Por: Ricardo Neto,
jornalista da Agência de Notícias STP-Press
São Tomé, 06 Mar ( STP-Press ) – A Embaixada de Portugal em
São Tomé, através do Fundo de Pequenos Projetos, ofereceu um conjunto de equipamentos
à Federação São-Tomense de Atletismo, em cerimónia copresidida pelo ministro do
Desporto, Vinício de Pinta e embaixador português, Luís Gaspar da Silva.
Avaliado em cerca de 4 mil euros no lote dos equipamentos
constam, designadamente, 20 fatos de treino, 20 equipamentos femininos, 20 equipamentos
masculinos [calções e camisolas] bem como 20 cronómetros de 30 voltas.
Na sua intervenção, o embaixador de Portugal, Luís da Silva
disse que “ o desporto é uma área da sociedade e da Nação extremamente
importante para a promoção social da juventude são-tomense para o
desenvolvimento económico do País e para a visibilidade em termos
internacionais…”.
“ Estamos muitos satisfeitos de mais uma vez demonstrar com
esta entrega que Portugal está sempre ao lado de São Tomé e Príncipe quando são
questões importantes como é esta do desporto” sublinhou o diplomata luso.
O ministro são-tomense da Juventude e Desporto, Vinício de Pina
disse que “quero em nome do governo e da federação agradecer este apoio que Portugal
vem dando ao desporto, muito particularmente, ao atletismo”.
“ Para dizer que este apoio veio numa boa hora no mês que é do desporto. Estamos próximos de 12 de Março Desportivo, dia Nacional do Desporto” disse Vinício de Pina, sublinhando que “ estamos convencidos que com a entrega deste equipamento a federação esta apta a melhorar o seu desempenho, sobretudo, ter os atletas mais motivados para darem os seus melhores na pista.
Por: Ricardo Neto e Neisy Sacramento da
Agência de Notícias STP-Press
São-Tomé, 5 Mar ( STP-Press ) – A Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe lançou
hoje uma serie de “medidas urgentes” com vista a reposição da “autoridade do
Estado e criação de um ambiente de convivência pacifica e de paz social” –
anunciou hoje o Comandante Geral da Polícia, Roldão Boa Morte num comunicado
lido esta manhã a imprensa.
O Superintendente, Roldão Boa Morte sublinhou que “ a Polícia
Nacional informa que após a publicação do presente comunicado, todas as medidas
anunciadas serão tomadas e os prevaricadores serão devidamente sancionados” face
a “situação que vem beliscando a boa imagem no País que no plano interno como
externo”.
“ A segurança de todos e de cada um é um bem público que
comporta várias valências, pelo que compete ao Estado, enquanto entidade com
poder soberano, velar para que este bem público seja garantido à todos e
consequentemente criar condições para construção da paz, da harmonia nacional e
do desenvolvimento”.
Além de proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas em
horários e lugares inapropriados, o Superintendente Boa Morte anunciou ainda o
reforço a coordenação institucional com vista a penalizar os vendedores e
consumidores de drogas ilícitas bem como reforço de controlo policial em zonas suspeitas
de práticas criminais, prostituição e melhorar a rede de iluminação pública.
Reforçar a capacidade operacional da direção de regulação e
controlo de actividade económica, intensificar ação fiscalizadora, fazer
acompanhamento de cidadãos repatriados, reforçar a capacidade técnica, material
e humana das polícias são entre outras medidas anunciadas pelo Comandante Geral
da Polícia Nacional.
Por: Ricardo Neto e
João Soares da Agência de Notícias STP-Press
São-Tomé, 05 Mar. ( STP-Press ) – Governo são-tomense decidiu
proibir viagens oficiais dos dirigentes e funcionários do Estado para Países com
uma prevalência alta do vírus Covid-19 [coronavírus], – anunciou hoje o
porta-voz do executivo, Adelino Lucas num comunicado com novas decisões saídas
do Conselho de Ministros.
