Cidade de Neves (São Tomé e Príncipe), 06 Jul. 2021 (STP-Press) – A ministra da Educação e Ensino Superior de São Tomé e Príncipe, Julieta Rodrigues, inaugurou no início desta semana, uma Escola Secundária com a capacidade para 800 alunos, no âmbito do projecto de “Desenvolvimento Integrado de Lembá”, promovido pela Irmã Lúcia Cândido.
A infra-estrutura ora inaugurada comporta várias salas de aulas, instalações sanitárias, biblioteca, sala dos professores e vários laboratórios para as pesquisas.
Além da Associação Abraçar São Tomé e Príncipe que participou na concepção e construção dessa nova unidade escolar, houve também a participação do Estado São-tomense e de instituições governamentais e privadas de Portugal, nesse projecto concebido pelas Irmãs Franciscanas Hospitaleiras, sediadas na cidade de Neves, região que dista cerca de 27 km da cidade de São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe.
A ministra da Educação que presidiu a cerimónia, ao considerar o projecto de “um parceiro incontornável e de sucesso”, afirmou que “estamos a falar de uma cooperação que vem produzindo bons frutos, e enquadra-se na lei do ensino particular e cooperativo”.
Segundo ainda a governante, trata-se de uma instituição que “contribui sobremaneira para a garantia da Educação a todos, e preferencialmente a escolaridade básica”,que, adiantou a ministra, “onde a participação dos cidadãos assume uma grande importância”.
Presenciaram o acto, dirigentes locais, entre eles, Albertino Barros, líder do Município da cidade de Neves, o Embaixador de Portugal em São Tomé, Rui do Carmo e outras individualidades, sublinhando-se uma contribuição especial do Vaticano, na pessoa do Papa Francisco, que endereçou votos de “boa sorte” a nova instituição escolar.
“A Embaixada de Portugal não poderia deixar de contribuir através do fundo dos pequenos projectos, para aquisição dos mobiliários e equipamentos necessários, porque também nós acreditamos, como dizia Fernando Pessoa, Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”, referiu o Embaixador de Portugal, Rui do Carmo.
A Irmã Lúcia Cândido, considerada arquitecta principal deste projecto, enfatizou que a obra foi abençoada por Deus.
Segundo ela, “Deus nunca me falhou”, sustentando que “os trabalhadores manifestavam-se disponíveis em trabalhar mesmo sem serem pagos”.
Havia momentos que, segundo Irmã Lúcia, não havia dinheiro, mas, “na hora certa Deus mostrou-nos que a obra é dele” e como tal, adiantou, conseguiam sempre receber algum dinheiro para pagar a mão-de-obra.
“Não posso queixar, pois, Deus nunca me falhou. Tive sempre ajudas”,afirmou visivelmente emocionada aquela que dedica sua vida a causa dos pobres em São Tomé e Príncipe.
A irmã Paula, leu a mensagem de bênçãos do Papa Francisco, endereçada às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras, e ao projecto de desenvolvimento integrado, que está a edificar vidas e a construir futuro para o Distrito de Lembá.
Ainda no âmbito deste projecto, Irmã Lúcia, bastante ambiciosa e votada a causa dos mais novos e dos menos favorecidos, anunciou que vai estender o projecto a construção de um parque natural anexo à escola, ao qual para o efeito, conta com auxílio do Município de Neves.
O projecto de Desenvolvimento Integrado de Lembá comporta, ao todo, 1500 crianças e jovens, cerca de 200 idosos do Distrito que recebem assistência diária, destacando-se, igualmente, que ele garante emprego a 150 pessoas.
Recorde-se que este projecto de Desenvolvimento Integrado de Lembá, alberga infantário inaugurado em Novembro de 2017, que comportava na sua primeira fase, 40 bebés desnutridos de Lembá, que, assistidos com cuidados primários, alimentação e acompanhamento da Irmã Lúcia e a sua equipa.
