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MLSTP/PSD agenda para 11 de Maio o Conselho Nacional para decidir a data do Congresso Extraordinário

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São Tomé, 30 Abr (STP-Press) – O principal partido de oposição, o MLSTP/PSD, convocou para a segunda semana de Maio o seu conselho nacional para discutir e reagendar a data do próximo congresso extraordinário.

De acordo com um comunicado, saído da reunião da sua Comissão Política Nacional, realizada no sábado (27) no Riboque, e presidida por Jorge Bom Jesus, o MLSTP/PSD analisou nesse encontro a situação política nacional e aprovou o novo programa político indicativo para os próximos seis meses, que inclui a realização dos Conselhos Distritais alargados, os conselhos de zona e o Congresso Extraordinário.

No comunicado, o MLSTP/PSD manifesta preocupação, relativamente aos crimes de ofensas corporais, homicídios, violação e abusos sexuais de menores e de mulheres que se têm registado no país, e diz que vai convocar os membros do Governo responsáveis pelas referidas áreas para um debate parlamentar.

A Comissão Política Nacional do MLSTP/PSD também decidiu convocar a reunião do seu Conselho Nacional para o próximo dia 11 de Maio, no sentido de indicar a data do próximo Congresso Extraordinário e proceder a revalidação dos mandatos das comissões de trabalho criadas para o efeito.

O congresso do MLSTP/PSD estava agendado para a primeira quinzena de Março último, mas foi adiado, após o pedido do líder histórico do partido, o ex-presidente da República, Manuel Pinto da Costa.

Fim/STP Press

Mais de duas mil famílias começaram a levantar subsídios no quadro do Programa Família Vulnerável

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São Tomé, 30 Abr 2024 (STP-Press) – Mais de duas mil famílias já começaram a receber subsídios, por via de cartões magnéticos, no âmbito da extensão do Programa Família Vulnerável, recebendo cada agregado 1.300 dobras (cerca de 60 dólares), valor pago de dois em dois meses.

Ontem, muitas das famílias seleccionadas para este tipo de ajudas começaram a receber o cartão que dá acesso ao levantamento do valor em caixas automáticas.

Segundo a chefe do Departamento da Direcção de Protecção Social, Cláudia Benguela, o processo de entrega de cartões teve inicio esta segunda-feira (29), devendo terminar sexta-feira, dia 03, de acordo com a lista que inclui os novos beneficiários.

Esta fase de extensão do Programa Família Vulnerável foi lançada em Outubro do ano passado pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, passando a abranger das 2.500 famílias seleccionadas numa primeira fase para 4.500 famílias, na sequência dos bons resultados obtidos nos últimos anos com a execução do programa que é financiado por Banco Mundial.

O ministro do Trabalho e Solidariedade, Célsio Junqueira, disse que a extensão do programa visa essencialmente combater a pobreza, através da aposta na educação por valorização do capital humano.

O ministro sublinhou que “o valor não é muito, é pouco, … mas que com esse pouco consegue-se fazer alguma coisa, sobretudo, focando mais em crianças em idade escolar e educação parental, através da valorização do capital humano”.

“Nós temos um nível de pobreza bastante elevado e que tem estado a diminuir”, considerou Célsio Junqueira, avançando que “sem intervenção, portanto, do Estado e dos parceiros, as pessoas não conseguiam atingir um mínimo necessário para viver aqui em São Tomé e Príncipe”.

Fim/RN

Jovem xadrezista são-tomense brilha no Open Internacional de Coimbra

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São Tomé, 30 Abr 2024 (STP-Press) – Fábio Costa, o jovem xadrezista são-tomense, considerado por muitos uma das grandes promessas do Xadrez Nacional, voltou a deixar a sua marca no cenário internacional da modalidade, ao ficar na 25ª posição no prestigiado Open de Coimbra,  um torneio que contou com a participação de 150 jogadores de perto de 20 países.

