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Jorge Bom Jesus inaugura incineradora no Hospital Dr. Ayres de Menezes

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Texto: Neisy Sacramento, Leonel Mendes

Foto: Inter Mamata

São Tomé, 29 Nov. 2019 (STP-Press) – Primeiro-ministro São-tomense, Jorge Bom Jesus inaugurou hoje, sexta-feira no Hospital Dr. Ayres de Menezes um Centro de Gestão de Resíduos de Serviços da Saúde em São Tomé, Incineradora, tendo afirmado que “temos que reconciliar o seres humano com a natureza”, – soube a STP-Press.

Num projecto estimado em cerca de 340 mil dólares, incluindo outra Incineradora inaugurada recentemente na Região Autónomo do Príncipe e que para a sua materialização contou com o financiamento comparticipado entre, nomeadamente, Fundo Global, GAVI, PNUD e o Governo, Jorge Bom Jesus sublinhou que “estamos todos aqui na cabeceira do Ministério da Saúde a cuidar do sistema da saúde para que ele possa por sua vez cuidar de nós”.

Reconhecendo a necessidade de termos que criar uma nova cultura ao nível de tratamento dos lixos, dos resíduos e dos detritos, o Chefe do Governo assegurou que “este País não pode continuar a ser uma grande lixeira a céu aberto onde toda gente deita tudo para o mar, para natureza, para os rios”.

Bom Jesus alertou que este comportamento não pode continuar, sob pena dos São-tomenses comprometerem o futuro do País.

Ministro da Saúde, Edgar Neves caracterizando os resíduos hospitalares como perigoso e não perigosos, reconheceu que “é necessário uma intervenção adequada no processo de gestão para que sejam protegidas a saúde humana, animal e o ambiente em geral”.

O titular da Saúde aproveitou a oportunidade para lançar um veemente apelo ao sector privado, nomeadamente Clínicas e Farmácias para que se juntem ao Ministério da Saúde na incineração de todos os resíduos resultantes da prática clinica produzidos pelos mesmos.

O representante do PNUD, Adérito Santana avançou que uma das principais vantagens da incineração é que ela destrói a matéria orgânica do resíduo sanitário, evitando assim a transmissão acidental de doenças perigosas para o ser humano.

“Por isso acredito que conseguimos dar um passo significativo para a diminuição do lixo e do perigo que tem sido para País, tratar os lixos sanitários”, manifestou convicto.

Adérito Santana alertou no entanto, a necessidade do País ter os recursos humanos devidamente capacitados para fazer a gestão do sistema e garantir a sustentabilidade a curto, médio e longo prazo.

Fim/NS/LM

São Tomé e Príncipe quer acordo de isenção de vistos com a União Europeia

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Foto: MNE de Portugal

São Tomé, 28 Nov. 2019 (STP-Press) – A ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Elsa Pinto disse quarta-feira, em Lisboa (Portugal), que o Governo São-tomense quer avançar para um acordo de isenção de vistos com a União Europeia com o apoio de Portugal.

A pretensão do País foi avançada pela chefe da diplomacia São-tomense durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros Português, Augusto Santos Silva, no final de uma reunião de trabalho em que as questões dos vistos e da mobilidade foram, igualmente, abordadas “com muita profundidade”.

“Encontrámos soluções muito interessantes como, por exemplo, São Tomé e Príncipe poder celebrar um acordo de isenção de vistos [de curta duração], que seria suportado por Portugal junto da União Europeia”, disse a ministra.

“Cabo Verde está a tentar esse exercício, vamos também tentar esse exercício com a União Europeia”, acrescentou.

Ainda sem indicar uma data para avançar com a iniciativa, o ministro dos Negócios Estrangeiros Português, Augusto Santos Silva, garantiu o apoio do seu Estado à pretensão do Governo São-tomense.

“Há processos em curso junto da União Europeia [UE] por parte de diversos países almejando a isenção de vistos de curta duração. No caso dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa [CPLP], o processo em curso é o relativo a Cabo Verde.

Portugal apoia essa pretensão de Cabo Verde de passar a beneficiar de um regime de isenção de vistos de curta duração com a UE e São Tomé e Príncipe, lançando um processo semelhante, terá imediatamente o apoio de Portugal”, disse.

Durante o encontro, os dois ministros abordaram igualmente os atrasos na emissão de vistos na Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, com o chefe da diplomacia portuguesa a adiantar que está já em curso o reforço dos recursos humanos na missão diplomática até à entrada em funcionamento do Centro Comum de Vistos da União Europeia, prevista até final de 2020.

