Segunda-feira, Abril 13, 2026
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CEEAC está disponível de apoiar STP a encontrar saída para a crise pós-eleitoral, – enviado especial

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência Noticiosa STP-Press

São-Tomé, 16 Out (São-Tomé) – A Comunidade Económica do Estados da África Central  (CEEAC), está disposta a apoiar as autoridades de São Tomé e Príncipe a encontrarem uma saída para a crise pós-eleitoral – anunciou hoje um enviado especial desta organização no final de audiência com Presidente da República, Evaristo Carvalho.

Ahmad Allam-mi , secretário-geral da CEEAC procedeu esta manhã a entrega de uma mensagem do presidente desta comunidade Ali-Ben Bongo Ondimba ao Presidente de São Tomé e Príncipe manifestando a disponibilidade desta organização de apoiar as autoridades são-tomenses a pacificar o País face a crise resultante das últimas eleições do dia 07 de Outubro.

“O presidente em exercício da CEEAC enviou-me para entregar uma carta ao presidente da república e orientou-me para me inteirar sobre a situação política no País e ver em que medida a CEEAC pode contribuir para a pacificação” – disse Ahmad Allam-mi a saída de encontro do presidente Evaristo Carvalho

“ O vosso País é um país democrático e exemplar na sub-região, não há razões para violência, é preciso que as coisas corram no respeito da ordem constitucional e da lei”- sublinhou o enviado especial da CEEAC.

Populares contestam a presença do general estrangeiro na delegação

Tendo-se deslocado a sede do Tribunal Constitucional, onde decorre os trabalhos do apuramento final dos resultados das eleições legislativas, um grupo de populares manifestou-se contra a presença de um militar estrangeiro, (general) que fazia parte desta delegação chefiada por Ahmad Allam-mi, que teve depois de abandonar as instalações desse tribunal.

Após as legislativas de 07 de Outubro, tem-se registado de um lado o partido ADI, vencedor com uma maioria simples de 25 dos 55 deputados do Parlamento, a reivindicar o direito de formar o governo e do outro lado, a oposição formada por MLSTP-PSD, o segundo mais votado com 23 deputados e a coligação PCD-MDFM-UDD, o terceiro com 5 deputados, também reclamar a viculatividade de governar em aliança com uma sustentabilidade parlamentar de 28 deputados.

Além de interpretações, troca acesa de palavras, acusações e ameaças, entre os dirigentes das forças políticas em causa, o período eleitoral ficou marcado no dia 8 de Outubro com acto de violência protagonizado por um grupo de populares revoltosos que incendiou uma viatura de uma juíza que participava no apuramento dos resultados eleitorais no distrito da capital São-Tomé.

Fim/RN

Oposição denuncia alegado “proteccionismo” do TC na ratificação dos resultados finais das eleições

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Osvaldo Abreu (MLSTP-PSD), Elsa Pinto, (MLSTP-PSD) Delfim Neves,- Coligação (PCD-MDFM-UDD)

Por: Manuel Dendê, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 16 de Out. 2018 (STP-Press) – Os partidos da oposição são-tomense a denunciarem esta terça-feira, um alegado “proteccionismo” de Juízes do Tribunal Constitucional (TC), no processo de ratificação dos resultados das eleições legislativas, autárquicas e regional de 7 deste mês, em favor da Acção Democrática Independente (ADI) cujo líder é Patrice Trovoada, Primeiro-ministro cessante.

Falando em conferência de imprensa na capital são-tomense, na sede do MDFM, vários dirigentes do bloco de partidos da oposição relatam várias peripécias vividas no TC, das quais a violação da lei eleitoral.

Por exemplo, Elsa Teixeira Pinto, Vice-presidente do MLSTP-PSD, apoia no artigo 158 da lei eleitoral do país, para denunciar, que, Juízes, dos quais José Bandeira (Presidente do TC) que viabilizou, no extinto Tribunal Supremo de Justiça (STJ) nas vestes de Tribunal Constitucional em 2016, resultados polémicos das Eleições Presidenciais de 2016, nega hoje jurisprudência num caso idêntico ao ocorrido há dois anos.

Em causa, segundo ainda a jurista Teixeira Pinto, de acordo com artigo 158, TC deve verificar as actas, as quais já fizeram e que reconfirma a vitoria dos partidos da oposição nas recentes Legislativas, onde ADI (no poder) alcança 25 Deputados, MLSTP-PSD (na oposição) 23, Coligação PCD/MDFM/UDD (na oposição) cinco e Movimento de Cidadãos Independentes de São Tomé e Príncipe (MCISTP), dois.

