Sexta-feira, Fevereiro 13, 2026
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PR denuncia crispação política, critica justiça e, reconhece esforço do actual poder

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Noticias STP-Press

São – Tomé, 31 Dez (STP-Press) – O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho hoje em mensagem do ano novo lamentou “uma acentuada crispação política” no País, criticou Justiça transformada numa “injustiça de perseguição”, mas reconheceu esforço do actual poder na área económica, sobretudo, novo acordo com FMI e assinaturas de blocos de petróleo.

“O ano foi marcado, em toda a sua extensão, por uma acentuada crispação política, surgida na sequência das eleições legislativas de Outubro de 2018”, disse Evaristo Carvalho, tendo sublinhado que “ a nova maioria e a oposição posicionaram-se como inimigos políticos, e não como adversários que devem coabitar em democracia, cada um desempenhando o seu papel”.

Tendo considerado que “o actual poder governante [MLSTP-PCD-MDFM-UDD] conduziu uma política de tudo para nós, nada para os outros”, Evaristo Carvalho disse que “ elementos pertencentes ao antigo partido no poder [ADI] foram irradiados de todos os postos que tenham alguma percentagem de poder de decisão, ainda que marginal, fazendo-os substituir em muitos casos por elementos que não têm a mínima competência”.

Evaristo Carvalho sublinhou que “a justiça foi no decurso do ano uma autêntica injustiça: perseguição a juízes que não alinharam em determinada direcção; perseguição a auditores de contas dos tribunais e a um jornalista, por terem detectado, relatado e publicado a utilização indevida de fundos públicos são, entre outras, as anomalias gritantes no sector, pelo que de forma colectiva devemos por cobro…”

Além de ter declarado que “o ponto crucial de toda a governação, e desde logo, o mais preocupante ainda, circunda o sector da justiça”- Evaristo Carvalho acrescenta que “ foram orquestradas várias acções de perseguição judicial contra elementos afectos ao anterior executivo, com propósitos de natureza inconfessável…”.

No plano económico, o Presidente da República reconheceu o mérito do actual poder [MLSTP e Coligação PCD-MDFM-UDD] tendo-se referido aos últimos acordos visando a prospecção de blocos de petróleo bem como o novo pacto estabelecido com Fundo Monetário Internacional, FMI.

“É, sem margem de dúvida, um grande esforço do Governo que traduzirá num esforço conjunto do povo santomense”, disse Evaristo Carvalho quando se referia que “em outubro deste ano, o Governo assinou com o Fundo monetário internacional um novo acordo de facilidade de crédito alargado (ECF) para sustentar as reformas económicas e estruturais” do País.

“Saudamos, igualmente, a assinatura de blocos petrolíferos esses passos poderão ser indícios de que a indústria petrolífera poderá vir a ser uma realidade com benefícios importantes para a nossa economia” disse Evaristo Carvalho, sublinhando que “saudamos ainda a inauguração recente da fábrica de óleo de palma, unidade que irá contribuir significativamente para a melhoria da balança de pagamentos do país e para a criação de empregos”.

“O investimento público constitui um dos elementos chave para o crescimento económico pois gera empregos e consequentemente aumenta o rendimento das famílias e potencia o crescimento”- argumentou o Presidente da República.

Quanto ao caso fundo do Koweit de 17 milhões de dólares, Evaristo Carvalho disse tratar-se de “uma situação que merecia maior investigação e esclarecimento antes de qualquer medida de punição”, tendo argumentado que ” “esclarecida a situação pela delegação do Fundo que visitou recentemente o País, espera-se que as autoridades competentes empreendam as diligências necessárias com vista ao cabal esclarecimento”.

“ Com o habitual apoio das Nações Unidas, esperemos que os diferentes atores nacionais se afirmem capazes, responsáveis e dignos para que a reforma da justiça se efective com a seriedade almejada”., sublinhou

Ainda no seu discurso o Presidente da República considerou que “ o poder executivo não esteve a altura das suas responsabilidades” no caso da vandalização em Outubro último de templos da Igreja Universal, tendo declarado que “ quando foram mobilizadas forças policiais, a intervenção das mesmas foi desastrosa”.

Tendo-se referido que “ outro problema semelhante foi o navio anfitrite que há sensivelmente seis meses naufragou ceifando vidas humanas”, Evaristo Carvalho disse que “ é importante que se dê uma atenção particular, de facto, à Região Autónoma do Príncipe”, argumentando que “ a descontinuidade territorial afecta de forma severa os seus habitantes”.

