Por: Ricardo Neto,
Jornalista da Agência de Noticias STP-Press
São – Tomé, 31 Dez (STP-Press) – O Presidente são-tomense,
Evaristo Carvalho hoje em mensagem do ano novo lamentou “uma acentuada
crispação política” no País, criticou Justiça transformada numa “injustiça de
perseguição”, mas reconheceu esforço do actual poder na área económica,
sobretudo, novo acordo com FMI e assinaturas de blocos de petróleo.
“O ano foi marcado, em toda a sua
extensão, por uma acentuada crispação política, surgida na sequência das
eleições legislativas de Outubro de 2018”, disse Evaristo Carvalho, tendo
sublinhado que “ a nova maioria e a oposição posicionaram-se como inimigos
políticos, e não como adversários que devem coabitar em democracia, cada um
desempenhando o seu papel”.
Tendo considerado que “o actual poder
governante [MLSTP-PCD-MDFM-UDD] conduziu uma política de tudo para nós, nada
para os outros”, Evaristo Carvalho disse que “ elementos pertencentes ao antigo
partido no poder [ADI] foram irradiados de todos os postos que tenham alguma
percentagem de poder de decisão, ainda que marginal, fazendo-os substituir em
muitos casos por elementos que não têm a mínima competência”.
Evaristo Carvalho sublinhou que “a
justiça foi no decurso do ano uma autêntica injustiça: perseguição a juízes que
não alinharam em determinada direcção; perseguição a auditores de contas dos
tribunais e a um jornalista, por terem detectado, relatado e publicado a
utilização indevida de fundos públicos são, entre outras, as anomalias
gritantes no sector, pelo que de forma colectiva devemos por cobro…”
Além de ter declarado que “o ponto
crucial de toda a governação, e desde logo, o mais preocupante ainda, circunda
o sector da justiça”- Evaristo Carvalho acrescenta que “ foram orquestradas
várias acções de perseguição judicial contra elementos afectos ao anterior
executivo, com propósitos de natureza inconfessável…”.
No plano económico, o Presidente da
República reconheceu o mérito do actual poder [MLSTP e Coligação PCD-MDFM-UDD]
tendo-se referido aos últimos acordos visando a prospecção de blocos de petróleo
bem como o novo pacto estabelecido com Fundo Monetário Internacional, FMI.
“É, sem margem de dúvida, um grande esforço do Governo que
traduzirá num esforço conjunto do povo santomense”, disse Evaristo Carvalho
quando se referia que “em outubro deste ano, o Governo assinou com o Fundo
monetário internacional um novo acordo de facilidade de crédito alargado (ECF)
para sustentar as reformas económicas e estruturais” do País.
“Saudamos,
igualmente, a assinatura de blocos petrolíferos esses passos poderão ser
indícios de que a indústria petrolífera poderá vir a ser uma realidade com
benefícios importantes para a nossa economia” disse Evaristo Carvalho,
sublinhando que “saudamos ainda
a inauguração recente da fábrica de óleo de palma, unidade que irá contribuir
significativamente para a melhoria da balança de pagamentos do país e para a
criação de empregos”.
“O investimento público constitui um dos elementos chave para o crescimento
económico pois gera empregos e consequentemente aumenta o rendimento das
famílias e potencia o crescimento”- argumentou o Presidente da República.
Quanto ao caso fundo do Koweit de 17 milhões de dólares, Evaristo Carvalho disse tratar-se de “uma situação que merecia maior investigação e esclarecimento antes de qualquer medida de punição”, tendo argumentado que ” “esclarecida a situação pela delegação do Fundo que visitou recentemente o País, espera-se que as autoridades competentes empreendam as diligências necessárias com vista ao cabal esclarecimento”.
“ Com o habitual apoio das Nações Unidas, esperemos que os diferentes atores nacionais se afirmem capazes, responsáveis e dignos para que a reforma da justiça se efective com a seriedade almejada”., sublinhou
Ainda no
seu discurso o Presidente da República considerou que “ o poder executivo não
esteve a altura das suas responsabilidades” no caso da vandalização em Outubro
último de templos da Igreja Universal, tendo declarado que “ quando foram
mobilizadas forças policiais, a intervenção das mesmas foi desastrosa”.
Tendo-se
referido que “ outro problema semelhante foi o navio anfitrite que há
sensivelmente seis meses naufragou ceifando vidas humanas”, Evaristo Carvalho
disse que “ é importante que se dê uma atenção particular, de facto, à Região
Autónoma do Príncipe”, argumentando que “ a descontinuidade territorial afecta
de forma severa os seus habitantes”.
