Terça-feira, Fevereiro 10, 2026
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São Tomé e Príncipe e Marrocos relançam cooperação nas áreas da energia, saúde, agricultura e pescas

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Texto : Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 03 Mai ( STP-Press ) –  Uma delegação da cooperação do Reino de Marrocos foi esta manhã recebida pelo primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus momento depois de um encontro de trabalho sob orientação da ministra dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto, a quem, a representação marroquina manifestou a vontade de relançar a cooperação nas áreas da energia, saúde , agricultura e pescas.

Chefiada pelo embaixador de Marrocos, Abdellah Sbihi, a delegação multissectorial marroquina foi primeiramente conduzida as instalações do ministério dos Negócios Estrangeiros Cooperação e Comunidades, onde realizou-se uma reunião de trabalho orientada pela ministra da tutela, Elsa Pinto numa perspectiva do reforço e do relançamento de cooperação em vários sectores de actividades.

Saída deste encontro, o director da Agência marroquina de cooperação apontou os sectores da energia renováveis, saúde, agricultura e pesca como prioritários para o relançamento da cooperação, tendo em conta os primeiros contactos já estabelecidos entre as duas partes.

No âmbito de reforço da cooperação, este responsável falou do sector da educação, sublinhado o aumento de número de bolsas de estudo para  estudantes são-tomenses poderem frequentar universidades e escolas profissionais marroquinas.

“ Para o próximo ano lectivo, 50 estudantes serão contemplados com formações académicas e 20 com formações profissionais” – sublinhou director da agência marroquina de cooperação.

Depois da reunião no ministério dos Negócios Estrangeiros, a delegação da cooperação marroquina seguiu-se depois para palácio governamental, onde manteve encontro com o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus acompanhado de alguns membros do executivo com áreas ministeriais identificadas para o relançamento da cooperação com Marrocos.

Dentre outras áreas de intervenção marroquina, a comunicação social é também apontada para o relançamento de cooperação, nomeadamente, a Radio Nacional e a Televisão São-tomense que poderão se juntar a Agência STP-Press que já dispõe de uma parceria com a sua congénere do Marrocos, a MAP. Agência Noticiosa de Marrocos.

A presença da delegação marroquina acontece há pouco menos de um mês da visita da ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto ao Reino de Marrocos, onde manteve encontro com o Presidente da Câmara de Representantes do Reino de Marrocos, Habib El Malki que manifestou na altura interesse de relançar a cooperação com São Tomé e Príncipe.

Fim/RN

Jorge Bom Jesus apela jornalistas para assumirem quarto poder com competência e responsabilidade

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Texto: Ricardo Neto e Neisy Sacramento ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 03 Mai, ( STP-Press ) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, hoje no seu discurso de 3 de Maio, dia mundial de liberdade de imprensa, apelou hoje aos jornalistas e técnicos da comunicação social para reivindicarem o lugar do 4º poder, tendo argumentado que, para tal, devem “demonstrar na pratica, a competência, responsabilidade, profissionalismo e isenção” no exercício das suas funções.

“Para nós [governo] a comunicação social deve reivindicar o seu lugar de 4º poder, de facto, devendo para, tal, demonstrar na prática, a competência, responsabilidade, profissionalismo e isenção”, disse Jorge Bom Jesus, que aconselhou a classe a pautarem pelos princípios da ética, moral e deontologia profissional de modo a evitar a “vulnerabilidade” da classe.

 “Hoje, mais do que nunca o profissional da imprensa não deverá nem poderá ser conotado como comissário, agente político ou um mero servidor de interesses de certos grupos, outrossim, os fazedores da comunicação social são ouvidos, os olhos, a boca e a voz da sociedade de forma a tornar melhor o selo de garantia para a manutenção da democracia e da liberdade de expressão”, acrescentou.

Tendo reconhecido “ condições difíceis em que trabalham” órgãos estatais da comunicação social, nomeadamente, a Rádio Nacional, a Televisão são-tomense e Agência STP-Press, Jorge Bom Jesus disse que “ da parte do governo tudo será feito a medida do nosso alcance para a mudança desse paradigma”.

“ É imperioso que os jornalistas e técnicos da comunicação social se organizem mais e melhor no âmbito do exercício da profissão, pois a nossa vontade política, enquanto governo, é resolver com urgência necessária a situação da carreira profissional, uma questão que se arrasta ao longo de vários anos” – sublinhou o chefe do governo.

