Segunda-feira, Abril 13, 2026
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ADI propõe Álvaro Santiago para chefiar o próximo governo constitucional

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Texto: Neisy Sacramento e Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 29 Nov. ( STP-Press) –  O partido ADI, vencedor das eleições legislativas são-tomenses de 07 de Outubro, decidiu indicar o deputado Álvaro Santiago para chefiar o próximo governo do arquipélago, Soube hoje a STP-Press de fonte partidária.

De acordo com a fonte, o nome de João Álvaro Santiago foi escolhido por consenso, esta terça-feira, numa reunião da comissão política da ADI, presidida pelo secretário-geral do partido, Levy Nazaré.

O deputado ADI, Álvaro Santiago que integra a comissão política do partido, foi ministro da Educação em governos anteriores, tendo exercido também as funções de vice-governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe.

A decisão do ADI surge depois de Olinto Daio, ministro da Educação, Cultura, Ciências e Comunicação ter recusado o convite para chefiar um eventual próximo executivo alegando falta de condições para o efeito.

Depois de ter ouvido sexta-feira os partidos parlamentares, o Presidente da República, Evaristo Carvalho lhes teria admitido a hipótese de ainda ao longo desta semana decidir sobre quem designaria para o próximo primeiro-ministro, sem revelar de que partido.

Nas eleições de 07 de Outubro,  ADI venceu  com maioria simples — 25 em 55 deputados do parlamento MLSTP-PSD com 23 mandatos coligação PCD-MDFM-UDD com 5 e Movimento Cidadãos com 2 deputados.

Na base de um acordo incidência parlamentar, o MLSTP-PSD e a Coligação garantem uma maioria absoluta de 28 deputados, tendo por isso, assegurado que em caso de se formar um governo minoritário do ADI, seria naturalmente chumbado no parlamento por esta nova maioria.

Fim/NS e RN

Jornalistas são-tomenses apontam questões “positivas e negativas” da classe num curso dos EUA

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Afonso Amaral “InterMamata”

São-Tomé, 28 Nov. ( STP-Press ) – Jornalistas são-tomenses chegaram hoje ao consenso sobre os pontos “positivos e negativos” que condicionam o exercício das suas funções, sobretudo, nos órgãos estatais, nomeadamente, a Rádio, TVS e STP-Press, de acordo com conclusões saídas esta tarde no final do curso destinado à classe, organizado pela embaixada dos EUA em colaboração com a IREX.

No final da formação orientada pelos formadores moçambicanos, Rui Lamarques e Arsénio Manhice, os cerca de quarenta jornalistas são-tomenses foram consensuais em  apontar alguns “pontos fortes e fracos” que têm vindo a influenciar de “forma positiva e negativa” o exercício da classe numa perspectiva de melhor servir com isenção, rigor e transparência.

Relativamente aos “pontos negativos” os profissionais foram unanimes em defenderem “ a melhoria da gralha salarial e condições de trabalho como um das formas de se contornar os pontos negativos” que obstam a boa prestação de serviços jornalísticos, sobretudo, nos órgãos de imprensa estatal, designadamente, a TVS, a Radio Nacional e STP-Press.

Além concordarem com “ a materialização da transformação dos mídias estatais em empresas públicas” bem como “ o reforço e restruturação de classe sindicais” como forma de se superar “ a falta de coesão e organização de capacidade negocial” os jornalistas declararam apoio a uma “maior mobilidade da carreira” e “ reforço e actualização dos pacotes legislativos” da classe.

Já nos pontos positivos, os profissionais constataram uma audiência aceitável e um nível satisfatório de cobertura jornalística a mais de 80 % na Rádio Nacional e na TVS bem como aumento considerável de visualizações a nível da STP-Press incluindo os jornais privados sobretudo on line e outras paginas de serviço informação nas redes sociais.

Tendo apontado como “ponto forte” o surgimento das rádios comunitárias na alguns distritos de São Tomé alegando apenas a necessidade de regulamentação no funcionamento das mesmas, os jornalistas citaram também como “positivo” a criação do curso da comunicação social na universidade pública do País, e o Conselho Superior de Imprensa reclamando somente a redefinição da sua estrutura e a sua competência.