No domínio
da cooperação internacional, o Presidente da República reiterou agradecimentos
aos parceiros de cooperação e, particularizando as áreas da defesa e segurança,
citou, Portugal, Brasil, Estados Unidos da América, China e Angola, tendo
defendido a continuidade para contribuição da “manutenção da ordem pública
quando for chamada e na proteção dos nossos recursos marinhos e das nossas
águas”.
“Ao terminar, uma palavra de
encorajamento ao XVII Governo Constitucional. Que o plano de actividades e o orçamento geral do Estado aprovados para o próximo ano económico sejam
executados sem sobressaltos” disse Evaristo Carvalho
concluindo que “ trabalhemos todos para um São Tomé e Príncipe
justo e equilibrado. Um bom ano de 2020 para todos e que Deus abençoe o nosso
país”.
Por: Ricardo Neto, Jornalista da
Agência de Notícias STP-Press
São-Tomé, 31 de Dez – A Missão de Observação Eleitoral da União Africana, MOEUA, liderada por são-tomense, Rafael Branco, considerou de “livre, regular e transparente” a eleição presidencial de domingo na Guiné-Bissau, e felicitou “o povo bissau-guineense pela sua maturidade política e sua apropriação do processo eleitoral”.
Esta
felicitação vem expressa numa declaração final enviada esta manhã a STP-Press, produzida
segunda-feira na Guiné-Bissau, pela Missão de Observação Eleitoral da União
Africana a 2ª volta da eleição presidencial de 29 de Dezembro na Guiné-Bissau,
MOEUA, com assinatura de Rafael Branco, ex-primeiro-ministro são-tomense.
“A MOEUA
felicita o povo bissau-guineense pela sua maturidade política e sua apropriação
do processo eleitoral. Ela constatou que o escrutínio desenrolou-se na paz e
segurança, necessárias à livre expressão do sufrágio. Não obstante raros
incidentes, a campanha eleitoral e a votação se desenrolaram bem em todo o
território. A eleição foi globalmente livre, regular e transparente” – lê-se no
documento.
“A MOEUA
saúda o espírito de patriotismo e de fair-play
dos dois candidatos em disputa. Ela lança um apelo a calma e a contenção aos
seus apoiantes, enquanto se aguarda a proclamação do resultado pela CNE” – acrescenta
o documento.
A Missão
agradece as autoridades estatais, a CNE, as CRE, os candidatos, os membros da
sociedade civil e os parceiros técnicos e financeiros por terem cooperado com a
mesma.
A MOEUA
recomenda, ao Governo e à Assembleia Nacional Popular a, trabalhar para
preservar a paz social e a unidade nacional, reforçar os meios da CNE para
permitir que a mesma cumpra as suas missões e melhorar o sistema de
recenseamento eleitoral.
Aos
candidatos a MOEUA recomenda recorrer
as vias legais em caso de contestação, promover o Género e os jovens na vida
política, privilegiar o consenso e a competição de ideias, garantir que se
evite conflitos identitários e, contribuir para preservar a paz social e a
unidade nacional;
À comunidade
internacional, a MOEUA recomenda prosseguir seu apoio à Guiné-Bissau apoiando nos
esforços de consolidação das conquistas democráticas, a fim de promover a paz,
a estabilidade, o Estado de Direito e o desenvolvimento durável.
A
Guiné-Bissau realizou a segunda volta das presidenciais no domingo.
Mais de
760.000 guineenses foram chamados às urnas para escolherem o próximo Presidente
da Guiné-Bissau entre Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló.
Os resultados eleitorais são divulgados na quarta-feira pela Comissão Nacional de Eleições.
São-Tomé, 31 Dez ( STP-Press ) – O governador do Banco Central de São-Tomé e Príncipe, BCSTP, Américo Barros anunciou, segunda-feira no tradicional balanço económico do fim do ano, que a economia são-tomense deverá registar um crescimento do PIB na ordem de 3,5%, em 2020, e uma inflação a rondar 6,6 %.
“Espera-se um maior incremento da actividade económica para 2020, sendo espectável uma maior aceleração da taxa de crescimento do PIB a rondar os 3,5% na sequência da execução do programa de investimento público com financiamentos do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, a República Popular da China dentre outros parceiros estratégicos para São Tomé e Príncipe”, sublinhou Américo Ramos em projeção para 2020.
