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Escritora são-tomense galardoada com Prémio Lusofonia 2020

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Por: Manuel Dênde, jornalista da Agência de Notícias STP-Press  

São Tomé, 16 Out (STP-Press)-A Escritora e Poetisa São-Tomense Maria Olinda Beja Martins Assunção, natural de São Tomé e Príncipe acaba de ser galardoada com o prémio literário Lusofonia 2020.  

Com atribuição deste galardão a Olinda Beja a Administração do prémio anual da Lusofonia reconhece que é o ‘’coroar toda essa missão literária e cultural, cumprida ao serviço do melhor espírito dos Povos da lusofonia onde Olinda Beja fez vincar dois valores nomeadamente ‘’o espírito da criatividade inter-cultural e da fraternidade’’.  

A propósito, Zuleide Duarte, Professora da Universidade Estadual de Paraíba (Recife – Brasil) considerou que a escritora São-Tomense “a escritora celebrou um pacto de amor à africana pátria e tornou-se uma das maiores (senão a maior) divulgadoras da terra, dos costumes e das gentes’’.  

Ainda segundo a académica brasileira ‘’ pelos países visitados, pelas obras produzidas até ao momento ela [Olinda Beja] é, sem sombra de dúvida, a embaixadora cultural das Ilhas de S. Tomé e Príncipe.  

Zuleika Duarte diz ainda que por tal motivo, Olinda Beja ‘’foi condecorada em 2005, na cidade de Cataguases (Minas Gerais – Brasil) num grande evento literário da lusofonia, como Comendadora dos Países Irmãos Brasil-S. Tomé e Príncipe. Recebeu o galardão das mãos de dois ex-presidentes, de Portugal e do Brasil”.  

Maria Olinda Beja Martins Assunção, conhecida como OLINDA BEJA, é natural de S. Tomé e Príncipe concretamente da cidade centro norte, da Ilha de São Tomé, capital do distrito de Lobata. Cedo veio para Portugal e mais tarde a Suíça foi outro país europeu no seu roteiro de vida.  

Neste trajecto fica bem vincada a dialéctica entre dois continentes e dois mundos: a África e a Europa. Alguém chamou a esta dialéctica uma ‘’festa de mestiçagem’’.  

“Quinze Dias de Regresso”, “Água Crioula”, “Histórias da Gravana”, “Aromas de Cajamanga”, “A Sombra de Oká”e “Chá do Príncipe”são alguns dos seus livros celebrados. Com “A Sombra de Oká” veio a vencer o Prémio Literário mais relevante de S. Tomé e Príncipe: o “Prémio Francisco José Tenreiro”. Recentemente, já em 2020, venceu OLINDA BEJA o Prémio do “Freixo – Festival Internacional de Literatura”.  

São diversos os géneros abordados pela criatividade de OLINDA BEJA: a poesia, o romance, o conto e a literatura para os mais jovens. Em todos esses géneros transmitindo o seu cunho pessoal e a sua força interior passada aos outros, aos leitores da lusofonia, através de esmerado ofício da língua portuguesa.  

O trabalho literário de OLINDA BEJA é amplamente reconhecido pelos leitores de todas as idades e também pela crítica internacional. Os seus textos são, aliás, estudados internacionalmente através de congressos onde a autora profere palestras e apresenta performances.  

FIM /RN 

Duas Décadas de uma Jornada Compartilhada em Direção a Novos Patamares na Nova Era

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— Comemorando o 20º Aniversário do Fórum de Cooperação China-África

Wang Yi

(Conselheiro do Estado e Ministro dos Negócios Estrangeiros da China)

São Tomé, 16 Out 2020 (STP-Press) – Este ano marca o 20º aniversário da fundação do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC). Em 12 de outubro, o Presidente Xi Jinping e o Presidente Macky Sall do Senegal, o atual co-presidente africano do FOCAC, emitiram uma mensagem conjunta de felicitações para marcar esta importante ocasião. Abraçando o alvorecer do novo século e a tendência de paz e desenvolvimento há 20 anos, a China e nossos irmãos da África decidiram iniciar o FOCAC para promover a cooperação Ganha-Ganha. Desde então, a família da China e das nações africanas tem sua própria plataforma de diálogo coletivo e mecanismo de cooperação prática, inaugurando um novo capítulo nas relações China-África.

