Quarta-feira, Maio 6, 2026
Início Site Página 4

Presidente da República na Cimeira dos Estados de África, Caraíbas e Pacifico (OEACP)

0

São-Tomé, 30 Marc 2026 ( STP-Press ) – São Tomé e Príncipe esteve representado a mais alto nível na 11ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Organização dos Estados de Africa, Caraíbas e Pacifico (OEACP) que terminou domingo em Malabo, Guiné-Equatorial.

Na sua intervenção, o Presidente da República, Carlos Vila Nova defendeu, que o evento não pode limitar-se num fórum de reflexão, sublinhando que deve afirmar-se como um ator incontornável no sistema internacional.

O Chefe de Estado são-tomense entende que não basta alterar a designação institucional mas sim, assumir uma visão estratégica clara, capaz de compreender as novas realidades globais e de atuar sobre essas realidades.

A abertura da cimeira ficou marcada pela passagem de pasta do presidente João Lourenço ao presidente Teodoro Obiang N’Guema Mbasogo que irá presidir a organização durante os próximos anos.

A cimeira decorreu sob lema “uma OEACP transformada e renovada num mundo em mudança”.

Fim/RN

Ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros manteve contacto telefónico com homólogo francês

0

São Tomé (São Tomé e Príncipe), 30 Mar. 2026 (STP-Press) – A ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe, Ilza Amado Vaz, manteve, nos últimos dias a partir do seu gabinete, em São Tomé, uma conversa telefónica com o ministro francês da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot.

O diálogo incidiu sobre os valores partilhados entre os dois países, nomeadamente o respeito pelo direito internacional, o multilateralismo eficaz e a promoção da Francofonia.

No âmbito da correspondência francesa e gabonesa do G7+ Amigos do Golfo da Guiné em 2026, os dois ministros sublinharam a importância da cooperação marítima no Golfo da Guiné para o reforço da segurança regional.

Destacaram, igualmente, a colaboração estreita entre São Tomé e Príncipe e a França na protecção das rotas marítimas e na prevenção de ameaças nesta zona estratégica e reforço de cooperação no domínio de energia e educação.

Ao nível bilateral, Ilza Amado Vaz, manifestou neste contacto havido na última terça-feira, o interesse de São Tomé e Príncipe a introduzir e reforçar a cooperação nos sectores de saneamento de meio, resiliência climática, saúde e desporto, abrindo perspectivas para o estabelecimento de parcerias concretas.

Os ministros acordaram ainda que nas próximas semanas, serão identificados programas conjuntos de formação e de apoio técnico.

Fim/MD/LM

STP-Press

ADI acata decisão do Tribunal e suspende conselho nacional

0

São-Tomé, 30 Marc 2026 ( STP-Press ) – A direcção do partido ADI decidiu atacar a decisão do Tribunal Constitucional, suspendendo a reunião do Conselho Nacional que estava marcada para este sábado, 28, por alegada violação dos estatutos, – soube-se hoje em São Tomé.

De acordo com as declarações do secretário-geral do ADI, Elísio Teixeira, “por sermos pessoas responsáveis, e porque não nos interessa o clima que alguns têm tentado criar dentro do partido, acatamos a decisão”, sublinhando que “ainda assim, realizámos um encontro com os militantes para esclarecer e explicar a situação.

O Tribunal Constitucional suspendeu o Conselho Nacional do ADI em resposta ao pedido de militantes, incluindo o atual primeiro-ministro Américo Ramos, que alegam violação dos estatutos do partido.

No acórdão do Tribunal, os juízes decidiram “declarar a nulidade ou inexistência jurídica da alteração da composição do Conselho Nacional, sem a observância dos preceitos legais e estatutários do ADI.

Segundo o acórdão, a decisão foi adotada em reposta ao pedido de um grupo de militantes da ADI que contestam a alteração da data do congresso agendado desde novembro, para 04 de abril.

“Eu e um grupo de militantes vamos dar entrada a uma providência cautelar, no sentido de não reconhecer esse Conselho Nacional porque ele fere grosseiramente os estatutos, aliás estamos a caminhar para um partido não democrático, num país de regime democrático, disse Américo Ramos, actual Primeiro-ministro sexta-feira em conferência de imprensa.

Fim/RN

Primeiro-Ministro: “Alguém está por detrás” das barricadas

0

São-Tomé, 28 Mar 2023 ( STP-Press ) – O Primeiro-ministro, Américo Ramos reagiu, sexta-feira, a onda de barricadas em várias localidades de São Tomé, sublinhando que “alguém está por detrás, incitando essa violência”.