Staff da Embaixada dos Estados Unidos da América no acto de encerramento do curso

Durante a formação de três dias, os jornalistas falaram do jornalismo investigativo, eleitoral, as novas tecnologias entre outros assuntos “num verdadeiro clima de debate de ideias e troca de experiencias e de opiniões” tal como considerou, uma das participantes, a conceituada jornalista são-tomense, Conceição Lima “São”, também poetisa e que foi autorizada pela organização para fechar o curso com poema Kalua do livro o Útero da Casa, numa saudação aos formadores moçambicanos.

Ouça poema de São Lima

Fim/RN

A posição da China sobre a reforma na Organização Mundial do Comércio, OMC

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São-Tomé, 26 Nov. ( STP-Press) – O sistema de comércio multilateral baseado em regras, com a Organização Mundial do Comércio (OMC) em seu núcleo, é a pedra angular da globalização económica e do livre comércio. Fez contribuições significativas para promover o comércio internacional, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável, – lê-se em documento enviado hoje a STP-Press pela embaixada da China em São Tomé, que decidimos publicar na íntegra .

Diz o documento que desde a sua adesão à OMC, a China tem sido um firme defensor do sistema multilateral de comércio, defendendo que a OMC desempenhe um papel mais importante na governanção económica global e assumindo posição firme contra o proteccionismo.

Numa época em que a economia mundial está passando por mudanças profundas e o sistema multilateral de comércio é seriamente prejudicado pelo crescente unilateralismo e proteccionismo, a China apóia a reforma necessária da OMC, a fim de aumentar sua autoridade e eficácia, construir uma economia mundial aberta e para perseguir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade.

Para este fim, a China apresentou três princípios básicos e cinco sugestões sobre a reforma da OMC. Os três princípios básicos são os seguintes:

Em primeiro lugar, a reforma da OMC preservará os valores fundamentais do sistema multilateral de comércio. A reforma reforçará estas regras fundamentais do sistema multilateral de comércio, incluindo a não discriminação e a abertura, a fim de criar um ambiente estável e previsível para o comércio internacional.

Em segundo lugar, a reforma da OMC salvaguardará os interesses de desenvolvimento dos membros em desenvolvimento. A reforma deve abordar as dificuldades que os membros enfrentam em sua integração à globalização económica, fornecendo aos membros em desenvolvimento flexibilidade e espaço político necessários para seu desenvolvimento econômico, contribuindo para a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável ~

E, Em terceiro lugar, a reforma da OMC deve seguir a prática da tomada de decisões por consenso. A escolha da agenda de reformas, a formulação de qualquer plano de trabalho, bem como os resultados finais, serão decididos por meio de amplas consultas, baseadas em respeito mútuo e diálogos em pé de igualdade. O processo deve ser inclusivo e aberto a todos os Membros, especialmente os em desenvolvimento. A reforma não pode ser ditada por alguns, nem decidida por um pequeno grupo exclusivo de membros.

As cinco sugestões são as seguintes:

Em primeiro lugar, a reforma da OMC deve defender a primazia do sistema comercial multilateral. Alguns membros estão tentando introduzir “novos conceitos” ou “novas terminologias” na agenda de reformas, o que poderia minar a autoridade do sistema multilateral de comércio de maneira disfarçada. A China se opõe firmemente a essas tentativas.

A reforma da OMC deve reforçar a centralidade do sistema multilateral de comércio na liberalização e facilitação do comércio internacional. Em segundo lugar, a prioridade da reforma é abordar as crises / problemas existenciais enfrentados pela OMC. A reforma deve retomar e resolver a questão do bloqueio de nomeação de membros do Órgão de Apelação o quanto antes, além de conter ações de unilateralismo e proteccionismo com as regras da OMC e assegurar o bom funcionamento de todos os aspectos da OMC.

Em terceiro lugar, a reforma deve abordar o desequilíbrio das regras comerciais e responder aos mais recentes desenvolvimentos do nosso tempo. A reforma deve abordar a distorção a longo prazo do comércio agrícola internacional, através do excesso de subsídios dos membros desenvolvidos.