I

Os últimos vinte anos foram uma jornada de cooperação produtiva. O FOCAC reforçou as interações de alto nível e a confiança política entre a China e a África, proporcionando um salto nas relações China-África de “um novo tipo de parceria” para “um novo tipo de parceria estratégica” e para “uma parceria estratégica e cooperativa abrangente”. A cooperação China-África alcançou resultados impressionantes. Em 2019, o estoque de investimento direto chinês na África chegou a US $ 49,1 mil milhões, quase 100 vezes mais que no ano de 2000; O comércio China-África atingiu US $ 208,7 mil milhões, 20 vezes do registado em 2000. A China tem sido o maior parceiro comercial da África por 11 anos consecutivos e contribuiu com mais de 20% para o crescimento da África por vários anos. Muitos projetos emblemáticos – o Centro de Conferências da União Africana (UA), a Ferrovia Addis Ababa-Djibouti e a Ferrovia Mombasa-Nairobi, para citar alguns – foram concluídos e colocados em uso. A cooperação em outros campos, desde ciência, educação, cultura, saúde, intercâmbio entre pessoas, paz e segurança, também está obtendo avanços significativos.


Desde o 18º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCCh) , o presidente Xi Jinping deu grande importância às relações entre a China e África. Ele pessoalmente estabeleceu os princípios que orientam a política da China para a África, incluindo sinceridade, efectividade afinidade e boa-fé, e busca do bem maior e interesses comuns, e pediu a construção de uma comunidade China-África mais forte com um futuro compartilhado. Sua devoção à diplomacia de chefe do Estado com a África deu um forte impulso às relações entre os dois lados.


A base política foi cimentada. Em 2013, o Presidente Xi Jinping escolheu a África como destino de sua primeira visita ao exterior como Chefe de Estado da China. Até agora, ele já visitou a África quatro vezes, cobrindo todas as sub-regiões do continente. Em 2015 e 2018, os líderes chineses e africanos convocaram duas cimeiras históricas do FOCAC: uma em Joanesburgo e outra em Pequim. Em junho deste ano, a Cimeira Extraordinária China-África de Solidariedade contra o COVID-19 foi realizada em um momento crítico no combate ao coronavírus. As interações políticas entre os dois lados são mais frequentes, extensas e sem precedentes em escala. Por exemplo, à margem da Cimeira do FOCAC em Pequim, o Presidente Xi Jinping participou de mais de 70 eventos bilaterais e multilaterais em oito dias. Com o restabelecimento das relações diplomáticas entre a China e a Gâmbia, São Tomé e Príncipe e Burkina Faso, a família China-África foi ainda mais expandida.

A cooperação prática foi frutífera. A cooperação económica e comercial China-África tem crescido a uma velocidade maior, demonstrando três mudanças encorajadoras: de impulsionada pelo governo para impulsionada pelo mercado, do comércio de bens para a cooperação industrial e de contratos de engenharia para investimentos e operações. Juntos, os dois lados elaboraram e implementaram Dez Planos de Cooperação e Oito de Ações, levando a cooperação prática a um novo nível. A cooperação China-África na construção do Cinturão e Rota está progredindo com um forte impulso: 44 países africanos e a Comissão da UA assinaram documentos de cooperação do Cinturão e Rota com a China, e uma série de projetos como ferrovias, estradas, aeroportos, portos e estações de energia chegaram fruição, permitindo uma mudança notável no desenvolvimento económico e social de África.

O intercâmbio entre pessoas tem prosperado. Eventos em uma ampla gama de áreas, incluindo o Festival da Juventude China-África, Think Tank Forum, Programa Conjunto de Pesquisa e Intercâmbio, Conferência de Redução e Desenvolvimento e o Centro de Imprensa China-África, foram bem-sucedidos. E o Instituto China-África já foi inaugurado. Até agora, a China forneceu cerca de 120.000 bolsas governamentais para países africanos, criou 61 Institutos Confúcio e 44 Salas de Aula Confúcio em colaboração com 46 países africanos, enviou 21.000 médicos e enfermeiras em equipas médicas para 48 países africanos, tratando cerca de 220 milhões de pacientes africanos, e forjou 150 pares de cidades geminadas. Todos esses esforços consolidaram o apoio popular à amizade China-África.

O apoio mútuo foi ainda mais fortalecido. China e África lutaram lado a lado contra o Ébola e o COVID-19. Os dois lados apoiaram-se mutuamente em questões de interesses centrais e principais preocupações um do outro. A cooperação China-África em matéria de paz e segurança foi aprofundada. Os dois lados apoiaram conjuntamente o multilateralismo, opuseram-se ao unilateralismo e ao protecionismo, salvaguardaram a ordem internacional e o sistema internacional com as Nações Unidas no centro e promoveram os Cinco Princípios de Coexistência Pacífica e outras normas básicas que regem as relações internacionais. Essa colaboração tem efetivamente defendido os interesses comuns dos países em desenvolvimento, bem como os interesses gerais de toda a comunidade internacional.

