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ADI e oposição no jogo da “Geringonça” e do “voto Campelo” para governar

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Trovoada do ADI, Jesus do MLSTP e Carvalho da Coligação na disputa politico-constitucional para assunção do Poder

Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press 

São-Tomé, 07 Nov. ( STP-Press) – São-Tomé e Príncipe vive um momento político ímpar e de grande expectativa quanto a formação do governo, que provavelmente saíra de uma “geringonça” ou do “voto Campelo”, ou ainda de um consenso para uma governação em base alargada,  face aos últimos argumentos quer do ADI, o vencedor com maioria simples, quer da oposição, (MLSTP-Coligação), que alega dispor de sustentabilidade parlamentar para governar.

Num primeiro cenário, presume-se que, com uma maioria simples de 25 dos 55 mandatos parlamentares, o partido ADI, tendo assumido há dias, a iniciativa de diálogo com as forças da oposição, faz nascer hipótese para uma eventual governação em consenso numa espécie de base alargada através de partilha de poderes em função dos mandatos conquistados pelas partes nas legislativas de 7 de Outubro visando um reinado em estabilidade nos próximos quatro anos.

“Quer o ADI, quer o MLSTP e outros partidos da oposição são todos são-tomenses e partindo deste pressuposto, todos nós queremos bem para o País, e é possível nós nos entendermos, sim ”-defendeu há dais o porta-voz do ADI, Abnildo d’Oliveira,tendo apelado “seriedade e espirito de boa-fé num clima dialogo em busca de entendimento” para uma governação sustentável nos próximos quatro anos.

Num outro cenário, dado ao poder discricionário do Presidente da República quanto a formação do governo, uma vez que a constituição no seu artigo 81º alinha g confere ao mesmo a competência de “nomear o Primeiro-Ministro, ouvidos os partidos políticos com assento na Assembleia Nacional e tendo em conta os resultados eleitorais”.

“ Tudo isso deverá decorrer sob a égide da constituição e das leis vigentes no País, bem como da nossa tradição  democrática e dentro dos limites temporais constitucionalmente estabelecidos”- disse o Presidente Evaristo Carvalho há oito dias, quando se referia aos procedimentos para a formação do novo governo.

Daí, que face a inexistência da obrigatoriedade ao Presidente da República de averiguar ou a sustentabilidade parlamentar, o partido ADI poderá, mesmo com a maioria simples, assumir a governação do País, estando por isso, sujeito a uma eventual queda parlamentar a não ser que venha a assegurar a sua sobrevivência com fenómeno do “Voto Campelo”.

“Voto Campelo” foi protagonizado por um deputado português, Daniel Campelo que a revelia do seu partido, CDS-PP, furou a disciplina da sua bancada parlamentar e votou a favor do orçamento do governo sustentado por uma outra bancada, durante a XIII legislatura da Assembleia da República Portuguesa (1999.2002). Caso que ficou conhecido como “Voto Campelo” por “Orçamento do Queijo Limiano”. Quem sabe o ADI poderá vir a ter “ voto Campelo” a seu favor.

Num outro cenário, a oposição dispondo de uma sustentabilidade parlamentar de 28 mandatos, resultante de 23 mandatos MLSTP-PSD e 5 da Coligação PCD-MDFM-UDD, poderá assumir a governação do País numa coligação na base de pacto de incidência parlamentar já estabelecido entre ambas forças, numa autêntica “Geringonça”.

A “Geringonça” é a palavra para designar o acordo de incidência parlamentar que sustenta o actual governo português liderado por António Costa, criado em 2015 numa aliança pós-eleitoral entre o partido socialista, partido comunista, bloco da esquerda e o partido verde, na sequência das eleições legislativas portuguesas, ganhas pelo PSD de Passos Coelho, com uma maioria simples de 38,5 por cento de votos.

“Viemos entregar ao Presidente da República um dossier, contendo as 28 subscrições dos mandatos que a oposição tem … e que assegura a possibilidade da oposição garantir a sustentabilidade parlamentar e ser governo”, declarações feitas há 15 dias pelo líder da oposição, Jorge Bom Jesus, a confirmar ao Presidente a sustentabilidade parlamentar para assumir o poder, num claro efeito “Geringonça”.

