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Presidente da República defende “independência real” e “resolução de conflitos” como grandes desafios de África

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São Tomé, 25 Mai 2023 (STP-Press) – O Presidente da República, Carlos Vila Nova, defendeu hoje, por ocasião do Dia da África, 25 de Maio, que a resolução de conflitos e questões climáticas ganham cada vez mais revelo no continente, onde a maioria de países precisa de uma “independência real e total”.

“Acho que resolver os conflitos e perspetivar o futuro, considerando que as alterações climáticas ganham cada vez mais relevo, devem ser aquilo que eu posso chamar de ponto denominador comum para a partir daí conseguirmos resolver os outros problemas”, disse Vila Nova, quando abordado pela imprensa, no acto de lançamento do Mês da Criança, feito hoje, no Palácio do Povo. 

Para o Presidente da República, a preocupação neste momento são mais os conflitos entre países em pleno seculo XXI, levando à degradação das sociedades e as condições de vida das populações, quando “devíamos preocupar com o combate à pobreza, interagir e agir melhor quanto às alterações climáticas”.

Por isso, diz Carlos Vila Nova, é altura de conseguirmos a “independência total e real” e que um país só é soberano quando consegue conquistar estes dois objectivos, “o que não é o caso da maioria dos países africanos, por razões diversas”.

O Presidente da República faz o apelo à paz e a união entre os países africanos, enfatizando que estes dois elementos são os que mais faltam fazem ao continente, “quer a nível sub-regional, regional”.

Também a Presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento, pronunciou-se sobre a data, lembrando os inúmeros desafios que ainda se colocam ao continente e aos africanos, citando exemplos do subdesenvolvimento, atrasos e deficiências em muitas áreas, conflitos armados, questões climáticas, o racismo e a discriminação.

O dia 25 de Maio está a ser comemorado um pouco por todo o país, particularmente, no domínio universitário e pré-universitário, com palestras e muitas actividades lúdicas. Algumas igrejas, destacando-se a Universal, também se juntaram à efeméride.

Fim/RN,MF

A Assembleia Nacional começou hoje a discussão na especialidade do OGE/GOP 2023

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São Tomé, 25 Mai 2023 (STP-Press) – A Assembleia Nacional começou hoje a discutir a votação e aprovação na especialidade das Grandes Opções do Plano (GOP) e o Orçamento Geral do Estado (OGE) para o ano económico 2023, depois da aprovação, ontem, na generalidade, dos dois diplomas.

A discussão nesta categoria deverá terminar amanhã, sexta-feira.

No debate de hoje, os deputados centraram as atenções nos orçamentos destinados à Presidência da República, ao Gabinete do Primeiro-Ministro, ao Ministério da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, ao Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, ao Ministério da Justiça, Administração Pública e dos Direitos Humanos e ao Ministério da Defesa e Administração Interna.

Na área social, os parlamentares debateram as propostas orçamentais dos Ministérios da Juventude, Desporto e Empreendedorismo, dos Direitos da Mulher, da Educação, Cultura e Ciências e da Saúde, Trabalho e Assuntos Sociais.

A sessão será retomada amanhã, sexta-feira, 26, para a conclusão dos trabalhos com o debate e votação das propostas orçamentais do Ministério das Infraestruturas, Recursos Naturais e Meio Ambiente e do Ministério do Planeamento, Finanças e Economia Azul.

O OGE/GOP 2023, avaliados em 154 milhões de euros foram aprovados ontem, terça-feira, 24, com trinta votos da maioria parlamentar do ADI, cinco da coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido de Unidade Nacional, duas abstenções do movimento BASTA e um abandono colectivo dos dezoito deputados do maior partido de oposição, o MLSTP/PSD.

Fim/RN,MF

Governo e FAO lançam projecto agrícola para promover as boas práticas de alimentação e nutrição

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São-Tomé, 25 Maio 2023 (STP-Press) – O Governo e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) iniciaram na quarta-feira (24) o processo de implementação do Projecto de Abordagem Multissectorial que visa promover as boas práticas de alimentação e nutrição em São Tomé e Príncipe.