No domínio da cooperação internacional, o Presidente da República reiterou agradecimentos aos parceiros de cooperação e, particularizando as áreas da defesa e segurança, citou, Portugal, Brasil, Estados Unidos da América, China e Angola, tendo defendido a continuidade para contribuição da “manutenção da ordem pública quando for chamada e na proteção dos nossos recursos marinhos e das nossas águas”.

“Ao terminar, uma palavra de encorajamento ao XVII Governo Constitucional. Que o plano de actividades  e o orçamento geral do Estado  aprovados para o próximo ano económico sejam executados  sem  sobressaltos” disse Evaristo Carvalho concluindo que “ trabalhemos todos para um São Tomé e Príncipe justo e equilibrado. Um bom ano de 2020 para todos e que Deus abençoe o nosso país”.

  Fim/RN

Missão da UA liderada por Rafael Branco felicita povo da Guiné-Bissau pelas eleições de domingo

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 31 de Dez – A Missão de Observação Eleitoral da União Africana, MOEUA, liderada por são-tomense, Rafael Branco, considerou de “livre, regular e transparente” a eleição presidencial de domingo na Guiné-Bissau, e felicitou “o povo bissau-guineense pela sua maturidade política e sua apropriação do processo eleitoral”.

Esta felicitação vem expressa numa declaração final enviada esta manhã a STP-Press, produzida segunda-feira na Guiné-Bissau, pela Missão de Observação Eleitoral da União Africana a 2ª volta da eleição presidencial de 29 de Dezembro na Guiné-Bissau, MOEUA, com assinatura de Rafael Branco, ex-primeiro-ministro são-tomense.

“A MOEUA felicita o povo bissau-guineense pela sua maturidade política e sua apropriação do processo eleitoral. Ela constatou que o escrutínio desenrolou-se na paz e segurança, necessárias à livre expressão do sufrágio. Não obstante raros incidentes, a campanha eleitoral e a votação se desenrolaram bem em todo o território. A eleição foi globalmente livre, regular e transparente” – lê-se no documento.

“A MOEUA saúda o espírito de patriotismo e de fair-play dos dois candidatos em disputa. Ela lança um apelo a calma e a contenção aos seus apoiantes, enquanto se aguarda a proclamação do resultado pela CNE” – acrescenta o documento.

A Missão agradece as autoridades estatais, a CNE, as CRE, os candidatos, os membros da sociedade civil e os parceiros técnicos e financeiros por terem cooperado com a mesma.

A MOEUA recomenda, ao Governo e à Assembleia Nacional Popular a, trabalhar para preservar a paz social e a unidade nacional, reforçar os meios da CNE para permitir que a mesma cumpra as suas missões e melhorar o sistema de recenseamento eleitoral.

Aos candidatos a MOEUA recomenda recorrer as vias legais em caso de contestação, promover o Género e os jovens na vida política, privilegiar o consenso e a competição de ideias, garantir que se evite conflitos identitários e, contribuir para preservar a paz social e a unidade nacional;

À comunidade internacional, a MOEUA recomenda prosseguir seu apoio à Guiné-Bissau apoiando nos esforços de consolidação das conquistas democráticas, a fim de promover a paz, a estabilidade, o Estado de Direito e o desenvolvimento durável.

A Guiné-Bissau realizou a segunda volta das presidenciais no domingo.

Mais de 760.000 guineenses foram chamados às urnas para escolherem o próximo Presidente da Guiné-Bissau entre Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló.

Os resultados eleitorais são divulgados na quarta-feira pela Comissão Nacional de Eleições.

Fim/RN

Governador do Banco são-tomense anuncia crescimento do PIB em 3,5 %

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 31 Dez ( STP-Press ) –  O governador do Banco Central de São-Tomé e Príncipe, BCSTP, Américo Barros anunciou, segunda-feira no tradicional balanço económico do fim do ano, que  a economia são-tomense deverá registar um crescimento do PIB na ordem de 3,5%,  em 2020, e uma inflação a rondar 6,6 %.

“Espera-se um maior incremento da actividade económica para 2020, sendo espectável uma maior aceleração da taxa de crescimento do PIB a rondar os 3,5% na sequência da execução do programa de investimento público com financiamentos do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, a República Popular da China dentre outros parceiros estratégicos para São Tomé e Príncipe”, sublinhou Américo Ramos em projeção para 2020.

