Por: Ricardo Neto,
Jornalista da Agência de Notícia STP-Press
São- Tomé, 13 Mar ( STP-Press ) – O ministro são-tomense, Edgar Neves e o embaixador da
China, Wang Wei testemunharam hoje a primeira cirurgia laparoscópica realizada
esta manhã no País, no principal centro hospitalar em São-Tomé, Ayres de
Menezes, em mais uma ação de cooperação sino-são-tomense no sector da saúde.
“ Não há duvidas que é pela primeira vez que se realiza a cirurgia laparoscópica, uma técnica evoluída, com grandes vantagens para o doente, do ponto de vista pelo menos evasiva, do ponto de vista estético e muito seguro” – disse o ministro Edgar Neves, médico de profissão no final da operação que decorreu no bloco operatório do Ayres de Menezes com aparelho e equipamentos doados pela China.
“ É mais uma contribuição da cooperação chinesa, a quem nós
aproveitamos para agradecer “ disse Edgar Neves, sublinhando que “ estamos
convencidos que os nossos profissionais irão aproveitar muito bem esta
tecnologia, a componente formação está incluída, quer aqui no País como na China
para melhor treinamento e domínio desta tecnologia”.
Na sua intervenção, o embaixador chinês, Wang Wei disse que “
estamos a preparar uma equipa de especialistas que no futuro vão chegar aqui em
São Tomé para treinar os médicos, enfermeiros ajudantes para cirurgia aqui em
São Tomé e Príncipe”.
“ Acreditamos que com esta cooperação São Tomé e Príncipe
terá cirurgia com tecnologia avançada e melhor tratamento para atender a
demanda enquanto pilar de saúde pública para todos são-tomenses”, sublinhou
Wang Wei.
De acordo com as explicações do médico-cirurgião, Pascoal de Apresentação esta técnica cirúrgica consiste da insuflação de dióxido de carbono dentro da cavidade abdominal a fim de a expandir e criar um campo de trabalho para se realizar a cirurgia, com vantagens para menor trauma cirúrgico, menor sangramento intra-operatório, menos dor pós-operatória, diminuição da quantidade de analgésicos após a cirurgia, recuperação pós-operatória mais rápida, entre outos benefícios.
Por:
Manuel Dênde, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press
São Tomé, 12 Mar. 2020 (STP-Press) – A
Selecção Nacional de Futebol Feminino de São Tomé e Príncipe, deixa hoje o país
com destino a vizinha República dos Camarões, onde, sábado, joga diante de sua
congénere local, o jogo de segunda mão, pontuável para a qualificação da
CAN/2020 e Mundial da FIFA na Índia, 2020.
No jogo de primeira mão, realizado à um de
Março em São Tomé, o combinado nacional, perdeu, diante dos Camarões, por 0-4.
E na deslocação à Yaoundé (capital
camaronesa), local do jogo, a delegação nacional será liderada por Luís D’Alva,
que já se encontra no local, enquanto que Juvenal Correia, Director-técnico
federativo, que a integra, conduzirá a missão de São Tomé para Yaoundé.
A equipa nacional limitada a pessoas com
17 anos, é orientada por Aureliano Semedo, por sinal, treinador de futebol da
equipa de Monte Café, Campeã Nacional de 1ª Divisão de São Tomé e Príncipe, é
composta por 18 atletas e dois técnicos.
Texto: Ricardo Neto, Melba de Ceita, Neisy Sacramento ** Foto: Lourenço da Silva
São-Tomé, 12 Marc ( STP-Press ) – O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho declarou quarta-feira na abertura do novo ano Judicial, que “ a nossa justiça vai mal” e que “sistema está perto da insolvência”, enquanto o Presidente do Supremo, Silva Cravid declarou que “ não existe um sistema de justiça perfeito” e que as “sementes espalhadas” no sector já estão “brotando e crescendo numa direção correta”.