II

Os últimos vinte anos foram uma jornada de superação de desafios e aprimoramento de parcerias. O FOCAC tem resistido ao teste do cenário internacional volátil e obtido conquistas históricas. É um epítome vivo dos esforços pioneiros da China em relações exteriores, sob a orientação do Pensamento de Xi Jinping sobre à diplomacia. É também uma fonte de aspiração para um maior desenvolvimento das relações sino-africanas.

Sempre buscamos solidariedade, cooperação e princípio de consulta e construção conjunta. A China é o maior país em desenvolvimento e o continente africano abriga o maior número de países em desenvolvimento. Quando a cooperação China-África prosperar, a cooperação Sul-Sul prosperará. Quando a voz de 2,6 bilhões de pessoas da China e da África for ouvida e respeitada, o mundo terá justiça e equidade genuínas.

Desde o início, sempre consideramos que a cooperação Sul-Sul serve como natureza fundamental para as relações China-África, e avançamos o desenvolvimento do FOCAC no espírito de solidariedade e cooperação. O FOCAC, composto pela China e 53 países africanos e pela UA, não é de forma alguma “um contra 54”, mas sim “54 mais um”. Nós sentaríamos para consultar sempre que houvesse um problema e resolveríamos por meio de discussão. E esse é o princípio orientador de nossa conduta. A China nunca interfere na exploração por parte dos países africanos do caminho de desenvolvimento que corresponde às suas próprias realidades nacionais, nunca impõe sua vontade aos outros, nunca atribui qualquer precondição política nas assistências e nunca tira proveitos políticos egoístas nos investimentos e financiamentos na África.


Atribuímos grande importância ao papel do Fórum na elaboração de planos gerais e no fornecimento de orientação estratégica, e damos igual atenção aos laços bilaterais da China com cada membro do FOCAC, para que o mecanismo do Fórum e a cooperação bilateral possam se complementar na formação de uma forte rede de parcerias entre países. O Fórum aumentou significativamente o perfil internacional das relações China-África e tornou-se um precursor da cooperação Sul-Sul e da cooperação da comunidade internacional com a África.

Sempre concentramo-nos na cooperação Ganha-Ganha e desenvolvimento. Tanto a China quanto a África estão em um estágio crucial de desenvolvimento e rejuvenescimento. Os povos chinês e africano têm o direito de viver uma vida melhor. O Presidente Xi Jinping deixou claro que ninguém poderia conter o povo chinês ou africano enquanto marchamos em direção ao rejuvenescimento. Cooperação e desenvolvimento sempre foram as principais prioridades do FOCAC. Alavancamos ao máximo nossos pontos fortes, como a grande complementaridade entre nossas economias e estágios de desenvolvimento. Desenvolvemos maior sinergia entre nossas estratégias de desenvolvimento e embarcamos em um caminho de cooperação Ganha-Ganha com características distintas.

Nossa cooperação é sobre ação e resultados. A cada três anos, o FOCAC lança um plano de ação de pacote. Somente a Cimeira de Beijing de 2018 produziu mais de 880 resultados. Algo prometido, algo devido. A China nunca faz promessas vazias. Temos acompanhado os tempos e mantido nossa mente aberta para abrir novos caminhos e marés em tempos desafiadores. De acordo com amigos africanos, o FOCAC é um mecanismo de cooperação que realmente oferece.

Sempre apoiamos uns aos outros em tempos difíceis. A amizade China-África nasceu nos anos formidáveis da libertação nacional e está profundamente enraizada no coração dos nossos povos. Como disse o Presidente Xi, China e África são amigos testados pela adversidade e esses amigos nunca devem ser esquecidos.

Durante a crise financeira internacional de 2008, a China e a África deram um ao outro um apoio valioso. Em vez de reduzir a assistência, a China contrariou a tendência e aumentou seu apoio à África. Durante a epidemia de Ébola de 2014 na África Ocidental, quando outros decidiram partir, os médicos e enfermeiras chineses enfrentaram dificuldades e correram para as regiões duramente atingidas para ajudar a população local a combater a doença, deixando um capítulo indelével na história da assistência humanitária do República Popular da China. Após o surto da COVID-19 em todo o mundo, a China e a África voltaram a ficar ombro a ombro para ajudar uma à outra a superar os desafios.