Tendo revelado uma inflação acumulada em Novembro ultimo de 5,7 % face 8,0% no igual período do ano anterior, Américo Barros disse esperar em 2020 uma inflação a rondar os 6,6 % que considera “compatível com a contração da oferta monetária em 5,2 %.

Depois de manifestar-se preocupado com o crescimento do PIB em 2019 por não ter ultrapassado 1,5 %, o governador do Banco disse que “quanto as contas externas a sua evolução é reveladora de grande preocupação, na medida em que as reservas internacionais líquidas garantem apenas 1,6 meses de importação”.

“A conjuntura económica internacional foi de facto bastante adversa aos propósitos da economia são-tomense”, disse Américo Barros, tendo sublinhado que “no actual contexto, estima-se que o Produto Interno Bruto cresça 2%, sustentado essencialmente pela evolução positiva do Turismo e da Agricultura”.

O governador do Banco Central anunciou para segundo trimestre do próximo ano a entrada em vigor da nova serie de notas de 200 Dobras para “minimizar os constrangimentos relacionados com a retirada das mesmas em circulação.

Fim/RN

São Tomé e Príncipe faz transição do Ano num misto de pessimismo e esperança

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Por: Manuel Dende,  Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 30, Dez. 2019 (STP-Press) – Os escassos dias para o fim do ano, em São Tomé e Príncipe, seus cidadãos, vivem num misto de pessimismo e esperança numa vida melhor em 2020.

Pessimismo marca a incerteza resultante das Legislativas de Outubro de 2018, quando, acossados pelos sinais de supressão de “Liberdade de Expressão” configurado num direito constitucional e perturbados pelos sinais de um “aperto do cinto” fizeram questão de dar um “cartão vermelho” a anterior Administração Política deste País localizada na sub-região de África central.

E com os seus 1001 km2, São Tomé e Príncipe um Estado insular, seu povo, na sequência do aludido acto eleitoral, fez surgir uma “Nova Maioria” liderada por uma ampla coligação de forças políticas, composta por PCD/MDFM/UDD capitaneada por MLSTP, cujo presidente é Jorge Bom Jesus, hoje, resultante dessa “Nova Maioria” sorriu-lhe o poder e como Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.

Política, Nova Maioria repôs a chamada “Hora do Galo”

Hoje, movido pelas circunstâncias de conjuntura internacional bastante negativa para Estados de Economia fraca, periférica, com sério reflexo a nível interno, num País de monocultura de Cacau, ao qual se acresce a uma campanha política eleitoral onde, Bom Jesus, alvitrou as expectativas dos seus concidadãos com a promessa de baixar ou desagravar os preços, e hoje, pessimismo tende a tomar conta das pessoas face a demora na concretização de tais promessas.

Volvidos 12 meses, não obstante se ter registado um reajustamento no horário do País (repôs-se o atraso em uma hora, ajustado ao TMG, onde um dia, Administração anterior tentou alterar a chamada “Hora do Galo” e algumas medidas cosméticas em transportes escolares, é vulgar ouvir-se na praça pública que “são poucas as medidas aplicadas para reduzir as promessas de campanha eleitoral”, conforme Ana Maria Lopes, mãe de três filhos dos quais dois na escola Básica de Lemos, no distrito de Mé-Zóchi lamenta.

A propósito, autoridades nacionais lançaram a escala nacional e com auxílio do Banco Mundial, um Programa Social denominado Bolça Família que configura, num subsídio bi-mensal de Mil e Quinhentas Dobras (moeda São-tomense) atribuído as Famílias de baixa renda.

Com este valor, equivalente, a 50 USD, autoridades tentam mitigar dificuldades sociais dessas Famílias, com destaque para monitoramento de uma atenção escolar e na expectativa deste investimento na formação traduzir-se a médio ou logo prazo na capacitação humana com resultados concretos de sair de extrema pobreza.

Não obstante o manto de contradição que se vive em discussões na praça pública, nomeadamente, nos restaurantes, cafés e bares da Cidade de São Tomé onde alguns acreditam que a reposição do horário anterior e a promoção de Liberdades individuais tendem ganhar força, dizem, que tais medidas aliviam o agravamento de tensão resultante do agravamento da pobreza no País.

Ainda no âmbito Político, duas situações marcaram de forma dispare a vida do País. Primeiro, sucessivas deslocações do Líder da Assembleia Nacional (Parlamento), com deslocações a China, Geórgia, Marrocos e Qatar, no âmbito de uma nova dinâmica que Delfim Neves está a imprimir, mudando de paradigma político dando uma nova vida ao Parlamento do País tanto a nível interno como externo, onde a chamada diplomacia parlamentar ganhou grande expressão.