Tendo revelado uma
inflação acumulada em Novembro ultimo de 5,7 % face 8,0% no igual período do
ano anterior, Américo Barros disse esperar em 2020 uma inflação a rondar os 6,6
% que considera “compatível com a contração da oferta monetária em 5,2 %.
Depois de manifestar-se preocupado com o crescimento do PIB em 2019 por não ter ultrapassado 1,5 %, o governador do Banco disse que “quanto as contas externas a sua evolução é reveladora de grande preocupação, na medida em que as reservas internacionais líquidas garantem apenas 1,6 meses de importação”.
“A conjuntura económica internacional foi de facto bastante adversa aos propósitos da economia são-tomense”, disse Américo Barros, tendo sublinhado que “no actual contexto, estima-se que o Produto Interno Bruto cresça 2%, sustentado essencialmente pela evolução positiva do Turismo e da Agricultura”.
O governador do Banco Central anunciou para segundo trimestre do próximo ano a entrada em vigor da nova serie de notas de 200 Dobras para “minimizar os constrangimentos relacionados com a retirada das mesmas em circulação.
Por: Manuel Dende, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press
São Tomé, 30, Dez. 2019 (STP-Press) – Os escassos dias para o fim do ano, em São Tomé e Príncipe, seus cidadãos, vivem num misto de pessimismo e esperança numa vida melhor em 2020.
Pessimismo marca a incerteza resultante das Legislativas de Outubro de
2018, quando, acossados pelos sinais de supressão de “Liberdade de Expressão”
configurado num direito constitucional e perturbados pelos sinais de um “aperto
do cinto” fizeram questão de dar um “cartão vermelho” a anterior Administração Política
deste País localizada na sub-região de África central.
E com os seus 1001 km2, São Tomé e Príncipe um Estado insular, seu povo, na
sequência do aludido acto eleitoral, fez surgir uma “Nova Maioria” liderada por
uma ampla coligação de forças políticas, composta por PCD/MDFM/UDD capitaneada
por MLSTP, cujo presidente é Jorge Bom Jesus, hoje, resultante dessa “Nova
Maioria” sorriu-lhe o poder e como Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.
Política, Nova Maioria repôs a chamada “Hora do Galo”
Hoje, movido pelas circunstâncias de conjuntura internacional bastante
negativa para Estados de Economia fraca, periférica, com sério reflexo a nível
interno, num País de monocultura de Cacau, ao qual se acresce a uma campanha
política eleitoral onde, Bom Jesus, alvitrou as expectativas dos seus concidadãos
com a promessa de baixar ou desagravar os preços, e hoje, pessimismo tende a tomar
conta das pessoas face a demora na concretização de tais promessas.
Volvidos 12 meses, não obstante se ter registado um reajustamento no
horário do País (repôs-se o atraso em uma hora, ajustado ao TMG, onde um dia,
Administração anterior tentou alterar a chamada “Hora do Galo” e algumas
medidas cosméticas em transportes escolares, é vulgar ouvir-se na praça pública
que “são poucas as medidas aplicadas para reduzir as promessas de campanha
eleitoral”, conforme Ana Maria Lopes, mãe de três filhos dos quais dois na
escola Básica de Lemos, no distrito de Mé-Zóchi lamenta.
A propósito, autoridades nacionais lançaram a escala nacional e com auxílio
do Banco Mundial, um Programa Social denominado Bolça Família que configura,
num subsídio bi-mensal de Mil e Quinhentas Dobras (moeda São-tomense) atribuído
as Famílias de baixa renda.
Com este valor, equivalente, a 50 USD, autoridades tentam mitigar
dificuldades sociais dessas Famílias, com destaque para monitoramento de uma
atenção escolar e na expectativa deste investimento na formação traduzir-se a
médio ou logo prazo na capacitação humana com resultados concretos de sair de
extrema pobreza.
Não obstante o manto de contradição que se vive em discussões na praça
pública, nomeadamente, nos restaurantes, cafés e bares da Cidade de São Tomé
onde alguns acreditam que a reposição do horário anterior e a promoção de
Liberdades individuais tendem ganhar força, dizem, que tais medidas aliviam o
agravamento de tensão resultante do agravamento da pobreza no País.
