante assegurou que o Porto de São Tomé ou de Ana Chaves vai comportar a curto prazo algumas obras na hipótese de se “estendê-lo, buscando uma batimetria de mais três a quatro metros, para atracagem de alguns navios de médio porte”.

 

Fim/MD

PM representa São Tomé e Príncipe em Addis-Abeba, na Cimeira Africana

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lorenço da Silva

São-Tomé, 08 Fev. ( STP-Press) – O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus representa o arquipélago a partir de domingo dia, 10, em Addis Abeba, Etiópia, na Cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Africana sob o tema “Refugiados, Retornados e Deslocados Internos: Rumo a soluções duráveis para o deslocamento forçado em África”.

Momentos antes da sua deslocação na tarde de quinta-feira ao bordo do avião da TAP, Jorge Bom Jesus disse que “ São Tomé e Príncipe vai levar a mensagem da paz, estabilidade e rumo ao desenvolvimento sustentável” tendo-se sublinhado a necessidade de uma estratégia comum para o exercício de uma “ migração económica” na perspetiva da agenda de desenvolvimento 2063.

Bom Jesus disse ainda tratar-se de “uma oportunidade para São Tomé e Príncipe levar uma massagem de que a democracia são-tomense está em marcha, mais um vez houve alternância e gostaríamos que esse exemplo pudesse inundar toda Árica”.

Com esta deslocação, o primeiro-ministro junta-se à ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Elsa Pinto que já se encontrava há dias em Addis-Abeda, onde participou na 34ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da organização na tradicional reunião que antecede a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana.

Trata-se da estreia do governo de Jorge Bom Jesus numa Cimeira da União Africana que reúne-se pelo menos duas vezes por ano em sessões ordinárias estatutárias, nomeadamente o Comité dos Representantes Permanentes, Conselho Executivo, Assembleia dos Chefes de Estado e do Governo e quantas vezes forem necessárias, em sessões extraordinárias.

A União Africana, fundada em 2001 com o objectivo de alcançar a integração continental e dotar África de competitividade para participar do cenário económico mundial, é a maior organização regional e diversificada do mundo pela quantidade de Estados-Membros e o número de habitantes que representa.

Fim/RM

Ministro Osvaldo D’Abreu preocupado com realidade actual da ENAPOR

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Texto: Manuel Dendê *** Foto: António Amaral “InterMamata”

São Tomé, 07 de Fev. 2019 (STP-Press) – O ministro das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente de São Tomé e Príncipe, Osvaldo D’Abreu mostrou-se hoje, em São Tomé, bastante céptico quanto a eficácia e crescimento da Empresa Nacional de Administração dos Portos (ENAPOR).

Osvaldo D’Abreu, que expressou o seu cepticismo em declarações à imprensa, após ter efectuado uma visita de inspecção e de contacto de mais de duas horas nas instalações da ENAPOR, unidade que assegura a gestão de diversos Portos no arquipélago de São Tomé e Príncipe.

A visita compreendeu a deslocação aos diversos compartimentos da empresa, compreendendo, departamentos, serviços, direcções e parque de contentores recentemente reabilitado e cujas obras não agradaram o ministro que tutela ENAPOR.

Além de não sair convencido com as obras do parque de contentores, onde a União Europeia investiu mais de dois milhões de Euros, pôs em causa anterior gestão da empresa, que hoje encontra-se numa situação de falência técnica.

Ao considerar de propaganda a alegada boa gestão e falsas melhorias apontadas pela anterior administração, pontuou a ineficácia do rebocador Liberdade adquirido a uma firma lusa.

O tal rebocador adquirido por cerca de 500 mil Euros há mais de dois anos, hoje não consegue prestar serviços exigidos e sujeita-se a manutenção constante num país vizinho.

D’Abreu, destacou a responsabilidade estratégica da ENAPOR no manuseamento e operacionalidade de mercadorias e a estabilização socioeconómica do país.