O lançamento oficial aconteceu nas instalações do CATAP, em Mezochi, em presença do representante da FAO, Argentino Santos, da coordenadora do projecto, Elvina Guadalupe, e demais responsáveis e técnicos do Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura pretende com a iniciativa apoiar o governo para apostar na produção interna em detrimento de produtos importados, muitas vezes, de baixa qualidade, como tem vindo a ser observado, pondo em risco a saúde da população.

O representante da FAO considera que São Tomé e Príncipe tem potencial para produzir o suficiente para sua população, sendo o objectivo das Nações Unidas apoiar o governo a promover um conjunto de acções no sentido de incentivar a produção e a produtividade internas.

Segundo Argentino Santos, “o custo dos produtos agrícolas e alimentares está a aumentar cada vez mais” e os “produtos consumidos, maioritariamente importados, muitos deles são de baixa qualidade”. Para o representante da FAO, “os produtos importados não são os melhores porque os melhores custam muito caro e os que o país importa são de baixa qualidade, com alto valor de sal, gordura e, certamente, por causa do uso exagerado desses produtos, muitas doenças nunca vistas estão a se desenvolver aqui”.

Elvina Guadalupe agradeceu a iniciativa da FAO e disse que, enquanto coordenadora do projecto, “tudo vai fazer para promover e proporcionar as boas práticas de produção, boas práticas de transformação, boas práticas de conservação e de higiene, entre outras medidas de incentivo à produção junto dos produtores”.

Além do apoio a nível de formação e capacitação dos quadros ligados ao projecto,  Elvina Guadalupe anunciou o fornecimento, por parte da FAO, de insumos, equipamentos e sementes agrícolas, secadores para escolas, kits para culinária, sobretudo, nos centros de saúde e instalação de dispositivo para lavagem das mãos.

Fim/RN,MF

Parlamento aprova OGE/GOP com votos do ADI e do MCI/PUN e o abandono da plenária pelo MLSTP/PSD

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São Tomé, 23 Mai 2023 (STP-Press) – A Assembleia Nacional aprovou, na generalidade, na sessão plenária desta quarta-feira (24), no segundo dia dos debates, o Orçamento Geral do Estado e as Grandes Opções do Plano para o ano económico 2023, avaliados em 154 milhões de euros.

A aprovação mereceu os trinta votos da maioria parlamentar do ADI, cinco da coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido de Unidade Nacional, duas abstenções do movimento BASTA e um abandono colectivo dos dezoito deputados do maior partido de oposição, o MLSTP/PSD.

O abandono da plenária aconteceu antes do período da votação, na sequência da intervenção de um deputado do ADI que, embora não tivesse citado nomes, mencionou alguns casos de “suposta” corrupção, que teriam visado alguns deputados do maior partido de oposição, que inconformados com a impossibilidade de resposta, por parte da presidente da assembleia, decidiram em bloco abandonar a sala.

Nas declarações finais, o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, agradeceu, em nome do governo, a confiança dos deputados por terem votado a favor do OGE e das GOP, encorajando-os “a terem uma atitude não só de fiscalização, mas também de contribuição no sentido de ajudar o governo a executar a sua missão, o seu programa, as suas responsabilidades de maneira mais proveitosa para São Tomé e Príncipe”.

Em resposta, o líder da bancada parlamentar do ADI, José António Miguel, manifestou o total apoio ao governo na execução dos dois documentos, que segundo considerou “espelham a realidade do país” e que não obstante o momento, “estamos convictos de que as acções aqui elencadas encontrarão a luz do dia”.

Também para justificar o voto favorável, a líder da bancada parlamentar do MCI/PUN, Beatriz Azevedo, sublinhou que “o país precisa avançar, o país precisa sair da situação em que se encontra”, e que “vamos estar atentos às acções governativas”.