Coronavírus veta viagens do Estado
“ O Conselho de Ministros aprovou uma resolução que proíbe a
realização de viagens oficiais dos dirigentes e funcionários do Estado aos
Países onde se verificam uma prevalência alta do vírus Covid-19 e aconselha
veementemente a população em geral, incluindo cidadãos estrangeiros residentes
para também evitarem deslocações a esses mesmos Países”, disse Adelino Lucas, secretário
de Estado para Comunicação Social.
Isolamento e Quarentena para suspeitos
Lucas acrescentou que “ Outrossim, a Resolução orienta para
um controlo mais apertado aos passageiros que entram no território nacional, ao
abrigo da implementação do Plano da Contingência Nacional, não decartando a
possibilidade de isolamento ou quarentena em caso de alerta. A lista dos países
de alto risco será actualizada, semanalmente pelo ministério da Saúde,
atendendo aos critérios definidos no Regulamento Sanitário Internacional”.
500 mil USD para Iª fase da prevenção do Vírus
“A este propósito, o governo aprovou o Plano de Contingência
Nacional à Epidemia por Covid-19, apresentado pelo ministério da Saúde, onde se
destacam as medidas de vigilância, de prevenção, de contenção, de higienização
e o envolvimento dos mais variados sectores da vida nacional, tendo em conta a
transversalidade da matéria. Foi também decidido a criação de um fundo de
emergência para suportar as ações deste plano, na primeira fase de
implementação no valor de 500.000,00 dólares” – sublinhou.
Condenação ao bárbaro assassinato
Face ao caso do assassinato ocorrido no complexo turístico Mucumbli, em que perdeu a vida a cidadã luso-são tomense, Catarina Barros de Sousa, o Conselho de Ministros “condenada este bárbaro acto e manifesta a sua profunda consternação pelo sucedido, apelando os sectores da investigação e da justiça para uma investigação célere e eficiente de forma a que sejam rapidamente identificados e punidos, de forma exemplar, os criminosos”- disse.
Proibição a entrada de tv analógico
Além de aprovação do decreto que proíbe a importação de
televisores analógicos, tendo em conta o processo de introdução da TDT –
Televisão Digital Terrestre em São Tomé e Príncipe, o governo analisou e
aprovou o processo de ratificação do tratado sobre a Reforma da CEEAC –
Comunidade Económica dos Estados da África Central, que passará a designar-se
de CER – Comunidade Económica Regional.
Nova Grelha salarial da função pública
Tendo analisada detalhadamente a ultima versão da proposta da
nova grelha salarial, “o governo finalizou os vários aspectos técnicos e
decidiu remetê-la aos parceiros da concertação social para analise e
contribuições, tendo no entanto concluído que a sua implementação irá garantir
uma maior justiça social, maior equilíbrio salarial nacional e o reconhecimento
remuneratório das diferentes competências técnicas”- adiantou Lucas.
Concurso para Complexo Pesqueiro de Neves
Sublinhou que ponderando “a possibilidade de, a médio prazo,
apresentar uma proposta de revisão dos estatutos da função pública face ao
elevado número de funcionários públicos”, o governo “decidiu ainda pela
abertura de um concurso público internacional para a concessão do Complexo Pesqueiro
de Neves, tendo orientado o ministro das Finanças e ministra da Justiça no
sentido de uma maior articulação para se encontrar soluções urgentes aos vários
problemas da Polícia Judiciária”.
Comissão Mista com Guiné Equatorial
“A luz da recente missão de Primeiro-Ministro a
Guiné-Equatorial, o Conselho de Ministros orientou os membros do governo,
particularmente a senhora ministra dos Negócios Estrangeiros no sentido de
acelerar os expedientes com vista a realização, o mais urgente possível, da
Comissão mista entre São Tomé e Príncipe e a Guiné-Equatorial”, – disse Adelino
Lucas.