Tendo acrescentado que “ o nosso modelo de governação pressupõe uma comunicação social imparcial, isenta, independente com verdade, transparência e prestação de contas”, Jorge Bom Jesus disse que “ não há democracia forte sem uma imprensa responsavelmente excelente”.

Na sua intervenção, o presidente do sindicado de jornalistas e técnicos da comunicação social, Helder Bexigas disse que queremos aproveitar esta ocasião para incentivar todos os jornalistas e profissionais da comunicação social em São Tomé e Príncipe a serem fiéis aos princípios e aos códigos da sua profissão a serem respeitadores da ética e da deontologia que regem a nossa profissão e a lutarem sempre por uma imprensa verdadeiramente livre, rigorosa e imparcial”.

Bexigas disse ainda que “ aos jornalistas que aqui tenho a honra de representar, não esqueçais nunca de que uma imprensa livre, livre, pluralista e investigativa é imprescindível para um país como nosso que se quer próspero, desenvolvido e livre”, garantindo que o sindicato “não abdicará das suas responsabilidades e estará sempre firme em defesa da classe”.

Já o presidente da Associação dos jornalistas são-tomenses, Juvenal Rodrigues disse que “congratulamo-nos com o ambiente positivo que se vive no país, no que respeita à liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, consagradas na nossa constituição”.

Juvenal Rodrigues recordou que “há dois anos, a Associação dos Jornalistas São-Tomenses denunciou publicamente que não se podia falar”, tendo acrescentado que “vivia-se no País, o período mais sombrio do Estado de Direito Democrático”.

“Felizmente, esta página foi virada com novo cenário político que emergiu das eleições de Outubro de 2018. A maior parte dos eleitores decidiu dizer basta ao sufoco para respirar melhor e exprimir livremente as suas opiniões,” – sublinhou Rodrigues no seu discurso.

Indo pelo mesmo diapasão, o vice-presidente do Conselho Superior de Imprensa, Manuel Dendê disse no seu discurso que “é verdade que hoje não se assiste situações de bufaria passe expressão, censura e não existe felizmente nenhum caso de suspensão e/ou de queixa judicial contra Jornalistas, aos quais devemos saudar”.

Dendê acrescentou que “todavia, é bom de facto que cada profissional se empenhe no seu trabalho com responsabilidade augurando dias melhores e de modo que São Tomé e Príncipe se afigure e deixe de ser anonimato no relatório da ONG ‘’Reporteres Sens Fronteire’’ e que o Mundo reconheça a competência de cada um dos Jornalistas nacionais e reforce as suas instituições Democráticas e assim, a Democracia pular em São Tomé e Príncipe”.

Os discursos foram proferidos no acto de abertura da jornada de reflexão sobre os desafios do jornalismo no desenvolvimento de São Tomé e Príncipe, seguido depois de apresentação de vários temas com sessões de debates numa organização conjunta do Sindicato e a Associação da classe em parceira com a Secretaria de Estado para Comunicação Social.

Fim/RN

PR recebe líder gestor do ADI que considera ilegal a detenção de Américo Ramos e acusa governo

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 02 Mai ( STP-Press ) – O Presidente da comissão de gestão do partido ADI, na oposição, José da Graça Diogo considerou hoje de ilegal a detenção do ex-ministro das Finanças, Américo Ramos, e acusou o governo de estar por detrás das alegadas irregularidades neste processo judicial, em declarações esta manhã a imprensa no final de audiência com Presidente da República, Evaristo Carvalho.

 “ Tudo leva a crer que o próprio governo é que envolveu nisto” disse, José da Graça Diogo, acrescentando que “ houve qualquer tendência para instigar a Polícia Judiciária, PJ,” que deteve o ex-ministro no âmbito deste processo, que ouvido depois pelo Ministério Pública acabou por ser alvo de prisão preventiva, por decisão do Tribunal.

“ Foi ilegal a forma como ele foi detido” disse José Diogo, em discordância com os procedimentos da Polícia Judiciária, PJ, tendo ainda sustentado que o Ministério Público que o conduziu ao Tribunal “deveria agir de uma outra forma”.

