Segunda-feira, Abril 13, 2026
Início Site Página 541

Governo constrói Jardim de Infância em Claudino Faro

0

Por: Manuel Dendê. jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 09 Nov. 2018 (STP-Press) – O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural de São Tomé e Príncipe, Teodorico Campos, presidiu quinta-feira, em Claudino Faro (no sul da ilha de São Tomé), a cerimónia de lançamento de 1ª pedra para a construção de um Jardim de Infância nesta localidade do distrito de Cantagalo.

Além do governante, o acto contou igualmente com a presença de Ceutónia Lima, representante do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que através do PRIASA-II vai financiar a obra no valor de 65 mil Euros assim como a Delegada da Educação da área de Cantagalo, Ana Varela.

Cantagalo é um distrito essencialmente agrícola cuja cidade de Santana, dista da Cidade de São Tomé, capital da República insular de São Tomé e Príncipe, mais de 12 km ao sul, na Ilha de São Tomé, principal Ilha do arquipélago localizado na sub-região de África Central.

A nova unidade de ensino que vai comportar mais de uma centena de crianças de três a cinco anos, terá entre outros, duas salas de aulas, casa de banho e uma cozinha.

A obra, segundo apurou Agência Noticiosa STP-Press, terá a duração de três meses.

A representante do BAD, na circunstância, apesar do período chuvoso que se faz sentir no país, apelou ao empreiteiro para respeitar o prazo assim como garantir a qualidade da obra.

A líder da comunidade local, Maria de Fátima, congratulou-se com a iniciativa, mas apelou igualmente ao ministro de Agricultura, para se interceder junto das autoridades centrais do país a fim garantir em favor da população juvenil da sua comunidade a viabilidade do ensino de sexta classe de ensino geral.

Alertou ao ministro da Agricultura que “interessa as crianças e jovens dessa comunidade, desenvolver a inteligência a fim de garantirem o seu futuro assim como a sustentabilidade de São Tomé e Príncipe e por isso Excelência, contamos consigo para esse desafio”.

Em resposta ao repto da líder comunitária, o governante que aprovou a ideia, assegurou que o seu gabinete intercederá junto do organismo similar da Educação na perspectiva de viabilizar “em nome do Interesse Nacional a proposta de Claudino Faro visando a elevação de nível de escolaridade nesta localidade”.

A localidade, ex-dependência da extinta empresa agro-pecuária Água Izé, onde vive mais de cinco centenas de famílias, tem como atração económica, agricultura com destaque para produção de cacau, hortaliças, bananas, o cultivo de búzio e vinho de palma.

Fim/MD

 

Embaixada de São Tomé e Príncipe em Cabo-Verde reúne-se com são-tomenses radicados em terras cabo-verdianas

0
Foto da Inforpress de Cabo-Verde

São-Tomé, 09 Nov (STP-Press) – A embaixada de São Tomé e Príncipe, na Praia, Cabo-Verde, reuniu-se com a comunidade são-tomense radicada em terras cabo-verdianas para se dar a conhecer, já que entrou em funcionamento há bem pouco tempo, tornou público sábado a Inforpress, a Agência cabo-verdiana de informação.

“Queremos passar aos nossos concidadãos algumas informações que achamos pertinentes”, disse à Inforpress o conselheiro da representação diplomática de S. Tomé e Príncipe em Cabo Verde, Deodato Lima, acrescentando que um encontro semelhante se realizou também na cidade de Assomada, Santa Catarina de Santiago.

Reconhece que muitos cidadãos são-tomenses têm os seus documentos caducados, pelo que, com a abertura da embaixada na Praia terão a oportunidade de os renovar.

Segundo ele, a documentação constitui uma das principais preocupações dos seus concidadãos residentes em Cabo Verde, e, por isso, a necessidade de uma embaixada no país já se fazia sentir, para ajudar a resolver estes problemas da comunidade.

