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Covid-19: Navio atraca porto de São Tomé com contentores de produtos alimentares diversos

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 03 Abr 2020 ( STP-Press ) –  Um navio cargueiro, PSL, proveniente de Portugal acaba de atracar no porto de São Tomé e Príncipe com 166 contentores e produtos alimentares diversos para o abastecimento do mercado face as medidas restritivas de prevenção ao coronavírus-Covid-19 – soube esta tarde a STP-Press no porto de São-Tomé.

Segundo fontes da Guarda Fiscal de São Tomé, neste carregamento proveniente de Porto de Leixões, Portugal, constam, 142 contentores de 20 pés e 24 contentores de 40 pés de cargas diversas bem como produtos alimentares diversos e outros materiais incluindo seis viaturas.

 Tendo o processo de descarga já iniciado no porto de São Tomé, a polícia fiscal assegurou que as cargas foram todas desinfetadas por uma equipa médica do ministério de Saúde em parceria com o Serviço Nacional dos Bombeiro no quadro de ações de prevenção ao coronavírus-Covid-19.

Os serviços da Guarda-fiscal adiantaram que “dentro de poucos dias os produtos estão disponíveis nos mercados logo após as tramitações do processo de descarga e desalfandegamento.

Este carregamento surge poucas dias depois do governo de Jorge Bom Jesus ter assegurado o abastecimento do mercado no âmbito de medidas preventivas a Covid-19, tendo anunciado sanções aos especuladores de preço dos produtos face a situação de crise do coronavírus.

Fim/RN

Covid-19: governo anuncia redução de passageiros nos transportes e horário para comércio

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 03 Abr ( STP-Press) – A redução de passageiros nos transportes públicos e fixação de horário para o comércio formal e informal são dentre outras medidas a serem adotadas nas próximas horas pelo governo são-tomense no âmbito de prevenção ao coronavírus- [Covid-19], anunciou quinta-feira o ministro da Saúde Edgar Neves.

 Edgar Neves fez este anuncio no habitual ponto de situação sobre medidas preventivas face a pandemia, tendo citado as aglomerações de pessoas nos mercados municipais bem como excesso passageiros nos transportes públicos como casos a serem equacionados numa perspetiva de se evitar a eventualidade de contaminação da doença.

“Refiro-me neste caso a dois pontos essenciais neste processo; Os mercados por um lado, e transportes públicos” disse Edgar Neves sublinhado que “ são duas situações em que tem havido concentrações excessivas de pessoas o que não é nada favorável… e pelo contrário reúne condições para uma eventual proliferação quer do Covid-19 como de outras doenças”.

Tendo anunciado para breve novas medidas de prevenção face a pandemia ao abrigo do Estado de Emergência Sanitária prorrogado terça-feira pelo Presidente da República, o ministro Edgar Neves destacou a ainda a necessidade de se intensificar cada vez mais a campanha de informação e sensibilização das pessoas no âmbito de prevenção da doença.

Apesar da não existência de qualquer caso suspeito no País, o Presidente da República prorrogou terça-feira ao Estado de Emergência sanitária por mais 15 dias, a pedido do governo na sequência do primeiro decreto de 17 de Março último ao abrigo da autorização concedida pela Assembleia Nacional, face a gravidade da pandemia.

Fim/RN

Covid-19: Banco Mundial doa 2,5 milhões de dólares à São Tomé e Príncipe para prevenção

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

 São-Tomé 3 Abril, 2020 — O Banco Mundial, BM, acaba de aprovar uma doação de 2,5 milhões de dólares para ajudar o governo de São Tomé e Príncipe a responder à ameaça representada pela pandemia do coronavírus – Covid-19, de acordo com um comunicado do BM enviado esta manhã a STP-Press.

De acordo com o documento, o Projeto aprovado quinta-feira, dia 2 em Washington, EUA, de Resposta à Emergência ao Covid-19 de STP “irá fortalecer a capacidade imediata do governo de responder ao surto de COVID-19 e iniciará o fortalecimento de sua resposta a surtos e emergências de doenças”.

“O projeto irá também ajudar a apoiar a preparação e a resposta nos níveis nacional e subnacional; aprimorar a capacidade de vigilância para detecção precoce, gestão de casos e rastreamento de contactos; bem como apoiar a promoção da saúde e a mobilização da comunidade para a proteção e prevenção ao COVID-19”- lê-se no documento.

A nota do Banco Mundial acrescenta que “além disso, ajudará o país a adotar uma abordagem “Saúde Única” para melhorar o mecanismo de coordenação das atividades de preparação e resposta à emergências de saúde pública”.