“Alguém está por detrás, incitando essa violência”, – disse Américo Ramos acrescentando que “nota-se que há alguma incitação a violência”.

“O governo tem feito um esforço no sentido de reparar as estradas, daí que peço a população para ter calma, não entrar nessa onda de vandalismo, de agressividade, de intolerância porque no final de conta quem sofre é a população, os mandates ficam por detrás do pano, pagam incentivam e no final do dia é a população quem sofre”, avançou Américo Ramos.

O primeiro-ministro disse que “pusemos os serviços policiais a acompanhar o assunto, a verificar todas as condutas de água e as pessoas que forem apanhadas a vandalizar serão levadas a barra do tribunal”.

Para Américo Ramos “as pessoas quando incitam, aliciam as pessoas para criarem essas barricadas, para criarem desordem” deveriam também explicá-las que “elas também podem incorrer num crime”.

“A população tem direito de se manifestar quando se sente afectada por qualquer deficiência no fornecimento do bem público, mas, não percebo a intolerância e agressividade com que essa manifestação tem sido feita”, acrescentou.

““Gostaria de apelar a população para ter calma” disse para depois acrescentar que “este governo é aberto, está disponível para conversar, está disponível para conversar, esta disponível para fazer melhoria”.

Além do caso barricadas, Américo Ramos respondeu várias outras questões colocadas pela imprensa nesta conferencia de imprensa no palácio governamental.

Fim/RN

Enfoque de Xi: Recalibrando a compreensão dos funcionários sobre desempenho de governança

0

São Tomé, 26 Mar 2026 ( STP-Press ) – O presidente chinês, Xi Jinping, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central, preside um simpósio sobre a promoção contínua da construção e desenvolvimento de alta qualidade da Nova Área de Xiong’an na Nova Área de Xiong’an, na Província de Hebei, norte da China, em 23 de março de 2026. (Xinhua/Xie Huanchi)

Beijing, 25 mar (Xinhua) — Uma lâmpada não é algo que a maioria das pessoas associaria à governança.

No entanto, há quase quatro décadas, enquanto trabalhava em uma das partes mais pobres da Província de Fujian, no leste da China, como chefe do Partido da cidade de Ningde, Xi Jinping disse às autoridades locais que garantir o acesso às necessidades diárias para as pessoas que viviam em áreas remotas, incluindo itens tão básicos como lâmpadas e sabonete, também era um indicador de boa governança.

Esta observação destacou uma questão universal e profunda: a avaliação do desempenho de um funcionário deve se basear em ganhos econômicos de curto prazo, projetos visíveis, elogios formais ou melhorias tangíveis no bem-estar do povo?

Xi respondeu com o que ele descreveu como “uma compreensão correta do que significa ter um bom desempenho”, um princípio orientador para os funcionários que prioriza o bem-estar das pessoas e valoriza resultados tangíveis de longo prazo, que podem não ser imediatamente visíveis, mas entregues por meio de tomadas de decisão sólidas e ações concretas.

No final de fevereiro, o Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh), com Xi no núcleo, iniciou uma campanha de estudo em todo o Partido, incentivando seus membros, particularmente os funcionários em nível de distrito e de diretor e acima, a fixar sua mentalidade em relação ao desempenho da governança, a fim de entregar resultados que “se sustentem na prática, aos olhos do povo e ao longo do tempo”.

A campanha, que vai durar até julho, visa corrigir visões equivocadas sobre governança que muitas vezes geram projetos de vaidade, riscos ocultos, pesados encargos sobre as comunidades locais e descontentamento público.

Essa medida representa o mais recente esforço de Xi, que atualmente é secretário-geral do Comitê Central do PCCh, presidente da China e presidente da Comissão Militar Central, para fortalecer a autogovernança do Partido, na sequência da iniciativa do ano passado voltada para a melhoria da conduta.

“A eficácia em constante melhoria da autogovernança do Partido é a garantia definitiva para o desenvolvimento econômico e social”, afirmou Xi.

Essa ênfase foi reiterada durante uma visita de inspeção nesta segunda-feira, quando Xi destacou a liderança do Partido e a construção do Partido no desenvolvimento da Nova Área de Xiong’an, uma cidade moderna em fase inicial a cerca de 100 km ao sul de Beijing, para transformá-la em um centro de inovação e um modelo de desenvolvimento de alta qualidade. Xi pediu às autoridades de Xiong’an que assumam suas responsabilidades, se dediquem à implementação de políticas e entreguem bons resultados.