Para o presidente da Associação da Comunidade dos São-tomenses em Cabo Verde, João Martins de Pina, este encontro revela-se de “grande importância” uma vez que se trata de uma oportunidade para os são-tomenses conhecerem melhor o papel da embaixada do seu país em Cabo Verde.

Segundo ele, o número de cidadãos são-tomenses a viver em Cabo Verde ronda à volta de quatro mil.

“Estamos bem integrados na sociedade cabo-verdiana”, disse João Martins que há 30 anos escolheu Cabo Verde para residir.

Os próximos encontros serão com as comunidades residentes no Sal e na Boa Vista.

Fim/ STP-Press/ Inforpress/ LC/ZS

 

Ministério Público acusa 20 arguidos por “tentativa de golpe de Estado”

0

Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press 

São-Tomé, 09 Nov. ( STP-Press) – O Ministério Público de São Tomé e Príncipe acusou, quinta-feira,  20 arguidos de vários crimes, envolvendo a tentativa de subversão da ordem constitucional, resultante da investigação de uma alegada tentativa de golpe de Estado, denunciada há quatro meses pelas autoridades e foças nacionais.

“A Procuradoria-Geral da República dá assim por concluído um processo de investigação de mais de dois meses, levado a cabo pela Polícia Judiciária são-tomense e que contou com apoio de Portugal e da Interpol”, lê-se no supracitado comunicado a que a STP-Press teve acesso.

O documento do Ministério Público acrescenta que “deduzidas que estão as acusações, o processo segue de imediato para o Tribunal de Primeira Instância para efeito de julgamento”.

Dos arguidos, constam três cidadãos espanhóis e dois são-tomenses detidos preventivamente na sequência do desmantelamento da alegada operação que supostamente visava, basicamente, atingir o Presidente da República, Presidente da Assembleia e o Primeiro-Ministro.

As autoridades e forças são-tomenses revelaram há quatro meses terem impedido uma ação terrorista que visava, o sequestro do Presidente da República, do presidente da Assembleia Nacional e a eliminação física do primeiro-ministro.

Fim/RN

Instituto da juventude oferece livros ao Liceu “Sun Mé Xinhô” do distrito de Lobata

0
Director do Instituto da Juventude a proceder a entrega de livros ao Liceu Sum Mé Xinhô de Lobata

Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 08 Nov. (STP-Press) – O Instituto da Juventude são-tomense, em parceria com a Câmara de Água Grande e Conselho Nacional da Juventude, procedeu esta manhã a entrega de livros ao Liceu “ Sun Mé Xinhô”, do distrito de Lobata, ao norte de São-Tomé, por ocasião da semana nacional da Juventude, – anunciou hoje o director do Instituto, Jozino da Veiga.

Da Veiga disse que a iniciativa visa, essencialmente, apetrechar a biblioteca deste recém-construído centro escolar secundário de Lobata, batizado de Sebastião dos Anjos do Rosário, vulgo Sun Mé Xinhô com intuito de incentivar aos estudantes o gosto e o prazer pela leitura e pela pesquisa científica através de livros.

O director do Instituto adiantou ainda que esta atividade contou com apoio da Porto Editora, a entidade fornecedora dos livros em forma de doação, por intermédio da Associação para Cooperação, Cultura e Desporto entre Portugal e São Tomé e Príncipe.

“O hábito de leitura é um dos mais importantes para o desenvolvimento do intelecto e também o caminho mais curto para adquirir conhecimento” disse Jozino da Veiga, tendo exortado aos estudantes a se apostarem em livros como a principal fonte do saber e de investigação científica”.

Além desta iniciativa de doação de livros, várias atividades, nomeadamente, palestras, acampamentos, marcam a passagem da semana nacional da juventude são-tomense com realce para sábado, dia 10, a realização da grande gala da juventude, com homenagens, músicas e danças dentre outras atrações.

A semana da juventude são-tomense surge no âmbito de 05 de Novembro, dia da juventude de São Tomé e Príncipe.