Além da votação na generalidade, os deputados fixaram, através do voto, a discussão na especialidade para amanhã, quinta-feira (25) e sexta-feira (26), tendo a Presidente da Assembleia Nacional anunciado que toda a bancada parlamentar do MLSTP/PSD será penalizada por falta injustificável pelo abandono da plenária.

Enquanto ainda decorria a plenária, o MLSTP/PSD convocou a imprensa para dizer que a sua decisão de abandonar a sala foi em protesto pelo facto de a presidente ter “alegadamente” violada o regimento parlamentar ao impedir dois dos seus deputados o direito de resposta na sequência da ofensa à honra saída da bancada do ADI. 

Fim/RN,MF

A Assembleia Nacional deu início ao debate sobre o OGE/GOP 2023, avaliado em 154 milhões de euros

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São Tomé, 23 Mai 2023 (STP-Press) – A Assembleia Nacional começou hoje a discussão para a votação e aprovação na generalidade das propostas de lei das Grandes Opções do Plano (GOP) e do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o ano económico 2023. A sessão de hoje estendeu-se até aproximadamente 15 horas, e os deputados deverão retomar amanhã os trabalhos para a conclusão do debate e a aprovação, certamente, do documento, que vai contar com os votos da maioria parlamentar do ADI, de 30 deputados, e, provavelmente, da coligação MCI/PUN, de cinco deputados.

No discurso de abertura, o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, declarou que “São-Tomé e Príncipe está a caminho de uma inviabilidade económica e financeira se nada for feito e que nos vai obrigar a todos a uma austeridade violenta e jamais conhecida com consequências sociais incontroláveis”.

“Estes documentos têm o propósito de iniciar um processo de concretização, paulatina, dos objectivos contidos no programa do governo, em prol da melhoria das condições de vida da população, melhorias de funcionamento das instituições públicas e da qualidade dos serviços prestados, a recuperação de infraestruturas e desenvolvimento sustentável e inclusivo do país”, referiu Patrice Trovoada.

Além da busca do equilibro económico e financeiro, das condições de sustentabilidade da economia, o primeiro-ministro destacou o facto de os dois documentos garantirem a credibilidade interna e externa, a atracção de investimentos directos estrangeiros, de qualidade, a mobilização de parceiros e recursos, “sem os quais não entraremos para este mundo globalizado”, permanecendo, como até então nas margens, mas sofrendo sempre as suas mais pesadas e nefastas consequências.

Patrice Trovoada explicou que o OGE e o GOP “serão, naturalmente, executados num contexto de abrandamento económico global marcado por forte aumento de inflação, uma escassez grave de reservas cambiais, recessão preocupante de recursos recebidos da ajuda pública internacional e num ambiente geoestratégico político perigoso e incerto, o que impõe desafio enorme ao nosso país e ao nosso povo”.

“Temos de ser capazes de reformar todo o nosso país, da política à justiça, passando pela administração e sistema económico e produção”, sublinhou, acrescentando que “o modelo que temos hoje e já há bastante tempo revelou os seus limites, pelo que é preciso mudar, mudar seriamente para outra coisa”, e que “o nosso país carece de uma mobilização urgente das nossas vontades para regressarmos ao caminho do realismo da viabilidade económica financeira e da implementação de reformas corajosas, visando inscrever São Tomé e Príncipe numa perspectiva de crescimento e de sustentabilidade económica financeira”, concluiu.

Os deputados voltam a reunir-se amanhã para a conclusão do debate sobre o Orçamento Geral do Estado de 2023 avaliado em 154 milhões de euros, dos quais, o sector da saúde figura no primeiro plano, com maior fatia, seguido da educação, infraestruturas, defesa e ordem interna.

As fontes de financiamento constam o apoio orçamental do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, União Europeia e Portugal, representando, cerca de 90% da componente investimento.  

O MLSTP/PSD, o maior partido de oposição, com 18 deputados, na voz do seu líder parlamentar, Danilo Santos, criticou o orçamento, dizendo ser uma “copy paste” dos anos anteriores.