Sublinha-se que o sonho de Delfim Neves é ver erguido uma nova Instalação para Assembleia Nacional e que dê dignidade aos Deputados assim como a Nação São-Tomense.

De igual modo, referimos aos tumultos que sacudiram o País há mais de dois meses, falamos, dos protestos visando a libertação em Abidjan, na Costa do Marfim, no âmbito da crise da IURD e o seu ex-pastor Iudmilo Veloso, que traduziu-se em um morto, dois carros incendiados e alguns feridos.   

Reforma da Justiça continua uma coisa adiada no País

Ainda na área social, destaque para a questão de actualidade de sucessivos Governos do País, nomeadamente, a Reforma da Justiça. É vulgar (quase todos os dias) dizer-se que “a justiça vai mal”.

Porém, há mais de quatro anos que diferentes políticas visando agilizar os Tribunais na perspectiva de tornar justiça mais célere, mais isenta e mais cega (na tomada de decisões), evitando assim situações de promiscuidade e ou a intromissão do poder político na esfera da Justiça, as coisas ainda não surtiram efeito.

Há pouco menos de três meses, o Presidente do país, Evaristo Carvalho, reuniu na mesma Mesa, no seu gabinete, no Palácio Presidencial representes dos Órgãos de Soberania com a chancela do Representante Especial do Secretário-geral da ONU para região de África central, François Fall para se discutir e se aprimorar situações atinentes a Reforma Judicial.

E confesso-vos para esta iniciativa presidencial, os São-tomenses não se mostram muito otimistas nem convencidos de que, sim, será desta vez que São Tomé e Príncipe terá uma Justiça que dite com Justiça.

Criação de mais de mil postos de emprego directo e indirecto em breve no País para desagravar a tensão latente na classe juvenil no País

A pobreza agrava-se, afectando mais de 60% de São-tomenses. Destes, cerca de 12 %, vivem na extrema pobreza de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, INE. E aqui, questões de índole económica susceptíveis de abanar a alta taxa de desemprego no País, sobretudo, desemprego jovem afigura-se como nada ainda feito por Jorge Bom Jesus.

E limitado por circunstâncias internas adversas, Bom Jesus vê-se obrigado a viabilizar algumas soluções externas, das quais, investimento directo estrangeiro onde a chamada “diplomacia económica” ganha peso.

Apesar de contrariedades com que vive os “amigos de peito”, sim e a Guiné-Equatorial hoje com múltiplos desafios internos e onde se vê em segundo plano auxílio ao terceiro, faz todo sentido deslocações a China Popular, Marrocos e Addis-Abeba (Etiópia), no coração de África para tentar atrair investimento multicontinental.

Destaque, igualmente, para a luta das autoridades a fim de desanuviar a alta taxa de desemprego, ao qual, novidade foi o anúncio de mais de mil postos directos e indirectos com a instalação de algumas empresas estrangeiras, no País, em 2020, como resultado de mobilização de investimento directo estrangeiro.

São Tomé e Príncipe amarrado ao FMI

Com um arranque bastante titubeante e amarrado em certa medida por uma herança quase fatídica da administração anterior, marcada por uma economia desajustada e ao qual se acresce a dívida escondida, percebe-se, hoje sim, factos que concorreram para o retardar do Orçamento Geral de Estado/2020, fiscalizado pelo FMI e que só depois da luz verde deste organismo da ONU se aprovou em Assembleia Nacional, um Orçamento de 159 Milhões de Dólares, do qual, quase mais de dois terços, pela primeira vez é suportado pelos recursos internos.

E, nesta fatídica fase, muitos São-tomenses ainda se recordam do manto de escuridão em que o País se mergulhou, ao qual sim, o Executivo de Jorge Bom Jesus, viu-se obrigado a “vestir fato-macaco” para o País ultrapassar meses depois os apagões igualmente herdados da administração anterior.

Trata-se de uma novidade onde Jorge Bom Jesus, que configura-se hoje numa mudança de paradigma, por um lado, sim, assente num resgatar de maior sacrifício dos São-tomenses pelo trabalho interno, pondo termo ao suporte habitual de auxílio externo e por outro, advoga alguma dignidade para um Estado que arroga-se como Independente e Soberano aos olhos do Mundo.