A cerimónia contou ainda com discurso do Primeiro-Ministro, Jorge Bom que defendeu “diálogo entre decisores políticos” no processo de reforma da Justiça, o Procurador-Geral, Kelve de Carvalho reafirmou “entendimento entre todos intervenientes do processo judiciário” para a melhoria do sector e a Bastonária dos Advogados, Célia Pósser, que chamou atenção para o “aumento “gritante da criminalidade” e “uso abusivo da previsão preventiva”.
Indo por partes, comecemos por Presidente da República Evaristo
Carvalho que no seu discurso sublinhou que “ muito se tem falado da justiça no
nosso País, dentro e fora dele e, não sem razão. A nossa justiça vai mal e
temos que reconhecer que não fizemos tudo que esteve ao nosso alcance para
melhorar a situação”.
“ Temos de aceitar que o nosso sistema está perto da
insolvência, mas não podemos decretar a sua falência e muito menos a sua
liquidação. O caminho certo será a sua recuperação em moldes que defenda e
proteja os interesses da comunidade. Quer a democracia quer a ordem não podem
abdicar da justiça”, disse Evaristo Carvalho.
O Chefe de Estado são-tomense denunciou ainda que “
assistimos uma inquietante promiscuidade no sistema judicial. É quase impossível
distinguir quem fiscaliza, quem sanciona e quem é fiscalizado”, tendo concluído
que “ é óbvio que isto não ajuda na melhoria do sistema”.
“É igualmente urgente que os magistrados judiciais se
concentrem nos processos judiciais e deixem as tarefas administrativas e até
mesmo logísticas a cuidado de outros órgãos” disse, Evaristo Carvalho,
sustentando que “ os magistrados têm de saber que não fazem favores nenhum à
ninguém, quando decidem um processo ou aceleram a marcha nos temos e em
condições fixados por lei. É, seu dever, sua obrigação e de nada lhe servem os
direitos, regalias e outras mordomias de que goza se assim não for”.
Tendo declarado que “ a corrupção é uma realidade no nosso
País e vem assumido proporções, cada dia, mais alarmantes. Tão séria é a
problemática da corrupção que ela tem de ser combatida tenazmente”, Presidente
Evaristo defendeu que “ combater corrupção, seletivamente, ou distinguir a boa
da má corrupção é o mesmo que legalizar a corrupção ou permitir que ela se
alastre por todo o País, visto de conexões interpessoais e interpartidárias
existentes. Só perdem o país, a nação, o povo e nosso futuro”.
“ Não estaria a fazer uma boa publicidade para o País. Mas, a
verdade crua e nua, patente aos olhos de todos é que a criminalidade tem vindo
a aumentar e assumindo forças cada vez mais violentas e complexas” disse para
depois acrescentar que “ as causas são diversas, mas a nossa responsabilidade é
total … é, preciso fazer mais para proteger os mais fracos”.
“Não existe sistema perfeito”, – Silva Cravid
Já no seu discurso, o Presidente do Supremo Tribunal de
Justiça, Silva Cravid disse que “ não existe um sistema de justiça perfeito”,
tendo sublinhado que “ fruto das soluções encontradas com a intervenção do
sector judiciário, hoje em São Tomé e Príncipe embora ainda não tivesse formado
um sistema judicial esperado e desejado, é de realçar que as sementes da
legalidade e imparcialidade espalhadas em todos sectores do sistema judicial
estão brotando e crescendo numa direcção correcta”.
“ As dificuldades reias são comuns a todos os sistemas de
justiça e não existe apenas no sistema judicial são-tomense” disse Silva
Cravid, acrescentando que “ todos são passiveis de críticas e permanente
melhoramento” citando ainda que “ veja-se o que está agora a acontecer em
Portugal com fortes suspeitas na viciação dos Sorteios dos processos e fortes
contestações da justiça em muitos outro Países. Os homens é que ditam a
justiça, sendo os homens imperfeitos, naturalmente a justiça nunca será
perfeita”.
