Início Site Página 552

STP-Press/ Nova Cooperação China-África

0

STP-Press, China-África

Nestor Umbelina já lidera o MVDP e está confiante na corrida ao palácio do Governo Regional

0
Nestor Umbelibna eleito presidente da MVDP e está confiante na corrida ao palacio Regional do Príncipe
Nestor Umbelibna eleito presidente da MVDP e está confiante na corrida ao palacio Regional do Príncipe

Por: Cristiano Dondo, da STP-Press a partir da ilha do Príncipe

São-Tomé, 31 Ags ( STP-Press ) – Nestor Umbelina, foi quinta-feira eleito  presidente do Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe “MVDP”,  oficializando a sua candidatura ao cargo do Presidente do governo Regional do Príncipe face as eleições de 07 de Outubro na ilha que dista a 93 milhas de São-Tomé.

Na presença de centenas de apoiantes, amigos e familiares, Umbelina foi eleito por aclamação em assembleia constituinte “MVDP”,realizado na cidade de Santo António, na Ilha do Príncipe sob o lema “Príncipe Para Todos”.

Para além da sua eleição, e dos elementos afectos a direcção desta nova força política da região do Príncipe, a magna assembleia também tomou conhecimento do manifesto eleitoral para as próximas eleições, bem como a discussão e aprovação dos estatutos.

Nestor Umbelina, que já havia depositado sua candidatura na capital são-tomense, vem agora, mostrar junto aos seus apoiantes o que pretende caso seja eleito presidente do governo regional nas próximas eleições.

Além de ter exercido as funções de presidente da Assembleia Regional, Nestor Umbelina já ocupou o cargo de Secretario Regional para Infra-estruturas, ambos durante o mandato da UMPP no poder deste 2006.

Fim/CD

 

Medicamentos tradicionais devem respeitar as normas da OMS,- defende a Directora Regional para África

0
A mensagem da Directora Regional para África por ocasião do Dia da Medicina Tradicional para África
A mensagem da Directora Regional para África por ocasião do Dia da Medicina Tradicional para África

Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência STP-Press

São-Tomé, 31 Ags ( STP-Press) –  Em mensagem por ocasião do dia da Medicina Tradicional Africana, que se assinala hoje 31 de Agosto, a Directora Regional da OMS, para África, Matshidiso Moeti declarou que “estes medicamentos devem respeitar com as normas da OMS visando a inscrição e selecção para a sua inclusão na lista nacional de medicamentos essenciais”.

Em mensagem enviada esta manhã a STP-Press, a Directora Regional da OMS, sublinhou que “o aumento da produção local é crucial para contribuir na concretização dos objectivos da cobertura universal dos cuidados de saúde (CUS) e objectivos de desenvolvimento sustentáveis, o que inclui o acesso a medicamentos seguros, eficazes, de qualidade e a preços acessíveis a todos”.

Disse ainda que “para a concretização destes objectivos os países precisam de sistemas de regulação robustos, visando a protecção contra os medicamentos de baixa qualidade, e garantir produtos de medicina tradicional produzidos localmente e matéria-prima de origem vegetal alinhados com as normas internacionais de qualidade, segurança e eficiência”.

“Estes medicamentos devem respeitar com as normas da OMS visando a inscrição e selecção para a sua inclusão na lista nacional de medicamentos essenciais” disse para depois acrescentar que “o fabrico local de produtos da medicina tradicional para o tratamento dessas doenças necessita de um quadro político, regulamentar e económico para facilitar e melhorar a produção local.”

Tendo considerado que “as parcerias público-privadas mais robustas devem fomentar os investimentos na produção local, e garantir a protecção face aos riscos financeiros através da melhoria do desenvolvimento socioeconómico, Matshidiso Moeti declarou que para apoiar o investimento e a transferências de tecnologias, a OMS e os seus parceiros prestaram apoio aos países para a avaliação das necessidades em termos do fabrico local de produtos da medicina tradicional para doenças prioritárias.

