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Parlamento e Governo inauguram exposição fotográfica dos 45 anos da independência são-tomense

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Por: Ricardo Neto (texto)e Lourenço da Silva (foto) em especial 12 de Julho

São Tomé, 14 Jul 2020 ( STP-Press ) –  O presidente da Assembleia Nacional,[  Parlamento] são-tomense, Delfim Neves, declarou aberta a exposição fotográfica enquadrada nas comemorações do 45º da independência  nacional assinada este domingo, 12 de julho, em cerimónia esta manhã, na sede parlamentar na presença do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus entre outras individualidades nacionais e corpo diplomático.

Na sua intervenção, o presidente do Parlamento, Delfim Neves afirmou que esta exposição espelha as ações e actos que mais marcaram a história do país ao longo dos 45 anos de independência nacional conquistada a 12 de Julho de 1975, tendo ainda sublinhado que “ essas fotos, também, dá-nos indicações da aquilo que deve ser o nosso futuro colectivo”.

“ Elas [ fotos] fazem-nos reviver um ambiente histórico e emocional” vivido há 45 anos na histórica na praça da independência, onde se deu a transferência do poder, disse Delfim Neves, apelando a cada são-tomense a “aproveitar os bens feitos do passado, um olhar sério do presente e um esboçar, naturalmente, com muita convicção de um plano que queremos para o nosso futuro”.

Na sua intervenção o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus citando o filósofo e antropólogo francês, Claude Levi-Strauss disse que “ não há povo sem cultura, como não há cultura sem povo”, tendo sublinhado que “ a história como uma disciplina científica sistematiza os momentos mais marcantes da vida de uma Nação”.

Tendo defendido uma maior aposta visando a conquista da independência económica do País depois da independência política e liberdade conquistada a 12 Julho de 1975, Jorge Bom Jesus disse que a exposição abre caminho para uma “reflexão critica e analítica do país”, sublinhando que “ o presente de hoje foi futuro de ontem e que certamente será o passado de amanhã”.

Durante a cerimónia, o presidente do Parlamento, Delfim Neves procedeu a entrega de um quadro com fotografia ao ministro das Finanças, Osvaldo Vaz, contendo uma foto sua ao lado do Papa João Paulo II a quando da visita do Sumo Pontífice a São Tomé em 1992, como um dos factos históricos retratados na exposição de 100 fotos compiladas pela Agência STP-Press em parceira com a Comissão dos Festejos de 12 de Julho.

Expostas ao público até 31 do mês corrente, as fotos, ilustrando actos e  factos, considerados relevantes ao logo dos 45 anos da independência, serão depois, compilados num livro sobre a história do País, de acordo com a Comissão dos Festejos.

Fim/RN

Covid-19: São Tomé e Príncipe regista cinco novos casos, nas últimas 48 horas

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São Tomé, 14 de Jul. 2020 (STP-Press) – São Tomé e Príncipe regista nas últimas 48 horas cinco novos casos de infeção por coronavírus, subindo para um total de 732 casos por acumulação, – soube-se na tarde de domingo através dos Boletins Diários do Covid-19.

De acordo com os Boletins que a STP-Press teve acesso, nas últimas 48 horas foram registados um total de 36 testes PCR, dos quais, cinco casos positivos, totalizando agora 732 casos por acumulação, sendo que 428 em isolamento domiciliar, quatro internados no Hospital de Campanha e 286 recuperados.

Os documentos revelam ainda que existem dois pacientes suspeitos nos serviços Sintomáticos Respiratórios, enquanto o número de óbitos mantém-se em 14.

Segundo a Universidade Johns Hopkins (Baltimore, EUA), a nível mundial, o novo coronavírus já provocou mais de 569.110 mortos e infetou mais de 12.873.016 pessoas.