“Há cerca de 15 dias foi lançado um procedimento de 70 novas contratações para a rede periférica externa do Ministério dos Negócios Estrangeiros e, dentro dessas contratações, está previsto o reforço da nossa representação em São Tomé e Príncipe para responder melhor ao aumento bastante pronunciado do número de pedidos de visto”, disse Santos Silva.

Durante a reunião foi ainda feito um ponto de situação do Programa Estratégico de Cooperação (PEC) entre os dois países para o período 2016-2021, que tem um envelope financeiro indicativo de cerca de 58 milhões de euros e como prioridades às áreas de Saúde e da Educação.

“Temos que dar nota positiva a cooperação com Portugal”, disse a ministra Elsa Pinto, adiantando contar com Portugal para continuar a ajudar São Tomé e Príncipe.

“São Tomé e Príncipe vai ser graduado como país de rendimento médio e Portugal poderá ser um grande parceiro na advocacia para que São Tomé continue a manter os fundos e para ir buscar fundos alternativos”, acrescentou.

A proposta de um acordo bilateral sobre migrações sazonais e a ratificação de outro sobre segurança social para resolver questões relacionadas com a evacuação de doentes para Portugal foram outros assuntos abordados pelos dois ministros.

Fim/STP-Press/Lusa

Primeiro-ministro reinaugura edifício do Ministério da Saúde

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Texto: Leonel Mendes

Foto: Inter Mamata

São Tomé, 28 de Nov. 2019 (STP-Press) – Primeiro-ministro São-tomense, Jorge Bom Jesus reinaugurou, esta quinta-feira, na capital do País o edifício sede do Ministério da Saúde, – soube a STP-Press.

As obras de reabilitação avaliadas em cerca de 370 mil Euros estiveram ao cargo da Empresa de Construção Civil, Comércio, Indústria e Mobiliário, ECCIM que levou um ano para a sua conclusão depois de estarem interrompidas por algum tempo.

Bom Jesus justificou que a sua presença no acto tem como objectivo “mostrar o comprometimento do Governo com essa área (sector da saúde) ”, que no seu entender “é fundamental, vital, o princípio e o fim do desenvolvimento”.

Enaltecendo o papel da saúde no desenvolvimento do País, porque sem ela “não há nada”, o Chefe do Governo apelou para a contribuição de todos como forma de garantir, sobretudo a saúde preventiva.

“Porque a saúde curativa é não só, muito mais onerosa, tardia, em muitos casos reversível e enfim, normalmente em muitos casos costuma ser fatal”, recordou.

O Primeiro-ministro destacou também o valor arquitectónico do edifício que no seu entender poderá ser incluído na lista de património arquitectónico do País e quiçá mundial.

O mistro da Saúde elogiando o empenho do Primeiro-ministro na conclusão das obras, adiantou que o edifício ira permitir a centralização dos principais departamentos afetos, “com grandes ganhos de economia e celeridade na conclusão dos processos”.

O ministro da Saúde também destacou o apoio da OMS e do GAVI que se predispuseram para o apetrechamento do edifício.

A Representante da OMS em São Tomé, Claudina Cruz regozijou-se com a estrutura reabilitada “que irá permitir maior funcionalidade dos serviços, maior interação com os parceiros e maior conforto aos profissionais”.

Fim/LM

Ministério do Trabalho organiza ateliê para validar estudo sobre Emprego e Formação Profissional

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Texto: Leonel Mendes

Foto: Inter Mamata

São Tomé, 27 de Nov. 2019 (STP-Press) – O ministro do Trabalho, Solidariedade, Família e Formação Profissional, Adlander Matos presidiu quarta-feira, no Hotel Praia a abertura do Ateliê, para validação do Estudo sobre os serviços de Emprego e Formação Profissional e Análise da Contribuição do Trabalho Digno na implementação dos ODS prioritários.

Este Ateliê de dois dias, organizado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade, Família e Formação Profissional (MTSFFP) em colaboração com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) visa auxiliar o Governo na análise actual de serviços e estruturas de promoção do emprego e da formação profissional no País e o estudo sobre a contribuição do Trabalho digno na implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentado (ODS).