Lembá tal como Distrito de Caué no Sul e por coincidência dois extremos da Ilha de São Tomé onde se assiste situações mais graves de pobreza e subnutrição de pessoas, mormente crianças.
Este projecto social em Lembá, recorde-se, teve o seu início nos últimos seis anos e é dos poucos no País com resultados positivos, o qual resulta de iniciativas internas de membros da Igreja Católica e de organizações parceiras de carácter filantrópico de alguns países estrangeiros, especialmente Portugal.
Texto: Neisy Sacramento ** Foto: Lourenço da Silva
São-Tomé, 06 Jul 2021 ( STP-Press ) – O novo conselheiro político da Embaixada da China na capital são-tomense, Hu Bin, efectou na tarde desta segunda-feira uma visita as instalações da Agência STP-Press, tendo no final manifestado a vontade para estabelecimento de um intercâmbio entre as duas instituições.
Em nome da embaixadora da China junto do Estado são-tomense, Xu YingZhen o novo conselheiro político, Hu Bin manifestou a vontade de estabelecer um “intercâmbio que passaria, essencialmente, por “trocas de informações-notícias, visitas de estudo, bem como apoio materiais de acordo com as condições de ambas as partes”.
Hu Bin explicou que este intercâmbio seria uma espécie de parceria entre as duas instituições com finalidade de satisfação das necessidades e interesses de cada uma das partes na base do programa de cooperação e de amizade entre os dois Países.
Tendo citado um acordo já existente entre a Agência STP-Press e a sua congénere, Xinhua da China, o diplomata chinês disse que a embaixada da China poderá jogar um papel de extrema importância no reativar deste acordo, sobretudo, na época pós-pandemia.
Em Novembro de 2018, a STP-Press representada por Ricardo Neto, director da instituição e a sua congénere, a Xinhua da China, representada por Wang Songyu, director para zona africana, estabeleceram um acordo de cooperação, visando, essencialmente, trocas de notícias, formação de quadros e apoio material.
São Tomé (São Tomé e Príncipe), 05 Jul. (STP-Press) – Registou-se mais um caso de violência doméstica em São Tomé e Príncipe, – informou hoje, em são Tomé, um porta-voz da Polícia Nacional (PN).
Segundo o Comissário Eridson Trindade, um marido depois de espancar a sua mulher, na cidade de Neves, capital do Distrito de Lembá, no norte da Ilha de São Tomé, trancou-a num quarto da casa onde residem e deslocou-se a pesca de “voador panhá”.
Detida compulsivamente e privada de qualquer assistência primária, das quais alimentar, a vítima só viria a ser socorrida, 24 horas depois, e na ausência do agressor.
A fonte que não revelou a circunstância em que a vítima foi socorrida, acrescentou que o suposto agressor já se encontra detido no Comando Distrital de Lembá, e na terça-feira, será entregue as autoridades judiciais para audição no Ministério Público e se conhecer medidas de coação.
Recorde-se que na sequência de agravamento de práticas de violência doméstica e abuso sexual de menores, autoridades decidiram agravar medidas de prisão que variam de oito a 20 anos de cadeia para os promotores.
São Tomé (São Tomé e Príncipe), 05 Jul. 2025 (STP-Press) – Dois cidadãos São-tomenses foram ordenados Padres, este sábado, na Sé Catedral, na cidade de São Tomé, capital do arquipélago de São Tomé e Príncipe, numa cerimónia presidida pelo Bispo da Diocese, Dom Manuel António dos Santos.
Os novos sacerdotes, Hiley do Nascimento e Wadilene Carlos são originários das Paróquias da cidade de Neves e de Santana, respectivamente, no norte e no centro/sul da Ilha de São Tomé.
Numa cerimónia bastante demorada, o líder da Igreja Católica São-tomense, Dom Manuel António, na circunstância cumpriu todos os rituais que antecedem a ordenação, abençoou-os e desejou–lhes sorte neste serviço da Igreja São-tomense.