Fim/RN
Pode ouvir excerto do Porta-Voz do governo, Adelino Lucas
São Tomé, 4 Marc ( STP-Press ) – A conceituada atriz brasileira, Regina Duarte, conhecida por muitos são-tomenses como Viúva Porcina da novela Roque Santeiro, tomou posse esta quarta-feira como Secretária de Cultura do Brasil do governo do Presidente Jair Bolsonaro em cerimónia realizada na manhã de hoje no Palácio do Planalto, em Brasília.
Regina Duarte viveu “as confusões da espalhafatosa” no papel de Viúva Porcina com o fazendeiro Sinhozinho Malta (“Tô certo ou tô errado?!” ), interpretado por Lima Duarte em “Roque Santeiro” que foi um dos maiores sucessos de audiência de todos os tempos na história das novelas brasileiras, tal como aconteceu São Tomé e Príncipe quando rodada na TVS nos princípios dos anos 80.
Sendo a quarta ocupante do cargo em 14 meses, a atriz de 73 anos de idade, foi convidada por Bolsonaro para assumir a pasta depois que o antigo secretário, o dramaturgo Roberto Alvim, ter sido exonerado, em janeiro, ao divulgar um concurso de artes, que usou estética e discurso de propaganda de Hitler.
Para assumir o
cargo a atriz Regina Duarte teve de rescindir uma relação contratual de mais de
50 anos com a TV Globo, sublinhando na altura que “deixar a TV Globo é como deixar a casa paterna. Aqui
recebi carinho, ensinamentos e tive a oportunidade de interpretar personagens
extraordinárias, reveladoras do DNA da mulher brasileira”.
Por conta de suas personagens, Regina Duarte, a nova Secretária da Cultura do Brasil, ganhou o apelido de ‘Namoradinha do Brasil’ e também viveu o ícone da emancipação feminina do fim dos anos 70, com a protagonista de Malu Mulher (1979). Outra atuação marcante de Regina foi Rachel Acioly de “Vale Tudo” (1988).
São Tomé e Príncipe e Brasil cooperam em várias áreas de actividades incluindo o sector da cultura, tendo o Estado brasileiro erguido um centro cultural na capital de São Tomé.
Por: Ricardo Neto e João Soares da Agência de Notícias STP-Press
São-Tomé, 04 Marc ( STP-Press ) – O Governo anunciou esta manhã que irá emitir ainda hoje um comunicado do Conselho de Ministros proibindo a entrada em território são-tomense, de cidadãos provenientes da China, Coreia do Sul, Itália, Irão, Nigéria, Argélia e Senegal como prevenção ao novo coronavírus [Covid-19].
O anunciou foi feito, esta manhã,
pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto e o ministro da Saúde,
Edgar Neves, no final de um encontro com o corpo diplomático, organizações
internacionais, representante da OMS, face “as medidas adotadas pelo governo
sobre a prevenção do coronavírus”.
“ Esta restrição de entrada refere-se aos
cidadãos estrangeiros” disse o Ministro da Saúde, Edgar Neves, citando uma
lista de Países, designadamente “China, Correia do Sul, Irão, Itália, Nigéria,
Argélia e Senegal”.
“ Esta lista pode ser alterada a
qualquer momento” disse o governante referindo-se “ a capacidade do controlo do
próprio País [São Tomé e Príncipe] quanto a prevenção da doença.
Na sua intervenção a ministra dos Negócios
Estrangeiros, Elsa Pinto disse que “ o governo vai hoje emitir uma comunicação específica
sobre as questões das entradas e saídas”, sublinhado que “ só não avançamos
ainda porque ainda não foi balizado em Conselho de Ministros de hoje”.
Além da montagem de tenda para casos
suspeito no aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe, o ministro da Saúde
Edgar Neves anunciou um espaço de isolamento num dos pavilhões do hospital
Ayres de Menezes, um sítio de quarentena fora da capital e a realização de
eventuais exames em Daka, Senegal num período de sete dias.
De acordo com Edgar Neves, o projecto
são-tomense de plano de contingência está avaliado em mais de um milhão de dólares
comportando, controlo de entrada e saída, medidas de higienialização pessoal e colectiva, saneamento de meio, infraestruturas,
dentre outras ações de prevenção.