O documento cita ainda que “este projeto, preparado em tempo recorde pela equipe de saúde do Banco Mundial e em estreita coordenação com a OMS, aumentará a preparação e a capacidade do país de responder diante do COVID-19. Isso é crítico para as pequenas economias insulares como São Tomé e Príncipe, que podem ser particularmente vulneráveis a esses surtos ”, disse Olivier Lambert, Representante do Banco Mundial para Angola e São Tomé e Príncipe, citação .

O apoio que São Tomé e Príncipe está a receber faz parte de um pacote acelerado de mais de US $ 14 mil milhões que o Grupo Banco Mundial está a lançar para fortalecer a resposta ao COVID-19 nos países em desenvolvimento e reduzir o tempo de recuperação, – acrescenta o documento.

A resposta imediata inclui financiamento, aconselhamento de políticas e assistência técnica para ajudar os países a lidar com os impactos econômicos e de saúde da pandemia. A IFC está a disponibilizar US $ 8 mil milhões de financiamento para ajudar empresas privadas afetadas pela pandemia e preservar empregos. O BIRD e a AID estão a disponibilizar US $ 6 mil milhões iniciais para a resposta à saúde. Uma vez que os países precisam de um apoio mais amplo, o Grupo Banco Mundial disponibilizar até US $ 160 mil milhões em 15 meses para proteger os pobres e vulneráveis, apoiar as empresas e reforçar a recuperação econômica.

 A Associação Internacional para o Desenvolvimento, do Banco Mundial (AID), criada em 1960, ajuda os países mais pobres do mundo, atribuindo subvenções e empréstimos a juro baixo, ou zero, para projectos e programas que promovem o crescimento económico, reduzem a pobreza e melhoram a vida dos pobres.

A AID é uma das maiores fontes de apoio aos 76 países mais pobres do mundo, 39 dos quais se situam em África. Os recursos da AID trazem mudanças positivas a 1,6 mil milhões de pessoas. Desde 1960, a AID apoiou já trabalho para o desenvolvimento em 113 países. Os seus compromissos anuais têm-se cifrado, em média, em 21 mil milhões de dólares ao longo dos últimos três anos, tendo cerca de 61 por cento sido despendidos em África.

Fim/RN

Covid-19: Parlamento São-tomense discute medidas preventivas

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Texto:  Manuel Dênde ** Foto: Lourenço da Silva

São Tomé, 01 Abr. 2020 (STP-Press) – A Assembleia Nacional (Parlamento) de São Tomé e Príncipe reúne-se, na quinta-feira, em São Tomé, em Sessão Extraordinária para discutir medidas preventivas contra o COVID-19 aplicadas pelo Governo, – disse hoje a STP-Press uma fonte parlamentar.

A fonte que informou a STP-Press, adiantou que essa sessão com carácter extraordinário, uma vez que os 55 Deputados observam férias parlamentares, vai discutir, cerca de quatro pontos.

E destes quatro pontos, destaque para alteração da Lei do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA), e audição ao Governo da República das medidas preventivas contra o coronavirus.

A reunião surge na sequência de uma deliberação da Comissão Permanente e que vai decorrer numa sala com adaptações com intuito de respeitar medidas internacionais adaptadas pelo país para fazer face ao COVID-19.

Na última terça-feira, o Chefe de Estado São-Tomense, Evaristo Carvalho, em Decreto, prorrogou por mais 15 dias a pedido do Governo da República, o Estado de Emergência no país para se aquilatar reforço de medidas preventivas contra o COVI-19.

Autoridades dão conta de que até a presente data não se regista nenhum caso de COVID-19 em São Tomé e Príncipe. 

Fim/MD

Covid-19: Donativo da OMS acaba de chegar à capital são-tomense

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 01 Abr -2020 ( STP-Press ) – São Tomé e Príncipe acaba de receber da Organização Mundial da Saúde, OMS, um lote de materiais e produtos médicos diversos de apoio as ações preventivas ao coronavírus-Covid-19, informou esta tarde o representante da organização em São Tomé, Vilfrido Gil.

Do lote dos materiais da OMS constam, luvas, máscaras e outros equipamentos de proteção individual dos agentes da saúde incluindo materiais para recolha de amostras aos exames e demais assessórios hospitalares de acordo com as declarações de Vilfrido Gil em representação desta agência da ONU.

“ A OMS tem estado ajudar São Tomé e Príncipe e vai continuar a ajudar no controlo e na gestão desta crise sanitária”– disse Vilfrido Gil, sublinhando que “ OMS tem estado a trabalhar com o governo são-tomense na operação resposta a pandemia” do coronavírus-covid-19.

