Texto: Ricardo Neto e Leonel Mendes** Foto: Lourenço da Silva
São Tomé, 28 Abr ( STP-Press ) – O governo são-tomense acaba de anunciar 3 novos casos de coronavírus [a Covid-19] subindo para um total de 11 casos acumulados, dos quais, 4 já foram recuperados de acordo com o novo Boletim Diário sobre a pandemia divulgado esta tarde pela equipa do ministério da Saúde liderada por ministro da tutela, Edgar Neves ladeado da directora dos Cuidados da Saúde, Feliciana Pontes.
Quanto aos testes realizados
segunda-feira, dia 27 o novo boletim revela um registo total de 10, sendo, 7
testes rápidos negativos e 3 testes rápidos positivos.
Relativamente aos dados
acumulados o boletim indica um total de 119 testes realizados por PCR, sendo,
114 testes negativos, 4 testes confirmados, 1 teste inconclusivo.
Quanto aos testes rápidos
efetuados no País, o diário do ministério sobre coronavírus anuncia um total de
40 teste, tendo resultados, em 33 testes rápidos negativos e 7 testes rápidos
positivos.
No capítulo aos casos de Covid-19 positivos
acumulados, o documento informativo sobre a pandemia sublinha um total de 11,
com 4 casos recuperados e 6 casos activos [pacientes internados].
Por: Leonel Mendes,
Jornalista da Agência Notícias STP-Press
São Tomé, 28 de abr. 2020 (STP-Press) – O ministro da Saúde
São-tomense, Edgar Neves, advertiu terça-feira em conferência de imprensa que
“temos que nos preparar para o pior”, porque o coronavírus “está no nosso
País”.
Neves que falava numa colectiva com mais dois responsáveis de
saúde nacional, nomeadamente Feliciana Sousa Pontes, Directora dos Cuidados de
Saúde e Pascoal D’Apresentação, Director do Hospital Ayres de Menezes, apelou
para a consciencialização da população, no sentido de respeitar as indicações
das autoridades públicas e os conselhos dos profissionais dos serviços de saúde,
referentes ao combate do coronavírus, COVID 19.
“Dissemos sempre desde o primeiro dia, esperar o melhor e nos
prepararmos para o pior”, adiantou Ministro da Saúde, garantindo que “temos a
doença no nosso País”.
Abordando sobre o endurecimento das medidas adoptadas pelo
Governo para a prevenção do alastramento da doença e o seu combate, Edgar Neves
garantiu que “nós iremos continuar nessa luta até ao fim, sem hesitar”,
independentemente dos transtornos.
Apelou para que toda a Nação se converta em “verdadeiros
soldados” e que nesta luta “é preciso seriedade, concentração e determinação”.
Acrescentou que a colaboração é fundamental, por isso a
necessidade de manter a população informada e esclarecida porque só assim ela
saberá se posicionar em cada momento.
“Dizer que é uma invenção do Governo é um acto criminoso”,
alertou Neves, admitindo que “há pessoas da saúde a lançarem o pânico na
população com informações falsas”.
O ministro da Saúde assegurou que medidas estão sendo tomados
internamente para se descobrir esses indivíduos que serão devidamente punidos.
A Directora dos Cuidados de Saúde, Feliciana Sousa Pontes, esclareceu
sobre os critérios de utilização dos testes rápidos de acordo ao protocolo
médico.
Feliciana Sousa Pontes, médica de profissão, informou que “só
depois de oito dias do aparecimento dos sintomas num paciente, ele pode ser submetido
ao teste rápido.
“Este teste mede anticorpos”, esclareceu.
Aconselhou a população para a necessidade de cumprir os
cuidados básicos de higienização como forma de prevenir da doença.
A Director do Hospital Ayres de Menezes, Pascoal
D’Apresentação, médico, garantiu que “os quatro casos existentes não evoluíram
para gravidade”.
Disse ainda que o procedimento estabelecido no protocolo é
que após a recuperação dos pacientes, terão alta hospitalar com a indicação de
permanecerem 14 dias em confinamento nas suas residências, seguidos pelo
acompanhamento da equipa criada para o efeito.