Além de Fábio Costa, São Tomé e Príncipe esteve também representado pelo campeão nacional em título e bicampeão da zona africana 4.3, Sérgio Pereira, que ficou na 79ª posição.

Fábio Costa, de 22 anos, é, neste momento, o atleta nacional com maior variação de rating numa olimpíada, contando no seu palmarés com vários títulos, em que se destacam a maratona de xadrez, campeonato nacional de rápidas, campeonato de honra, campeonato de jovens, sendo três vezes campeão Invicto dos Invictus, todas as provas disputadas em S.Tomé. Recentemente em Portugal, sagrou-se campeão do IPB (Instituto Politécnico de Bragança), onde está a licenciar-se em Engenharia Eletrotécnica.

Devido a compromissos com a formação, o atleta tem participado em poucas competições presenciais, e tem estado mais activo nas principais plataformas online, como chess.com e lichess, onde ostenta um rating de rápidas superior a 2500, sendo o único são-tomense a alcançar tal feito.

Fim/STP Press/MF

Príncipe comemora hoje os 29 anos de autonomia

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São Tomé, 29 Abr 2024 (STP-Press) – A  presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento, presidiu esta manhã, na cidade de Santo António, o acto central do 29º aniversário da autonomia regional do Principe.

Celmira Sacramento reconheceu que a autonomia “trouxe vários benefícios tangíveis e intangíveis para a ilha e sua população”, acrescentando que “a elevação da ilha do Príncipe a categoria da Região Autónoma, além de impulsionar a descentralização e desconcentração do poder político,  trouxe vários benefícios tangíveis e intangíveis para a ilha e sua população, pelo facto de fortalecer sua capacidade de autogovernarão e promoção do seu desenvolvimento socioeconómico e cultural”.

A presidente do Parlamento são-tomense destacou os ganhos obtidos pela ilha, nomeadamente, o seu reconhecimento como Reserva Mundial da Biosfera, “graças a sua biodiversidade excepcional e única”, defendendo a preservação do meio ambiente numa perspectiva do desenvolvimento sustentável para a Região Autónoma do Príncipe.

Celmira Sacramento disse também ser necessária a adaptação de medidas que permitam a conservação do ecossistema natural e protecção de áreas chaves, no sentido de se relançar actividades geradoras de riqueza, como o ecoturismo, agricultura e desenvolvimento e o envolvimento das comunidades na gestão dos recursos naturais.

“As peculiaridades geográficas, culturais e ambientais constituem… uma importância da Região Autónoma do Príncipe como destino turismo da nossa sub-região e no mundo”, concluiu a presidente do Parlamento são-tomense.

Já o presidente do Governo Regional, Filipe Nascimento, definiu os ganhos da autonomia como “um mecanismo de reforço da unidade e de solidariedade, visando o desenvolvimento sustentável não apenas da ilha do Príncipe, mas de todo o país”.

Além de ter manifestado a disponibilidade das autoridades regionais num eventual processo de revisão da constituição, Filipe Nascimento defendeu a implementação de “projectos mais realistas”, sobretudo nas áreas do turismo, agricultura, do acesso à saúde, a questão energética, bem como a criação de postos de emprego, sobretudo para a camada jovem.

Nas comemorações dos 29 anos de autonomia do Príncipe estiveram, além da presidente da Assembleia Nacional, vários membros do Governo Central, representações das agências internacionais sediadas em São Tomé, convidados estrangeiros, entre outras individualidades.

Nem a chuva que caía desde as primeiras horas do dia, impediu a população de se concentrar para acompanhar o acto central e as manifestações culturais decorrentes.

Fim/RN

São Tomé e Príncipe é o menos devedor dos PALOP’s a Portugal

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São Tomé,  29 Abr 2024 (STP-Press) – A dívida dos países africanos de língua oficial portuguesa a Portugal passou de 1,2 mil milhões no ano 2000 para mais do dobro em 2022. Angola é responsável por 1.054 milhões de euros da dívida total.

