São Tomé, 22
Out. (STP-Press) – A equipa da
Cooperativa de Produção e Exportação de Cacau em São Tomé e Príncipe CECAB,
procedeu na manhã desta quarta-feira, a entrega de um lote de materiais escolar
e utensilio para cozinha ao jardim de Arribana, Distrito de Lembá, ao norte da ilha de São Tomé.
Dentre os materiais
destacam-se, cadernos, lápis, resmas de papéis, esferográficas, panelas,
talheres, pratos, copos incluindo embalagem de sumos, entre outros.
Representante
da CECAB, André Cravid, disse que, “esta oferta surge no âmbito daquilo que é a
área social, uma das áreas de intervenção da CECAB”, tendo acrescentado que
”este gesto surgiu após a direção da CECAB ter recebido o pedido do Manuel
Brito, morador local, e gestor da associação Costa Santos, que presenciava a
dificuldade do jardim, e decidiu fazer este pedido”.
“CECAB,
tem vindo a prestar apoios quase em todas as comunidades de São Tomé e
Príncipe, quando assim for necessário, e estamos sempre de braços abertos para
ajudar famílias, e aqueles que mais necessitam, disse André Cravid, da CECAB
acrescentando que, ”ajudamos na compra de medicamentos, materiais aos
agricultores, e outras necessidades.
Por sua vez,
Manuel Brito, gestor da comunidade Costa Santos “face à dificuldade, que
presenciava, enquanto morador, juntamente com a diretora do jardim, Ofélia
Martins, elaboráramos uma carta que foi enviada ao diretor-executivo da CECAB,
António Dias, que logo correspondeu o pedido, e decidiu apoiar com estes
materiais”.
Na cerimónia
de entrega, a diretora do jardim Arribana, Ofélia Martins, por sua vez, disse
“os materiais ofertados faziam muita falta, e com esta oferta, vai facilitar
muito, para confecionar os pratos quentes que o jardim oferece as crianças no
dia-a-dia, e ultrapassar minimamente as carências que tinham destes materiais”.
O jardim de infância Arribana inaugurado no dia 19 de setembro de 2019 situado
numa das comunidades do Distrito de Lembá, com um total de 30 crianças
São Tomé, 22 Out 2020 ( STP-Press ) – A Direcção dos Impostos relembrar à todos os operadores económicos, pessoas singulares ou colectivas, que devem proceder a comunicação, por via electrónica, dos elementos essenciais das facturas e documentos equivalentes, conforme estatuído pelo Decreto Lei 14/2019, de 09 de Dezembro, e alerta ainda para a utilização de blocos de facturas adquiridos em gráficas certificadas conforme o comunicado que pode ler na íntegra.
Por: Carlos Neves [Historiador] com introdução de Telmo Trindade [jornalista]
São-Tomé, 20 Oct 2020 (STP-Press)
– Todo e qualquer lugar deste imenso e complexo mundo tem uma designação,
um nome que orienta para a sua identificação e localização. Não há lugar sem
nome e tanto o nome como o próprio lugar têm a sua razão de ser. Não há
efeito sem causa. O homem de hoje pode até estar num determinado espaço,
deleitar-se com as suas maravilhas ou então encontrar motivos de desconforto.
As duas faces duma moeda. Mas, tanto
um como o outro cenário, não chegam a completar a essência do ser humano,
afinal pensante, ávido de respostas para aquilo que logicamente lhe deixa
curioso.
Como posso estar num sítio, ser dum sítio, viver num sítio, e não ter informações sobre o mesmo? Tudo tem uma história. Socorrendo-se da agência STP-Press, o historiador Carlos Neves narra esta sobre a cidade de S. Tomé e um dos seus emblemáticos patrimónios.