O que passamos juntos mostra que a China e a África são mais do que apenas parceiros. Somos camaradas de armas. Quanto mais severas as dificuldades, mais determinados e confiantes estaremos sobre a cooperação China-África, e mais capaz o FOCAC estará em unir nossas forças para seguir em frente, tornando-se a principal força motriz para a consagrada amizade China-África.

Sempre abraçamos a abertura e a inclusão. O FOCAC foi criado para atender ao apelo dos tempos de paz, desenvolvimento e cooperação ganha-ganha. É um bom exemplo na prática de multilateralismo. A China e a África sempre defenderam o princípio de abertura e inclusão. Uma política de portas fechadas ou exclusividade nunca é uma opção. A pilhagem colonial e a rivalidade da Guerra Fria trouxeram sofrimentos excruciantes ao povo africano. Essa parte da história não deve ser repetida. A África nunca mais deve ser uma arena de rivalidade entre as grandes potências. Essa crença é amplamente compartilhada pela população em toda a África e deve ser respeitada por toda a comunidade internacional.

A abertura é vital na cooperação com a África. É importante compartilhar experiências e aprender uns com os outros, para que a paz e o desenvolvimento da África possam se beneficiar do esforço comum e da contribuição da comunidade internacional. A cooperação da África com a China melhorou sua capacidade de desenvolvimento e ambiente de negócios, o que por sua vez criou condições favoráveis para a cooperação de outros países com o continente africano. A China tem participado em mais cooperações trilateral e multilateral relacionada à África nos últimos anos. Recomendamos e encorajamos essa cooperação e continuaremos a apoiá-la.

III

Os últimos vinte anos foram uma jornada da China e África se unindo como uma comunidade com um futuro compartilhado. Hoje, o mundo está sendo moldado por mudanças sem precedentes em um século, um processo acelerado pela COVID-19. A China e a África são bons amigos, parceiros e irmãos e, mais importante, uma força importante para a paz e o desenvolvimento mundial. Neste mundo em mudança, a China e a África precisam permanecer unidas e trabalhar mais em conjunto para tornar o FOCAC um maior sucesso e aprofundar ainda mais as relações China-África, de modo a fortalecer ainda mais nossa amizade e justiça mundial.

A China e a África podem e devem ser um novo exemplo brilhante na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade. Quanto mais complexa e fluida for a conjuntura internacional, maior será o imperativo para que a China e a África sigam a direção fundamental de construir uma comunidade China-África com um futuro compartilhado. Devemos continuar a seguir o princípio da sinceridade, efetividade, afinidade e boa-fé e os valores corretos de justiça e interesses. Precisamos manter o ímpeto do intercâmbio de alto nível, compartilhar mais experiências de governança uns com os outros, construir um vínculo mais forte entre os povos chinês e africano e continuar a elevar a parceria estratégica abrangente China-África.


Precisamos promover os Cinco Princípios da Coexistência Pacífica, intensificar o apoio mútuo nas questões que envolvem os interesses centrais e principais preocupações de cada um e trabalhar juntos por maior democracia nas relações internacionais. Precisamos estar do lado da esmagadora maioria da comunidade internacional, permanecer comprometidos com o multilateralismo e alinhar as reformas de governança global com os interesses comuns dos países em desenvolvimento. Com esses esforços, faremos do relacionamento China-África um pioneiro e um exemplo brilhante na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para humanidade.

A China e a África podem e devem estabelecer um novo referencial para a cooperação internacional anti-epidêmica. A China e a África lutaram muito pelo que conquistamos no combate do COVID-19. Como o vírus continua a espalhar-se globalmente, a China e a África estão confrontadas com a tarefa formidável de combater o vírus enquanto estabiliza a economia e protege o sustento das pessoas. Aceleraremos a implementação das medidas importantes que o Presidente Xi Jinping anunciou na Cimeira Extraordinária China-África sobre Solidariedade contra COVID-19 e faremos a contribuição da China para tornar as vacinas acessíveis para os países africanos o mais rápido possível. A China continuará a fornecer suprimentos de contenção COVID-19, enviar equipas de especialistas e facilitar a aquisição de suprimentos médicos da China pela África. A China se esforçará para abrir caminho para a construção da sede do CDC na África até o final deste ano. São ações concretas que vão mostrar ao mundo que a China e a África têm a determinação e a força para derrotar a COVID-19 juntas.