Adlander Matos defendeu que uma das condições fundamentais para o crescimento económico do País, “é reduzir a pobreza, proporcionar maior bem-estar a população, melhorar a justiça social, melhorar a situação relativa as mulheres e outros grupos vulneráveis da sociedade e aumentar a possibilidade de acesso a empregos capazes de garantir uma vida digna para as famílias”.

Alertou no entanto que para se atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) e a implementação de Agenda 2030, “só pode ser alcançado se houver o envolvimento de todos”, nomeadamente o poder local, as ONG, a sociedade civil, as agências da Nações Unidas e outras.

O ministro do Trabalho aproveitou a oportunidade para agradecer a OIT, representada no evento por Ali Madei Boukar, especialista sub-regional para troca e desenvolvimento produtivo e que apoia também a equipa técnica de trabalho da OIT para África Central, acompanhado por Lurdes Viegas, ponto focal da OIT em São Tomé e Príncipe.

Rodrigues Lima “Lima Pop” em representação da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços sublinhou que a ausência de uma verdadeira política de emprego em STP pode ser uma das condicionantes que colocam o País longe do cumprimento da deliberação da OIT, saída em 1999 na qual se refere a garantia a todas as pessoas, oportunidade de emprego produtivo em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade.

Sustentou que as atenções devem estar viradas para a formação e qualificação dos recursos humanos como meio fundamental para elevar o nível da produção e da produtividade.

Alertou no entanto que o Estado deve proteger as empresas nacionais “privilegiando-as com a formação de empresários e o acesso ao crédito” com juros acessíveis.

Fim/LM

Ministro da Agricultura aposta na Pecuária para acabar com a pobreza

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Texto: Leonel Mendes

São Tomé, 27 de Nov. 2019 (STP-Press) – O ministro São-tomense da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, Francisco dos Ramos disse terça-feira, em São Tomé, que “a produção pecuária pode constituir uma importante fonte de rendimento para famílias mais desfavorecidas do País”.

Francisco Ramos fez este pronunciamento quando presidia a abertura do “Ateliê de Proposta do Decreto Lei Sobre as Fileiras de Produção de Galinhas Poedeiras, Frangos de Carne e de Suínos”, realizado na Biblioteca Nacional pela Direcção da Pecuária em parceria com o Escritório Interafricano de Recursos Animais da União Africana.

O ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural disse ainda que a produção de pecuária “pode contribuir para a criação de postos de emprego”, resolvendo um dos maiores problemas estruturais de São Tomé e Príncipe.

Sendo uma actividade económica em franca expansão no País torna-se necessário, segundo Francisco Ramos, a aplicação de medidas legislativas para que “se ponha cobro a uma série de irregularidades que põem em risco a vida dos consumidores”.

“Quero pedir-vos uma intensa discussão, mesmo não validando se for o caso, mas que saiamos daqui com um documento forte, que crie base para o desenvolvimento da nossa pecuária”, realçou Francisco Ramos.

Para a Directora da Pecuária Natália Vera Cruz, o código da Direcção da Pecuária, Lei Nº13/2005 aborda questões sobre legislação veterinária de uma forma muito generalizada e contém “algumas lacunas”, e desta forma “precisa ser revista e actualizada”.

Disse ainda que baseado no referido código foi aprovado recentemente o Decreto-Lei Nº6/2019 e o Decreto-Lei Nº7/2019 que dizem respeito aos regulamentos, procedimentos de importação e exportação, comercialização dos animais vivos, produtos e seus derivados e o regulamento de prestação de serviços veterinários

Raphael Coly em representação da União Africana avançou que a taxa de apoio aos Estados-membros no processo é enorme, “e necessitará de um acompanhamento muito sistemático que consiste na elaboração de um projecto que possa avançar no futuro”. Fim/LM   

Evaristo Carvalho preside cerimónia evocativa do Acordo de Argel que abriu caminho para Independência de São Tomé e Príncipe

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Texto: Jornalista Manuel Dênde

Foto: Lourenço Silva

São Tomé, 26 de Nov. 2019 (STP-Press) – O Presidente São-tomense, Evaristo Carvalho presidiu na manhã de hoje (terça-feira), em São Tomé, uma conferência evocativa respeitante ao “Acordo de Argel”, de 26 de Novembro de 1974, que abriu caminho para Independência política de São Tomé e Príncipe.

