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Deputada denuncia entrada de notas de 200 Dobras vindas do estrangeiro

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 03 Dez ( STP-Press) –  Uma deputada são-tomense, do MLSTP, no poder, Filomena Monteiro alertou hoje o governo sobre a entrada no País de notas de 200 NDobras, alegadamente, vindas do estrangeiro, sobretudo, Portugal, tendo exortado para maior controlo e fiscalização da nota em causa, – Soube esta manhã STP-Press na sessão plenária.

A deputada fez esta advertência ao executivo de Jorge Bom Jesus esta manhã numa sessão parlamentar, tendo exortado para a um maior controlo e fiscalização das pessoas a entrada do porto e aeroporto bem como a hipótese das autoridades retirarem a nota da circulação.

Nós aqui [no País] não vemos notas de 200 Dobras” disse a deputada tendo sublinhado que “ temos informações que as pessoas que vêm, sobretudo de Portugal têm trocado Euros em NDobras”.

Tendo falado da circulação de outras notas de Novas Dobras com execepção da nota em causa de maior valor monetário da moeda são-tomense com equivalência a rondar 8 Euros, a deputada confessou “ só uma vez pequei a nota de 200 NDobras”

“ Por isso peço ao senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares para pedir ao governo para redobrar a fiscalização no aeroporto e no porto das pessoas que entram no País” disse Filomena Monteiro, tendo acrescentado que “ ou tirar esta nota de circulação”.

Pelo mesmo diapasão, o deputado António Quintas também do MLSTP-PSD, disse que além da denúncia da sua colega deputada, apela também as autoridades competentes no sentido de agirem para que haja os devidos esclarecimentos sobre todo o processo da reforma monetário e da troca de moeda efetuada há um ano pelo anterior poder.

Fim/RN

Parlamento irá eleger no dia 17 de Janeiro novos juízes do Tribunal Constitucional

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Cristiano Dondo

São-Tomé, 03 Dez ( STP-Press) –  A Assembleia Nacional, o Parlamento são-tomense adiou para 17 de Janeiro a  eleição de novos juízes para  Tribunal Constitucional, que estava prevista para hoje na base de um consenso entre a maioria parlamentar do MLSTP-PSD mais a coligação PCD-MDFM-UDD e a bancada do ADI na oposição.

De acordo com o presidente do parlamento, Delfim Neves, a decisão pelo adiamento consensual tem por finalidade atribuir ao partido ADI da oposição mais tempo no sentido de indicar dois candidatos seus para preenchimento de duas das cinco vagas de juízes deste Tribunal na base da proporcionalidade também do MLSTP-PSD com duas vagas e a Coligação com uma.

Na sessão de hoje, a bancada do ADI não apresentou proposta de dois nomes tal como estava acordado entre as bancadas tendo a maioria formada pelo MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD decido pelo adiamento de modo ao partido da oposição poder rever a sua posição.

“ Dar tempo ao ADI para fazer devida reflexão sobre o seu posicionamento… e indicar nomes para ao Tribunal Constitucional” – disse o deputado Danilson Couto, líder da bancada da Coligação-PCD-MDFM-UDD.

“ Concordamos com a proposta de adiamento da eleição de juízes” disse o deputado Amaro Couto, líder da bancada do MLSTP-PSD, tendo sublinhado que “ o factor diálogo tem sido fundamental” para a busca de solução e consenso.

Indo pelo mesmo diapasão, o deputado Abnildo de Oliveira, líder da bancada do ADI, também concordou com o adiamento e tendo também alertado para a promoção de diálogo e entendimento para a resolução de questões nacionais no clima de consenso, paz e estabilidade politica e social.

Há oito dias, A Assembleia Nacional, o Parlamento são-tomense decidiu cessar as funções dos cinco juízes do Tribunal Constitucional alegando a reposição da legalidade e constitucionalidade sobretudo na forma da eleição dos juízes.

Fim/RN

Supremo Tribunal de Justiça rejeita pedido do MVDP contra Assembleia do Príncipe sobre a Posse

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Por: Teobaldo Cabral, correspondente da Agência STP-Press na ilha do Príncipe

São-Tomé, 03 Jan ( STP-Press ) – Na Sentença enunciada em 20 de Dezembro de 2018, o STJ considera que a pretensão do MVDP carece de cabimento legal, determina a absolvição da Comissão Permanente da Assembleia Regional da instância, bem como condena o Movimento Político de Nestor Umbelina a pagar as custas do processo.

