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Pinto da Costa considera já não ter idade para candidatar-se às presidenciais-2021

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Entrevista: Melba de Ceita ** Texto: Melba de Ceita e Ricardo Neto

São Tomé, 02  Marc (STP-Press)- O ex-Presidente são-tomense, Manuel Pinto da Costa em entrevista à STP-Press disse já não ter idade nem robustez para candidatar-se às eleições presidências de 2021, reafirmou realização do Dialogo Nacional para se sair da “mediocridade”, denunciou crise dos partidos políticos, defendeu a despartidarização da administração pública, entre outras questões.

Questionado sobre uma eventual recandidatura as eleições presidências previstas para 2021, Pinto da Costa sublinhou que “ eu tenho 82 anos, vou fazer 83. Já tenho idade suficiente para fazer outras coisas, do que estar a ocupar-me com coisas que devem ser feitas por gente com mais robustez”.

“ O País está desorganizado, os partidos políticos em São Tomé e Príncipe, todos eles, estão numa situação de crise”, disse Pinto da Costa, sublinhando que “ Eles [partidos] não estão suficientemente adaptados ao novo mundo, a nova realidade do mundo, que têm os seus reflexos em São Tomé e Príncipe.

 Tendo considerado que “ neste momento os partidos políticos contribuem para dividir a sociedade, para dividir a comunidade”, Pinto da Costa questionou “as diferenças entre os paridos políticos baseiam-se em quê? Diferença ideológica. Nada, diferença política. Nada. Para depois sublinhar que “ diferenças das agendas de cada um.

“ Os partidos políticos organizam-se em reuniões da comissão política ou do conselho nacional para discutir o quê? “ – Interrogou Pinto da Costa, respondendo que “ reuniões de desabafos. Cada um vai desabafar. Porque eu, não consegui ….”.

Tendo-se referenciado que “ as pessoas já não têm confiança nos dirigentes porque pensam que eles estão lá para resolver os seus problemas”, Manuel Pinto da Costa sustentou que “os dirigentes já não têm força para unir as pessoas. Nós precisamos unir as pessoas”.

“ Há tendência ainda para o cartão militante, para ser director cartão militante, para ser ministro cartão de militante.”, Disse – Pinto da Costa sublinhando que “ temos de despartidarizar completamente a administração pública, ninguém pode ocupar lugar na administração pública pelo facto de ter cartão de militante. Não. Ele tem de ter categoria suficiente para dar contribuição positiva ao desenvolvimento do seu País.

“Com esta mediocridade estou convencido que São Tomé e Príncipe jamais poderá entrar no caminho de desenvolvimento” disse ex-Presidente da República, sublinhado que “ temos que mudar de paradigma para vermos se realmente saímos deste mediocridade em que estamos mergulhado.

Tendo considerado que “ o País está numa situação difícil, do ponto de vista económico, social e político” – Manuel Pinto da Costa sustentou que “ há uma necessidade absoluta de partidos políticos, sociedade civil se assentarem a volta de uma mesa para realmente redescobrirem São Tomé e Príncipe”.

“ Estive com Presidente da República [Evaristo Carvalho], eu disse ao Presidente, só ele, no contexto actual, estaria em condições de jogar o papel para congregar as diferenças a volta de uma mesa para realmente, encontrarmos solução para o sub-desenvolvimento”

“ Vamos dialogar, estou disponível para dar o apoio que for possível” disse Pinto da Costa, tendo sublinhado que “ o Presidente da Republica ainda está a tempo de fazer qualquer coisa, ele pode sair muito bem tentando encontrar a forma de unir as diferenças, porque o País está muito dividido, no interior dos partidos não há entendimento, entre os partidos não entendimento, com cada a actuar em função da sua agenda pessoal”.

Citando alguns exemplos da falta de entendimento para um projecto colectivo do Estado são-tomense, ex-presidente, Manuel Pinto da Costa, citou dois projetos na altura ainda no seu último mandato, relativamente, as casas sociais na Trindade, Mezochi e a nova cidade de Santo na zona de Santo Amaro que alegadamente bloqueados por questões desta natureza, que têm afectado negativamente a política são-tomense.  

