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Forças Armadas estão contra a acusação do Ministério Público sobre os 23 militares envolvidos nos acontecimentos de 25 de Novembro “por imprecisão jurídica na tipificação dos crimes”    

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São Tomé, 18 Março 2023 (STP Press) – As Forças Armadas de São Tomé e Príncipe estão contra a acusação do Ministério Público sobre os 23 militares envolvidos nos acontecimentos de 25 de Novembro que resultou na morte de quatro dos assaltantes. O relatório do Ministério Público, tornado público na manhã de ontem, 17, acusa 19 militares de 14 crimes de tortura e outros tratamentos cruéis, quatro crimes de homicídio qualificado e 01 crime de armas proibidas, enquanto que as três altas chefias são acusadas pela prática de omissão desses crimes.  

Numa nota de imprensa do Estado Maior das FASTP, distribuída, horas a seguir ao relatório do Ministério Público, o Estado Maior das Forças Armadas são-tomenses apelam às autoridades judiciais que “nas fases subsequentes do processo, dite a justiça com verdade e precisão, sem ambiguidade”.  

“Embora não concordando com determinados procedimentos e medidas adoptadas pelo Ministério Público e o Tribunal durante a instrução do processo, nem tão pouco da própria nota de acusação, que se revela ambígua, sem precisão jurídica, relativamente, a tipificação criminal a cada um dos arguidos neles implicados, as FASTP [Forças Armadas de São Tomé e Príncipe] continuam serenas, aguardando os ulteriores termos processuais”, lê-se na nota de imprensa.  

No documento, o chefe do Estado Maior das FASTP, o brigadeiro-general, João Pedro Cravid, refere que “a instituição fará a defesa técnica no processo com base na lei e nada mais, e que a presunção de inocência é um princípio constitucionalmente salvaguardado, que deve prevalecer até ao trânsito em julgado da sentença condenatória, pelo que as FASTP, tranquilamente, continuarão a seguir o processo, trabalhando na sua defesa técnica, estritamente, ao nível processual, augurando que as entidades judiciais igualmente procedam sempre nos termos legais, sem pressão, pois a realização da justiça no caso em evidência está sendo feita num clima sereno”.  

Diz ainda o brigadeiro-general que “a pior coisa que pode acontecer na realização de qualquer justiça, é o arguido viver com o sentimento de que, defendendo-se ou não, será na mesma condenado, sendo fundamental que as entidades judiciais desempenhem com isenção o papel que lhes cabe nos termos legais e não ceder a chantagens das redes sociais que são campeãs em fazer julgamento social prévio sem qualquer conhecimento real dos factos”.  

Outra questão que levantou algum sentimento de revolta no seio das Forças Armadas, acrescenta a nota de imprensa “é o facto de que aquando da abertura dos processos se ter criado em torno da classe militar um clima de hostilidade com o fundamento de que as FASTP não colaborariam com a justiça e que usariam a posição militar para fins contrários à lei, o que ao contrário daquilo que se propalou, a instituição militar deu provas de que respeita a lei e a justiça, na medida em que as entidades judiciais, desde a Polícia Judiciária, Ministério Público e os Tribunais, fizeram e continuam a fazer os seus trabalhos de realização da justiça normalmente”.  

Por fim, lê-se na nota que “as Forças Armadas reiteram que a soberania, a democracia e a paz social de São Tomé e Príncipe está acima de todos e quaisquer interesses, pelo que devem ser preservados a qualquer custo …. agimos na defesa do superior interesse da pátria, defendemos as instituições democraticamente eleitas pelo povo são-tomense e esta é a nossa principal missão enquanto Forças Armadas do país”. 

Fim/RN  

Primeiro-ministro defende a “presunção de inocência” dos militares acusados pelo Ministério Público no caso 25 Novembro

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São Tomé, 18 Março 2023 (STP-Press) – O primeiro-ministro evocou a existência da “presunção de inocência” para os 23 militares acusados no caso 25 de Novembro, que causou a morte a quatro pessoas envolvidas na tentativa do assalto ao quartel das Forças Armadas. A opinião de Patrice Trovoada surge na sequência da divulgação do relatório do Ministério Público sobre os acontecimentos de 25 de Novembro, que acusa 23 militares, três dos quais, altas chefias, de crimes de tortura e homicídio.  