“ No nosso entender deve-se tudo fazer para que haja a libertação” disse o líder da comissão de gestão do ADI, tendo acrescentado que “ nós somos um partido democrático, achamos que tarde ou cedo a democracia prevalecerá, porque, o nosso país é um Estado Democrático”.

Em 4 de Abril último, um Juiz de instrução criminal do Tribunal de São Tomé decidiu decretar a prisão preventiva do ex-ministro das Finanças, Américo Ramos, do então governo do ADI, por alegado envolvimento num escândalo financeiro estimado em cerca de 47 milhões de dólares com parceiros asiáticos em nome de Estado de São Tomé e Príncipe.

Face a detenção do ex-ministro das Finanças, o Presidente da República, Evaristo Carvalho, numa mensagem à Nação teceu duras críticas e acusações contra Governo, que 24 horas depois, através do Primeiro-Ministro, Jorge Bom Jesus fez defesa e lançou contra-ataques, tendo ambos depois chegados ao entendimento sobre o caso.

Fim/RN

Governo pretende mobilizar recursos para política nacional do emprego

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Texto: Ricardo Neto *** Foto : Lourenço da Silva

São-Tomé, 01 Mai (STP-Press) – O governo são-tomense pretende “mobilizar recursos de modo a implementar, o mais breve possível, a Política Nacional do Emprego, (PNE), e o respectivo Plano de ação, (PANEF), – anunciou hoje o ministro de Trabalho, Adlander de Matos, em mensagem esta manhã do 1º Maio, dia Internacional dos Trabalhadores que se assinala hoje no arquipélago.

“No que tange a criação do emprego, o governo pretende mobilizar recursos de modo a implementar, o mais breve possível, a Política Nacional do Emprego, PNE, e o respectivo Plano de ação, PANEF, disse Adlander de Matos que considerou de “ dois principais instrumentos que devem orientar o País no processo de criação de emprego de maneira coerente com as estratégias de desenvolvimento, criando uma nova estrutura de governação da formação profissional no País, emprego dignos e promover empregabilidade”.

Ainda no quadro de combate ao desemprego e consequentemente a pobreza, Adlander Matos, o titular da pasta do Trabalho, Solidariedade, Família e Formação Profissional, disse esperar que os cursos de empreendedorismo e apoio a criação da própria empresa bem como outros cursos de curta e média duração venham desenvolver nos formandos competências no sector do Turismo e no desenvolvimento de habilidades empreendedoras compatíveis as exigências do mercado.

Tendo ainda defendido aposta no diálogo social como mecanismo de resolução de problemas e de alcance a igualdade social, o governante sublinhou que “este governo aposta, fortemente, no diálogo social, isto é, nas negociações, consultas e intercâmbios de informações entres os mandates tripartidos (o governo, os representantes dos trabalhadores e dos empregadores) a propósito de questões de interesse comum em relação a política económica e social”.

Sustentado esta aposta, Adlander de Matos recordou que “ o dialogo social constitui não só um meio de progresso social e económico, mas também um objectivo propriamente dito, uma vez que permite as pessoas expressarem e defenderem seus interesses na sociedade e no lugar de trabalho”, tendo considerado “ um mecanismo de resolução de problemas e um meio para se alcançar a igualdade social, a eficiência económica e a participação democracia”.

Tendo sublinhado que “é importante proteger os direitos laborais, facilitar a determinação dos salários, melhorar as condições de trabalho e promover empresas sustentáveis”, o ministro disse que “ estamos cientes que nos últimos anos o mundo de trabalho tem experimentado mudanças profundas a tem afectado o diálogo social e as relações de trabalho, como nos demonstraram as revoluções tecnológicas actuais, o crescimento da digitalização e de automatização, considerado por muitos a quarta revolução industrial”.

Disse ainda que “o governo tem estado a tomar medidas para manter um ambiente macroeconómico favorável ao investimento interno e externo, à melhoria do ambiente de negócio e ao aumento da produção e produtividade”, para depois acrescentar que “ dentre todas as medidas, a mais recente foi a pronta publicação do código de trabalho, aprovado pela lei 6/2019 de 11 de Abril com vista a responder as inúmeras questões que são actualmente colocadas no mundo laboral”.  