A China e a África podem e devem desencadear um maior potencial de cooperação prática. A COVID-19 não prejudicará a cooperação China-África. Como um dos primeiros países a recuperar totalmente a economia, a China pretende fomentar um novo paradigma de desenvolvimento com a circulação doméstica como esteio e as circulações doméstica e internacional reforçando-se mutuamente. Isso trará novas oportunidades para a China e a África aprofundarem, transformarem e atualizarem sua cooperação.


A China apoia o esforço da África para desenvolver a Área de Comércio Livre do Continente Africano. Incentivamos as empresas e instituições financeiras chinesas a participarem ativamente de projetos de conectividade de infraestrutura na África, o que facilitará a logística transfronteiriça e o desembaraço aduaneiro. Estamos prontos para trabalhar com a comunidade internacional no apoio ao processo de integração da África e na construção da comunidade económica sub-regional.


A China espera trabalhar com a África para aprofundar a integração de nossas cadeias industriais e de abastecimento e incentivar as empresas chinesas a intensificar o investimento e a cooperação tecnológica na África. Apoiaremos o esforço de modernização e industrialização agrícola da África para aumentar o valor agregado da exportação e a competitividade dos minerais e produtos agrícolas da África. A China trabalhará com a comunidade internacional para apoiar a integração da África nas cadeias industriais e de abastecimento globais. A China e a África precisam se unir para buscar um desenvolvimento verde, de baixo carbono, circular e sustentável. Isso contribuirá para a capacidade dos países africanos de enfrentar as mudanças climáticas.


Um antigo verso chinês diz: “Depois de escalar o pico de uma montanha envolta em nuvens, descansamos nossos cavalos e partimos para o vasto oceano.” A relação China-África nunca vai parar de avançar. O desenvolvimento do FOCAC nunca terá uma pausa. Estando em um novo ponto de partida histórico, a China continuará a seguir a orientação do Pensamento de Xi Jinping sobre a Diplomacia e, com o compromisso pessoal e o apoio dos líderes chineses e africanos, aumentará a coesão e a influência do FOCAC, levará os laços China-África contra todas as probabilidades e obter maior sucesso em nossa jornada de construção de uma comunidade China-África com um futuro compartilhado.

Fim/ Embaixada da China

Governo anuncia evacuação do Presidente do Tribunal de Contas para tratamento na Guiné-Equatorial

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Por: Ricardo Neto e Oceano Cruz da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 16 Out 2020, (STP-Press ) – O Governo são-tomense anunciou hoje a evacuação do Presidente do Tribunal de Contas para tratamento na Guiné-Equatorial, depois de ter sofrido um AVC na ilha do Príncipe, onde se encontrava numa missão de serviço – anunciou esta manhã o ministro da Presidência, Conselho de Ministros, Comunicação Social e Novas Tecnologias, horas antes da descolagem do avião ambulância fretado pelo executivo.

Ministro da Presidência CS,C e NT, Wando Castro

As declarações de Wuando Castro foram feitas horas antes do avião ambulância ter deixado o território são-tomense rumo a Malabo, Guiné-Equatorial, tendo o ministro qualificado de uma operação de evacuação difícil, tendo em conta, sobretudo, a situação da pandemia que se vive hoje no mundo.

“Naturalmente que neste contexto de pandemia essas coisas demoram um bocado mais tempo. O País não tem condições de garantir esses tratamentos necessários, acionamos as nossas embaixadas em Malabo, Guiné-Equatorial, Libreville, Gabão, Luanda, Angola para que fossem feitos contactos de forma a garantir frete de avião ambulância que pudesse fazer a rápida evacuação do senhor Presidente do Tribunal de Contas”, explicou Wuando Castro

O ministro que tinha anunciado a vinda do avião ambulância disse “o governo tem acompanhado esta situação com muita atenção e muita preocupação”, sublinhando que “foram tomadas todas as medidas desde início para garantir os melhores cuidados de saúde e toda atenção a este caso”.

O ministro explicou que logo após o problema de saúde do Presidente do Tribunal de Contas Bernardino Araujo, o governo no mesmo dia, terça-feira fretou um avião com uma médica internista de São Tomé para apoiar a equipa médica do Príncipe, tendo ainda sublinhado que “também garantimos transporte a esposa do Senhor Presidente do Tribunal de Contas para lhe dar o apoio moral necessário nessa altura”.

“E de lá para cá, temos estado em contacto permanente não só com governo regional, mais também com a delegação regional de saúde com os próprios funcionários, juízes e sindicato do Tribunal de Contas”, acrescentou Wando Castro que criticou um alegado aproveitamento politico deste caso de saúde por parte de algumas pessoas e ou grupos supostamente opositores ao actual poder.