Além de vários discursos de algumas figuras presentes no acto organizado pelo líder da Assembleia Nacional, Delfim Neves, a cerimónia foi igualmente marcada, pela primeira vez, por entrega formal pelo Embaixador de Portugal, Luís Gaspar de uma cópia do Acordo de Argel homologada pela Biblioteca Diplomática do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal ao Chefe de Estado de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho.

O diplomata português na altura, por volta das 14:42TMG, ao efectuar a entrega formal do documento histórico, considerou de um instrumento que concorreu para a “libertação do povo de São Tomé e Príncipe como povo de Portugal”.

Recorde-se, que em 26 de Novembro de 1974, em Argel, capital da Argélia, uma delegação do MLSTP que representava independentistas São-tomenses, liderada por Miguel Trovoada, então Secretário de Relações Exteriores, reuniu-se, com uma representação da parte lusa, chefiada por Almeida Santos, na altura ministro de Coordenação Territorial, negociou de 23 à 26, o tal acordo que definia as bases para Independência à 12 de Julho de 1975 de São Tomé e Príncipe.

Marcaram também presença na cerimónia várias individualidades, das quais, o Primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, Zaihra Virane, delegada da ONU em São Tomé e Príncipe, membros do Governo assim como das autarquias locais e os ex-presidentes Fradique Menezes e Miguel Trovoada, que relatou em conferência alguns episódios que marcaram as negociações do citado acordo.

Destaque, igualmente, para alguns Deputados e a presença de Leonel Mário d’Alva, então Secretário-geral Adjunto do MLSTP e Primeiro-ministro do Governo de Transição designado pelo MLSTP cuja sede estava em Libreville, capital do vizinho Gabão, País que deu guarida a Luta de Libertação Política da então colonia de São Tomé e Príncipe.

Era, igualmente, notório na plateia, numa das salas da Assembleia Nacional, vários seguimentos da população, ao qual destaque vai para jovens de 10, 11 e 12º ano de diversos Liceus das ilhas de São Tomé, no arquipélago de São Tomé e Príncipe.

A propósito, falando na ocasião, Miguel Trovoada disse que as negociações foram abertas, franca e mediada pelo Governo de Argélia na pessoa do seu então ministro da Educação Superior sob os auspícios do então Chefe de Estado argelino, Houari Boumediene.

“Tratava-se de uma negociação, que sucedia encontros exploratórios de Libreville e Londres, para as quais o nosso objectivo era e tão só a Independência de São Tomé e Príncipe”, avançou Miguel Trovoada.

“E esse acordo, – prosseguiu Miguel Trovoada, – levou a cada uma das partes a cumpri-la. A partir daí, a 21 de Dezembro de 1974, entrou na então província o 1º Governo conduzido por um camarada ao qual o MLSTP escolheu e deu competências para chefiar, nomeadamente, Leonel Mário d’Alva”.

Sublinha-se a propósito deste acordo, Evaristo Carvalho, hoje, Chefe de Estado, era um dos técnicos assessores que integrou também a delegação do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) e outros dirigentes do presente, que na altura eram ainda bastante jovens.

Marcaram, igualmente, presença na cerimónia, vários diplomatas estrangeiros e diferentes quadros de Administração Pública de São Tomé e Príncipe.

Fim/MD

Governo procede entrega de computadores a Liceu Sum Mê Xinhô em Lobata

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Por: João Soares, da Agência de Notícias STP-Press

São-Tomé, 26 Nov. ( STP-Press ) – A ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Elsa Pinto, presidiu na tarde de segunda-feira, (25) a cerimónia de entrega de 10 novos computadores ao Liceu “ Sun Mé Xinhô”, do distrito de Lobata, ao norte de São-Tomé.

De acordo com a Chefe da diplomacia são-tomense esses computadores fazem parte de um lote de equipamentos informáticos ofertados pela Embaixada da India ao Ministério de Educação Comunicação e Ciência, destinados, sobretudo, a equipar salas informáticas das pré-universitárias e outros estabelecimentos de ensino.

“Estamos cá neste estabelecimento de ensino para fazer a entrega de alguns computadores a este estabelecimento de ensino”, disse ministra Elsa Pinto, tendo acrescentado que ‟computador esse resulta da cooperação entre o Estado de São Tomé e Príncipe e do Estado da Índia”.

Ministra Elsa Pinto, afirmou que ‟este trabalho resultou do esforço conjunto e coletivo entre o Governo de São Tomé e príncipe e da Índia que nos deram mais de 100 computadores, que estão a ser distribuídos pelas escolas, estabelecimentos públicos e várias outras repartições‟.