O surto de Covid-19, que pode causar infeções respiratórias
como pneumonia, provocou quase de 3.200 mortos e infetou mais de 93.000
pessoas, em cerca de 70 países e territórios, incluindo alguns países do
continente africano.
Das pessoas infetadas,
mais de metade já recuperaram.
Além de 2.981 mortos na
China continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do
Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da
América e Filipinas.
A OMS declarou o surto de
Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional de risco
“muito elevado”.
Fim/RN
Pode ouvir Ministro Edgar Neves e Ministra Elsa Pinto
Pode ouvir Ministro Edgar Neves e Ministra Elsa Pinto
Texto: Ricardo Neto e Melba de Ceita** Foto: Lourenço da Silva
São-Tomé, 03
Març ( STP-Press ) – O Primeiro-Ministro, Jorge Bom Jesus, abriu na tarde de segunda-feira
o “Mês da Justiça” são-tomense, tendo defendido “melhoria das infra-estruturas
e a informatização” como “prioridades” do sector bem como um “progroma de
assistencia aos magistrados e funcionários” judiciais.
“ Não se pode perder de vista as agendas 2030
das Nações Unidas e agendas 2063 da União Africana no aliamento das nossas políticas
publicas” disse Jorge Bom Jesus, sublinhando que “ assim, são prioridades a
melhoria das infraestruturas, informatização do Registo Civil, Tribunal, do
Ministério Público e o programa de assistência aos magistrados e funcionários,
garantindo, assim, uma justiça eficiente, que garanta as condições para que os
direitos, as liberdades e garantias dos cidadãos sejam respeitados”.
“Fornecer uma
justiça oportuna e justa com efeito multiplicador positivo para paz, a
estabilidade e desenvolvimento sustentavel
consta do plano de acção do governo para o acesso a uma justiça para
todos” – sustentou o chefe do excutivo no seu discurso.
Tendo
declarado que “ a justiça desempenha um papel critico na proteção das
sociedades contra a insegurança e conflito”, Jorge Bom Jesus disse que “ a
falta de confiança das pessoas na capacidade das instituições estatais, de
fornecer acesso a justiça, mina a credibilidade e a legitimidade do Estado”,
“ A justiça é indispensavel para prevenção do
conflito, sustentando, a paz e a estabilidade, além de ser bem público e
serviço mais basico a assegurar” –disse Bom Jesus, sustentado “ a capacidade
das instituições estatais de fornecer acesso a justiça para os cidadãos
determina os factores necesários para a estabilidade…”.
Por:
Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press
São-Tomé, 03 Març ( STP-Press ) – A missão técnica chinesa decidiu lançar a campanha de fumigação espacial nocturna em três localidades de capital de São Tomé no âmbito do programa de luta contra o paludismo no quadro da cooperação bilateral no sector da saúde.
As localidades em causa são, designadamente,
Oquel-del-rei, Bairro da Liberdade e Campo de Milho, apontadas como as mais afetadas
pela doença de acordo com as declarações de Li Mingquiang, responsável do Gabinete
Consultivo Chinês da Áreas Contra Paludismo.
Li Mingquiang, explicou que este sistema de fumigação
extra-domiciliar junta-se aos ciclos de pulverização intra-domiciliar no âmbito
de operação de combate a doença incluindo ainda tratamento dos infetados,
colocação de mosquiteiro, entre ouras ações de combate a doença.
Esta
operação de fumigação extra-domiciliar integra cerca de 12 elementos, sendo, 10
operadores de máquina, dois supervisores, independentemente, da equipa de
mobilizadores que actuam no capítulo de sensibilização da população tal como
assegurou João Viegas, o supervir da equipa na noite desta segunda-feira em
Oque-Del-rei.
“Optamos em operações noturnas para não
causar incomodo a população” disse João Veigas, tendo elogiado o comportamento
dos elementos da população quanto este sistema de fumigação contra o mosquito
causador da doença.