A dívida bilateral dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a Portugal duplicou nos últimos 25 anos, chegando a 2,5 mil milhões de euros em 2022, depois de ter atingido o pico em 2013.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, a dívida dos PALOP’s a Portugal era de 1,2 mil milhões de euros em 2000, sendo Angola, a maior economia lusófona africana, o maior devedor, excepção verificada entre 2014 e 2017, quando o endividamento de Moçambique era maior.

O Banco de Portugal indica que a dívida dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa a Portugal, no final de 2022, era de 2.565 milhões de euros, sendo Angola responsável por 1.054 milhões de euros dessa dívida, numa lista em que São Tomé e Príncipe é o país menos devedor, com apenas 84 milhões de euros, tendo atingido o pico em 2013, ano em que os PALOP chegaram a dever 3.581 mil milhões de euros.

O Banco de Portugal esclarece que ao longo dos anos têm sido tentadas um conjunto de iniciativas para a redução da dívida bilateral dos PALOP’s a Portugal, sendo a mais recente a iniciativa a ideia de trocar parte do valor em dívida por investimentos climáticos, num modelo em que o país devedor canaliza a verba em dívida para projetos que beneficiem o ambiente ou combatam ou fortaleçam a resiliência do país às alterações climáticas.

Portugal acordou com Cabo Verde e com São Tomé e Príncipe um alívio com troca da dívida bilateral por investimentos climáticos no mesmo valor, sendo que o acordo assinado com Cabo Verde prevê 12 milhões de euros e com São Tomé e Príncipe 3,5 milhões de euros.

Em 2022, a dívida total de Cabo Verde a Portugal era de 630 milhões de euros e a de São Tomé e Príncipe era de 84 milhões de euros, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

À luz da iniciativa de trocar parte do valor em dívida por investimentos climáticos, prevê-se a criação de um fundo internacional, no caso de Cabo Verde, e nacional, no caso de São Tomé e Príncipe, em que Portugal canalizará o valor que é pago pelos dois países para os investimentos climáticos a serem desenvolvidos nesses países. O procedimento é obrigatório para não haver um perdão nem uma reestruturação da dívida, do ponto de vista financeiro, que poderia levar a uma descida no ‘rating’ de Cabo Verde, já que São Tomé e Príncipe não tem rating atribuído.

O novo Governo português de Luís Montenegro considerou já a ideia de positiva e mantém a intenção de alargar o modelo a outros países africanos lusófonos, segundo avançou à agência Lusa, o secretário de Estado português para os Negócios Estrangeiros e Cooperação, Nuno Sampaio, quando abordado sobre a questão.

“Portugal tem neste momento uma experiência em curso muito interessante com Cabo Verde de troca de dívida, onde a amortização da dívida de Cabo Verde será convertida, para já, no valor de 12 milhões de euros num contributo para um fundo ambiental. Esta é uma forma concreta, mas também sustentável e inovadora, e é com este tipo de soluções que temos que abordar a questão do financiamento”, defendeu o secretário de Estado português.

Fim/MF/Lusa

Presidente da República vê com “normalidade” a questão de Portugal vir a reparar às antigas colónias

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São-Tomé, 28 Abr 2024 (STP-Press) – O Presidente da República, Carlos Vila Nova, no regresso ao país, depois de participar nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, disse este sábado, que vê “com normalidade” a questão de Portugal vir a reparar os países que colonizou, tal como tem defendido o seu homologo português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionado sobre a questão, Vila Nova disse que “eu vejo isto com normalidade até porque ao nível de outras potências colonizadores, este processo já está um bocado mais avançado, já está em discussão…”.

“No nosso caso, Portugal colonizou cinco países em Africa e essa colonização hoje é parte da nossa história, a descolonização pode estar resolvida, mas, aspectos de maus tratos, violências e outros que ocorreram podem não estar resolvidos”, sustentou Carlos Vila Nova.

