São-Tomé, 08 Jul 2026 ( STP-Press ) – Os quatro candidatos as eleições presidenciais de 19 de julho desdobram-se em ações de campanha na caça dos 142.191 votos ao rumo ao cadeirão do Palácio “Cor de Rosa”, quando faltam 10 dias para ida as urnas.

Em liça estão, nomeadamente, actual Presidente da República, Carlos Vila Nova, que é candidato a sua própria sucessão, Eugénio Tiny, professor universitário, Nito d’Abreu, deputado parlamentar e Miques João, jurista e advogado de profissão.

Comícios e passeatas dominam os primeiros dias da campanha num clima de festa com militantes e simpatizantes vestidos a rigor com camisola da sua candidatura, juntando-se  o percorrer de colunas e altifalantes em carrinhas e camiões acompanhados por motorizadas com cartazes de propaganda das candidaturas, deixando colorido quase todo o arquipélago.

Campanha marcada também por mensagens com promessas eleitorais das candidaturas, como por exemplo, o candidato Carlos Vila Nova, com uma visível logística eleitoral de campanha, tem defendido a sua continuidade na presidência do país como a garantia da estabilidade politica rumo ao desenvolvimento sustentável.

“Carlos Vila Nova é Presidente para Unir. Não é Presidente para dividir. É um Presidente que vai unir as gerações” disse Carlos Vila Nova num comício em Lembá, Neves tendo sublinhado que “o presidente da República é o equilíbrio da nação”.

Já o candidato Nito Abreu deputado parlamentar, também com uma visível logística eleitoral de campanha,  tem afirmado que “ chegou a vez a juventude” assumir a presidência, sublinhando que já sofremos 50 anos da aqui em diante temos que fazer um novo começo para atingirmos um novo fim, não podemos continuar do jeito que estamos…”.

“ Ver o problema do povo e encontrar com governo soluções”, diz Nito Abreu, acrescentando que “ nós precisamos de um São Tomé e Príncipe novo”.

O candidato, Eugénio Tiny, o professor universitário tem defendido uma “restruturação total de São-Tomé e Príncipe” projetando uma alteração do nome do País, São Tomé e Príncipe para a Republica Centro Equatorial bem como a redução de número dos distritos.

Sem comícios de propaganda, Eugénio Tiny anunciou aposta em campanha porta a porta com o eleitorado, sublinhado que “tendo em conta pouco recurso que eu tenho, eu tenho que otimizá-lo para que me possa ser útil… não é uma camisola que vai resolver o problema das pessoas”.

Também sem grande logística eleitoral de campanha, o candidato, Miques João, optando por visitas as instalações publicas do País, além de se destacar como defensor do caso judicial 25 de Novembro relativo ao assalto ao quartel militar com registo de quatro mortes, o jurista e advogado de profissão sublinha a necessidade prioritária da reforma do sector energético bem como justiça salarial na função pública.

“Precisamos inaugurar uma nova era, a era da energia solar”, disse Miques João na visita a EMAE, sublinhando que “assim que chegarmos ao poder vamos materializar este projecto para sairmos da dependência da energia fóssil”.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional, CEN “tudo está a postos para a realização das eleições presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe, tendo presidente desta instituição,  Jeudiger Nascimento, sublinhado que “Nos estamos preparados … e todas as instituições envolvidas, governo, tribunais, forças armadas, polícia nacional também têm feito démarches para que no dia 19 não deixemos nada a desejar”.

Fim/RN

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