Além de adiantar que a OMS está também a ajudando a desenvolver as competências e as capacidades de gestão nas áreas do controlo de qualidade e de registo de produtos da medicina tradicional, sublinhou que “Publicámos uma série de directrizes para uso dos países de acordo com as suas circunstâncias específicas, para garantir a qualidade, a segurança e a eficácia destes e de outros produtos médicos”.

Por ocasião da data, a Directora Regional do Escritório da OMS aproveitou para apelar aos países a aumentarem as parcerias público-privadas e investimentos para aumentarem a produção local, e manterem os elevados padrões de qualidade e sistemas que garantem a segurança dos produtos medicinais, tendo também instado para uma maior colaboração entre governos, autoridades nacionais de regulação farmacêutica, fabricantes e profissionais de medicina tradicional para acelerar a produção local de produtos para a medicina tradicional na Região.

“Isto irá contribuir para cuidados de saúde de qualidade, melhorar de forma substancial o acesso a medicamentos essenciais de qualidade, e promover uma melhor saúde e bem-estar para as populações africanas”- disse para depois felicitar os países que já produzem de forma local e os parceiros que apoiam esta iniciativa, tendo sublinhado que “Mas é preciso fazer mais para melhorar o acesso a produtos de medicina tradicional com qualidade”.

Fim/ RN – OMS

Pode ler a Mesagem da Directora Regional da OMS para Africa

Mulheres de Lembá mais capacitadas em gestão de negócios no âmbito da auto-subsistência

0
Ministro do Emprego e Assuntos Sociais entrega certicicado no final do curso de gestão de Negicios as mulhres de Lemba
Ministro do Emprego e Assuntos Sociais entrega certicicado no final do curso de gestão de Negicios as mulhres de Lemba

Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 30 Ags ( STP-Press ) – Cerca de vinte mulheres são-tomenses  do distrito de Lembá, foram beneficiadas com um curso de gestão de negócios, organizado por UNICEF em parceria com governo, e que terminou terça-feira em Lembá, com entrega de certificados, em cerimónia presidida pelo ministro do Emprego e Assuntos Sociais, Emílio Lima.

A Gestão de negócios, a costura e a secagem de peixe foram os conteúdos transmitidos durantes 60 dias desta formação destinada as mais necessitadas do distrito de Lembá numa perspectiva de auto-subsistência no âmbito da política de desenvolvimento sustentável ao norte da ilha de São-Tomé.

Uma das participantes, Albertina Rita, disse ter adquirido “vários conhecimentos” que serão depois aplicados nos seus negócios, designadamente, a compra e venda de peixe, com forma de “ aumentar o rendimento mensal” para o sustento da sua família.

A representante do Unicef, Mariavitoria Ballota, sublinhou a necessidade de se apoiar as mães que mais necessitam, com finalidade de se satisfazer os direitos básicos das crianças que é a missão fundamental desta organização das Nações Unidas virada para a infância.

“ A nossa prioridade é com as crianças, mas se a família é feliz, a criança também é feliz” acrescentou a representante do Unicef

Na sua intervenção o ministro do Emprego e dos Assuntos Sociais, Emílio Lima, apelou a todas beneficiadas para aplicarem os conhecimentos adquiridos em accões concretas do dia-a-dia, visando o crescimento económico do distrito em causa.

Fim/RN

STP acolhe VIII edição das Olimpíadas lusófona de Matemática

0
São Tomé Príncipe acolhe já em Setembro a Olimpíadas de Matemática da CPLP-2018

Por: Arcangêlo Dendê, jornalista da Agência de Notícias STP-Press 

São-Tomé, 29 Ags ( STP-Press) -São Tomé e Príncipe acolhe entre 2 a 8 de setembro de 2018 a VIII Edição das Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, visando fomentar estudos e talentos nesse domínio curricular, soube- se hoje de fonte oficial.

Esta edição é organizada pela Sociedade Santomense de Matemática, da Universidade de São Tomé e Príncipe e do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação de São Tomé com a participação, por país, de uma delegação composta, no máximo, por dois professores e quatro estudantes não universitários, com menos de 18 anos de idade.

