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Governo aprova criação de comissão técnica para elaborar proposta de revisão da grelha salarial

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São-Tomé, 05 Abr 2024 ( STP-Press) – Governo aprovou a criação de uma comissão técnica para elaborar uma proposta de revisão da grelha salarial do Estado, fixando o prazo de três meses para sua apresentação, indica hoje um comunicado do conselho de ministros.

“No âmbito da reforma da Administração Pública, o Conselho de Ministros aprovou a criação de uma comissão técnica composta por elementos do Ministério das Finanças, Direção Nacional da Administração Pública e Instituto Nacional da Segurança Social, para elaborar uma proposta de revisão da grelha salarial do Estado, acção que se integra no âmbito da primeira fase da reforma da Administração Pública”,-lê-se no documento.

“A comissão técnica, uma vez criada, deve analisar os resultados de monitorização dos recursos humanos da Administração Pública, face ao registo de pagamento no orçamento”, diz o comunicado, acrescentando que “apresentar uma proposta de reestruturação da grelha salarial no prazo de 3 (três) meses.

O documento avança que “ainda no horizonte da reforma e de modo a remover as barreiras que desencorajam o acesso ao emprego público, o Conselho de Ministros orientou a Ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos a emitir um despacho sobre a desnecessidade de autenticação de cópias de documentos, nos concursos de ingresso aos serviços públicos”.

“Nesse diapasão, apenas o requerimento de admissão ao concurso, deverá ter a assinatura reconhecida, e os demais documentos devem constar em fotocópias simples, a serem substituídas por fotocópias autenticadas, em caso de provimento”, sublinha o documento.

O Governo tomou nota das actividades alusivas ao Dia Internacional do Desporto e da Paz (6 de Abril) e Dia Mundial da Saúde (7 Abril), a decorrer no sábado, 6 de Abril de 2024, com uma marcha, seguida de feira da saúde e apresentação da delegação nacional aos Jogos Olímpicos de Paris, 2024.

Nesse contexto, orientou a Ministra da Saúde e dos Direitos das Mulheres para continuar a realização das feiras da saúde, durante o mês de Abril, nas vilas mais importantes de cada Distrito, como forma de reforçar a aproximação dos serviços de saúde às populações, – avança o documento.

No mesmo prisma, o Governo passou em revista os preparativos para a realização do acto central, alusivo ao mês da cultura, a ter lugar no Distrito de Mé-Zóchi, no sábado, 6 de Abril de 2024, com a participação dos grupos culturais de todos os distritos e da Região Autónoma do Príncipe.

O Governo passou em revista os últimos preparativos para acolher a Reunião dos Ministros da Justiça da CPLP, nos dias 8 e 9 de Abril, com a presença do embaixador Zacarias da Costa, Secretário Executivo dessa organização, e mais de 35 participantes, entre Ministros e as respectivas delegações.

De igual modo, o Governo tomou nota da missão da COMIFAC (Comissão das Florestas da África Central), chefiada ao mais alto nível pelo Ministro do Ambiente, Agricultura e Pecuária do Burundi, Dr. Sanctus Niragira, para o reforço das relações entre São Tomé e Príncipe e a COMIFAC.

O Conselho de Ministros foi informado que, no espírito de diálogo e de abertura, o Primeiro-Ministro e Chefe do Governo aceitou e marcou para quarta-feira, 3 de Abril de 2024, a audiência solicitada no dia anterior, e com carácter de urgência, pela intersindical da educação.

O Governo aprovou o cancelamento dos títulos provisórios de posse de terra, em nome dos detentores de médias empresas que têm os terrenos abandonados e que após os sucessivos avisos, não regularizaram as suas obrigações junto do Estado nem deram a utilidade legal aos terrenos.

Do plano internacional, o Governo realça a investidura dos novos presidentes do Senegal e do Egipto, e almeja que ambos os dignitários possam conduzir os seus países na senda da paz e do desenvolvimento, nessa nobre missão ao serviço dos seus povos.

O Governo regista, com particular satisfação, a nomeação de Judith Suminwa, a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeira-Ministra na República Democrática do Congo.

Tanto pela perda de vidas humanas e demais flagelos humanitários, como pelo impacto indirecto no comércio internacional, O Governo acompanha, com preocupação, o conflito que tem lugar no Médio Oriente, ao qual acresce o recente ataque ao consulado do Irão, em Damasco (Síria).