Daí que São-Tomé e Príncipe vive grande expectativa quanto ao formato do próximo governo que poderá resultar de uma base alargada por divisão de poderes entre o ADI e a Troika ou mesmo uma “ Geringonça” da oposição maioritária ou ainda um executivo minoritário do partido vencedor a ser eventualmente sustentado a base do “Voto Campelo”.

Fim/RN

MLSTP e a Coligação não compareceram ao encontro proposto pelo ADI para formação do governo

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 06 Nov. (STP-Press) – A oposição formada por MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD decidiu primar pela ausência ao encontro que deveria acontecer segunda-feira com o ADI, visando diálogo em busca de consenso para formação do governo na sequência das legislativas são-tomenses de 07 de Outubro, – anunciou o porta-voz da oposição.

Cílcio Santos, em representação da oposição sublinhou que tanto MLSTP-PSD como a Coligação decidiram em não comparecer por causa do “desacerto da agenda e do formato” do encontro resultante de uma alegada “atitude arrogante e prepotente” do partido ADI, o autor da proposta.

“ A agenda do encontro e o seu formato deverão ser previamente negociadas e acordadas e nunca impostas pela parte interessante” disse Cílcio Santos, tendo acrescentado que “ face a esta atitude arrogante e prepotente decidimos não comparecer ao encontro proposto pelo ADI, nos moldes e nas condições impostas por este partido”.

“Todavia, estamos, como sempre, disponíveis ao diálogo e discutir com quem quer que seja assuntos relativos a São Tomé e Príncipe para a sua estabilidade política e ao seu desenvolvimento”, acrescentou o porta-voz do MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD.

Tendo considerado “necessidade urgente” a formação do novo governo e a instalação do novo parlamento, o representante da oposição exortou o Presidente da República a encetar contatos para a consumação dos supracitados preceitos constitucionais, para os quais, reiterou a “total e incondicional disponibilidade” dessas forças políticas.

O desacerto entre as partes deve-se, essencialmente a posição do partido ADI que defende encontros em separado com o MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD alegando que os mesmos concorreram as eleições em separado, enquanto a oposição defende encontro conjunto uma vez que dispõem de um acordo de incidência parlamentar e uma declaração de governação conjunta.

Enquanto ADI deu iniciou a uma ronda de contactos para a formação de um novo governo alegando ser o vencedor do escrutínio com uma maioria simples de 25 dos 55 mandatos do parlamento, do outro lado, a oposição reivindica o direito de assumir a governação do país por dispor de uma sustentabilidade parlamentar de 28 deputados na base da aliança entre os 23 mandatos do MLSTP-PSD e 5 mandatos da Coligação.

Fim/RN

ADI defende encontros em separado com MLSTP e com Coligação para formação do governo

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias  STP-Press

São-Tomé,05 Nov. ( STP-Press ) – ADI, o partido vencedor das eleições legislativas são-tomenses de 07 de Outubro defende encontros em separado com o MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD visando a formação do próximo governo da República, declarou sexta-feira o porta-voz Abnildo d’Oliveira.

D’Oliveira fez esta declaração reagindo as últimas declarações em conjunto da oposição formada por MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD, segundo as quais,  o partido ADI estaria a retardar encontros no âmbito do processo de formação do novo executivo.

Refutando as acusações da oposição, o porta-voz do ADI disse que o seu partido está disposto a qualquer momento ter conversações com o MLSTP-PSD e com a Coligação, mas seja em separado uma vez que os mesmos concorreram sozinhos as legislativas de 07 de Outubro.

“ O encontro deve ser em separado porque os partidos concorreram as eleições em separado” disse Abnildo d’ Oliveira, tendo apelado “seriedade e espirito de boa-fé num clima dialogo em busca de entendimento” para uma governação sustentável nos próximos quatro anos.

“ Se o MLSTP encara o assunto de extrema urgência, mesmo hoje ainda esta noite nós estamos disponíveis para dialogar” disse Abnildo de Oliveira tendo acrescentado que “ se a coligação também acha urgente, nós estamos disponíveis a qualquer momento para dialogar”.

Comentando as últimas declarações do Chefe de Estado são-tomense face a questão de formação do novo executivo, Abnildo d’Oliveira disse que Evaristo Carvalho “esteve bem. Muito bem”, porque garantiu cumprir os prazos constitucionais”

“ O Presidente disse que vai cumprir os prazos constitucionais”, recordou disse, Abnildo d’Oliveira tendo acrescentado que o seu partido ADI também “está amarrado a constituição da República”.