Na sequência da ausência dos dois Deputados Regionais eleitos nas eleições do passado dia 07/10/2018 pelo Movimento Verde para Desenvolvimento do Príncipe, MVDP, Nestor Umbelina e Alzira do Rosário), este Movimento apresentou uma providência cautelar contra a Comissão Permanente da Assembleia Legislativa Regional do Príncipe sobre o Ato de Instalação da Assembleia ocorrida no passado dia 30/10/2018.

No documento a que tivemos acesso, o MVDP pedia ao Tribunal que declarasse nulos todos os atos de instalação e constituição da Mesa; a suspensão de todos os atos; que a Comissão repetisse o ato solene de tomada de posse; e que a Assembleia fosse condenada no pagamento de custas (…) e demais encargos legais.

O MVDP fundamenta os seus pedidos com recurso à Lei Eleitoral das Autarquias Locais, Lei 11/92, e consideram que a tomada de posse devia ocorrer nos quinze dias após a publicação dos resultados eleitorais no Diário da República (artigo 50.º, n.º 1).

Chamada a pronunciar, a Comissão Permanente da Assembleia Regional contestou as pretensões do MVDP, sustentando que nos termos do disposto no artigo 37.º, n.º 1 do Estatuto Político-Administratrivo da Região Autónoma do Príncipe, aprovado pela Lei 4/2010 “A Assembleia Regional reúne por direito próprio até ao 15.º dia posterior à proclamação do apuramento dos resultados eleitorais”, e uma vez que o Tribunal proclamou os resultados no dia 15/10/2018, a posse devia ocorrer até ao dia 30/10/2018, tal como aconteceu.

Em sua defesa, a Comissão Permanente da Assembleia Regional considerava que o Estatuto Político-Administratrivo da Região Autónoma do Príncipe é uma Lei de Valor Reforçada e prevalece sobre todas as leis ordinárias, cedendo apenas perante a Constituição. Defendeu ainda que, por ser uma lei posterior (2010), derrogou a Lei Eleitoral das Autarquias Locais (1992) na matéria sobre o prazo para a tomada de posse. Entendeu, igualmente, que a Lei 11/92 só é aplicável à Região Autónoma do Príncipe na parte em que o Estatuto nada regula, que não é o caso.

Para o efeito, citou várias Jurisprudências e Doutrinas de Constitucionalistas Consagrados, nomeadamente do Professor Jorge Miranda, considerado o pai da Constituição Santomense, para contrapor que “os Estatutos devem considerar-se leis ordinárias reforçadas. Enquanto vigorarem, não podem ser contrariados por outras leis”.

A Comissão Permanente da Assembleia considerou que a ação do MVDP “constitui uma manobra dilatória infundada e manifestamente abusiva do Requerente, consubstanciando esta numa autêntica litigância de má fé” e que “Aquilo que está em causa é simplesmente uma flagrante ausência de capacidade dos autores políticos e jurídicos implicados neste processo em interpretar as Leis da República vigentes, no que concerne à hierarquia e aplicação temporal das mesmas.”

Acrescenta que os Deputados do MVDP foram regularmente notificados para a tomada de posse, nunca justificaram a ausência com um motivo de força maior, por exemplo doença, e pretendiam converter uma derrota eleitoral em vitória judicial.

Por fim, lembrou que o líder do MVDP é “a mesma pessoa que, enquanto então Presidente da Assembleia Legislativa Regional do Príncipe, apresentou a proposta do Estatuto Político-Administrativo do Príncipe, aprovado pela Lei 4/2010 e, hoje, pretende fazer letra morta do artigo 37.º deste diploma”, o que é considerado um “venire contra factum proprium”.

Perante tais argumentos, o Supremo Tribunal de Justiça, STJ, proferiu uma decisão favorável à Comissão Permanente da Assembleia Legislativa Regional do Príncipe, rejeitando todos os pedidos do MVDP.