“ Um grupo de casas feitas na trindade, Presidente da República, Manuel Pinto da Costa lançou a primeira pedra, já havia financiamento, a China aceitou alagar a cidade na zona de Santo Amaro, íamos as eleições em 2014. Vamos as eleições. Outro que ganha mandou partir tudo” – Disse Pinto da Costa, citando “a gente do ADI, Patrice Trovoada” quando questionado sobre quem teria bloqueado os supracitados projectos.

“ Eu, estive na China e discuti com os chineses o projecto do Porto de Aguas Profundas e os chineses aceitaram que iriam financiar, antes mesmo de corte de relações com Taiwan”, disse Pinto da Costa exemplificando outros factos relativos a falta de entendimento entre os políticos para bem colectivo do País.

“ Nós estamos num País, em que precisamos de uma liderança” disse Pinto da Costa, sublinhando que se o país continuar “neste política atabalhoada, a gente [nós] nunca mais sairemos do subdesenvolvometo”.

Dai que, defende a realização do Dialogo Nacional, do qual, sairia um documento consensual como plano estratégico de desenvolvimento do País a ser eventualmente, adotado pela Assembleia Nacional como diploma base de avaliação anual da atuação do executivo.

“ Temos diferenças é normal, alias, não é crime ter diferenças. O que é preciso é saber gerir as diferenças para se encontrar consensualidade suficiente e, é com base nesta consensualidade que podemos elaborar um plano de desenvolvimento, que tem de ser respeitado por toda gente”, defendeu Pinto da Costa.

Fim/ Entrevista de Melba de Ceita / Texto: Melba de Ceita e Ricardo Neto

Poder ouvir alguns frases de Pinto da Costa

POLÍTICA EXTERNA: O REALISMO DAS OPÇÕES

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São Tomé e Príncipe, como um pequeno Estado insular, desprovido de recursos e confrontado com a situação económico-financeira, resultante das várias políticas económicas não as mais assertivas adoptadas ao longo dos seus anos de existência como Estado independente, necessita ainda nos dias de hoje da colaboração de outros Estados membros da Comunidade internacional para ultrapassar as suas fragilidades e para adoptar modelos de desenvolvimento que possibilitam a redução das desigualdades sociais e a sua inserção na economia regional e internacional.

Nessa conjunção, o processo de formulação da política externa do país compreende, por um lado, a interpretação e a avaliação da realidade internacional e, por outro, a identificação do interesse nacional, em cada uma das situações apresentadas, a partir das necessidades internas e dos constrangimentos externos.

Esse pressuposto tem sido determinante para uma política externa realista do país que espelhe, no cenário internacional, uma identidade forte e coerente, defendendo de forma firme e consistente os seus interesses na perspectiva do alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

Assim, a missão do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e Comunidades, como órgão central do Estado que executa a política externa São-Tomense é conseguir fazer prevalecer os interesses específicos nacionais através do diálogo e da cooperação com os restantes países e organizações internacionais.

O multilateralismo enquanto condição necessária de uma ordem internacional assente na concertação e no respeito por regras é a via óptima para afirmação internacional de São Tomé e Príncipe e implica obrigatoriamente, a participação activa nas organizações internacionais para a promoção do bem-estar, da dignidade humana, da paz, da segurança e da estabilidade à escala mundial. Só assim, no quadro multilateral que privilegia, São Tomé e Príncipe compensará sem complexos a sua relativa pequena dimensão global.

São Tomé e Príncipe enquanto pequeno Estado soberano e africano, actua nas relações internacionais de acordo com as regras do direito internacional e das decisões adoptadas no âmbito da União Africana e da Organização das Nações Unidas.

Relembra-se que a actuação do Estado São-Tomense na arena internacional está assente em princípios, não descorando, obviamente que estes não são imutáveis e que os interesses e as causas em matéria de política externa têm que ir de encontro as necessidades prementes do país.

Os resultados das negociações muitas vezes dependem da volatilidade dos interesses e das percepções dos diferentes blocos e grupos que actuam no xadrez político internacional.

Em relação a questão do Sahara Ocidental, São Tomé e Príncipe defendeu publicamente durante décadas, uma solução airosa do diferendo, no quadro da União Africana e das Nações Unidas.

São Tomé e Príncipe tem apelado constantemente as Instituições competentes, União Africana e Organização das Nações Unidas, que assumam as suas responsabilidades de forma definitiva, urgente e satisfatória para ambas as partes.

