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Governo aprova a resolução que autoriza Federação de Futebol reabilitar o Estádio Nacional 12 de Julho

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São-Tomé, 01 Dez. 2023 ( STP-Press ) – O Governo aprovou numa das suas sessões do conselho de Ministros a resolução que autoriza a reabilitação do Estádio Nacional 12 de Julho pela Federação Santomense de Futebol – soube-se hoje em São Tomé.

A resolução já foi promulgada pelo Presidente da República e aguarda-se a entrega oficial da infraestrutura ao órgão que rege o futebol no país.

Na resolução constam algumas condições por parte do Governo como a entrega desta infraestrutura não pôr em causa a realização das actividades diárias da federação santomense de Atletismo.

Tanto a Federação santomense de Futebol como a de Atletismo terão livre acesso ao Estádio bem como o Ministério da Juventude e Desporto.

O ESTÁDIO Nacional 12 de Julho sofreu a última intervenção em 2010, mas, no entanto, em 2022 foi interditado de acolher jogos da CAF e da FIFA por não responder as exigências desses organismos internacionais de futebol.

A infraestrutura histórica do país é o único que detinha condições de acolher os jogos.

Um dos eventos realizado neste local foi os jogos juvenis da CPLP em 2018.

Fim/STP-Press

A taxa de cobertura global da proteção social em São Tomé e Príncipe aumentou 7,3% de 2019 a 2021

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São-Tomé, 01 Dez. 2023 ( STP-Press ) – A taxa de cobertura global da proteção social em São Tomé e Príncipe aumentou 7,3% de 2019 a 2021, resultante da subida de 14, 8% em 2019 para 22,1% em 2021, de acordo com o primeiro boletim estatístico sobre a proteção social lançado hoje em cerimónia, em São Tomé, presidida pela ministra dos Direitos da Mulher, Maria Milagre.

Segundo a ministra Maria Milagre este boletim estatístico é o primeiro ensaio e síntese do relatório as actividades realizadas pelos regimes de Proteção Social de São Tomé e Príncipe, desenvolvidas pelos serviços do Instituto Nacional de Segurança Social e a Direção de Proteção Social, Solidariedade e Família durante o período de 2019 a 2021.

Maria Milagre adiantou que este boletim estatístico servirá de alicerce para estudos sobre condições de vida e, ainda para programação, planificação, monotorização e avaliação das políticas públicas, apoiando o governo a se orientar nas políticas públicas ao desenvolvimento.

De acordo com o boletim no período em que o relatório incide, 2019 a 2021, o regime contributivo contava com 24.987 beneficiários activos em 2021, correspondendo a um aumento de cobertura de 30,1% em 2019 para 34,8% em 2021. Os beneficiários do sexo masculino tiveram um crescimento de 24,4% e feminino de 16,6%.

O documento revela ainda que os pensionistas com idade acima da reforma aumentaram de 5.658 ( 2.924 do sexo masculino e 2.734 do sexo feminino) para 5.928 ( 3.002 do sexo masculino e 2.926 do sexo feminino) no mesmo período, o que corresponde  a um aumento de 5,0% , sendo que os pensionistas de sexo feminino aumentaram aproximadamente 10,0%.

No regime não contributivo, o número de beneficiários aumentou significativamente de 2019 para 2021 de 4.200 beneficiários para 16.315 beneficiários em 2021 devido sobretudo, a introdução de novos programas temporários de proteção social em resposta à crise da Covid-19. Para o sexo masculino houve um aumento de 2,3% da cobertura e 10,5% para o sexo feminino.

Fim/RN

Empresários da Santa Maria da Feira de Portugal querem investir em São-Tomé e Príncipe

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São-Tomé, 01 Dez. 2023 ( STP-Press ) – Um grupo de empresários da Santa Maria da Feira de Portugal manifestou o interesse de investir no marcado são-tomense, durante um NetWorking quinta-feira entre a Agência de Promoção do Comércio e Investimento, ACP e uma missão institucional e empresarial deste município português.

Além da delegação empresarial portuguesa chefiada pelo Presidente da Camara Municipal de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, o NetWorking contou a presença o diretor da Agência de Promoção do Comércio e Investimento, ACP, Alfredo da Trindade bem como um representante da Camara Distrital de Agua-Grande, Gualter Vera Cruz e vários empresários são-tomenses.