Fim

Covid-19: Governo são-tomense prorroga Situação de Alerta por mais 30 dias

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Texto: Ricardo Neto e Oceano Cruz ** Foto: Jorge Lazaro

São-Tomé, 16 Out. 2020 ( STP-Press ) – O governo são-tomense decidiu prorrogar a Situação de Alerta por mais 30 dias  como forma de continuar a equilibrar as medidas de combate a Covid-19 e a retoma económica do País,- anunciou esta manhã o ministro da Presidência, Conselho de Ministros, Comunicação Social e Novas Tecnologias, Wuando Castro

Em declaração a imprensa, Wuando Castro sublinhou que “ a situação está aparentemente controlada, aparentemente estável e portanto vamos manter por mais trinta dias [ um mês] o Estado de Alerta, mantendo em vigor também as medidas que já foram anunciadas anteriormente” no âmbito de barreira contra a contaminação da doença.

“ Todavia, estaremos atentos a evoluir da situação” disse o ministro Wuando Castro tendo alertado para a obrigatoriedade de uso de mascará em lugares públicos, a higienização das mãos, distanciamento social entre outras regras básicas de prevenção e combate a contaminação.

Tendo reafirmado a proibição de festa, festivais e discotecas, Wuando Castro disse que o governo irá conceder “um apoio pontual” aos mais afectados com os impactos da pandemia, tendo-se aos agentes das áreas do turismo, cultural entre outras.

Esta decisão de prorrogação surge 15 dias depois do governo ter decretado a Situação de Alerta em substituição do Estado de Calamidade que havia também substituído o Estado de Emergência no âmbito de prevenção e combate a pandemia.

A pandemia de coronavírus já provocou 15 mortes em São Tomé e Príncipe, que conta actualmente com um registo total de 929 casos por acumulação e 896 recuperações.

Fim/ RN

Primeiro-Ministro lança obras de reabilitação da estrada Nº1 de capital São Tomé ao distrito Lembá

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

 São-Tomé, 16 Out. 2020 ( STP-Press) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus lançou esta quinta-feira as obras de reabilitação da estrada nº1 que liga capital de São Tomé ao distrito de Lembá, passando por distrito de Lobata, em cerca de 27 quilómetros de estrada, num projeto de 29 milhões de dólares financiados pelo Banco Mundial.

Intervindo na cerimónia Jorge Bom Jesus disse que “esta é a grande intervenção nesta estrada Nº1, uma infraestrutura importante que vai fazer a ligação entre os distritos de Agua-Grande, Lobata e Lembá, onde esta situada a nossa capital industrial, a nossa capital económica”.

“Esta infraestrutura social vai permitir a circulação de pessoas e bens, tem também o condão económico porque vai permitir que os operadores económicos possam exercer as suas actividades e poder relança a nossa economia”, disse Bom Jesus.

O Primeiro-Ministro sublinhou ainda que “esta obra vai permitir criar muitos postos de emprego´, relançar a nossa economia e criar ambiente para que o País tenha maior rendimento, e aumentar o seu BIP”.

De acordo com o projecto, a operação das obras está dividida em duas fases, sendo a primeira que compreenderá de capital a cidade à Guadalupe, distrito de Lobata, em cerca de 13 quilómetros com custo a rondar 10 milhões de dólares e a outra será a parte conclusiva que saira de Lobata para o distrito de Lembá, Neves.

As obras estão ao cargo da empresa formada por consórcio Aca-Angolaca, com a supervisão e fiscalização internacional da Cira com sede em Mali e acompanhamento do Instituto Nacional de Estradas, INAE, bem com da Agência Fiduciária da Administração do Projecto AFAP, que controla o fundo posto a disposição em forma de doação pelo Banco Mundial.

Fim/RN

Novo embaixador de Portugal esperado em São Tomé na segunda quinzena de Novembro

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Por:  Manuel Dênde, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press  

São Tomé, 15 Out (STP-Press) – O novo Embaixador de Portugal designado para São Tomé e Príncipe deve chegar na segunda quinzena de Novembro, – revelou a STP-Press o seu predecessor, Luís Gaspar que falava a imprensa após apresentar cumprimentos de despedida ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Manuel Gomes Cravid.  

Segundo ainda este diplomata, ‘’a cooperação entre Lisboa e São Tomé é excelente e certamente que o meu sucessor vai empreender acções para a sua consolidação’’.  

Luís Gaspar que representou o seu país durante cerca de quatro anos no arquipélago de São Tomé e Príncipe disse que ‘’ deixa São Tomé com o sentimento do dever cumprido’’.  