Fim/RN

Jonas Gentil e Jhúnior de Ceita publicam”Constituição de São Tomé e Príncipe e Legislação Fundamental”

0
Jonas Gentil e J. Jhúnior de Ceita publicam a "Constituição de São Tomé e Príncipe"

Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 8 Nov. (STP-Press) – Um juiz conselheiro do Tribunal Constitucional são-tomense, Jonas Gentil e o presidente executivo do Instituto do Direito e Cidadania (IDEC), J. Jhúnior de Ceita lançam terça-feira, dia 13 na faculdade de Direito em Lisboa, Portugal um novo livro intitulado: “Constituição da República Democrática de São Tomé e Príncipe e Legislação Fundamental”, prefaciado por conceituado jurista-mestre português, Jorge Bacelar Gouveia.

A ser apresentada pelo ilustre catedrático, professor, doutor Bacelar Gouveia, a obra que os autores intitulam de inédita sob argumentação que “… constitui um marco referencial para a história do país e, em particular, para a comunidade jurídica são-tomense e o direito do mundo lusófono, por se tratar da primeira obra inerente ao tema em que se congrega, além do texto constitucional actual, legislações várias (incluindo breves notas) que pretende completar, complementar o acervo fundamental, constitucional do Estado são-tomense”.

Jonas Gentil e Jhúnior de Ceita justificam que a “… razão existencial desta obra, que explica também a sua estrutura interna, é a de divulgar diplomas internos, regionais e internacionais de direito são-tomense e, com efeito, mitigar as dificuldades existentes no acesso aos respectivos instrumentos jurídicos e, na devida medida, despoletar o interesse do mais alto órgão legislativo do país para uma revisão da Lei Fundamental que, no nosso de vista, parece merecer uma especial atenção dos parlamentares”.

Os autores dizem ainda que, “… portanto, julgamos necessário, logo que ultrapassarmos esta fase menos estável que vivemos hoje no nosso país, ser o momento oportuno para se lançar um debate público sobre a revisão da atual Carta Magna, envolvendo claro, os partidos políticos, académicos, sociedade civil, entre outros, neste processo de revisão pois é de recordar que a mesma data de 29 de Janeiro 2003”.

É de salientar ainda que não se trata do primeiro projecto de investigação dos autores, uma vez que em 2016 os mesmos lançaram a primeira revista jurídica do arquipélago intitulada “Anuário de Direito de São Tomé e Príncipe” que já vai na segunda edição, numa obra que tem tido um acolhimento e reconhecimento da comunidade nacional e estrangeira.

Em declarações a STP-Press, Jonas Gentil e Jhúnior de Ceita disseram ainda que o Anuário de Direito São-tomense resulta de uma parceria entre o Instituto do Direito e Cidadania de São Tomé e Príncipe (IDEC) e o Instituto de Direito de Língua Portuguesa (IDILP), esta última instituição presidida pelo professor doutor Jorge Bacelar Gouveia.

Dentre outros trabalhos e projectos de investigação, os autores confirmaram ainda que, a pedido do Observatório Lusófono dos Direitos Humanos – Escola de Direito da Universidade do Minho, foi elaborado dois estudos científicos sobre a Carta Africana dos Direitos Humanos de 1981, instrumento este ratificado por São Tomé e Príncipe e, que, portanto, serão publicados ainda este ano.

Envolvidos no progresso da investigação jurídica e na defesa dos direitos do cidadão são-tomense, Gentil e De Ceita, co-fundadores do Instituto do Direito e Cidadania, sublinharam ainda que “… numa fase tão instável em que se encontra o país, em virtude do recente processo eleitoral, manifesta-se de particular relevância, tanto a existência de uma revista embrionária como o Anuário de Direito e a obra que ora se publica pois só desta forma será possível esclarecer os menos entendidos na matéria evitando assim as más interpretações e determinadas especulações”.