Teóricos do Partido disseram que a mais recente campanha de estudo se concentra no fortalecimento do desenvolvimento político do Partido e suas fileiras de funcionários. À medida que a China entrou no primeiro ano do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), o cumprimento de suas metas de desenvolvimento dependerá, em grande parte, de se os funcionários agirão com uma compreensão adequada das conquistas da governança e com uma abordagem pragmática.

Eduardo Regalado, pesquisador do Centro de Pesquisa de Políticas Internacionais de Cuba, disse que promover uma visão correta sobre o desempenho entre os funcionários surgiu como um conceito-chave na estrutura de governança do PCCh para a nova era, e ajudará a China a transformar seu modelo de desenvolvimento para maior qualidade, eficiência e equidade.

POVO EM PRIMEIRO LUGAR

Um dos principais objetivos da campanha é erradicar a tendência entre alguns funcionários de sacrificar o bem-estar público na busca de polir seus históricos de desempenho.

Em uma reunião de alto nível, Xi condenou o desperdício de recursos para a pintura de fachadas em algumas áreas rurais, num momento em que essas regiões acabavam de sair da pobreza ou ainda lutavam contra ela.

Xi disse que gastar generosamente para pintar as paredes, algo que não alimenta nem veste o povo, é “inútil e um desperdício de recursos públicos”.

Enquanto alguns funcionários erram pelo lado da imprudência, alguns outros deliberadamente optam pela inação. Alguns jogam pelo seguro e fogem da responsabilidade, acreditando que “quanto mais pratos você lava, mais você quebra”.

Xi já criticou duramente, em várias ocasiões, esses “bonzinhos” que não agem e os “indecisos”, afirmando que aqueles que carecem de dedicação não alcançarão nada e colocarão em risco empreendimentos cruciais.

Por outro lado, um exemplo de boa governança frequentemente citado por Xi é Jiao Yulu, um humilde chefe do Partido do pouco conhecido distrito rural de Lankao, na Província de Henan, no centro da China, no início da década de 1960.

Diante de tempestades de areia, inundações e salinização generalizada do solo, que deixaram muitos moradores lutando para se alimentar, Jiao e seus colegas trabalharam incansavelmente para plantar cinturões de proteção contra a invasão da areia e as inundações, ajudando Lankao a superar gradualmente a escassez crônica de alimentos. No entanto, Jiao não viveu para ver os resultados completos desses esforços, sucumbindo ao câncer de fígado aos 42 anos, em 1964.

Xi ficou profundamente comovido quando leu pela primeira vez a história de Jiao, ainda quando era estudante de uma escola secundária. Ele disse que o espírito de Jiao, caracterizado por uma abordagem que coloca o povo em primeiro lugar e por uma dedicação incansável e altruísta, serviu de farol orientador ao longo de sua própria trajetória, de um funcionário de base ao líder mais alto da China.

No início dos anos 1980, enquanto trabalhava no distrito de Zhengding, na Província de Hebei, no norte da China, Xi ajudou a reduzir as cotas estatais de compra de grãos que haviam dado à região a reputação de “distrito de alta produtividade”, depois de saber que alguns agricultores de lá ficavam sem comida suficiente.

“Zhengding prefere abrir mão da fama de modelo nacional de alta produção de grãos a comprometer o bem-estar do nosso povo”, afirmou ele.

Para Xi, a governança deve ser orientada pelas necessidades do povo, e não por espetáculos políticos. A verdadeira busca de um funcionário, segundo ele, não deve ser um cargo de alto escalão, mas sim corresponder às expectativas do povo.

Aproveitando suas experiências pessoais com dificuldades rurais como um adolescente, Xi lançou uma campanha nacional para erradicar a pobreza extrema logo após assumir o mais alto cargo do Partido em novembro de 2012, mobilizando todo o aparato partidário para esse objetivo. Sob sua liderança, a China tirou quase 100 milhões de residentes rurais da pobreza absoluta em oito anos.

Vendo o combate à pobreza não como um ponto final, mas como um trampolim para as expectativas do povo por uma vida melhor, Xi passou a adotar uma visão mais ampla, a buscar a prosperidade comum para todos e a construir um grande país socialista moderno até meados do século.

Mas estabelecer as metas certas é apenas parte da tarefa. Xi, portanto, deu grande ênfase à melhoria do quadro institucional que rege a conduta dos funcionários. Ele enfatizou que, além de fomentar a mentalidade certa, é essencial fortalecer os sistemas que restringem e supervisionam o exercício do poder.

Enquanto isso, para incentivar os funcionários a assumirem responsabilidades, Xi estabeleceu critérios claros de seleção e nomeação.