Patrice Trovoada apelou “a toda a gente para aguardar com calma, sem de novo entrar num ciclo de politizações e de aproveitamentos”.  

“Vamos aguardar o julgamento. Existe a presunção de inocência. É uma acusação, uma acusação que foi conduzida da melhor maneira possível com apoio de Portugal … vamos agora aguardar e depois do julgamento cada um tirará as suas consequências e veremos”, disse o primeiro-ministro.  

Questionado sobre o que pensa sobre o seguimento do caso, Patrice Trovoada é de opinião que “depois da acusação, as coisas deverão seguir os seus trâmites, nomeadamente, o contraditório e até o julgamento, que nessa altura irá encerrar todo esse ciclo: julgamento ligado à primeira fase [sobre o assalto ao quartel], julgamento ligado à segunda fase [sobre a morte de quatro homens]”.  

Sobre eventuais decisões políticas face às acusações, Trovoada disse que “nós vamos aguardar as fases. Não vamos decidir só na base da acusação, vamos aguardar, é uma situação que tem outros contornos. Vamos aguardar. A nossa posição enquanto Governo é de aguardar as próximas fases”.  

Interrogado sobre o clima no quartel após as acusações, o primeiro-ministro respondeu que “as forças estão e devem estar tranquilas e é assim que as coisas devem proceder no Estado de Direito Democrático”.  

Fim/RN  

Ministério Público acusa 23 militares, três dos quais, altas chefias, de crimes de tortura e homicídio no caso 25 de Novembro

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São Tomé, 17 Março 2023 (STP-Press) – O Ministério Público acaba de acusar um total de vinte e três militares, três dos quais, atlas chefias das Forças Armadas, de estarem envolvidos na morte das quatro pessoas que tentaram assaltar o quartel-general das Forças Armadas, no passado 25 de Novembro, quando haviam já sido dominadas e sob a custódia do exército.  

Um despacho de instrução preparatória, com 103 páginas, que esclarece as causas da morte dessas quatro pessoas, todas civis, embora com passado militar, tornado público esta manhã, o Ministério Público acusa os 19 militares de 14 crimes de tortura e outros tratamentos cruéis, quatro crimes de homicídio qualificado e 01 crime de armas proibidas, enquanto que as três altas chefias são acusadas pela prática de omissão desses crimes de tortura e de homicídio.  

As altas chefias acusadas são o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Olinto Paquete, o atual vice-chefe do Estado-Maior, Armindo Rodrigues, e o coronel, José Maria Menezes.  

O despacho do Ministério Público indica que os militares acusados agiram depois de terem constatado o estado em que ficou o tenente Marcelo da Graça, feito refém pelos assaltantes. O Ministério Público decretou a prisão preventiva dos arguidos e o afastamento das funções que ocupam nas Forças Armadas.  

A morte dos quatro assaltantes ocorreu quando três deles civis, que agiram com a cumplicidade de alguns militares, e outro homem, identificado como o orquestrador do ataque e detido posteriormente, foram submetidos a interrogatórios sob tortura e maus-tratos, praticamente, horas depois da detenção.    

De acordo com o documento, ao longo da investigação foram efectuadas cerca de duas dezenas de buscas, inquiridas mais de 30 testemunhas, feito perícias a equipamentos informáticos dos suspeitos e arguidos, obtidos dados de localização celular, recolhidos dados bancários sobre cerca de 20 contas, quer domiciliadas em São Tomé e Príncipe quer no estrangeiro e recolhida vasta documentação, quer em suporte digital quer em papel.  

Decorridos menos de quatro meses dos acontecimentos de 25 de Novembro, o Ministério Público são-tomense com a divulgação desse relatório encerra as investigações sobre o assunto, com factos concretos, suportados em prova testemunhal, documental e pericial, valida em processo penal, cabendo agora os tribunais determinarem se as provas reunidas são ou não suficientes para levar à condenação de todos os acusados.  

Fim/RN

Autoridades governamentais e sanitárias estão preocupadas com o ressurgimento de casos da Covid-19

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São Tomé, 16 Março (STP Press) – O ressurgimento de casos de Covid-19 está a preocupar as autoridades governamentais, segundo apurou a Rádio Nacional, junto de fontes hospitalares.  

As mesmas fontes revelaram que medidas já foram adoptadas no principal hospital do país, o Dr. Ayres de Menezes, e nos outros hospitais e centros de saúde – medidas de abordagem e profilácticas para evitar um eventual alastramento da doença.  