“Por último, o Governo destaca a investidura do Primeiro-Ministro Luís Montenegro e demais ministros/as do XXIV Governo Constitucional de Portugal, desejando ao Executivo ora empossado, os maiores êxitos nessa nobre missão ao serviço do seu povo”, concluiu o conselho de ministros no documento.

Fim/RN

Sindicatos dos professores recebidos por Primeiro-Ministro num encontro que abre caminho para fim da greve

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São-Tomé, 04 Abr 2024 ( STP-Press ) –  A delegação Intersindical dos professores foi recebida esta quarta-feira pelo Primeiro-ministro e no final do encontro a porta-voz sindical, Vera Lombá, sublinhou que “acho que era o que faltava. Quem decide é mesmo ele, portanto, estamos a caminho de entendimento”.

“O que eu posso dizer é que está a caminhar para positividade e que brevemente nós teremos resultados positivos para ambas as partes”, – assegurou Vera Lomba.

“Muitas coisas que estavam em dúvida para nós passaram a ficar claras”- disse a sindicalista, acrescentando que “finalmente alguém falou alguma coisa que nós queríamos ouvir… e foi o primeiro-ministro quem falou”.

Tendo assegurado que o aumento do salário de base que constitui o ponto de discórdia será objecto de acertos, Vera Lomba assegurou que “o aumento das horas extras também está a ser trabalhado […] o reajuste do salário a nível do primeiro ciclo e da pré-escolar também será analisado positivamente”.

Antes do encontro com Primeiro-Ministro, a delegação da intersindical dos professores foi recebida pelo Presidente da República, Carlos Vila Nova no palácio presidencial.

Fim/RN

ADI diz que declarações de Bom Jesus demonstram incompetência e falta de pudor

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São Tomé (São Tomé e Príncipe), 03 de Abr. 2024 (STP-Press) – A Acção Democrática Independente, ADI, Partido no Poder em São Tomé e Príncipe, considera as recentes declarações do presidente do MLSTP-PSD, Jorge Bom Jesus, de “outro penoso, lastimável e deprimente exercício que de direito nada teve” e que acaba por demonstrar apenas “incompetência e falta de pudor”.

Num comunicado lido, esta quarta-feira, pelo porta-voz do partido, Alexandre Guadalupe, na sua sede, o ADI afirma que o presidente do MLSTP-PSD, Jorge Bom Jesus, ao dizer o que disse, “fê-lo apenas e simplesmente para encobrir o vergonhoso legado deixado por si enquanto Primeiro-ministro em 2018/2022”.

O líder do MLSTP-PSD questionou a “falta de humildade” do Primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ao que o ADI relembra que Bom Jesus, enquanto Primeiro-ministro, “desrespeitou por diversas vezes o Presidente da República, vindo responder ao Chefe de Estado de todas as vezes que este o alertava pelo descalabro da situação socioeconómica e política do país”.

“Enquanto Primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus conseguiu apenas introduzir no sistema educacional, sem qualquer critério, sem formação adequada, um elevado número de professores que foram integrados na carreira pelo Governo do ADI, para efeitos de salários”, diz ainda Alexandre Guadalupe.

Em relação a greve dos professores, o partido ADI, recorda que o Governo em oito rondas negociais acabou por atender as preocupações dos grevistas até onde pôde.

O partido no Poder considera que após um mês de greve, mesmo conhecendo as reais situações financeiras e económicas do país, os sindicatos insistem na greve, “é óbvio que esta greve deixou de ter apenas um pendor reivindicativo e passou a ter outros contornos que ficaram claros quando vimos na manifestação a presença de várias figuras dos partidos da oposição”.

O ADI diz ainda que os sindicatos têm plena consciência de que o Governo não pode ir mais longe, mesmo admitindo os vários avanços conseguidos nessas negociações, devido a catastrófica situação herdada do Governo anterior liderado por Bom Jesus.

O partido no Poder apela por outro lado aos pais e encarregados de educação que “mandem os seus filhos a escola porque o prejuízo decorrente dessa greve afeta-nos a todos”.

Recorde-se que o líder do MLSTP-PSD, Jorge Bom Jesus instou esta terça-feira o Governo a sentar-se com os sindicatos dos professores no sentido de pôr fim a greve que tem paralisado mais de um mês o sector da educação.