Enquanto ADI deu iniciou a uma ronda de contactos para a formação de um novo governo alegando ser o vencedor do escrutínio com uma maioria simples de 25 dos 55 mandatos do parlamento, de outro lado, a oposição reivindica o direito de assumir a governação do país por dispor de uma sustentabilidade parlamentar de 28 deputados na base de uma aliança entre os 23 mandatos do MLSTP-PSD e 5 mandatos da Coligação.

Fim/RN

Presidente inaugura estátua do Rei Amador, a figura emblemática da história são-tomense

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 02 Nov. ( STP-Press) – Rei Amador, a figura emblemática da história são-tomense, conta a partir de hoje com uma estátua em grande dimensão no centro da capital de São-Tomé, inaugurada está manhã pelo Presidente da República, Evaristo Carvalho, numa iniciativa liderada por ministro da Cultura Olinto Daio, e executada por artistas são-tomenses.

Erguida no centro da Praça da Cultura, defronte ao Cimena Marcelo de Veiga, a estátua com cerca de três metros da altura, retrata a figura do Rei Amador, o considerado percursor da luta de libertação por ter liderado a histórica revolta de escravos em 1595 na tentativa de libertar as ilhas do regime colonial e pôr fim ao trabalho escravo nas plantações de cana do açúcar.

“ A tocha na mão esquerda do Rei Amador simboliza o incendiar dos engenhos do açúcar num sinal de resistência ao colonialismo” – disse o arquiteto Cicéro Narciso, que projetou a obra, tendo acrescentado que “ o machim na outra mão significa o material de trabalho na roça e também sua arma de defesa”.

Com a inauguração desta estátua significa que “ o passado não está morto e enterrado, de facto nem sequer é o passado” disse o ministro da Cultura, Olinto Daio citando o pensador William Faulkner.

Para Olindo Daio a inauguração da estátua do Rei Amador, o percursor da luta pela libertação, acontece num momento em que o povo são-tomense tem fome de uma mensagem de unidade”, numa clara alusão ao período pôs eleitoral que se vive no País.

“ Queremos que cada cidadão ultrapasse de ver a realidade através da sua lente partidária e que juntos continuemos a marcha de aqueles que nos antecederam” disse Daio, tendo acrescentado tratar-se de “ uma marcha por um São Tomé e Príncipe livre, justo e próspero”.

Tendo-se referido vozes criticas por causa da cor branca da estátua bem como pelo facto da inauguração não ter acontecido no dia 04 de Janeiro, data em homenagem ao Rei, o ministro Daio disse que “ desta vez não vamos responder estas questões” sublinhando que “ desta vez queremos falar da aquilo que nos une”.

“ A unidade é o pilar fundamental para garantirmos a prosperidade do País”, – acrescentou o ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, neste evento que contou com várias entidades públicas do País, representantes diplomáticos, estudantes e elementos da população.

Segundo um documento do arquivo histórico de São Tomé e Príncipe, Rei Amador “Viera”, considerado rei dos Angolares (escravos vindos de Angola) terá sido preso e morto em 1596, por ações anticoloniais.

São Tomé e Príncipe conseguiu a independência em 12 Julho de 1975, na sequência da saída dos colonos portugueses, já em plena era da produção do cacau que sucedeu ao ciclo de cana do açúcar (1470- 180).

Fim/RN

Oposição quer contactos de imediato com Presidente da República para formar governo

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Noticias STP-Press

São-Tomé, 02 Nov. ( STP-Press ) –  Os partidos da oposição são-tomense, designadamente,  o MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD manifestaram a disponibilidade “em iniciar de imediato contactos com o Presidente da República para encontrar solução governativa sustentável que ponha fim a crise institucional” no País, – anunciou quinta-feira o porta-voz Arlindo Carvalho.

Numa declaração conjunta da oposição lida por Arlindo Carvalho, os partidos da oposição acusam o Presidente da República de “fugir claramente as suas responsabilidade ao não cumprir as suas atribuições constitucionais demonstrando assim ser conivente com a intolerável situação de ingovernabilidade que vive o País”.

“ Vêm, assim os partidos da oposição uma vez mais manifestar sua disponibilidade em iniciar de imediato contactos com o Presidente da República para encontrar solução governativa sustentável que ponha fim a crise institucional criada pelo ADI”- Lê-se na declaração conjunta.

