São Tomé, 6 Fev. 2021 ( STP-Press) – O Presidente norte-americano, Joe Biden, disse hoje que os Estados Unidos querem ser um parceiro solidário dos países africanos, sublinhando a importância de trabalhar com a União Africana (UA) para fazer avançar “a visão comum de um futuro melhor”.
Numa mensagem enviada à 34ª cimeira de
chefes de Estado e de Governo africanos, que decorre sábado e domingo em
formato virtual, Joe Biden assegurou que a nova administração norte-americana
“está empenhada em reconstruir parcerias e em voltar a envolver-se com
instituições internacionais como a União Africana”.
“Temos todos de trabalhar em conjunto
para promover a nossa visão comum de um futuro melhor – um futuro de comércio e
investimento crescente que promova a prosperidade para as nossas nações”,
disse.
Na mesma mensagem, o chefe de Estado
norte-americano sublinhou os “sérios desafios” que é preciso
enfrentar para alcançar esse objetivo.
“Isto inclui investir mais na saúde
global, derrotar a covid-19, trabalhar para prevenir, detetar e responder a
futuras crises de saúde, e estabelecer parcerias com o África CDC e outras
instituições para fazer avançar a segurança sanitária”, afirmou.
Joe Biden sublinhou ainda a urgência de
aumentar as “ambições climáticas” e assegurar que as nações em
desenvolvimento “possam mitigar e adaptar-se aos impactos
climáticos”.
Prometeu também envolver-se numa
“diplomacia sustentada” em ligação com a União Africana “para
enfrentar conflitos que estão a custar vidas em todo o continente”.
“Nada disto vai ser fácil, mas os
Estados Unidos são agora um parceiro, em solidariedade, apoio e respeito mútuo.
Acreditamos nas nações de África e no espírito empresarial e inovador de todo o
continente”, disse.
Os chefes de Estado e de Governo da União
Africana (UA)reúnem-se em cimeira virtual no próximo fim de semana com as
atenções centradas na pandemia de covid-19 e na eleição na nova liderança
executiva da organização.
A cimeira decorrerá `online` e a agenda irá
concentrar-se na “herança cultural africana” e abordar a resposta da
organização à pandemia de covid-19, que já causou mais de 93 mil mortos e mais
de 3,6 milhões de infeções registadas no continente.
Além da passagem da presidência rotativa da
União Africana da África do Sul para a República Democrática do Congo
(RDCongo), todas as atenções deverão estar centradas na eleição dos novos
presidente e vice-presidente da Comissão da União Africana, o principal órgão
executivo da organização.
A presidência da Comissão é disputada
apenas pelo chadiano Moussa Faki Mahamat, que procura uma reeleição que não
está garantida, uma vez que terá de conseguir a aprovação de dois terços dos
países.
A União Africana foi criada a 11 de julho
de 2000 para substituir a Organização da Unidade Africana (OUA), fundada a 25
de maio de 1963, e reúne atualmente 55 Estados-membros, incluindo os lusófonos
Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e
Príncipe.
A presidência da organização é rotativa
entre países pelo período de um ano e a gestão executiva é assegurada por uma
comissão constituída por um presidente, um vice-presidente e seis comissários e
eleita para mandatos de quatro anos.
Os chefes de Estado e de Governo dos 55 Estados-membros reúne-se
anualmente em assembleia na sede da organização, em Adis Abeba, na Etiópia.
Fontes: Casa Branca / RTP/ LUSA/ STP-Press
Pode ver em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=yo-9v0Utnq4