A cidadã são-tomense, Etelvina Sousa, uma
das moradoras na zona de Oquel-Del-Rei, disse a STP-Press que “ esta fumigação
é bem-vinda de modo a podermos acabar de uma vez por toda com este maldito paludismo”.
Além do gabinete chinês de combate ao paludismo,
a China apoia ainda o sector da saúde são-tomense com destaque para envio anula
de missões médicas chinesas de cerca de sete elementos, designadamente,
especialistas nas áreas de cardiologia, estomatologia, cirurgia geral bem como acupuntura
e enfermeiro especialista.
São Tomé, 02 Fev. – O Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural lança concurso público para candidatos a cinco postos criados para o ProJecto COMPRAM – Poder ler na íntegra
Entrevista: Melba de
Ceita ** Texto: Melba de Ceita e Ricardo Neto
São Tomé, 02 Marc (STP-Press)-
O ex-Presidente são-tomense, Manuel Pinto da Costa em entrevista à STP-Press disse
já não ter idade nem robustez para candidatar-se às eleições presidências de
2021, reafirmou realização do Dialogo Nacional para se sair da “mediocridade”, denunciou
crise dos partidos políticos, defendeu a despartidarização da administração pública,
entre outras questões.
Questionado sobre uma eventual recandidatura as eleições presidências
previstas para 2021, Pinto da Costa sublinhou que “ eu tenho 82 anos, vou fazer
83. Já tenho idade suficiente para fazer outras coisas, do que estar a
ocupar-me com coisas que devem ser feitas por gente com mais robustez”.
“ O País está desorganizado, os partidos políticos em São
Tomé e Príncipe, todos eles, estão numa situação de crise”, disse Pinto da
Costa, sublinhando que “ Eles [partidos] não estão suficientemente adaptados ao
novo mundo, a nova realidade do mundo, que têm os seus reflexos em São Tomé e
Príncipe.
Tendo considerado que “
neste momento os partidos políticos contribuem para dividir a sociedade, para
dividir a comunidade”, Pinto da Costa questionou “as diferenças entre os
paridos políticos baseiam-se em quê? Diferença ideológica. Nada, diferença política.
Nada. Para depois sublinhar que “ diferenças das agendas de cada um.
“ Os partidos políticos organizam-se em reuniões da comissão
política ou do conselho nacional para discutir o quê? “ – Interrogou Pinto da
Costa, respondendo que “ reuniões de desabafos. Cada um vai desabafar. Porque
eu, não consegui ….”.
Tendo-se referenciado que “ as pessoas já não têm confiança
nos dirigentes porque pensam que eles estão lá para resolver os seus problemas”,
Manuel Pinto da Costa sustentou que “os dirigentes já não têm força para unir as
pessoas. Nós precisamos unir as pessoas”.
“ Há tendência ainda para o cartão militante, para ser
director cartão militante, para ser ministro cartão de militante.”, Disse –
Pinto da Costa sublinhando que “ temos de despartidarizar completamente a
administração pública, ninguém pode ocupar lugar na administração pública pelo
facto de ter cartão de militante. Não. Ele tem de ter categoria suficiente para
dar contribuição positiva ao desenvolvimento do seu País.
“Com esta mediocridade estou convencido que São Tomé e
Príncipe jamais poderá entrar no caminho de desenvolvimento” disse ex-Presidente
da República, sublinhado que “ temos que mudar de paradigma para vermos se
realmente saímos deste mediocridade em que estamos mergulhado.
Tendo considerado que “ o País está numa situação difícil, do
ponto de vista económico, social e político” – Manuel Pinto da Costa sustentou que
“ há uma necessidade absoluta de partidos políticos, sociedade civil se assentarem
a volta de uma mesa para realmente redescobrirem São Tomé e Príncipe”.