Em relação aos recuperados sublinhou que apresentavam febre,
tosse e dificuldades respiratórias, mas que nenhum deles precisou do uso de
ventiladores.
Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de
Notícia STP-Press
São
Tomé, 28 Abr 2020 (STP-Press) – Os agentes policiais são-tomenses apoiados por militares
e paramilitares detiveram nas últimas 24 horas, cerca 54 pessoas por desobediência
ao recolher obrigatório totalizando 136 detidos desde do início do confinamento
iniciado 00:00 horas de sexta-feira por decisão do governo no combate a
propagação da Covid-19 – soube-se hoje de fonte policial.
A fonte
policial assegurou a STP-Press que os 54 detidos foram esta manhã apresentados
ao Ministério Público para as primeiras interrogações no âmbito deste processo-crime
face ao Estado de Emergência Sanitária que se observa no arquipélago.
Este grupo de 54 detidos
segue-se as outras 83 pessoas, anteriormente detidas na sequência da patrulha
dos agentes da Policia Nacional apoios por militares da Forças Armadas e outras
forças paramilitares numa missão de cumprimento obrigatório do confinamento
imposto pelo executivo face a pandemia.
Além de pessoas os agentes
polícias detiveram ainda alguns taxistas e moto-táxis por organizarem
barricadas e obstrução nas vias públicas.
Na manhã
segunda-feira, os detidos por violação do recolher obrigatório foram libertados
24 horas depois, sem qualquer medida de coação, mas os taxistas e “motoqueiros”
saíram sob termo de identidade e residência, devendo ser apresentados no
Ministério Público.
Nas últimas 24 horas, o governo são-tomense confirmou a recuperação de 4
dos 8 casos positivos do coronavírus [a Covid-19] no País, tendo anunciado um
total de 149 testados, 63 contactos sob vigilância médica e nenhuma mortes.
São Tomé, 28 Abr 2020- Atualmente, a epidemia de COVID-19 está se espalhando globalmente. Relatórios e debates sobre a origem e disseminação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) são frequentemente misturados com alegações falsas. Nas redes sociais e em alguma imprensa tradicional, mentiras, rumores e teorias da conspiração são muito populares. Seus veiculadores têm motivos próprios, alguns pretendem difamar oponentes políticos e institucionais e outros até acusam países, nações e religiões específicas.
A China foi particularmente afetada por essa “epidemia de informação”. Este artigo classifica os 12 rumores mais comuns sobre a China durante a epidemia Covid-19 e os refuta um a um com base no conhecimento científico e em argumentos factuais, na esperança de injetar um espírito mais prático e honesto nas discussões relevantes.
Rumor 1: o novo coronavírus foi criado em um
laboratório chinês
Realidade: todas as evidências indicam que o
novo coronavírus origina da natureza
O novo coronavírus é um novo tipo dos
coronavírus conhecidos nas últimas décadas. A OMS observa que todas as
evidências disponíveis indicam que o novo coronavírus se originou na natureza,
não artificialmente. Atualmente, a comunidade científica não esclareceu a fonte
natural específica do novo coronavírus e especula apenas que o vírus possa
estar associado a morcegos e pangolins.
Rumor 2: a Covid-19 originou de um acidente de
laboratório no instituto de investigação de virologia de Wuhan
Realidade: o instituto de investigação de
virologia de Wuhan não tem nada a ver com a origem da Covid-19.
O Laboratório Nacional de Biossegurança do
Instituto Wuhan de Virologia, parte da Academia Chinesa de Ciências, possui um
nível certificado de proteção P4 e pode lidar com os patógenos mais mortais do
mundo. O laboratório fica a cerca de 30 quilômetros do centro de Wuhan e é
impossível para o vírus deixar um laboratório de tão alta segurança.
A EcoHealth Alliance é uma organização sem
fins lucrativos com sede em Nova York, EUA. O presidente da aliança, Dr. Peter
Daszak, é responsável pelo estudo de doenças infecciosas emergentes em todo o
mundo e colabora com o Instituto de Pesquisa em Virologia de Wuhan há 15 anos.