Contributos para a história da Cidade de S. Tomé e da sua Sé Catedral
Localizada no quadrante
nordeste da ilha de S. Tomé, a cidade de S. Tomé, que tomou o nome da principal
ilha do arquipélago do Golfo da Guiné, que se presume ter sido descoberta a 21
de Dezembro de 1470, pelos navegadores portugueses João de Santarém e Pêro
Escobar, começou por ser designada de Povoação pelos seus primeiros
moradores. Segunda opção de assentamento populacional no processo de
colonização da Ilha, pois a primeira havia sido em Ananbó, ponto de chegada dos
navegadores, a Povoação começou a ser edificada em 1499, a mando de
Álvaro de Caminha, 2º donatário da capitania de S. Tomé, a volta da baía de Ana
de Chaves.
Abrigada dos ventos fortes,
esta belíssima baía deve o seu nome a uma senhora cujas origens permanecem um
enigma. Num artigo publicado em 1910, refere-se que de acordo com a tradição,
Ana de Chaves, donatária das terras de S. Tomé, era “uma senhora de alta
estirpe, filha natural de Rei, segundo uma das versões; dama camarista da
Rainha, segundo outras versões, e seguindo estas, teria razão nos ciúmes da
mesma Rainha o homísio da grande dama nestas paragens, onde a munificência
régia lhe concedeu muitas terras, para compensar do degredo”. Ana de Chaves
cuja existência na ilha deixou profundos traços, era extremamente caridosa e
espalhava o bem, criando e subsidiando diversas instituições religiosas e de
caridade. Os seus restos mortais, inicialmente encerrados numa urna de pedra
juntamente com os do seu marido, continha a seguinte legenda: “Aqui jaz Ana
de Chaves e Gonçalo Gonçalves – Deus os fez e a morte os juntou – Ano de 1566”,
foram posteriormente transferidos numa caixa de madeira, da capela de S. João
que ao que tudo indica lhe havia pertencido, para debaixo do altar-mor da
igreja da Misericórdia (Sé).
Nos primórdios do séc. XVI,
refere Valentim Fernandes que a ilha de S. Tomé “tem hua fremosa baya onde
esta a povoaçã, onde espalma os navios. E esta ao banda de nordeste esta
povoaçã. Esta povoaçã será de 250 casas feytas de madeyra e sobradadas e
cubertas de madeyra. E avera outros tãtos moradores pella ylha. No meo desta
povoaçã esta a fortalleza onde ho capitã tem seu assento, q he hua torre de
pedra e cal de 3 sobrados. E derredor della hua cerca de casarias de muro de
pedra e cal q se começou pêra vivere ahy homes per sua vontade.”
Os primitivos moradores da
povoação seriam os numerosos degredados que acompanharam Álvaro de Caminha, e
os escravos resgatados na costa africana, bem como cerca de 2000 crianças
judias, de Castela, que deveriam ser educados de acordo com os ritos católicos.
Servida por um bom porto, na rota de três continentes, fornecendo açúcares a
Europa e escravos às Américas durante séculos, a cidade de S. Tomé, era também
um centro religioso de grande importância, chegando-se a afirmar que “não
podemos esquecer que os Papas de Roma e os Reis de Lisboa pensaram em S. Tomé
para centro irradiador de religião e cultura para toda a África Austral, e
assim dotaram a Capital de tais riquezas e objectos de culto, que S. Tomé se
podia chamar “Roma do Ocidente Africano”, como Goa, Roma do Oriente”.
Alicerçando a sua economia na
produção de açúcar e no tráfico de escravos, aproveitando a sua localização
geográfica para o abastecimento dos navios negreiros, a povoação cresceu
rapidamente, atingindo em 1525 uma população de 11 000 vizinhos, o que levou
nesse ano, pelos forais de 15 de Março e de 17 de Dezembro se concedessem
amplos privilégios e liberdades ao concelho e seus moradores. Por bula de Paulo
III, datada de 1534, foi criado o bispado de S. Tomé, com sede na cidade de S.
Tomé, que abarcava todas as ilhas do Golfo da Guiné e a costa africana do Congo
a Angola.