Na decisão a que tivemos acesso, o STJ considerou que a pretensão do MVDP carece de cabimento legal e julgou que a forma de processo escolhida pelo Requerente não corresponde à natureza da ação.

O STJ concluiu que o MVDP formulou vários pedidos que devem seguir formas de processo diferente, que nem todos eram da competência desse Tribunal, e que o erro na forma de processo importa a anulação de todo o processo, como exceção dilatória, e determina a absolvição da Comissão Permanente da Assembleia Regional da instância, bem como condenou o MVDP a pagar as custas do processo.

Importa salientar que os dois Deputados do MVDP foram convocados para tomar posse nas três primeiras sessões da Assembleia já realizadas, não tendo os mesmos comparecidos a nenhuma delas, e uma vez que o processo agora concluído não atribuiu efeito suspensivo, ou seja, não serve de justificação para as faltas.

Nos termos do disposto no artigo 27.º, n.º 1, alínea b) do Estatuto Político-Administratrivo da Região Autónoma do Príncipe e no artigo 78.º, n.º 1, alínea c) do Regimento da Assembleia Legislativa Regional do Príncipe “Perdem o mandato os Deputados que sem motivo justificado não tomarem assento na Assembleia Regional até à terceira reunião” e prevê o n.º 2 que “A perda de mandato será declarada pelo Presidente da Assembleia Regional, ouvido o Deputado, sem prejuízo do direito de recurso para o Plenário”.

Em contacto, esta manhã, com o representante do MVDP para reagir à decisão do STJ e à possível perda de mandato, o Nestor Umbelina disse que prefere não comentar a decisão do Supremo.

Já, o Presidente da Assembleia Regional do Príncipe, João Paulo Cassandra, referiu que “não esperava outra decisão do Supremo Tribunal da Justiça, uma vez agiu sempre em conformidade com a Constituição, Estatuto e demais Leis da República, e que se dúvidas ainda houvessem sobre o lado onde estava a razão, elas foram agora definitivamente dissipadas com esta decisão”.

Sobre a eventual perda de mandato dos dois Deputados eleitos pelo MVDP, o Lider da Casa Parlamentar da Região, adiantou que procederá, como sempre, em conformidade com as disposições legais vigentes. Porém, antes de declarar a perda de mandato do Nestor Umbelina e de Alzira do Rosário e convidar os dois primeiros Deputados suplentes do MVDP, Natercia Domingas da Silva e Manuel Delgado Morais, dará oportunidade aos Deputados faltosos para se pronunciarem em sede de audiência de interessado, para depois decidir.

Fim/ TC

 

Uma menina é o Bebé do Ano em São Tomé

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Por: Arcangelo Dendê, jornalista da Agência de Notícias STP-Pres

São Tomé, 02 de Jan ( STP-Press) –Uma menina de dois quilos é o primeiro bebé do ano que nasceu, esta terça-feira, no Hospital Doutor Ayres de Menezes, o principal centro hospitalar de São Tomé, na circunstância de um parto normal, soube-se hoje da fonte hospitalar.

A bebé do ano, que recebeu as prendas do novo ministro da saúde, Edgar Neves, é a segunda filha de Jocelina Tavares que disse estar feliz e sentir-se bem “por ela ser a menina do ano”.

O ministro assegurou que presentear o (a) bebé do ano é um acto que circunscreve dois objectivos fundamentais, nomeadamente “incentivar as mães em tudo fazer para que os partos sejam institucionais, nas maternidades” e a preocuparem-se com a “saúde materno-infantil” que, segundo o ministro, é um dos programas mais importante do ministério da saúde e do governo.

O fundo das nações Unidas, FNUAP, em São Tomé, é a organização que patrocinou o presente e se comprometeu em contribuir para o desenvolvimento do país, na melhoria de dados concernentes ao planeamento familiar, redução da mortalidade materna e das práticas nefastas contra as raparigas.

Dados do hospital referem que durante as primeiras horas do novo Ano nasceram sete bebés, inclusive o segundo bebé do ano que por sinal também é uma menina.

São Tomé e Príncipe acaba de repor a hora legal com relógios a retrocederem 60 minutos

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Por: Ricardo Neto, jornalista da Agência de Notícias STP-Press

São Tomé, 01 de Jan ( STP-Press) – São Tomé e Príncipe acaba de repor a sua hora legal quando relógios na madrugada de hoje foram retrocedidos de 02:00 para 01:00, num atraso de mais 60 minutos, pondo fim ao anterior horário adotado há um ano no arquipélago.