Funcionários que cometem erros com boas intenções de reforma ou por falta de experiência devem ser protegidos e distinguidos daqueles que violam a disciplina e a lei deliberadamente ou buscam ganhos ilegais, de acordo com o princípio das “três distinções” que ele propôs.

“Os funcionários devem ser selecionados e promovidos com base no que fizeram, no que realizaram e se seu trabalho é reconhecido tanto pelo Partido quanto pelo povo”, disse Xi em declarações publicadas na Qiushi, a revista emblemática do Partido, em março, após o lançamento da campanha de estudo.

“Deve dar preferência àqueles que ousam assumir responsabilidades, demonstram iniciativa, entregam resultados com habilidade e apresentam desempenho excepcional”, disse Xi.

PARTIR DA REALIDADE

A mais recente campanha para promover uma cultura de boa governança ressalta a necessidade de partir da realidade e respeitar as leis objetivas.

Esse apelo visa tratar de problemas como o fato de algumas localidades replicarem cegamente os sucessos de outras, o que reflete uma dependência excessiva de um único modelo e uma falta de tomada de decisões pragmáticas e bem concebidas.

Na Conferência Central de Trabalho Econômico do ano passado, Xi criticou certas localidades por perseguirem cegamente tendências, independentemente das condições locais, seja aderindo à onda de desenvolvimento da indústria de chips, seja ansiosas por seguir o exemplo dos projetos do “novo trio” — veículos elétricos, baterias de lítio e energia fotovoltaica.

Xi tem enfatizado em várias ocasiões a importância de basear as soluções nas condições locais, o que também é uma característica marcante de sua abordagem de governança.

Ele frequentemente compara a formulação de políticas à busca da chave certa para cada fechadura, uma ideia que rejeita soluções padronizadas e enfatiza a adaptação das políticas às diferentes condições.

Seja ao discutir o desenvolvimento urbano ou a política energética, Xi tem alertado contra ideias distantes da realidade. Sob sua liderança, a China fez progressos sólidos na transição ecológica e estabeleceu metas ambiciosas para atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060.

No entanto, esses compromissos não significam buscar um fechamento generalizado e irrealista de projetos baseados em energias tradicionais, como o carvão.

Em 2024, durante uma visita ao Município de Chongqing, no sudoeste da China, Xi enfatizou que, embora o desenvolvimento verde deva avançar, garantir um abastecimento energético estável é vital.

“Primeiro, é preciso encher a barriga, e depois, comer bem”, disse ele, alertando contra uma abordagem excessivamente idealista.

Xi também alertou contra visões equivocadas sobre as conquistas, que levam a “estatísticas inflacionadas”, lançamentos de projetos fictícios ou um PIB “impulsionado por faturas”, um fenômeno em que as autoridades locais utilizam incentivos fiscais para atrair empresas de fachada e criar um falso boom.

Essa prática agora está listada como uma das principais tarefas de correção para 2026.

Xue Jiping, presidente de um fabricante de fibras ópticas, observou que coibir tais abusos proporcionou às empresas que cumprem a lei uma verdadeira sensação de segurança, aumentando sua confiança para expandir os investimentos.

A luta contra a falsificação reflete a insistência de longa data de Xi em relação à integridade. Em 2017, depois que a Província de Liaoning, no nordeste da China, registrou crescimento negativo na sequência de uma repressão aos dados econômicos falsificados, Xi reafirmou o valor dessa honestidade.

Ele disse que, embora os números reais pudessem não parecer impressionantes, eles eram “verdadeiramente satisfatórios” porque eram autênticos, prometendo o apoio inabalável das autoridades centrais àqueles que expõem as condições reais, em vez de promover uma prosperidade falsa.

Em 12 de março, a legislatura nacional da China aprovou uma meta de crescimento do PIB de 4,5% a 5% para 2026, ao mesmo tempo em que prometeu “esforçar-se para obter melhores resultados na prática”.

O mesmo pragmatismo se reflete no 15º Plano Quinquenal, aprovado pelos legisladores no mesmo dia. O plano estabelece que o crescimento do PIB será mantido dentro de uma faixa razoável, com metas anuais definidas de acordo com as circunstâncias. Outras metas estabelecidas no plano também demonstram uma abordagem pragmática.

“Essas disposições refletem uma orientação de valores clara: o desenvolvimento não pode depender de gestos espalhafatosos ou de espetáculos. Os funcionários devem arregaçar as mangas e se concentrar em resultados reais”, disse Yu Shaoxiang, pesquisador da Academia Nacional de Modernização da China, subordinada à Academia Chinesa de Ciências Sociais.