Além de vários membros da Igreja Católica de todas as Paróquias da Ilha de São Tomé, assistiram a cerimónia, familiares e à excepção, por razões de descontinuidade geográfica, a paroquia da Ilha do Príncipe.
As Ilhas de São Tomé e Príncipe, actualmente com mais de uma dezena de Padres, integram a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe, CEASTP.
Realça-se que além de das igrejas Adventista do Sétimo Dia, Evangelista, Jeová, Islão e outras Seitas religiosas, a maioria dos mais de 200 mil São-tomenses Católicos.
A luz da Concordata assinada há mais de três décadas entre São Tomé e Santa Sé, D. Giovanni Gaspari, novo Núncio Apostólico em São Tomé e Príncipe, apresentou, no dia 27 de Abril de 2021, as Cartas Credenciais ao Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Evaristo de Carvalho.
Recorde-se que na história do catolicismo São-tomense, o Papa João Paulo II foi a única figura mais alta de Santa Sé que visitou São Tomé e Príncipe em 1992.
Por: Manuel Dênde, jornalista da Agência de Notícias Manuel Dênde
São Tomé (São Tomé e Príncipe), 05 Jul. 2021 (STP-Press) – Um cidadão São-tomense de 45 anos de idade, foi detido pela Polícia Nacional, PN, neste final de semana, sob acusação de abuso sexual sistemático e maus tratos a sua filha menor de 15 anos, – anunciou hoje, em São Tomé, o porta-voz policial, Comissário Eridson Trindade.
O suposto abusador, natural da cidade de Santana, no centro/sul do Distrito de Cantagalo, na Ilha de São Tomé, será entregue nas próximas horas ao Ministério Público, na cidade de São Tomé para auscultação e de seguida ser encaminhado ao Tribunal de Primeira Instância, acrescentou a fonte.
A descoberta do caso só foi possível, nas últimas 24 horas, graças a uma fonte familiar a quem a vítima, farta da situação, decidiu denunciar o pai.
Esta fonte familiar, por sua vez, recorreu ao Comando Distrital da Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe na cidade de Santana, capital do Distrito de Cantagalo, onde efectuou a queixa.
A luz das alterações efectuadas recentemente no Código Penal pela Assembleia Nacional, o suposto abusador, na sequência dessa ocorrência, corre sérios riscos de vir a ser condenado pelo Tribunal de Primeira Instância do País a uma pena que poderá atingir os 20 anos de prisão.
Nos últimos meses, São Tomé e Príncipe tem sido assolado por várias denúncias de maus tratos e violação de menores, outros com a cumplicidade da própria mãe.
Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press
São-Tomé, 05 Jul 2021 ( STP-Press ) O governo são-tomense “não aprovou nenhum projecto para cultivo de cannabis” no País e, “nem poderia fazê-lo porque não há legislação para o efeito”, declarou hoje o ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz.
“Projecto até dois milhões de dólares é aprovado pelo ministro das Finanças, que não aprovou nenhum projecto e, acima de dois milhões será Conselho de Ministros”, disse Osvaldo Vaz, tendo sublinhado que “gostaria tranquilizar a população que o governo não aprovou nenhum projecto para cultivo de cannabis e nem poderia fazê-lo porque não há legislação no País para o efeito”.
Tendo declarado que “não há lei nem sequer pode-se falar disto”, o ministro Osvaldo Vaz sustentou que “não existindo enquadramento legal, o projecto já se sabe não tem pernas para andar, porque é ilegal”
“Mesmo se fosse, possível, isto teria que haver um contrato administrativo e visado pelo Tribunal de Contas”, acrescentou Osvaldo Vaz, tendo afirmado que “por isso, quero tranquilizar a população de que sobre o processo de cultivo de cannabis nada foi decido pelo Conselho de Ministros”.
Além de ter declarado que “se houvesse legislação, okey, estariam envolvidas todas as instituições”, Osvaldo Vaz disse que “a lei tinha que ir a Assembleia Nacional, o Presidente da República tinha que promulgar, por isso, nós não temos nada que facilita a produção de cannabis” no País.