Nos últimos dias, oito pessoas acusaram positivo, tendo três sido internadas e as restantes cinco postas sob vigilância ambulatória domiciliar. O boletim semanal do Ministério da Saúde aponta, no entanto, que entre 27 de Fevereiro e 05 de Março não houve registo de casos positivos em todo o país. 

Apesar desse registo, mas tendo em conta o anterior, as autoridades sanitárias apelam à vigilância e à precaução e o uso de máscaras em recintos públicos, prometendo o reforço de medidas de contenção caso o número de positivos venha a aumentar.     

Apesar de ter uma excelente cobertura vacinal contra a Covid-19, São Tomé e Príncipe registou uma baixa adesão à vacinação, principalmente, na segunda dose ou na dose de reforço. 

Outra doença que constitui grande preocupação para as autoridades governamentais é a Dengue,  cujos esforços para conter o impacto está a ser devidamente providenciado.  

FIM/MD  

Primeiro-ministro promete em Cantagalo estrada entre Água Izé-Milagrosa-Cruzeiro, energia e água de qualidade  

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São Tomé, 16 Março (STP Press) – O primeiro-ministro, Patrice Trovoada, esteve ontem, 15, no distrito de Cantagalo, no âmbito da sua deslocação a todos os distritos do país para identificação das prioridades com vista à elaboração do OGE 2023.    

Pouco mais de 24 horas da visita ao distrito de Cauê, que foi a primeira etapa deste ciclo de auscultação popular do orçamento do cidadão, Patrice Trovoada percorreu várias comunidades e pequenos centros populacionais, interagiu com os populares e revelou as prioridades do seu executivo para o distrito.  

A novidade bem aplaudida por todos é a garantia do primeiro ministro da (re)construção da estrada que vai ligar Água-Izé a Milagrosa, fazendo a ligação de Milagrosa a Cruzeiro, recentemente lançada. Prometeu também a extensão de energia da EMAE às comunidades que ainda não foram contempladas, no âmbito do projecto iniciado pelo XVI Governo, de que foi também primeiro-ministro, e a melhoria de água potável.  

“No orçamento vamos inscrever a estrada, como disse no início, temos que eleger prioridades, temos de fazer uma coisa que pode puxar outras… e nós sabemos que a estrada vai ajudar a escoar o produto, vai ajudar a aumentar nas vendas, vai trazer mais rendimento e vai também baixar o preço de transporte. Relativamente à energia eléctrica, estamos com dificuldades na produção de energia, mas estamos também a ter em conta, … e espero até ao fim do ano, princípio do próximo, possamos ter 24 sobre 24 horas de energia em todo o país”, disse o primeiro-ministro, acrescentando que a intenção do governo é alargar e promover a instalação do sistema pré-pago em todo o país.    

Fim/RN  

Primeiro-ministro garante reconstrução da estrada entre São dos Angolares e Porto Alegre e diz que foram muitos “shows offs” os lançamentos de pedras para zona sul  

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São Tomé, 15 Março 2023 (STP Press) – A estrada nacional nº 2, que liga a cidade capital à zona mais distante do país, Porto Alegre, tem 72 quilómetros, e é a segunda mais frequentada, a seguir a EN1, cidade capital – Neves, por razões da procura para lazer, turismo e o dia-a-dia da população residente. 

Da cidade a São João dos Angolares, capital do distrito de Caué, não existem obstáculos de maior nas vias, o problema começa a partir daí até Porto Alegre, onde muitos nacionais e estrangeiros, não só turistas, procuram “um pedaço de paraíso” para descansar, por exemplo na praia Piscina, nos complexos turísticos nas praias Inhame e Jalé, no ilhéu das Rolas, na própria roça de Porto Alegre, entre outros pontos. 

O estado desses cerca de 20 quilómetros de estrada afugenta os menos determinados. O Governo anterior assinou, já no período eleitoral, o contrato com a construtora Constromé, no valor de 127 milhões de dobras, cerca de 5 milhões e 200 mil euros, para a reabilitação ou reconstrução do troço, mas da assinatura até aqui quase nada foi feito. 