“ Inclui-se no referido código a lei sindical, que regulamenta o funcionamento das associações das entidades empregadores e as trabalhadores, a lei da greve, onde estão salvaguardados os direitos dos trabalhadores na sua luta pela melhoria das condições de trabalho e de vida e a lei sobre segurança, higiene e saúde no trabalho” – disse

Por ocasião do 1º Maio, dia internacional dos trabalhadores que se assinala hoje no país, o ministro Adlander de Matos apelou aos trabalhadores para que “ façamos deste dia um momento de reflexão sobre o que podemos fazer, para de mãos dadas, em paz e harmonia, como grande família, encontrarmos soluções aos desafios que enfrentamos, rumo ao bem-estar e progresso de todos os trabalhadores são-tomenses”.

Fim/RN

PM recebe camisola de Gedson Fernandes, entregue pelo pai do internacional são-tomense do Benfica

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 29 Abr ( STP-Press ) –  O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, recebeu hoje a camisola do jovem internacional são-tomense do Benfica, Gedson Fernandes, entregue, esta tarde, pelo pai que lhe transmitiu as saudações do filho.

“ Trouxe camisola e mensagem do Gedson Fernandes ao Primeiro-Ministro, que por sua vez, também lhe desejou sucessos no Benfica e na sua vida profissional” disse o pai do jogador, Edson Fernandes a saída da audiência com Jorge Bom Jesus.

“ É um orgulho como são-tomense e como pai do Gedson vê-lo a jogar num clube de dimensão mundial como Benfica e ainda pela seleção de Portugal” disse, Edson Fernandes, confirmando que seu filho nasceu em São-Tomé, na zona de Fundação, e viajou aos quatro anos de idade para Portugal, onde começou em Frielas para depois aos nove anos ingressar nas escolas do Benfica.

Hoje aos 20 anos, o jovem internacional são-tomense do Benfica, é considerado um dos melhores médios do mundo da sua idade, com um contrato profissional de cerca de 120 milhões de Euros das clausulas de rescisão estabelecidas com clube das Aguais em Agosto de 2018.

Dada a boa prestação na equipa dos encarnados, sobretudo, em jogos europeus, Gedson Fernandes foi chamado pelo selecionador Fernando Santos para integrar a seleção de Portugal.

Fim/RN

PR e PM no Príncipe, solidarizam-se com familiares das vítimas do naufrágio e prometem apoio

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Texto: Maximino Carlos e Ricardo Neto ** Foto: Loureço da Silva

São-Tomé, 27 Abr ( STP-Press ) – O  Presidente República,( PR)  Evaristo  Carvalho,  Primeiro- Ministro,(PM) Jorge  Bom  Jesus  e  o  Vice-  Presidente da Assembleia  Nacional, Levy  Nazaré, deslocaram-se  hoje a  ilha  do  Príncipe, onde manifestaram  a  solidariedade aos  familiares  das  vitimas do naufrágio, aos  sobreviventes e  ao  governo  regional por este trágico acidente, quinta-feira, que causou oito mortos e nove desaparecidos.

Além da solidariedade manifestada diante dos familiares das vitimas e das autoridades regionais, em concertação com o Presidente da República, o governo através do Primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus decidiu pela criação de um fundo de emergência às vitimas do naufrágio bem com o aluguer de transporte para garantir o abastecimento do mercado regional incluindo a abertura de um inquérito para se apurar as causas do acidente e imputar as responsabilidades.

“Descontentamento e revolta”, foram as palavras transmitidas por cinco dezenas de populares da ilha do Príncipe que se concentraram na parte exterior do aeroporto do regional, vestidos de luto.

Os populares querem que as autoridades nacionais ponham fim uma vez  por todas  ao  naufrágio  que  recorrentemente  tem  marcado  a  ligação  marítima  entre  as  duas ilhas.

O Presidente da República, Evaristo Carvalho e o Primeiro –ministro, Jorge  Bom  Jesus, partilham  o  mesmo  sentimento  e  prometem  trabalhar  em  conjunto  para   encontrar rapidamente   una   solução  do  problema.

Evaristo Carvalho propôs que “ se meta um ponto final nas tragédias do  mar  do  Príncipe”

Primeiro –ministro, Jorge Bom   pretende  que  se  faça  uma  reflexão  profunda ,incluindo  a  diáspora “  para    que   a  ligação  entre  as  duas  ilhas  deixe  de  ser “ uma  travessia  da  morte”  .