O Chefe de Estado frisou ainda que “se Portugal traz isto ao quotidiano, acho que é de todo relevante, para que se discuta e reveja também esse aspecto e, nós continuarmos a aproximarmos cada vez mais, porque isto não nos vai separar”.

“Vai ser de forma transparente e clara nós olharmos para aquilo tudo que foi benéfico ou que prejudicou outros países, analisarmos e tirar as ilações e resolvermos a situação”, avançou Carlos Via Nova.

Na cerimónia das celebrações dos anos 50 anos de 25 de Abril, a direita portuguesa voltou a tecer duras críticas ao Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, que tem insistido que o Governo português deve avançar com a reparação histórica às antigas colónias.

Fim/RN

Marcelo Rebelo de Sousa volta a insistir na necessidade de Portugal indemnizar as ex-colónias

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São Tomé,  28 Abr 2024 (STP-Press) – O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, voltou a insistir na necessidade de Portugal “reparar” às ex-colónias, por séculos de colonização, apontando agora ao Governo de Luís Montenegro várias “formas de reparar” esse passado, desde “o perdão de dívidas, a cooperação, a concessão de linhas de crédito e de financiamento”.

Marcelo justifica que “pedir desculpa é uma solução fácil para o problema”.

Recorde-se que na véspera do 25 de Abril, nos 50 anos da Revolução dos Cravos, o presidente português tinha sido contundente ao dizer que “temos de pagar os custos” do colonialismo, deixando duas perguntas directas: “Há acções que não foram punidas e os responsáveis não foram presos?” “Há bens que foram saqueados e não foram devolvidos?” – e um “vamos ver como podemos reparar isto”.

Marcelo Rebelo de Sousa, que discursava na inauguração do Museu da Resistência, no Forte de Peniche, defende que bens patrimoniais devem ser devolvidos e sugere perdão de dívidas, reforçando o discurso da “reparação” – que se faça o levantamento dos bens patrimoniais das ex-colónias em Portugal para devolução.

“Continuar esse processo”, que é “uma questão que tem de ser tratada pelo novo Governo, em respeito com as funções executivas do Governo e tem de ser tratada em contacto com esses Estados”, disse o Presidente da República de Portugal.

Entretanto, quer o novo Governo, quer os principais partidos portugueses, PS, PSD e CDS, que estiveram três dias em silêncio, sem reagir ao discurso de Marcelo, aquando dos cinquenta anos do 25 de Abril, decidiram ontem reagir às insistências “constantes” do Presidente da República portuguesa.

O Executivo de Montenegro, diz em comunicado, que não tinha “intenção” de responder publicamente a Marcelo Rebelo de Sousa, recorda ao Presidente da república, que “as relações do povo português com todos os povos dos Estados que foram antigas colónias de Portugal são verdadeiramente excelentes, assentes no respeito mútuo e na partilha da História comum” e que o Estado Português “tem tido gestos e programas de cooperação de reconhecimento da verdade histórica com isenção e imparcialidade”.

“A propósito da questão da reparação a esses Estados e aos seus povos pelo passado colonial do Estado português, importa sublinhar que o Governo actual se pauta pela mesma linha dos Governos anteriores. Não esteve, e não está em causa nenhum processo ou programa de ações específicas com esse propósito”, garante o Executivo em comunicado.

O comunicado do Governo de Montenegro questiona o facto de “um Presidente publicamente intervir” em matérias da “competência de um Governo”, sugerindo um polémico “perdão de dívidas” como “reparação”, ao mesmo tempo que mistura nessa ideia “a concessão de linhas de crédito e de financiamento” – que “já existem” – e “a cooperação” que tem sido “cada vez mais intensa e estreita, assente na reconciliação de povos irmãos”.