A decisão da reposição da hora legal foi tomada há pouco menos de um mês numa reunião de conselho de ministros do governo chefiado pelo primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus em cumprimento de uma das promessas eleitorais a quando das legislativas de 07 de Outubro último.

“ O Conselho de Ministros, relativamente a hora legal de São Tomé e Príncipe, decidiu que a partir de 1 de Janeiro de 2019 será reposta a nossa hora secular” – sublinhou na altura o porta-voz do Governo, Adelino Lucas, o Secretário de Estado para Comunicação Social.

A mudança da hora são-tomense por avanço de mais 60 minutos foi tomada em Janeiro de 2018 pelo antigo governo do ADI, liderado por Patrice Trovoada tendo alegado na altura o enquadramento a um novo plano estratégico e de desenvolvimento do País.

Bastante crítico a decisão do anterior governo, o actual Primeiro-Ministro, Jorge Bom Jesus havia prometido em campanha eleitoral que a reposição da hora legal seria a primeira decisão a tomar na qualidade de Chefe do Executivo são-tomense.

Fim/RN

Presidente manifesta desagrado face as decisões do Parlamento sobre juízes

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Por: Ricardo Neto, Jornalista da Agência de Notícias STP-Press 

São-Tomé, 01 Jan ( STP-Press) –  O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, no seu discurso por ocasião do Ano Novo, manifestou desagrado face a resolução do Parlamento que reconduziu juízes exonerados do Supremo Tribunal de Justiça bem como a que pôs fim as funções dos juízes do Tribunal Constitucional.

“ Face as últimas resoluções da Assembleia Nacional, [Parlamento] em que foram reconduzidos Juízes do Supremo Tribunal de Justiça e exonerados do Tribunal Constitucional, na qualidade de chefe de Estado, não poderia deixar de manifestar o meu desagrado no desfecho deste caso repleto de ingerência”- sublinhou o Presidente da República.

“ Se essa ingerência representa violação dos princípios constitucionais, para muitos observadores ela porém resulta fundamentalmente da descredibilidade notável no seio da classe jurídica, a sua pouca seriedade no exercício do poder judicial” – acrescentou o chefe de Estado são-tomense.

“ As denúncias de crimes de corrupção, crimes contra a segurança de Estado são poucas vezes esclarecidos” disse Evaristo Carvalho numa clara alusão as informações segundo as quais, um juiz teria mandado arquivar há dias o processo de tentativa de golpe de Estado denunciado em Agosto último no arquipélago.

“ Nenhuma comunidade humana sobreviverá quando os direitos básicos não estão assegurados por um sistema judicial justo, idóneo e competente” declarou Evaristo Carvalho,

Tendo sustentado que “ o Estado tem de ser justo e honesto para com os seus cidadãos” Evaristo Carvalho concluiu que “ os que servem o Estado devem estar imbuídos de um profundo sentimento de cumprimento de missão de serviço público”.

Ainda no seu discurso, Presidente Evaristo Carvalho apelou a Assembleia Nacional a reforçar o seu ímpeto legislativo para proporcionar reformas prioritárias ao País e deixou palavras de encorajamento ao governo de Jorge Bem Jesus visando o desenvolvimento sustentável do País.

“ Não posso deixar de encorajar o governo a concentrar com determinação e afinco os seus esforços e meios para implementação do seu programa conferindo particular atenção as questões centrais do nosso desenvolvimento” – disse o Presidente

Evaristo Carvalho disse que“ São-Tomé e Príncipe é um País com futuro” pelo que, apelou a um “maior apego ao trabalho e respeito pelo propriedade privada” para depois finalizar desejando a todos “um 2019 pleno de esperança, saúde, paz e realizações no cumprimento das aspirações”.