O primeiro-ministro, no âmbito da sua deslocação a todos os distritos do país, que começou ontem, precisamente no Distrito de Caué, com o objectivo, segundo o próprio, de auscultar a população sobre as suas prioridades e preocupações para a elaboração do OGE e as Opções do Plano, que devem ser apresentadas ainda este mês ao Parlamento, pode constatar o estado degradante e praticamente intransitável da via, que “tira do sério” todos os que por ali decidem passar, não falando da reacção e do estado da alma dos taxistas que apostam nesse trajecto todos os dias como forma do seu “ganha-pão”. Muitos deles, quando abordados, dizem o que não podemos repetir.  

O primeiro-ministro também disse, mas por outras palavras: “É uma estrada importante para a saúde, educação, para agricultura, turismo, e… essa estrada tem que ser feita, . e muitos investidores queixam-se do estado da estrada. O que acontece é que foram assinados contratos com empresas, sabendo que não há dinheiro. A mesma coisa aconteceu com o Liceu de Caué, …assinou-se o contrato, fez-se o lançamento da obra e ficou-se por aí, porque não há dinheiro,… e as pessoas sabiam que não havia dinheiro. Com a água a mesma coisa,… cavaram, puseram cabo, puseram outras coisas, mas não acabaram a obra,… isto de lançamento para zona sul foi só show off, … e vamos ter que acabar estas obras, e eu posso vos garantir, que temos uma fonte de financiamento e a estrada de Caué está inscrita no orçamento deste ano com fonte real de financiamento”.  

Patrice Trovoada não ficou só pela estrada, falou de outros problemas para os quais o seu executivo diz ter soluções: “A água,…a água é fundamental, e não é a escassez da água, mas sim a sua qualidade. Atacando o problema da água nessas comunidades, vamos poder baixar as despesas com a saúde pública, …e nestas zonas o problema da má qualidade da água tem trazido graves problemas de saúde pública. A questão do custo de vida, do isolamento, dos transportes,… há respostas que são simples de conseguir! Nós estamos num distrito em que o combustível é mais caro que na capital, e chega a ser mais pago do que na Região Autónoma do Príncipe que sofre do duplo isolamento. Isto porque não há aqui uma bomba de combustível e é uma questão que vamos resolver com a Enco ou com um privado para poder trazer o combustível para aqui ao preço que se pratica em todo o território nacional”.

 FIM/MF  

Primeiro-ministro iniciou em Caué, o ciclo de visitas aos distritos para o OGE 2023

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São Tomé, 14 Março 2023 (STP-Press) – O primeiro-ministro, Patrice Trovoada, iniciou hoje em Caué, o ciclo de visitas a todos os distritos do país, com o objetivo de identificar as prioridades da população para o Orçamento-geral do Estado e as Grandes Opções do Plano, concernentes ao ano em curso e que devem ser submetidas ainda este mês ao parlamento.  

A deslocação começou bem cedo e a caravana foi directo à Angra Toldo Praia para um breve encontro com amigos, que aguardavam o primeiro-ministro. Depois seguiu a Porto Alegre e começou a “descer”. Parou em Malanza, Monte Mário, Agripalma, Ribeira Peixe, Praia Pesqueira, Dona Augusta e terminou já ao cair da tarde em Angolares.  

Por todas as localidades, Patrice Trovoada ouviu a população e as suas preocupações e explicou o que está a fazer.  Prometeu uma série de acções do Governo, nomeadamente, para os sectores da água, energia, estrada, agricultura, educação entre outros.  

O mau estado da estrada nº2, depois de São dos Angolares até Porto Alegre, mereceu a indignação do primeiro-ministro que disse ser “uma estrada importante para saúde, para educação, para agricultura, para turismo e esta estrada tem de ser feita”. Em jeito de desabafo, afirmou que “o que acontece, às vezes, é que são assinados contratos com empresas, sabendo que não há dinheiro, … a mesma coisa com o Liceu de Cauê, assinou-se o contrato, fez-se o lançamento da pedra e não há dinheiro, … e as pessoas sabiam que não há dinheiro”.  

“Nós agora estamos no poder temos de arranjar dinheiro…eu posso garantir também,.. vocês viram no orçamento, a estrada de Cauê está inscrita com fonte real de financiamento”, prometeu Patrice Trovoada.  

Quanto ao problema de energia que o Distrito de Caué sofre mais do que os outros, o primeiro-ministro disse que “a EMAE vai vir cá, tecnicamente, há uma ONG que trabalha convosco, vamos tomar o contato com essa ONG e vamos ver como resolver. Não me parece um grande problema,… alguns problemas que temos não são tão grandes assim, é uma questão, às vezes, de vontade”.  