Aproveitaram também para agradecem ao Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, Ministério da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos e a Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, instituições que têm em larga medida apoiado os projectos do IDEC, por todo o apoio prestado para a concretização deste último trabalho, uma vez que, alegam que “sem o financiamento concedido a publicação desta obra seria muito mais difícil”.

Saliente-se que, neste momento, o IDEC está a diligenciar-se no sentido de tornar possível a aquisição obra para venda nas Livrarias Almedina, Fnac e Bertrand, em Lisboa e, no território nacional, nas livrarias e bibliotecas das Universidades locais.

Fim/RN

ADI e oposição no jogo da “Geringonça” e do “voto Campelo” para governar

0
Trovoada do ADI, Jesus do MLSTP e Carvalho da Coligação na disputa politico-constitucional para assunção do Poder

Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press 

São-Tomé, 07 Nov. ( STP-Press) – São-Tomé e Príncipe vive um momento político ímpar e de grande expectativa quanto a formação do governo, que provavelmente saíra de uma “geringonça” ou do “voto Campelo”, ou ainda de um consenso para uma governação em base alargada,  face aos últimos argumentos quer do ADI, o vencedor com maioria simples, quer da oposição, (MLSTP-Coligação), que alega dispor de sustentabilidade parlamentar para governar.

Num primeiro cenário, presume-se que, com uma maioria simples de 25 dos 55 mandatos parlamentares, o partido ADI, tendo assumido há dias, a iniciativa de diálogo com as forças da oposição, faz nascer hipótese para uma eventual governação em consenso numa espécie de base alargada através de partilha de poderes em função dos mandatos conquistados pelas partes nas legislativas de 7 de Outubro visando um reinado em estabilidade nos próximos quatro anos.

“Quer o ADI, quer o MLSTP e outros partidos da oposição são todos são-tomenses e partindo deste pressuposto, todos nós queremos bem para o País, e é possível nós nos entendermos, sim ”-defendeu há dais o porta-voz do ADI, Abnildo d’Oliveira,tendo apelado “seriedade e espirito de boa-fé num clima dialogo em busca de entendimento” para uma governação sustentável nos próximos quatro anos.

Num outro cenário, dado ao poder discricionário do Presidente da República quanto a formação do governo, uma vez que a constituição no seu artigo 81º alinha g confere ao mesmo a competência de “nomear o Primeiro-Ministro, ouvidos os partidos políticos com assento na Assembleia Nacional e tendo em conta os resultados eleitorais”.

“ Tudo isso deverá decorrer sob a égide da constituição e das leis vigentes no País, bem como da nossa tradição  democrática e dentro dos limites temporais constitucionalmente estabelecidos”- disse o Presidente Evaristo Carvalho há oito dias, quando se referia aos procedimentos para a formação do novo governo.

Daí, que face a inexistência da obrigatoriedade ao Presidente da República de averiguar ou a sustentabilidade parlamentar, o partido ADI poderá, mesmo com a maioria simples, assumir a governação do País, estando por isso, sujeito a uma eventual queda parlamentar a não ser que venha a assegurar a sua sobrevivência com fenómeno do “Voto Campelo”.

“Voto Campelo” foi protagonizado por um deputado português, Daniel Campelo que a revelia do seu partido, CDS-PP, furou a disciplina da sua bancada parlamentar e votou a favor do orçamento do governo sustentado por uma outra bancada, durante a XIII legislatura da Assembleia da República Portuguesa (1999.2002). Caso que ficou conhecido como “Voto Campelo” por “Orçamento do Queijo Limiano”. Quem sabe o ADI poderá vir a ter “ voto Campelo” a seu favor.

Num outro cenário, a oposição dispondo de uma sustentabilidade parlamentar de 28 mandatos, resultante de 23 mandatos MLSTP-PSD e 5 da Coligação PCD-MDFM-UDD, poderá assumir a governação do País numa coligação na base de pacto de incidência parlamentar já estabelecido entre ambas forças, numa autêntica “Geringonça”.