Ainda no âmbito Político, duas situações marcaram de forma dispare a vida
do País. Primeiro, sucessivas deslocações do Líder da Assembleia Nacional (Parlamento),
com deslocações a China, Geórgia, Marrocos e Qatar, no âmbito de uma nova
dinâmica que Delfim Neves está a imprimir, mudando de paradigma político dando
uma nova vida ao Parlamento do País tanto a nível interno como externo, onde a
chamada diplomacia parlamentar ganhou grande expressão.
Sublinha-se que o sonho de Delfim Neves é ver erguido uma nova Instalação
para Assembleia Nacional e que dê dignidade aos Deputados assim como a Nação
São-Tomense.
De igual modo, referimos aos tumultos que sacudiram o País há mais de dois
meses, falamos, dos protestos visando a libertação em Abidjan, na Costa do
Marfim, no âmbito da crise da IURD e o seu ex-pastor Iudmilo Veloso, que
traduziu-se em um morto, dois carros incendiados e alguns feridos.
Reforma da Justiça continua uma coisa adiada no País
Ainda na área social, destaque para a questão de actualidade de sucessivos
Governos do País, nomeadamente, a Reforma da Justiça. É vulgar (quase todos os
dias) dizer-se que “a justiça vai mal”.
Porém, há mais de quatro anos que diferentes políticas visando agilizar os
Tribunais na perspectiva de tornar justiça mais célere, mais isenta e mais cega
(na tomada de decisões), evitando assim situações de promiscuidade e ou a
intromissão do poder político na esfera da Justiça, as coisas ainda não
surtiram efeito.
Há pouco menos de três meses, o Presidente do país, Evaristo Carvalho,
reuniu na mesma Mesa, no seu gabinete, no Palácio Presidencial representes dos
Órgãos de Soberania com a chancela do Representante Especial do Secretário-geral
da ONU para região de África central, François Fall para se discutir e se
aprimorar situações atinentes a Reforma Judicial.
E confesso-vos para esta iniciativa presidencial, os São-tomenses não se
mostram muito otimistas nem convencidos de que, sim, será desta vez que São
Tomé e Príncipe terá uma Justiça que dite com Justiça.
Criação de mais de mil postos de emprego directo e indirecto em breve no
País para desagravar a tensão latente na classe juvenil no País
A pobreza agrava-se, afectando mais de 60% de São-tomenses. Destes, cerca
de 12 %, vivem na extrema pobreza de acordo com dados do Instituto Nacional de
Estatística, INE. E aqui, questões de índole económica susceptíveis de abanar a
alta taxa de desemprego no País, sobretudo, desemprego jovem afigura-se como
nada ainda feito por Jorge Bom Jesus.
E limitado por circunstâncias internas adversas, Bom Jesus vê-se obrigado a
viabilizar algumas soluções externas, das quais, investimento directo
estrangeiro onde a chamada “diplomacia económica” ganha peso.
Apesar de contrariedades com que vive os “amigos de peito”, sim e a
Guiné-Equatorial hoje com múltiplos desafios internos e onde se vê em segundo
plano auxílio ao terceiro, faz todo sentido deslocações a China Popular,
Marrocos e Addis-Abeba (Etiópia), no coração de África para tentar atrair
investimento multicontinental.
Destaque, igualmente, para a luta das autoridades a fim de desanuviar a
alta taxa de desemprego, ao qual, novidade foi o anúncio de mais de mil postos
directos e indirectos com a instalação de algumas empresas estrangeiras, no País,
em 2020, como resultado de mobilização de investimento directo estrangeiro.
São Tomé e Príncipe amarrado ao FMI
Com um arranque bastante titubeante e amarrado em certa medida por uma
herança quase fatídica da administração anterior, marcada por uma economia
desajustada e ao qual se acresce a dívida escondida, percebe-se, hoje sim,
factos que concorreram para o retardar do Orçamento Geral de Estado/2020,
fiscalizado pelo FMI e que só depois da luz verde deste organismo da ONU se
aprovou em Assembleia Nacional, um Orçamento de 159 Milhões de Dólares, do
qual, quase mais de dois terços, pela primeira vez é suportado pelos recursos
internos.
E, nesta fatídica fase, muitos São-tomenses ainda se recordam do manto de
escuridão em que o País se mergulhou, ao qual sim, o Executivo de Jorge Bom
Jesus, viu-se obrigado a “vestir fato-macaco” para o País ultrapassar meses
depois os apagões igualmente herdados da administração anterior.