Fim/RN,MF

INAC capacita inspectores em matéria de segurança aeroportuária

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São Tomé, 23 Mai. 2023 (STP-Press) – O Instituto Nacional da Aviação Civil, INAC, acaba de capacitar inspectores de aviação civil em matéria de “testes fechados em segurança da aviação”, numa formação de quatro dias, ministrada por técnicos nacionais e estrangeiros.

No fim da formação, na sexta-feira, os inspectores receberam o certificado, que confirma o conhecimento adquirido em matéria de metodologia de supervisão das medidas de segurança a adoptar no Aeroporto Internacional Nuno Xavier.

Apesar da formação, o presidente do INAC, António dos Santos, alertou para o facto de existirem vários riscos e problemas, caso não sejam dotados os inspectores de conhecimentos regulares e suficientes em matéria de segurança aeroportuária e o manuseamento dos equipamentos.

António dos Santos agradeceu o projecto europeu e a Organização Internacional da Aviação Civil, ICAO, que permitiram a realização da formação, porque segundo disse, o “país sozinho, realmente, não tem condições para ultrapassar os problemas” e que graças às duas instituições “os formandos estão hoje munidos de conhecimentos que, com certeza, quando colocados em prática estamos convencidos de que os riscos começam a diminuir”. 

Luís Simões, formador, indicou que a acção de formação se centrou no sistema da segurança da aviação civil, na abordagem dos testes fechados, que permitem aferir se o mecanismo está ou não a funcionar com a sua eficácia, com vista a tornar o sistema aeroportuário mais robusto e melhorar a capacitação dos inspetores do INAC em relação à supervisão, de acordo com as normas internacionais.

Um dos formandos, Abdulay Viegas, garantiu que a formação lhe ajudará muito enquanto inspector, nas actividades de controlo de qualidade, por isso, “veio em boa hora”.

Fim/LM

Instituto Imobiliário de São Tomé e Príncipe quer adoptar a experiência da Madeira na gestão de infraestruturas habitacionais e imobiliárias

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São-Tomé, 23 Mai 2023 (STP-Press) – O Instituto Nacional de Habitação e Imobiliária (INHI) pretende apropriar-se dos métodos de trabalho, modelos de gestão e das políticas habitacionais da sua congénere da Madeira, o IHM – Investimentos Habitacionais da Madeira.

Uma delegação do INHI, chefiada pelo presidente do Conselho de Administração, José Rita, encontra-se na Região Autónoma da Madeira com esse objectivo, tendo já tido uma série de encontros com responsáveis do IHM, nomeadamente, com o presidente do Conselho de Administração, João Pedro Sousa.

O responsável madeirense começou por abordar os actuais desafios da habitação, no caso particular para a sua região, agravados pela pandemia e agora pela guerra na Ucrânia, mas apontou soluções encontradas pelo Governo Regional para atenuar tais dificuldades.

João Pedro Sousa explicou os programas e as medidas de apoio habitacional, em vigor na Madeira, bem como os empreendimentos e investimentos imobiliários que estão a ser erguidos, a custos controlados, no âmbito do Plano de Resolução e Resiliência, que vai dotar a região (Madeira e Porto Santo) com um total de 800 novos fogos até 2026. O responsável realçou o especial enfoque que está a ser dado no apoio aos casais jovens e em início de carreira profissional.

José Rita e a delegação ouviram os responsáveis do sector imobiliário madeirense e chegaram a conclusão de que a experiência da região pode ser adaptada no país para fazer face a uma série de lacunas que enferma o sector imobiliário nacional. O presidente do INHI elogiou a forma como a Madeira e Porto Santo têm gerido o sector e mostrou-se surpreendido com o número de apoios disponibilizados pelo Governo Regional para o desenvolvimento de infraestruturas habitacionais.

A delegação são-tomense, acompanhada pelos membros do IHM, visitou alguns bairros sociais no concelho do Funchal e assistiu a um evento de cariz social, ficando a conhecer o trabalho da inclusão social e educação para a cidadania levada a cabo na região.