As relações de cooperação bilateral entre São Tomé e Príncipe e o Reino de Marrocos datam dos primórdios da independência nacional e estão reforçadas por vantagens entre ambos os Estados.

No que toca as dívidas às organizações internacionais, o Governo reconhece o volume da dívida, os constrangimentos causados à diplomacia e o impacto dos seus prejuízos no processo de afirmação internacional de São Tomé e Príncipe, situação herdada desde os tempos do Consulado da Senhora Ministra Maria da Graça Amorim e que foram agudizando nos sucessivos governos da primeira e segunda Repúblicas.

Partindo dessa constatação, o Governo aprovou um estudo sobre o redimensionamento da rede de cobertura diplomática sem pôr em causa os interesses do País e da comunidade São-Tomense na diáspora e já orientou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e Comunidades para proceder uma reflexão sobre o reescalonamento da dívida as Organizações Internacionais, mas que seja garantido o mínimo necessário dos parcos recursos financeiros do país.

A graduação de São Tomé e Príncipe em país de rendimento médio é a recompensa dos esforços consentidos pelo povo e do apoio incontestável dos nossos parceiros bilaterais e multilaterais.

A história contemporânea do Estado São-Tomense revela periclitância nas opções em matéria de política externa e de escolha de parecerias, resultante das nossas fragilidades e da evolução do cenário da política internacional numa pandemia de incertezas.

O desaire da articulista Senhora Maria da Graça Amorim espelha o seu estado de alma, não fosse ela própria uma agente que durante anos embarcou São Tomé e Príncipe em contorcionismos, tendo deixado um legado conturbado com marcas de imoralidade que felizmente tem sido relegado pelos diferentes Ministros dos Negócios Estrangeiros.

O presente artigo é intempestivo e o silêncio da Senhora Maria da Graça Amorim colide com o interesse ora manifestado na salvaguarda do povo São-Tomense.

O despeito e desapontamento da ex-chefe da diplomacia São-Tomense, Senhora Maria da Graça Amorim, são reveladores de ausência de espaço que lhe fora retirado por razões só ela cabe explicar, mas que talvez resulte da sua própria personalidade. O certificado de moralidade passado à várias gerações de governantes abrangem também o consulado da articulista e só pode resultar de um erro manifesto de apreciação da sua parte. 

S.Tomé e Príncipe

O Governo

Presidente do Partido Verde desmente declarações do seu vice-presidente e do presidente de assembleia

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 29 de Fev. 2020 ( STP-Press) – A Presidente do Partido Verde, Elsa Garrido considerou falsas as declarações sexta-feira do seu vice-presidente Miques João Bonfim e do presidente da Assembleia, Hilario Neto, segundo, as quais, o seu mandato teria chegado ao fim, tendo os acusados de estarem agir “de má-fé, numa clara violação aos estatutos do partido e a própria decisão do Tribunal Constitucional”.

De acordo com a presidente Elsa Garrida as declarações de Miques João Bonfim e Hilares Neto, publicadas sexta-feira na STP-Press, não correspondem a verdade, tendo acusado os dois dirigentes de quererem “provocar conflitos” no seio do partido para atingirem fins ocultos e eventualmente mando de rostos invisíveis.

Sobre a sua legitimidade como presidente do partido, Elsa Garrido explicou que tendo sido eleita no congresso de 25 de Março de 2018 para um mantado de dois anos, sustentou que logo “ eu, Elsa Garrido, a líder máxima do partido, estou em pleno direito do exercício legitimo das minhas funções”

Relativamente a marcação da data para o próximo congresso, Elsa Garrido falou da existência de um consenso a nível do Conselho da Direção na base da vontade da maioria para se agendar para breve uma data, tendo acusado os dois dirigentes em causa de estarem a boicotar este processo com espirito deslealde e desrespeito as normas do partido.

“ Eles insistem em forjar situação conflituosa”, Disse Elsa Garrido recordando que “ esses senhores têm um processo-crime no Ministério Público” por terem postos sua integridade física e moral em causa, tendo sublinhado que “são pessoas que só vivem de conflitos e, continuam a agredir pessoas”.