E para tal, ENAPOR deve ser uma unidade empresarial eficaz, considerando tratar-se de um país insular, onde o Porto de São Tomé é a porta de entrada e de saída para pessoas, mercadorias e serviços assim como de integração económica regional.

Como exemplo da má gestão anterior, o Director-geral da ENAPOR, Manuel Diogo, disse que a empresa está hipotecada a banca, sendo obrigada a contrair empréstimos para garantir salário mensal de 148 trabalhadores.

E da dívida, sublinha-se cerca de quatro milhões de dólares, dos quais dois milhões refere-se ao Fundo Social de Trabalhadores, IRS, Imposto Sobre Selos, traduzido em cerca de 73% de custos com pessoal.

Face a essa situação negra que vive a ENAPOR, mormente, a situação de reabilitação do parque de contentores cujo auxílio financeiro é de um parceiro externo, o ministro Osvaldo D’Abreu anunciou que vai abrir inquérito a fim de apurar responsabilidades.

“Trata-se de valores avultados, que sim, serão adjudicados ao Estado São-tomense como dívida e como tal, há que aferir responsabilidades”, afirmou Osvaldo D’Abreu.

No âmbito de gestão, lamentou que a ENAPOR esteja endividada, sustentando que a situação deveu-se alegadamente a ineficácia na administração anterior, e que, segundo o governante deve-se aferir responsabilidades da administração anterior da empresa.

Fim/MD

 

“ A nossa sobrevivência dependente da proteção do nosso ambiente”, – ministro Osvaldo d’Abreu

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 07 Fev. ( STP-Press) –  “A nossa sobrevivência dependente da proteção do nosso ambiente”, declaração do ministro são-tomense das Obras Públicas, Recursos Naturais e  Ambiente, Osvaldo d’Abreu, esta manhã no lançamento oficial da “plataforma de apoio à tomada de decisão sobre a resiliência climática” no País, com apoio do Banco Mundial, em cerimónia testemunhada pelo ministro das Finanças, Osvaldo Vaz.

Tendo alertado para as consequências climáticas, designadamente, turbulências marítimas, inundações, erosões, cheias e outros riscos climáticos e catástrofes, Osvaldo d’Abreu sublinhou que “ como residentes em pequenas e micro-ilhas, a nossa sobrevivência depende da proteção do nosso ambiente e ser resilientes em nos prepararmos para nos adaptarmos a todas essas situações actuais e sermos capazes de sobrepormos a elas e podermos não só sobreviver, mas sim, viver e desenvolver”.

Além de permitir a incrementação da compreensão sobre os ricos climáticos e a resiliência, o ministro acrescentou que a plataforma permitirá também proporcionar a integração das medidas políticas e planos de investimentos, criar as bases padronizadas sobre ricos climáticos e catástrofes, gerar informações para promover a integração entre as instituições nacionais e parceiros internacionais dentre outras vantagens.

“ Considero que esta plataforma constitui um instrumento importante de planificação para o nosso País, de modo a evitar que infraestruturas importantes para o desenvolvimento do País não venham a ser colocadas em lugares de risco, pondo em risco o futuro dos investimentos que este País tanto precisa para o seu desenvolvimento” – sustentou Osvaldo d’Abreu.

Tendo defendido a necessidade de se capacitar quadros são-tomenses para lidar com a presente plataforma e promover a sua gestão sustentável, Osvaldo d’Abreu falou ainda da criação de um mecanismo de gestão para que o documento seja transformado “ um instrumento dinâmico e de consulta e que aporte contribuições ao País para a tomada de decisões importantes para o nosso desenvolvimento”.

O ministro agradeceu o Banco Mundial pelo apoio em vários domínios de desenvolvimento com destaque para as questões ligadas aos fenómenos extremos adstritos as mudanças climáticas que o País tem estado a conhecer nos últimos tempos.

Fim/RN

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