O Presidente do Supremo disse ainda que “ o sistema judicial
são-tomense se encontra num mega processo de reforma, a qual se chamou e bem de
“modernização da justiça”, mas nunca esqueçamos que para termos sucessos
visíveis, essa reforma tem que ser consentânea com a reforma do Estado, do
Poder Politico, da Administração Pública, das forças militares em suma dos
poderes do Estado”
“ Daí defendemos que a reforma é um processo inclusivo, gradativo
e permanente. É uma matéria sensível que se integra exclusivamente na política
da justiça de cuja competência é do governo em concertação com a Assembleia
Nacional”, – sustentou Silva Cravid.
Tendo declarado que “ ainda que nem tudo tenha sido positivo,
pode-se dizer que 2019 foi um bom ano para a justiça em São Tomé e Príncipe”,
sublinhado que “ foi um bom ano naquilo que é mais importante para qualquer
democracia, a independência dos juízes e dos tribunais”.
Urge diálogo entre decisores políticos, Bom Jesus
No seu discurso, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus disse
que “ o governo através do ministério da Justiça assumiu a liderança política
do projecto de modernização da justiça são-tomense” sublinhando tratar-se de “
de um processo holístico, amplamente inclusivo, participativo, de todos para todos,
em que todos terão vez e voz, inclusivamente diáspora, e ninguém será posto de
lado, muito menos ficar para trás.
“ A reforma da justiça está em curso sob diversas; e a
descentralização dos serviços centrais para os distritos é uma realidade
incontornável e condições estão a ser criadas para que tanto o Tribunal de
Lembá, como da Região Autónoma do Príncipe funcionem nas melhores condições e a
breve trecho” – disse Jorge Bom Jesus.
Tendo declarado que “ urge portanto, um relacionamento
institucional mais profícuo e entre os decisores políticos, mais diálogo,
aproximação e colaboração, numa perspectiva de cultura de resultado”, Bom Jesus
solicitou “toda a contribuição dos decisões e fazedores da justiça para a
análise criteriosa da proposta do governo sobre a reestruturação da nova grelha
salarial. Haverá abertura para diálogo e consenso”.
“ Preocupa-nos, sobremaneira, os dados da polícia
judicia-2019, chegados ao nosso conhecimento, mais de 700 casos de furto
qualificado, várias dezenas de casos de ofensas corporais e violência doméstica
e mais 50 casos de abuso sexual e violação, daí que pedimos maior articulação e
cumplicidade entre PJ e a Procuradoria-Geral da República e mão dura e
tolerância zero para abuso sexual de menores” disse Jorge Bom Jesus.
Entendimento precisa-se,- Kelves de Carvalho
Na sua intervenção, O Procurado Geral da República, Kelve de
Carvalho disse que “ no ano de 2019 tivemos um total 3208 novos processos
crimes instaurados, o que constitui um aumento de mais de 33,41% em relação ao
ano 2018, e devido a medidas gestionárias e de metodologia de trabalho, a
pendência que no ano 2018 andavam a volta de 7 mil processos hoje dia 11 de
Março é de apenas 4 mil inquéritos. Ou seja, conseguimos uma redução das
pendencias processuais a volta de 43%” .
“ Os números ora apresentados faz-nos lembrar o que um dia
disse o filósofo português Agostinho da Silva: Tudo vence uma vontade
obstinada, do homem que integrou na sua vida o fim a atingir e que está a todos
os sacrifícios para cumprir a missão que a si próprio impõe” disse Kelve de Carvalho,
sublinhado que “ não só se conseguiram diminuição as pendencias processuais das
instruções preparatórias como o tempo médio de duração dos inquéritos crimes é
cada vez mais curto, a taxa de condenação nos julgamentos hoje é acima de 75%”.