O diplomata não se referiu ao nome do novo homem forte de Portugal nomeado para São Tomé e Príncipe.    

Referindo – se especialmente no âmbito da Justiça, pontuou que o seu país vai continuar a apoiar São Tomé e Príncipe no âmbito da reforma da justiça e no reforço de apoio institucionais conferindo equipamentos modernos nomeadamente a diversas estruturas de Justiça São-tomense.  

Além de Silva Cravid, Luís Gaspar já apresentou cumprimentos de despedida as outras entidades São-tomenses, das quais destacamos o Primeiro-Ministro Jorge Bom Jesus e o líder da assembleia nacional, Delfim Neves.  

A cooperação entre estes dois estados – segundo Luís Gaspar apenas perturbado com o surgimento da COVID-19, elucidando que das áreas como a saúde para todos foi gravemente afectada nomeadamente no que se refere a deslocações de médicos especialistas portuguesa viram-se impossibilitados de se deslocarem a São Tomé e Príncipe para darem resposta as necessidades internas de doentes São-tomenses ali residentes.  

No quadro da cooperação bilateral, Lisboa injecta no quadro trienal a São Tomé mais de 50 milhões de Euros inscritos na Ajuda Publica ao Desenvolvimento pela parte das autoridades portuguesas.  

FIM / MD

MLSTP-PSD concluí IIª Jornadas Parlamentares em São Tomé e Príncipe

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Por: Manuel Dênde, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 15, Out (STP-Press)-O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, MLSTP-PSD, partido no Poder, concluiu, na cidade de São Tomé, uma Jornada Parlamentar de dois dias, informou hoje a Agência STP-Press uma fonte partidária.  

Segundo a fonte, ”tratou – se de segundas jornadas parlamentares que reuniu os 23 deputados do MLSTP-PSD, Assessores da bancada parlamentar e líderes políticos de diferentes distritos, região autónoma do Príncipe e consultores temáticos que desenvolveram cerca de três temas que serviram de pano de fundo para enriquecer as discussões havidas”.  

O certame que decorreu no anfiteatro do palácio dos congressos na capital São-tomense, seda da Assembleia Nacional e foi, marcada por uma cerimónia de encerramento presidida pela Vice-Presidente deste partido, Elsa Pinto e ex-ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe.  

De acordo ainda com a fonte, o fórum do chamado partido dos ”libertadores” foi aberta na última terça-feira pelo presidente do MLSTP, Jorge Bom Jesus e Primeiro-Ministro do País.  

No discurso de improviso dirigido aos presentes, Elsa Pinto, considerou que o fórum permitiu a Banca Parlamentar do seu partido alinhavar assim como recolher subsídios que visam um trabalho de proximidade do MLSTP com o seu eleitorado.  

‘’Os deputados hoje estão mais capacitados com conhecimentos e com elementos mais consolidados para discutirem e fazerem uma melhor abordagem na casa do povo[Assembleia Nacional] que vos elegeu para a Assembleia Nacional onde representais os sentimentos mais nobres dos São-tomenses que confiaram em vos’’, disse.  

Recorde- se que esta jornada Parlamentares seguem – se as últimas eleições realizadas em Outubro de 2018, nas quais este partido alcançou 23 Deputados contra os 25 do partido Acção Democrática Independente (ADI) vencedora destas eleições.  

E a luz destas eleições e na sequência de conjugação de resultados com outros partidos, nomeadamente o Partido da Convergência Democrática (PCD), União Democrática para o Desenvolvimento da Cidadania (UDD) e Movimento Democrática das Forças para a Mudança (MDFM) no âmbito de uma Coligação partidária, que, traduziu – se em 28 deputados, obtendo a maioria parlamentar, as forças da coligação conduzida pelo MLSTP de Jorge Bom Jesus ultrapassaram o ADI e, o actual Primeiro-Ministro Jorge Bom Jesus foi designado para o governo em detrimento do partido Acção Democrática Independente (ADI), de Patrice Trovoada, ex-primeiro-ministro viria a ser votado a Oposição em São Tomé e Príncipe.  

FIM  

Ministro da Comunicação Social recebe Sindicato de Jornalistas e acertam sobre estatuto carreira e melhoria salarial

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Texto: Ricardo Neto ** Foto/Cortesia: João Quaresma Cravid

São-Tomé, 15 Out 2020 ( STP-Press ) – O ministro são-tomense da  Comunicação Social, Wuando Castro e o Secretario de Estado deste pelouro, Adelino Lucas, receberam esta quarta-feira os representantes do Sindicado de Jornalistas, tendo as partes chegado ao consenso quanto a implementação do estatuto carreira e consequente melhoria salarial da classe.