Em uma entrevista ao site de notícias dos EUA “DemocracyNow” em 16 de
abril de 2020, Daszak disse que a alegação de que o COVID-19 escapou do
laboratório era pura tolice.
Rumor 3: o novo coronavírus é chinês porque
originou em Wuhan
Realidade: O nome oficial do novo coronavírus
é SARS-CoV-2. Wuhan foi o primeiro lugar onde foram registrados casos desse
vírus, mas não é necessariamente a fonte do novo coronavírus.
Em dezembro de 2019, Wuhan informou pela
primeira vez sobre a descoberta de uma nova infecção por coronavírus, que era
então conhecida como pneumonia atípica. Mas a fonte exata do vírus não tem
conclusões científicas claras. Historicamente, o local onde um vírus é
descoberto pela primeira vez, geralmente não é a fonte. Os Estados Unidos
relataram inicialmente casos de infecção por HIV, mas sua origem mais provável
é a África Ocidental; Marburg, descoberta pela primeira vez em Marburg, Hesse,
Alemanha. Este vírus provavelmente se originou no Uganda:
Para evitar a estigmatização, a OMS emitiu
recomendações sobre a nomeação de doenças infecciosas e patógenos humanos em
2015, pedindo para evitar o uso de nomes de lugares, nomes de países e pessoas,
nomes de animais e conceitos que podem causar pânico:
O novo coronavírus foi oficialmente nomeado
SARS-CoV-2, em 11 de fevereiro de 2020.
Rumor 4: em meados de novembro de 2019, a
China foi informada do início do surto e ocultou informações relevantes durante
45 dias
Realidade: as instituições oficiais da China
receberam pela primeira vez informações sobre um caso de pneumonia atípida em
27 de dezembro de 2019 e publicaram seu primeiro aviso de epidemia em 31 de
dezembro de 2019.
Em 27 de dezembro de 2019, Zhang Jixian,
diretora do Departamento de Medicina Respiratória do Hospital Provincial de
Medicina Chinesa e Ocidental de Hubei, relatou três casos de pneumonia atípica
ao CDC do distrito de Jianghan. Foi a primeira vez que instituições oficiais
chinesas obtiveram informações sobre a epidemia COVID-19. Em uma entrevista
recente, o Dr. Zhang descreveu o processo de apresentação de relatórios e
informações médicas.
Rumo 5: a China ocultou a verdade sobre a
epidemia de Covid-19 durante muito tempo antes de se tornar pandemia global
Realidade: a China notificou pela primeira vez
o público nacional e global da epidemia e tomou as mais rigorosas medidas de
prevenção e controle no menor tempo possível, dando ao resto do mundo pelo menos
seis semanas para se preparar.
A OMS confirmou o cronograma anterior no seu
portal oficial da web a 8 de abril:
O Sars-CoV-19 é um vírus descoberto
recentemente. Na fase inicial do surto, quase não havia base de referência
científica capaz de demonstrar que este novo vírus poderia causar uma pandemia
perigosa. Depois de finalmente se confirmar que o vírus pode ser transmitido de
pessoa para pessoa e que, provavelmente, causa uma taxa de mortalidade mais
alta que a gripe, o governo chinês imediatamente emitiu um aviso ao público e
adotou as medidas mais rigorosas, abrangentes e preventivas de controle
exaustivo. Em 23 de janeiro, a cidade de Wuhan foi colocada em quarentena. Em
25 de janeiro, a província de Hubei, com uma população de 60 milhões, também
foi encerrada.
Um mês após o encerramento de Wuhan, em 23 de
fevereiro, 78.811 casos foram diagnosticados em todo o mundo, dos quais apenas
2,2% estavam fora da China. Até então, exceto no leste da Ásia, o resto do
mundo mal havia tomado medidas preventivas eficazes.
Rumor 6: a China ocultou e reportou com
inexatidão o número de casos diagnosticados e mortos por Covid-19
Realidade: a China sempre foi transparente no
diagnóstico e no número de mortes do COVID-19 e cumpriu suas obrigações de
informar.