Estudantes são-tomense na olimpiada de 2017 em Portugal

De acordo com o cronograma da competição, as Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países se Língua Portuguesa, OMCPLP, surgiram com o objetivo de unir os Estados membros da CPLP através da “matemática, incentivar o desenvolvimento da disciplina e aprofundar a cooperação nesta área.

A melhoria da qualidade do ensino e a descoberta de talentos em Matemática, o desenvolvimento científico e tecnológico, fomentar o estudo da Matemática nos países lusófonos, a criação de uma oportunidade para a troca de experiências educacionais nacionais, a união e cooperação entre os países lusófonos para a criação de instrumentos que permitam a competição de alunos numa olimpíada internacional para os países de língua portuguesa, também circunscrevem outros objectivos desta competição lusófona.

As OMCPLP são uma competição anual entre jovens estudantes de países de língua portuguesa organizadas pela primeira vez em 2011, em Coimbra, Portugal, pela Sociedade Portuguesa de Matemática e pelo Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.

A anterior edição decorreu em Porto, Portugal, São Tomé e Príncipe arrecadou uma medalha de prata pelo talento do aluno Adolfo Luiz e uma de bronze por Cemiltom Boa Morte ultrapassados pelos colegas de Brasil e de Portugal que dividiram 4 medalhas de ouro.

Fim/AD

 

Desafios da Gestão dos Recursos Hídricos em São Tomé e Príncipe

0
Uma reportagem da jornalista Tamara Águas em publicação especial na STP-Press com apoio da FONG,ACP e UE
Uma reportagem da jornalista Tamara Águas em publicação especial na STP-Press com apoio da FONG,ACP e UE

Por: Tamara Águas, Jornalista são-tomense, em publicação especial na STP-Press

São-Tomé, 29 Ags ( STP-Press) – Água é fonte da vida. Sem ela nenhuma espécie teria chance de sobrevivência na terra. Razão pela qual é considerada de líquido precioso. Hoje por causa das alterações climáticas observadas a nível global, consequência do mau uso do meio ambiente pelo homem, como por exemplo: a desflorestação e a descarga de resíduos sólidos urbanos perto dos rios e nascentes, tem feito com que a água própria para o consumo humano seja cada vez mais escassa.

                                      A Água no Mundo e na África

O portal Mundo Educação cita o relatório emitido pelo Painel Intergovernamental Sobre Mudança Climática e prevê que por volta de 2020 haverá de 75 a 250 milhões de pessoas em África enfrentando o problema da escassez de água. Já hoje, em vários países africanos, como o Quénia, mulheres e crianças caminham por quilómetros em busca de água.

Dados da revista EXAME dão conta que cerca de 2.1 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a uma fonte segura de água potável. Esses dados divulgados no mês de Março do corrente ano sugerem ainda que hoje cerca de 1,9 bilhão de pessoas vivem em áreas sob risco de escassez hídrica, e prevê que em 2050 serão 3 bilhões de pessoas a enfrentarem essa escassez.

Agua, o liquido mais que precioso

A mesma fonte avança ainda que globalmente, mais de 80% dos esgotos gerados pela sociedade retornam ao meio ambiente sem tratamento adequado, razão pela qual 1,8 bilhão de pessoas usam fontes de água potável contaminadas com fezes, sob risco de contrair doenças como a cólera, disenteria, febre tifóide dentre muitas outras.

Aliás, estes mesmos dados da Revista Exame avançam que 1,7 milhão de pessoas morrem todos os anos de doenças diarreicas, e 90% são menores de 5 anos, principalmente em países em desenvolvimento.

                                 Recursos hídricos existentes em STP

São Tomé e Príncipe é um país rico em biodiversidade, a fauna e a flora são objecto de estudo de pesquisadores internacionais. A natureza exuberante, com uma floresta densa abriga cascatas, rios e nascentes que brotam um pouco por todo o país. Mas com tanta abundância em recursos hídricos, porquê alguns santomenses ainda sofrem com a falta deste precioso líquido? Porquê a produção não é suficiente para satisfazer as necessidades da população?