Na sua intervenção, Presidente da Camara Municipal de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, que exerce também as funções de Presidente da Associação de Desenvolvimento Regional das Terras de Santa Maria manifestou todo interesse dos empresários deste município português de investir no arquipélago em várias áreas de actividades.

“São Tomé e Príncipe tem potencial desde do turismo, agricultura, as pescas…”- disse Emídio Sousa, sublinhando que “vocês [são-tomenses] têm aqui produtos muitos bons a que se explorar isto, é esta parceria que viemos cá para incentivar”

Tendo declarado que o arquipélago são-tomense tem “oportunidades extraordinárias e o mundo de negócio deve ser conduzido por privados”, Emídio Sousa disse que “ é isto que nós queremos trazer para aqui [ São Tomé e Príncipe]”.

“Eu percebo que São Tomé e Príncipe tem instituições fortes, a democracia funciona, há alternância governativa, portanto já há aqui uma base muito boa para se trabalhar…”, adiantou, o Presidente da Camara Municipal de Santa Maria da Feira que é também Presidente da Associação de Desenvolvimento Regional das Terras de Santa Maria.

Na sua intervenção o diretor da Agência de Promoção do Comércio e Investimento, ACP, Alfredo da Trindade disse que “forjamos esta sessão de NetWorking para dar aos nossos empresários a oportunidade para apresentarem as suas empresas. Também ouvir do outro lado e estabelecer estas pareceria”

“ Esta sessão de NetWorking é para troca de experiencias, troca de conhecimentos e quiçá estabelecimento de parcerias comerciais”, disse Alfredo da Trindade sublinhando que “parece-me que já tem havido alguns sinais de que será possível”.

Em representação da Câmara de Agua-Grande, Gualter Vera Cruz disse que “temos como actividade essencial no nosso distrito, o comércio, os serviços, o turismo e as pescas. Naturalmente interessamos muito esta troca de experiencias porque acreditamos que nosso sector privado precisa de alavancar em vários sectores. E, fruto disto é este intercâmbio que hoje testemunhamos com empresários de Santa Maria da Feira”.

Fim/RN

COP28“ A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas é uma chance – se todos arregaçarmos as mangas”

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Por: Annalena Bearbock, Ministra Federal de Negócios Estrangeiros da República Federal da Alemanha

São-Tomé, 30 Nov. 2023 ( STP-Press ) –  Uma agricultora no Níger cujos campos secaram pela ação do calor. Um pai em Palau que não sabe se sua casa ainda estará de pé quando seus filhos forem crescidos – ou se o aumento do nível do mar vai engolir sua aldeia. Prefeitas na Espanha, na Alemanha e na Lituânia que têm de encontrar uma forma de proteger suas cidades tanto da escassez de água como de tempestades cada vez mais perigosas.

Seja para que país do mundo olhemos, vemos a mesma crise: a crise climática.Esta crise é o maior desafio à segurança do nosso tempo. Afeta todos nós – com diferentes graus de intensidade, mas sempre de modo implacável. O que me dá esperança é que nós temos os conhecimentos, a tecnologia e também os instrumentos para mitigarmos, em conjunto, a crise climática. Só precisamos de vontade política.

Já em 2015 a comunidade internacional demonstrou possuir essa vontade quando lançou as bases para um novo mundo neutro em termos climáticos com o Acordo de Paris. Em consequência disso, quase 170 países estabeleceram seus próprios objetivos climáticos ambiciosos. Desde então, a expansão das energias renováveis acelerou de forma dramática.

Mas quando, dentro de poucos dias, nos reunirmos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas no Dubai, é também com a consciência de que estamos numa corrida contra o tempo – e até agora fomos lentos de mais.

A COP é uma chance enorme para acelerarmos o passo e devemos aproveitá-la em conjunto com alianças de países pioneiros. Pois em Dubai vamos começar por fazer o “balanço global”, acordado em Paris, de nossos progressos no cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris, e vamos definir onde são necessários reajustes.