Fim

 

Jorge Bom Jesus eleito Melhor Personalidade do Ano-2018

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Texto:Ricardo Neto **Foto: Cristiano Dondo e Lourenço da Silva

São-Tomé, 31 Dez (STP-Press) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus foi eleito a Personalidade do Ano de 2018, com 211 votos, em 2º lugar ficou ex- primeiro-ministro, Patrice Trovoada com 98 votos, na 3ª posição o presidente do governo da ilha do Príncipe, José Cassandra, “Tozé, 15 votos ” de acordo com resultado hoje do tradicional concurso da Rádio Nacional de São-Tomé e Príncipe.

Na categoria da Melhor instituição pública do Ano, a Companhia São-Tomense de Telecomunicações, CST ficou na primeira posição com 126 votos seguida da Televisão São-Tomense, TVS com 70 votos e Hospital Ayres de Menezes na terceira com 30 votos.

Em outras categorias, o cantor são-tomense, Jorge do “Kua Non” foi eleito Melhor Cantor são-tomense-2018 com 76 votos e o próprio agrupamento “Kua Non” venceu o Melhor conjunto musical do ano, com 233 votos enquanto “Pastelin” foi o Bulauê mais votado de 2018 com 202 votos.

Destaque ainda para “ Florentina de Caixão Grande” eleita a melhor Tragédia do Ano, com 101 votos, o “Danço Condo de Pantufo foi o melhor Danço-2018, com 66 votos, ao passo que “Benguela de Palha, venceu na categoria do Melhor carnaval do ano, 102, votos.

Fim/RN

Parlamento põe fim as funções dos juízes do Tribunal Constitucional

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: António Amaral “Mamata” e Lourenço da Silva

São-Tomé, 28 Dez. (STP-Press) –  A Assembleia Nacional, o Parlamento são-tomense decidiu hoje cessar as funções dos cinco juízes do Tribunal Constitucional, tendo fixado um prazo de trinta dias para  eleição de novos juízes de acordo ao “principio da proporcionalidade parlamentar” – soube esta tarde a STP-Press na plenária parlamentar.

A proposta de cessação das funções dos juízes do Tribunal Constitucional foi aprovação esta tarde na plenária com 28 votos favoráveis da maioria parlamentar, formada pelas bancadas MLSTP-PSD com 23 e a coligação-PCD-MDFM-UDD com 5 contra os 19 votos da oposição, sendo ADI com 17 e Movimento Cauê com dois.

Com aprovação desta resolução parlamentar, cessam as funções do juiz presidente do Tribunal Constitucional, José Bandeira bem como dos seus pares, nomeadamente, Carlos Stock, Kotia Menezes, Fábio Sardinha e Jonas Gentil nas qualidades de juízes conselheiros deste tribunal.

Os partidos parlamentares gozam do direito de apresentarem os seus candidatos a próxima votação parlamentar para escolha dos cinco novos juízes do Tribunal Constitucional criado em Janeiro último por iniciativa da então maioria parlamentar do ADI.

A nova maioria formada por MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD argumenta que esta decisão parlamentar visa a “reposição da legalidade no critério de escolha dos juízos” para este tribunal.

A oposição parlamentar ADI votou contra por considerar de um “retrocesso” no processo democrático são-tomense e de uma política sem fundamento da nova maioria que tenciona controlar o poder judiciário.

Além de cessão das funções dos juízes do Tribunal Constitucional, o parlamento decidiu ainda recondizir os quatro juízes que foram exonerados do Supremo Tribunal de Justiça alegando a reposição da legalidade constitucional e das leis da república.

Fim/RN

Juízes exonerados do Tribunal regressam as funções por decisão do Parlamento

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Texto: Ricardo Neto ** Foto: Lourenço da Silva

São-Tomé, 28 Dez. (STP-Press) – Os quatro juízes exonerados do Supremo Tribunal de Justiça foram hoje reconduzidos as suas funções por decisão da Assembleia Nacional, o Parlamento são-tomense alegando ” a reposição da legalidade constitucional e das leis da república”, soube a STP-Press esta tarde na plenária parlamentar.

A proposta de recondução dos juízes foi aprovação esta tarde na plenária com 28 votos favoráveis a maioria parlamentar, formada pelas bancadas MLSTP-PSD com 23 e a coligação-PCD-MDFM-UDD com 5 contra os 18 votos da oposição, sendo ADI com 16 e Movimento Independente Cauê com dois.