A respeito da data da elevação
de S. Tomé a cidade, existe uma relativa polémica que resulta, provavelmente,
de um erro de leitura paleográfica. O Pe. António
Brásio, um ilustre Paleografo português que transcreveu e publicou inúmeros
documentos da época dos descobrimentos e navegações portuguesas, na sua
reputada obra “Monumenta Missionária Africana”, composta por vários
volumes editados nos anos cinquenta do século passado, transcreve o seguinte: “Tendo
em conta o desenvolvimento da povoação e os serviços prestados a Coroa pelos
moradores, confere-lhe os privilégios próprios das cidades do Reino”. Mais
adiante no documento em epígrafe pode ler-se: “e por lhe fazer graça e mercê
eu de meu próprio moto, çerta çiênçia, poder reall e absoluto, sem eles mo
requerere, ne outrem por elles, ey por bem de fazer e por esta faço a dita
pouoaçã de Samtomé çidade de Samtomé …”
O ilustre paleografo, na sua
transcrição datou a Carta Régia que estamos a citar, que concede a cidadania a
S. Tomé, de 22 de Abril de 1525, sendo para ele, por essa razão, a primeira
cidade portuguesa na costa ocidental africana. Porém, existe um manuscrito
de princípios do séc. XVIII, da autoria de Manuel do Rosário Pinto, intitulado
“ Rellação dos Serenissimos ….”, uma importante fonte da história de S. Tomé e
Príncipe, numerosas vezes citado e até plagiado por muitos estudiosos, que data
a criação da cidade de S. Tomé de 22 de Abril de 1535.
Só pode ter havido um erro de
leitura que importa clarificar. Da análise do texto de Manuel do Rosário Pinto,
que não contém uma transcrição do documento original, mas que nos deixa a
profunda convicção de que o mesmo terá tido acesso ao original da citada “Carta
Régia”, hoje guardada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Chancelaria de D.
João III, liv. 10, fl. 124 v.) e a datou de 22 de Abril de 1535. Perante
diferentes leituras do que só pode tratar-se do mesmo documento, solicitei uma
cópia da referida “Carta Régia”, para poder aferir por que razão o reputado
paleógrafo teria feito essa datação. De difícil leitura, por se tratar de um
texto do primeiro quartel do séc. XVI, dissiparam-se, para mim, quase por
completo, as dúvidas, inclinando-me mais para a hipótese de ter havido um erro
de leitura do Pe. António Brásio, pelo que
devemos aceitar como mais provável ter sido em 22 de Abril de 1535 a data de
elevação de S. Tomé a cidade.
Local de cobiça de outras
potências coloniais e de evangelização e difusão religiosa, a cidade de S.
Tomé, marginando a bela baía de Ana de Chaves, foi sendo edificada sem nunca se
esquecer a necessidade da existência de fortificações e de variadas igrejas,
que na sua grande maioria já não existem. De acordo com Teresa Madeira da
Silva, “o povoamento inicial era de tipo linear e fazia-se ao longo desse
caminho que acompanhava a linha da costa. Esse eixo é o elemento estruturador
da cidade e é ao longo dele que se implantam os edifícios institucionais por um
amplo terreiro -, posteriormente, a alfândega, a câmara e a cadeia e, mais
tarde, a fortaleza de S. Sebastião, para nascente, e a igreja de S. João, para
poentemais importantes: a torre do capitão, a Misericórdia e a Sé –
ligada a esta. Durante o séc. XVI foi instalado o núcleo de caracter civil e
religioso em torno da torre do capitão e da igreja Matriz de N. Sra. da Graça e
da igreja e hospital da Misericórdia.”.
Na verdade, só no início da
década de oitenta do séc. XIX, se conseguiu drenar o enorme pântano que se
achava muito próximo da cidade, conhecido como “alagoa do Junco” e que inundava
a povoação, causando enormes prejuízos na época dos grandes temporais,
como sucedeu em 1776, altura em que foram destruídas numerosas casas, pontes e
ruas. Nessa época, as casas eram quase todas de boa madeira, normalmente com “segundo
andar, larguesa e aparato nobre”, assentes sobre pilares de madeira de
azeitona, cuja duração é bastante longa. Havia outras de pedra e cal até ao
meio e a parte restante de madeira, assim como a própria cobertura. De
acordo com uma descrição da época, referia-se que a cidade se situava numa
pequena planície com cerca de oitocentos passos de comprimento e duzentos e
cinquenta de largura, mas cujos arruamentos não obedeciam a qualquer plano.