Do ponto de vista da Alemanha, há três pontos centrais. Em primeiro lugar, temos de acelerar drasticamente o ritmo da transição energética global até 2030. Pois cada tonelada de CO2 que um país emite nos prejudica a todos. De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), temos de reduzir as emissões globais em pelo menos 43% ainda nesta década. Cada porcento de gases de efeito estufa que reduzimos significa menos secas, menos inundações, menos vidas perdidas.

Na UE, preparamos o caminho para a neutralidade climática até 2050 com o Pacto Verde. Na Alemanha, nos comprometemos por lei a alcançar a neutralidade climática até 2045.Mas a transição energética é uma tarefa global.É por essa razão que queremos acordar em conjunto na COP o objetivo de triplicar as energias renováveis, duplicar a eficiência energética e abandonar gradualmente os combustíveis fósseis,e, com isso, deixar bem claro que a transição para um sistema energético praticamente livre de fontes fósseis já está em curso.

Em segundo lugar, nosso melhor recurso no combate à crise climática é a solidariedade. É por isso que estamos lado a lado com as pessoas que menos contribuíram para a crise climática, mas que são hoje os que mais sofrem com / os mais afetados por suas repercussões.

A Alemanha aumentou seu financiamento anual para a luta contra as mudanças climáticas três anos antes do previsto para mais de seis bilhões de euros dos nossos recursos orçamentais. Esse é nosso contributo para a promessa dos países industrializados de alocar 100 bilhões de euros para a luta contra as mudanças climáticas – e estamos confiantes que essa promessa vai ser cumprida já este ano.

Sabemos que existem já hoje efeitos da crise climática que não podem mais ser revertidos. É por isso que estamos fazendo avançar com determinação o processo de adaptação às mudanças climáticas, apoiando de forma particular os países em desenvolvimento. O contributo de todos os doadores para a adaptação deverá ser duplicado para USD 40 bilhões o mais tardar até 2025. A Alemanha dará seu contributo para alcançar esse objetivo.

Na última Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas acordamos a criação de um fundo de perdas e danos, e mais recentemente, em Abu Dhabi, negociamos os detalhes finais. Agora, na COP28, chegou a altura de efetivar esse acordo e de encher o fundo com dinheiro.

E é de importância central que os recursos beneficiem em primeira linha os países mais vulneráveis e que todos os países que possam contribuir para o fundo o façam. Isso inclui, naturalmente, os países industrializados. Mas também inclui os países que lucraram muito com os combustíveis fósseis ou que puderam alcançar taxas de crescimento muito elevadas nos últimos anos. Temos todos uma obrigação neste sentido.

É por isso que nós queremos, em terceiro lugar, investir em nossas parcerias na COP. Sabemos que os requisitos para o sucesso da transição energética e da proteção do clima são diferentes em cada um dos países. E sabemos que o processo de mudança profunda que a transformação verde acata só pode funcionar se for socialmente justo. Vamos apoiar nossos parceiros neste sentido.

É algo que traz benefícios para todos, porque cada investimento em painéis solares, em hidrogênio verde ou em tecnologias de isolamento térmico representa uma chance de crescimento, de criação de postos de trabalho e de garantia do abastecimento energético. É por isso que vamos ampliar as parcerias nas áreas do clima, da energia e do desenvolvimento, pois são parcerias em que ambos os lados se beneficiam e podem aprender um com o outro.

Porque nenhum país deveria ter de decidir entre desenvolvimento e proteção do clima. Cada sociedade tem seu próprio caminho.O mais importante é que nós todos tenhamos o mesmo objetivo: um futuro resiliente e neutro em termos climáticos, no qual nossos filhos possam viver em segurança e prosperidade. Estes dias em Dubai são uma chance para nós seguirmos esse rumo em conjunto.

Devemos agarrar essa chance.

Fim / AB

Parlamento infanto-juvenil com apoio da Assembleia Nacional quer erradicar violência nas escolas

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São-Tomé, 29 Nov. 2023 ( STP-Press ) – Iniciou, esta terça-feira, 28, na cidade de Angolares (distrito de Cauê), ao sul da Ilha de São Tomé, a sessão de palestra de sensibilização do Parlamento infanto-juvenil, que vai percorrer  em todos os distritos do país, inclusive a Região Autónoma de Príncipe, destinada a combater todas as formas de violência nas escolas.