“ Não se vislumbra em parte alguma da constituição que a formação do governo esta condicionada a tomada de posse dos deputados ao parlamento, defende a oposição refutando a interpretação feita pelo Presidente da República na declaração quarta-feira a Nação.

Daí, exortam o Chefe de Estado são-tomense “a iniciar imediatamente contactos com partidos políticos para a formação do governo de acordo com os preceitos constitucionais de modo a por cobro ao vazio do poder e as consequências que possam advir do prolongamento dessa situação”.

A oposição diz ainda “lamentar o facto do Presidente da República no seu pronunciamento ter tentado branquear a responsabilidade do governo de Patrice Trovoada pela crise energética jamais vivida no País”.

O MLSTP-PSD e a Coligação dizem ainda que esperavam “ no mínimo, que o Presidente da República pudesse informar a Nação o paradeiro certo do primeiro-ministro que numa altura de manifesto desprezo e desrespeito pelo nosso povo abandona o País há mais de 20 dias sem dar qualquer explicação”.

“ O País está parado, as instituições adormecidas e os governantes ausentes” disse Arlindo Carvalho tendo acusado o partido ADI de querer retardar as conversações interpartidárias que visam encontrar solução governativa para o País.

De acordo com a declaração conjunta, o partido ADI teria endereçado um convite propondo um encontro para os dias 5 e 6 Novembro com a oposição, que por vez, fez uma outra proposta do encontro antecipando para 31 de Outubro, tendo Arlindo Carvalho sublinhado que “ estranhamente até este preciso momento que vos falo, o ADI não se dignou em responder a nossa proposta”.

De um lado a oposição reivindica o direito de assumir a governação do país por dispor de uma sustentabilidade parlamentar de 28 dos 55 deputados do parlamento na base de uma aliança entre os 23 mandatos do MLSTP-PSD e 5 mandatos da Coligação enquanto ADI já iniciou contactos para governar alegando ser um vencedor do escrutínio com uma maioria simples de 25 mandatos.

 

FIM/RN

 

PRIASA lança novo concurso público

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São-Tomé, 01 Nov. ( STP-Press) – PRIASA lança concurso para aquisição de equipamento para os parceiros. – Poder ler na íntegra Anúncio público

Presidente diz que não irá ceder a pressões no processo para formação do novo governo

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 01 Nov. ( STP-Press) – O presidente são-tomense, Evaristo Carvalho declarou quarta-feira que não irá ceder a “pressões” no processo que visa a formação do novo governo na sequência das eleições legislativas de 07 de Outubro, e que “ tudo deverá decorrer sob a égide da constituição e das leis vigentes no País”.

“ Tudo isso deverá decorrer sob a égide da constituição e das leis vigentes no País, bem como da nossa tradição  democrática e dentro dos limites temporais constitucionalmente estabelecidos”- disse Evaristo Carvalho quando se referia aos procedimentos para a formação do novo governo.

“Fá-lo-ei na estrita observância da constituição e das leis na defesa dos superiores interesses do povo são-tomense e na execução da sua vontade soberana, livremente expressa nas urnas, sem ceder a pressões de qualquer natureza ou origem” acrescentou o Presidente Evaristo.

Para o chefe do Estado são-tomense “ resta-nos agora, cumprir escrupulosamente os procedimentos constitucionais e legais com vista a instalação da nova Assembleia Nacional, com a tomada de posse dos deputados, assim como a designação do primeiro-ministro a luz dos resultados eleitorais e a nomeação e posse do elenco governamental”.

Tendo recordado que o processo de formação de governo que entrou em funções a 28 Novembro de 2014, só teve lugar após a instalação da Assembleia Nacional, sem atropelos nem imposições, Carvalho acrescentou que “ a nossa democracia segue o seu rumo e jamais quebrarei esta tradição democrática-constitucional da nossa vivência política”

A legislatura que agora chega ao termo normal de 4 anos, teve início a 22 de Novembro de 2014, com a tomada de posse dos deputados eleitos nas eleições legislativas de 12 de Outubro de 2014, isto é quarenta dias depois, – recordou ainda o Presidente da República.

Daí, sustentou que “ desde advento da democracia, as nossas instituições vêm observando mais ou menos, as mesmas práticas que se tornaram consensuais entre nós”.