Com o passar do tempo e a
consolidação do processo de formação da sociedade em S. Tomé e no Príncipe, no
séc. XVIII era bastante evidente a tendência da população para se concentrar na
cidade de S. Tomé e seus arredores, como se comprova pelos censos populacionais
de 1770 e 1777, nos quais se verifica que, em média, 60% da população da ilha
de S. Tomé vivia nas freguesias da Sé e Conceição, pertencentes a cidade de S.
Tomé. Em 1753, a cidade de S. Tomé que fora durante séculos capital do
arquipélago do golfo da Guiné, cedeu esse lugar a cidade de S. António, na ilha
do Príncipe, por decreto datado de 29 de Outubro de 1753, com o fundamento de
ser essa ilha mais sadia, causando menos mortalidade aos governadores. Essa
decisão régia motivou o envio de uma carta da Câmara de S. Tomé manifestando o
desagrado dos seus moradores. O direito da cidade de S. Tomé de ser a capital
das ilhas portuguesas do Golfo da Guiné, retornaria em 1852.
Os moradores livres e de posses
vestiam-se, habitualmente, à moda da Europa, com roupas de seda, bordadas a
ouro e prata, fazendo-se transportar pelas ruas em redes carregadas por dois
escravos, ou debaixo de grandes chapéus-de-sol levados a muito custo por um
escravo. As mulheres nunca saíam sem serem transportadas em redes, acompanhadas
de numerosas escravas que sobre as suas senhoras mantinham um enorme toldo.
Das fortificações construídas,
resta ainda em bom estado de conservação, a fortaleza de S. Sebastião (1576)
que defendia a entrada na baía, e os restos da fortaleza de S. Jerónimo, muito
degradada (1535?). Das igrejas melhor conservadas, podemos assinalar a Sé
Catedral, localizada na parte mais nobre da cidade, junto ao Palácio do
Governador da colónia, a igreja da Conceição, a igreja de Bom Despacho e a
Capela de Bom Jesus.
Segundo o Pe.
Francisco Vaz, na sua Obra “San Men Deçu – A Senhora Mãe de Deus, D. João III
“suplicou ao Summo Pontifice Clemente VII, q fizesse, e creasse em Sé
Cathedral, a Igreja de N. S. da graça da da, Ilha
dando-lhe por Dioceze Reyno de Congo, e assim suplicou ao Santíssimo Padre q
concedesse o direito de Padroado, e de apresentar ao do, Bispado
quando quer q houvesse de ser provido acontecessem nelles, e aos Reys q p tempo
forem em os Reynos de Portugal … E tudo assima dito foy concedido pela Sua
Santidade …”. De assinalar que antes dessa petição, ainda no reinado de D.
Manuel, teve inicio a construção da antiga igreja de N. S. da Graça, actual Sé
de Tomé. Presume-se que a Sé teve várias reconstruções, “sendo a primeira por
instrução de D. Sebastião, entre 1576 e 1578 e posteriormente em 1814, por
iniciativa de alguns moradores da ilha; e mais recentemente em 1956,
verificando-se algumas alterações na fachada principal”.
Na sua descrição da Sé Catedral
de S. Tomé, diz o Pe. Vaz, o
seguinte: “A igreja é dedicada a N. S. da Graça: tem três naves e seis altares
mui pobremente ornados. O 1º é o da Capela-Mor; além da imagem de N. S. tem a
de S. Pedro e S. Tomé. O 2º é o de SS. Sacramento; 3º o de N. S. da Avé-Maria
antiga Padroeira da Catedral; o 4º é o de N. S. das Dores; o 5º é o de S.