“Ao embarcarmos no período do 15º Plano Quinquenal, devemos limpar o lodo e purificar o ar”, disse Xi, exortando os funcionários a adotarem uma abordagem pragmática e voltada para a busca da verdade ao elaborar planos nacionais e locais.

“Todos os planos devem estar fundamentados na realidade, buscando um crescimento sólido sem números inflacionados, e promovendo um desenvolvimento sustentável e de alta qualidade. Aqueles que agirem precipitadamente, elevarem metas camada por camada ou lançarem projetos indiscriminadamente serão responsabilizados”, declarou ele.

PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO

Desde o início de seu mandato como servidor público, Xi tem enfatizado que o que importa é servir aos interesses de longo prazo do país, em vez de buscar reconhecimento pessoal ou aplausos imediatos.

Essa abordagem reflete uma compreensão específica da governança, que trata o desenvolvimento não como uma corrida de velocidade dentro de um único mandato. Xi alertou contra a tentação de buscar vitórias rápidas ou “resultados instantâneos” por meio de projetos de curto prazo e alto impacto, comparando tais práticas ao esgotamento de recursos em troca de ganhos efêmeros.

Poucas áreas ilustram a necessidade desse pensamento de longo prazo mais claramente do que a preservação do patrimônio cultural e a proteção ambiental, onde os benefícios muitas vezes levam anos, ou mesmo décadas, para se manifestarem plenamente.

Ao atuar como governador interino de Fujian entre 1999 e 2000, Xi decidiu suspender um projeto de mineração na cidade de Sanming, após a descoberta de fósseis e artefatos no local que lançavam luz sobre as primeiras atividades humanas naquela região. Mais tarde, essa descoberta foi reconhecida como uma das mais significativas descobertas arqueológicas no sul da China.

Essa abordagem voltou a ser destaque anos mais tarde, enquanto Xi trabalhava na província vizinha de Zhejiang. Durante uma visita de inspeção local, as autoridades o levaram a um parque industrial que estavam ansiosas para mostrar. Mas quando Xi soube que muitas das fábricas ali eram pouco mais do que indústrias ultrapassadas realocadas de regiões vizinhas mais desenvolvidas, ele ficou com semblante fechado.

“O que há para ver aqui?”, perguntou ele. “Aproveitem os seus próprios pontos fortes e protejam as montanhas verdes e as águas transparentes daqui — essa deve ser a vossa maior conquista na governança.”

A mensagem era inequívoca: buscar resultados econômicos imediatos à custa da saúde ecológica a longo prazo não era o tipo de conquista que importava.

Cerca de uma década depois, a mesma lógica, ou seja, priorizar a segurança ecológica de longo prazo em detrimento da expansão de curto prazo, moldou a política de Xi em relação ao rio Yangtzé, o maior rio da China e uma artéria econômica vital.

Em 2016, em uma reunião de alto nível focada no Cinturão Econômico do Rio Yangtzé, Xi abriu o evento com uma mensagem direta aos autoridades locais: “Vocês podem ficar desapontados hoje — esta não é uma discussão sobre desenvolvimento, mas sobre proteção.”

Ele deixou claro que a recuperação ambiental deve ser colocada em primeiro lugar na agenda, destacando uma avaliação abrangente do desenvolvimento baseada não apenas na velocidade, mas também na sustentabilidade e nos benefícios de longo prazo.

As implicações dessa ênfase na saúde do meio ambiente se estenderam muito além do próprio rio. Isso confirmou que a visão estratégica, o planejamento consciente e a execução meticulosa devem ser as características definidoras do modelo de desenvolvimento da China.

A campanha de estudo sobre a mentalidade de governança, por sua vez, foi lançada logo antes do lançamento do 15º Plano Quinquenal, o penúltimo na jornada da China para alcançar basicamente a modernização até 2035.

Desde a década de 1950, esses planos têm servido tanto como metrônomos quanto como guias do desenvolvimento da China, orientando a transformação do país de uma situação de escassez para a segunda maior economia do mundo.

“A formulação científica e a implementação sustentada dos planos quinquenais constituem importante experiência de governança do nosso Partido e uma vantagem política fundamental do socialismo com características chinesas”, disse Xi, que liderou o gigantesco esforço por trás da elaboração dos três planos quinquenais mais recentes do país.

Esse sistema de planejamento valoriza a visão de futuro. Hou Yongzhi, pesquisador do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado, disse que os 109 grandes projetos delineados no 15º Plano Quinquenal abrangem várias áreas-chave da modernização chinesa, com uma parcela considerável focada no desenvolvimento de novas indústrias e setores emergentes.