Sustenta que em 2016 aquando das Eleições Presidenciais e que por coincidência, José Bandeira era Juiz-presidente do Supremo Tribunal de Justiça nas vestes de Constitucional sancionou resultados definitivos em favor do ADI, chumbando um protesto da candidatura do ex-Chefe de Estado Manuel Pinto da Costa argumentado e evocando o artigo 158 da Lei Eleitoral de que a candidatura de Pinto da Costa não fez protesto prévio na mesa de voto.

Defenda que hoje numa situação idêntica, onde se regista a inexistência de protesto na mesa de voto do lado do ADI, estes Juízes contrariam a mesma decisão executada no passado recente.

Delfim Neves alerta a opinião pública nacional e internacional assim como a diáspora São-tomense de que as eleições foram ganhas pela oposição, e como tal, a verificação dos resultados no TC foi feita diante do subsecretário-geral das Nações Unidas para África Central, François Fall.

Osvaldo Abreu, Vice-presidente do MLSTP-PSD, igualmente presente na conferência de imprensa assegurou que “o MLSTP-PSD e todas as forças da oposição não vamos admitir qualquer alteração dos resultados ou qualquer medida administrativa que nos tire a vitória [da oposição] e que inviabilize a possibilidade da oposição formar o novo Governo constitucional de São Tomé e Príncipe”.

Abreu, ex-ministro das Infraestruturas, ladeado de Aida de Almeida, membra da Comissão política do MDFM (membro da Coligação), apelou para a imparcialidade e isenção dos Juízes do Tribunal Constitucional assim como do Presidente da República, na perspectiva de se assegurar a paz, tranquilidade e a concórdia em São Tomé e Príncipe.

“MLSTP-PSD na sua história foi, é e sempre será um partido de paz”, por essa razão, segundo adianta Osvaldo Abreu, a sua direcção acedeu ao convite dos antigos líderes nacionais, nomeadamente Manuel Pinto da Costa, Miguel Trovoada e Leonel Mário d’Alva, para um encontro onde se identificou meios para baixar a tensão política vigente no país, resultante destas Eleições.

Abreu afiançou que o “MLSTP-PSD tem as suas virtudes, as quais na sua história fez com que quando perde reconhece que perdeu e nunca fez finca-pé ou outro subterfúgio para se manter no poder”, aludindo as Eleições, por exemplo, de 1990 e de 2012.

Contudo, alertou de forma firme e vigorosa que o “ADI sabe que perdeu as eleições e deve reconhecê-la e ceder o poder a quem ganhou para garantir a paz, tranquilidade e harmonia aos São-tomenses, para estes fazerem o seu caminho, nomeadamente, o desenvolvimento e progresso de São Tomé e Príncipe”, afirmou.

Fim/MD

 

 

ex-Presidentes: Pinto da Costa e Miguel Trovoada buscam saída para crise pós-eleitoral

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foto do primeiro encontro num hotel de São Tomé

Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 13 de Out. (STP-Press ) – Dois antigos presidentes de São Tomé e Príncipe,  Manuel Pinto da Costa e Miguel Trovoada decidiram convidar as forças políticas são-tomenses para “um encontro em busca de uma saída para “actual crise” resultante das eleições de 7 de Outubro no País, -Soube-se hoje a STP-Press de fonte oficial.

A iniciativa dos dois ex- presidentes foi tornada pública esta manhã num comunicado lido por um antigo presidente da Assembleia Nacional, (Parlamento) e ex-primeiro-ministro, Leonel Mário d’Álva, que também foi um dos signatários do documento que convida as forças políticas para um encontro em busca de solução para actual crise pós-eleitoral.

“ Convidar as formações políticas que participaram nas eleições para um encontro em busca de uma saída para actual crise”, lê-se no comunicado, no qual, os signatários exprimirem o “desejo de que o processo de formação do próximo governo decorra com toda a normalidade, no respeito da lei e na salvaguarda da estabilidade política”.

Depois de apelo a “todas as formações políticas participantes nas recentes eleições a aguardarem serenamente a proclamação dos resultados definitivos pela entidade competente”, os antigos dirigentes da República lamentam “actos de violência e de destruição, contrários as tradições ancestrais da cultura de paz do povo são-tomense”.