                 Diagnóstico: qual é o problema do abastecimento de água em STP

 Segundo o director da água da EMAE, Empresa de Água e Electricidade, as razões da escassez são várias, desde logo o facto de boa parte do sistema de abastecimento do país ser proveniente de nascentes, portando, para Abel Vila Nova a diminuição do caudal das nascentes devido as mudanças climáticas é um dos principais constrangimentos para a gestão eficaz de água no país. Se por um lado, temos a diminuição do caudal das nascentes e rios por questões ambientais que nos ultrapassam, por outro temos ainda um aumento acentuado do consumo, o que dificulta ainda mais a distribuição dos recursos disponíveis.

Mas este não é o único constrangimento, Abel Vila Nova aponta a falta de recursos humanos capacitados e de ferramentas como outras grandes barreiras para a gestão da água.

Por outro lado, boa parte das infra-estrtuturas de distribuição datam da época colonial, e apresentam sinais claros de degradação, fazendo com que haja perdas importantes durante o transporte do precioso líquido para as residências dos seus destinatários.

Agua: uma das riquezas do arquipélago são-tomense

Além disso, a adoção de um plano director nacional de desenvolvimento territorial permitiria a EMAE conhecer em traços gerais as edificações a serem erguidas numa determinada localidade e portanto prever a necessidade de abastecimento de água para estas construções, mesmo antes delas serem edificadas, mas o que se observa são edifícios a serem erguidos de forma anárquica e desordenada que colocam em causa a capacidade de abastecimento de água aos moradores.

Já o Gestor Ambiental Arlindo de Carvalho, considera que “não fazemos uma boa gestão, a cem porcento tanto das águas superficiais como das águas subterrâneas”. Em primeiro lugar devido a falta de recursos financeiros, os projectos de abastecimento de água custam muito caro. O Director Geral do Ambiente fundamenta a sua afirmação ao afirmar que muitas vezes tentamos reproduzir experiência de outros países em São Tomé e Príncipe, sem levar em consideração as especificidades do país. Carvalho, segue dizendo que São Tomé e Príncipe tem um grande potencial hídrico, no que se refere às águas superficiais, e que apesar da sua distribuição irregular, em termos territoriais, se for bem gerido é possível fazer uma boa distribuição desses recursos. O Gestor Ambiental sublinha ainda que graças a topografia do terreno em São Tomé e Príncipe, a água pode ser distribuída por gravidade sem necessidade de sistemas de bombeamento.

Por outro lado, as águas subterrâneas deverão ser a nossa reserva estratégica, como afirma Arlindo de Carvalho. De acordo com as previsões de estudiosos, cientistas e ambientalistas, a futuro será de escassez no que se refere a água, por essa razão, São Tomé e Príncipe deveria fazer a sua reserva das águas subterrâneas e usar apenas as águas superficiais, ou seja, dos rios. Essa linha de pensamento do Gestor Ambiental deve-se ao facto de que actualmente o país explora as duas modalidades para distribuir água a população. Carvalho não concorda com a exploração simultânea das duas vertentes.

Outra grande preocupação do ambientalista prende-se com a falta de capacidade de armazenamento estratégico de água para situações de seca extrema. Atualmente o país tem grande capacidade de produção de água, principalmente após a inauguração dos últimos projectos de abastecimento levadas a cabo pelo atual Governo, porém, toda água captada é distribuída, consumida, ou desperdiçada diretamente para o mar, ou seja, não é feito o armazenamento para situações extremas. Prova disso, é que durante a época seca, a Gravana, quando o caudal dos rios e nascentes diminui, o abastecimento de água fica consideravelmente comprometido.

sistema de agua na ilha de São Tomé

que certamente poucos santomenses sabem é que quanto mais densas forem as nossas florestas, maior será o manancial de recursos hídricos do país, garante o gestor ambiental Arlindo de Carvalho, de modo que o abate indiscriminado de árvores concorre de sobremaneira para a redução dos recursos hídricos no nosso país.

