Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 02 Fev 2021 (STP-Press)  – São-Tomé e Príncipe comemora esta quarta-feira, 3 de Fevereiro, dia  dos heróis da liberdade do histórico massacre de 53, com Presidente da República, Evaristo Carvalho, a presidir, pela primeira vez na história da efeméride, uma cerimónia bastante restrita, sem populares nem a habitual marcha de capital-São-Tomé à Fernão Dias, distrito de Lobata, por causa da pandemia da Covid-19.

Reduzido aos titulares dos órgãos da soberania, corpo diplomático e alguns convidados, o acto central fica, sobretudo, marcado com a deposição de coroa de flores, a chama [tocha] da liberdade, bem como orações e cânticos de diferentes confissões religiosas, no memorial dos mártires, localizado em Fernão Dias, o histórico espaço do massacre perpetuado pelo então poder colonial do governador Carlos Gorgulho.

Além da não realização da tradicional marcha da liberdade, que parte desde da capital de São-Tomé, distrito Agua Grande, até Fernão Dias, distrito de Lobata, sustentada na sua maioria pela juventude, a cerimónia fica ainda marcada com ausências de outras actividades culturais e recreativas que normalmente acontecem em Fernão Dias.

Segundo historiadores, estima-se que pouco mais de mil nativos da ilha de São-Tomé foram torturados até a morte durante a ofensiva militar do então governador português Carlos Gorgulho, numa tentativa de contratação para trabalho forçado nas plantações de cacau e café.

Hoje, a data simboliza a determinação, o patriotismo e coragem de muitos compatriotas são-tomenses que contribuíram com ações de revolta, outros com a própria vida, para a germinação da liberdade, sendo os acontecimentos do histórico 3 de Fevereiro de 1953, considerados, prelúdios dos que vieram a culminar com 12 de Julho de 1975, data da proclamação da Independência Nacional de São-Tomé e Príncipe.

Fim/RN

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