Fim/LM/RN

“São Tomé e Príncipe precisa de um entendimento político nacional,”- Presidente da República

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Por: Ricardo Neto ( texto) e Lourenço Silva ( Foto) especial 12 de Julho

São-Tomé, 12 Jul – O Presidente são-tomense, Evaristo de Carvalho no discurso hoje dos 45 anos da independência, declarou que “País precisa de um entendimento político nacional,” tendo exortado “o Poder a empreender as  grandes reformas  necessárias, com participação da oposição e da sociedade civil”,  na busca de “soluções para os grandes problemas nacionais”, sublinhando, que  ”assim, avançaremos mais seguros e melhor.  

“ O País precisa de um entendimento político nacional, para que o Poder possa empreender as  grandes reformas  necessárias, com a participação da oposição e envolvimento da sociedade  civil,  na busca de soluções para os grandes problemas nacionais.  Assim, avançaremos mais seguros e melhor”, disse Evaristo Carvalho, no acto central dos festejos pela primeira vez no palácio presidencial com menos de três dezenas de convidados face a pandemia do coronavírus.

Ainda do âmbito político, Evaristo Carvalho defendeu que “precisamos, hoje, na política, nas nossas instituições e  nas  reflexões   que  fazemos, de autênticos  advogados  do futuro, que não se importarão de defendê-lo, com todas as forças e energias, para que as crianças e jovens de  hoje e as gerações vindouras  tenham menos  constrangimentos e dificuldades que as gerações atuais encontram.   

Tendo declarado que “a excessiva politização e partidarização de tudo vem desencorajando muitos quadros competentes que fazem a opção de emigrar, no caso dos residentes no País, ou de não regressar às Ilhas no caso dos quadros na diáspora”, Evaristo Carvalho sublinhou que “encorajo, pois o Governo  e  demais  autoridades  a  olhar nessa direcção e, de forma mais estruturada,  abordar a problemática do contributo dos quadros santomenses na diáspora para o desenvolvimento do País durante a próxima década”.

Disse ainda que “as opções tomadas na Região Autónoma do Príncipe, por exemplo, nos domínios da atracção selectiva de avultados  investimentos estrangeiros, nos últimos anos, bem como na  protecção  e valorização dos ecossistemas,  tendencialmente  dirigidos  para  a  sustentação de uma opção de desenvolvimento sustentável, em vários domínios, é um caminho responsável a explorar, porque  liga o presente ao futuro”.  

Evaristo Carvalho defendeu que “devemos  privilegiar o sentido de interdependência,  favorecedor  de  um maior equilíbrio  inter-ilhas, dotando as ligações marítimas  de  maior  eficácia, tanto de ponto  de vista  da qualidade de transporte como de infraestrutura portuária, que permita um efeito positivo significativo sobre a economia regional e, consequentemente, sobre a economia nacional”.   

Quanto ao poder judiciário, Presidente Evaristo Carvalho disse que “a Justiça tem os problemas que todos conhecemos. Infelizmente, ela não inspira confiança  aos cidadãos e, apesar dos múltiplos apelos  já  feitos  e oriundos de toda a parte, me parece ser necessário, mais uma vez, relembrar aos seus agentes, a todos os níveis, que o que o País espera deles está muito longe do que estão a oferecer à Nação”  

 Tendo referido que na  função Pública, “o  excesso de pessoal e pouco eficiente, devido à falta de rigor, indisciplina e com evidentes sinais de corrupção de um bom número de seus agentes”, Evaristo Carvalho disse que disse  “a Reforma das  Forças de  Defesa,  Segurança  e  Ordem  Interna, dando origem a uma estrutura  moderna, voltada principalmente para  a  segurança  das  pessoas  e bens, assim como  da  nossa Zona Económica Exclusiva, é igualmente  uma tarefa importante”.  

No  sector  da Saúde, disse que “apesar dos indicadores encorajantes, a prestação dos cuidados de saúde é de nível baixo  e não satisfaz   as  necessidades  da população”, tendo acrescentado que “as infraestruturas  de telecomunicações,  portuárias,  rodoviárias  e   aeroportuárias  não evoluíram  suficientemente,  sendo  hoje  na sua  maioria   inadequadas  e   de má qualidade

Tendo declarado que “ apesar de muitas ajudas recebidas no âmbito da cooperação internacional, no sector das pescas registou poucas melhorias, enquanto reconheceu que na agricultura houve registo de “aumento significativo  da  produção  alimentar , hortícolas  em  particular,  e notório  incremento da  produção  e  exportação  de  óleo  de palma.