Com aprovação desta resolução parlamentar é reconduzido o juiz Silva Cravid para as funções do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça juntamente com os seus pares, Frederico da Glória, Silvestre Lima e Alice Carvalho nas qualidades de juízes conselheiros deste tribunal.

Por outro lado, a resolução destitui do cargo o actual presidente deste Tribunal, Roberto Raposo juntamente com os conselheiros, nomeadamente, Frederico Samba, Eurídice Dias Carvalho e Leopoldo Marques que estavam a ocupar os lugares dos juízes exonerados em Maio último pela então maioria parlamentar do ADI.

A bancada da maioria MLSTP-PSD e a Coligação PCD-MDFM-UDD justificou que a aprovação desta resolução com a “reposição da normalidade e da legalidade constitucional e das leis da república pelo facto do partido ADI ter altura violado as leis e a constituição” neste processo de exoneração de juízes do Supremo Tribunal de Justiça.

A oposição formada por ADI e o Movimento Cauê que votou contra considerou de “ilegal e de violação grosseira” da decisão da maioria tendo sustentado tratar-se de uma “política de má-fé” e que fere o princípio de combate a corrupção.

Fim/RN

 

Ministro do Planeamento defende respeito pelo sigilo de dados pessoais

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Texto: Manuel Dendê ** Foto: António Amaral “InterMamata”

São Tomé, 28, Dez (STP-Press) -O Ministro São-tomense do Planeamento advertiu hoje, em São Tomé, para preservação de dados pessoais no âmbito de utilização de estatística em São Tomé e Príncipe.

Osvaldo Vaz fez a tal advertência quando falava esta manhã na cerimónia de abertura do segundo Conselho Nacional de Estatística a decorrer num dos hotéis da Ilha de São Tomé, no arquipélago São-Tomense.

Ao referir-se aos eixos que propõe incorporar para viabilização do sistema nacional estatístico do país, Abreu, afirmou que ‘’ a inviolabilidade do segredo Estatístico é um […] elemento-chave que visa salvaguardar a privacidade dos cidadãos [São-tomenses] ‘‘.

O Conselho Nacional de um dia, vai compreender duas sessões, onde os participantes vão discutir várias questões, das quais o Plano Nacional de desenvolvimento estatístico, relatório balanço do SEM (2018), Protocolo do INE e a Protocolo de entendimento entre INE e a Câmara do Comercio, INE e o Instituto de Segurança Social.

Contextualizando-o no quarto eixo proposto, o governante bastante optimista, acredita que o segredo estatístico potencia, ‘’a concorrência entre os agentes económicos e garantir a confiança dos informadores no sistema estatístico do país’’.

Na opinião do Ministro, manuseamento de dados estatístico requer tirar melhor proveito de novas tecnologias de informação, na perspectiva de se melhorar a investigação científica na matéria.

Vaz, fez, igualmente, referencia na perspectiva de difusão dos dados, aos quais não ignorou alguns sectores da sociedade, realçando, o papel dos Jornalistas.

Segundo o governante, ‘’os Institutos Nacionais de Estatística têm nos Órgãos de Comunicação Social o parceiro indispensável à potenciação do conhecimento e da utilização da Informação estatística oficial pela sociedade’’.

Apelou para o reforço de parceria com os Órgãos de Comunicação Social, na perspectiva de potenciar mecanismos vigentes para melhor utilização de dados estatísticos do país.

Por sua vez, Elsa Cardoso, Directora-geral do INE, ao intervir, na cerimónia, pontuou que a situação de produção interna de estatística é crítica.

Cardoso, pontua, que ‘’ a situação é crítica em termos de produção de estatística oficiais’’.

Censurou, por exemplo, que Órgãos delegados confrontam-se com múltiplas situações, das quais ausência de recursos humanos, a falta de meios financeiros internos, recursos humanos e ausência de capacitação técnica dos Órgãos delegados produtores de estatística denominado ONDINE.

Marcaram presença na cerimónia de abertura, igualmente, os Ministros de Agricultura, Francisco Ramos, Ministro da Saúde, Edgar Neves e Hélio de Almeida, Governador do Banco Central e diferentes responsáveis de sectores conexos produtores de dados  estatístico em São Tomé e Príncipe.

FIM/ MD

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