A “Geringonça” é a palavra para designar o acordo de incidência parlamentar que sustenta o actual governo português liderado por António Costa, criado em 2015 numa aliança pós-eleitoral entre o partido socialista, partido comunista, bloco da esquerda e o partido verde, na sequência das eleições legislativas portuguesas, ganhas pelo PSD de Passos Coelho, com uma maioria simples de 38,5 por cento de votos.

“Viemos entregar ao Presidente da República um dossier, contendo as 28 subscrições dos mandatos que a oposição tem … e que assegura a possibilidade da oposição garantir a sustentabilidade parlamentar e ser governo”, declarações feitas há 15 dias pelo líder da oposição, Jorge Bom Jesus, a confirmar ao Presidente a sustentabilidade parlamentar para assumir o poder, num claro efeito “Geringonça”.

Daí que São-Tomé e Príncipe vive grande expectativa quanto ao formato do próximo governo que poderá resultar de uma base alargada por divisão de poderes entre o ADI e a Troika ou mesmo uma “ Geringonça” da oposição maioritária ou ainda um executivo minoritário do partido vencedor a ser eventualmente sustentado a base do “Voto Campelo”.

Fim/RN

MLSTP e a Coligação não compareceram ao encontro proposto pelo ADI para formação do governo

0

Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 06 Nov. (STP-Press) – A oposição formada por MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD decidiu primar pela ausência ao encontro que deveria acontecer segunda-feira com o ADI, visando diálogo em busca de consenso para formação do governo na sequência das legislativas são-tomenses de 07 de Outubro, – anunciou o porta-voz da oposição.

Cílcio Santos, em representação da oposição sublinhou que tanto MLSTP-PSD como a Coligação decidiram em não comparecer por causa do “desacerto da agenda e do formato” do encontro resultante de uma alegada “atitude arrogante e prepotente” do partido ADI, o autor da proposta.

“ A agenda do encontro e o seu formato deverão ser previamente negociadas e acordadas e nunca impostas pela parte interessante” disse Cílcio Santos, tendo acrescentado que “ face a esta atitude arrogante e prepotente decidimos não comparecer ao encontro proposto pelo ADI, nos moldes e nas condições impostas por este partido”.

“Todavia, estamos, como sempre, disponíveis ao diálogo e discutir com quem quer que seja assuntos relativos a São Tomé e Príncipe para a sua estabilidade política e ao seu desenvolvimento”, acrescentou o porta-voz do MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD.

Tendo considerado “necessidade urgente” a formação do novo governo e a instalação do novo parlamento, o representante da oposição exortou o Presidente da República a encetar contatos para a consumação dos supracitados preceitos constitucionais, para os quais, reiterou a “total e incondicional disponibilidade” dessas forças políticas.

O desacerto entre as partes deve-se, essencialmente a posição do partido ADI que defende encontros em separado com o MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD alegando que os mesmos concorreram as eleições em separado, enquanto a oposição defende encontro conjunto uma vez que dispõem de um acordo de incidência parlamentar e uma declaração de governação conjunta.

Enquanto ADI deu iniciou a uma ronda de contactos para a formação de um novo governo alegando ser o vencedor do escrutínio com uma maioria simples de 25 dos 55 mandatos do parlamento, do outro lado, a oposição reivindica o direito de assumir a governação do país por dispor de uma sustentabilidade parlamentar de 28 deputados na base da aliança entre os 23 mandatos do MLSTP-PSD e 5 mandatos da Coligação.

Fim/RN

ADI defende encontros em separado com MLSTP e com Coligação para formação do governo

0

Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias  STP-Press

São-Tomé,05 Nov. ( STP-Press ) – ADI, o partido vencedor das eleições legislativas são-tomenses de 07 de Outubro defende encontros em separado com o MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD visando a formação do próximo governo da República, declarou sexta-feira o porta-voz Abnildo d’Oliveira.