Por isso mesmo, o país já possui desde 2006 um dispositivo legal (Lei nº 6 e 7/2006), que confere a zona do parque natural (Obô) a categoria de área protegida para que a biodiversidade e a fauna nacional sejam preservadas. Contudo, apesar do dispositivo legal, a preservação das florestas e o combate ao abate ilegal e abusivo de árvores nas áreas protegidas tem sido um grande desafio.

Portanto, segundo o ambientalista Arlindo de Carvalho, é preciso gerir os recursos hídricos para que tenham a capacidade de resolver os três grandes problemas da sociedade, a saber: abastecimento de água potável a população, irrigação, e produção de energias renováveis.

Há toda a necessidade de se criar sistemas de reserva estratégica de água não apenas para o consumo, no caso da água potável, mas também de armazenamento de água para irrigação já que a agricultura constitui a base da economia nacional, tanto a de exportação como a de subsistência.

Por outro lado, São Tomé e Príncipe tem até 2030 o desafio de fazer a migração para o sistema de produção de energias limpas e renováveis, e as mini-hídricas constituem um grande potencial. Com pequenas barragens localizadas estrategicamente nas regiões aonde há maior concentração dos recursos é possível satisfazer essas três vertentes da gestão da água.

Rede de abastecimento de água

De acordo ainda com o gestor ambiental, Arlindo Carvalho, com uma gestão adequada destes recursos é possível satisfazer todas as necessidades tendo em conta o potencial do país nestes recursos.

Porém, a falta de saneamento do meio faz com que boa parte das nossas águas subterrâneas estejam poluídas e portanto impróprias para o consumo. Razão pela qual o uso de águas superficiais, ou seja os rios sejam uma melhor opção para o abastecimento de água a população, e aliás tem sido a grande aposta dos decisores.

Os projectos recentes de abastecimento de água têm sido feitos nos rios de modo que Arlindo de Carvalho espera que a longo prazo, o país tenha condições de fabricar sistemas de armazenamentos de água para situações extremas e possa igualmente criar um sistema de tratamento de águas residuais, para que os lençóis de águas não venham a ser contaminados com dejectos que são escoados directamente para o ambiente.

Há previsões de que num futuro não muito distante a grande crise mundial seja a da água. Mas São Tomé e Príncipe ainda terá um outro grande recurso, para casos extremos, sendo ilhas e portanto cercadas por mar, o país poderá recorrer a tecnologias para dessalinização da água.

                     Situação actual do abastecimento de água em STP

Apesar de todos os projectos recentes, porquê ainda se sente a deficiência no abastecimento de água?

A resposta parece ser simples, se por um lado, como já referido, há o problema de diminuição do caudal dos rios em épocas secas que é agravado pela falta de um sistema de armazenamento para situações extremas. Por outro o comportamento da população também tem contribuído para acentuar ainda mais a escassez. Os chafarizes e lavandarias públicas constituem a maior fonte de desperdício de água no país e compromete o abastecimento aos restantes consumidores, que inclusive pagam e as vezes não têm água quando precisam.

Há cerca de 5 anos a cobertura nacional em termos de abastecimento de água era de 60% e neste momento a cobertura já ronda os 80%. Dados da Direção de água da EMAE que reconhece que o “calcanhar de Aquiles” no abastecimento encontra-se na capital do país, aonde há maior concentração da população.

Sistema de Agua Canga Obo longo

Nos últimos quatro anos 4 projetos de abastecimento de água foram concretizados, a saber o sistema de água de Neves, de Rio D Ouro, Ribeira Afonso e Cangá Obô Longo. No entanto, existem localidades do país, em particular a cidade de Santana e Água-Izé, em que o abastecimento de água ainda é muito crítico, mas o Governo já lançou obras visando a resolução do problema de captação, tratamento e distribuição de água nestas zonas. Resta apenas a situação do abastecimento de água na capital do país, em que os estudos encontram-se em fase avançada, isto é, na elaboração do projecto de execução, e que se prevê para breve a sua concretização, segundo o Diretor da água da EMAE, Abel Vila Nova.