“As infraestruturas  de telecomunicações,  portuárias,  rodoviárias  e   aeroportuárias  não evoluíram  suficientemente,  sendo  hoje  na sua  maioria   inadequadas  e   de má qualidade . 45 anos  após  a  Independência,  continuamos  a  funcionar  com  um  porto  onde  os  navios  de  longo  curso  são forçados a  descarregar  mercadorias  contemporizadas no alto mar”- disse Evaristo de Carvalho. 

Tendo declarado que o “retomar do turismo em S. Tomé e Príncipe vai depender muito da confiança que conseguirmos transmitir aos turistas pelo mundo fora e aos operadores turísticos internacionais que poderão vir a investir nas nossas ilhas”, Carvalho disse que “daí a importância em controlarmos convenientemente a Pandemia [ Covid-19 ] , oferecendo assim um turismo seguro”.

“Ainda não vencemos o Covid-19 e nem sabemos o que nos reserva o futuro próximo. Nesse sentido, apelo ao povo para a responsabilidade que é a sua no combate à pandemia do Covid-19, disse Chefe de Estado são-tomense, sublinhando que “a Pandemia do Covid-19 assolou o País como um furacão que era esperado, mas, felizmente, chegou com uma intensidade bastante menor do que se previa”.

Tendo agradecido os profissionais são-tomenses da linha da frente no combate a pandemia, os titulares dos órgão da soberania, bem como do apoio dos parceiros bilaterais e multilaterais, Evaristo Carvalho disse que “é preciso realçar que, se nos últimos tempos a epidemia parece estar controlada, o facto é que o número de casos continua a crescer, pelo que há que nos mantermos vigilantes, não baixar a guarda, antes pelo contrário adoptar todas as medidas preventivas e organizativas por parte da população”.

Fim/RN

Presidente da República acende “Chama” do 45º aniversário da independência nacional

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 12 Jul, 2020 ( STP-Press) – O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho acendeu na primeira hora de hoje, domingo,  a  tradicional “Chama da Pátria”, por ocasião do 45º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe conquistada a 12 de Julho de 1975.

Com já é tradicional, o acto aconteceu na Praça de Independência, na capital de São-Tomé, onda há 45 anos deu-se a transferência do poder colonial português para o povo são-tomense na altura representando pelo MLSTP liderado por Manuel Pinto da Costa.

O Presidente da República, Evaristo Carvalho recebeu a tocha nas mãos do Presidente da Câmara de Agua-Grande, José Maria da Fonseca.

Dentre as individualidades presentes ao acto, destaque para o Presidente da Assembleia, Delfim Santiago das Neves e o Primeiro-Ministro, Jorge Bom Jesus.

Fim/RN

Primeiro-Ministro inaugura ponte, agradece a Deus e apela diálogo e estabilidade para desenvolvimento

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 12 Jul ( STP-Press ) –  O Primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus inaugurou sábado pontes sobre o rio Agua-Grande na cidade  São Tomé, tendo agradecido a Deus pela obra que considera de uma ligação para o diálogo entre os são-tomenses, visando, a estabilidade política e governativa do País rumo ao desenvolvimento sustentável.

“Queria em primeiro lugar agradecer a Deus” – disse Jorge Bom Jesus, sublinhando que “Deus quer, o homem sonho e a obra nasce, se Deus não quiser, o homem pode sonhar a obra não nasce”.

Tendo- se referido que “nós precisamos de diálogo, precisamos de estabilidade política e governativa para que possamos lançar semente como lançamos nesta ponte e, possamos colher fruto” – Bom Jesus defendeu que “são-tomenses têm de se entender na aquilo que é essencial em termos de construção do nosso País”.

Além de ter declarado que “é uma ponte que vai permitir dialogo, nós precisamos de pacificar esta sociedade”, Bom Jesus disse que “qualquer ponte faz ligação de duas margens, dois lados, é a ponte de ontem e de hoje que vai permitir a ligação entre o presente e o futuro que nós queremos, diferente…”.