Quanto à água, a mesma coisa, Patrice Trovoada prometeu resolver o problema de captação para melhorar o abastecimento. “Vamos ver se melhoramos esta questão … puseram cabo, puseram tudo, mas não acabaram a obra,… isto foi show off, … mas vamos acabar esta obra”.  

Também a terra para promoção da produção agrícola constituiu objecto de conversa, com Patrice Trovoada a esclarecer que “há muito tempo que temos esta política de fazer o recenseamento das terras e de ver não só a qualidade das terras, mas ver quem as trabalha e paga imposto e quem nada faz e aí retiramos a terra”.  

Amanhã, quarta-feira, 15, será o Distrito de Cantagalo a preencher a agenda do primeiro-ministro à zona sul do país.  

Fim/RN/MF  

Presidente da República condecorado com Ordem Amílcar Cabral do I Grau

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São Tomé, 14 Março 2023 (STP-Press) – O Presidente da República, Carlos Vila Nova, foi hoje condecorado pelo seu homólogo de Cabo-Verde,  com a medalha de Ordem Amílcar Cabral do I Grau em reconhecimento pelo reforço das relações entre os dois povos e países.  

José Maria Neves considerou uma “grande honra” para Cabo Verde este agraciamento, que demonstra a gratidão do povo cabo-verdiano pela forma como São Tomé e Príncipe tem acolhido a comunidade cabo-verdiana, que se sente em casa, partilhando os mesmos desafios e constrangimentos com espírito de irmandade.  

“Esta condecoração é também para destacar o seu empenho, a sua liderança na aproximação entre os nossos dois países e também na busca de melhores formas para que os cabo-verdianos que vivem em São Tomé e Príncipe possam sentir-se, cada vez, mais integrados. Quis com este gesto homenagear também o povo de São Tomé e Príncipe e dizer da nossa grande abertura de espírito em podermos continuar juntos esta caminhada rumo ao futuro”, considerou o Presidente cabo-verdiano.  

José Maria Neves disse ainda que ambos os presidentes dos estados do sistema presidencialista têm um papel fundamental na inclusão, união e na busca de parcerias para que os seus países cresçam e se aproximem cada vez mais, de forma a encontrarem melhores respostas para os desafios, no plano bilateral, entre os dois pequenos estados insulares.  

Já o Presidente são-tomense destacou o simbolismo e a importância da condecoração, diz que se sente deveras agraciado ao mais alto nível, pelo que, “carrega” a responsabilidade do seu povo e país para dignificar ainda mais a relação com Cabo Verde.  

“Tudo farei, dentro do possível, para também dignificar ainda mais este acto, porque considero ser uma responsabilidade que, a partir de hoje, trago comigo por ter sido merecedor desta consideração. Ao dizer isto, quero, sinceramente, através de si, que todo o povo cabo-verdiano saiba que me sinto muito orgulhoso por ter merecido esta consideração”, afirmou Carlos Vila Nova.  

O Chefe de Estado são-tomense argumentou que os dois países “caminham de mãos dadas há muito tempo, e que os laços de irmandade ultrapassam simples relações de cooperação e de amizade, e que cabe, doravante, aos dois Chefes de Estados, a responsabilidade de melhorar, ainda mais, esta relação de fraternidade”.  

Carlos Vila Nova reconheceu que o percurso, sobretudo, nas terras são-tomenses nem sempre foi o desejado, mas afiançou que “não é assunto acabado”, e enquanto representante do povo vai trabalhar no sentido de dar o seu contributo para melhorar este relacionamento.  

Depois de um breve encontro de cortesia com o homólogo cabo-verdiano, o Chefe de Estado são-tomense foi recebido pelo presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, e vai também reunir-se com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.  

Deposição de uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, cerimónia de entrega das Chaves da Cidade da Praia, visita aos Laboratórios Inpharma, ao Museu da Resistência – Campo de Concentração do Tarrafal, deslocação à Universidade de Santiago, em Santa Catarina, e visita ao Núcleo Operacional da Sociedade de Informação fazem parte da agenda da visita.  