´”  É  preciso  que   esta travessia  deixe  de  ser  um  triangulo  das  Bermudas,  das tormentas, das  dores e  das  mortes”,   sublinhou  Jorge  Bom  Jesus .

Reunião  com  as  principais  vivas  da  Região , incluindo  representantes  das  principais  unidades  hoteleiras  da    região  e  o  encontro  com  o  governo  regional, fizeram    parte  da agenda visita  dos  titulares  dos  órgãos  de  soberania.

Inclui-se  também  visita  aos  familiares das vitimas  e  ao  hospital, Manuel  Quaresma  Dias da Graça.

Para além dos  titulares  dos  órgãos   a  caravana  incluiu  deputados  do  MLSTP-PSD,   o  líder  parlamentar  da  bancada  PCD,MDFM  e  UDD, Danilson  Cotú. Os  ministros  da solidariedade e  família  e  da  educação  já  se  encontravam  na  Região. O  Director  do  IMAP, Aleres   Frank,  integrou  a  caravana.

Já na parte final da visita, o ministro da Solidariedade, Família e Formação Profissional, Adlander Matos  foi quem fez um balanço desta missão presidencial-governamental-parlamental, destacando, a questão relativa a aposta pela criação de  fundo de emergência às vitimas do naufrágio bem com o aluguer de transporte para garantir o abastecimento do mercado regional incluindo a abertura de um inquérito para se apurar as causas do acidente e imputar as responsabilidades.

Fim/RN e MC

Governo decreta luto nacional de três dias face ao naufrágio que causou 8 mortos e 9 desaparecidos

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São-Tomé, 27 Abril ( STP-Press) – O Conselho de ministros decretou luto nacional de três dias a contar a partir de hoje sábado face ao naufrágio perto da ilha de São Tomé que causou oito mortes e nove desaparecidos, de acordo com dados oficiais.

A resolução foi aprovada esta sexta-feira no Conselho de Ministros, que aprovou a criação de uma comissão mista de inquérito para apurar as causas do naufrágio do navio “Amfitriti”.

Esta sessão do Conselho de Ministros extraordinária, presidida pelo primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, foi dedicada à análise do naufrágio da embarcação e da definição de algumas medidas de emergência.

“A criação de uma comissão mista de inquérito composta por elementos do Instituto Marítimo e Portuário e da Guarda Costeira para averiguar as possíveis causas do naufrágio e eventuais irregularidades que possam ter ocorrido no processo de embarque das pessoas e das mercadorias”, lê-se no documento.

O Conselho de Ministros decidiu ainda apostar no aluguer de um navio que cumpra os requisitos técnicos para assegurar o transporte urgente de combustível e mercadorias para a Região Autónoma do Príncipe “em total segurança”, bem como a criação de um fundo de emergência para apoiar as vítimas e promoção de uma campanha de solidariedade.

O governo vai decidir ainda pela criação uma comissão multissetorial, com vários ministérios envolvidos, que tem a missão de apresentar, no prazo de um mês, um plano de ação para uma “definitiva resolução da problemática da ligação marítima e aérea entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe”.

Fim/RN

Osvaldo Vaz reúne-se com municípios da ilha de São Tomé

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Texto: Manuel Dendê *** Foto: Lourenço da Silva

Cidade de São Tomé, 27 de Abr. 2019 (STP-Press) – Ministro São-tomense do Planeamento, das Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz concluiu sexta-feira, em São Tomé, um ciclo de visitas de trabalho às diferentes edilidades do país.

O governante na qualidade de tutelar dos municípios reuniu hoje, sexta-feira, separadamente, com os líderes dos municípios de Água Grande, onde se localiza a Cidade de São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe.

Vaz encontrou igualmente com Américo Ceita, Presidente da Câmara Distrital de Mé-Zóchi, no centro da ilha de São Tomé, com propósito de tomar contacto com a realidade factual do aludido município.

Após a reunião bastante demorada com José Maria Fonseca, Presidente da Câmara de Água Grande e seus vereadores, o governante garantiu desbloquear fundos para viabilizar a funcionalidade das Câmaras Distritais, mas advertiu que a gestão de tais verbas devem obedecer as regras de gestão e disciplina financeira.