“ Quero realçar a cuidadosa presença e selectiva atenção que
Presidente da República tem prestado a questão da justiça, principalmente na
iniciativa que culminou com a assinatura da acta de declaração de princípios em
Setembro passado pelos mais altos dirigentes das Nações Unidas visando o
engajamento de todos para uma urgente modernização da justiça” disse Nobre de
Carvalho.
“ Uma palavra de muito apreço a sua Excelência o Presidente da Assembleia Nacional, figura cimeira da nossa democracia. Senhor Primeiro-Ministro e Chefe do Governo. O dialogo mantido ocasionalmente como a Vossa Excelência ao logo do ano tem sido aberto, cordial e honesto”. Disse De Carvalho, sublinhando que “ Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e a Senhor Bastonária da Ordem dos Advogados. Sempre defendi e continuo a defender que uma justiça melhor só é possível com a colaboração, a cooperação e entendimento entre todos intervenientes do processo judiciário.
Uso Abusivo da prisão preventiva – Célia Posser
No seu discurso, a Bastonária da Ordem dos Advogados de São
Tomé e Príncipe, Célia Posser disse que “ a justiça tem vivido nos últimos
tempos um discurso público que gira a volta do valor monetário em detrimento
dos valores da dignidade do cidadão”, tendo sublinhado que “ aqueles que não
têm condições financeiras não têm direito, cada vez é exigido ao cidadão o
poder monetário para que possa ver os seus direitos, interesses legítimos
defendidos”.
Além de ter defendido a revisão da obrigatoriedade da prática do réu responder de pé em audiência, independentemente, a idade e da sua condição física, a Bastonária Célia Posser lamentou também questões relativas a data e hora das audiências sublinhando que “propomos que as datas das audiências de julgamentos passam a indicar a hora, inicio e fim para ajudar a determinar o tempo necessário para cada tipo de caso”.
Ainda no seu discurso, a Bastonária Célia Posser chamou atenção para o aumento “gritante” da criminalidade no País, do alegado “uso abusivo de prisão preventiva”, a superlotação da cadeia, incumprimento nos indulto do Presidente da República a necessidade de representação efectiva do ministério público e tribunal na Região autónoma do Príncipe, tendo ainda anunciado a aplicação de poderes disciplinares da Ordem aos advogadores que, eventualmente, violarem as regras básicas da ética e deontologia bem como deslealdade para com os seus constituintes em pleno exercício das suas funções.
Fim/RN
Pode ouvir Evaristo Carvalho, Silva Cravid, Bom Jesus, Kelve C. e Célia Posser
Pode ouvir Evaristo Carvalho,Silva Cravid, Jorge Bom Jesus, Kelve C. e Célia Poser
Por:
Dary Neves e Ricardo Neto “em especial Marrocos” para STP-Press
São-Tomé, 10 Marc ( STP-Press) – Terminou este fim-de semana em Casablanca,
Marrocos, o IIIº Fórum da Rede de Mulheres Jornalistas Africanas, com participação de 300 jornalistas, de 54 países
africanos, incluindo, São Tomé e Príncipe representado pela locutora, Dary
Neves, indicada pela Agência de Notícias STP-Press, numa conexão com a direção da
Rádio Nacional.
Na primeira edição deste evento, São Tomé e Príncipe fez-se
representar pela jornalista Melba de Ceita, actual repórter da Agência de
Notícias, STP-Press, que também colabora com a Rádio Jubilar da Igreja católica
são-tomense.
Este IIIº Fórum da Rede de Mulheres Jornalistas
Africanas “Les Panafricaines” terminou sábado, em Casablanca (Marrocos), tendo
como uma das recomendações a necessidade de agir o quanto antes perante as
mudanças climáticas que estão a afetar o planeta onde o continente africano é o
que mais sofre as suas consequências e onde as mulheres têm um papel
fundamental nesta mudança.
Tendo como lema, “Emergência climática: os media enquanto atores
da mudança”, o evento produziu um conjunto de recomendações para as mudanças climáticas
produzidas pelas jornalistas e especialistas africanos que marcaram presença
neste evento marcado com vários ateliers com destaque para a importância de
agua potável, agricultura, impacto sanitário das mudanças climáticas, a
reciclagem de lixos entre outros.