O presidente do Conselho de Administração do INHI, José Rita, assumiu a presidência do instituto no final de 2022, e admitiu que ainda “há um longo e difícil caminho a percorrer” e, por isso, é preciso encetar este tipo de contactos externos para a assinatura de protocolos que possam estreitar os laços de cooperação com instituições do género.

Fim/RN,MF

Governo e Banco Mundial discutem novo acordo financeiro e “o montante” ainda não está definido

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São Tomé, 20 Mai 2023 (STP-Press) – O Banco Mundial pretende estabelecer um novo acordo financeiro com São Tomé e Príncipe para um período de três anos, com prioridades para os sectores de energia, infraestrutura, digitalização, desenvolvimento e capital humano.

A informação foi avançada pela diretora-executiva da instituição, Junhong Chang, à saída do encontro, esta manhã, com o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, sem, contudo, avançar o montante do novo acordo, limitando-se a dizer que “tudo está a ser analisado”.

O Banco Mundial reitera o seu apoio a São Tomé e Príncipe, a curto, médio e longo prazos, sendo que agora, segundo Junhong Chang, “a prioridade vai para os sectores de energia, infraestrutura, digitalização, desenvolvimento e capital humano”.

A responsável do BM acrescentou que “também o sector agrícola” consta das prioridades, mas indicou que “estamos a trabalhar com vista a podermos ter um novo acordo de parceria que terá um horizonte temporal de 3 anos, ao abrigo do qual as prioridades são as referidas”.

O sector privado também foi mencionado, mas Junhong Chang disse que “naturalmente iremos tratar de relações, quer com organizações multilaterais quer com parceiros bilaterais no sentindo da promoção do sector privado”.

Sobre um eventual apoio ao Orçamento Geral do Estado de 2023,  a diretora-executiva do Banco Mundial respondeu que “ainda estamos a discutir os moldes no âmbito deste acordo de parceria”.

Fim/RN,MF

A República do Congo passa o testemunho da presidência da UNSAC a São Tomé e Príncipe

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São Tomé, 19 Mai 2023 (STP-Press) – O primeiro-ministro, são-tomense, Patrice Trovoada, considerou hoje que o Comité Consultivo Permanente da ONU sobre Questões  de Segurança na  África Central (UNSAC) é um desafio para a diplomacia são-tomense nos próximos seis meses.

Patrice Trovoada fez a declaração durante a 55ª reunião ministerial da organização que terminou esta tarde na capital são-tomense e que marca o início oficial da presidência rotativa de São Tomé e Príncipe da organização.  

“O testemunho que nos é hoje entregue pela presidência cessante, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Congo, pela forma exemplar como conduziu os trabalhos do comité durante o seu mandato, é um desafio para a diplomacia são-tomense”, disse Patrice Trovoada, aproveitando para solicitar o apoio e o engajamento de todos os Estados Membros para que São Tomé e Príncipe consiga realizar um mandato à altura das “nossas expectativas”.

Quanto às soluções para as muitas questões, que enfrentam a região, desde a educação, segurança marítima, questões climáticas e o combate ao terrorismo, devidamente identificadas por peritos sub-regiões, regionais e internacionais, o primeiro-ministro são-tomense indicou que “soluções existem”, estão nas toneladas de folhas de papel, relatórios dos mais diversos produzidos por peritos incontestáveis das mais diversas organizações, mas que “as soluções nascem obrigatoriamente com a nossa vontade, determinação a favor da construção da paz e confiança”.

O representante especial da ONU para a Africa Central, Abdou Abarry, que se encontra no país, a propósito da reunião, afirmou que “é preciso  prosseguir o  diálogo  para  que a paz  prevaleça na sub-região”.

A 55ª reunião ministerial da UNSAC conta com a participação de representantes de todos os Estados Membros e enviados de organizações sub-regionais e regionais, como de Mandarl Bante, comissário  para  Assuntos  Políticos, Paz e Segurança  da  Comissão da  Comunidade Económica  dos Estados da  África Central. Na sessão de hoje, o  ministro  dos  Negócios  Estrangeiros  e  da  Francofonia da  República   do  Congo, Jean-Claude Gakosso, que passou o testemunho a Patrice Trovoada, salientou que “é preciso a  criação de um quadro ideal para a procura de soluções, visando a paz duradoura na região”.