Miguel; e o 6º é o de N. S. das Brotas e S. Marçal. Todos estes altares foram
antigamente bem dotados, e tinham Padroeiros Administradores de Morgados e
Capelas que pelo decurso do tempo se extinguiram por causa das guerras, e
outras calamidades.”
Hoje, a cidade de S. Tomé
apresenta ainda as linhas fundamentais da sua traça original, que importa
preservar e dar a conhecer ao mundo.
BIBLIOGRAFIA
AMBRÓSIO, António, Subsídios
para a História de S. Tomé e Príncipe, Livros Horizonte, Lisboa, 1984
LIMA, José Joaquim Lopes de,
Ensaios sobre a Estatística das Possessões Portuguesas no Ultramar
NEVES, Carlos Agostinho das, S.
Tomé e Príncipe na 2ª metade do séc. XVIII, Instituto Além-Mar, FCSH – UNL,
Lisboa, 1989
SERAFIM, Cristina Seuanes, As
ilhas de S. Tomé no séc. XVII, CHAM, FCSH – UNL, Lisboa, 2000
SILVA, Teresa Madeira da, A
cidade africana contemporânea de origem portuguesa: São Tomé pré e
pós-independência, In: Revista Brasileira de Gestão Urbana, v. 4, no 2,
Jul./Dez., p. 175-188
TENREIRO, Francisco, A Ilha de
S. Tomé, JIU, Lisboa, 1961
VAZ, Pe.
Francisco, San Men Deçu – A Senhora Mãe de Deus em S. Tomé e Príncipe, Edição
da Província Portuguesa da Congregação dos Missionários do Coração de Maria,
Lisboa
São-Tomé,
20 Out 2020 (STP-Press) – Sociologia da Comunicação é o título de mais um
produto de pesquisa do investigador e escritor são-tomense Francisco Costa
Alegre.
O lançamento,
porém, já não será no dia 24 deste Outubro conforme inicialmente previsto, mas
sim na quinta-feira dia 28 do mesmo mês a partir das 16 horas na sala
polivalente do Instituto Superior de Educação e Comunicação (ISEC) da
Universidade Pública de São-Tomé e Príncipe, em São-Tomé.
O motivo
da alteração foi explicado pelo ex-Director da Cultura, Nelson Campos,
que exerce actualmente as funções de Coordenador do Departamento de Ciências da
Comunicação e Línguas do ISEC.
“Acontece
que 24 de Outubro é o dia ISEC. Face a coincidência, as partes tiveram que
encontrar uma outra data. E convergiram no dia 28”, disse Nelson Campos.
A
STP-Press sabe que continua confirmada a apresentação da obra pelo sociólogo
são-tomense Olívio Diogo, uma figura já com experiência em lançamento de obras
de Costa Alegre e que já voltou a mostrar total disponibilidade. Foi ele quem
lançou Mês de Abril, O Escritor Santomense (2015), O Mês de Abril
(2016)…. e….. Lendas, Mitos e Utopias na Literatura São-tomense (2018), três
grandes obras do mesmo autor.
Como
sustenta o escritor nas páginas iniciais desta sua mais recente obra, de
cunho académico, “…. eu reconheci que todos nós, sem distinção da
origem, género, credo ou afiliação desportiva ou partidária, devemos pautar a
nossa conduta com elevado grau de responsabilidade no trabalho árduo,
perspectivando sempre um futuro radiante para todos como uma Glória. E a
palavra Glória, reconheço, foi uma que soou muito na minha mente enquanto eu
pesquisava toda a matéria das Ciências da Comunicação, para elaborar este
livro….”.
Um livro
em que os Meios de Comunicação assumem lugar de relevo. Escreve o autor:
“Os Meios de Comunicação representam os veículos ou instrumentos
designados para difundir a informação entre os homens, por exemplo a rádio, a
televisão, o telefone, o jornal, a revista, a internet, o cinema, dentre
outros. A partir do desenvolvimento da ciência e das novas tecnologias, os
meios de comunicação têm avançado significamente, proporcionando a difusão dos
conhecimentos e da comunicação no mundo”.