Divididas em grupos de trabalho, as participantes viverem nesses
dois dias de trabalho, 6 e 7 de Março, um verdadeiro clima de partilha de experiência
e desafios que colocam cada um dos Países africanos em matéria de urgência no
âmbito das mudanças climáticas.
A eficiência energética, a gestão sustentável dos recursos
hídricos, a agricultura sustentável, o impacto das mudanças climáticas na
saúde, as cidades sustentáveis, a gestão de resíduos e os media enquanto atores
da mudança foram os temas dos sete painéis abordados durante este evento de
Casablanca.
A comissão organizadora do evento prevê para a próxima edição, um aumento de participação de 300 para 400 profissionais, estimando-se que a participação de São Tomé e Príncipe também poderá subir para dois lugares dada a excelente desempenho da represente são-tomense neste III Fórum da Rede de Mulheres Jornalistas Africanas.
São
Tomé, 10 Marc ( STP-Press) – No quadro
da implementação do e-factura em Janeiro de 2020 e da previsão da entrada em
vigor do IVA, uma equipa da Direcção dos Impostos deslocou-se no dia 05 de
Março corrente ao Distrito de Caué, concretamente à cidade de Angolares, onde
se reuniu com os operadores económicos daquele distrito. Na reunião, participou
também um dos vereadores da câmara.
O encontro, que se inscreve no âmbito das
actividades previstas no plano estratégico de comunicação da Direcção dos
Impostos, serviu fundamentalmente para elucidar os participantes sobre aspectos
mais práticos do e-factura e do IVA, visando garantir o cumprimento voluntário
das obrigações fiscais que impendem sobre os operadores económicos e melhorar a
relação fisco-contribuinte.
Várias foram as questões colocadas pelos
diversos operadores económicos do Distrito de Caué presentes nessa sessão e que
foram devidamente esclarecidas pela equipa da Direcção dos Impostos,
representada a mais alto nível pelo seu Director, Engrácio da Graça, que se fez
acompanhar do coordenador do e-factura, do chefe do Departamento de
Fiscalização e Acção Fiscal, bem como de uma técnica ligada à comunicação.
Sessões de esclarecimentos desta natureza
tiveram início no passado mês de Fevereiro na Região Autónoma do Príncipe e
prosseguirão em todos os Distritos do País.
Wildiley Barroca, Secretário Geral da UNEAS em homenagem a Dona Alda
São-Tomé, 10 Marc ( STP-Press ) – “ E já lá vai uma Década” foi este o título do texto em homenagem a Alda Espírito Santo por 10ª aniversário do seu falecimento, lido por Wildiley Barroca, Secretário-Geral da União Nacional dos Escritores e Artistas são-tomenses, segunda-feira em cerimónia presidida pelo Presidente do Parlamento, Delfim Neves, na presença da ministra da Cultura, Graça Lavres e ministra dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto, entre outros convidados
Enviado por email a STP-Press, Pode ler na íntegra o
relevante texto de Wildiley Barroca, Secretário-Geral da União Nacional dos
Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe em homenagem, a figura emblemática
da luta pela independência de São Tomé e Príncipe.
E JÁ LÁ VAI UMA DÉCADA …
Com a leveza de um pássaro voando
nas belas e tranquilas paisagens do sul, o tempo como que também esvoaçou e eis
que, quase que sem nos darmos conta, dez anos se passaram sobre o falecimento
daquela que incarnou, como poucos, a expressão dos sentimentos identitários dos
santomenses e que mereceu destes o afecto, o respeito e a consideração, apenas
conferidos aos que se entregam, com genuína seriedade e convicção, à nobre
acção de os representar.
No caso
vertente, a professora, poetisa e activista política, Alda Espírito Santo.