Além de exortarem “os responsáveis políticos a absterem-se de proferir declarações que possam incitar a violência e conduzir ao agravamento da tensão política e social reinante”, os subscritores do comunicado apelaram ainda a “cessação da divulgação de informações falsas e manipuladoras da opinião pública, nomeadamente nas redes sociais”.

“ Nós abaixo assinados, Manuel Pinto da Costa, Miguel Trovoada e Leonel Mário d’Alva decidimos proceder a uma reflexão conjunta sobre situação actual e entendemos que urge que os ânimos serenem e que a razão e bom senso se sobreponha as paixões partidárias” – Lê-se no comunicado

De um lado o partido ADI, vencedor das legislativas de domingo com uma maioria simples de 25 dos 55 deputados do Parlamento, reivindica o direito de formar o governo tendo do outro lado, a oposição formada por MLSTP-PSD, o segundo mais votado com 23 deputados e a coligação PCD-MDFM-UDD, o terceiro com 5 deputados, também reclamar a viculatividade de governar em aliança com uma sustentabilidade parlamentar de 28 deputados.

Além de interpretações troca acesa de palavras, acusações e ameaças, entre os dirigentes das forças políticas em causa, o período eleitoral ficou marcado segunda-feira ultima com acto de violência protagonizado por um grupo de populares revoltosos que incendiou uma viatura de uma juíza que participava no apuramento dos resultados eleitorais no distrito da capital São-Tomé.

Fim/RN

Oposição apela ao ADI para se abster de acções que conduzem ao clima de violência no País

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Por: Manuel Dendê. Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 13 de Out. 2018 (STP-Press) – O líder do MLSTP-PSD, Jorge Bom Jesus, acaba de apelar, em São Tomé, aos líderes do ADI a absterem-se de acções conducentes a qualquer situação de violência em São Tomé e Príncipe.

O apelo de Bom Jesus, Presidente do MLSTP, surge na sequência de declarações feitas pelo líder do ADI e Primeiro-ministro cessante do país, Patrice Trovoada, onde entre outros, mencionou palavras conducentes a situações de violência no arquipélago São-tomense.

Em conferência de imprensa na sede do MDFM, membro da Coligação PCD/MDFM/UDD, Bom Jesus esteve igualmente ladeado de Carlos Neves, um dos líderes da UDD, força que integra a Coligação que alcançou nas recentes eleições legislativas cinco deputados e que vai associar-se aos 23 do MLSTP-PSD constituindo maioria absoluta para governar São Tomé e Príncipe.

Tais resultados divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional ainda não foram sancionados, em última instância, de acordo com a Lei, pelo Tribunal Constitucional.

Bom Jesus, na sua comunicação reafirmou o triunfo eleitoral pelos lados da Oposição e convidou o ADI para tirar a ilação dos resultados e que poupe o país de todas as peripécias que São Tomé e Príncipe tem vivido no âmbito dessa novela eleitoral.

“Estas eleições foram ganhas pelo MLSTP-PSD com 23 deputados e a Coligação PCD/MDFM/UDD com cinco”, disse argumentando que “trata-se de uma preferência clara ao nosso projecto socializante, ao qual significa que o de ADI, o Povo chumbou-o”, enfatizou Bom Jesus.

Pontuando que o clima de paz e tranquilidade são marcas indeléveis deste povo, o líder do MLSTP-PSD afirmou que “no interior do ADI, há patriotas que primam pela Paz e naturalmente que saberão tirar a ilação da situação e terem a noção real do clima político, que exige de todos os São-tomenses ponderação, calma e reflexão para salvarmos a Democracia”.

De igual modo, Bom Jesus apelou aos órgãos de Comunicação Social Estatal para primarem pela isenção e imparcialidade e deixarem de manipular a informação em favor do Governo.

Na sua óptica, Jornalistas dos órgãos estatais devem entender que as coisas mudaram de figurino e que cada um deve assumir as suas responsabilidades profissionais e pautarem pela verdade, situando a população da realidade sócio- económica e política de São Tomé e Príncipe.

“Em nome da verdade, quero deixar aqui um apelo para Jornalistas dos órgãos estatais, que as coisas mudaram. Peço-vos que optem pela isenção e imparcialidade e como profissionais façam trabalho sério em benefício da Democracia e deixem de manipular a informação em favor de determinadas pessoas”, apelou Bom Jesus.

