São-Tomé, 25 Set. 2026 ( STP-Press ) – O número de mulheres candidatas a deputadas as legislativas aumentou para 41%, contra 34% nas eleições anteriores, com dois partidos aquém da lei da paridade – revelou quarta-feira a presidente da Comissão de Seguimento da Lei da Paridade, Bilayne Ceita.

“Em termos de resultados nós tivemos 159 mulheres num universo de 384 candidatos efectivos ou seja 41% das listas é preenchido por mulheres”, – sublinhou, Bilayne Ceita.

A presidente da comissão disse que “em termos de resultados nós estamos felizes por atingirmos resultados esperados de 41 % de mulheres nas listas”, sublinhando que “temos nove mulheres na cabeça de listas entre 62 do total das listas”.

Bilayne Ceita explicou que “dos sete partidos concorrentes, cinco cumpriram o critério de 40% e apenas dois estão abaixo dos 40, sendo que o partido MLSTP que menos cumpriu apenas com 32% seguido do MCI-PUN com 38%”.

A presidente da comissão revelou ainda que “o partido que mais evoluiu neste processo foi o ADI”mas, sem adiantar qualquer cifra.

Aprovada em julho de 2022, esta lei de paridade garante uma representação mínima de 40% de géneros nas listas partidárias, nos órgãos colegiais como forma de promover um maior equilíbrio e oportunidade entre os géneros.

A mesma lei obriga os Tribunais a rejeitem as listas de partidos que não incluírem o mínimo de 40% de géneros nos lugares elegíveis e proíbe o Presidente da República de dar posse a governo sem o mínimo de 40% de géneros na sua orgânica.

Para legislativas do próximo domingo estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores neste pleito eleitoral com concorrência de sete forças políticas, nomeadamente, ADI de Américo Ramos, MLSTP de Américo Barros, MCI-PUN de Nino Monteiro, Basta de Levy Nazaré, MDFM de Moisés Viegas, PCD de João Bonfim e Nossa Terra de Abnilde de Oliveira.

Fim/RN

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