A reforma deve impedir o abuso de medidas de reparação comercial, especialmente a metodologia do “país substituto” nas investigações antidumping.

Enquanto isso, a reforma também deve manter as regras da OMC relevantes ao incluir questões do século XXI, como a Facilitação do Investimento, e Micro, Pequenas e Médias Empresas. Em quarto lugar, a reforma deve salvaguardar o tratamento especial e diferenciado para os membros em desenvolvimento.

A China se opõe à intenção de certos membros de questionar ou tirar o tratamento especial e diferenciado de alguns membros em desenvolvimento em nome da reforma da OMC. A China é o maior país em desenvolvimento do mundo e está disposta a assumir compromissos proporcionais ao seu nível de desenvolvimento e capacidade econômica.

No entanto, a China nunca concordará em ser privada de seu direito ao tratamento especial e diferenciado como membro em desenvolvimento.

Por último, mas não menos importante, a reforma deve respeitar os modelos de desenvolvimento dos membros. A reforma deve proibir a discriminação contra empresas de certos membros em investigações de segurança de investimentos e investigações antitruste.

A reforma deve abordar o abuso por membros desenvolvidos de medidas de controlo de exportação em obstruir a cooperação tecnológica.

A China se opõe a disciplinas especiais e discriminatórias contra empresas estatais em nome da reforma da OMC, e a inclusão de questões baseadas em acusações infundadas na agenda de reforma da OMC.

Fim/ STP-Press/ Embaixada da China em São Tomé e Príncipe

Pode ler o documento na íntegra( versão inglesa)china’s position paper on WTO reform

Movimento Cauê manifesta apoio ao partido que tiver maioria parlamentar para sustentar o governo

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 26 Nov. (STP-Press) – O Movimento de Cidadãos Independentes de Cauê, manifestou a disponibilidade de apoiar a força política que tiver uma maioria parlamentar capaz de suportar uma governação sustentável no País, disse sábado o líder desta força parlamentar são-tomense, António Monteiro.

António Monteiro fez esta declaração sábado a saída da audiência com o Presidente da República, Evaristo Carvalho no âmbito de auscultação visando a formação do próximo governo na sequência das eleições legislativas de 07 de Outubro.

Estamos disponíveis a colaborar com aquele partido que tiver a maioria parlamentar” disse António Monteiro tendo acrescentado que “ «não temos nenhum acordo com qualquer partido político, seja ele o ADI, o MLSTP ou a Coligação”.

« Não estamos inclinados para nenhum partido político. Aquele partido que tiver a maioria no parlamento contará sempre com o apoio do Movimento Independente» sublinhou o líder do Monteiro mostrando-se disponível a contribuir para o bem-estar do povo são-tomense.

«Deixamos claro à sua excelência o senhor presidente da República que estamos disponíveis a colaborar com o partido que tiver maior assento parlamentar para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe», concluiu Monteiro líder do movimento que dispõe de 2 dos 55 mandatos do parlamento são-tomense.

Nas eleições legislativas de 07 de Outubro, ADI ganhou com uma maioria simples de 25 deputados confrontando-se agora com uma maioria sustentável de 28 mandatos resultante de uma aliança formada por MLSTP-PSD com 23 deputados e a coligação-PCD-MDFM-UDD, com 5.

Fim/RN

Olinto Daio recusa convite do ADI para chefiar o próximo governo

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press 

São-Tomé, 25 Nov. ( STP-Press ) – O ministro são-tomense da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, Olinto Daio decidiu recusar o contive do líder do ADI para chefiar o próximo governo na sequência das eleições legislativas de 07 de Outubro,  soube hoje a STP-Press  através de um comunicado do próprio Daio

Referindo-se a proposta formulada pelo líder do ADI para que liderasse o próximo governo, Olinto Daio alega não existir condições favoráveis, designadamente, a união e os valores que pautam pela concórdia, responsabilidade e respeito para uma governação sustentável.