A propósito da questão, e segundo o que se sabe, e o que apuraram os órgãos de comunicação social portugueses, “até ao momento, quer os anteriores como os actuais governos, nem Angola, nem Moçambique, nem Cabo Verde, nem São Tomé e Príncipe, nem Guiné-Bissau e nem sequer o Brasil fizeram qualquer pedido de “restituição” de património cultural presente em museus portugueses”. Segundo as mesmas fontes “nunca houve qualquer pedido de devolução”. E a questão não é não ter havido “pedidos nos últimos anos, – nunca houve qualquer solicitação, formal ou não, de restituição do que quer que fosse”, concluíram as mesmas fontes.

Fim/MF/JN

TAAG prevê retomar voos para Praia via São Tomé no segundo semestre

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São Tomé,  28 Abr 2024 (STP-Press) –  As Linhas Aéreas de Angola (TAAG) deverão retomar ainda este ano os voos entre Luanda e Praia, com escala em São Tomé, disse na sexta-feira (26) o presidente da companhia, António dos Santos Domingos, à saída do encontro com o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, em Mindelo, ilha de São Vicente.

“Esse é um desafio que temos, não só para a TAAG e para a TACV [Transportadora Aérea Cabo-verdiana], mas para os dois povos, no caso, os nossos três povos, Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde”, afirmou António dos Santos Domingos.

De recordar que a TAAG suspendeu no final de 2016 os voos diretos entre Luanda e Praia, via São Tomé, alegando insustentabilidade da rota.

O presidente da companhia aérea angolana disse agora que “como a TAAG vai receber novas aeronaves entre Julho e Setembro próximos, a partir dessa altura poderá dizer-se o dia concreto do retomar da operação entre as três capitais”.

Questionado sobre os moldes da operação, o responsável respondeu que a empresa está em contactos, explicando que as questões económicas “pesam muito” sobre a frequência das ligações.

“Nós estamos em negociações com a TACV para encontrarmos a melhor frequência”, referiu.

Sabe-se que a Transportadora Aérea Caboverdiana faz ligações internacionais para Lisboa, Paris e Bérgamo, operando com dois aviões, um deles alugado desde Março de 2022 à congénere angolana TAAG. Aproposito, António dos Santos Domingos avançou que o contrato de ‘leasing’ com a companhia de bandeira cabo-verdiana vai ser renovado por mais um ano.

A TAAG mantém ligações aéreas regulares para São Tomé e Príncipe, desde os primeiros anos da independência do país, em 12 de Julho de 1975, operando, ora, três voos semanais, ora dois, em função da procura da época.

Fim/TAAG/MF

Marinha Portuguesa entrega lancha rápida recuperada a São Tomé e Príncipe

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São-Tomé, 28 Abr 2024 ( STP-Press ) Uma embarcação de alta velocidade, com ligações prováveis ao narcotráfico, que foi encontrada arrojada em Março de 2022 na praia das Bicas, em Sesimbra, Portugal, foi recuperada pela Marinha Portuguesa e enviada no sábado (27) para São Tomé e Príncipe.

Segundo a notícia, que vem publicada na página online do jornal “País Ao Minuto”, citando um comunicado da Marinha Portuguesa, a embarcação vai reforçar o dispositivo militar português, estacionado em São Tomé e Príncipe, nomeadamente, através do navio-patrulha NRP Centauro, ao abrigo do acordo entre os dois países para a segurança no Golfo da Guiné, contra a pirataria marítima, tráfico de armas, contrabando e outras acções criminosas que se registam na zona.

A embarcação quando encontrada “encontrava-se muito danificada, estando o casco estruturalmente integro”. “Dos quatro motores fora de borda que a equipavam, dois teriam sido perdidos e os outros dois encontravam-se inoperacionais e irrecuperáveis”, explica a nota da Marinha Portuguesa.

“A sua recuperação visou, entre outras ações, a reparação estrutural do casco; o reforço da sua flutuabilidade, com recurso a espuma especial de célula fechada; a instalação de novos motores fora de borda; a total reconfiguração de cablagem eletrónica; do sistema de baterias e a instalação de bancos, que permitam acomodar em segurança todos os tripulantes. Foi, também, instalado um sistema de comunicações por satélite, uma cobertura em lona impermeável, que permite proteger a guarnição e equipamentos da exposição solar, bem como para proteção balística e a possibilidade de ser montada uma metralhadora MG3 à proa”, segundo a mesma fonte.