Tendo garantido que a realização do próximo congresso eletcivo do partido, Elsa Garrido disse o processo deverá respeitar as tramitações e normas em respeito aos estatutos do partido e não de foram ilegal e desleal como pretendem o vice-presidente, Miques João e o presidente do Parlamento, Hilário Neto.

Em janeiro último, o Tribunal Constitucional de São Tomé e Príncipe deu razão à Elsa Garrido para continua na liderança do Partido Verde, (MSD-PVSTP), rejeitando o pedido da ala liderada por Miques Bonfim que tentava afastá-la da presidência do partido.

Fim/RN

Governo decidiu adiar entrada da Lei do IVA marcada para 1 de Março 2020

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 28 Fev. ( STP-Press ) – O governo de São Tomé e Príncipe decidiu adiar “sine die” a entrada em vigor da Lei do IVA prevista 1 de Março 2020 por “falta de condições técnicas” para sua aplicabilidade, segundo uma nota informativa do Conselho de Ministros enviado esta tarde a STP-Press.

 “Tendo o Conselho de Ministros verificado que não estão ainda reunidas todas as condições técnicas para a sua entrada en vigor, o Governo informa que fica adiada a implemetação deste processo até nova data a indicar-se”. Lê-se na nota assinada pelo porta-voz do executivo, Adelino Lucas, secretario de Estado para Comunicação Social

O comunicado acrescenta que “o processo de definição da nova data de entrada em vigor da referida Lei seguirá os seus trâmites junto da Assembleia Nacional”.

A Lei do Código do Imposto Sobre o Valor Acrescentado, IVA foi aprovado em Outubro último pela Assembleia Nacional, o Parlamento de São Tomé e Príncipe, tendo na altura fixado a sua entrada em vigor para 1 de Março de 2020, alertando na ocasião para criação de condições necessárias à sua efectiva implementação e aplicação.  

Fim/RN

Delfim Neves reúne-se com Parlamentar Gabonês para reestruturação da Rede de Segurança Alimentar e Nutricional de África Central

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Por:  Manuel Dênde, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 28 Fev. 2020 (STP-Press) – O Presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, reuniu-se em audiências separadas, na Casa Parlamentar, em São Tomé, com diversas entidade das quais o Gabonês Yves Mafundi, Líder da Rede Parlamentar para Segurança Alimentar e Nutricional na África Central.

A saída da audiência de pouco mais de 30 minutos, o Parlamentar Gabonês ao mostrar-se bastante optimista quanto a reestruturação da Rede Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional da sub-região de África Central, informou que audiência serviu para discutir com o líder da Assembleia Nacional “um reforço no alinhamento quanto as acções a desenvolver em conjunto no plano sub-regional”.

Mafundi que pontuou, igualmente, a evolução de acções com colegas Deputados São-tomenses na adopção de um programa e Estatutos da Rede, tendo acrescentado, nomeadamente, “itens” como aleitamento materno infantil exclusivo assim como um crescimento saudável das Crianças como uma das prioridades na sub-região de África Central.

Além do representante Gabonês, Delfim Neves, reuniu-se também, com o Presidente da Federação Académica de São Tomé e Príncipe, Niler Pier dos Santos com quem discutiu, nomeadamente, três pontos.

E destes três pontos, Niler Pier dos Santos, disse à Imprensa que “viemos dar a conhecer ao Presidente [da Assembleia Nacional] a criação da Federação Académica de São Tomé e Príncipe”, adiantando ter falado também do encontro realizado em Rabat Marrocos, que contou com a participação de São Tomé e Príncipe.

O Presidente da Federação Académica São-tomense falou ainda com o Presidente Delfim Neves acerca do convite recebido para participação de uma representação do nosso País num evento que irá decorrer em Angola, sob o lema “Março Mês da Mulher”.

Na referida audiência, estiveram também presentes no encontro, os Vice-presidentes, Guilherme Octaviano e Levy Nazaré.

Fim/MD

Conselho Superior de Imprensa: Defensor da Liberdade de Imprensa e de Expressão em São-Tomé e Príncipe

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Membros do Partido Verde promovem conferência para realização do novo Congresso Electivo

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João Soares, da Agência Notícias STP-Press

São-Tomé, 28 de Fev. 2020 ( STP-Press) – Um grupo de dirigentes do Movimento Social Democrático Partido Verde, promoveu uma conferência de imprensa quinta-feira dando a conhecer aos seus membros, e ao povo são-tomense em geral, a situação actual do partido.