Questionado pela imprensa sobre eventuais membros do governo que já teriam recebido algum dinheiro neste negócio, Osvaldo Vaz foi perentório em responder que “ quem diz que se colocou algum recurso que prove isto”.
Sobre um hipotético trabalho de sensibilização feito no âmbito deste projecto, Osvaldo Vaz respondeu que “ simplesmente isto foi um processo de auscultação. Ouvir pessoas, ouvir opiniões, porque ilegalmente as pessoas produzem isto cá em São-Tomé, sabemos que é um produto que precisa –se ter muito cuidado pelos seus efeitos nefastos, por isso, a equipa que esteve cá e, foi simplesmente para auscultar a população.
“O País está aberto a qualquer um que queira apresentar o seu projecto de investimento”, disse Osvaldo Vaz para depois sustentar que “ é preciso saber se há enquadramento legal” para a efectiva execução legal do projecto em causa.
São Tomé (São Tomé e Príncipe), 05 Jul. 2021 (STP-Press) – MLSTP, partido, líder da Coligação que governa São Tomé e Príncipe, demarcou-se do projecto de plantio de cannabis (marijuana) em São Tomé e Príncipe, para fins medicinais.
Num comunicado divulgado, sábado último, e, citando a sua Comissão Política do dia dois de Julho, MLSTP, reprova o projecto e diz que “distância-se do projecto do Governo visando o plantio do cannabis no País para fins medicinais”.
“Sobre a propalada informação de plantio de cannabis em São Tomé e Príncipe, a Comissão Política do MLSTP decidiu distanciar-se deste processo, e exortou o Governo para que sejam feitos publicamente esclarecimentos sobre o assunto, tendo em conta a inexistência de legislação específica sobre esta matéria”, denuncia o comunicado daComissão Política do MLSTP.
No mesmo documento este partido que adianta que essa decisão resulta de uma reunião presidida pelo líder do partido e Primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, justifica esse posicionamento pelo facto do País não dispor de uma Lei que autoriza o plantio de cannabis em São Tomé e Príncipe.
Assim, o partido dos “camaradas” exorta o Governo para explicar os contornos deste projecto ao público São-tomense.
A polémica adensou-se, nos últimos dias, quando o ex-presidente do MLSTP, Jorge Amado e candidato às Eleições Presidenciais de 18 de Julho denunciou a existência deste projecto, pontuando que viabilizou-se campos para o cultivo do cannabis em Monte Café (no Distrito de Mé-Zóchi) e norte da Ilha de São Tomé, concretamente, em Praia das Conchas.
No âmbito deste projecto, o ministro da Agricultura, Francisco Ramos, em entrevista a rádio digital, Somos Todos Primos, disse que a ideia é instalar esse projecto no País com propósitos medicinais, sustentando que trata-se de um projecto onde o País poderá auferir nos próximos cinco anos, 17 milhões de Euros e viabilizar-se-ia 400 postos de emprego.
Por: Manuel Dênde e Leonel Mendes, jornalistas da STP-Press
São Tomé (São Tomé e Príncipe), 04 Jun. 2021 (STP-Press) – São Tomé e Príncipe despertou, na manhã deste sábado , com o colorido de cartazes que marcam o início das campanhas às Eleições Presidenciais de 18 de Julho, envolvendo 19 pretendentes ao posto de quinto inquilino do “Palácio Cor de Rosa”.
Os 123 mil eleitores inscritos irão no próximos 15 dias ouvir as propostas dos 19 candidatos sancionados pelo Tribunal Constitucional, sendo três mulheres e 16 homens.
Para estas eleições, além de eleitores residentes no País, mais de 14 mil, são da Diáspora, com Portugal, com mais de sete mil eleitores.