                                         Políticas da água em STP

De facto, a problemática da água é transversal a toda a sociedade na medida em que mais do que um recurso para a actividade económica e social, ela tem um impacto crucial na vida das pessoas. Basta notar que boa parte das doenças que acometem a nossa população são de origem hídrica, e portanto, mais do que recursos disponíveis é preciso vontade política para que os recursos existentes cheguem de forma equitativa a todo o território nacional.

Segundo o Ministro das Infra-estruturas, Recursos Naturais e Meio Ambiente, Carlos Vila Nova há essa vontade política no sentido de resolver o problema de abastecimento de água a população. Vila Nova lembrou os esforços empreendidos pelo executivo do qual faz parte, na última legislatura para levar água potável ao maior número de pessoas. Mas segundo o titular das infra-estruturas, o Governo pretende construir represas e armazenamento de água tanto para consumo como para agricultura, no entanto, está cada vez mais difícil encontrar financiamento no quadro bilateral para projectos no domínio das infra-estruturas. Daí que os financiamentos enquadram-se mais no quadro multilateral. Porém, os projectos de infra-estruturas hídricas são muito caros e na maioria das vezes não se enquadram nos critérios concessionais recomendados pelo Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

                                Solução para o abastecimento de água

Diante de tudo o que foi exposto, qual seria a solução para o problema da água em São Tomé e Príncipe?

Primeiramente a continuidade dos investimentos, e desta feita, além da captação, um esforço terá que ser feito no sentido de dotar o país de um sistema de armazenamento estratégico para as épocas secas e eventualmente, situações extremas.

Sistema de Agua Rio Douro

Outra medida importante prende-se com a política da água, a longo prazo os decisores precisarão incentivar a população a fazer ligações domiciliares de modo que se diminuam as perdas com chafarizes e lavandarias que geralmente, por uma torneira avariada, ficam 24 horas por dia desperdiçando a água.

Enquanto tal não acontece, é necessário encontrar mecanismo de gestão dos chafarizes e lavandarias, com ramais por núcleo de população, familiares ou comunitários, para que haja alguém que se responsabilize pelas lavandarias e chafarizes, hoje ninguém se responsabiliza, nem as câmaras e nem a própria população, portanto, reduzir as lavandarias, criar núcleos populacionais em que deveria ser pago um valor simbólico para garantir a manutenção das infra-estruturas e reduzir as perdas.

É necessário criar ainda mecanismos legais de responsabilização de pessoas que fazem uso indevido de chafarizes e lavandarias, para lavagem de motorizadas, carros e outros utensílios domésticos desperdiçando água tratada que não chegará para o consumo.

Além disso, é necessário resolver o problema das perdas, mudar as condutas antigas por novas para acabar com as perdas.

Por último e não menos importante, é necessário educar e sensibilizar a população para o uso racional da água.

As pessoas precisam entender que água tratada é um produto de muito valor e não deve ser desperdiçada para limpezas e outras actividades, para tal há águas que podem ser igualmente usadas sem que coloque em causa o bem-estar comum. Portanto, mais do que sensibilizar é preciso educar as pessoas para o uso racional da água.

Por essa razão é necessária uma mudança de mentalidade no que se refere a políticas de gestão da água, bem como o seu consumo, para que nunca venha a faltar.

Fim/ TA

“Esta reportagem surge no quadro da bolsa de criação jornalística 2018, promovido no âmbito do projecto Sociedade Civil pelo Desenvolvimento. Uma iniciativa da Federação das ONG em São Tomé e Príncipe em parceria com a Associação para a Cooperação Entre os Povos, e conta com o apoio financeiro da União Europeia e da Cooperação Portuguesa.”

Força do Povo quer ganhar as eleições de 07 Outubro para “mudar São Tomé e Príncipe”

0
Maritinho Stok, lider da Força do Povo em Congresso Constituinte

Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 28 Ags ( STP-Press ) –  O novo partido são-tomense,  Força do Povo STP vai concorrer as próximas eleições legislativas de 07 de Outubro “com objectivo de ganhá-las” para “mudar o rumo do estado do País”,  – anunciou Martinho Stok, o líder máximo desta força política, em congresso sábado em São-Tomé.