Miques João, vice-presidente do Partido Verde disse que, ‟após a decisão do Tribunal Constitucional clarificar tudo, nós seguimos, porque assim deve ser acatada a decisão judicial, para que não existe mais conflito dentro da organização”.

“O conflito que existia era da figura do Miques Bonfim e Elsa Garrido dentro da direção que é um órgão da investidura superior, e não da Assembleia e nem tão puco Conselho Jurídico Fiscal” disse, tendo acrescentado que ‟  não existe conflito mais no seio do partido”.

Entretanto, ‟este congresso, foi realizado em 4 de novembro de 2017, e segundo estatuto, o mandato são dois anos, e de 2017 para 2020 já se completou o período de mandato, pelo que estamos neste momento ilegal”- explicou.

‟ A Assembleia dos Sócios do Movimento Social Democrata reuniu assembleia para justamente debater esta situação de modo a clarificar a questão da legitimidade de cada dirigente”, – sublinhou Miques João, vice-presidente do Partido Verde.


Por sua vez, Hilário Neto, presidente da mesa da assembleia-geral disse que ‟a mesa da Assembleia-geral do Movimento Social Democrático Partido Verde foi presidida no dia 16 de fevereiro de 2020, de acordo com estatuto do partido, no seu artigo 17‟, tendo acrescentado que ‟ nessa assembleia, ficou decidido que o segundo Congresso Eletivo será no dia 24 de Maio de 2020‟.

Movimento Social Democrático Partido Verde, foi fundado por um grupo de cidadãos são-tomense, com uma ideologia política de centro esquerda que apoia intervenções económicas e sociais do Estado para promover justiça social, comprometendo-se, inabalavelmente com a democracia representativa, tendo os principais aspetos programáticos, o desenvolvimento sustentável e a erradicação da desigualdade social.

 Em Janeiro último,  o Tribunal Constitucional de São Tomé e Príncipe deu razão à Elsa Garrido para continua na liderança do Partido Verde,(MSD-PVSTP) e chumbou pedido da ala liderada por Miques Bonfim que tentava afastá-la da presidência do partido, segundo um acórdão deste tribunal enviado na altura a STP-Press.

Fim/JS

Autoridades anunciam novo ciclo de pulverização intra-domiciliária em São Tomé e Príncipe

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Por: Jornalista Manuel Dênde da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 27 Fev. 2020 (STP-Press) – Autoridades São-tomenses anunciaram, hoje, em São Tomé, o arranque para 11 de Março, do 17º ciclo de pulverização intra-domiciliária em São Tomé e Príncipe.

De acordo com uma fonte oficial, este novo ciclo anti-palúdico vai envolver a pulverização sectorial compreendendo a pulverização com produtos químicos e sensibilizativos em zonas onde se faz sentir mais casos de paludismo na Ilha de São Tomé assim como na Ilha do Príncipe.

Sublinha-se que o arquipélago num passado recente conheceu mais de 30 mil casos de paludismo, o qual traduziu-se em muitas mortes, para hoje, conheceu uma redução de pouco menos de mil casos por ano.

E as autoridades equacionam a eliminação da doença até 2025, com apoio da OMS e Fundo Global que anunciou um investimento de 11 milhões de Dólares nos próximos três anos.

De acordo com Herodes Rompão, Coordenador Geral do Programa Anti-palúdico, no âmbito da eliminação da doença há sinais “além da Região Autónoma do Príncipe, regista-se indicadores bastante positivos, uma vez que no distrito de Caué (no sul da Ilha de São Tomé), não se registou nenhum caso de paludismo no ano transacto”.

Contrariamente aos anos anteriores, o 17º ciclo vai compreender pulverização sectorial assim como a distribuição para breve e em massa de mosquiteiros impregnados para todos os cidadãos.

Fim/MD

Jorge Bom Jesus no balanço positivo à Guiné Equatorial: Petróleo, crédito, bolsa de estudo e transporte

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 27 Fev. ( STP-Press) –  O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus regressou quarta-feira ao País, tendo feito o balanço positivo da sua missão à Guiné Equatorial, sobretudo, em matéria de exploração conjunta de petróleo, bolsa de estudo, transporte aéreo  e marítimo, turismo e o crédito de 1,5 milhões de dólares.