Mais de 200 Assembleias de Voto no País e na Diáspora
As autoridades eleitorais criaram mais de 200 Assembleias de Voto e exigiram como condição prévia ao exercício do direito de voto no dia 18 de Julho que cada eleitor respeite e observe as medidas de bio-segurança, compreendendo a higienização, distanciamento social e uso correto das máscaras faciais prescritas pela OMS, a fim de se proteger da infecção do COVID-19.
Das três candidatas, Maria da Neves, do MLSTP, aparece como independente na sua terceira tentativa ao cargo, é a mais velha e experiente, tendo já ocupado funções de Primeira-ministra, Vice-presidente da Assembleia Nacional e também ministra da Economia.
Outras duas são, nomeadamente, Elsa Pinto, Vice-Presidente do MLSTP que também aparece nessa corrida como independente, tendo já ocupado os cargos de ministra da Justiça, Defesa e recentemente dos Negócios Estrangeiros, e por fim, Elsa Garrido, a mais nova das três, lidera e é apoiada pelo partido político “Movimento os Verdes”.
Dos independentes com ligações aos partidos, destacam-se Olinto Neves, do MDFM/PL, Mike João Bonfim, do “Movimento os Verdes”, Carlos Stock, do ADI, Eugénio Tiny, do MDFM/PL, Aurélio Martins, do MLSTP, Jorge Amado, do MLSTP, Vítor Monteiro, do MLSTP, Abel Bom Jesus, do ADI e Roberto Garrido, do MLSTP.
Moisés Viegas e Manuel do Rosário, constituem os candidatos a quem não lhes são apontadas ligações a qualquer partido político.
Delfim Neves, corporiza apoio do PCD e alguns partidos extraparlamentares
Porém, curioso, é o facto do PCD, um partido parlamentar, ser das poucas forças políticas do País onde diferenças e contradições eleitorais passam-lhe ao lado e apresentou neste pleito, Delfim Neves, como único candidato.
De igual modo, Delfim Neves corporiza apoio, igualmente, de quase todos partidos extraparlamentares, nomeadamente, do PTS (Partido Trabalhista) de Anacleto Rolim, da UNDP (União Nacional para Desenvolvimento e Progresso) de Paixão Lima e a FDC (Frente Democrática Cristã) de Hamilton Barbosa.
Pósser da Costa, ganhou no Conselho Nacional o apoio do MLSTP
Se é verdade que MLSTP deu o seu apoio político a Guilherme Pósser da Costa, antigo Primeiro-ministro, este partido, além de Elsa Pinto, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros, corporiza, igualmente, Aurélio Martins e Jorge Amado, estes dois antigos líderes deste partido histórico, e ainda o Coronel (na reserva) Victor Monteiro, antigo ministro da Defesa Nacional.
Vila Nova surge como rosto do ADI
A dissidência vem igualmente do ADI, partido na Oposição, que, além do seu candidato Carlos Vila Nova, ex-ministro das Obras Públicas, tem, Carlos Stock, um ex-ministro da Defesa Nacional que requereu mas viu gorado o pedido de apoio deste mesmo partido.
Carlos Neves, representa o MDFM/PL-UDD
O antigo Embaixador de São Tomé e Príncipe nos Estados Unidos de América e em Portugal, Carlos Neves, surge nessa corrida presidencial como o candidato consensual da coligação no Poder, o MDFM/PL-UDD.
Contingências do COVID-19 marcam às eleições no País
Estas eleições, além de serem realizadas no quadro da pandemia do COVID-19, são, igualmente, atípicas também, pelo facto de muitos eleitores consideram exagerado o número de candidatos, 19. Um número nunca registado nos boletins de voto em São Tomé e Príncipe.
E a luz destas eleições, ao qual já se conta o tempo no período decrescente para o dia 18 deste mês de Julho, principais artérias da cidade de São Tomé e Príncipe, capital do País, está vestido de cartazes de alguns candidatos, incluindo em equipamentos móveis como viaturas e motas.