STP-Press/LM

 

Governo vai criar novo sistema para marcação de presença dos funcionários na administração pública

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São-Tomé, 03 Abr 2024 ( STP-Press ) –  A ministra da Justiça e Administração Pública,  Ilza Amado Vaz  anunciou para breve a criação de um instituto de formação para funcionários da administração pública e da justiça bem como a introdução de uma nova ferramenta para marcação de presença em  postos de serviços públicos no País.

Ilza Amado Vaz fez estas declarações terça-feira na apresentação da primeira fase do processo de reforma da administração pública e do sistema da justiça na sequência da conclusão de monotorização resultante dos trabalhos realizados nos últimos quatro meses.

Tendo citado assessoria da escola nacional da administração pública do Brasil, Ilza Amado Vaz anunciou que já encontra-se na fase embrionária “ a criação de instituto de formação para funcionários da administração pública e para os funcionários do sistema da justiça” incluindo” os do “sector privado, caso queira”.

Quanto a gestão dos recursos humanos, a governante disse que “já foi concluído um processo que levou a criação de um protótipo para gestão e controlo dos funcionários na administração pública, estamos a falar de presença”, sublinhando que “falta algum acerto para começarmos a experimentar esta ferramenta e, ela será testada no ministério da justiça”.

“Depois de quatro meses de trabalho conclui-se o processo de monotorização” disse Ilza Amado Vaz acrescentando que “iniciamos um processo para criação de um sistema de gestão de recursos humanos, para efeito foi criado um núcleo informático junto ao ministério que tutela a área da administração pública e o sistema já está quase concluído”.

A administração pública são-tomense conta com pouco mais de 14 mil funcionários de acordo com os últimos dados no âmbito do processo da reforma do sector.

Fim/RN

MLSTP-PSD insta Governo a dialogar com sindicatos para o fim da greve dos professores

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São Tomé, 03 Abr 2024 ( STP-Press ) – O líder do MLSTP-PSD na oposição, Jorge Bom Jesus instou esta terça-feira o Governo a sentar-se com os sindicatos dos professores no sentido de pôr fim a greve que tem paralisado mais de um mês o sector da educação.

Em conferência de imprensa, Jorge Bom Jesus disse que “direta ou indiretamente a greve na educação tem impacto a nível nacional e é chegado o momento para que o senhor primeiro-ministro se sente com os sindicatos, que converse até à exaustão”, sublinhando que “esta greve não pode demorar ‘ad eterno’”.

Tendo pedido “humildade máxima” ao primeiro-ministro para conversar com sindicatos dos professores, o líder do MLSTP-PSD argumentou que “o governo tem que ser pró-ativo”.

Reagindo às declarações do primeiro-ministro, Patrice Trovoada, segundo as quais a greve dos professores tem aproveitamento e apoio política da oposição, Jorge Bom Jesus, sublinhou que “o governo não pense que os sindicatos no exercício dos seus direitos inalienáveis precisam de tutores”.

“Acho que esse braço de ferro, esse coração insensível do senhor primeiro-ministro, não nos vai levar para lado nenhum, muito pelo contrário, vão continuar a agravar a situação”- sublinhou o líder do MLSTP-PSD.

Fim/RN

Ministro da Comunicação Social quer jornalismo de investigação com competência e responsabilidade

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São-Tomé, 02 Abr 2024 ( STP-Press ) – O ministro da Presidência, do Conselho de Ministros, dos Assuntos Parlamentares e Coordenação do Desenvolvimento Sustentável, Lúcio Magalhães que tutela a Comunicação Social, instou, esta segunda-feira, aos jornalistas a praticarem jornalismo investigativo com maturidade, competência e responsabilidade.

Lúcio Magalhães fez esta declaração na abertura de uma formação sob lema “ Jornalismo Investigativo e Digital” destinada aos jornalistas são-tomenses com o poio da embaixada dos Estados Unidos de America.

Na sua intervenção, o ministro Lúcio Magalhães disse que “tendo em conta o papel central que o jornalista tem na sociedade, espera-se que o jornalismo investigativo seja feito com maturidade, sinceridade, com competência e com responsabilidade”

“O jornalismo investigativo não deve ser de sensacionalismo ou jornalismo de escândalo, antes relacionar-se com jornalismo interpretativo ou analítico”, -disse Lúcio Magalhães sublinhando que “a informação deve ser tratada com objectividade jornalística, mas também com ética profissional”.

“Pois inquirir sobre as causas e a origem dos factos procura conhecer também a ligação entre eles e sempre que possível oferecer explicação e a sua ocorrência “ – adiantou o governante.