No acto inaugural, o presidente do parlamento infanto-juvenil, Wheiriny Quaresma, no seu discurso, exortou aos jovens o uso de diálogo e compreensão na busca de solução dos problemas do que o uso da violência.

A iniciativa em curso conta com o apoio da comissão especializada para os assuntos sociais, educação, ciência e cultura da Assembleia Nacional (Parlamento são-tomense) e surge no quadro das actividades do parlamento infanto-juvenil para essa sessão legislativa.

A violência nas escolas, de acordo com o Presidente da Terceira Comissão especializada da Assembleia Nacional, o deputado Ossáquio Riôa, a prática de violência constitui um problema actual. Ainda segundo o mesmo, com estas palestras nas escolas pretende-se contribuir para a erradicação deste flagelo, “uma vez que os jovens estudantes têm o poder de transformar a sociedade são-tomense no futuro.”

A Organização das Nações Unidas para Ciência, Educação e Cultura (UNESCO) reconheceu, no último mês de Novembro, na circunstância das celebrações em alusão ao dia contra a violência nas escolas, 2 de Novembro,   que a violência escolar em todas as suas formas é uma violação dos direitos das crianças e adolescentes à educação, à sua saúde e bem-estar.

Comemorado sob o lema “não há lugar para o medo: acabar com a violência escolar para melhorar a saúde mental e a aprendizagem”, a data convoca Estados-membros, parceiros das Nações Unidas, organizações internacionais e regionais relevantes, bem como a sociedade civil, incluindo organizações não-governamentais, indivíduos e outras partes interessadas, para ajudarem a promover e celebrar esse dia internacional.

Este dia também serve para multiplicar apelo aos estudantes, aos pais, aos membros das comunidades educativas, às autoridades educativas e a uma série de sectores e parceiros, incluindo a indústria tecnológica, para que se unam na prevenção de todas as formas de violência e na promoção de ambientes de aprendizagem seguros, tão importantes para a saúde, bem-estar e aprendizagem de crianças e jovens. 

Fim/AD

Rádio Nacional, STP-Press e Associação dos Doadores de Sangue, + Vida assinam acordo de parceira

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São-Tomé, 28 Nov. 2023 ( STP-Press ) –  A Radio Nacional, a Agência de Noticias, STP-Press e a Associação dos Doadores de Sangue, + Vida, assinaram hoje um protocolo de parceria e cooperação visando a sensibilização da população em matéria de doação de sangue.

O documento foi rubricado esta manhã nas instalações da Radio Nacional, tendo sido assinado pelo Director desta estação emissora e da STP-Press, Mateus Ferreira e pelo presidente da Associação são-tomense dos Doadores de Sangue, mais vida, Miqueias Frotas.

Em declarações a imprensa, o presidente da Associação são-tomense dos Doadores de Sangue, +vida, Miqueias Frotas disse este acordo sem fins lucrativos visa essencialmente a transmissão de todas as informações a respeito de doação de sangue com finalidade de salvar vidas humanas.

“ A cobertura da Radio Nacional e da Agência STP-Press será uma grande valia para nossa instituição de maneira que a pessoa tenha conhecimento sobre a doação do sangue”, adiantou Miqueias Frotas.

Já na sua declaração, o Director da Radio Nacional e da Agência de Notícias STP-Press, Mateus Ferreira disse que este protocolo visa criar nos dois órgãos “ um espaço de divulgação, promoção, sensibilização de tudo que é actividade de doadores de sangue e desta associação no sentido de fazer com que “ as pessoas vejam essa necessidade de doar sangue”.

“ Como se diz, a desgraça quando menos esperamos ela acontece, dai que temos de estar preparados para esses desafios e, dai que Radio Nacional e STP-Press se envolvem com associação no sentido de divulgar todo tipo de mensagem, no sentido de sensibilizar a população para esta necessidade de dar sangue” – sublinhou Mateus Ferreira.