Esta doação da OMS segue-se a uma outra de género do bilionário chinês Jack Ma, Alibaba Group, contento kits de testes, máscaras cirúrgicas, fatos de proteção, entre outros consumíveis e materiais médicos-hospitalares para prevenção da pandemia do coronavírus.

Apesar da não existência de qualquer caso suspeito no País, o Presidente da República prorrogou terça-feira ao Estado de Emergência sanitária por mais 15 dias, a pedido do governo na sequência do primeiro decreto de 17 de Março último ao abrigo da autorização concedida pela Assembleia Nacional, face a gravidade da pandemia.

Fim/RN

Covid-19 : São Tomé e Príncipe dispõe de plantas medicinais que podem ajudar na prevenção

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 01 Abril 2020, ( STP-Press ) – O Presidente da Associação de Medicina Tradicional de São Tomé e Príncipe, Amâncio Valentim congratulou-se hoje com a prorrogação do Estado da Emergência em prevenção ao coronavírus-Covid-19, tendo admitido que País dispõe de “plantas com capacidades medicinais que possam impedir” uma eventual “contaminação” desse vírus.

Em declarações esta manhã à STP-Press, o praticante de medicina tradicional são-tomense, Amâncio Valentim, sublinhou que “ estamos plenamente de acordo com as medidas de prevenção adotadas pelo governo e que devem ser acatadas por todos”.

“Temos de apostar na vertente prevenção” disse Amâncio Valentim admitindo a hipótese do País dispor de “algumas plantas medicinais que possam ajudar a travar a contaminação” do vírus, revelando um estudo empírico realizado há dias, tendo em conta, sobretudo, os sintomas da doença divulgados pelo ministério da Saúde pela OMS e outras instituições oficiais.

Tendo sublinhado o uso metódico de “chás, xaropes e sucos tradicionais” de algumas “folhas, cascas e raízes” medicinais são-tomenses, Valentim citou alguns exemplos como:  Loutrineira  de nome científico “ Erythrina Mulungu”,  o Quime [ a Mansoa Aliácea], bem como a Loza Bilanza [ Mirabilis Jalapa],  alegando “fortes potenciais antivirótica, antibacteriana, capacidade de combate a tose nervosa, bronquite, febre forte, tónico reconstituinte” dentre outras propriedades medicinais.

Em 2009, uma equipa de pesquisadores do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, de Portugal publicou uma lista de plantas medicinais são-tomenses com propriedades anti maláricas tais como o Libô [ struchim sparganophora ], Babosa [ Aloe Humilis], Girasol [ tihoni Diversifolia] entre outras plantas que na altura tinham a equivalência a choroquina muito usada no combate a malária no arquipélago. “E, curiosamente, hoje alguns países estão a aplicar a cloroquina no tratamento do coronavírus”, -argumentou Amâncio Valentim.

Apesar da não existência de qualquer caso suspeito no País, o Presidente da República prorrogou terça-feira ao Estado de Emergência sanitária por mais 15 dias, a pedido do governo na sequência do primeiro decreto de 17 de Março último ao abrigo da autorização concedida pela Assembleia Nacional, face a gravidade da pandemia.

Fim/RN

Covid-19: Presidente da República decreta a prorrogação do Estado de Emergência por mais 15 dias

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Texto: Ricardo Neto **Foto: Lourenço da Silva

São Tomé, 31 Mar ( STP-Press ) – O Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho acaba de decretar a prorrogação do Estado de Emergência Nacional sanitária por mais 15 dias, a pedido do governo face a prevenção ao coronavírus [ Covid-19], de acordo com um decreto presidencial tornado público esta noite na capital são-tomense.

“É a pedido do governo prorrogado por mais 15 dias o Estado de Emergência Sanitária sobre todo o território nacional” – lê-se no decreto assinado por Chefe de Estado são-tomense face a pandemia do coronavírus.

Esta prorrogação do Estado de Emergência surge na sequência do primeiro decreto presidencial assinado pelo Presidente Evaristo Carvalho a 17 de Março do ano em curso, depois da autorização concedida pela Assembleia Nacional, o Parlamento, ao abrigo da solicitação do governo liderado por Jorge Bom Jesus face a pandemia.

Apesar da declaração de inexistência de casos de coronavírus no país, na base do Estado de Emergência, o governo de Bom Jesus anunciou a proibição de entrada ao País de todos cidadãos estrangeiros, quarentena obrigatória para os nacionais, encerramento das fronteiras, proibição de grandes aglomerações, suspensão das aulas nas escolas públicas e privadas entre outras medidas de exceção face a doença.