E, foi mesmo com FMI que se conheceu a novidade do E-factura, que estritamente ligada ao IVA ou seja Impostos Sobre Valor Acrescentado, que pensa-se poderá vir a aumentar a receita para os cofres de Estado e injectar maior competitividade a economia que se espera, poderá crescer 4%, vai por um lado, augurar alguma estabilidade aos São-tomenses mas, por outro, poderá significar mais agravamento de pobreza no País.

Se é verdade que hoje a vida dos São-tomenses configura-se, estática e apertada como num passado recente e daí o pessimismo, a incerteza, mas, também, assiste-se algum sinal embora “ténue” de viragem das coisas e já se percebe alguns sinais (encorajadores) que configuram em esperança das coisas virem a mudar, nomeadamente, para a população hoje mais exigente do País: Jovens.

No plano infra-estrutural, o centro da cidade de São Tomé (capital da República) ganhou uma nova dinâmica com as obras de requalificação de principais artérias e crê-se que dentro dos próximos 45 dias, essa urbe poderá transfigurar- se e mudar, de facto, de rosto para melhor.

Petróleo pode vir a ser “A Tábua de Salvação” para o País

Na economia, autoridades tentam engendrar medidas para diversificação da economia e, tenta-se resgatar e transformar estas ilhas num verdadeiro centro ou plataforma de economia de escala e daí, lançamento das obras de construção de um Porto comercial, susceptível de comparticipar na economia sub-regional na África central, contentores e de pesca.

De igual modo, acredita-se que poderá haver dentro dos próximos tempos novidades sólidas na área de prospecção de petróleo, onde a Shell, acaba de assinar um memorando de participação num dos blocos da Zona Económica Exclusiva e a BP e a Cosme Energy, também, aparecem como principais actores de um processo lançado há pouco menos de 20 anos, que tarda em dar resultados esperados.

Prevê-se para o ano de 2020 o anúncio dos resultados de prospecção, nomeadamente na Zona Económica Exclusiva (ZEE), onde se espera bons resultados, uma vez que São Tomé e Príncipe situado na mesma zona e linha onde se destacam, nomeadamente, Camarões, Guiné-Equatorial e Gabão, expectativa das pessoas é que o País não pode constituir excepção na extracção de petróleo.

Na agricultura, novos desafios se apresentam para o tecido agro-alimentar, com os 25 milhões de dólares do FIDA onde, na ausência de uma agricultura mecanizada, explora-se uma agricultura familiar e de subsistência alimentar.

E nesta área de tecido primário de economia, a ideia das autoridades é diversificar a cultura onde cacau, até hoje, é rei e senhor, mas que, sabe-se, já não tem mando como nos anos 50, quando o trabalho escravo fazia produzir mais de três ou quatro dezenas de toneladas.

Assim, baunilha e pimenta ameaçam contudo o Senhor rei, que, hoje apoia-se numa reestruturação em cooperativas, que auto-sustentam-se mediante exportação em pequena escala, serviços diversos igualmente a marcarem a diferença, com destaque para a exportação pesqueira para Europa, hoje, paralisado e em negociações com a União Europeia para se colocar o pescado São-tomense na Europa.

Ainda se arrasta a polémica na história dos 17 Milhões de Dólares do Fundo Koweitiano

No país, destaque também para o ressurgimento da polémica do fundo do Koweit entre a confirmação e negação do Ministério das Finanças, Osvaldo Vaz, que garante que os 17 milhões já não estão intactos assim como se sabe muito pouco sobre o destino dos 30 milhões de dólares, firmados na anterior administração que fez questão de não, sancionar tais créditos em Assembleia Nacional, daí configurar-se num manto de ilegalidade.

Uma palavra, igualmente, para a esfera desportiva onde as chamadas modalidades individuais fizeram eco, uma vez mais. E nesse sentido, os São-tomenses regozijaram-se com feitos de Canoagem, Karaté, Taekwondo e Xadrez, alcançando medalhas de Ouro, Prata e Bronze, elevando além-fronteiras o nome de São Tomé e Príncipe.

No Futebol, pela primeira vez, a Selecção Nacional da modalidade ao bater, por um agregado de 5-2, em São Tomé e em Port-Louis (nas Ilhas Maurícias), no Oceano Indico, viu-se qualificada para a fase de grupos de qualificação para a CAN/2021, na república vizinha dos Camarões.

Mas, também, ficou patente que sem aplicação da Lei de Mecenato, “o desporto das Ilhas não terá pernas para andar”, conforme confidenciou-nos o Jornalista Maximino Carlos, um especialista no jornalismo desportivo.