Lider da Força do Povo STP
Lider da Força do Povo STP

“ Criamos o partido e vamos concorrer as próximas eleições com objectivo de ganhá-las” – disse Martinho Stock tendo sublinhado que “ o nosso principal objectivo é de ganhar as próximas eleições para mudar o rumo do estado do País”.

Tendo apontado a educação, justiça, reformado Estado e a economia como eixos principais do programa do partido Força do Povo de São Tomé e Príncipe, Martinho Stok destacou ainda a relevância do turismo, pesca e o sector agropecuário como pilares visando crescimento da economia do arquipélago.

“Temos como principais eixos para o desenvolvimento do País, a educação, justiça, a reforma do Estado e a economia” – sublinhou Martinho Stock congresso constituinte que oficializou a existente da Força do Povo STP, como um das forças políticas de São Tomé e Príncipe.

Congresso Força do Povo
Congresso Força do Povo

Médico de profissão, residente em Portugal, Martinho Stok tenciona através do seu partido chegar ao poder para transformar São Tomé e Príncipe e garantir bem-estar a todos os habitantes deste arquipélago de 1001 quilómetro quadrados.

Fim/RN

 

Luzia Fernandes eleita Miss Príncipe 2018

0
Luzia Fernandes eleita Miss Príncipe 2018
Luzia Fernandes eleita Miss Príncipe 2018

Por: Cristiano Dondo da Agência STP-Press a partir da ilha do Príncipe

São-Tomé, 28 Ags ( STP-Press) – A jovem Luzia Fernandes  foi eleita Miss Príncipe 2018, num concurso regional de beleza este fim-de-semana na cidade de Sto. António, ilha dos “Papagaios” no quadro das actividades consagradas ao Agosto, o mês da cultura na Região Autónoma do Príncipe.

Além de Miss Príncipe, Luzia ganhou também Miss simpatia

Além do prémio Miss Príncipe, Luzia Fernandes, de 20 anos de idade, 1,67 metros, residente na Reta de Porto Real, com 12º Ano concluído este ano, arrebatou ainda a faixa de Miss Simpatia, numa votação entre as concorrentes.

Numa noite de muita festa, musica e emoção, o corpo dos jurados não tiveram a tarefa fácil, mas entre as concorrentes, foram eleitas de igual modo a primeira-dama de honor, Leyde dos Santos, 15 anos, estudante de 10º ano; enquanto a segunda dama de honor foi para Gervanda Umbelina, 17 anos, estudante do 11º ano.

Destaque também para a Miss fotogênica, que recaiu na candidata Carla Rodrigues, 16 anos e estudante de 10º ano, essa escolhida pelo fotojornalista da Agência de Notícias STP-Press, Cristiano Dondo, que se encontra em serviço especial na ilha do Príncipe.

A mais bonita da beleza da ilha dos “Papagaios”

O concurso que elegeu a mulher mais bonita da Ilha do Príncipe, teve a participação de 13 concorrentes, oriundas de todas as extremidades da Região Autónoma, que dista a 93 milhas da ilha de São-Tomé.

O concurso foi organizado pelo Governo regional, através da comissão dos festejos do mês da cultura, em que esteve presente o presidente dos festejos, António Tebús, Secretário dos Assuntos Sociais.

Fim/ CD e RN

 

Ministra da justiça lança projecto de formação de quadros administrativos da Ilha do Príncipe

0
Ministra lança projecto de formação administrativa no Príncipe
Ministra lança projecto de formação administrativa no Príncipe

Por: Cristiano Dondo da Agência STP-Press a partir da ilha do Príncipe

São-Tomé, 28 Ags ( STP-Press ) – A ministra são-tomense da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, Ilza Amado Vaz presidiu, segunda-feira na ilha do Príncipe, a cerimónia de lançamento do projecto que visa a formação e capacitação de quadros de administração pública regional com o apoio técnico do Brasil.

ministra e membro do gov. regional
ministra e membro do gov. regional

Lançado em início de 2016, com o apoio técnico de Brasil, o projecto avaliado em cerca de 650 mil dólares tem por finalidade a modernização dos serviços de administração pública na ilha do Príncipe com vista a torná-los mais céleres, transparentes e práticos para os utentes.