‟Nós precisamos de ter consciência de quão importante é a cooperação para um Estado insolar como nosso, nós dependemos muito da ajuda dos outros porque somos um Estado fechado” disse a governante numa clara relevância a cooperação com a India.

Além da ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Elsa Pinto, o acto contou com presença do Autarca de Lobata, Arlindo Gué, representante da ministra de Educação bem como o Director da Escola, Sun Mé Xinhô, Digo da Glória,

Fim/ João Soares

Governo são-tomense e embaixador da China lançam obras para construção de 60 casas sociais

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Por: Melba de Ceita, da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 26 Nov. ( STP-Press ) – O Governo são-tomense e o embaixador da  China procederam segunda-feira ao lançamento da primeira pedra para a construção de 60 casas sociais no Distrito de Lobata e Cantagalo, fruto da parceria existente entre os dois países.

O Primeiro-ministro e Chefe do Governo são-tomense, Jorge Bom Jesus, reconhece a importância deste acto de lançamento afirmando que “é um momento de consolidação de fortalecimento de laços que duram décadas que vão continuar a crescer”.

Jorge Bom Jesus assegurou ainda que “a construção dessas moradias enquadra-se no programa deste governo numa perspectiva de quatro anos e que no processo de desenvolvimento desde a independência até a data actual estamos a dar os primeiros passos, onde há inclusão e participação de todos os santomenses ”.

Jorge Bom Jesus reconhece que haverá grandes desafios, sobretudo, o casamento entre o homem e o ambiente na necessidade de procurar materiais alternativos, criando a nossa própria criatividade de superar alguma debilidade própria do pequeno estado insolar.

 Acrescentou ainda que este projecto “vai permitir a interação entres os quadros santomenses e chineses, onde haverá a troca de experiencia de modo que os são-tomenses possam tornar auto suficients e poderem assumir os seus destinos com as próprias mãos”.

De acordo com o ministro das Obras Públicas, Osvaldo de Abreus, serão construídas um total de 60 casas sociais na qual o Distrito de Lobata vai beneficiar com 24 apartamento e Cantagalo mais concretamente, Mestre António 36 apartamento.

A distribuição dos apartamentos será feita da seguinte forma: Dois edifícios em Lobata sendo um T2 e outro T3, três edifícios no Cantagalo sendo dois T2 e um T3, cada edifício terá três piso incluindo os rés de chão e cada andar terá quatro apartamento o que fará doze apartamento por prédio explicou o titular da pasta.

  Segundo o Ministro das Obras Públicas e Infra-estruturas, Osvaldo Abreu, “ a construção das casas sociais é o início da concretização do programa de construção de habitação em espaços organizados em urbanizações aceites dentro dos parâmetros e regras da urbanidade modera”.

Prosseguindo o ministro garante que “as urbanizações que devem nascer a partir destas construções devem servir de exemplo as demais que hão-de vir em outras localidades do país”, sublinhando ainda que “serão centros urbanos e não de prédios isolados com sistemas de drenagem, saneamento, escolas, áreas desportivas, áreas comerciais e lazer”.

O Embaixador da República da China Wang Wei, espera que com a realização deste projecto, “os trabalhadores, técnicos e Governo santomense possam cooperar e esforçar juntos as empresas chinesas, com objectivo em comum escrever o novo capítulo de cooperação amistosa entre a China e São Tomé e Príncipe”.

Fim/MC

“A vida é muito melhor quando os outros estão felizes por nossa causa” – Ministro Adlander Matos

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: António Amaral “InterMamata”

São-Tomé, 26 Nov. ( STP-Press ) – Citando o Papa João Francisco, o ministro são-tomense do Trabalho, Solidariedade e Família, Adlander Matos declarou que “ a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por nossa causa” no seu discurso segunda-feira na cerimónia do primeiro pagamento de uma espécie de abono de família as mães em situação de extrema pobreza.

“ Os rios não bebem da sua própria água; As árvores não comem dos seus próprios frutos; O sol não brilha para si mesmo; E as flores não espalham a sua fragância para si; viver para os outros é uma regra da natureza; A vida é bela quando você está feliz, mas a vida é melhor quando os outros estão felizes por nossa causa” – disse Adlander Matos no seu discurso diante das mães beneficiárias do “Programa Família”.