 “ As luzes que vemos nesta ponte são do fundo do túnel, estamos a sair do túnel, nós estamos a lançar as bases de um São Tomé e Príncipe diferente, moderno”, disse para depois acrescentar que “esta obra é de simbolismo incalculável … porque ela vai servir os são-tomenses e todos aqueles que residem em São Tomé e Príncipe”.

Enquadrada nas comemorações do 45º aniversário de independência nacional do País a assinalar-se hoje domingo, 12 de Julho, esta obra de reabilitação de três pontes do rio Agua-Grande bastante aplaudida por alguns elementos da população, durou cerca de sete meses ao cargo da empresa ACA, com um orçamento inicial de 1,3 milhões de Euros.

Fim/RN  

Jorge Bom Jesus inaugura auditório da Rádio Nacional no dia do 45º aniversário da estação

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 12 Jul 2020 ( STP-Press ) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus inaugurou na tarde de sábado, 11 de Julho, o novo auditório da Rádio Nacional e as obras de reabilitação do próprio edifício, no dia 45º aniversário desta estação de rádio, véspera da independência do País que se assinala hoje, domingo, 12 de Julho.

Além de Jorge Bom Jesus que foi recebido pelo director da estação, Silvério Amorim, a cerimónia contou ainda com a presença do ministro da Presidência, Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Wuando Castro e do Secretário de Estado para Comunicação Social, Adelino Lucas, Presidente da Câmara de Agua-Grande, José Maria da Fonseca.

Batizado de Firmino Bernardo, a inauguração do novo auditório construído de raiz pela empresa Sopvia, coincide com o 45º aniversário da institucionalização desta estação de radio que nasceu no dia 11 de Julho de 1975, na véspera da independência nacional do País que se assinala hoje, domingo, dia 12 de Julho.

Tendo declarado que “ quero cumprimentar Firmino Bernardo, um técnico que representa passado e que está aqui connosco, um património da comunicação social”, Jorge Bom Jesus disse que “ é inútil aqui estar a enumerar as virtudes da Comunicação Social, portanto tudo aquilo que nós não conseguimos traduzir em imagem ou em linguagem não existe, portanto neste caso, a comunicação social confere realidade aos próprios factos”.

Durante a cerimónia, Jorge Bom Jesus presidiu ainda o acto de entrega de prémios aos Buluês, vencedores do concurso radiofónico- Covid-19, no qual, Belezinha da Trindade foi o grande vencedor tendo arrecadado 20 mil dobras, seguido, do Pastelim com 15 e Arranca Mandioca com 10 mil Dobras.

Enquadrada nas comemorações do 45º aniversário da independência nacional a assinalar-se hoje domingo dia 12 de Julho, este acto de inauguração integrou ainda a reinauguração dos estúdios número bem como um espaço-sala de recepção da Rádio Nacional.

Fim/RN

Covid-19: São Tomé e Príncipe não registou nenhum caso novo nas últimas 24 horas

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Texto: Ricardo Neto e Leonel Mendes ** Foto: Lourenço da Silva

São Tomé, 12 Jul. 2020 (STP-Press) São Tomé e Príncipe não registou nenhum caso novo do Covid-19 positivo nas últimas 24 horas, mantendo-se o número total por acumulação em 727 casos, – anunciou na tarde de sábado o Ministério de Saúde, através do seu Boletim Diário do Covid-19.

De acordo com o Boletim Diário do Covid-19, foram realizados nas últimas 24 horas, 18 testes PCR, sendo que 17 deram negativos e só um positivo que não está contabilizado como caso novo.

De igual modo, não se registou nenhuma alteração no número dos recuperados que se mantém em 284 casos,

O documento do Ministério de Saúde anuncia também a permanência de quatro pessoas internadas no Hospital de Campanha e de 425 casos positivos em isolamento domiciliar.

