São-Tomé, 07 Jul 2023 (STP-Press) – Portugal vai dar por fim a missão do navio-patrulha NRP Zaire, no dia 08, sábado, após mais de cinco anos de missão de apoio à fiscalização dos espaços marítimos nacionais e de capacitação operacional marítima em São Tomé e Príncipe.

A informação vem avançada numa nota de imprensa da Embaixada de Portugal e confirmada pelo chefe do Estado-Maior da Armada portuguesa, o almirante Henrique Gouveia e Melo, no fim do encontro na quarta-feira (05) com o primeiro-ministro, Patrice Trovoada.

O almirante Henrique Gouveia e Silva recordou aos jornalistas que foi com o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, “que nós inauguramos o projeto Zaire, e nós agora estamos a reformular esse projecto,.. estamos a dar-lhe outra capacidade, uma capacidade mais operativa”.

O NRP Zaire vai ser substituído por outro navio de maior dimensão, mais rápido,… com mais capacidade de agir às emergências, e que já está em são Tomé, no âmbito do projecto Mar Aberto. O navio será auxiliado por outra embarcação que irá conjuntamente operar nas águas marítimas são-tomenses, reforçando a fiscalização das águas territoriais são-tomenses e do Golfo da Guiné, avançou o almirante.

O chefe do Estado-Maior da Armada portuguesa assegurou ter ainda abordado com o primeiro-ministro “ideias” sobre a segurança marítima, que preocupam “não só os países da região, mas todos os que operam no Golfo da Guiné”.

“O NRP Zaire foi um exemplo de cooperação bilateral entre Portugal e São Tomé e Príncipe, contribuindo indubitavelmente, através de um esforço conjunto, para a segurança marítima das águas territoriais são-tomenses, em particular, e um importante contributo de Portugal para a segurança marítima do Golfo da Guiné”, lê-se na nota de imprensa da Embaixada de Portugal.

Ao longo dos mais de cinco anos, o NRP Zaire foi operado por uma guarnição mista, constituída por 23 militares portugueses e 14 são-tomenses, tendo executado mais de 2013 dias de missão e percorrido mais de 37 mil milhas. Realizou 19 acções de busca e salvamento, as quais resultaram no salvamento de 18 vidas, 31 acções de fiscalização conjunta, 13 acções de segurança marítima no âmbito da pirataria, 8 vistorias a navios no mar e participou em diversos exercícios internacionais.

Estas missões, segundo a nota de imprensa da Embaixada portuguesa, “permitiram enriquecer experiências e conhecimentos técnicos aos militares são-tomenses, dotando-os de maior capacidade interventiva naval, suportadas pelas actividades de formação nas mais diversas áreas, desde a saúde, limitação de avarias, abordagem a navios, manutenções, entre outras”.

Fim/RN,MF

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