A Lei de Mecenato é um instrumento aprovado pela Assembleia Nacional há mais de quatro anos, mas autoridades fazem vista grossa com o receio das grandes empresas não usa-las para fugirem o fisco, e daí os atletas vêem-se prejudicados com a tal situação e a descoberta de mais talentos no País, de nome Santo, vê-se assim adiada e testemunha, igualmente, apesar de algumas retóricas e alguns Tributos quando as coisas correm bem (autoridades convida-los, desportistas), para subirem ao Palácio da Praça do Povo e/ ou da Praça “Yon Gato” (ambos na Cidade de São Tomé), a verdade é que, tal situação, é manifesto a pouca importância que São Tomé e Príncipe dá ao seu próprio desporto.

São-tomenses reclamam que justiça seja feita a Alda do Espírito Santo

No âmbito da Cultura, pouco ou nada se pode dizer. A não ser agravamento de vozes que reclamam uma iniciativa do Governo junto da UNESCO para o “Tchíloli”, uma manifestação como património imaterial da UNESCO.

De igual modo, cresce no país vozes que reclamam também pela atribuição de maior valor a figura de Alda do Espírito Santo, heroína de Luta de Libertação Nacional que, além de nome atribuído numa Praça diante da escola de “Dona Maria de Jesus”, conexo a EMAE, na cidade de São Tomé, muitas São-tomenses contestam o facto do nome de Alda do Espírito Santo estar confinado, a um pavilhão dentro de uma escola que de nome Liceu Nacional.

E assim, indagam, porquê não complementá-la ao “Liceu Nacional Alda do Espírito Santo” a semelhança do Liceu Maria Manuela Margarido, uma figura que foi natural da Ilha do Príncipe e que em vida foi, primeira Embaixadora do País em Bruxellas.

Na cultura, sim, que ao terminarmos que a Justiça seja feita a Alda do Espirito Santo’’.

Fim/MD

Jorge Bom Jesus inaugura “Feira Natalícia” e diz que “País tem todos ingredientes para criar riqueza”

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Reportagem: Ricardo Neto e João Soares da Agência STP-Press

São-Tomé, 24 Set ( STP-Press )  – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus inaugurou esta manhã a “Grande Feira Natalícia”, no Porque da capital de São-Tomé, tendo sublinhado que “ temos de criar riqueza porque este País tem todos ingredientes para isto”.

Além do ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, Francisco Ramos, a abertura da feira contou ainda com a presença do ministro de Trabalho, Solidariedade e Familial, Adlander de Matos, Secretário de Estado do Comércio, Industria, Eugénio da Graça, o presidente da Câmara Distrital de Agua-Grande, José Maria da Fonseca bem como altos responsáveis e técnicos afectos ao sector.

Depois de percorrer por todos os espaços da “mega feira natalícia” em plena véspera do Natal, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus disse a STP-Press que “ Temos de criar riqueza e este País tem todos os ingredientes para isto”.

Jorge Bom Jesus disse ainda que “ o objetivo do governo, neste momento, é o crescimento económico, empoderamento das famílias, empreendedorismo, estimular o tecido empresarial nacional e atrair investimento estrangeiro directo”.

Tendo declarado que “ o papel do governo é de abrir autoestradada para que os pequenos produtores possam circular”, Jorge Bom Jesus afirmou que “ o governo vai cumprir a sua parte, o sector produtivo, o sector real vai ter de fazer a sua parte”.

“ Temos de nos virar para o sector real de forma que haja produção”, – disse Jorge Bom Jesus, sublinhado que “ nós temos de meter na cabeça de cada são-tomense, que sem dinheiro, nós não vamos poder fazer estradas, pontes, apoiar idosos, educação, saúde…”.

Além de produtos originários do País, a feira dispõe da gastronomia são-tomense com pratos típicos, bebidas naturais do arquipélago a preços acessíveis bem como shows de músicas originárias das ilhas dentre outras ações nesta iniciativa do governo através do Ministério da Agricultura, com apoio da Câmara de Agua Grande.

Fim/RN

Fotojornalista da STP-Press expõe fotos em Portugal por ocasião de 21 de Dezembro, dia de São Tomé

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Noticias STP-Press

São Tomé, 24 Dez. (STP-Press) – Um dos fotojornalistas da Agência STP-Press, António Amaral, vulgo Inter-Mamata inaugurou, sábado, 21 de Dezembro no centro português na Avenida 24 de Julho em Lisboa Portugal, uma exposição fotográfica por ocasião do 548º aniversário da chegada dos navegadores portugueses a ilha de São Tomé.