Em 20 de abril de 2020, o número acumulado de
casos Covid-19 recém-diagnosticados contabilizados em Wuhan era de 50.333, com
3.869 mortes e uma taxa de mortalidade de 7,69%, acima da média mundial.
O pequeno número de casos confirmados e mortes
na China é atribuído a medidas oportunas, estritas e abrangentes de prevenção e
controle tomadas pelo governo chinês, incluindo medidas para fechar as vias de
acesso à cidade de Wuhan. Segundo o relatório de pesquisa da revista Science,
as medidas anteriores reduziram o número de pessoas infetadas na China em mais
de 700.000.
Rumor 7: a China manipula a OMS para assegurar
que esta não dirige críticas ao país
Verdade: a OMS é uma organização internacional
independente composta por 194 membros da Organização das Nações Unidas e não
pode ser manipulada.
Entre os 21 membros da equipa de liderança na
sede da OMS, está apenas um membro chinês e 11 dos EUA, União Europeia e
Canadá. Ren Minghui, da China, serve como diretor-geral assistente na OMS para
a prevenção da AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas
desde janeiro de 2016.
Antes de anunciar a suspensão do financiamento
da OMS, os EUA eram o maior contribuinte da instituição. Incluindo contributos
voluntários, a China é a sexta maior fonte de financiamento da OMS.
Não só a China, mas quase todos os estados
membros apoiam o trabalho do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. As teorias
de que o diretor-geral “depende da China” e que fora “eleito apenas com o apoio
da China” são infundadas.
Rumor 8: A China é responsável pela pandemia e
tem de compensar o mundo
Realidade: os vírus são um inimigo comum da
humanidade e a China é também uma vítima. Não há base legal para exigir uma
“compensação” à China.
Os vírus são o inimigo comum do ser humano, e
podem surgir a qualquer altura e em qualquer lugar. A China, como os outros
países é também uma vítima.
A OMS anunciou a 30 de janeiro que o novo
coronavírus constitui “uma emergência de saúde pública de interesse
internacional”. Tal ocorreu um mês após a China ter enviado, sem atraso, a
primeira notificação à OMS.
As leis e regulamentos internacionais de saúde
não fornecem uma base para um estado se responsabilizar por uma pandemia.
Contudo, alguns juristas internacionais acreditam que a China deve ser
responsável e pagar compensações pela pandemia do novo coronavírus. Nesse caso,
quem deverá compensar por epidemias como a gripe H1N1, AIDS, e BSE?
Rumor 9: a China está ajudando outros países a
combater a epidemia apenas para expandir a sua influência geopolítica
Realidade: a China ajuda outros países por
motivos humanitários e de solidariedade. Além disso, a China acumulou
experiência útil na luta contra epidemias.
O vírus não conhece fronteiras e nada tem a
ver com a cor de pele ou idioma. A ajuda da China a outros países na luta
contra a epidemia provém, não só do espírito humanitário internacional, mas
também da crença em uma comunidade de destino comum para a humanidade.
A ajuda da China a outros países é também uma
manifestação tradicional de agradecimento da nação. No momento mais severo da
epidemia na China, no final de janeiro e início de fevereiro deste ano, muitos
países no mundo destinaram ajuda ao país. O povo chinês tem isso em estima,
sendo que Wang Yi, conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores,
enfatizou a gratidão chinesa durante uma conversa com Josep Borrell, ministro
dos Assuntos Exteriores, União Europeia e Cooperação da Espanha.
A China acumulou experiência útil na luta
contra epidemias. Após dois meses de prevenção e controle rigorosos, a situação
da China foi, por fim, contida. O escritório europeu da OMS acredita que a
experiência da China pode ser usada como referência para outros países e pode
ajudá-los a delinear e implementar de modo mais eficaz medidas capazes de
tratar doenças críticas.
Rumor 10: os produtos médicos importados da
China são contrafeitos e de qualidade duvidosa.
Realidade: a China leva a cabo inspeções
rigorosas de qualidade nos produtos médicos exportados. Parte do problema
deriva do uso impróprio ou da diferença de regulamentações entre a China e o
resto do mundo.