“ Acredito que para governar São Tomé e Príncipe neste momento crítico exige mais que políticas e ideias” disse Olinto Daio, tendo sublinhado que “ os valores que acarinhamos enquanto nação-família, paz, concórdia, hospitalidade e respeito são os que tornam o País forte e dão sentido as nossas vidas”

“ Tendo analisado e ponderado cheguei a conclusão de que esses valores não estão presentes e contidos nesta proposta de chefiar governo, por isso decidi em não aceitá-la” disse o ministro.

O nome de Olinto Daio foi indicado para Primeiro-Ministro pelo líder do ADI, Patrice Trovoada que retirou a sua candidatura ao cargo como forma de facilitar a formação de um governo de base alargada com outras forças políticas.

Tendo ganho as eleições de 07 de Outubro com uma maioria simples de 25 deputados, ADI tem sido confrontado com uma nova maioria parlamentar de 28 mandatos resultante da aliança entre MLSTP-PSD com 23 mandatos e cinco da Coligação PCD-MDFM-UDD, que garantem sustentabilidade para governar.

A decisão, sobre, qual dos blocos partidários irá governar, será tomada pelo Presidente da República mais tardar até a próxima quarta-feira de acordo com uma fonte da presidência.

Fim/RN

Jesus diz que “um governo minoritário cairá no parlamento” e Nazaré diz que “a decisão é do PR”

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B. Jesus (MLSTP-PSD) e L. Nazaré ( ADI) recebidos em separados por PR sobre a formação do governo

Texto: Ricardo Neto ** Foto Lourenço da Silva

São Tomé, 24 Nov. ( STP-Press ) – “ Se houver um governo minoritário, naturalmente, cairá no parlamento” disse Jorge  Bom Jesus,  líder do MLSTP, sexta-feira à saída do encontro com Presidente da República, sobre formação do próximo governo enquanto Levy Nazaré declarou que “ADI ganhou, mas, a decisão é do Presidente”.

A saída do encontro com Chefe do Estado, o líder do MLSTP-PSD, Jorge Bom Jesus disse que o Presidente da República tem agora a prerrogativa constitucional de indicar um primeiro-ministro do ADI que dispõe de uma minoria parlamentar de 25 mandatos ou optar pela nova maioria de 28 mandatos resultantes de 23 do MLSTP-PSD mais 5 da coligação PCD-MDFM-UDD.

“ A bola está nos pés do Presidente da República para fazer jogo em função das prerrogativas constitucionais que tem” – disse Bom Jesus tendo acrescentado que “ a nova maioria, MLSTP-PSD e Coligação está pronta e firma para que, se eventualmente houver um governo minoritário, naturalmente que ele cairá na Assembleia Nacional”.

O líder do MLSTP-PS disse ainda que “ depois do sinal dado no parlamento, a nova maioria com 28 deputados está em condições de viabilizar o próximo governo, garantindo de facto a maioria absoluta”.

Também auscultado pelo Presidente da República sobre a mesma questão, o secretário-geral do ADI, Levy Nazaré declarou que o seu partido ganhous as eleições mas que decisão sobre quem irá governar cabe ao Chefe de Estado são-tomense.

“ ADI ganhou as eleições, chegou primeiro, mas a decisão é do Presidente da República” disse Levy Nazaré tendo defendido diálogo e entendimento para uma governação consensual face aos resultados do escrutínio.

“Independentemente de quem estiver no governo como na oposição a mensagem do povo foi clara, a de sentarmos a mesma mesa para resolvermos os grandes desígnios nacionais”, disse Levy Nazaré tendo acrescentado que o povo não deu maioria absoluta a nenhum partido de forma a se “dialogar para o entendimento”.

Fontes presidenciais admitem que até quarta-feira, o Chefe de Estado são-tomense decidirá sobre qual dos dois blocos partidários [ ADI ou a aliança-MLSTP e Coligação] irá assumir a governação do País na sequência das eleições legislativas de 07 de Outubro.