Além da data da descoberta ou do achamento da ilha, o fotojornalista focaliza a sua exposição em questões relativas a preservação do património cultural são-tomense, com pouco mais de três dezenas de fotografias, espelhando os aspetos ligados ao património cultural, arquitetura e o folclore de São Tomé e Príncipe.

Além de grande relevo que atribui a Tragedia Formiguinha de Boa, alertando para preservação deste emblemático acto cultural da ilha de São Tomé, InterMamata destaca ainda monumentos, paisagem e outros grupos culturais são-tomenses.

Mário Alves, ativista cultural da Etnia, defendeu o valor cultural do património sãotomense e disse que está aberta a porta para São Tomé e Príncipe, conquistar um lugar cimeiro no seio da UNESCO, porque com essas fotos são testemunho da beleza cultural que existe no arquipélago santomense.

A abertura desta exposição contou com destacável presença do Primeiro Secretário da Embaixada, Nilson Lima bem como Assessora jurídica +, Ana Caetano.

Esta exposição de Lisboa, segue-se a uma outra que aconteceu em Setembro último, no Centro Cultural de Brasil em São Tomé, depois da primeira que se deu no Centro Cultural Português também em São Tomé.

De acordo com António Amaral, a próxima exposição está prevista para Libreville, Gabão.

Fim/RN

Governo aprova projectos apresentados por APCI estimados em 14,4 milhões de Euros

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São Tomé, 23 Dez ( STP-Press) –  O governo de São Tomé e Príncipe aprovou um conjunto de projectos apresentados pela Agência são-tomense de Promoção de Comércio e Investimento, APCI, avaliados num total de 14,4 milhões euros com garantia para mais de 700 postos de emprego directos e cerca de 163 indirectos, soube hoje a STP-Press.

De acordo com um documento da Agência de Promoção de Comércio e Investimento, APCI, enviado hoje a STP-Press,  “ os projectos incluem a instalação de uma fábrica têxtil para artigos de exportação, unidades de hotelaria e industria de exportação de inertes”.

O documento sublinha que “ o valor total dos projectos é de 14.412,26 Euros estando projectados a criação de cerca   de 700 [ postos de emprego ] directos  e 163 indirectos numa primeira fase e um total de 1100 a médio prazo”.

“ Os serviços de seguimento da APCI irão acompanhar a execução dos projectos aprovados para velar pelo cumprimento das cláusulas acordadas, nomeadamente, no que diz respeito aos postos de trabalhos criados e estará aberta a prestar toda a assistência necessária aos responsáveis pela execução dos projectos”-lê-se no documento.

Após um ano de trabalho de intensa colaboração com organismos nacionais envolvidos, a APCI submeteu ao Conselho de ministros um conjunto de projectos para aprovação”, diz o documento, sublinhando que “ depois de analisados os referidos projectos foram encaminhados para a direção de património para assinatura dos respectivos contratos administrativos de investimento, CAI.

O documento sublinha ainda, a APCI “felicita os proponentes e agradece os organismos nacionais participantes no processo que levou a aprovação dos referidos projectos”.

Fim/RN

Parlamento acaba de aprovar versão final global do Orçamento para 2020

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 23 Dez. ( STP-Press) – A Assembleia Nacional, (Parlamento), são-tomense aprovou esta manhã em votação final global, o Orçamento Geral do Estado, OGE, de 159 milhões de dólares para 2020, com 28 votos favoráveis da maioria formada por MLSTP e Coligação PCD-MDFM-UDD.

O documento foi aprovado com 28 votos, sendo 23 do MLSTP-PSD, cinco da Coligação PCD-MDFM-UDD, nenhum voto contra, e 24 abstenções, sendo, 22 de ADI e dois do Movimento Cauê.

Em declarações finais, o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus considerou 2020 de um “ ano de muita expectativa ao nível económico e financeiro por via de projectos estruturantes, relançamento do sector privado e promoção de iniciativa de cariz social para mitigar a situação de pobreza, falta de emprego e oportunidade para jovens”.

“ Exortamos a todos os órgãos da soberania a se associarem ao governo no vetor da diplomacia económica” – disse Jorge Bom Jesus tendo sublinhado que “ para este governo, o ano de 2019 serviu de muro de contenção da erosão-macroeconómica e do saneamento das finanças públicas”.