“ Sei que estamos fazendo felizes milhares de são-tomenses, porquanto o pouco que vão de agora em diante receber com este programa é muito que não tinham ontem” disse o governante, sublinhando que nesta primeira fase o pograma cobre 2.570 agregados famíliares com direito a 1.200 Dobras bimensais visando a “melhoria da qualidade de vida” contribuindo para “uma maior dignidade das famílias”.

“ Este valor será acrescentado no início de cada ano lectivo de um outro valor 600 Dobras para gastos com a educação”, disse Adlander Matos, acrescentado que “ isto significa que os beneficiários têm que ter, obrigatoriamente, filhos ou educandos em idade escolar, inseridos no sistema educativo”,

Tendo declarado que “ é o maior programa de apoio as famílias vulneráveis na história do nosso País” o ministro Adlander Matos disse que além do distrito de Agua-Grande, o programa será extensivo aos outros distritos da ilha de São Tomé bem como a Região Autónoma do Príncipe.

Dirigindo-se ao chefe do governo, Jorge Bom Jesus que presidiu o acto, Adlander Matos declarou que “ quero testemunhar-lhe Senhor primeiro-ministro que enquanto mantiver confiança em mim e a honra de trabalhar consigo tudo farei para que as famílias são-tomenses que vivem em extrema pobreza possam melhorar a sua existência, tendo melhor rendimento, maior autoestima e muita dignidade”.

“ Queremos, contudo assegurar aos são-tomenses que este [Programa Família]” é apenas o começo” – disse o ministro Adlander, tendo sublinhado que “ vamos continuar a trabalhar para que a nossa economia cresça cada vez mais e crescendo a economia, mais pessoas terão emprego o que vai contribuir para reduzir a pobreza”.

Além de agradecimentos ao Banco Mundial e a Unicef pelo apoio ao programa, o governante felicitou ainda todos que contribuíram para sua execução, citando “ à toda equipa técnica e funcionários da direção de proteção social, solidariedade e família”.

 Fim/RN

Jorge Bom Jesus preside 1º pagamento de “abono família” as mães em situação de extrema pobreza

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: António Amaral “InterMamata”

São-Tomé, 25 Nov. ( STP-Press ) – O primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus presidiu hoje a cerimónia do 1º pagamento de 1.200  Dobras ( 55 Dólares ) bimensais, uma espécie de abono de família, a pouco mais de 2.570 famílias são-tomenses, em situação de extrema pobreza no âmbito do “Programa Família”  com apoio do Banco Mundial.

“ Não há democracia sem solidariedade” disse Jorge Bom Jesus, tendo sublinhado que “ em São Tomé e Príncipe somos todos parentes, somos todos vizinhos e, temos sempre no acto de uma cidadania, a responsável, a responsabilidade com o outro ”.

Para Jorge Bom Jesus “ o que estamos aqui a fazer hoje, não é um acto de caridade, é um direito”, tendo ainda sublinhado que “ hoje é para governo um dia feliz, porque, nós estamos a mudar vida das pessoas e o nosso compromisso é com cada são-tomense”.

Indo pelo mesmo diapasão, o ministro do Trabalho,Adlander Matos disse que “ hoje é um dia especial”, justificando que “ especial porque estamos dando os primeiros passos para a concretização de um programa que irá mobilizar cerca de 2.570 famílias para uma caminhada cuja meta final é eliminação da extrema pobreza no nosso País”.

“ É preciso esclarecer uma vez mais que os beneficiários deste programa são as famílias que vivem em situação de pobreza extrema” – disse Adlander Matos, afirmando que “queremos sublinhar que com este programa ainda não estamos a abranger todas as famílias que estão em situação de extrema pobreza”.

Na sua intervenção, o representante do Banco Mundial Tendo disse que “o programa família um pilar fundamental no sistema de proteção social de São Tomé e Príncipe, tendo felicitado “o governo pelo empenho na luta contra pobreza e pelo esforço que tem desempenhado pela melhoria de condições de vida dos cidadãos”.

“ Banco Mundial abraça e felicita os passos que estão sendo dados no âmbito da implementação da estratégia nacional de proteção social e em particular do Programa Família” – adiantou o representante do BM.

Lançado a duas semanas pelo governo através do ministério do Trabalho, o programa visa na reduzir pobreza extrema dos agregados familiares, promover o acesso e a utilização dos serviços de educação por parte dos agregados familiares com crianças e o aumento do capital humano das crianças nesses agregados”.

Fim/RN

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