De acordo com dados da Administração Geral
Alfandegária da China, entre 1 de março e 4 de abril de 2020, o país exportou
um total de 10,2 bilhões de yuans de materiais de prevenção epidemiológica,
incluindo 3,86 bilhões de máscaras, 37,52 milhões de roupas protetoras, 2,41
milhões de termómetros, 16000 ventiladores, 2,84 milhões de caixas de reagentes
de deteção do novo coronavírus e 8,41 milhões de pares de viseiras. Os produtos
onde foram detetados problemas de qualidade foram em número reduzido.
Desde 2 de abril, o governo chinês emitiu
políticas para reforçar a qualidade de gestão das importações de materiais
médicos. Os produtos expedidos têm não somente de obedecer aos requisitos da
autoridade nacional regulatória de medicamentos, mas também aos padrões do país
importador.
Rumor 11: a China o novo coronavírus para
paralisar a economia ocidental
Realidade: a economia chinesa está
intrinsecamente ligada à economia mundial. A economia chinesa só pode ser bem
sucedida se a economia do resto do mundo estiver dentro da normalidade.
A economia chinesa foi profundamente afetada
pela epidemia do novo coronavírus. No primeiro trimestre do ano, o PIB chinês
caiu em 6,8%, o valor mais baixo deste que a China começou a contabilizar o
PIB, em 1992. A última vez que a China experienciou uma contração econômica
desta magnitude data de 1976.
Desde que a China se juntou à OMS em 2001, a
economia do país foi, progressivamente, se integrando com o resto do mundo. Em
2019, as importações e exportações da China perfizeram 31,54 trilhões de yuans,
dos quais 17,23 representam exportações, contribuindo para 18% do total da
economia. A China e o mundo são interdependentes, sendo do interesse da China
que a economia mundial recupere rapidamente e cresça de modo sustentado.
Rumor 12: a China reabriu os seus mercados de
animais selvagens
Realidade: não existem neste momento mercados
de animais selvagens na China. A legislação do país proíbe a caça, comércio,
transporte e consumo de animais selvagens.
O 16º encontro do Comitê Permanente da 13ª
Assembleia Popular Nacional aprovou a “Decisão do Comitê Permanente da 13ª
Assembleia Popular Nacional para a Poibição Integral do Comércio de Vida
Selvagem, Eliminação de Animais Selvagens e Proteção da Saúde Popular”. O Fundo
Mundial para a Natureza aprovou tal decisão.
O que reabriu em Wuhan foi o mercado
tradicional dos agricultores de Wuhan, o qual vende legumes, frutas, marisco e
carnes, sendo que segue rigorosamente os regulamentos sanitários relevantes e
cujas características não se distinguem dos homólogos europeus.
Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de
Notícias STP-Press
São Tomé, 27 Abr ( STP-Press ) – O governo são-tomense acaba de confirmar a recuperação de 4 dos 8 casos positivos do coronavírus [ a Covid-19 ] no País, tendo anunciado um total de 149 testados, 63 contactos sob vigilância médica e nenhuma mortes de acordo novos de dados divulgados esta tarde pela equipa do ministério da Saúde.
Quanto
aos testes rápidos efetuados no País, foram realizados um total de 30 [testes rápidos],
tendo resultado 24 negativos, quatros positivos e dois estão ainda a espera de
se obter resultados definitivos.
Relativamente
aos testes PCR, foram realizados um total de 119, sendo 24 em Portugal, 16 no
Gabão e 80 na Guiné-Equatorial, resultando, 114 negativos, 4 confirmados [positivos]
e um inconclusivo.
Novos dados revelam que já foram registados no País 8 casos, dos quais, 4 já foram recuperados da doença e outros 4 estão internados neste momento no principal hospital do País, Ayres de Menezes.
A nova
actalização do relatório Covid-19 revela ainda até ao momento não se registou
no País qualquer óbito resultante da doença, encontrando-se neste momento em
isolamento domiciliar 63 pessoas sob vigilância das equipas médicas do
Ministério da Saíde.
Nos dados do ministério da Saúde dão conta ainda da existência de 4 pessoas no que se refere aos pacientes suspeitos (sintomáticos respiratórios).