“O nosso propósito aqui é reunir com os líderes municipais, pois, são eles o poder mais próximo das populações e faz todo sentido conhecer e tomar o pulso da realidade socioeconómica, cultural e recreativo da Edilidade”, garantiu.

“Uma vez já aprovado o Orçamento Geral de Estado para 2019, vamos afectar fundos para esses municípios darem resposta aos seus programas e expectativas das populações e a nossa preocupação é que respeitem rigor e disciplina orçamental para no fim se garantir a transparência e as populações verem e sentirem seus anseios realizados”, acrescentou o governante.

Este ciclo de acções de auscultação, o qual compreendeu visitas de trabalho teve seu arranque há duas semanas, com deslocações a zona sul, onde Osvaldo Vaz reuniu-se com as Edilidades das cidades de São João dos Angolares, no Distrito de Caué e em Santana, no Distrito de Cantagalo, na ilha de São Tomé.

Após o qual, o governante deslocou-se há alguns dias as cidades de Guadalupe, em Lobata e Neves, em Lembá da Ilha de São Tomé, com o mesmo propósito.

No quadro global e como resultado das Eleições Autárquicas de sete de Outubro último, o arquipélago São-tomense tem na ilha de São Tomé (a maior do arquipélago), seis Edilidades, compreendendo, uma em Caué que está sob tutela de uma Coligação de três partidos, nomeadamente: PCD/MDFM/UDD, uma em Mé-Zóchi, pelo partido Acção Democrática Independente (ADI) e em Água Grande, Lobata e Lembá administrados pelo partido Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), no Poder.

E a Ilha do Príncipe goza de uma autonomia política e administrativa, onde autoridades centrais asseguram a gestão sobre a Defesa Nacional e Relações Internacionais da República Democrática de São Tomé e Príncipe.

Fim/MD

Presidente abre ano judicial, defende reforma penal e adverte para que justiça não seja injusta

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Texto: Ricardo Neto *** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 26 Abr ( STP-Press ) – O presidente são-tomense, Evaristo Carvalho defendeu hoje uma “urgente reforma  do direito penal”, tendo declarado que “ a nossa justiça tem de deixar de ser injusta” no seu discurso esta manhã na abertura do ano judicial  marcado ainda por discursos do primeiro-ministro, presidente do Supremo, Procurador da República e a Bastonária dos Advogados.

O Presidente da República no seu discurso disse que “ é urgente a reforma do nosso direito penal, pois não podemos continuar a conviver com um sistema em que desde que haja uma queixa e sem mesmo que se observe indícios suficientes, o cidadão torna-se imediatamente arguido e fica sujeito desde início a um termo de identidade e residência limitador dos seus direitos”.

“Sistema penal precisa evoluir…”,defende PR

  “ O nosso sistema penal precisa igualmente de evoluir para integrar na tipificação de crimes, não só novas ilicitudes decorrentes da globalização, como também aqueles que resultam da evolução da nossa própria sociedade como consequência de uma maturidade mais precoce e do natural envelhecimento da sociedade” – acrescentou o Presidente da República.

Além de ter declarado que “ a nossa justiça tem de deixar de ser injusta para com alguns e complacentes ou mesmo conivente com outros”, Evaristo Carvalho qualificou de “ uma justiça a várias velocidades, julga segundo, o quadrante político, julga segundo a hierarquia, julga segundo as inclinações dos julgadores, julga segundo a fortuna de cada um, e esta justiça, o país não precisa”.

“ Já não vale a pena fazermos de cegos e surdos, pois aqui vivemos todos e as aberrações e incongruências estão à vista de todos” disse o presidente da República, tendo acrescentado que “ as mais célebres injustiças, são aquelas travestidas de justiça”.

Silva Cravid diz que 2018 foi “negro” para justiça

Já o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Silva Cravid disse que “ o ano 2018 fica marcado como ano negro da história da justiça são-tomense por estagnação de funcionamento do Supremo Tribunal de Justiça que ficou parado sem sequer juízes para despachar processos como consequência da exoneração compulsiva, abusiva e ilegal da Assembleia Nacional”.

 Silva Cravid disse que com a reposição da legalidade no Supremo, a integração para breve de nove juízes bem como outras intervenções previstas para o sector da justiça, citando, sobretudo a formação e capacitação de quatros e criação de condições de trabalho disse estar convicto que “neste ano e anos seguintes teremos soluções satisfatórias para responder aos anseios dos cidadãos que aguardam uma “ justiça mais justa, mais célere, digna e mais próxima” do povo.