D’Oliveira fez esta declaração reagindo as últimas declarações em conjunto da oposição formada por MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD, segundo as quais,  o partido ADI estaria a retardar encontros no âmbito do processo de formação do novo executivo.

Refutando as acusações da oposição, o porta-voz do ADI disse que o seu partido está disposto a qualquer momento ter conversações com o MLSTP-PSD e com a Coligação, mas seja em separado uma vez que os mesmos concorreram sozinhos as legislativas de 07 de Outubro.

“ O encontro deve ser em separado porque os partidos concorreram as eleições em separado” disse Abnildo d’ Oliveira, tendo apelado “seriedade e espirito de boa-fé num clima dialogo em busca de entendimento” para uma governação sustentável nos próximos quatro anos.

“ Se o MLSTP encara o assunto de extrema urgência, mesmo hoje ainda esta noite nós estamos disponíveis para dialogar” disse Abnildo de Oliveira tendo acrescentado que “ se a coligação também acha urgente, nós estamos disponíveis a qualquer momento para dialogar”.

Comentando as últimas declarações do Chefe de Estado são-tomense face a questão de formação do novo executivo, Abnildo d’Oliveira disse que Evaristo Carvalho “esteve bem. Muito bem”, porque garantiu cumprir os prazos constitucionais”

“ O Presidente disse que vai cumprir os prazos constitucionais”, recordou disse, Abnildo d’Oliveira tendo acrescentado que o seu partido ADI também “está amarrado a constituição da República”.

Enquanto ADI deu iniciou a uma ronda de contactos para a formação de um novo governo alegando ser o vencedor do escrutínio com uma maioria simples de 25 dos 55 mandatos do parlamento, de outro lado, a oposição reivindica o direito de assumir a governação do país por dispor de uma sustentabilidade parlamentar de 28 deputados na base de uma aliança entre os 23 mandatos do MLSTP-PSD e 5 mandatos da Coligação.

Fim/RN

Presidente inaugura estátua do Rei Amador, a figura emblemática da história são-tomense

0

Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 02 Nov. ( STP-Press) – Rei Amador, a figura emblemática da história são-tomense, conta a partir de hoje com uma estátua em grande dimensão no centro da capital de São-Tomé, inaugurada está manhã pelo Presidente da República, Evaristo Carvalho, numa iniciativa liderada por ministro da Cultura Olinto Daio, e executada por artistas são-tomenses.

Erguida no centro da Praça da Cultura, defronte ao Cimena Marcelo de Veiga, a estátua com cerca de três metros da altura, retrata a figura do Rei Amador, o considerado percursor da luta de libertação por ter liderado a histórica revolta de escravos em 1595 na tentativa de libertar as ilhas do regime colonial e pôr fim ao trabalho escravo nas plantações de cana do açúcar.

“ A tocha na mão esquerda do Rei Amador simboliza o incendiar dos engenhos do açúcar num sinal de resistência ao colonialismo” – disse o arquiteto Cicéro Narciso, que projetou a obra, tendo acrescentado que “ o machim na outra mão significa o material de trabalho na roça e também sua arma de defesa”.

Com a inauguração desta estátua significa que “ o passado não está morto e enterrado, de facto nem sequer é o passado” disse o ministro da Cultura, Olinto Daio citando o pensador William Faulkner.

Para Olindo Daio a inauguração da estátua do Rei Amador, o percursor da luta pela libertação, acontece num momento em que o povo são-tomense tem fome de uma mensagem de unidade”, numa clara alusão ao período pôs eleitoral que se vive no País.

“ Queremos que cada cidadão ultrapasse de ver a realidade através da sua lente partidária e que juntos continuemos a marcha de aqueles que nos antecederam” disse Daio, tendo acrescentado tratar-se de “ uma marcha por um São Tomé e Príncipe livre, justo e próspero”.