São Tomé, 27 Abr ( STP-Press ) – São Tomé e Príncipe recebeu esta manhã dois ventiladores doados por bilionário chinês Jack Ma, Alibaba Group, para apoiar o arquipélago em ações de combate a propagação do coronavírus- [ a Covid-19 ] anunciou hoje um responsável da OMS em São Tomé, Vilfrido Gil.
Os dois ventiladores incluindo
ainda fatos de proteção individual, termómetros, e outros materiais médicos-hospitalares
chegaram esta manhã ao aeroporto internacional de São Tomé provenientes de addis-Abeba,
Etiópia, num voo fretado pela OMS, – adiantou Vilfrido Gil.
Esta doação de Jack Ma segue-se
a uma outra envida ao País, há pouco menos de um mês contendo, designadamente,
kits de testes, máscaras cirúrgicas, fatos de proteção, entre outros consumíveis
e materiais médicos.
Ventiladores doados por Alibaba Group chegam numa altura em que as informações do executivo dão conta que São Tomé e Príncipe tem um registo de quatro casos positivos do coronavírus em internamento e quatro já curados.
Ainda esta manhã de
segunda-feira 36 pessoas foram apresentadas ao Ministério Públicos por violação
ao recolher obrigatório iniciado nas primeiras horas desta sexta-feira por
decisão do governo como um das medidas para evitar a propagação da pandemia do
coronavírus [a Covid-19].
Além da patrulha da polícia nacional, a operação do controlo ao confinamento, conta ainda com apoio das Força Armadas do País e outras paramilitares ao abrigo de um decreto presidencial que disponibilizou dois pelotões de militares a solicitação do governo.
São Tomé, 27 Abr 2020 (STP-Press) – Cerca de 35 pessoas foram detidas pela Policia Nacional são-tomense por terem violado o recolher obrigatório entrado em vigor nas primeiras horas de sexta-feira por decisão do governo como forma evitar a propagação da covid-19, soube-se hoje de fonte policial.
O comissário da polícia, Isac Penhor disse que das 35 pessoas,
17 foram detidos no distrito de Água Grande, oito em Mé Zóchi, os dois mais
populosos do país, cinco em Lobata, e cinco em Cantagalo, disse o comissário
Isac Penhor.
O comissário da polícia disse ainda que, os agentes polícias detiveram
ainda 15 taxistas e moto-táxis por organizarem barricadas e obstrução nas vias
públicas.
Os detidos por violação do recolher obrigatório foram libertados 24 horas depois, sem qualquer medida de coação, mas os taxistas e “motoqueiros” saíram sob termo de identidade e residência, devendo ser apresentados no Ministério Público.
Nesta missão de cumprimento ao confinamento a Policia
Nacional conta com apoio das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe bem como os efetivos
da Unidade de Defesa e Proteção dos Dirigentes do Estado (UPDE) incluindo a Polícia
Aduaneira.
De acordo com as informações do executivo, São Tomé e Príncipe tem um registo de quatro casos positivos do coronavírus em internamento e quatro já curados.
Encarregado de Negócios Robert Whitehead, Embaixada dos EUA em Libreville 23 de Abril de 2020
São-Tomé, 27 Abr – A história sobre a relevância dos EUA na batalha global
contra o Covid-19 é uma história de dias, meses e décadas. Todos os dias nova
assistência técnica e material dos EUA chega aos hospitais e laboratórios em
todo o mundo. As referidas assistências, por sua vez, baseiam-se em décadas de
perícia, altruísmo e planejamento do povo Americano.
As assistências dos Estados Unidos da América são de cariz humanitária, por
acreditarmos que este é o caminho certo a seguir e por sabermos que as
pandemias não respeitam fronteiras. Estamos igualmente cientes que ao apoiarmos
os países na contenção dos surtos,
salvaremos vidas fora e dentro do território Americano.
Per si, a nossa generosidade e pragmatismo explica por que os Estados Unidos da
América foi um dos primeiros países a disponibilizar ajuda ao povo chinês assim
que surgiram relatórios de Wuhan sobre o surto. No início de janeiro, o governo
dos Estados Unidos prontamente disponibilizou assistência técnica aos Centros
para Controle de Doenças na China.