“ Estive com Presidente da República [Evaristo Carvalho], eu
disse ao Presidente, só ele, no contexto actual, estaria em condições de jogar
o papel para congregar as diferenças a volta de uma mesa para realmente, encontrarmos
solução para o sub-desenvolvimento”
“ Vamos dialogar, estou disponível para dar o apoio que for possível”
disse Pinto da Costa, tendo sublinhado que “ o Presidente da Republica ainda
está a tempo de fazer qualquer coisa, ele pode sair muito bem tentando
encontrar a forma de unir as diferenças, porque o País está muito dividido, no
interior dos partidos não há entendimento, entre os partidos não entendimento, com
cada a actuar em função da sua agenda pessoal”.
Citando alguns exemplos da falta de entendimento para um
projecto colectivo do Estado são-tomense, ex-presidente, Manuel Pinto da Costa,
citou dois projetos na altura ainda no seu último mandato, relativamente, as
casas sociais na Trindade, Mezochi e a nova cidade de Santo na zona de Santo
Amaro que alegadamente bloqueados por questões desta natureza, que têm afectado
negativamente a política são-tomense.
“ Um grupo de casas feitas na trindade, Presidente da
República, Manuel Pinto da Costa lançou a primeira pedra, já havia
financiamento, a China aceitou alagar a cidade na zona de Santo Amaro, íamos as
eleições em 2014. Vamos as eleições. Outro que ganha mandou partir tudo” –
Disse Pinto da Costa, citando “a gente do ADI, Patrice Trovoada” quando
questionado sobre quem teria bloqueado os supracitados projectos.
“ Eu, estive na China e discuti com os chineses o projecto do
Porto de Aguas Profundas e os chineses aceitaram que iriam financiar, antes
mesmo de corte de relações com Taiwan”, disse Pinto da Costa exemplificando outros
factos relativos a falta de entendimento entre os políticos para bem colectivo
do País.
“ Nós estamos num País, em que precisamos de uma liderança”
disse Pinto da Costa, sublinhando que se o país continuar “neste política atabalhoada,
a gente [nós] nunca mais sairemos do subdesenvolvometo”.
Dai que, defende a realização do Dialogo Nacional, do qual,
sairia um documento consensual como plano estratégico de desenvolvimento do
País a ser eventualmente, adotado pela Assembleia Nacional como diploma base de
avaliação anual da atuação do executivo.
“ Temos diferenças é normal, alias, não é crime ter
diferenças. O que é preciso é saber gerir as diferenças para se encontrar
consensualidade suficiente e, é com base nesta consensualidade que podemos
elaborar um plano de desenvolvimento, que tem de ser respeitado por toda gente”,
defendeu Pinto da Costa.
Fim/ Entrevista de Melba de Ceita / Texto: Melba de Ceita e Ricardo Neto
São Tomé e Príncipe, como um
pequeno Estado insular, desprovido de recursos e confrontado com a situação
económico-financeira, resultante das várias políticas económicas não as mais
assertivas adoptadas ao longo dos seus anos de existência como Estado
independente, necessita ainda nos dias de hoje da colaboração de outros Estados
membros da Comunidade internacional para ultrapassar as suas fragilidades e
para adoptar modelos de desenvolvimento que possibilitam a redução das
desigualdades sociais e a sua inserção na economia regional e internacional.
Nessa conjunção, o processo de
formulação da política externa do país compreende, por um lado, a interpretação
e a avaliação da realidade internacional e, por outro, a identificação do
interesse nacional, em cada uma das situações apresentadas, a partir das
necessidades internas e dos constrangimentos externos.
Esse pressuposto tem sido
determinante para uma política externa realista do país que espelhe, no cenário
internacional, uma identidade forte e coerente, defendendo de forma firme e
consistente os seus interesses na perspectiva do alcance dos Objectivos de
Desenvolvimento Sustentável.
Assim, a missão do Ministério dos
Negócios Estrangeiros, da Cooperação e Comunidades, como órgão central do
Estado que executa a política externa São-Tomense é conseguir fazer prevalecer
os interesses específicos nacionais através do diálogo e da cooperação com os
restantes países e organizações internacionais.