Por seu turno, Carlos Neves assegurou que a Coligação tanto quanto MLSTP-PSD aguardam “serenamente pelos resultados finais destas Eleições, as quais vão nos dar a vitória pelo Tribunal Constitucional”.

“É preciso que se mantenha calma e tranquilidade e que não haja pessoas a tentarem acicatar a população a qualquer acto de violência que, obviamente condenamos em nome da Democracia”, sublinhou o ex-Embaixador de São Tomé e Príncipe nas Nações Unidas.

Segundo Carlos Neves, dirigente do UDD, “as acções do Governo visam claramente intimidar a população”, sustendo tal como afirmara também Jorge Bom Jesus, que o comunicado produzido pela Polícia Nacional “é ilegal e não vamos cumpri-lo porque viola a nossa Constituição da República”.

“Ninguém deve usurpar o poder do outro num Estado de Direito Democrático e como tal é ilegal, não vamos respeita-lo”, concluiu.

A polémica prende-se com um comunicado emitido nas ultimas 24 horas e que interditava quaisquer manifestação e ou concentrações públicas no país quando não se regista nenhum estado de sitio ou de emergência.

A oposição acusara o Governo de querer usurpar os Poderes reservados ao Presidente da República e que estão consignados no Artigo 38 da Lei Constitucional de São Tomé e Príncipe.

O comunicado da Polícia Nacional interdita manifestações e concentrações públicas na sexta-feira e 72 pós divulgação pelo Tribunal Constitucional dos resultados das Eleições Legislativas, Autárquicas e Regional realizadas no país e que produziu resultados, compreendendo 25 Deputados para ADI, 23 para o MLSTP-PSD, Coligação PCD/MDFM/UDD cinco e Movimento de Cidadãos Independentes de São Tomé e Príncipe (MCISTP) que só concorreu no Distrito de Caué, dois.

Sabe-se que a contagem já foi concluída na Sede Distrital da Comissão Nacional Eleitoral (CEN), devendo na próxima segunda-feira, ser a vez do Tribunal Constitucional (TC) através da assembleia de apuramento efectuar a verificação das atas, após a qual o TC publicará os resultados definitivos.

Por último, os partidos da oposição aproveitaram para manifestarem a disponibilidade de se encontrarem com os antigos Presidentes de República, nomeadamente Manuel Pinto da Costa e Miguel Trovoada, que em conjunto com o antigo Presidente do Governo de Transição e da Assembleia Nacional, Leonel Mário D`Alva emitiram um Comunicado, apelando a calma e a tranquilidade.

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Oposição rejeita qualquer hipótese de coligação com ADI para governar STP

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Reacção da oposição por: Osvaldo Vaz do MLSTP-PSD e Olegário Tiny da Coligação PCD-MDFM-UDD

Por: Manuel Dênde, jornalista da Agência de Notícias STP-Press  

São Tomé, 12 de Out. 2018 (STP-Press) – Partidos da oposição afastaram hoje (sexta-feira), em São Tomé, qualquer hipótese de virem a fazer uma eventual aliança com ADI, partido no poder, para governar São Tomé e Príncipe.

Em conferência de imprensa realizada na manhã de hoje, na sede do MDFM, estes partidos, representados pelos membros do MLSTP-PSD, e da Coligação PCD/MDFM/UDD, reagiam assim as últimas declarações do líder do ADI, Patrice Trovoada e Primeiro-ministro cessante que admitiu, a hipótese do seu partido: ADI, vir a fazer uma eventual aliança política com MLSTP-PSD ou PCD para viabilizar um novo Governo resultante das eleições realizadas a 7 deste mês em São Tomé e Príncipe.

A propósito, Patrice Trovoada em declarações a Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe (RNSTP), hoje, disse “nada me impede teoricamente pensar que possa haver um Governo ADI/MLSTP-PSD, quem sabe?” tendo ventilado ainda como hipótese que “pode haver um Governo ADI/PCD [coligação PCD-MDFM-UDD], quem sabe?”.

Em resposta as afirmações de Patrice Trovoada, Olegário Tiny, membro da Comissão política do PCD afirmou que, “nós, no que toca ao PCD [Partido da Convergência Democrática], está fora de hipótese uma eventual aliança com o ADI (partido ainda no Poder) ”.