Na primeira semana de Fevereiro, os EUA transportaram quase 18 toneladas de
suprimentos médicos para Wuhan, fornecidos pela ONG Evangélica Samaritan’s
Purse, pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e outros.
Igualmente comprometemos em disponibilizar US $100 milhões em assistência aos
países para combater o que viria a tornar-se numa pandemia.
Contudo, actualmente a nossa resposta supera em muito esse compromisso inicial.
Desde o surto de Covid-19, o governo dos EUA garantiu quase US $ 500 milhões em
assistência. Este financiamento está destinado a melhorar a educação em matéria
de saúde pública, em auxiliar os centros de saúde e aprimorar a capacidade
laboratorial, de vigilância e resposta a epidemias em mais de 60 países de
maior risco em todos os continents – tudo um conjuntos de esforços para ajudar
na contenção do surto.
Os Estados Unidos da América continuam a ser o maior doador em questões
humanitárias e de saúde; tanto para o desenvolvimento a longo prazo, com enfase
para o reforço das capacidades dos parceiros, bem como no que tange as
respostas de emergência face as crises recorrentes. A nossa assitência
financeira tem salvado vidas, protegido pessoas mais vulneráveis as doenças,
construído infraestruturas sanitárias e promovido a estabilidade das
comunidades e nações.
Os EUA financiam quase quarenta por cento dos programas globais de
assistência à saúde, totalizando US $ 140 bilhões em investimentos nos últimos
20 anos – cinco vezes mais que o segundo maior doador. Desde 2009, os contribuintes
americanos financiaram de forma filantrópica mais de US $ 100 bilhões em
assistência à saúde e quase US $ 70 bilhões em assistência humanitária em todo
o mundo.
Este conjunto de assistências e partilha de experiências é também evidente em
São Tomé e Príncipe (STP) e demonstra um compromisso de longo prazo com o
arquipélago no que concerne a saúde pública. Os Estados Unidos, por meio de
ajuda direta e de suas contribuições ao Fundo Global, doaram milhões de dólares
para apoiar na luta conta o Paludismo, HIV-Sida e a Tuberculose no mundo. Por
exemplo, desde 2005, o Fundo Global destinou quase US$ 33,8 milhões a STP para
reforçar a capacidade do país na luta contra as referidas doenças.
Independentemente disso, os Estados Unidos da América já investiram na
construção e reabilitação de seis edifícios no Hospital Central Dr. Ayres de
Menezes e financiaram a construção dos centros de saúde de Ribeira Peixe e
Micoló.
Recentemente um médico militar São-tomense deslocou-se à San Diego, Califórnia,
para uma formação no domínio de HIV- Sida e igualmente financiamos a formação
de um técnico militar de laboratório e enfermeiro em Angola em questões de
aconselhamento e testagem de HIV e bem como técnicas úteis de manejo das
doenças infecciosas. Outrossim, fornecemos suprimentos médicos e de laboratório
e providenciamos também assistência técnica com o desígnio de tornarmos o
programa médico militar de São Tomé e Príncipe auto-sustentável.
Para além de contribuir monetariamente, a Estação de Voz da America (VOA), em
de São Tomé desde 1993, disponibiliza também combustível e partilha saberes com
intuito de tornar STP num país melhor. Desde 2017, a VOA tem disponibilizado
apoio à Delagação de Saúde do Distrito de Cantagalo. Estas doações mensais têm
ajudado a referida delegação na compra de combustível para as ambulâncias, que
em caso de emergência, transportam os pacientes do distrito para o Hospital
Central Dr. Ayres de Menezes.
Naturalmente, além das assistências da parte do Governo Americano; as
empresas, ONGs e organizações religiosas dos EUA apoiam na promoção da saúde a
nível mundial. Por exemplo, a empresa petrolífera Kosmos Energy, sedeada no
Texas, abraçou uma iniciativa para requalificação, apetrecho e reforço de
capacidades dos técnicos de uma clínica médica em São Tomé e Príncipe.