Fim/RN,JS

Já entrou em vigor o Decreto-lei que permite a criação de Regime Especial de Contratação para os trabalhadores com nível inferior ao 9º ano

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São-Tomé, 28 Nov. 2023 (STP-Press) –A decisão surge no âmbito da entrada em vigor da Lei n.º 4/2018 (Lei Base do Sistema Educativo), que determina que a escolaridade mínima obrigatória passa a ser 9.ª classe, impossibilitando os que têm nível de escolaridade inferior obterem a legalização do vínculo contratual na Administração Pública.

São os casos dos que concorrem a lugares de encarregados de limpeza, contínuos, cantineiras, seguranças, guardas e jardineiros que, devido a equiparação com o pessoal operário e auxiliar, devem ter o mínimo de escolaridade obrigatória para o enquadramento.

Um comunicado do Conselho de Ministros, distribuído ontem (27) à Comunicação Social, justifica a decisão com o facto de permitir que os têm escolaridade abaixo do 9º ano também possam prestar serviços com vínculo contratual legal nas escolas públicas, hospitais, centros de saúde e todos os outros serviços da Administração Pública.

O Decreto-lei que permite a criação de Regime Especial de Contratação foi aprovado em 09 de Agosto do presente ano, tendo sido ontem (27) promulgado e publicado sob o n.º 13/2023. O Governo vem assim informar que doravante já poderão ser legalmente contratados todos os queiram exercer as funções acima referidas e que não tenham a escolaridade mínima de 9º ano.

Fim/MF

Patrice Trovoada participa na COP 28 e no 75º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos

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São-Tomé, 27 Nov. 2023 ( STP-Press ) –O primeiro-ministro Patrice Trovoada, deixou, este sábado, o país com destino ao Emirados Árabes Unidos (Dubai) para participar na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP28) e, posteriormente, participar nas celebrações dos 75º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos ao convite da ONU.

“Vamos discutir mais uma vez as alterações climáticas e, sobretudo, vamos fazer advocacia de países frágeis, como nosso, que precisam de mais fundo para combater as alterações e mitigar todos os efeitos”, explicou o primeiro-ministro. 

“Será um momento importante. Para nós, estamos conscientes de que devemos aumentar a nossa capacidade de lidar com esses problemas, os novos mecanismos financeiros que existem. Vamos apresentar as novas pistas que estamos a desenvolver, nomeadamente no que diz respeito à protecção dos oceanos, aos mecanismos de termos acesso ao crédito Carbono, ao swap de dívida”, reconheceu.

STP, que possui o estatuto de países não emissor de Carbono, pode vir a seguir o exemplo de países como Cabo Verde e Portugal que “é um bom exemplo. Nós, provavelmente, iremos seguir por mesmo caminho, particularmente com Portugal”, avançou.

No que diz respeito aos Mangais, “nós fizemos alguns levantamentos, é, por exemplo, algo que poderá trazer uma contribuição razoável em função dos hectares disponíveis. Hoje, se olharmos para os preços actuais, a quantidade de Mangais que temos cá em São Tomé e Príncipe já pode rondar os três, quatro milhões de dólares, por ano”, apontou. 

“Isto é importante para uma economia com a nossa e preservação do Planeta, porque são plantas que protegem 10 vezes mais do que floresta, por exemplo”, argumentou.

O objetivo principal da COP28, de acordo com os organizadores, é revisar os posicionamentos e acções de cada país, além de revisitar o inventário de emissões.

No quadro das celebrações dos 75º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos (DUDH), segundo a ONU, proteger esses Direitos é uma necessidade actual mais crítica do que muitos imaginam, por isso é que é vital expandir o conhecimento sobre este documento e promover os direitos que estabelece.

Abordado sobre questões orçamentais, disse que para semanas haverá novidades, acrescentando que “as negociações com o FMI continuam, as coisas estão apertadas”, mas o que “está acima de tudo são os interesses dos são-tomenses e vamos ver as soluções”, augurou.

Na circunstância, o primeiro-ministro avançou que o maior desafio nas negociações com o FMI é o mecanismo para financiamento dos combustíveis. “Nosso país  tem um problema crónico que é como financiar os combustíveis, que é o ponto mais difícil. Nós bem sabemos que  com a experiência do mês de junho, quanto é difícil resolver esse tipo de problema. Estamos a ver, sobretudo, como podemos garantir o financiamento do combustível.”