Trata-se de uma novidade onde Jorge Bom Jesus, que configura-se hoje numa
mudança de paradigma, por um lado, sim, assente num resgatar de maior
sacrifício dos São-tomenses pelo trabalho interno, pondo termo ao suporte
habitual de auxílio externo e por outro, advoga alguma dignidade para um Estado
que arroga-se como Independente e Soberano aos olhos do Mundo.
E, foi mesmo com FMI que se conheceu a novidade do E-factura, que
estritamente ligada ao IVA ou seja Impostos Sobre Valor Acrescentado, que pensa-se
poderá vir a aumentar a receita para os cofres de Estado e injectar maior
competitividade a economia que se espera, poderá crescer 4%, vai por um lado,
augurar alguma estabilidade aos São-tomenses mas, por outro, poderá significar mais
agravamento de pobreza no País.
Se é verdade que hoje a vida dos São-tomenses configura-se, estática e
apertada como num passado recente e daí o pessimismo, a incerteza, mas, também,
assiste-se algum sinal embora “ténue” de viragem das coisas e já se percebe alguns
sinais (encorajadores) que configuram em esperança das coisas virem a mudar,
nomeadamente, para a população hoje mais exigente do País: Jovens.
No plano infra-estrutural, o centro da cidade de São Tomé (capital da República)
ganhou uma nova dinâmica com as obras de requalificação de principais artérias
e crê-se que dentro dos próximos 45 dias, essa urbe poderá transfigurar- se e
mudar, de facto, de rosto para melhor.
Petróleo pode vir a ser “A Tábua de Salvação” para o País
Na economia, autoridades tentam engendrar medidas para diversificação da
economia e, tenta-se resgatar e transformar estas ilhas num verdadeiro centro
ou plataforma de economia de escala e daí, lançamento das obras de construção
de um Porto comercial, susceptível de comparticipar na economia sub-regional na
África central, contentores e de pesca.
De igual modo, acredita-se que poderá haver dentro dos próximos tempos
novidades sólidas na área de prospecção de petróleo, onde a Shell, acaba de
assinar um memorando de participação num dos blocos da Zona Económica Exclusiva
e a BP e a Cosme Energy, também, aparecem como principais actores de um
processo lançado há pouco menos de 20 anos, que tarda em dar resultados
esperados.
Prevê-se para o ano de 2020 o anúncio dos resultados de prospecção,
nomeadamente na Zona Económica Exclusiva (ZEE), onde se espera bons resultados,
uma vez que São Tomé e Príncipe situado na mesma zona e linha onde se destacam,
nomeadamente, Camarões, Guiné-Equatorial e Gabão, expectativa das pessoas é que
o País não pode constituir excepção na extracção de petróleo.
Na agricultura, novos desafios se apresentam para o tecido agro-alimentar,
com os 25 milhões de dólares do FIDA onde, na ausência de uma agricultura
mecanizada, explora-se uma agricultura familiar e de subsistência alimentar.
E nesta área de tecido primário de economia, a ideia das autoridades é
diversificar a cultura onde cacau, até hoje, é rei e senhor, mas que, sabe-se,
já não tem mando como nos anos 50, quando o trabalho escravo fazia produzir
mais de três ou quatro dezenas de toneladas.
Assim, baunilha e pimenta ameaçam contudo o Senhor rei, que, hoje apoia-se
numa reestruturação em cooperativas, que auto-sustentam-se mediante exportação
em pequena escala, serviços diversos igualmente a marcarem a diferença, com
destaque para a exportação pesqueira para Europa, hoje, paralisado e em
negociações com a União Europeia para se colocar o pescado São-tomense na
Europa.
Ainda se arrasta a polémica na história dos 17 Milhões de Dólares do Fundo
Koweitiano
No país, destaque também para o ressurgimento da polémica do fundo do Koweit
entre a confirmação e negação do Ministério das Finanças, Osvaldo Vaz, que
garante que os 17 milhões já não estão intactos assim como se sabe muito pouco
sobre o destino dos 30 milhões de dólares, firmados na anterior administração
que fez questão de não, sancionar tais créditos em Assembleia Nacional, daí
configurar-se num manto de ilegalidade.
Uma palavra, igualmente, para a esfera desportiva onde as chamadas modalidades individuais fizeram eco, uma vez mais. E nesse sentido, os São-tomenses regozijaram-se com feitos de Canoagem, Karaté, Taekwondo e Xadrez, alcançando medalhas de Ouro, Prata e Bronze, elevando além-fronteiras o nome de São Tomé e Príncipe.