Concernente ao apetrecho, os equipamentos de ressuscitação disponibilizados
pela petrolífera estão relacionados com o Advanced
Trauma Life Support (ATLS) ou Suporte Avançado da Vida no Trauma (SAVT) e Advanced Cardiac Life Support (ACLS) ou
Suporte Avançado de Vida Cardiovascular (SAVC).
Com os mesmos ideias, nós, os Estados Unidos da América, continuaremos a ajudar
os outros nos momentos de maior necessidade. Relativamente a pandemia do
Covid-19, a nossa posição não é diferente. Continuaremos a apoiar os países na
criação sistemas de saúde resilientes e capazes de prevenir, detectar e
responder a surtos de doenças infecciosas. Da mesma forma que, nós, os EUA, temos
tornado o mundo mais sadio, pacífico e próspero para as gerações vindouras;
colaboraremos com São Tomé e Príncipe e outros no combate ao nosso inimigo
comum. Juntos seremos mais fortes.
São Tomé, 24 abr 2020 (STP-Press) – São Tomé e Príncipe subiu de
3 para 4 casos positivos do coronavírus [a Covid-19], anunciou hoje o primeiro-ministro
são-tomense, Jorge Bom Jesus.
“De acordo com as
informações que me deram, neste momento nós temos quatro casos confirmados,-
disse Jorge Bom Jesus no final de visita as instalações do centro de isolamento
para os infetados com coronavírus [a Covid-19].
O Chefe do governo
sublinhou que “quer dizer que, além da dimensão preventiva, nós já estamos
na vertente curativa, tendo acrescentando que “temos que reforçar os meios de
diagnóstico, temos que fazer o máximo de testes possíveis para que possamos
detetar mais casos”.
A partir de hoje,
sexta-feira começa “confinamento diário obrigatório de toda a
população, a partir das 19 horas, em todo o território nacional, salvo os casos
específicos que serão regulamentados, em função da natureza de alguns serviços,
sob pena dos infratores incorrerem em crime de desobediência”.
Além da obrigatoriedade no uso de mascaras de proteção por
todos os cidadãos que circulem nas vias públicas e todos os prestadores de
serviço”, o governo anunciou ainda que “ os funerais e velórios não poderão
doravante ser realizados com um número superior a 20 pessoas” entre outras
medidas.
Por:
Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Noticias STP-Press
São-Tomé, 24 Abr ( STP-Press )
– A missão técnica chinesa continuar a reforçar ações de pulverização,
fumigação espacial e testagem contra o
paludismo no arquipélago são-tomense em pleno período de ações de medidas
preventivas que se vive no País face a pandemia da Covid-19, soube-se hoje em
São Tomé.
Neste momento, os técnicos
chineses e são-tomenses estão a operar na zona de São João da Vargem e outras
localidades circundantes na capital de São Tomé, numa missão de combate ao
mosquito causador da doença.
Um dos moradores da Zona,
Octavio Barros congratulou-se hoje com esta operação da missão chinesa de luta
contra paludismo, tendo sublinhado que “ temos de continuar este combate ao
mosquito causador da malaria ainda mais numa altura que estamos a enfrentar as medidas
de prevenção ao coronavírus”.
“ Estas ações são extremamente
boas porque estamos na época da Chuva e a tendência de fazer aumentar o
mosquito” disse Octávio Barros acrescentando que “ temos de acabar definitivamente
com o paludismo em São Tomé e Príncipe”.
Esta missão técnica chinesa tem
vindo a proceder operações de fumigação espacial nocturna, sobretudo, em três
localidades de capital de São Tomé, designadamente, Oquel-del-rei, Bairro da
Liberdade e Campo de Milho, apontadas como as mais afetadas pela doença nos
últimos temos.
Além de combate ao paludismo, a cooperação chinesa tem ainda apoiado São Tomé e Príncipe na prevenção do coronavírus [a Covid-19], sobretudo através de donativos de equipamentos médicos-hospitalares tais como máscaras, luvas, botas, protetor de óculos, termómetros, capa de proteção individual entre outros materiais, face a pandemia.