Tendo-se referido vozes criticas por causa da cor branca da estátua bem como pelo facto da inauguração não ter acontecido no dia 04 de Janeiro, data em homenagem ao Rei, o ministro Daio disse que “ desta vez não vamos responder estas questões” sublinhando que “ desta vez queremos falar da aquilo que nos une”.

“ A unidade é o pilar fundamental para garantirmos a prosperidade do País”, – acrescentou o ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, neste evento que contou com várias entidades públicas do País, representantes diplomáticos, estudantes e elementos da população.

Segundo um documento do arquivo histórico de São Tomé e Príncipe, Rei Amador “Viera”, considerado rei dos Angolares (escravos vindos de Angola) terá sido preso e morto em 1596, por ações anticoloniais.

São Tomé e Príncipe conseguiu a independência em 12 Julho de 1975, na sequência da saída dos colonos portugueses, já em plena era da produção do cacau que sucedeu ao ciclo de cana do açúcar (1470- 180).

Fim/RN

Oposição quer contactos de imediato com Presidente da República para formar governo

0

Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Noticias STP-Press

São-Tomé, 02 Nov. ( STP-Press ) –  Os partidos da oposição são-tomense, designadamente,  o MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD manifestaram a disponibilidade “em iniciar de imediato contactos com o Presidente da República para encontrar solução governativa sustentável que ponha fim a crise institucional” no País, – anunciou quinta-feira o porta-voz Arlindo Carvalho.

Numa declaração conjunta da oposição lida por Arlindo Carvalho, os partidos da oposição acusam o Presidente da República de “fugir claramente as suas responsabilidade ao não cumprir as suas atribuições constitucionais demonstrando assim ser conivente com a intolerável situação de ingovernabilidade que vive o País”.

“ Vêm, assim os partidos da oposição uma vez mais manifestar sua disponibilidade em iniciar de imediato contactos com o Presidente da República para encontrar solução governativa sustentável que ponha fim a crise institucional criada pelo ADI”- Lê-se na declaração conjunta.

“ Não se vislumbra em parte alguma da constituição que a formação do governo esta condicionada a tomada de posse dos deputados ao parlamento, defende a oposição refutando a interpretação feita pelo Presidente da República na declaração quarta-feira a Nação.

Daí, exortam o Chefe de Estado são-tomense “a iniciar imediatamente contactos com partidos políticos para a formação do governo de acordo com os preceitos constitucionais de modo a por cobro ao vazio do poder e as consequências que possam advir do prolongamento dessa situação”.

A oposição diz ainda “lamentar o facto do Presidente da República no seu pronunciamento ter tentado branquear a responsabilidade do governo de Patrice Trovoada pela crise energética jamais vivida no País”.

O MLSTP-PSD e a Coligação dizem ainda que esperavam “ no mínimo, que o Presidente da República pudesse informar a Nação o paradeiro certo do primeiro-ministro que numa altura de manifesto desprezo e desrespeito pelo nosso povo abandona o País há mais de 20 dias sem dar qualquer explicação”.

“ O País está parado, as instituições adormecidas e os governantes ausentes” disse Arlindo Carvalho tendo acusado o partido ADI de querer retardar as conversações interpartidárias que visam encontrar solução governativa para o País.

De acordo com a declaração conjunta, o partido ADI teria endereçado um convite propondo um encontro para os dias 5 e 6 Novembro com a oposição, que por vez, fez uma outra proposta do encontro antecipando para 31 de Outubro, tendo Arlindo Carvalho sublinhado que “ estranhamente até este preciso momento que vos falo, o ADI não se dignou em responder a nossa proposta”.

De um lado a oposição reivindica o direito de assumir a governação do país por dispor de uma sustentabilidade parlamentar de 28 dos 55 deputados do parlamento na base de uma aliança entre os 23 mandatos do MLSTP-PSD e 5 mandatos da Coligação enquanto ADI já iniciou contactos para governar alegando ser um vencedor do escrutínio com uma maioria simples de 25 mandatos.

 

FIM/RN

 

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

Recomendamos