Começando por disser petróleo, Jorge Bom Jesus disse que “ o consenso continua no sentido de em conjunto podermos realizar uma exploração conjunta, sobretudo, nos blocos fronteiriços” – sublinhando que “ avançamos de forma mais concreta, mas como compreenderão terei de dar conta primeiramente ao Presidente da República e depois também acertarmos como os outros órgãos da soberania”

Quanto a educação, Jorge Bom Jesus disse que “ a Guiné Equatorial contínua disponível para acolher mais estudantes são-tomenses, nos mais variados domínios: as telecomunicações, alfandegas, enfim e muitas outras áreas de interesse em matéria de desenvolvimento”.

Relativamente a solicitação de um crédito equatoguineense no valor de 1,5 milhões de dólares para apoiar o orçamento do Estado são-tomense, Jorge Bom Jesus disse que “ as conversações foram bastantes frutíferas e, só falta eles concordarem com algumas preocupações que tínhamos em termos de condicionalidades, mas, os dois ministros depois vão formalizar a fase final”.

Sobre transporte aéreo, Jorge Bom Jesus disse que “ passamos em revista o dossier sobre a participação da Guiné-Equatorial no consórcio que estamos a forjar em relação a STP-Airway, o interesse está de pé, só que neste momento, houve dissolução da direção de Ceiba, mas muito rapidamente é um dossier a ser reatado”.

Quanto a ligação marítima, Jorge Bom Jesus disse que “ muito rapidamente os dois Países, os sectores afins vão se encontrar para depois podermos avançar com coisa muito mais concreta em termos de trocas comercias”.

“Relativamente ao turismo há uma vontade grande no sentido de os são-tomenses poderem ir a Guiné Equatorial e vice-versa. Podemos trabalhar em pacote triangular” – acrescentou.

“ Grosso modo foi muito importante esta missão a Guiné-Equatorial, estivemos com o Presidente Obiang Nguema, porque fui portador de uma carta do Presidente Evaristo Carvalho, há toda abertura no sentido de nós relançarmos a nossa cooperação e redimensionarmos muitas áreas que estiveram adormecidas durante muito tempo”- sublinhou Bom Jesus.

Fim/RN

Ministro da Agricultura lança projecto de plantação de batata inglesa

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 27 Fev. ( STP-Press ) –  O ministro são-tomense da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Francisco Ramos lançou quarta-feira na Roça São Nicolau,no distrito de Mezochi, o projecto de plantação de batata inglesa como forma de reduzir a importação deste produto e incentivar a produção interna.

O lançamento oficial deste projecto agrícola aconteceu na manhã de quarta-feira em São Nicolau, com assinatura de protocolo de acordo entre o ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural e Associação dos Agricultores desta comunidade em cerimónia presidida pelo titular da pasta, Francisco Ramos.

“ É uma grande alegria dar inicio a esta campanha de produção de batata inglesa em São Tomé e Príncipe e Príncipe”, disse Francisco Ramos, tendo sublinhado que “ nós podemos. Somos capazes. E, de mãos dadas chegaremos o mais longe possível”.

Tendo apontado a redução da importação como um dos objectivos do projecto, Francisco Ramos revelou que a importação anual atinge cerca de 600 toneladas de batata inglesa e por vezes de baixa qualidade para consumo por alegada opção dos importadores por uma questão de lucro.

“ Nós importamos anualmente por cima de 600 toneladas de batata inglesa” disse para depois sublinhar que “ esta importação carece de meio financeiro porque temos de ter divisa para o efeito e, muitas vezes consumimos batata de má qualidade porque as pessoas que as vão adquirir não compram de boa qualidade porque sabem que temos pouco poder económico”.

Além de ter anunciado o arranque do projecto com três toneladas de semente de batata por intermédio de crédito aos horticultores da Roça São Nicolau, este governante assegurou também apoio técnico e seguimento logo após a sementeira.

“ O Santo [Santo Tomé] nos permitiu uma terra em que podemos produzir muitas coisas. E, cada coisa no seu lugar” , disse Francisco Ramos, tendo sublinhado que “ São Nicolau, zona de Monte Café, Bom Sucesso, Saudade são zonas apropriadas para o cultivo de batata inglesa”.

Fim/RN

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