Fim/RN

A situação da greve dos professores foi ponto único do Conselho de Ministros desta 2ª feira

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São-Tomé, 02 Abr 2024 ( STP-Press ) –  A greve dos professores foi ponto único do Conselho de Ministros desta 2ª feira, com o governo a reafirmar que não da sua responsabilidade pagar salario do mês de março em que estiveram em greve, mas, que continua disponível para discutir o assunto e ajudar a Intersindical a encontrar formas de mitigação os constrangimentos sofridos pelos professores.

“Relativamente ao pagamento do salário referente ao mês de março, deverá ser cumprido o preceituado no art.º 430.º do CT, Lei n.º 6/2019 de 11 de abril de 2019. Da leitura dessa norma, facilmente se conclui que não é da responsabilidade do Governo pagar salário aos grevistas, logo, pretender transferir esse ónus para o Governo e fazer depender a assinatura do memorando, do pagamento do salário, representa clara violação da lei”, lê-se no comunicado do conselho de ministros.

O documento diz que “na hipótese dos sindicatos não disporem de recursos ou não ser(em) suficiente(s) para atender as despesas com o pagamento do salário dos professores, o Governo continua disponível para discutir o assunto e ajudar a direcção da Intersindical a encontrar formas de mitigação para os constrangimentos sofridos pelos professores e as suas famílias, decorrentes das suas responsabilidades, pelo “decretamento” de greve, por tempo indeterminado”.

“ Ainda no que se refere ao pagamento dos salários, ficou claro, tal como se extrai da própria folha de efetividade, assinada pelos funcionários, que tem a ver com o mês findo, fevereiro de 2024. Em relação às horas de sábado, horas extraordinárias e demais subsídios, o processamento de pagamento, está em curso” – avança o governo no comunicado.

O conselho de ministros explica que “por tudo isso, o memorando de entendimento, que foi exaustivamente negociado e aceite pelas partes, é assinado pela Ministra da Educação, em nome do Governo, e remetido, por ofício, aos sindicatos, para apreciação e posterior assinatura, sendo que, uma vez decorrido o prazo de 3 dias sem que a assinatura tenha lugar, o referido documento deve ser considerado caducado”.

O Governo reafirma que a sua principal preocupação é o rápido regresso às actividades lectivas, sobretudo para os alunos que estejam a iniciar a época de exame, com particular enfoque para os alunos da 12.ª classe, que deverão prosseguir os seus estudos, no ensino superior. O Governo apela aos professores que tenham presente todos os elementos de análise e em especial, o superior interesse das nossas crianças e jovens.

O Executivo diz que já foram realizadas 8 (oito) rondas negociais, com a participação de 4 (quatro) ministros, sob coordenação permanente e atenta do Primeiro-Ministro e Chefe do Governo e diversos técnicos dos Ministérios tutelares da Educação, Finanças e Trabalho.

A nota fala ainda dos esforços realizados pelo Governo para atender às reivindicações feitas pelos professores, o que permitiu satisfazer 5 exigências relacionadas com melhorias salariais e construir consensos, sacrificando inclusive, necessidades urgentes do sector, nomeadamente, a reabilitação e construção de novas escolas, indispensáveis para a melhoria de qualidade do ensino e aprendizagem.

O comunicado sublinha “atendendo ao conjunto de benefícios alcançados pelos professores e tendo verificado que o Governo esgotou todas as possibilidades com vista a atribuir novos subsídios, para além do esforço realizado”.

Governo afirma que “todos os pontos constantes no caderno reivindicativo foram exaustivamente analisados, negociados e aceites pelas partes, e tendo já decorrido um mês, desde o início da greve, com as escolas praticamente fechadas, sendo que, cerca de 4000 professores, que reclamam os seus direitos, causam danos incomensuráveis aos direitos de outros, nomeadamente, o direito à educação à cerca de 80 000 (oitenta mil) crianças e jovens, pais, encarregados de educação e agentes económicos, observando a lógica de economia circundante”.

Fim/RN

Irmã Lúcia congratulou-se com reconhecimento do governo pela atribuição de nacionalidade são-tomense

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São-Tomé, 01 Abr 2024 ( STP-Press ) –  A Irmã Lúcia Cândido congratulou-se este fim-de-semana, com a decisão do governo por tê-la atribuído a nacionalidade são-tomense em reconhecimento a “inestimável contribuição ao País através do projecto de formação, educação e apoio social as crianças e idosos do distrito de Lembá, Neves.