“ A justiça sem a orça é importante, a Justiça sem justiça é tirania, a Justiça sem força é contestada, a Força sem Justiça é acusada. É preciso, portanto em conjunto a Justiça e a Força e por isso, fazem com que, Justo seja Forte e que Forte seja Justo, disse Silva Cravid, citando Blaise Pascal.

Bom Jesus cita Pinto da Costa no seu Discurso

Numa outra citação, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus no seu discurso disse que “ Não podemos ano após ano, fazer desta cerimonia um mero somatório de palavras que se esgotam em si próprias e que pouco ou nada produzem na realidade da justiça são-tomense” citando o antigo Presidente da República, Manuel Pinto da Costa.

“ A reforma da justiça constitui elemento fundamental para o reforço do Estado de Direito, o qual assenta no princípio basilar segundo o qual todos os cidadãos são iguais perante a lei; isto é, nenhum cidadão está ou deve estar acima da lei. Daqui decorre a materialização do combate contra a corrupção, o qual é apanágio deste governo, Dura Lex, Sed lex”, – disse Jorge Bom Jesus.

Procurador Geral pede “meios” para investigar

No seu discurso, o Procurador-Geral da República, Kelve Nobre de Carvalho pediu as autoridades competentes meios para que o ministério publico possa cumprir as suas atribuições, enquanto a Bastonário dos Advogados, Célia Posser defendeu o direito de liberdade e garantia dos cidadãos e do acesso à justiça sobretudo em termos de custas judiciais.

Fim/RN

Sete mortos e 10 desaparecidos no naufrágio da ilha do Príncipe, diz PM

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 Texto:  Ricardo Neto e Leonel Mendes *** Foto: Cristiano Dondo

São Tomé, 25 de abr. 2019 (STP-Press) – Sete mortos, sendo, quatro crianças e três adultos bem como 10 pessoas ainda dadas como desaparecidas são novos dados do naufrágio esta madrugada do navio “Anfitriti” perto da ilha do Príncipe de acordo com novas informações divulgadas esta tarde pelo primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus.

Numa primeira comunicação oficial a Nação após o naufrágio, o Chefe do governo disse que “ temos a lamentar para já a perda de sete vidas, sendo quatro crianças e três adultos” , tendo acrescentado que “ 10 pessoas continuam desparecidas” como resultado do naufrágio do navio que fazia ligação entre as ilhas de São Tomé e a de Príncipe  com “oito tripulantes, 64 passageiros e 212 toneladas de produtos diversos”.

“ Até este momento pelas informações que dispomos foram resgatadas com vida 55 pessoas que já se encontram na Região Autónoma do Príncipe, sendo três delas sido evacuadas para São Tomé por se encontrarem com ferimentos graves”, disse o primeiro-ministro que garantiu apoio e solidariedade ao governo regional e endereçou sentimentos de pesares as famílias enlutadas.

“ Quero aqui em meu nome pessoal e em nome do governo central endereçar os profundos sentimentos de pêsames as famílias enlutadas e a toda população em geral, assegurando ao governo regional todo apoio e solidariedade institucional que a situação impõe” – sublinhou Jorge Bom Jesus.

Além de ter assegurado que “ todas as medidas estão a ser tomadas para em primeiro lugar encontrar-se rapidamente os desaparecidos e garantir toda assistência os sobreviventes” disse que proceder-se-á a abertura de um inquérito para se apurar as causas deste trágico acidente e imputar as eventuais responsabilidades.

Tendo declarado a deslocação sexta-feira do ministro de Trabalho e Solidariedade à  Região Autónoma do Príncipe para “acompanhar a situação e apoiar no que for necessário”, o primeiro-ministro disse que “já foi convocado uma sessão extraordinária do Conselho de Ministros para analisar em pormenores todas as informações e tomar medidas que forem necessárias para se ultrapassar esta trágica situação”.

O chefe do governo aproveitou ainda para agradecer as empesas privadas e pessoas que participaram na busca e salvamento nas primeiras horas do acidente que se deu por volta das 04 horas de madrugada perto do ilhéu de Boné de Jokey no mar da ilha do Príncipe.

Fim/RN

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