Falar dela é retornar
inevitavelmente ao passado, pois foi há dez anos que desapareceu aos nossos
olhos, a mulher intrépida da militância desde jovem nos círculos
político-literários africanos de Lisboa, onde pontificavam reputados patriotas
africanos, oriundos das colónias sob o jugo de Portugal, que aliados aos
antifascistas e anticolonialistas daquele país, se entregaram, com empenho e
destemor, à luta pela dignificação dos africanos e de emancipação dos seus
destinos; a autora de chocantes versos repudiando, com veemência e dor, os
trágicos ventos de loucura que, em Fevereiro de 1953, varreram a ilha e levaram
na sua irracionalidade centenas e centenas de mulheres e homens inocentes.
Ela foi ainda a jovem arrojada que, enfrentando
a severidade das temerosas forças policiais do regime colonial, não temeu
conceder apoio ao advogado Dr. Palma Carlos, enviado em nosso socorro, e
expeliu dezenas de cartas ao exterior, pelas quais exteriorizava a repugnância
que sentia pelos hediondos acontecimentos perpetrados pelo colonizador sem
escrúpulos; o afã colocado no apoio, em pleno regime colonial, à emancipação
cultural dos jovens santomenses, incitando-os à leitura, pelo empréstimo de
obras dos mais reputados escritores progressistas da época, de que eu próprio,
estudante ainda do liceu, fui um dos beneficiários; enfim, a sua preciosa
contribuição, de índole política e literária, como Ministra da Educação e
Cultura e Presidente da Assembleia Nacional, e a criação, em 1985, da União dos
Escritores e Artistas Santomenses, de que foi sempre a dinâmica Presidente.
Para quem, como vós, a acompanhou
no difícil processo de criação desta instituição, perdura a imagem plena de
determinação do seu rosto incentivando-nos a seguir em frente, prova da sua
inigualável capacidade de incutir nos que com ela operavam a ideia de que,
juntos, eram capazes de atingir os desejados objectivos, ciente como era de que
a única luta que se perde é aquela que se abandona.
Recorde-se ainda que, membro do
escol de dirigentes que então se evidenciou no projecto conducente à
independência de S. Tomé e Príncipe, Alda Espírito Santo, embrenhando-se na
estrada da imaginação, sacou do recanto mais profundo do seu ego patriótico o
texto do que seria (e é ainda) o Hino Nacional, cujos versos retratam, de forma
assaz indesmentível, o seu fervoroso apego à terra e ao povo, ao consenso, à
solidariedade e à conjugação de esforços na nobre defesa dos interesses
nacionais, num apelo para que o futuro se pudesse consubstanciar num ciclo
histórico favorável à sua ditosa concretização.
Eis-nos, agora, na cerimónia com
que honramos, uma vez mais, a memória de Alda Espírito Santo, tendo bem
presente que não nos devemos eximir ao reencontro com a convicção que ela
exprimia ao reiterar que estamos do mesmo lado da canoa, bem assim, a
persistência que colocava nos empreendimentos sob a sua direcção,
Dez anos após a data fatídica do
seu desaparecimento, perpassam por nós um fluxo extraordinário de recordações
de uma personalidade de rara dimensão histórica, cultural, política e cívica.
Por tudo isso, recordar Alda
Espírito Santo é rememorar o exemplo de uma mulher em que a coragem, a
frontalidade, a persistência, o inconformismo e o fervoroso amor pátrio
constituíram traços destacados da sua personalidade.
Disse um dia o poeta, numa
fatídica referência à morte: “não mais verás a chuva a bater na vidraça, /nem
ouvirás o rumor do vento na floresta, /nem as aves abrindo as janelas da
manhã”(1).
Ora, se é verdade que já não somos capazes de ter de
novo entre nós aquela que tanto se empenhou em prol da UNEAS e da cultura
santomense, de que era como que a irredutível depositária, apropriemo-nos
então, orgulhosos e decididos, do legado social e cultural que nos deixou, o qual
depõe nas nossas mãos uma fabulosa ferramenta para a prossecução dos ditosos
trilhos do futuro.