Por decisão do conselho de ministros, o governo anunciou sexta-feira que “atendendo a inestimável contribuição que a Irmã Lúcia Cândido deu à São Tomé e Príncipe e a comunidade de Lembá, em especial, através do Projecto Integrado naquela localidade e por ser detentora de um título de residência há mais 20 anos, o governo decidiu atribuir, a nacionalidade são-tomense pelos seus bons préstimos, por naturalização”.

Reagindo a este reconhecimento, Irmã Lúcia sublinhou que “sinto-me bastante grata pelo reconhecimento do Governo e também do povo. Portanto, nós ficamos sempre bastante grata, quando somos reconhecidas”.

“Portanto, vou ficar aqui, sou religiosa estou disponível para aquilo que for chamada” disse a Irmã Lúcia, sublinhando que “a minha missão é realmente coesa, a missão que tenho que são as crianças, educação e solidariedade com os mais velhos”.

Além de apoio aos idosos desta comunidade, a Irmã Lúcia, a missionária da congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, através deste do seu projecto tem amparado cerca de 2.100 crianças desde três anos até 6ª classe disponibilizando formação, edução, alimentação e apoio social.

Fim/RN

Missão médica de Angola presta assistência em São Tomé e Príncipe

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São Tomé, 01,Abr(STP-Press)-Uma missão médica angolana desenvolve há uma semana acções de assistência médica e humanitária em São Tomé e Príncipe, informou hoje, a STP-Press uma fonte diplomática em São Tomé.

A missão médica de angolana, primeira de género em São Tomé e Príncipe, chegou ao País no dia 25 de Março último e vai permanecer durante três semanas no solo São-Tomense.

A equipa médica angolana é composta de profissionais de saúde de várias áreas, compreendendo profissionais afectos ao Centro Neurocirúrgico e de tratamento da hidrocefalia e estão a prestar assistência médica e cirúrgica em todos os distritos do País.

Além de especialistas em ortopedia, a equipa médica Angolana compreende enfermeiros especializados, assistentes sociais, cirurgia pediátrica e neurocirurgia.

A missão médica angolana, encontra-se em São Tomé e Príncipe como resultado de um convite das autoridades São-Tomenses, nomeadamente, a ministra da Saúde, Ângela Costa.

A missão médica, segundo soube, igualmente a STP-Press, promove, nas instalações do Hospital Central Ayres de Menezes ‘‘a troca de experiência entre os profissionais de saúde dos dois países’’.

A ideia é conhecer igualmente a realidade sanitária de São Tomé e Príncipe como de Angola’’, adiantou a fonte.

‘’É um intercâmbio, e também queremos receber os nossos colegas santomenses em Angola, para conhecerem o que fazemos em Angola’’, acrescentou a fonte contactada.

 

 

FIM

 

25º aniversário do bombardeio da OTAN da Sérvia

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Por: Embaixador Zivadin Jovanovic, ex Ministro dos negócios estrangeiros da Sérvia e ex embaixador da Iugoslávia em Luanda

São-Tomé, 01 Abr 2024 (STP-Press ) -Passaram vinte e cinco anos desde o início da agressão armada da NATO contra o nosso país, Sérvia. Iremos recordá-lo como violência desenfreada, destruição e matança para demonstrar poder, justificar a existência e enviar mensagens sobre quais são e quem são os verdadeiros alvos. A agressão foi levada a cabo sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, em violação da Carta da ONU, do Documento Final da OSCE (1975), dos Princípios de Nuremberga e do direito internacional em geral. Foi e continua a ser um crime contra a paz e a humanidade.

Ao mesmo tempo, a OTAN saiu da sua área contratual, violando o seu próprio acto fundador, e vários dos seus membros violaram as suas próprias constituições. Alemanha, por exemplo. Assim, em 24 de Março de 1999, a OTAN devolveu a guerra ao solo europeu e declarou-a um precedente. Durante a agressão que durou 78 dias, morreram 1.045 soldados e polícias, defensores do país e cerca de 2.500 civis, incluindo pessoas vulneráveis, mulheres e crianças.

O número de vítimas humanas causadas pelas consequências retardadas de armas como mísseis com urânio empobrecido, compostos tóxicos criados pelo bombardeamento de refinarias, fábricas e subestações químicas e bombas de fragmentação ainda não foi determinado. Enormes danos materiais foram causados à economia civil, às infra-estruturas, especialmente à indústria eléctrica, às pontes, aos hospitais, às escolas e aos monumentos históricos e culturais.