Bom Jesus disse ainda que “ aproveito o ensejo para felicitar e expressar gratidão a augusta Assembleia Nacional e enaltecer o esforço e abnegação dos deputados da Nação diante o processo de aprovação do OGE e do GOP de 2020”.

O líder da Bancada parlamentar do MLSTP-PSD, Amaro Couto e o seu homólogo da Coligação PCD-MDFM-UDD, Danilson Coutu felicitaram o governo pelo conteúdo da proposta do OGE que segundo, ambos, corresponde as expectativas económicas e financeiras do País, rumo ao desenvolvimento sustentável.

Já o líder da bancada parlamentar do ADI, Abenildo de Oliveira justificou o voto da abstenção do seu partido alegando tratar-se de um “orçamento em contra-mão …e, sem garantia de crescimento económico”.

Fim/RN

Monte Café de São Tomé sagrou-se campeão e, Porto Real do Príncipe fica com Taça Nacional

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Texto: Ricardo Neto +++ Foto:Cristiano Dondo

São Tomé, 21 Dez ( STP-Press ) – A equipa de  Monte Café da ilha de São Tomé sagrou-se campeã nacional de futebol ao empatar esta tarde no Príncipe 0-0 diante dos Operários locais depois da vitória 4-1 em jogo da 1ª mão, enquanto do Porto  Real do Príncipe conquistou Taça Nacional em futebol ao vencer também esta tarde Santa Margarida de São Tomé por 3-2 no estádio nacional 12 de Julho na capital são-tomense.

Depois da vitória há uma semana em São-Tomé por 4-1, Agrosport de Monte Café conseguiu levantar, pela primeira vez na sua história, o título de campeão nacional, ao empatar esta tarde na ilha do Príncipe por 0-0 frente aos Operários, campões regiões, em jogo da 2ª mão no Estádio 13 de Julho.

Já na finalíssima da Taça são-tomense de futebol, o Porto Real do Príncipe levantou o troféu ao vencer a equipa da Santa Margarida da ilha de São Tomé por 3 – 2, após prolongamento, em partida disputada esta tarde no estádio nacional 12 de Julho em São-Tomé.

Os golos do Porto Real foram apontados por Divan aos 36 minutos, Gilson aos 95 minutos e Pogba aos 111 minutos, enquanto Preto marcou os dois tentos de Santa Margarida, aos 4 e aos 61 minutos.

O juiz da partida foi o internacional Santilan Satos coadjuvado por Adelmiro Reis e Nelito Miranda e as funções do 4º árbitro foram entregues ao senhor Arlindo Miranda.

Fim/RN

Jorge Bom Jesus faz entrega de gerador à ilha do Príncipe e confirma projecto de casas sociais

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Governo de STP

São-Tomé, 19 Dez ( STP-Press ) – O  Primeiro-Ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus deslocou-se a ilha do Príncipe, onde procedeu esta manhã a entrega de um gerador de 750 KW para melhorar a situação energética da ilha, tendo ainda confirmado o projecto que visa a construção de apartamentos, nesta região autónoma, com financiamento da China.

O gerador entregue ao governo regional faz parte de um grupo de seis que foram financiados pelo consórcio petrolífero Kosme e BP no âmbito de num projecto avaliado em cerca de 4,5 milhões de dólares visando aumentar a produção energética do País e assegurar o período de transição para as energias renováveis.

Em declarações a imprensa, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus disse que “ esta entrega e aumento da capacidade energética aqui no Príncipe não é um favor, mas sim, um direito ao desenvolvimento, um direito a vida, um direito ao progresso”.

“ Neste momento, Príncipe tem mais um gerador para poder resolver problema das pessoas” – disse, Jorge Bom Jesus, tendo sublinhado que “ continuamos a dar esperança as pessoas porque de facto a nossa preocupação é investimento nas pessoas, no capital humano”.

Tendo declarado que que “ vamos ter que continuar a criar condições para atrair investimentos direto estrangeiros … para podermos criar riqueza e recuar a pobreza” Jorge Bom Jesus confirmou o projecto que visa a construção apartamentos com apoio chinês bem como o melhoramento infraestrutural do porto da ilha.

Além do ministro das Obras Públicas, Infraestruturas, Osvaldo de Abreu, vários diretores e altos responsáveis da administração central do Estado acompanharam o chefe do governo nesta visita a ilha do Príncipe, onde, manteve varias conversações com diversas autoridades regionais.

Fim/RN

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