No Futebol, pela primeira vez, a Selecção Nacional da modalidade ao bater,
por um agregado de 5-2, em São Tomé e em Port-Louis (nas Ilhas Maurícias), no
Oceano Indico, viu-se qualificada para a fase de grupos de qualificação para a
CAN/2021, na república vizinha dos Camarões.
Mas, também, ficou patente que sem aplicação da Lei de Mecenato, “o
desporto das Ilhas não terá pernas para andar”, conforme confidenciou-nos o
Jornalista Maximino Carlos, um especialista no jornalismo desportivo.
A Lei de Mecenato é um instrumento aprovado pela Assembleia Nacional há
mais de quatro anos, mas autoridades fazem vista grossa com o receio das
grandes empresas não usa-las para fugirem o fisco, e daí os atletas vêem-se
prejudicados com a tal situação e a descoberta de mais talentos no País, de
nome Santo, vê-se assim adiada e testemunha, igualmente, apesar de algumas
retóricas e alguns Tributos quando as coisas correm bem (autoridades
convida-los, desportistas), para subirem ao Palácio da Praça do Povo e/ ou da
Praça “Yon Gato” (ambos na Cidade de São Tomé), a verdade é que, tal situação,
é manifesto a pouca importância que São Tomé e Príncipe dá ao seu próprio
desporto.
São-tomenses reclamam que justiça seja feita a Alda do Espírito Santo
No âmbito da Cultura, pouco ou nada se pode dizer. A não ser agravamento de
vozes que reclamam uma iniciativa do Governo junto da UNESCO para o “Tchíloli”,
uma manifestação como património imaterial da UNESCO.
De igual modo, cresce no país vozes que reclamam também pela atribuição de
maior valor a figura de Alda do Espírito Santo, heroína de Luta de Libertação
Nacional que, além de nome atribuído numa Praça diante da escola de “Dona Maria
de Jesus”, conexo a EMAE, na cidade de São Tomé, muitas São-tomenses contestam
o facto do nome de Alda do Espírito Santo estar confinado, a um pavilhão dentro
de uma escola que de nome Liceu Nacional.
E assim, indagam, porquê não complementá-la ao “Liceu Nacional Alda do
Espírito Santo” a semelhança do Liceu Maria Manuela Margarido, uma figura que
foi natural da Ilha do Príncipe e que em vida foi, primeira Embaixadora do País
em Bruxellas.
Na cultura, sim, que ao terminarmos que a Justiça seja feita a Alda do
Espirito Santo’’.
Reportagem:
Ricardo Neto e João Soares da Agência STP-Press
São-Tomé, 24
Set ( STP-Press ) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus
inaugurou esta manhã a “Grande Feira Natalícia”, no Porque da capital de São-Tomé,
tendo sublinhado que “ temos de criar riqueza porque este País tem todos
ingredientes para isto”.
Além do ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, Francisco Ramos, a abertura da feira contou ainda com a presença do ministro de Trabalho, Solidariedade e Familial, Adlander de Matos, Secretário de Estado do Comércio, Industria, Eugénio da Graça, o presidente da Câmara Distrital de Agua-Grande, José Maria da Fonseca bem como altos responsáveis e técnicos afectos ao sector.
Depois de percorrer por todos
os espaços da “mega feira natalícia” em plena véspera do Natal, o
primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus disse a STP-Press que “ Temos de criar riqueza
e este País tem todos os ingredientes para isto”.
Jorge Bom Jesus disse ainda que
“ o objetivo do governo, neste momento, é o crescimento económico,
empoderamento das famílias, empreendedorismo, estimular o tecido empresarial
nacional e atrair investimento estrangeiro directo”.
Tendo declarado que “ o papel
do governo é de abrir autoestradada para que os pequenos produtores possam
circular”, Jorge Bom Jesus afirmou que “ o governo vai cumprir a sua parte, o
sector produtivo, o sector real vai ter de fazer a sua parte”.
“ Temos de nos virar para o
sector real de forma que haja produção”, – disse Jorge Bom Jesus, sublinhado
que “ nós temos de meter na cabeça de cada são-tomense, que sem dinheiro, nós
não vamos poder fazer estradas, pontes, apoiar idosos, educação, saúde…”.
Além de produtos originários do
País, a feira dispõe da gastronomia são-tomense com pratos típicos, bebidas
naturais do arquipélago a preços acessíveis bem como shows de músicas
originárias das ilhas dentre outras ações nesta iniciativa do governo através
do Ministério da Agricultura, com apoio da Câmara de Agua Grande.