O que está resolvido, alguma coisa está resolvida? Serão os países do Balcão mais estáveis, mais reconciliados, mais prósperos? A Europa tem hoje mais autonomia, estabilidade e progresso do que antes da agressão? As Nações Unidas, a OSCE, o direito internacional e outras instituições de paz e desenvolvimento são mais influentes? Ou estes também são “valores desatualizados”? É certo que desde então o número de membros da OTAN aumentou de 19 para 32, que a rede de bases americanas e da OTAN se expandiu, partindo de “Bondstyle” (na provincia da Kosovo e Metohija), passando pela Bulgária e Roménia, até aos Bálticos e à Finlândia.

O intervencionismo militar tornou-se um fenómeno global. “A guerra contra a Iugoslávia foi travada para corrigir o erro do General Dwight Eisenhower durante a Segunda Guerra Mundial. É por isso que, por razões geoestratégicas, os soldados americanos devem ser enviados para lá mais tarde”, disseram altos representantes americanos aos seus aliados em 28 de abril de 2000, na cimeira da OTAN em Bratislava. Isso foi observado pelo conhecido político alemão Willi Wimmer em seu relatório ao então chanceler Gerhard Schröder datado de 2 de maio de 2000. No mesmo documento foi registrada a mensagem americana aos aliados: “É claro que este é um precedente que qualquer um pode consultar a qualquer momento ou será chamado.

“O gênio saiu da garrafa”, é difícil trazê-lo de volta. É inegável que a OTAN, liderada pelos EUA, em 24 de março de 1999, devolveu a guerra ao solo da Europa, arrastou a Europa para uma guerra contra si mesmo e conduziu-o ao seu conceito de expansão para Leste. Neste conceito, Kosovo e Metohija pretendem desempenhar o papel de base para as tropas americanas e de trampolim. Onde estão os “direitos humanos dos albaneses ameaçados” nisso?

A agressão foi encerrada pela Resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU em 10 de junho de 1999, que está incluída no pacote com o acordo Milošević-Ahtisaari-Chernomyrdin de 3 de junho de 1999 e o Acordo Técnico Militar de Kumanovo de 9 de junho de 1999. É de é de importância crucial para a Sérvia que em todos estes documentos, bem como em numerosos documentos que os precederam (resoluções do Conselho de Segurança da ONU, conclusões do KG, G-8, etc.) confirme que a província do Kosovo e Metohija é parte integrante do a Iugoslavia, ou seja, a Sérvia, como sucessor legal, enquanto o estatuto futuro é definido como uma ampla autonomia dentro da Iugoslavia, ou seja, a Sérvia.

A resolução não menciona, nem deixa espaço, para qualquer outro estatuto do Kosovo e Metohija, excepto a autonomia, ou ampla autonomia, dentro da soberania e integridade territorial da Iugoslavia, ou seja, da Sérvia. Até que essa solução política pacífica seja alcançada, o Kosovo e Metohija permanece no estatuto de território sob mandato do Conselho de Segurança da ONU.

Para a Sérvia, a Resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU tem um significado duradouro porque representa o apoio jurídico mais importante para a defesa da soberania e da integridade territorial. Não há órgão, lugar ou integração regional que seja mais importante para uma solução pacífica, equilibrada e sustentável para a questão do estatuto da República do Kosovo do que o Conselho de Segurança da ONU.

O Conselho de Segurança da ONU não transferiu nem pode transferir os seus poderes relativos à resolução da questão do estatuto do Kosovo e Metohija, que lhe é conferido pela Carta da ONU, para outro. Quanto ao papel da Assembleia Geral da ONU, em princípio ela toma decisões consultivas que, ao contrário das decisões do Conselho de Segurança da ONU, não são juridicamente vinculativas. Esta decisão consultiva foi tomada pela Assembleia Geral da ONU em 2010, quando, por iniciativa da Sérvia e da UE, confiou à UE a tarefa de “facilitar a ligação discussão entre as partes”.

A UE tem mediado esse diálogo há 15 anos e parece que há razões para questionar se a UE e os seus membros estão a manter o seu estatuto de neutralidade e o mandato que lhes foi confiado. Porque é que a UE evita a implementação da Resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU?Pode a Assembleia Geral da ONU solicitar um relatório da UE sobre os resultados da implementação do mandato conferido em 2010?

Fim/ZJ

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