O Boletim Diário do Covid-19 faz ainda referência a continuação de 7 pacientes suspeitos nos serviços do SR (Sintomático Respiratório), mantando-se também o número de óbitos em 14 por acumulação.

Fim-LM/RN

Dia Mundial da População / Paz no lar: proteger a saúde e os direitos das mulheres e raparigas, também durante a COVID-19

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São-Tomé, 11 Jul 2020 ( STP-Press) – Cerca de 100 casos de violência doméstica e 4 de abuso sexual de menores foram registados durante o período de confinamento geral em São Tomé e Príncipe no quadro das medidas de resposta à pandemia provocada pelo Coronavírus.

Os dados do Ministério da Justiça cobrem Março a 15 de Junho. Outras fontes que lidam com este tipo de problema indicam que de Janeiro a Maio foram mais de 500 casos de violência doméstica. Admitem que este número pode ser superior, se se tomar em conta que nem todas as vítimas fazem a denúncia nas instituições existentes como Centro de Aconselhamento sobre Violência Doméstica, Polícia Nacional ou Ministério Público.

As organizações internacionais, como o FNUAP ou UNFPA (sigla em inglês) reconhecem que com o confinamento, os lares estão submetidos a uma tensão cada vez maior, provocando o aumento da violência baseada no género e “os sistemas de saúde que estão concentrados na luta contra a Covid-19, estão a deixar para o segundo plano os serviços de saúde sexual e reprodutivos”.

Na sua mensagem pelo Dia Mundial da População, que se assinala este sábado, 11 de julho, a Diretora Executiva do Fundo das nações Unidas para a População chamou a atenção para “as vulnerabilidades e as necessidades das mulheres e raparigas durante a crise da Covid-19. Por isso, é imprescindível proteger a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos, ao mesmo tempo que se acaba com a pandemia paralela da violência baseada no género, especialmente nestes tempos difíceis”.

A crise da Covid-19 teve um impacto profundo nas pessoas, comunidades e nas economias no mundo inteiro. Porém, a sua repercussão não é a mesma para toda a gente. E como acontece com frequência, a tendência é que as mulheres e raparigas sejam as mais afetadas.

«UNFPA continua a trabalhar para assegurar que não haja roturas no fornecimento de contraceptivos modernos e outros insumos relacionados com a saúde reprodutiva e que as parteiras e outros profissionais de saúde tenham o equipamento de proteção pessoal para garantir a sua segurança», sublinhou a A Dra. Natalia Kanem.

Provavelmente o impacto da pandemia do Coronavírus irá dificultar os esforços à escala mundial para se alcançar as três metas essenciais que estão no coração do trabalho do UNFPA: acabar com as necessidades não satisfeitas em contracetivos, acabar com as mortes maternas evitáveis e pôr cobro à violência baseada no género e práticas nocivas contra mulheres e raparigas contra mulheres e raparigas, até 2030.

Segundo Natália Kanem, a agência projectou, por exemplo, que antes de concluir esta década, “a pandemia reduzirá em aproximadamente um terço o avanço conseguido para se acabar com a violência baseada no género a nível mundial. Por outro lado, se as restrições de mobilidade se prolongarem por mais seis meses, os serviços de saúde serão seriamente afectados. 47 milhões de mulheres em países de rendimento baixo e médio não teriam acesso aos contraceptivos modernos, o que poderia traduzir-se em 7 milhões de gravidezes indesejadas”.

A responsável parafraseou o Secretário-geral das Nações Unidas, quem afirmou que “a paz no mundo começa no lar”. O dado positivo é que até ao momento, 146 Estados membros juntaram-se ao apelo de António Guterres Secretário-geral das Nações Unidas, no sentido de tornar realidade a paz no lar. E se está trabalhar com parceiros para apoiar a iniciativa,

«Como parte da nossa resposta à Covid-19 estamos a inovar para oferecer serviços remotos, tais como linhas telefónicas de ajuda, telemedicina e sessões de aconselhamento, além de organizar e actualizar os dados estatísticos dispersos para ajudar os governos a identificar e chegar às pessoas mais necessitadas», indicou a Directora Executiva.