Por:
Ricardo Neto, jornalista da Agência de Noticias STP-Press
São Tomé, 24 Dez. (STP-Press) – Um dos fotojornalistas
da Agência STP-Press, António Amaral, vulgo Inter-Mamata inaugurou, sábado, 21
de Dezembro no centro português na Avenida 24 de Julho em Lisboa Portugal, uma
exposição fotográfica por ocasião do 548º aniversário da chegada dos
navegadores portugueses a ilha de São Tomé.
Além da data da descoberta ou do achamento
da ilha, o fotojornalista focaliza a sua exposição em questões relativas a preservação
do património cultural são-tomense, com pouco mais de três dezenas de
fotografias, espelhando os aspetos ligados ao património cultural, arquitetura
e o folclore de São Tomé e Príncipe.
Além de grande relevo que atribui a Tragedia Formiguinha de Boa, alertando para preservação deste emblemático acto cultural da ilha de São Tomé, InterMamata destaca ainda monumentos, paisagem e outros grupos culturais são-tomenses.
Mário Alves, ativista cultural da Etnia, defendeu o valor cultural do património sãotomense e disse que está aberta a porta para São Tomé e Príncipe, conquistar um lugar cimeiro no seio da UNESCO, porque com essas fotos são testemunho da beleza cultural que existe no arquipélago santomense.
A abertura desta exposição contou com destacável presença do Primeiro Secretário da Embaixada, Nilson Lima bem como Assessora jurídica +, Ana Caetano.
Esta exposição de Lisboa, segue-se a uma outra que aconteceu em Setembro
último, no Centro Cultural de Brasil em São Tomé, depois da primeira que se deu
no Centro Cultural Português também em São Tomé.
De acordo com António Amaral, a próxima exposição está prevista para
Libreville, Gabão.
São Tomé, 23 Dez ( STP-Press) – O governo de São Tomé e Príncipe aprovou um
conjunto de projectos apresentados pela Agência são-tomense de Promoção de
Comércio e Investimento, APCI, avaliados num total de 14,4 milhões euros com
garantia para mais de 700 postos de emprego directos e cerca de 163 indirectos,
soube hoje a STP-Press.
De acordo com um documento da Agência de Promoção de Comércio e Investimento, APCI, enviado hoje a STP-Press, “ os projectos incluem a instalação de uma fábrica têxtil para artigos de exportação, unidades de hotelaria e industria de exportação de inertes”.
O documento sublinha que “ o valor total dos projectos é de 14.412,26 Euros estando projectados a criação de cerca de 700 [ postos de emprego ] directos e 163 indirectos numa primeira fase e um total de 1100 a médio prazo”.
“ Os serviços de seguimento da APCI irão acompanhar a
execução dos projectos aprovados para velar pelo cumprimento das cláusulas acordadas,
nomeadamente, no que diz respeito aos postos de trabalhos criados e estará
aberta a prestar toda a assistência necessária aos responsáveis pela execução
dos projectos”-lê-se no documento.
Após um ano de trabalho de intensa colaboração com organismos
nacionais envolvidos, a APCI submeteu ao Conselho de ministros um conjunto de
projectos para aprovação”, diz o documento, sublinhando que “ depois de
analisados os referidos projectos foram encaminhados para a direção de património
para assinatura dos respectivos contratos administrativos de investimento, CAI.
O documento sublinha ainda, a APCI “felicita os proponentes e
agradece os organismos nacionais participantes no processo que levou a
aprovação dos referidos projectos”.
São-Tomé, 23 Dez. ( STP-Press) – A Assembleia Nacional, (Parlamento), são-tomense aprovou esta manhã em votação final global, o Orçamento Geral do Estado, OGE, de 159 milhões de dólares para 2020, com 28 votos favoráveis da maioria formada por MLSTP e Coligação PCD-MDFM-UDD.
O documento foi aprovado com 28
votos, sendo 23 do MLSTP-PSD, cinco da Coligação PCD-MDFM-UDD, nenhum voto
contra, e 24 abstenções, sendo, 22 de ADI e dois do Movimento Cauê.
Em declarações finais, o primeiro-ministro
são-tomense, Jorge Bom Jesus considerou 2020 de um “ ano de muita expectativa
ao nível económico e financeiro por via de projectos estruturantes, relançamento
do sector privado e promoção de iniciativa de cariz social para mitigar a
situação de pobreza, falta de emprego e oportunidade para jovens”.