Fim/RN

Ouça declaração B. Jesus (MLSTP-PSD)

Ouça declaração de L.Nazaré (ADI)

 

Delfim Neves diz que irá inspirar-se em doutrinas de Alda Espírito Santo e Francisco Silva

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Delfim Neves quer inspirar-se em doutrinas de Alda Espírito Santo e Francisco Silva

Por: Jornalista Ricardo Neto da Agência de Notícias STP-Press  

São-Tomé, 23 Nov. ( STP-Press ) – O novo Presidente da Assembleia Nacional, o Parlamento de São Tomé e Príncipe, Delfim Neves disse quinta-feira no seu discurso de investidura que irá apoiar-se nos ensinamentos de Alda Espírito Santo e de Francisco Silva para “transformar ” a casa parlamentar num  “palco de efectivo contraditório político”.

“Confesso que já tive muito bons professores nesta casa parlamentar” disse Delfim Neves, tendo acrescentado que “prefiro não citar nomes para não ferir algumas sensibilidades, mas, apraz-me dizer que irei aproveitar os seus ensinamentos e, em particular com os legados deixados pela Mãe da Cultura, a poetisa Alda Espírito Santo, e o humilde e sapiente Francisco Silva para transformar esta casa num palco efectivo do contraditório politico”.

A conceituada poetisa são-tomense, Alda Espírito Santo foi a primeira e única mulher são-tomense que já exerceu as funções de Presidente da Assembleia Nacional durante IIª e IIIª legislaturas (1985-1991) e Francisco Silva, é também considerado um dos apreciados líderes do parlamento  são-tomense pela forma como guiou a VIIIª legislatura parlamentar (2006-2010).

Fim/RN

Ouça o Presidente do Parlamento Delfim Neves

 

Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho acaba de demitir governo de Trovoada

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Foto Arquivo da STP-Press

Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência STP-Press

São-Tomé, 22 Nov. ( STP-Press) –  O Presidente de São-Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho demitiu hoje o XVI Governo Constitucional da República liderado pelo Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada, na sequência das eleições legislativas de 07 de Outubro no País, de acordo com um decreto presidencial tornado público hoje em São-Tomé.

“É demitido o XVI Governo Constitucional” – Lê-se no decreto que faz ainda referências que “ até a nomeação e posse do novo governo, o actual manter-se-á em exercício, limitando-se a prática de actos estritamente necessários à gestão corrente dos negócios públicos e à administração ordinária”.

A demissão do governo de Trovoada acontece no mesmo dia em que a nova Assembleia Nacional, foi empossada com liderança do novo presidente, Delfim Neves saído de uma nova maioria parlamentar de 28 mandatos resultantes de 23 do MLSTP-PSD e 5 da Coligação PCD-MDFM-UDD.

Nas últimas legislativas de 07 de Outubro, o partido ADI venceu com uma maioria simples de 25 deputados, seguido do MLSTP-PSD com 23, Coligação PCD-MDFM-UDD com 5 e Movimento Cidadãos Independentes com 2.

Fim/RN

Presidente da República, Evaristo Carvalho felicita o novo Presidente do Parlamento, Delfim Neves

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 22 Nov. ( STP-Press) – O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho felicitou hoje  o novo Presidente da Assembleia Nacional,  Delfim Neves,  os novos membros da mesa parlamentar bem como a todos os deputados hoje empossados em cerimónia presidida esta tarde por próprio Chefe de Estado são-tomense na sequência das eleições legislativas de 07 de Outubro.

“É, pois, em nome do povo e no meu próprio que, na qualidade de Presidente da República e garante do normal funcionamento das instituições, felicito o novo Presidente da Assembleia Nacional, os restantes membros da mesa, e bem assim a todos os deputados hoje empossados.”-  disse Evaristo Carvalho dirigindo aos 55 novos deputados que compõem o novo parlamento são-tomense.

“A legislatura que hoje se inicia não se afigura nada fácil, quer pela crescente expectativa gerada no seio da população ou mesmo, se não o mais importante, pela forma muito particular e exigente na correlação de forças nesta nova assembleia” disse o Presidente da República, tendo defendido a “necessidade permanente de busca de consensos sobre as questões prioritárias de governação, pelo Povo e para o Povo, na paz e concórdia”.