Concebidos para estabelecer as bases para o futuro, esses projetos proporcionarão um forte apoio ao crescimento econômico da China e ao bem-estar da população, observou Hou.

Alexander Davey, analista do Instituto Mercator para Estudos da China, com sede em Berlim, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que os planos quinquenais da China funcionam como uma bússola para os quadros do Partido e os funcionários do governo. Para eles, os planos indicam como devem trabalhar e o que precisam alcançar.

A ênfase no planejamento de longo prazo também ajuda a explicar por que Xi tem repetidamente pedido aos funcionários que valorizem não apenas as conquistas visíveis, mas também o trabalho menos visível que estabelece as bases para o desenvolvimento futuro.

“A revitalização da nação chinesa é uma corrida de revezamento, na qual o bastão deve ser passado de uma geração para a outra, com cada geração se esforçando para correr bem sua etapa”, disse Xi.

O presidente chinês, Xi Jinping, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central, visita o campus Xiong’an da Escola Secundária nº 4 de Beijing, na Nova Área de Xiong’an, Província de Hebei, norte da China, em 23 de março de 2026. (Xinhua/Xie Huanchi)

Foto aérea de drone tirada em 16 de junho de 2025 mostra uma vista do Parque Yuerong na Nova Área de Xiong’an, na Província de Hebei, norte da China, em 23 de março de 2026. (Xinhua)

Foto aérea de drone tirada em 15 de maio de 2024 mostra uma área de turismo eco-cultural ao longo do rio Yangtze no distrito de Wanzhou de Chongqing, no sudoeste da China.

Fim / (Xinhua/Wang Quanchao)

 

 

A taxa de inflação acumulada foi de 0,6 % até fevereiro de 2026 – diz o INE

0

São-Tomé, 24 Marc. 2026 (STP-Press) – A taxa de inflação acumulada do Índice de Preços no Consumidor, IPC, foi de 0,6% até fevereiro de 2026 em São Tomé e Príncipe – indica hoje Instituto Nacional de Estatística, (INE).

Além do registo de inflação acumulada até fevereiro de 0,6%, o comunicado do INE revela que a inflação mensal foi de 0,5% enquanto a inflação homóloga dos últimos 12 meses foi de 8,9%.

Dentre grupos de produtos que mais contribuíram para a variação de preços, o documento aponta em primeiro lugar, “Bens e Serviços” com uma variação de +3,0% nomeadamente corte de cabelo para homens +29,9% barba +11,1%  pensos higiénicos +4,8% seguidos de outros de menores percentagens.

Por sua vez, na lista de produtos que menos contribuíram para a variação do preço, o documento coloca a frente “Revestimento plástico” com -14,8%, Çalça de Ganga para senhoras -11,1% tapete -8,1% entre outros menos classificados.

De acordo com o INE esta informação é recolhida e analisada mensalmente com base na evolução dos preços dos bens e serviços mais consumidos pelas famílias são-tomenses.

Fim/RN

A luso são-tomense, Agate de Sousa sagra-se campeã do mundo para Portugal no salto em cumprimento

0

São-Tomé, 23 marc 2026 ( STP-Press ) – A atleta luso são-tomense, Agate de Sousa conquistou este domingo, medalha de ouro, na final do salto em comprimento nos Mundiais de Pista Curta, que estão a ser disputados na Polónia.

A atleta de origem são-tomense ao serviço do Benfica de Portugal fez 6.92 metros ao quinto ensaio, após saltos, por exemplo, 6.82 e 6.81 metros.

A saltadora de origem são-tomense cometeu a proeza de ser a primeira atleta portuguesa a conquistar medalha de ouro para Portugal neste evento que está a decorrer em Torun, Polonia.

A sua melhor marca de carreira é 7.03 metros, ainda como santomense, em 2023.

A luso são-tomense, de 25 anos, já era a detentora da melhor marca do ano e confirmou o favoritismo com a conquista do título mundial, tendo vencido todos os concursos em que participou esta temporada

Tendo assinado pelo Benfica em 2021 e recebido a nacionalidade portuguesa em 2024, Agate de Sousa surge como herdeira de uma outra são-tomense de origem, a Naide Gomes que conquistou um total de sete medalhas de ouro para Portugal entre 2002 a 2011 nos mundiais e europeus da modalidade em saltos, pentatlo e RN1 ao serviço do Sporting de Portugal.