A embarcação foi recuperada pela Célula de Inovação e Experimentação Operacional de Sistemas Não Tripulados (CEOV), em parceria com o Centro de Manutenção da Autoridade Marítima Nacional (CM AMN).

Desse modo, o “casco” foi dado como perdido a favor do Estado português e entregue, por despacho do Ministério Público, ao projecto de capacitar a Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe.

Completamente renovada, e com destino traçado, a embarcação foi apelidada de ‘Príncipe’. Possui um comprimento de 12, 8 metros, 2,7 metros de boca (largura máxima) e terá uma guarnição de 10 elementos, constituída por fuzileiros portugueses e militares da Guarda Costeira são-tomense, juntando-se assim ao NRP Centauro.

Com esta “EAV”, “para além do reforço de mais um meio para a missão de fiscalização marítima e busca e salvamento, a Marinha Portuguesa passa a dispor de uma embarcação com as capacidades offshore para intervenções rápidas de apoio ao Destacamento de Acções Especiais dos Fuzileiros, que, por exemplo, podem saltar de paraquedas em pleno mar, exponenciando este tipo de operações contra todo o tipo de crime marítimo na região”, termina o comunicado da Marinha Portuguesa.

Fim/MF/Marinha Portuguesa

Governo anuncia pagamentos de subsídio de férias já a partir de Abril

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São-Tomé, 26 Abr 2024 (STP-Press) – O Governo vai começar a pagar, já a partir do mês de Abril, o subsídio de férias aos funcionários públicos, segundo um calendário de pagamentos que indica o mês a que cada sector, afecto ao determinado ministério, recebe.

Em entrevista à Rádio Nacional, em resposta à circular nº10 do Ministério do Planeamento e Finanças, que orienta o pagamento do referido subsídio, a directora do Orçamento Tesouro, Jukísia Salvador, explica que esta modalidade de pagamentos deve-se “à disponibilidade financeira do Estado, bem como da especificidade de cada ministério, sobretudo em termos de número de funcionários e da expectativa à volta da arrecadação de receitas”.

Excepção será aos sectores afectos ao Ministério da Educação, que “inicialmente estava previsto para receberem no mês de Agosto, mas, atendendo, à questão da greve, em concertação com o próprio líder dos sindicatos, entendeu-se antecipar esse pagamento para Abril, … neste mês de Abril, portanto, o Ministério da Educação vai receber o salário e o subsídio de férias”, explicou a directora de Orçamento.

De acordo com o mapa de pagamentos, no mês de Maio serão pagos os Ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas; Juventude, Desporto e Empreendedorismo e as Câmaras Distritais. No mês de Junho serão os Ministérios do Planeamento e Finanças, Economia e o do Trabalho e Assuntos Sociais.

Julho recebem as instituições ou sectores afectos ao Gabinete do Primeiro-Ministro, os Ministérios dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades e o da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos e os Organismos com Autonomia Financeira e Patrimonial e a Região Autónoma do Príncipe.

Já em Setembro será a vez dos Ministérios da Defesa, Ambiente e das Infraestruturas e Recursos Naturais, encerrando Outubro com o Ministério da Saúde e dos Direitos da Mulher, a Procuradoria-Geral da República e Encargos Gerais do Estado.

É a primeira vez que o Estado são-tomense paga o subsídio de natal aos funcionários públicos, apesar de a lei de pagamento desse subsídio ter sido aprovada em 2018, nomeadamente, através do estipulado na alínea 2 do artigo 220º da Lei 2/2018 do Estatuto da Função Pública, e depois conjugada aos números 4 e 5 do artigo 19º da Lei 03/2024, Lei que aprova o OGE do ano 2024.

Fim/RN

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