No final do encontro, o Secretário de Estado para Comunicação Social, Adelino Lucas disse “a principal preocupação do sindicato é de facto a implementação do estatuto carreira”, tendo sublinhado que “acreditamos que na aprovação da grelha salarial nacional tomar-se-á em consideração, os casos específicos e, claro está, a comunicação social é um caso específico que a tempo oportuno se verá”.

“É um estatuto que aprovado desde 2014 e faltava, no entanto, alguma emenda, a emenda foi feita, eu acredito que sim, agora é o momento de implementação”, disse Lucas para depois acrescentar que “o estatuto de carreira não se implementa de forma isolada, há um pacote global, tem que se tomar em consideração com outros processos”.

“O sindicato colou as suas preocupações sobre a mesa, nós fomos analisando caso a caso e algumas das preocupações levantadas, claro encontrarão a solução, outras questões que não dependem exclusivamente do Ministro e ou do Secretário de Estado, serão submetidas ao Conselho de Ministros para a devida analise e posterior implementação”- explicou Adelino Lucas.

Na sua intervenção o presidente do Sindicato de Jornalistas, Helder Bexigas sustentou que o governo “ainda tem um mês a trabalhar no Orçamento Geral do Estado”, tendo sublinhado que “por isso eu [presidente do Sindicato] ainda acredito que todos as nossas propostas serão satisfeitas…”

Um outro membro do Sindicato de Jornalistas, Arlindo Costa Neto alegou existência de injustiça em termos salariais na função pública são-tomense, penalizando a classe, sobretudo, por falta de padronização de categorias, Arlindo Costa Neto disse acreditar que “a revisão da grelha salarial irá tentar solucionar este problema todo”.

 “É muito difícil estarmos a ver hoje um jornalista a trabalhar arduamente, de manhã, tarde, noite, sábado, domingo, feriado, e tolerância de ponto, com um salario eu diria mesmo miserável e que não esteve a ver o problema deste elemento”, argumentou Costa Neto.

O encontro aconteceu no gabinete do Ministro da Presidência, Conselho de Ministros, Comunicação Social e Novas Tecnologias, Wuando Castro.

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Covid-19: São Tomé e Príncipe não regista nenhum caso novo e total mantem em 929

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Texto: Leonel Mendes e Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São Tomé, 14 Out 2020 ( STP-Press ) – São Tomé e Príncipe não registou nenhum caso de coronavírus e total mantem em 929 casos por acumulação,  896 recuperações, hospital de campanha sem ninguém internado, 18 pacientes em isolamento domiciliar, e número total de óbitos mantem em 15 por acumulação de acordo com o boletim do ministério da Saúde tornado público hoje, dia 14  

Primeiro-Ministro recebe Associação de Mulheres de Agricultura e promete apoio para desenvolvimento sustentável

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Por: Ricardo Neto e João Soares, Jornalistas da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 14 Out 2020 ( STP-Press )  – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus recebeu esta manhã em audiência a representante da Associação de Mulheres da Agricultura, com quem, abordou questões  internas desta organização numa perspectiva  de melhor contribuição para bem-estar de cada associada e desenvolvimento sustentável do País.

No final da audiência, a presidente da Associação de Mulheres da Agricultura, Maria de Fátima revelou que a sensibilidade demonstrada pelo chefe do governo em tudo fazer para apoiar a organização a suprir as suas dificuldades com vista a maior produção e produtividade e consequente aumento de rendimento pessoal de cada mulher membros bem como da própria agricultura são-tomense.

“ Nós viemos dar a conhecer da nossa existência como Associação de Mulheres de Agricultura e expor as nossas maiores dificuldades” disse Maria de Fatima tendo realçado a problemática de “falta de comunicação entre as diferentes comunidades…”.

Este encontro acontece 24 horas depois do governo ter colocado um credito de 3 milhões de dólares à disposição dos agentes económicos são-tomenses, incluindo sector da agricultura bem como pescas transformação, conservação, do turismo, restauração entre outros, tendo como teto máximo de 50 mil para cada pretendente e um mínimo de 5 mil através do Banco Central.

A supracitada linha de crédito surge no quadro das medidas orçamentais extraordinárias para fazer face a pandemia de coronavírus com juros bonificados e taxa a variar de 3,5% a 5 % na base de parecer favorável de uma comissão conjunta chefiada pela APCI e sectores do Estado relacionado com o projecto.

Fim/RN

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