Fim/RN

«Não estamos a falar da penhora a Rosema, mas sim, da penhora à empresa SOLIVAN” – ministro das Finanças

0

São-Tomé, 19 Mar 2026 ( STP-Press ) – O ministro do Estado da Economia e Finanças, Gareth Guadalupe reagindo a decisão da penhora a Cervejeira Rosema por dividas fiscais, sublinhou que «não estamos a falar da penhora a Rosema, mas sim, da penhora à empresa SOLIVAN, para que independentemente de que contribuinte que for o Estado seja ressarcido naquilo que lhe é devido”.

Tendo revelado em declarações quarta-feira a imprensa que a divida em causa anda por volta de um milhão de euros, Gareth Guadalupe precisou que “não tem nada a ver com dívidas antigas, mas sim dívidas devidas à SOLIVAN. Não estamos aqui a fazer com que a SOLIVAN pague dívidas que não foi ela a gerar”.

“Como ministro das finanças tenho de ser coerente. Não posso exigir que o contribuinte com menos volume de negócios, cumpra com as suas obrigações fiscais, e que o contribuinte com maior volume de negócios não cumpra com as suas obrigações fiscais”, – avançou Gareth Guadalupe.

O ministro das Finanças sublinhou que “estamos a fazer a penhora patrimonial para garantir que o Estado não perca, para que o Estado seja ressarcido naquilo que lhe é devido».

Gareth Guadalupe disse ainda que “o Ministro das finanças não está a lutar contra o sistema, não está a lutar contra partido político nenhum, está apenas a garantir aquilo que é do Estado».

 Fim/RN

Anúncio judicial do Tribunal da 1ª instância 2 juízo Cível

0

São Tome, 19 de Marc. 2026  –  Anúncio judicial do Tribunal da 1ª instância – 2 Juízo Civil, pode ver em anexo.

Um Encontro que Atravessa Mares e Montanhas

0

Por: Xu Yingzhen,  Embaixadora da China em São Tomé e Príncipe

SãoTomé, 18 Mar ( STP-Press) – Reflexão por ocasião da implementação integral de Tarifa Zero e do lançamento do Ano China-África de Intercâmbio entre os Povos.

Em 14 de fevereiro, na mensagem de felicitações ao Presidente em exercício da União Africana (UA) e Presidente de Angola, João Lourenço, bem como ao Presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf pela 39ª Cúpula da UA, S.E. Xi Jinping, presidente da República Popular da China, anunciou que a China implementará integralmente, a partir de 1 de maio de 2026, a política de Tarifa Zero para todos os 53 países africanos que têm relações diplomáticas com a China, o que implica um compromisso solene que marca um novo ponto de partida na história das relações China-África. Não é apenas uma firme promessa da China de ampliar a sua abertura de alto nível ao exterior, mas também um retrato vivo de como a China e a África caminham lado a lado rumo à modernização, partilhando benefícios.

No âmbito económico e comercial, a implementação integral da política de tarifa zero para a África baixará significativamente o limiar de entrada dos seus produtos no mercado chinês, diminuindo os custos de exportação, aumentando a presença dos seus produtos no mercado chinês, o que libertará o potencial do comércio África-China, estimulará a capacidade endógena de desenvolvimento africano, reforçará a dinâmica da nossa cooperação económica e comercial e promoverá a evolução da parceria para uma cooperação industrial mais profunda.

No âmbito político, a política de tarifa zero é uma importante medida tarifária benéfica que a China adota de forma unilateral, tendo em conta a conjuntura internacional e as necessidades reais da África, o que constitui uma prova convincente dos esforços concretos da China para promover a construção de uma comunidade China-África com um futuro compartilhado para todas as condições na nova era.

No âmbito social, a política de tarifa zero permitirá dos produtos africanos com vantagens competitivas a entrada ao mercado chinês. Como estes setores económicos estão intimamente ligados ao emprego e aos meios de subsistência das populações africanas, beneficiará diretamente a expansão das exportações, aumentando o emprego e melhorando as condições de vida, impulsionando assim o processo de redução da pobreza em África e proporcionando aos povos africanos uma percepção tangível dos benefícios da amizade sino-africana.