Exemplares
desta mais uma obra literária de Francisco Costa Alegre sob o título Sociologia
da Comunicação, editado pela tipografia portuguesa Lousanense, de Lousã, podem
entretanto ser já consultados no Arquivo Histórico onde estão expostos e ao
dispor de gente interessada na sua aquisição.
São-Tomé, 19 Out 2020 ( STP-Press ) – São Tomé e Príncipe não registou nenhum caso novo de coronavírus e total ficou em 933 caso por acumulação, 898 recuperações, 20 pacientes em isolamento domiciliar, hospital continua sem ninguém internado e o número de óbitos mantem em 15 de acordo com ministério da Saúde através do boletim clinico de hoje, dia 19.
Por: Manuel Dênde, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press
São Tomé, 19 de Out. 2020 (STP-Press) – O Governo de São Tomé e Príncipe
anunciou um projecto de construção de mais de quatro dezenas de casas sociais
para jovens da localidade de Boa Entrada, no distrito de Lobata, no norte da
Ilha de São Tomé.
O ministro de Desenvolvimento Rural, Francisco Ramos, anunciou o facto
quando falava num “meeting” político, sexta-feira, nessa localidade que dista
mais de 10 km da capital São-tomense.
O governante que detém, também, o pelouro da Agricultura, disse que as
obras de construção de tais residências estão agendadas para meados de
2021.
Disse ainda que, neste momento, autoridades de São Tomé e Príncipe têm em
vista a conclusão do processo negocial com a ONU-habitat, organismo que vai
viabilizar financiamento para a concretização do aludido projecto.
Ramos, deslocou-se igualmente, na última sexta-feira para o local onde será
erguido o tal projecto, e na circunstância interagiu e discutiu com
beneficiados detalhes respeitantes a este projecto, o qual envolve nomeadamente
associação dos moradores de Boa Entrada e membros da Câmara Distrital de
Lobata.
Sabe-se, igualmente, que no âmbito deste projecto rural os moradores vão
beneficiar de talhões de terra para qual já se começou a respectiva delimitação
compreendendo o local onde, entre outros, serão erguidos aludidos edifícios
cuja concepção vai comportar compartimentos para uma família de cinco membros,
casas de banho e alguns quartos.
Além de se erguer um parque para recreação compreendendo um espaço verde e
outras estruturas essenciais, Francisco Ramos disse que a “ideia visa, entre outros,
criar-se uma zona piloto para tal construção de 43 casas que dependendo do seu
sucesso será estendido a outras localidade rurais”.
Neste âmbito, segundo ainda o ministro, projecta-se um bairro que vai
obedecer regras ambientais e que satisfaça as expectativas de turistas
estrangeiros que procurarão Boa Entrada como zona de atracção turística.
Recorde-se que a localidade de Boa Entrada era uma roça, dependência da
extinta empresa agropecuária Bela Vista e próxima da localidade de Desejada, no
distrito de Lobata cuja capital é a cidade de Guadalupe.
São-Tomé, 19 Out 2020 ( STP-Press) O Presidente são-tomense, Evaristo
Carvalho, já em tratamentos médicos em Portugal desde o dia 03, deverá ser
submetido a uma intervenção cirúrgica nos próximos dias, de acordo um comunicado
presidencial.
Segundo o comunicado assinado pela assessora de imprensa da presidência
da República, Hélia Fernandes o estado de saúde do Presidente Evaristo Carvalho
“inspira cuidados inadiáveis, perspetivando-se uma intervenção cirúrgica que
obriga a um período pós-operatório e de vigilância em ambulatório, de
aproximadamente 25 dias”.
Cintado um
“relatório clínico” português, o comunicado presidencial sublinha que
“não há motivos pra preocupação, pois não se trata de uma situação de
saúde grave”.
De acordo com Hélia Fernandes, a Presidência da República promete
“manter a população informada” sobre a evolução do estado de saúde de
Evaristo Carvalho, bem como “a data prevista de regresso” a São Tomé
e Príncipe.