Segundo explicou, “primeiro porque nós [PCD] temos um compromisso [Acordo de Coligação com MLSTP-PSD] internos entre nós, e segundo, o Programa da Coligação obviamente não se compatibiliza com o do ADI”, acrescentou Olegário Tiny quando instado a pronunciar sobre uma eventual aliança política com ADI, partido que alcançou maioria simples e que como tal ver-se-á com dificuldades de repetir a formação do Governo face a maioria absoluta das forças da oposição, hoje, coligados entre si.

Osvaldo Vaz, membro da Comissão Política do MLSTP, assegurou que uma eventual aliança do MLSTP-PSD com ADI não foi discutida, garantindo, que “o Programa do MLSTP-PSD não é compaginável com o de ADI. E, portanto, não vejo nenhuma hipótese para haver uma aliança entre nós: o MLSTP.PSD e o ADI para formar o novo Governo do país”.

Vaz, na sua declaração enfatizou que “a hipótese mais provável é o ADI preparar-se para fazer oposição”, garantiu.

Adiantou, de igual modo, que “uma hipótese de aliança ou coligação vinda do ADI é sinónimo de que Patrice Trovoada e o ADI estão encurralados e não tem saída, pois, reconhecem implicitamente que perderam essas eleições para a oposição como nós reiteradas vezes dissemos ao país e ao Mundo”.

De acordo com Osvaldo Vaz, “o ADI deve sim preparar-se para fazer uma oposição democrática, pois, foi assim que o Povo Soberano quis. E país agradecerá e manter-se-á a pluralidade e o contraditório da nossa democracia”.

Fim/MD

Oposição contesta medida policial de proibir manifestação pública em São Tomé e Príncipe

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Por: Manuel Dendê, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 12 de Out. 2018 (STP-Press) – Os Partidos da oposição acabam de insurgirem-se contra uma medida policial de proibir manifestações públicas em São Tomé e Príncipe.

Em conferência de imprensa, esta sexta-feira, na sede do partido MDFM, na cidade de São Tomé (capital do país), os membros do MLSTP-PSD e membros da Coligação PCD/MDFM/UDD, argumentam e condenam o Comando da Polícia Nacional por usurpar poderes do Chefe de Estado, Evaristo Carvalho constante no Artigo 34º da Lei Constitucional da República de São Tomé e Príncipe.

A reação dos partidos da oposição surge na sequência de um comunicado do Comando da Polícia Nacional, assinado pelo seu Comandante-geral, Domingos “Papa” que interdita para hoje, sexta-feira, 12, e após as 72 horas da divulgação pelo Tribunal Constitucional dos resultados das eleições Legislativas, Autárquicas e Regional realizadas á 7 deste mês, de quaisquer manifestação ou concentração pública no país.

Forças da oposição, ao todo, sublinha-se alcançaram uma maioria absoluta traduzido em 28 Deputados, dos quais 23 do MLSTP-PSD e cinco da Coligação PCD/MDFM/UDD nas recentes Eleições de 7 deste mês em São Tomé e Príncipe, tendo ADI (no Poder) conseguido 25.

A nota refere ainda que os que desobedecerem serão “identificados e responsabilizados”, bem como “todos aqueles que forem considerados como os organizadores e instigadores das referidas manifestações e concentrações”.

“Ficam, a partir desta data e nas 72 horas seguintes ao pronunciamento do Tribunal Constitucional dos resultados finais das eleições legislativas, autárquicas e regional, proibidas todas e quaisquer manifestações e concentrações nos locais públicos ou abertos ao público em todo o território nacional”, lê-se ainda no comunicado do Comando Geral da Polícia Nacional.

Representantes da oposição presentes na conferência de Imprensa são, designadamente Guilherme Pósser da Costa e Osvaldo Vaz, ambos, membros da Comissão Política do MLSTP-PSD, Arlindo Carvalho e Olegário Tiny da Comissão Política do PCD e Carlos Neves da UDD, respectivamente.

Instado a comentar a eventualidade do Comando da Polícia Nacional, através do Governo, não acatar o apelo da oposição para levantar tal interdição, Olegário Tiny assegurou que “tudo faremos para salvar o Estado de Direito Democrático”.

Adiantou, por exemplo, que vão viabilizar diligências junto dos Tribunais, Observadores Internacionais, ao Corpo Diplomático e outras instituições afins na perspectiva de repor “Direito inalienável dos cidadãos [manifestação e concentração pública] ”.