O diplomata congolês foi recebido esta tarde pelo primeiro-ministro e no encontro foi abordada a experiência congolesa na UNSAC e também questões de cooperação bilateral. Patrice Trovoada já tinha tido encontro com o chefe da Diplomacia congolesa, em Brazaville, na semana passada, aquando da sua visita à República do Congo, em que também se reuniu com o presidente Dennis Sassou N’Guesso.

Os onze países que integram o comité permanente das Nações Unidas para a Segurança na África Central assumiram, na reunião de São Tomé, o compromisso de continuar a lutar contra o terrorismo e a proliferação de armas ligeiras de pequeno calibre.

A UNSAC foi criada há 30 anos para garantir a segurança na sub-região, e é composta por Angola, Burundi, Camarões, Gabão, Guiné Equatorial, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Ruanda e São Tomé e Príncipe.

Fim/MF,RN

Assembleia Nacional aprova a implementação do CIVA para 01 de Junho entre outras Propostas de Lei

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São Tomé, 19 Mai 2023 (STP-Press) – A Assembleia Nacional acaba de aprovar o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA), a entrar em vigor a partir de 01 de Junho.

O documento contou com 33 votos favoráveis, sendo 28 do ADI e 05 do MCI-PUN, contra 20 abstenções, dos quais, 18 do MLSTP/PSD e 02 do Movimento BASTA.

No momento antes da votação, o deputado Solito Neto, que foi o relator do parecer favorável, justificou a implementação do IVA como “prevendo melhorar a eficácia da economia nacional e consequentemente maior arrecadação de receita para o Estado”, e que o mesmo visa permitir o almejado alargamento da base tributária para que todos participem no “esforço colectivo”.

O deputado do MLSTP/PSD, José Maria Barros, indicou que o seu partido “não está contra o IVA nem tão pouco contra a sua implementação”, mas considera o prazo de entrada em vigor “não exequível” para os operadores económicos tenham informações e conhecimento necessários sobre a matéria.

De acordo com a Direcção dos Impostos, o IVA será aplicado em regime normal de 15 %, estando prevista a aplicação de um regime especial de 7 % para volumes de negócios entre um milhão de dobras e cem mil dobras, e outro de 2% para negócios inferiores a cem mil dobras e para os produtos de cesta básica uma redução de 50%.  

Além do IVA vir a substituir os actuais impostos sobre o consumo e selo, a sua introdução levará a alteração do SISA, referente a patrimónios, e a introdução de outros, como o IEC, referentes a bebidas alcoólicas, tabaco entre outros produtos.

Com a aplicação do IVA, os operadores económicos inseridos em regime normal de 15% estarão sujeitos à mecânica deste imposto, designadamente, suporte, liquidação e com direito ao reembolso caso seja necessário.

Na reunião plenária de hoje, a Assembleia Nacional deu assentimento ao Presidente da República para participar na cerimónia de tomada de posse do novo Presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, a ter lugar entre os dias 28 e 30 deste mês em Abudja, e ainda para que o Presidente da República autorize a entrada do navio Borsini, da marinha italiana, no período de 31 de Maio a 01 de Junho.

Além da aprovação na generalidade da proposta de lei que aprova o Código do Imposto sobre Valor Acrescentado (CIVA), os deputados deram luz verde também à proposta de lei sobre o Reforço das Medidas de Aprovação de Investimentos Privado Nacional e Estrangeiro e ainda a proposta de lei que altera os Direitos Aduaneiros sobre as Lâmpadas, Plásticos, Água Mineral, Equipamentos e Matérias Primas para a Produção de Energias Renováveis e de Sabão e votaram no final global a favor da substituição do representante designado pelo Conselho Superior Judiciário no Conselho Superior de Imprensa.

Fim/RN,MF

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