Fim/RN

Covid-19: “Manter as cadeias alimentares globais vivas é crucial durante a crise”

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Por: QU Dongyu Diretor-Geral da FAO, organização da ONU para Alimentação

São-Tomé, 31 Marc – 2020 – ( STP-Press ) O Director Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, QU Dongyu acaba de emitir um artigo de opinião intitulado “Manter as cadeias alimentares globais vivas é crucial durante a crise do COVID-19” enviado esta tarde a STP-Press. Pode ler na íntegra:

“Manter as cadeias alimentares globais vivas é crucial durante a crise do COVID-19”

A pandemia do COVID-19 está colocando enormes tensões nos sistemas de saúde pública em todo o mundo, e milhões de pessoas nas economias mais avançadas do mundo estão em alguma forma de quarentena.

Sabemos que a perda de vidas humanas será alta e que grandes esforços para a reverter têm um alto custo económico.

Para reduzir o risco de perdas ainda maiores – escassez de alimentos para milhões de pessoas, mesmo em países ricos, o mundo deve tomar medidas imediatas para minimizar as interrupções nas cadeias de suprimento de alimentares.

É necessária uma resposta globalmente coordenada e coerente para impedir que essa crise de saúde pública desencadeie uma crise alimentar que impeça as pessoas de encontrar ou obter alimentos.

Até agora, o COVID-19 não exerceu pressão alguma sobre a segurança alimentar, apesar de relatos isolados de que os supermercados foram invadidos.

Embora não haja necessidade de pânico – há oferta suficiente de alimentos no mundo para alimentar a todos -, devemos enfrentar o desafio: um enorme risco de que os alimentos não estejam disponibilizados onde for necessário.

A epidemia COVID-19, que resultou em fechamentos de fronteiras e confinamentos, criou restrições logísticas que afetam as longas cadeias de valor da economia global moderna.

Restrições de movimento, bem como comportamento básico de aversão por parte dos trabalhadores, podem impedir os agricultores de cultivar e processadores de alimentos (que lidam com a maioria dos produtos agrícolas) do processamento. A escassez de fertilizantes, medicamentos veterinários e outros insumos também pode afetar a produção agrícola.

O encerramento de restaurantes e mercearias menos frequentados reduz a demanda por produtos frescos e provenientes da pesca, o que afeta produtores e fornecedores, particularmente pequenos agricultores, com consequências a longo prazo para a população mais urbanizada em todo o mundo, seja em Manhattan ou Manila.

A incerteza sobre a disponibilidade de alimentos pode induzir os formuladores de políticas a implementar medidas comerciais restritivas ao comércio, a fim de salvaguardar a segurança alimentar nacional.

Dada a experiência da crise global dos preços dos alimentos em 2007-2008, sabemos que essas medidas podem apenas agravar a situação.

As restrições de exportação impostas pelos países exportadores para aumentar a disponibilidade de alimentos no mercado interno podem levar a sérias interrupções no mercado mundial de alimentos, resultando em picos de preços e aumento da volatilidade dos preços.

Em 2007-2008, essas medidas imediatas se mostraram extremamente prejudiciais, especialmente para países com déficit alimentar de baixa renda e para os esforços de organizações humanitárias para obter suprimentos para os necessitados e vulneráveis.

Todos devemos aprender com o nosso passado recente e não cometer os mesmos erros duas vezes.

Os formuladores de políticas devem tomar cuidado para evitar o aperto acidental das condições de fornecimento de alimentos.

Enquanto todos os países enfrentam seus próprios desafios, a colaboração – entre governos e toda a gama de setores e partes interessadas – é fundamental. Estamos enfrentando um problema global que requer uma resposta global.

Devemos garantir que os mercados de alimentos estejam funcionando adequadamente e que informações sobre preços, produção, consumo e estoques de alimentos estejam disponíveis para todos em tempo real. Essa abordagem reduzirá a incerteza e permitirá que produtores, consumidores, comerciantes e processadores tomem decisões informadas e contenham comportamento de pânico injustificado nos mercados globais de alimentos.

Os impactos à saúde da pandemia de COVID-19 em alguns dos países mais pobres ainda são desconhecidos. No entanto, podemos dizer com certeza que qualquer crise alimentar resultante de uma má elaboração de políticas será um desastre humanitário que podemos evitar.