Representantes da oposição que acusam autoridades no poder de práticas ditatoriais, sustentam que “o ADI face ao espectro da derrota eleitoral em curso, teima com desespero em não aceitar democraticamente os resultados e tenta recorrer a uma instituição de prestígio como a Polícia Nacional para satisfazer os seus apetites desmedidos”, pode-se ler ainda na nota lida pelos membros da oposição.

De lado do poder, ainda não se conhece qualquer reação a propósito da contestação das forças da oposição quanto ao assunto em causa.

Fim/MD

 

Polícia são-tomense proíbe manifestação até 72 horas após anúncio de resultado das eleições

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São-Tomé, 12 Out. ( STP-Press) – A Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe decidiu proibir qualquer manifestação e concentração no país, a partir de quinta-feira até 72 horas após o anúncio pelo Tribunal Constitucional  dos resultados finais das eleições de domingo no arquipélago.

“Ficam, a partir desta data e nas 72 horas seguintes ao pronunciamento do Tribunal Constitucional dos resultados finais das eleições legislativas, autárquicas e regional, proibidas todas e quaisquer manifestações e concentrações nos locais públicos ou abertos ao público em todo o território nacional”, lê-se num comunicado do comando geral da Polícia Nacional.

O comunicado refere ainda que os que desobedecerem serão “identificados e responsabilizados”, bem como “todos aqueles que forem considerados como os organizadores e instigadores das referidas manifestações e concentrações”.

A Polícia Nacional apela à “calma e tranquilidade de todos os cidadãos são-tomenses e estrangeiros residentes” no país e pede que se evite “a prática ou incitação à violência, pondo em causa a segurança nacional”.

O apelo surge numa altura em que decorre o “apuramento provisório” dos resultados eleitorais e “face aos últimos acontecimentos ocorridos no território nacional, com maior incidência no distrito de Água Grande”, acrescenta a nota.

Na segunda-feira, alguns manifestantes protestaram de forma violenta, a verificação de votos nulos tendo incendiado a viatura de uma juíza que participava no apuramento dos resultados distritais em Água Grande, na cidade de São Tomé, onde a Polícia Nacional teve fazer tiros para o ar de modo a dispersar a multidão.

Fim/RN

ADI de Trovoada admite coligar-se com MLSTP de Jesus ou com Coligação de Carvalho

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 12 Out ( STP-Press ) – Patrice Trovoada, líder do ADI, partido vencedor das legislativas são-tomenses de domingo, admitiu- quinta-feira a hipótese do seu partido coligar-se com MLSTP-PSD de Jorge Bom Jesus ou com a coligação PCD-MDFM-UDD liderada por Arlindo Carvalho, para governar o País com sustentabilidade parlamentar nos próximos quatro anos.

Ao falar da futura estrutura do governo face as legislativas de domingo, Patrice Trovoada admitiu que “ nada me impede teoricamente pensar que possa haver um governo ADI-MLSTP, quem sabe?” tendo ventilado ainda como hipótese que “pode haver um governo ADI-PCD [coligação PCD-MDFM-UDD], quem sabe?”

Considerando ser “ainda cedo” para se falar de “acordo de incidência parlamentar” de sustentabilidade ao próximo governo, Patrice Trovoada disse estar confiante de que o seu partido será chamado “em primeira mão” para formar governo e advertiu que os eleitores não escolheram uma coligação da oposição.

“Qualquer que seja o resultado definitivo, quem vence as eleições, sabemos que é a ADI”, disse Trovoada que promete encontrar uma solução para governar o País na estabilidade e no respeito a constituição e as leis da República

Segundo os resultados provisórios das eleições legislativas de domingo, divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN), a ADI venceu as legislativas por maioria simples de 25 mandatos dos 55 da Assembleia Nacional, seguindo-se o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), com 23 lugares; a coligação PCD-UDD-MDFM, com cinco eleitos, e ainda dois deputados eleitos dop Movimento Cidadão Independentes.

Fim/RN

Candidatos derrotados nas eleições no Príncipe aceitam resultados e felicitam o vencedor

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 11 de Out. (STP-Press) – Os candidatos derrotados na eleição regional de domingo na ilha do Príncipe, designadamente, Nestor Umbelina do MVDP e Luís Prazeres “Kapala” do MLSTP-PSD, declararam hoje aceitar os resultados das urnas e felicitaram o vencedor, José Cassandra “Tozé” de UMPP, pela sua reeleição, quarta vez consecutiva, ao cargo do presidente do governo Regional.