Tendo afirmado que o País e as instituições democráticas estão a funcionar normalmente acrescentou que vai tomar medidas necessárias no sentido do respeito do Estado de Direito, da garantia dos direitos e liberdades dos cidadãos da protecção das pessoas e dos seus bens e da salvaguarda da estabilidade politica, segurança e paz social.

“ Nada justifica, nem mesmo a ocorrência de falhas lamentáveis no fornecimento de energia electrica a população, que se queira provocar o caos e a desordem no País, passando por cima da lei, erguendo barricadas nas estradas, queimando pneus, cortando via de acesso, impedindo a liberdade de circulação de pessoas…”- lamentou o Presidente da República.

“As instituições encarregues da manutenção da ordem pública e da protecção dos cidadãos devem melhorar os mecanismos de vigilância e de prevenção de actos ilícitos por forma a poderem identificar e responsabilizar judicialmente os respectivos protagonistas e os seus eventuais mentores – defendeu Carvalho.

Esta foi a primeira declaração pública e oficial do Presidente da Republica depois das eleições de 07 de Outubro com realce para as legislativas, das quais, o ADI reivindica o direito de governar por ser partido vencedor  com uma maioria simples de 25 dos 55 deputados do parlamento enquanto a oposição formada por MLSTP-PSD com 23 assentos e a coligação PCD-MDFM-UDD  com 5 mandatos também reclamam a governação por disporem em aliança de sustentabilidade parlamentar de 28 deputados.

Fim/RN

Poder ler MENSAGEM NAÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Governo orienta aos órgãos de defesa para empreenderem medidas de manutenção da ordem pública

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São-Tomé, 30 Out ( STP-Press) – O governo são-tomense decidiu orientar aos órgãos de defesa e segurança para empreenderem de imediato todas as medidas necessárias a manutenção da ordem pública, salvaguarda da integridade física dos cidadãos e seus bens bem como bens públicos, face aos últimos acontecimentos pós-eleições de 07 de Outubro – soube-se hoje de fonte governamental.

De acordo com o comunicado enviado a STP-Press, o “governo decidiu orientar os órgãos de defesa e segurança no sentido de empreenderem imediatamente todas as medidas necessárias tendentes a manutenção da ordem pública, salvaguarda da integridade física dos cidadãos e seus bens, bem como de bens públicos”.

Além de apelo a “tranquilidade, a ordem e a paz características próprias do povo são-tomense”, o governo rejeita ainda “todas as práticas que colocam em causa a imagem do País bem como a democracia”.

O comunicado do governo surge 72 horas depois de surgimento de barricadas montadas em várias localidades por grupos de populares que reclamam falta de energia que é fornecida pela EMAE, a Empresa Nacional de água e luz electrica.

Um dia depois das eleições legislativas de 07 de Outubro, um grupo de revoltosos incendiou uma viatura de uma juíza que integrava a comissão de apuramento dos resultados defronte a sede distrital de Agua-Grande na capital de São Tomé.

Alegando o estatuto de vencedor das legislativas com a maioria simples de 25 deputados, o partido ADI tomou a iniciativa de formar o governo enquanto do outro lado, a oposição formada por MLSTP e a coligação PCD-MDFM-UDD, reclama o direito de governar numa aliança com a sustentabilidade parlamentar de 28 deputados, a luz de um acordo de incidência parlamentar entre as duas forças.

Nas legislativas de 07 de Outubro, ADI foi o partido vencedor com a maioria simples de 25 dos 55 deputados ao parlamento, seguido do MLSTP-PSD, com 23, coligação PCD-MDFM-UDD com 5 o Movimento de Cidadãos Independentes com dois deputados.

Fim/RN

 

Guiné-Equatorial quer relançar cooperação com São Tomé e Príncipe, embaixador Paulino Bololo

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Embaixador da Guiné Equatorial, Paulino Bololo Ekobo discursando na cerimonia do 50º aniversário da Independência do seu País

Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 30 Out, – A Guiné-Equatorial quer relançar a cooperação com São Tomé e Príncipe, sobretudo, nas áreas de formação, transportes aéreo e marítimo, tal como anunciou o embaixador equato-guineense, Paulino Bololo Ekoso na noite de segunda-feira em cerimónia do 50º aniversário da independência deste País membro da CPLP.