Já temos 113 milhões de pessoas que sofrem de fome aguda em todo o mundo e, na África Subsaariana, um quarto da população está desnutrida. Qualquer interrupção na cadeia de suprimento de alimentos intensificará o sofrimento humano e o desafio de reduzir a fome no mundo.

Devemos fazer todo o possível para não deixar isso acontecer. Prevenção custa menos. Os mercados globais são essenciais para mitigar os choques ligados a oferta e demanda entre países e regiões, e devemos trabalhar juntos para garantir que as interrupções nas cadeias de suprimentos de alimentos sejam minimizadas o máximo possível.

O COVID-19 nos lembra com força que solidariedade não é caridade, mas senso comum.

Fim/QU Dongyu Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)

Direção dos Impostos admite alargar prazo de pagamento dos impostos sobre veículos

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Cristiano Dondo

  São-Tomé, 31 Mar-2020 ( STP-Press) – A Direcção são-tomense dos impostas admite alargar o prazo para  pagamento dos impostos sobre  veículos de acordo com director desta instituição, Engrácio da Graça, hoje em entrevista à Rádio Nacional.

 “ É uma análise que vamos fazer ao fechar a data do prazo neste março” disse da Graça, sublinhando que “ se, se chegar a conclusão que poderá haver este ou aquele atraso na recepção dos vencimentos, mediante um autorização plena do ministro, podemos, enfim, alargar o prazo para mais uma ou duas semanas”.

 “ Porque o objectivo da direção dos impostos não é penalizar os contribuintes” argumentou o director sustentando que “ o objectivo da direção dos impostos é conjuntamente com os contribuintes trabalhar e encontrar a melhor forma para cumprimento das suas obrigações fiscais”.

Disse ainda que “ a direção dos impostos quer que de forma voluntária, dentro do prazo, os contribuintes, compra com as suas obrigações ficais e estamos cá para colaborar e ajudar” neste processo.

Tendo declarado que “ não é do interesse da direção dos impostos que os contribuintes paguem os impostos com multas”, Engrácio da Graça apelou todos contribuintes a procederem o pagamento dentro do prazo alegando ser “muito desagradáveis as multas…por serem três vezes mais” quando efetuados fora do prazo.

Esta possibilidade anunciada pelo director dos impostos se enquadra nas últimas medidas adotadas por governo na esfera económico-financeira no âmbito de prevenção ao coronavírus [Covid-19], com realce para um plano de contingência nacional visando a mitigação dos impactos negativos da pandemia a nível económico e financeiro.

Fim/RN

Covid-19: Cidadão em quarentena diz que “estamos bem de saúde e agradecemos governo por acolhimento”

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 30 Mar -2020 ( STP-Press ) – Um cidadão são-tomense, Jaime Vera Cruz  em quarentena num hotel de São Tomé disse hoje que “ nós estamos bem de saúde e agradecemos o governo por bom acolhimento” no âmbito de prevenção a pandemia do coronarívus [ Covid-19].

Numa entrevista por telefone a Radio Nacional, Jaime Vera Cruz desmentiu informações das redes sociais que davam conta de várias pessoas num só quarto, tendo sublinhado que “ cada pessoa está num quarto e muito bem acolhido”.

Tendo assegurado que “ estamos a ser seguidos por um médico” integrante da equipa médica do ministério da Saúde que acompanha esta operação, Jaime Vera Cruz acrescentou que “estamos também muito bem servidos em termos de refeições e de boa qualidade”.

 “ Estamos a ser muito bem tratados” disse Vera Cruz endereçando agradecimentos ao governo pela forma como tem estado a decorrer a quarentena já no seu 10º dia no âmbito de prevenção da pandemia do coronavírus.

Questionado sobre os resultados das amostras das pessoas em quarentena que deram todos negativos depois de testes realizados em Portugal, Jaime Vera Cruz disse que “ não estamos doente, nós estamos numa situação de prevenção por terem saídos de um País com registo de casos da doença”.

Além de dois polos de quarentena em dois hotéis e num centro de estágio de futebol na capital de São-Tomé, um outro centro está montado no Centro CATAP, no distrito de Mezochi.

Tendo, o Presidente da República decretado o Estado de Emergência em saúde pública no dia 17 de Março de 2020, o governo já anunciou que vai propor ao chefe Estado a sua prorrogação por mais um período de 15 dias.

Apesar da declaração de inexistência de casos no país, presidente são-tomense, na base do Estado de Emergência o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus anunciou a proibição de entrada ao País de todos cidadãos estrangeiros, quarentena obrigatória para os nacionais, encerramento das fronteiras, proibição de grandes aglomerações entre outras medidas de exceção face a doença.

Fim/RN

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