São Tomé, 19 Out (STP-Press)- O Governo de São Tomé Príncipe felicitou a
Escritora e Poetisa São-Tomense Maria Olinda Beja Martins Assunção, pela conquista
do prémio literário Lusofonia 2020 de acordo com uma nota de felicitação assinada
pelo ministro do Turismo e Cultura, Aérton
do Rosário Crisóstomo que pode ler na íntegra
“Foi com profunda alegria que o Ministério do
Turismo e Cultura de São Tomé e Príncipe tomou conhecimento, hoje, dia 16 de
Outubro de 2020, através dos órgãos de imprensa internacional, sobre a
atribuição do “Prémio Lusofonia 2020”, na Área da Literatura, a escritora
são-tomense, Maria Olinda Beja Martins Assunção, mais conhecida como Olinda
Beja.
Perante este distinto reconhecimento, o
Ministério do Turismo e Cultura vem publicamente felicitar a referida
escritora, e manifestar-lhe todo o apreço e consideração.
A atribuição do “Premío Lusofonia 2020” à
Olinda Beja é, sem dúvidas, um justo reconhecimento do seu percurso literário e
enaltece a riqueza tematíca das suas obras já publicas, incluinto os textos
poéticos.
Maria Olinda Beja Martins Assunção, conhecida
como OLINDA BEJA, é natural de São Tomé e Príncipe. Cedo foi para Portugal e,
mais tarde, a Suíça foi outro país europeu do seu roteiro de vida. Neste
trajeto, fica bem vincada a dialética entre dois continentes e dois mundos: a
África e a Europa. Alguém chamou a esta dialética uma ‘festa de mestiçagem’.
“Quinze Dias de Regresso”, “Água Crioula”,
“Histórias da Gravana”, “Aromas de Cajamanga”, “A Sombra de Oká”e “Chá do
Príncipe”são alguns dos seus livros celebrados. Com “A Sombra de Oká” veio a vencer
o Prémio Literário mais relevante de S. Tomé e Príncipe: o “Prémio Francisco
José Tenreiro”. Recentemente, já em 2020, venceu OLINDA BEJA o Prémio do
“Freixo – Festival Internacional de Literatura”.
São diversos os géneros abordados pela
criatividade de OLINDA BEJA: a poesia, o romance, o conto e a literatura para
os mais jovens. Em todos esses géneros transmitindo o seu cunho pessoal e a sua
força interior passada aos outros, aos leitores da lusofonia, através de
esmerado ofício da língua portuguesa.
Parabéns, Olinda Beja!”
Fim/ Aerton Crisóstomo, Ministro do Turismo e Cultura
Por: Ricardo Neto, jornalista da
Agência de Notícia STP-Press
São-Tomé, 17 Out 2020 ( STP-Press ) – A Equipa Agrícola da China procedeu esta manhã a entrega um lote de 1.200 ovos férteis de pato, raça chinesa de Beijing Vale de Cereja SM3, para incubação e posterior produção de carne alimentar, visando o relançamento da avicultura são-tomense, sobretudo, face aos impactos da pandemia da Covid-19.
A cerimónia
de receção desta doação chinesa aconteceu esta manhã no aeroporto de São Tomé, onde
técnico em pecuária da Equipa Técnica Agrícola da China, Wei Wangfei procedeu a
entrega do supracitado lote de ovos de pato a directora são-tomense de Pecuária,
Natalina Vera Cruz .
Na sua
intervenção, Wei Wangfei disse que “a equipa Técnica Agrícola da China, encomendou
este lote de ovos férteis de pato em 1,200 unidades, provenientes de patas da
estirpe Pékin Cherry Vally SM3 ( Beijing Vale de Cereja SM3) destinados à
incubação” para “ajudar São Tomé e Príncipe relançar a avicultura a fazer face
a pandemia do novo coronavírus, abaixando o custo de criação de pato”
“Estamos convencidos de que a introdução desta nova variedade de pato pode ajudar os avicultores a baixar o custo, elevar a produtividade de carne e ovos, satisfazendo a necessidade dos consumidores de proteína de boa qualidade, e dar contribuição à segurança alimentar e nutricional”, sublinhou o técnico chinês .