Enfim, algo de marcante que
a sua memória nos obriga a preservar, na construção desse amado S. Tomé e
Príncipe que, tal como ela, todos desejamos mais próspero, mais justo, mais
solidário e mais digno
Fim/ Wildiley Barroca, Secretário-Geral da União
Nacional dos Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe.
São-Tomé, 09 Marc – PRIASA acaba de lançar dois concursos
públicos, sendo um para consultoria para elaboração de um estudo específico de
irrigação na ilha do Príncipe e um outro relativo a recrutamento de um Gabinete
de estudo para construção de barragem agrícola em São Tomé e Príncipe. Poder
ler na íntegra
Por: Melba de Ceita da Agência de Notícias
STP-Press
São Tomé, 9 de Mar ( STP-Press)-O Secretario de Estado da Comunicação Social Adelino Lucas desmentiu hoje informações, segundo, as quais, antigos televisores não digitais vão deixar de funcionar após a conclusão em junho da digitalização da TVS, tendo sublinhado que “ governo não está a mandar anular televisores nenhum, nem mandar para lixo”.
“ Todos os
televisores que as pessoas têm em suas casas vão continuar a funcionar normalmente”
disse Adelino Lusas, sublinhando que “trabalham hoje e hão-de continuar a
trabalhar sempre”.
“O governo
não está a mandar anular televisores nenhum, nem tão pouco mandar para lixo,
ainda que sejam aqueles do chamado televisores de caixa vão continuar a
funcionar”, sublinhou Adelino Lucas, acrescentando que “está é uma má
interpretação por parte da população e que não corresponde a verdade”.
“Apenas o que vai acontecer é que com a
inovação tecnológica esses televisores vão ser obrigados a receber um novo
sinal, portanto é novo sinal da TV digital a chamada TDT”- adiantou Lucas
sustentado que “ Televisão Digital Terrestre, tendo em conta a orientação da
própria União Internacional das telecomunicações e vai acontecer a partir do
mês de Junho”.
“O que
foi anunciado é em relação aos importadores ou seja os comerciantes, os
operadores económicos, esses é que não podem fazer chegar ao país televisores o
chamado televisores de caixa, televisores analógicos a importação é proibida ”,
disse Adelino Lucas.
“Quanto
aos que já existem no mercado interno podem continuar a ser comercializados porque
já estão no país”, disse para depois acrescentar que “em função da introdução
da transmissão digital o que poderá acontecer é que a partir de Junho as
pessoas que quiserem adquirir outros canais dentro da própria rede da TVS,
terão que adquirir um pequeno dispositivo denominado descodificador”.
“ Fiquem
tranquilos não deitem fora os televisores porque ninguém autorizou e, que os
mesmos vão continuar a funcionar apesar das inovações tecnológicas”, sustentou Lucas.
São-Tomé, 09 Marc ( STP-Press) – A conceituada poetisa são-tomense, Alda
Espírito Santo, também conhecida por Alda Graça, morreu a 09 de Março de 2010,
completando hoje 9 de Março de 2020, precisamente 10 anos do falecimento desta
incontestável figura emblemática da luta pela independência do País e autora do
Hino Nacional República.
A poetisa, Alda Espírito Santo, figura de primeira linha da luta pela independência são-tomense, faleceu aos 83 anos em Luanda, Angola para onde foi evacuada por razões de saúde, num claro adeus na terra dos seus compatriotas de luta nacionalista como Mário Pinto de Andrade, um dos nomes de Angola muitas vezes citada nas suas intervenções públicas.
Nascida em Abril de 1926, Alda Espírito Santo, por espirito nacionalista interrompeu seus estudos universitários em Portugal, integrando as ações e as movimentações de luta de libertação e da independência de São Tomé e Príncipe e outros Países africanos que estavam na altura sob o antigo regime colonial português.