“ Exortamos a todos os órgãos da soberania a se associarem ao governo no vetor da diplomacia económica” – disse Jorge Bom Jesus tendo sublinhado que “ para este governo, o ano de 2019 serviu de muro de contenção da erosão-macroeconómica e do saneamento das finanças públicas”.
Bom Jesus disse ainda que “ aproveito
o ensejo para felicitar e expressar gratidão a augusta Assembleia Nacional e
enaltecer o esforço e abnegação dos deputados da Nação diante o processo de
aprovação do OGE e do GOP de 2020”.
O líder da Bancada parlamentar do
MLSTP-PSD, Amaro Couto e o seu homólogo da Coligação PCD-MDFM-UDD, Danilson
Coutu felicitaram o governo pelo conteúdo da proposta do OGE que segundo,
ambos, corresponde as expectativas económicas e financeiras do País, rumo ao
desenvolvimento sustentável.
Já o líder da bancada
parlamentar do ADI, Abenildo de Oliveira justificou o voto da abstenção do seu
partido alegando tratar-se de um “orçamento em contra-mão …e, sem garantia de
crescimento económico”.
São Tomé, 21 Dez ( STP-Press ) – A equipa de Monte Café da ilha de São Tomé sagrou-se campeã nacional de futebol ao empatar esta tarde no Príncipe 0-0 diante dos Operários locais depois da vitória 4-1 em jogo da 1ª mão, enquanto do Porto Real do Príncipe conquistou Taça Nacional em futebol ao vencer também esta tarde Santa Margarida de São Tomé por 3-2 no estádio nacional 12 de Julho na capital são-tomense.
Depois da vitória há uma semana em São-Tomé por 4-1, Agrosport
de Monte Café conseguiu levantar, pela primeira vez na sua história, o título
de campeão nacional, ao empatar esta tarde na ilha do Príncipe por 0-0 frente
aos Operários, campões regiões, em jogo da 2ª mão no Estádio 13 de Julho.
Já na finalíssima da Taça são-tomense de futebol, o
Porto Real do Príncipe levantou o troféu ao vencer a equipa da Santa Margarida
da ilha de São Tomé por 3 – 2, após prolongamento, em partida disputada esta
tarde no estádio nacional 12 de Julho em São-Tomé.
Os golos do Porto Real foram apontados por Divan aos
36 minutos, Gilson aos 95 minutos e Pogba aos 111 minutos, enquanto Preto
marcou os dois tentos de Santa Margarida, aos 4 e aos 61 minutos.
O juiz da partida foi o internacional Santilan Satos coadjuvado
por Adelmiro Reis e Nelito Miranda e as funções do 4º árbitro foram entregues
ao senhor Arlindo Miranda.
São-Tomé, 19 Dez ( STP-Press ) – O Primeiro-Ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus
deslocou-se a ilha do Príncipe, onde procedeu esta manhã a entrega de um
gerador de 750 KW para melhorar a situação energética da ilha, tendo ainda
confirmado o projecto que visa a construção de apartamentos, nesta região autónoma,
com financiamento da China.
O gerador entregue ao governo regional faz parte de um
grupo de seis que foram financiados pelo consórcio petrolífero Kosme e BP no
âmbito de num projecto avaliado em cerca de 4,5 milhões de dólares visando
aumentar a produção energética do País e assegurar o período de transição para
as energias renováveis.
Em declarações a imprensa, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus disse que “ esta entrega e aumento da capacidade energética aqui no Príncipe não é um favor, mas sim, um direito ao desenvolvimento, um direito a vida, um direito ao progresso”.
“ Neste momento, Príncipe tem mais um gerador para poder
resolver problema das pessoas” – disse, Jorge Bom Jesus, tendo sublinhado que “
continuamos a dar esperança as pessoas porque de facto a nossa preocupação é
investimento nas pessoas, no capital humano”.
Tendo declarado que que “ vamos ter que continuar a
criar condições para atrair investimentos direto estrangeiros … para podermos
criar riqueza e recuar a pobreza” Jorge Bom Jesus confirmou o projecto que visa
a construção apartamentos com apoio chinês bem como o melhoramento infraestrutural
do porto da ilha.
Além do ministro das Obras Públicas, Infraestruturas, Osvaldo de Abreu, vários diretores e altos responsáveis da administração central do Estado acompanharam o chefe do governo nesta visita a ilha do Príncipe, onde, manteve varias conversações com diversas autoridades regionais.