Transmitir mensagens públicas positivas relacionadas com a igualdade de género e desafiar os estereótipos de género e normais sociais nocivas podem reduzir os risco de violência. Para que tal aconteça “é preciso ter homens e jovens rapazes como aliados fundamentais”.    

A pandemia veio recordar de forma crua a importância da cooperação mundial, porque nenhuma organização ou país pode enfrentá-la de forma isolada.

O Dia Mundial da População assinala-se no ano em que as Nações Unidas celebram o 75.º aniversário. A organização mundial foi fundada para promover a cooperação internacional na solução dos problemas,

À medida que a comunidade global se une em solidariedade para sobreviver a esta pandemia, se está a assentar as bases para se ter sociedades mais resilientes, com igualdade de género e com um futuro mais saudável e próspero para todos e todas.

«A atenção à saúde sexual e reprodutiva é um direito e, como sucede com as gravidezes e os partos, os direitos humanos não param durante as pandemias. Todos juntos devemos travar a Covid-19 e proteger a saúde e os direitos das mulheres e raparigas. E DEVEMOS FAZÊ-LO JÁ», exortou Natália Kanem.

Fim/ FNUAP

Covid-19: São Tomé e Príncipe regista 1 caso novo positivo e total sobe para 727

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Texto: Ricardo Neto e Leonel Mendes ** Foto: Lourenço da Silva

São Tomé, 10 Jul 2020 ( STP-Press ) São Tomé e Príncipe registou  hoje 1 caso novo positivo de coronavírus, subindo para um total de 727 casos por acumulação, anunciou esta tarde a porta-voz do ministério da Saúde, Isabel Santos.

A porta-voz revelou que nas últimas 24 horas foram realizados um total de 18 testes PCR, tendo resultado, 15 negativos e 3 positivos, dos quais, somente 1 é caso novo.

O documento anuncia total subiu de 726 para 727 casos positivos por acumulação, dos quais, 425 encontram-se em isolamento domiciliar, 4 internados no hospital de campanha, 284 recuperados

O boletim faz ainda referência de 7 pacientes suspeitos nos serviços sintomáticos respiratórios, enquanto o número de óbitos mantem-se em 14 por acumulação.

Fim/RN

Agostinho Fernandes decidiu afastar-se da liderança do ADI

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São- Tomé, 10 Jul 2020 ( STP-Press) –  O presidente do partido ADI, na oposição parlamentar são-tomense, Agostinho Fernandes decidiu renunciar o mandado, com vista a realização de um novo congresso electivo  para pôr fim a um alegado conflito de liderança com a outra ala do partido liderada por Patrice Trovoada, de acordo com um comunicado da direção de Fernandes enviado hoje a STP-Press.

 “A direcção do partido no congresso realizado no dia 25 de maio 2019, vem de forma pública e inequívoca renunciar ao mandato recebido dos militantes para liderar o partido por um período de 3 anos, devolvendo a Comissão Política do ADI os poderes estatutários para, se assim entender, prosseguir com a missão de preparação e realização, logo seja oportuno de um novo congresso”- lê-se no comunicado assinado por Agostinho Fernandes, presidente e Ekeneide Santos, vice-presidente.

Alegando “ uma situação anómala de conflito de liderança, resultante de dois congressos electivos que procederam a eleição em Maio de 2019 de uma direcção e uma outra eleita em 28 de setembro”, a direção de Agostinho Fernandes diz que a renúncia visa a resolução com urgência da questão para que se possa eleger “uma liderança única e congregadora”.

“ Tal situação em nada abonatória para a imagem e os propósitos do partido, levou a que desde Dezembro do ano passado os dirigentes e elementos integrantes de ambas direções, constituídos em comissão, tivessem iniciado conversações e intensa reflexão na sede do partido no sentido de encontrarem uma saída para a referida situação que melhor respondesse aos interesses superiores do ADI, acrescenta o documento.

O comunicado adianta que “todavia por motivos ligados, entre outros, ao surto da Covid-19, entendeu-se suspender os trabalhos e reportar a realização do congresso para uma data posterior”.

Fim/RN

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