Após a conquista da independência conquistada em 12 de Julho de 1975,
Alda Graça desempenhou cargos de ministra, Educação, Cultura e Informação, de
deputada, tendo sido a primeira e única mulher são-tomense a ocupar o cargo de
Presidente da Assembleia Nacional e por dois mandatos.
Alda Neves da Graça Espirito Santos, que desempenhou as funções de
Secretária Geral da União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e
Príncipe é autora dos livros de poemas “O Jogral das Ilhas, de 19676 e “É nosso
o solo sagrado da terra” de 1978, tendo sido considerada um escritora e poetisa
de língua portuguesa.
Nos seus poemas aparecem as mais variadas antologias lusófonas, bem
como em jornais e revistas de São Tomé e Príncipe, com Alda Graça a escrever “mataram
o rio da minha cidade” numa das suas obras de grande relevância a nível
nacional e além fonteiras.
No âmbito da política, Alda Espirito Santo, que sempre pugnou por princípios e valores, sobretudo, sociais, éticos e culturais, foi qualificada por muitos, como a figura política são-tomense de consenso, de paz e de transparência rumo ao desenvolvimento económico do País.
No dia do adeus ao corpo de Alda Espirito Santos, o primeiro
Presidente São-Tomense, Manuel Pinto da Costa disse que “ Alda Morreu Triste
porque viu os seus ensinamentos a serem alienados por forças retrógradas contra
as quais lutou durante décadas”.
“ Morreu triste porque em 35 anos de independência nacional ainda não conseguimos dar sinais se quer de que caminharmos unidos na senda do progresso” – disse ainda Pinto da Costa no difícil adeus a Alda Neves da Graça do Espirito Santo.
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Hoje por ocasião do 10º aniversário do falecimento de Alda Graça várias
actividades culturais com destaque para palestras, fazem-se sentir, sobretudo, em
diversas centros escolares incluindo o Liceu Nacional, o principal e maior
centro escolar do País, onde alberga um pavilhão batizado de Dona Alda em
homenagem a considerada a mãe da cultura são-tomense.
Por: Ricardo Neto, Jornalista da
Agência de Notícias STP-Press
São-Tomé, 09 Mar ( STP-Press ) – O embaixador Chinês, Wang Wei reuniu-se há pouco menos de 72 horas com os pais, encarregados de educação dos cerca de 160 estudantes são-tomenses na China, tendo os tranquilizados sobre a situação dos mesmos face ao coronavírus-[Covid-19].
“ Tudo indica que, os estudantes são-tomenses estão a seguir
rigorosamente as orientações dos aguentes da saúde pública e, por isso nenhum
deles está contaminado” disse Wang Wei, sublinhando que “eles têm, comida,
aulas on line, podem fazer compras e ficam em casa nos seus respetivos quartos,
saudáveis”.
Tendo declarado que “ a ideia desta reunião é justamente de passar
informações para os pais” o embaixador sustentou que “ quando tiverem
informações suficientes a preocupação reduz”, acrescentando ainda que “ tudo indica
que estamos na fase final” da propagação coronavírus na China.
“ Não é preciso entrar em pânico, mas é preciso ficar atento”
disse o diplomata chinês, sustentando que “ é uma epidemia, mas, não uma epidemia
incontroláveis e incurável…Precisa-se tomar medidas de prevenção”.
A OMS elogiou mais uma vez a China por tomar medidas completas
e eficazes que construíram para os novos critérios e exemplos para outros Países
no âmbito de prevenção e tratamento da doença, – adiantou o embaixador chinês
no final da reunião.
Há pouco menos de quatro semanas, o governo são-tomense havia
orientado o ministro das Finanças para “desbloquear urgentemente uma quantia
financeira” a favor dos estudantes são-tomenses na China no quadro de prevenção
da doença.
Fim/RN
Pode ouvir embaixador Wang Wei
Pode ouvir algumas palavras do embaixador Wang Wei