A ministra, sublinhou a importância deste projecto para a administração pública nacional, e com particularidade a administração publica regional uma vez que vai melhorar os serviços, e promover a implementação das políticas públicas num processo de modernização visando a credibilidade e eficiência e a qualidade de serviços a serem prestado aos utentes.

quadros administrativos regionais e convidados
quadros administrativos regional e convidados

O Brasil entra com assistência técnica especializada, e o governo regional está empenhado na melhoria de prestação dos serviços ao público numa perspectiva sustentada e de melhorias significativas com a formação já em marcha no âmbito do projecto em causa.

Assinado em Março último na capital são-tomense, o acordo intitulado de “Ajuste Complementar ao Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica” e que visa  a implementação de um projecto de Desenvolvimento tem como objectivo  a “promoção da qualidade dos serviços à população através de intercâmbios de conhecimentos e capacitação de quadros da administração regional”.

Fim/ CD e RN

 

Presidente defende que a polícia deve ajustar-se as exigências de momento face aos desafios modernos

0

Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lorenço da Silva

São-Tomé, 27 Ags ( STP-Press ) – O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho defendeu hoje que a polícia nacional deve sempre ajustar-se as exigências de cada momento, reestruturando-se, formando quadros, aperfeiçoando as suas técnicas face aos crescentes desafios do mundo moderno e da globalização.

Evaristo Carvalho, que exerce também as funções de Comandante Supremo das Forças Amadas do País, fez esta declaração por ocasião do 43º aniversário da institucionalização da Policia nacional de São Tomé e Príncipe em cerimónia oficial das festividades esta manhã nas instalações do Comando Distrital de Agua-Grande, nos arredores de São Tomé.

“ A polícia nacional deve sempre ajustar-se às exigências de cada momento, reestruturando-se, formando quadros, aperfeiçoamento as suas técnicas e de modos de intervenção, equipando-se com meios mais modernos e eficazes, recrutando e integrando no seu seio novos agentes com o firme propósito de fazer face aos crescentes desafios que o mundo moderno e a globalização se nos colocam cada dia mais” – sublinhou o Chefe de Estado República.

Além de ter reconhecido “os visíveis esforços que vêm sendo feitos para que o País tenha uma polícia a altura dos desafios” da modernidade Presidente da República congratulou-se com a criação do Grupo de Intervenção e Segurança, GIS, que passou a integrar nas fileiras da Policia Nacional para “combater eficazmente a criminalidade, manter a ordem e também garantir a segurança de pessoas e bens”.

“ A segurança não é nem jamais poderá ser um problema exclusivo do governo e do Comando Geral da Polícia Nacional” disse o Chefe de Estado são-tomense, tendo sublinhado que “ para o cumprimento exemplar de uma tal missão, precisamos de reforçar a coordenação das múltiplas acções empreendidas pelos diferentes órgãos e instituições estatais e vocacionadas para o efeito.”

Tendo ainda argumentado que “ a ordem pública, a segurança individual de cada um de nós e de toda a sociedade são e devem ser sempre consideradas como um problema e uma preocupação de todos.”, Evaristo Carvalho considera tratar-se de “ uma missão espinhosa, mas absolutamente necessária e indispensável” a manutenção da ordem pública, no respeito “escrupuloso” da constituição.

Além de defender o reforço da cooperação internacional, sobretudo, no domínio de troca de experiência e formação de quadros, Evaristo Carvalho agradeceu apoio e contribuição à Policia Nacional por parte dos “Países amigos” particularizando os Estados membros da CPLP.

A cerimonia contou ainda com o discurso do Camandate Geral da Policia Nacional de São Tomé e Príncipe, o Superintendente, Domingos Papa, bem com acto de promoção, seguido de convicio de confraternização entre as entidades presentes, oficiais superiores, subalternos, agentes policiais, funcioários e convidados

Fim/RN

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

Recomendamos