O multilateralismo enquanto
condição necessária de uma ordem internacional assente na concertação e no
respeito por regras é a via óptima para afirmação internacional de São Tomé e
Príncipe e implica obrigatoriamente, a participação activa nas organizações
internacionais para a promoção do bem-estar, da dignidade humana, da paz, da
segurança e da estabilidade à escala mundial. Só assim, no quadro multilateral
que privilegia, São Tomé e Príncipe compensará sem complexos a sua relativa
pequena dimensão global.
São Tomé e Príncipe enquanto
pequeno Estado soberano e africano, actua nas relações internacionais de acordo
com as regras do direito internacional e das decisões adoptadas no âmbito da
União Africana e da Organização das Nações Unidas.
Relembra-se que a actuação do
Estado São-Tomense na arena internacional está assente em princípios, não
descorando, obviamente que estes não são imutáveis e que os interesses e as
causas em matéria de política externa têm que ir de encontro as necessidades
prementes do país.
Os resultados das negociações
muitas vezes dependem da volatilidade dos interesses e das percepções dos
diferentes blocos e grupos que actuam no xadrez político internacional.
Em relação a questão do Sahara
Ocidental, São Tomé e Príncipe defendeu publicamente durante décadas, uma
solução airosa do diferendo, no quadro da União Africana e das Nações Unidas.
São Tomé e Príncipe tem apelado
constantemente as Instituições competentes, União Africana e Organização das
Nações Unidas, que assumam as suas responsabilidades de forma definitiva,
urgente e satisfatória para ambas as partes.
As relações de cooperação
bilateral entre São Tomé e Príncipe e o Reino de Marrocos datam dos primórdios
da independência nacional e estão reforçadas por vantagens entre ambos os
Estados.
No que toca as dívidas às
organizações internacionais, o Governo reconhece o volume da dívida, os
constrangimentos causados à diplomacia e o impacto dos seus prejuízos no
processo de afirmação internacional de São Tomé e Príncipe, situação herdada
desde os tempos do Consulado da Senhora Ministra Maria da Graça Amorim e que
foram agudizando nos sucessivos governos da primeira e segunda Repúblicas.
Partindo dessa constatação, o
Governo aprovou um estudo sobre o redimensionamento da rede de cobertura
diplomática sem pôr em causa os interesses do País e da comunidade São-Tomense
na diáspora e já orientou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação
e Comunidades para proceder uma reflexão sobre o reescalonamento da dívida as
Organizações Internacionais, mas que seja garantido o mínimo necessário dos
parcos recursos financeiros do país.
A graduação de São Tomé e
Príncipe em país de rendimento médio é a recompensa dos esforços consentidos
pelo povo e do apoio incontestável dos nossos parceiros bilaterais e
multilaterais.
A história contemporânea do
Estado São-Tomense revela periclitância nas opções em matéria de política
externa e de escolha de parecerias, resultante das nossas fragilidades e da
evolução do cenário da política internacional numa pandemia de incertezas.
O desaire da articulista Senhora
Maria da Graça Amorim espelha o seu estado de alma, não fosse ela própria uma
agente que durante anos embarcou São Tomé e Príncipe em contorcionismos, tendo
deixado um legado conturbado com marcas de imoralidade que felizmente tem sido
relegado pelos diferentes Ministros dos Negócios Estrangeiros.
O presente artigo é intempestivo
e o silêncio da Senhora Maria da Graça Amorim colide com o interesse ora
manifestado na salvaguarda do povo São-Tomense.
O despeito e desapontamento da
ex-chefe da diplomacia São-Tomense, Senhora Maria da Graça Amorim, são
reveladores de ausência de espaço que lhe fora retirado por razões só ela cabe
explicar, mas que talvez resulte da sua própria personalidade. O certificado de
moralidade passado à várias gerações de governantes abrangem também o consulado
da articulista e só pode resultar de um erro manifesto de apreciação da sua
parte.