Bem como um antigo provérbio chinês diz, o caminho pode ser difícil quando se trabalha sozinho, mas as coisas se tornam mais fáceis quando as pessoas trabalham juntas. No contexto atual de ressurgimento do protecionismo comercial global e de estagnação da globalização, esta medida preferencial unilateral sem precedentes por parte chinesa demonstra a sua determinação em abrir os braços aos irmãos africanos e partilhar com eles os frutos da modernização. A abertura alargada da China aos países africanos reflete-se principalmente em três aspetos:

Em primeiro lugar, o aperfeiçoamento do mecanismo de via verde para produtos agrícolas africanos, que, paralelamente à implementação da tarifa zero, visa aumentar a eficiência alfandegária e reduzir os custos logísticos em termos de tempo. No futuro, produtos agrícolas como o cacau e o café de São Tomé e Príncipe poderão chegar às famílias chinesas num período mais curto e a um custo mais baixo, fortalecendo a competitividade dos produtos e beneficiando os setores relevantes.

Em segundo lugar, a China continua a promover a negociação e assinatura de Acordos de Parceria Económica para o Desenvolvimento Comum. Não nos interessa apenas comprar e vender mercadorias, mas sim, com base nas preferências tarifárias, adicionar cooperação em investimento e transferência de tecnologia, ajudando os países africanos a construir um quadro de cooperação económico-comercial mais estável e sustentável.

Em terceiro lugar, a política de tarifa zero aplica-se a produtos que cumpram as regras de origem, o que incentivará os países africanos a desenvolverem o processamento e a fabricação local. Acreditamos que, num futuro próximo, mais produtos de elevado valor acrescentado entrarão no mercado chinês com a marca “Fabricado em África”.

Os laços entre a China e África não se refletem apenas nos dados crescentes do comércio, mas também estão gravados na compreensão, no respeito e na amizade entre os seus povos. O ano de 2026 assinala não só o 70º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e países africanos, mas também o “Ano China-África de Intercâmbio entre os Povos”, conjuntamente designado por ambas as partes. Ao longo do ano inteiro, organizaremos juntos cerca de 600 atividades culturais sob o lema “Consolidar a amizade para todas as condições e perseguir juntos o sonho da modernização”, atividades que envolvem forças juvenis, culturais, mediáticas, entre outras, e cobrem todos os domínios do intercâmbio sino-africano.

O facto de a China e a África apostarem nos laços humanos e culturais para forjar consensos estratégicos constitui não só a melhor homenagem a sete décadas de percurso de amizade, mas também demonstra ao mundo que diferentes civilizações podem perfeitamente superar barreiras e tratar-se com igualdade. Num momento em que se aceleram as mudanças nunca vistas num século, é particularmente profundo o significado desta opção.

O intercâmbio cultural sino-santomense já criou raízes sólidas. No ano passado, a Embaixada da China organizou uma série de atividades de intercâmbio cultural, incluindo mostras de filmes, eventos recreativos e um desfile de moda de Qipao (traje chinês). As equipas de peritos chineses promoveram múltiplas cooperações práticas, acumulando, através destes contactos quotidianos, a confiança e o entendimento entre os dois povos.

No âmbito do ano China-África de Intercâmbio entre os Povos, o intercâmbio cultural sino-santomense será ainda mais aprofundado. A parte chinesa proporcionará plataformas de diálogo para que os dois povos, especialmente a camada jovem, possam consolidar a sua amizade, promovendo um maior conhecimento e aproximação mútuos através do intercâmbio e da partilha. Mais obras cinematográficas chinesas serão disponibilizadas em São Tomé e Príncipe, e diversas atividades de experiências culturais permitirão que o povo santomense tenha um contacto direto com o estilo chinês.

Os médicos chineses continuarão a realizar consultas gratuitas em todos os distritos do país, e os especialistas da equipa agrotécnica continuarão a deslocar-se ao campo para ensinar técnicas práticas aos agricultores. Estas medidas estão a injetar mais impulso no desenvolvimento estável e duradouro das relações bilaterais.

Como o presidente Xi Jinping diz, as civilizações tornam-se mais coloridas através do intercâmbio e mais ricas através da aprendizagem mútua. A história da cooperação entre a China e São Tomé e Príncipe é precisamente um exemplo vivo do intercâmbio cultural sino-africano, o qual promove compreensão em vez de erguer muros, ajuda a realizar-se em vez de isolar-se.

É esta nutrição mútua, silenciosa como a chuva que fecunda a terra, que permite à amizade sino-africana atravessar as vicissitudes do tempo e permanecer sempre renovada.

Trata-se de um encontro que transcende oceanos: a tarifa zero permite que os produtos africanos entrem na China, e o intercâmbio cultural aproxima os povos chinês e africano, promovendo o conhecimento recíproco. Num mundo marcado por incertezas, os povos chinês e africano, ao apostar mais uma vez em unir as nossas forças, vamos fazer contribuições inestimáveis para o desenvolvimento e o progresso da humanidade.

Fim /Xu Yingzhen

 

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

Recomendamos