É esperado
nascer mais de mil patinhos reprodutivos através de 28 dias de incubação
artificial”, disse Wei Wangfei, sublinhando que “queremos aproveitar estes ovos
de pato para demonstrar aos técnicos são-tomenses a tecnologia de incubação
artificial de pato, a tecnologia de tratamento de patinhos recém-nascidos, e de
vacina para prevenção da doença”.
Wangfei
sublinhou que “ficamos gratos à cooperação da Directora de Pecuária Natalina
Vera Cruz que chegou aqui no aeroporto hoje sábado de madrugada e prestou apoio
no processo de desalfandegamento, de forma que podemos levantar os ovos férteis
sem demora, logo a chegada do avião e também será ela a responsável pela
distribuição dos patinhos após a incubação”.
Na sua
intervenção a Directora de Pecuária Natalina Vera Cruz explicou que depois do
processo de incubação, os patinhos serão distribuídos aos criadores
interessados no sentido de se melhorar e aumentar a produção da criação desta
carne alimentar através do cruzamento da raça chinesa e são-tomense.
São Tomé, 17 Out 2020 ( STP-Press ) – As autoridades judiciais angolanas vão emitir Carta Rogatória para China Popular, Portugal e São Tomé e Príncipe para averiguar a suposta conexão de alguns generais angolanos no chamado caso China Internacional Fund – revelou hoje o Jornal são-tomense K citando Jornal de Angola.
“Segundo o Jornal de Angola, Cartas Rogatórias para Tribunais
São-Tomenses, Portugal visam apurar eventuais conexões dos generais angolanos,
nomeadamente, general Helder Vicente Dias Júnior “Kopelipa” Leopoldo Nascimento
“Dino” e Manuel Vicente, ex-Vice-Presidente de Angola constituídos arguidos no
chamado caso China Internacional Fund, a mesma empresa que emprestou 30 milhões
de dólares a São Tomé e Príncipe no consulado do ex-primeiro-ministro, Patrice
Trovoada”- lê-se no jornal K na sua edição de hoje sábado.
O Jornal acrescenta que “ além dos 30 milhões de dólares ao
XI governo, segundo o jornal de Angola, a tal empresa foi a mesma que forneceu
catamarãs às autoridades São-Tomenses para a ligação entre diversas ilhas do
arquipélago, Localizado na sub-região de África Central e que as origens destes
barcos não foram explicadas a Assembleia Nacional do País, não obstante
insistentes petições das autoridades parlamentares locais.
Jornal K diz ainda que segundo o período, que cita uma fonte
judicial aqui em Luanda, o propósito de Cartas Rogatórias, um expediente onde
autoridades judicias angolanas solicitam o auxílio da China, São Tomé e
Príncipe e Portugal para a descoberta da verdade material, tem em vista
conhecer eventuais estrangeiros implicados neste processo da China
Internacional Fund.
De acordo com a imprensa
angolana, dois Generais angolanos, nomeadamente Manuel Vieira Dias Júnior
”KOPELIPA” e Leopoldinho Fragoso do Nascimento ”DINO”, foram constituídos
arguidos pela Procuradoria Geral da República de Angola, por haver fortes
indícios de terem desviados fundos do Estado angolano nos negócios associados a
CIF – China Internacional Fund.
A China Internacional Found,
empresa chinesa com sede em Hong Kong, é a mesma que vem sendo referida no caso
do crédito dos 30 milões de dólares americanos efectuados pelo décimo
sexto-governo e que até a presente data não se conhece os verdadeiros contornos
do processo, embora os necessários expedientes tenham sido já feitos junto a Procuradoria-Geral
da República de S.Tomé e Príncipe no sentido de se clarificar os contornos
dessa transação.