Contrariamente aos anos anteriores, vê-se que principais edifícios desta urbe não têm cartazes como limitação jurídico-institucional, que, interdita-as a situações de propaganda compreendendo colagem de publicidade, incluindo políticas.
Comissão Eleitoral apela a observância de medidas de segurança sanitária e regras básicas da democracia
Na mensagem endereçada ao País, Fernando Maguengo, líder da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), pediu aos eleitores e candidatos ao pleito, maior observância de regras básicas do escrutínio, recordando que o respeito por essas regras e aceitação dos resultados o qual traduziu-se algumas vezes em alternância democrática, catapultou São Tomé e Príncipe para o campeão da democracia e o grande exemplo a nível de África Central.
Com custos enormes, estas eleições financiadas em cerca de 90% pela Comunidade Internacional, compreendendo mais de dois milhões de dólares, afigura-se complicada antever-se um vencedor a primeira volta, ao qual alguns observadores acreditam num recurso a segunda volta que, recorrendo a uma gíria desportiva apelidam-nas de “prolongamento” para se decidir um vencedor que não se vislumbra dentro dos 90 minutos deste jogo político.
Não existe propriamente dito, um debate, mas cada candidato tem direito na única televisão local a uma entrevista de 50 minutos.
Os tempos de antena, a luz da Lei são observados na Rádio Nacional e televisão local, TVS, com a duração de cinco e 10 minutos, respetivamente, para cada candidato.
Fenómeno “banho” marca às Eleições no País
Os candidatos mais endinheirados (com uma diferença desproporcional em relação aos outros), fazem resgatar o chamado fenómeno denominado “banho” (atribuição do dinheiro aos eleitores), o qual critica-se, por exemplo, a compra de consciência dos eleitores.
Aliás, este fenómeno tem sido objecto de discussão televisiva entre os candidatos, onde, á partida, todos negam e prometem combatê-lo, mas hipocritamente percebe-se que quase todos fazem-no, havendo inclusive um candidato que reconheceu que “quem não dá banho não ganha eleições”.
Ausência de pesquisas obviamente que dificultam ainda mais uma antecipação deste jogo político, mas, aqui em São Tomé e Príncipe, é vulgar dizer-se ou ouvir-se que “o Povo Soberano manda nas urnas”.
Receia-se, um eventual agravamento de abstenção a luz do desinteresse dos cidadãos pela vida política, assim como consideram que excesso de candidatos comporta eventualmente uma “banalização” do cargo de Presidente da República.
Na última eleição, a percentagem de abstenção atingiu a barreira de mais de 40%.
Evaristo Carvalho sai da Presidência como “homem de paz e estabilidade”
E assim, se espera no dia 18 conhecer (se possível) quem será o sucessor de Evaristo Carvalho, eleito em 2016 e, que, por sinal, é o primeiro Chefe de Estado do País que não volta a brigar para um segundo mandato, mas já é apelidado no país de “homem de Paz” pelo facto de não deitar nenhum Governo a baixo conforme fez os seus antecessores, Miguel Trovoada, Fradique de Menezes e Manuel Pinto da Costa.
Todavia, se é verdade que não há sondagens credenciadas, no País, muitos São-tomenses à partida já têm uma ideia de quem é quem. Por exemplo, José Maria dos Santos, residente no Bairro de Água Porca, uma das localidades do Distrito urbano de Água Grande, já não tem dúvida quando afirma que estas eleições são nomeadamente um campeonato de futebol onde se assiste equipas de primeira, segunda e terceira divisão.
“O povo sabe e conhece as melhores equipas, nomeadamente Praia Cruz, UDRA e a Vitória do Riboque e o vencedor deste campeonato vai sair entre uma destas três equipas mais fortes de primeira divisão”, explicou.
Sustenta ainda o nosso entrevistado que, “a verdade, o importante é que nós consigamos eleger um Chefe de Estado que consiga unir, devolver a dignidade e uma nova dinâmica no processo de desenvolvimento a São Tomé e Príncipe, num clima de Paz e harmonia”.