Amanhã, quarta-feira, 15, o Chefe de Estado são-tomense desloca-se à ilha de São Vicente, onde depois de receber as Chaves da Cidade do Mindelo, visita o Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design, o Campus da Universidade Técnica do Atlântico, o Centro Oceanográfico do Mindelo, o Porto Grande e também as instalações da conserveira Frescomar.  

A visita oficial do Presidente são-tomense a Cabo Verde começou ontem, segunda-feira, 13, e termina na quinta-feira, 16.  

Fim/RN/ Inforpress  

Pascoal Daio lança livro “Direito Constitucional e Contencioso”  

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São Tomé, 14 Março 2023 (STP Press) – O jurista são-tomense, Pascoal Daio, acaba de lançar para o mercado uma obra intitulada “Direito Constitucional e Contencioso”, publicada pela editora portuguesa Almedina.  

Não houve apresentação formal, algo que o autor deixa para depois, apenas uma conversa com a STP Press.  

O jurista explica que a primeira parte da obra, consiste, por conseguinte, no estudo da Teoria Geral do Direito Constitucional, susceptível de servir de instrumento de base para análise do Direito Constitucional positivo e a segunda incide na análise das instituições políticas decorrentes da interpretação da teoria da separação de poderes.  

Na introdução, Pascoal Daio escreve que “o estudo do Direito constitucional é indissociável ao do Contencioso e que existe uma necessidade premente de se estudarem as modalidades de resolução dos litígios político-constitucionais nas instâncias objectivas, consagradas pela Constituição da República”.  

O autor escreve ainda que “o sistema de governo em São Tomé e Príncipe, comparando-o com os regimes semipresidenciais de França e de Portugal, constitui um grande paradigma constitucional em construção, sobretudo, ao nível da produção permanente de litígios, político-constitucionais, o que suscita alguma perplexidade e efeitos perversos face à teoria geral do Direito Constitucional e os seus axiomas clássicos, o regime representativo e a teoria da separação dos poderes”.  

Pascoal Daio conclui que “a eleição do Presidente da República, por sufrágio universal directo, não produziu em São Tomé e Príncipe os efeitos esperados no sistema de governo, pelo facto de instalar um dilema sobre a legitimidade oriunda do sufrágio universal e a governação”.  

Além das noções relativas ao Direito Constitucional, ao Estado e à Constituição, o livro aborda teorias relativas à separação de poderes, revisão das constituições, regimes políticos semipresidenciais, contencioso constitucional, entre outros conteúdos.    

Pascoal Daio é actualmente juiz presidente do Tribunal Constitucional, cargo que ocupa desde 2019, estudou Direito em França e é professor de Direito na Universidade de São Tomé e Príncipe.  

Fim/RN  

Eurídice Medeiros encoraja participação feminina no desporto  

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São Tomé, 14 Mar 2023 (STP-Press) – A ministra da Juventude, Desporto e Empreendedorismo, Eurídice Medeiros, encorajou a participação feminina nas diferentes modalidades desportivas, como forma do engrandecimento da prática desportiva, por um lado, e, por outro, como envolvimento e inclusão das mulheres,  “para que todos possamos elevar São Tomé e Príncipe à glória, vendo hastear da bandeira e escutar o hino nacional nos grandes palcos desportivos regionais e internacionais”.    

A ministra discursava na abertura das actividades do 12 de Março Desportivo, Dia Nacional do Desporto, que teve lugar este fim-de-semana, no Palácio dos Congressos.  

“Aproveito esta sublime ocasião para encorajar a participação feminina nas diferentes modalidades, pois as raparigas e mulheres também contam, … com efeito, na história de São Tomé e Príncipe são vários os exemplos de mulheres que demonstraram que não existem limitações para o sucesso no desporto, e acredito que, com envolvimento e participação de todas e de todos, poderemos dar início a uma nova caminhada que certamente levará São Tomé e Príncipe à glória”, afirmou.  

A ministra Eurídice Medeiros recordou que o XVIII Governo, de que faz parte, para além de ter definido o desporto escolar e comunitário como uma das suas prioridades, propõe desenvolver em sintonia políticas orientadas para canalizar recursos para o sector do desporto, ajustados à sua importância para o desenvolvimento e promoção de São Tomé e Príncipe.  

Eurídice Medeiros considera o 12 de Março Desportivo como “sem dúvidas, um momento de grande importância para reflexão e reconhecimento dos valores do desporto nacional”.  

Fim/RN  

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