No passado mês de outubro, São Tomé e Príncipe surgiu na lista do FMI como um dos países africanos que deve reestruturar a dívida.

Fim/AD

A garantia para financiamento de combustível condiciona assinatura de acordo entre STP e FMI

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São-Tomé, 27 Nov. 2023 (STP-Press ) –    A garantia para financiamento de combustível está a condicionar a conclusão a assinatura de um novo programa de cooperação entre o Governo são-tomense e o Fundo Monetário Internacional, FMI, anunciou, – o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, momento antes da deslocação sábado a Dubai para conferência sobre clima-COP-28.

Questionado sobre as negociações para novo acordo com o FMI, Patrice Trovoada disse que “estamos realmente numa negociação bastante difícil, o nosso país tem um problema crónico que é como financiar combustível”.

“Isto é que o ponto, eu diria o mais difícil, nós bem sabemos, com a experiência do mês de junho, quanto é difícil resolver este tipo de problema”, disse Trovoada, sublinhando que “estamos a ver aí, como é que, sobretudo podemos garantir o financiamento de combustível”.

Para Patrice Trovoada “as coisas estão apertadas” neste processo de negociações com FMI, alegando que “o que está acima de tudo são os interesses dos são-tomenses”.

Há pouco menos de duas semanas, Patrice Trovoada havia afirmado que esta inclusão de negociações com FMI estaria a condicionar a entrega do Orçamento Geral de Estado OGE 2024 à Assembleia Nacional que se prevê ainda para este Dezembro.

Há pouco mais de um mês, o governo são-tomense e o FMI chegaram a um pré-acordo técnico estimado em cerca de 160 milhões de dólares para 2024-2026 na sequência de projeções saídas da mesa redonda com doadores internacionais em Marraquexe, Marrocos.

Fim/RN

Sérvia doa 20,6 toneladas de milho híbrido a STP para fomentar a agricultura

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São-Tomé, 27 Nov. 2023 ( STP-Press ) –A República da Sérvia acaba de doar ao governo 20,6 toneladas de semente de milho híbrido para o fomento de produção agropecuário em São Tomé e Príncipe.

“O governo da Sérvia decidiu continuar com o apoio à São Tomé e Príncipe. Este ano doamos 20 toneladas de semente de milho  de alta qualidade. Vamos apoiar a produção local”, disse o embaixador da Sérvia em STP, Milos Perisic.

Consubstanciado no quadro da cooperação entre os dois países, a Sérvia também colocou a disposição do país quadros técnicos para prestar apoio técnico-científico para aumentar a produção local de milho da Sérvia destinado ao consumo humano e ração animal.

“Eu estou aqui com a delegação do Instituto Nacional de Milho da Sérvia, (Zemum polje), vamos organizar pequenos cursos para os técnicos do ministério da agricultura como deveriam plantar este milho para receber bom resultado”, explicou o embaixador.

Segundo o diplomata sérvio, essa variedade de milho, já doado e experimentado em outros países africanos, produz mais de 10 toneladas por hectares de terra.

O acto de entrega oficial de ajuda realizou, na última sexta-feira, e foi presidido pelo ministro de agricultura, desenvolvimento rural e pescas, Abel Bom Jesus que explicou, por ocasião, na página oficial do ministério, que “esta nova variedade tem a capacidade de produzir 14 toneladas por hectar, diferente da actual variedade que se cultiva no país com a capacidade apenas 3 toneladas por hectar.”

No mesmo dia, Milos Perisic, que desdobrou-se, também foi recebido   pelo primeiro-ministro e Chefe do governo, Patrice Trovoada, no Palácio do Governo, onde as partes revisaram a cooperação entre os dois países, aflorando,  concomitantemente, o apoio da Servia circunscrito em toneladas de milho, a disponibilidade de formar quadros militares são-tomenses e outros.

A Sérvia é um antigo parceiro de cooperação de São Tomé e Príncipe em vário domínios “apoiou muito e vai continuar com o apoio”, sublinhou.

A República da Sérvia é um país europeu, cuja capital é Belgrado, está localizado no sudoesta da Europa, na região balcânica, é membro da Organização das Nações Unidas (ONU).

Fim/AD

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