Resultados e observadores
No entanto as urnas fecham as 19TMG, e, a CEN, admite publicar resultados parciais destas eleições, por volta, das 23 horas.
E como é habitual, autoridades São-tomenses fizeram convites a alguns países e algumas organizações internacionais, das quais a União Africana (UA), a Comissão Económica dos Estados de África Central (CEAC), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Europeia, uma ONG americana, nomeadamente Centro Jimmy Carter (dos Estados Unidos de América).
Texto: Manuel Dendê ** Foto Arquivo: Lourenço da Silva
São Tomé (São Tomé e Príncipe), 04 Jun. 2021 (STP-Press) – O líder da UGT, uma das centrais sindicais de São Tomé e Príncipe, Costa Carlos, anunciou que não concorda com a filosofia de reajuste salarial levado a cabo pelo Governo de País.
Costa Carlos, líder da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e que falava no termo de uma audiência com o Presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, explicou que a sua objecção tem a ver com o facto do reajuste pôr em causa o direito adquirido por um segmento de trabalhadores.
“A UGT está contra reajuste porque nenhum reajuste pode ser feito para o trabalhador perder rendimento”, alertou, na última sexta-feira na cidade de São Tomé.
Segundo ainda o Secretário-geral da UGT, “se advoga a luta contra pobreza então não é o Estado quem vem impingir a pobreza as pessoas”.
Audiência de Costa Carlos com Delfim Neves visou alertar o líder da Assembleia Nacional dessas objecções, explicá-lo o ponto de vista da UGT e a partir daí, este ser informado que o documento está em análise da comissão especializada dos assuntos económicos desta casa parlamentar do País.
A propósito do assunto, o Primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, que reconheceu não ser um projecto pacífico, reafirmou, há dias, na cidade de São Tomé que “trata-se de um compromisso assumido pelo Governo e como tal é um processo irreversível”.
No âmbito deste reajuste que deu entrada na Assembleia Nacional, há mais de dois meses, o Chefe de Estado terá como rendimento acrescido em dez vezes do salário de base na Função Pública, previsto nesse projecto.
Este projecto de reajuste salarial tem sido alvo de contestação de algumas classes sociais, o qual já levou a paralisação dos Magistrados Judiciais, Juízes e trabalhadores administrativos da Assembleia Nacional.
Por: Danilson Gomes da Agência de Notícias STP-Press
São-Tomé, 04 Jul 2021 ( STP-Press ) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) ofereceu o Governo são-tomense esta sexta-feira (02.07) uma viatura todo-terreno e um total de 8 mil testes Covid, no âmbito do reforço da capacidade de resposta do Ministério da Saúde face a pandemia.
A viatura, que veio acompanhada de todas as peças de reposição, de marca Land Cruiser, está avaliada em cerca de 33 mil dólares, sendo que os testes rápidos e PCR correspondem ao valor de 124 mil dólares.
Vilfrido Gil, em representação da OMS, disse que esta organização continua disponível no reforço “da capacidade do Ministério da Saúde do país, de detectar e responder as várias ações e várias ameaças de saúde pública que possam eventualmente ocorrer no país – neste caso a resposta a Covid que nos assola há mais de um ano”.
Em declarações à STP-Press, o ministro da Saúde, Edgar Neves, agradeceu em nome do Governo pela oferta e afirmou que esta ação demonstra o envolvimento da OMS “junto com o Governo de São Tomé e Príncipe em tudo fazer para combater a Covid-19, outras doenças que eventualmente possam surgir, assim como, reforçar o sistema de saúde”.
Edgar Neves disse ainda que os testes Covid recebidos “vão representar um reforço ao nosso sistema de vigilância, o nosso laboratório Covid e não Covid”.
A Organização Mundial da Saúde tem vindo a apoiar o Governo são-tomense em vários domínios sanitários, como a capacitação do pessoal, ofertas de equipamentos, entre outros.