Nestor Umbelina, líder do MVDP e Luís dos Prazeres vulgo Kapala candidato do MLSTP-PSD fizeram estas declarações hoje a saída de audiência com o ainda presidente do Governo Regional, José Cardoso Cassandra que venceu a regional de domingo com a uma maioria absoluta de cinco dos sete deputados de compõem o parlamento da ilha do Príncipe.

“ Somos cordiais a aceitar a vitória de UMPP” disse Nestor Umbelina da MVDP, acrescentado que “ não temos que estar a dar a volta, a UMPP ganhou e a UMPP dever governar”, para depois sublinhar que “ a nível regional somos bastante democratas” numa clara crítica aos incidentes em São Tomé resultantes das eleições legislativas para escolha do governo central.

“ A democracia é bastante importante para mim” disse Umbelina sublinhando que “ vamos fazer uma oposição construtiva” numa perspetiva do desenvolvimento da ilha do Príncipe.

Na sua declaração, o candidato do MLSTP-PSD, Luís dos Prazeres “Kapala” disse que “somos adversários políticos, acima de tudo, somos amigos” tendo ainda sublinhado que “ estou disponível a qualquer momento para dar minha colaboração”.

“ Aqui no Príncipe, nós demos exemplo de como se faz campanha eleitoral” – disse Kapala, para depois acrescentar que “ se o povo decidiu, nós temos de aceitar a vontade popular”.

Segundo os dados provisórios da Comissão Eleitoral Nacional, a CEN, a União para Mudança e Progresso do Príncipe, UMPP de Tozé venceu com maioria absoluta de 5 deputados, seguido do seguido do Movimento Verde para Desenvolvimento do Príncipe, MVDP de Nestor Umbelina com dois mandatos, enquanto que MLSTP-PSD com candidatura de Luís dos Prazeres “Kapala” não conseguiu nenhum mandato.

Fim/RN

ADI será chamado para formar governo, – declarou o Presidente Evaristo Carvalho

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 11 de Out. (STP-Press) – O partido ADI, o vencedor das eleições legislativas com maioria simples, será chamado para formar governo, logo após a tomada de posse da nova Assembleia Nacional, (parlamento são-tomense), – declarou hoje o Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho.

O Chefe de Estado são-tomense fez esta declaração momentos antes da sua deslocação a Malabo, Guiné-Equatorial onde tomará parte na cerimónia de mais um aniversário da independência nacional da aquele País africano membro da CPLP.

Questionado sobre quem chamaria para formar governo , o Presidente Evaristo Carvalho foi perentório em responder que “ naturalmente, tenho a obrigação de chamar aquele partido que tiver em primeiro lugar, o partido que venceu as eleições mesmo com maioria simples”.

“Primeiro, esperar pela publicação oficial dos resultados finais” disse Evaristo Carvalho, tendo acrescentado que “ a partir daí diligenciar-me-ei na qualidade do Presidente da República os expedientes face aos resultados finais que permitam a recondução do governo ou formação de um outro como estabelece as regras constitucionais”.

“ Estou consciente que seguirei os trâmites constitucionais legais em vigor” disse o chefe de Estado são-tomense que afirmou  estar acompanhar com “devida atenção o desenvolvimento do processo eleitoral” tendo citado o incidente de segunda-feira que culminou com incêndio da viatura pertencente a uma juíza que participava no apuramento dos resultados distritais.

“ Espero que as autoridades competentes nos sectores de vigilância e segurança façam o seu trabalho de identificação das pessoas responsáveis e aplicarem medidas previstas na lei” – acrescentou Presidente da República.

Nas legislativas de domingo, o partido ADI ganhou com uma maioria simples de 25, seguido do MLSTP-PSD, com 23, a coligação PCD-MDFM-UDD com 5 e Movimento cidadãos com 2 assentos de acordo com os dados provisórios divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional, CEN.

De um lado, o partido ADI admite a possibilidade de continuar no poder apesar de ter ganho com a maioria simples de 25 dos 55 deputados do parlamento, e, do outro lado, a segunda e  terceira forças mais votadas, designadamente, o MLSTP-PSD e a coligação PCD-MDFM-UDD declaram ter sustentabilidade parlamentar de 28 assentos para assumirem a governação do País num governo de aliança.

 

Fim/RN

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