“ Atualmente temos assinados vários acordos de cooperação em distintos domínios e uma nutrida agenda bilateral com importantes iniciativas nas áreas de formação, transporte aéreo, transporte marítimo entre outras, que esperamos sejam retomadas pelo novo governo, para assim podermos avançar …” – disse Paulino Bololo quando se referia a cooperação entre os dois Países.

O embaixador da Guiné-Equatorial declarou que base da cooperação entre São Tome e Príncipe e a Guiné-Equatorial “está bem assente no acordo quadro assinado em 1982”, tendo sublinhado que “ faço uma especial menção as nossas relações que datam de muito antes da nossa independência como Estado soberano”.

“Existem elementos históricos e vínculos sanguíneos que nos unem como verdadeiros irmãos” disse o diplomata equato-guineense, para depois acrescentar que “ esta realidade tem sido assumida por todos os governos” dos respectivos Países.

Ainda no seu discurso por ocasião da efeméride, o embaixador da Guiné-Equatorial falou da política internacional apelando aos Estados africanos em desenvolvimento a se unirem em defesa dos seus recursos face aos interesses dos chamados os grandes Países como consequência do fenómeno da hegemonia internacional.

Tendo-se manifestado preocupado com os interesses externos, o embaixador da Guiné-Equatorial defendeu a união de todos Estados em crescimento no sentido de se construir um Mundo, onde “cada País seja dono único e administrador dos seus recursos e protagonista da sua própria história”.

Ao falar da Guiné-Equatorial, o diplomata dividiu a história do seu País em três epatas, começando pela luta de libertação e da conquista da independência em 1968, passando pelo período dos onze anos “tristes” do regime ditatorial e de empobrecimento do País, até, a terceira fase marcada pelo golpe da liberdade de 1979 que conduziu o País ao progresso, desenvolvimento e instauração do sistema democrático vigente nesse País situado no golfo da Guiné e liderado pelo presidente Teodoro Obiang Nguema.

Fim/RN

ADI pede desculpas pelos erros da governação, – Abnildo d’Oliveira

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias  STP-Press

São-Tomé, 29 Out ( STP-Press) – ADI, o vencedor das eleições legislativas são-tomenses de 07 de Outubro, pediu hoje desculpas pelos erros cometidos nos últimos quatro anos de governação, – declarou o porta-voz, Abnildo d’Oliveira no final do encontro esta manhã com sindicatos no âmbito de auscultação para consenso na formação do próximo governo da República.

“ Em nome do partido ADI, pedimos as nossas desculpas pelos erros cometidos e estamos dispostos a corrigir para o bem do País”, disse d’Oliveira, em resposta ao apelo das centrais sindicais, com as quais, teve esta manhã encontro visando a criação de um clima de diálogo e entendimento para uma governação estável do País.

“Se o sindicato fez-nos este apelo nós estamos dispostos a corrigir, a darmos o nosso melhor para o bem de São-Tomé e Príncipe” disse Abnildo d’Oliveira, para depois sublinhar que “ não existe em parte nenhuma uma governação 100% perfeita e nós admitimos esses erros e pretendemos melhorar”.

“ Como a maioria dos são-tomenses são cristãos e, a doutrina cristã prega o amor, e sendo amor o perdão, acredito que a maioria dos são-tomenses perdoarão esses erros do ADI” – disse o porta-voz tendo declarado que “ nós não somos Deuses, nós não somos Santos”, por isso, “ reconhecemos esses erros”.

Tendo iniciado a ronda de auscultação com representantes diplomáticos, passando por organizações não-governamentais, chefes das igrejas, o ADI teve esta manhã encontro com os sindicatos estando ainda previstas audiências com forças políticas do País.

Nas legislativas de 07 de Outubro, ADI foi o partido vencedor com a maioria simples de 25 dos 55 deputados ao parlamento, seguido do MLSTP-PSD, com 23, coligação PCD-MDFM-UDD com 5 o Movimento de Cidadãos Independentes com dois deputados.

Alegando o estatuto de vencedor das legislativas, o partido ADI tomou a iniciativa de formar o governo enquanto do outro lado, a oposição formada por MLSTP e a coligação PCD-MDFM-UDD, reclama o direito de governar numa aliança com a sustentabilidade parlamentar de 28 deputados, a luz de um acordo de incidência parlamentar entre as duas forças.

Fim/RN

 

 

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