Apesar de se referir “a diversidade de opiniões, próprio do jogo democrático, Evaristo Carvalho chamou a atenção dos deputados para que “as sessões parlamentares venham a ser virtualmente um palco de debate de ideias, projectos e programas, com postura de urbanidade, de civilidade e no respeito das decisões democráticas da maioria”.

Tendo defendido “um entendimento entre todos os órgãos de soberania, e neste particular,” o Presidente da República renovou a sua “total disponibilidade de cooperação institucional, no estrito cumprimento das normas constitucionais e legais em vigor” em prol da “coesão e estabilidade politica e social e do desenvolvimento harmonioso do País”.

“Num Estado de Direito Democrático, em particular, no nosso regime de governo semi-presidencial, de pendor parlamentar, a Assembleia Nacional é o palco institucional do jogo democrático, onde verdadeiramente reside o poder do povo”- sustentou o Presidente da República, no seu dicurso.

Fim/RN

 

 

 

Presidente do Parlamento aposta em “resgatar dignidade da casa parlamentar” e defende voto da diáspora

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva 

São-Tomé, 22 Nov. ( STP-Press) – “ Minha principal missão é de resgatar a dignidade da casa parlamentar” – disse hoje o novo presidente do Parlamento são-tomense, Delfim Neves que defendeu “ em pugnar para que a diáspora são-tomense venha votar nas próximas eleições legislativas são-tomenses, podendo elegerem e serem também eleitos.

Em cerimónia empossamento presidida pelo Presidente da República, Evaristo Carvalho, o novo presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, Delfim Neves sublinhou que “ constituirá, pois, minha principal missão resgatar a dignidade da casa parlamentar e dos deputados perante a Nação e o Mundo”, por ter considerado que este órgão da soberania teria caído no descredito nos últimos oito anos por desavenças e perseguições políticas.

“A Assembleia Nacional se tornou palco de desavenças, tira-teimas, acusações, e anúncios de sentenças judiciais, como se de algum tribunal se tratasse” disse Delfim Neves tendo acrescentado que esta “ maldosa e indecorosa estratégia adoptada por alguns de determinados adversários, apenas serviu para descredibilizar a Assembleia Nacional”.

“ Dai que, ao me referir que inaugurámos hoje uma nova era, seja minha profunda convicção que se enganam aqueles que presumivelmente estejam a pensar que o actual presidente da Assembleia Nacional irá permitir que tal prática tenha continuidade” – argumentou Delfim Neves

Tendo considerado que o “ País está praticamente inoperativo e o povo já se manifesta cansado” o novo presidente do parlamento sublinhou que “ é necessário que nos unamos todos em torno de um projecto em nome do País, colocando em primeiro lugar os interesses da Nação acima dos interesses particulares e de grupos”.

Além de ter defendido uma “ incontornável colaboração da Assembleia Nacional com os demais órgãos da soberania”, Delfim Neves garantiu o respeito “mutuo” e a observância da “separação do poder” em harmonia com a constituição da República.

Ainda no seu discurso, Delfim Neves falou de uma “atenção especial em pugnar para que a diáspora são-tomense venha a ter voz activa nos actos eleitorais realizados no País, dentre os quais as eleições presidenciais e legislativas, podendo eleger e serem eleitos, para que a justiça social seja verdadeiramente uma virtude em São Tomé e Príncipe”.

Tendo prometido que irá aproveitar os alegados deixados por alguns dos seus “bons professores” da casa parlamentar são-tomense, Delfim Neves citou nomes de dois antigos presidente do parlamento são-tomense, nomeadamente, a poetisa Alda Espirito Santos (MLSTP-PSD) e Francisco Silva (PCD), com referências de humildade e sapiência para o seu mandato.

Além de agradecimentos as forças políticas que apoiaram a sua candidatura a liderança do parlamento, Delfim Neves felicitou também o partido adversário ADI “pela participação cívica no processo de cariz político que a todos diz respeito”.

O Presidente da República, Evaristo Carvalho também discursou nesta cerimónia de tomada de posse dos 55 novos deputados eleitos nas legislativas de 07 de Outubro.

Fim/RN

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