Quinta-feira, Março 26, 2026
Início Site Página 77

Sonape Internacional STP anuncia apoio de 200 mil dobras por época aos clubes da 1ª, 2ª e 3ª divisões

0

São-Tomé, 11 Mai 2024 (STP-Press) – A Federação São-tomense de Futebol (FSF) e a Sonape Internacional STP assinaram esta sexta-feira (10) um acordo de patrocínio aos clubes de futebol da 1ª, 2ª e 3ª divisões e também às associações de árbitros e treinadores de futebol no valor global de 200 mil dobras por época.

O montante vai ser desbloqueado imediatamente, para beneficiar a época futebolística em curso,  e foi rubricado pelo secretário-geral da FSF, Arlindo Carneiro, e a representante da empresa, Ana Carina Santos.

A assinatura do acordo foi presenciada por vários dirigentes da Federação São-tomense de Futebol, entre os quais, o presidente da FSF, Nino Monteiro, presidentes e representantes dos clubes de futebol.

“Inicialmente vamos apoiar com a quantia de 200 mil dobras por época para os clubes terem melhores condições e darem melhores condições aos jogadores, – como ouvimos, há jogadores que fazem caneleiras com caixas de leite, e nesse sentido gostaríamos que os jogadores tivessem condições para jogar, os jovens gostam de futebol e vemos que há vontade cá para a prática de futebol e estamos a apoiar nesse sentido”, disse Ana carina Santos.

Do lado dos clubes, a reacção foi positiva, como se diz de «grão a grão, enche a galinha o papo». O presidente do Santana Futebol Clube, Bruno Freitas,  agradeceu o apoio, que disse “vir a engradecer o futebol nacional, que padece de muitos problemas”.

“É de louvar todas as iniciativas deste âmbito, porque o futebol são-tomense é um futebol que, apesar de estar ligado a três divisões, é todo ele muito amador, e que é um esforço feito, muitas das vezes, pelos presidentes, pelas direcções e pela própria federação. Há muitas limitações, quer materiais como humanas, e obviamente qualquer apoio, qualquer valor faz sempre muito jeito”, disse Bruno Freitas.

A Federação São-tomense de Futebol, através de um dos vice-presidentes, Anibal Ferreira, congratulou-se com o apoio de patrocínio da SONAPE, e disse que valeu a pena o encontro realizado entre a FSF e as empresas nacionais, aquando da visita ao país, em Abril último, do presidente da CAF, Patrice Motsepe.

“Para a federação é motivo de muita satisfação, o que vem demonstrar que valeu a pena a visita do presidente da CAF, que quanto esteve em São Tomé, tivemos uma reunião com alguns empresários, em que a questão de apoio ou patrocínios aos clubes foi colocada como uma necessidade para alavancar o desporto nacional, particularmente o futebol, como desporto rei, que congrega o maior número de praticantes”, afirmou Anibal Ferreira.

“Desse encontro, um primeiro apoio veio da cervejeira Rosema, e agora o Sonape a anunciar também o seu apoio de patrocínio, o que pra nós (FSF) é motivo de muita satisfação, o que nos leva a crer que as empresas nacionais pouco a pouco estando se despertando para essa necessidade”, sublinhou Ferreira.

O vice-presidente da FSF acredita mesmo que depois da Rosema e agora o Sonape, mais empresas nacionais e mesmo estrangeiras podem anunciar apoios ou patrocínios aos clubes nacionais, podendo ser directos ou através da Federação São-tomense de Futebol.

Com este apoio de patrocínio da Sonape Internacional STP, os clubes de futebol da 1ª, 2ª e 3ª divisões passam a ter agora por cada época desportiva, 40 mil dobras da federação, 20 mil da Rosema e agora as 200 mil dobras a distribuir por todos os 38 clubes.

Fim/MF

 

 

Primeiro-ministro: “Portugal não tem razões para estar preocupado” com acordo militar entre São Tomé e Príncipe e a Rússia

0

São-Tomé, 10 Mai 2024 (STP-Press) –  O primeiro-ministro, Patrice Trovoada, disse sexta-feira, (10), que “Portugal não tem razões para estar preocupado” com acordo militar entre São Tomé e Príncipe e a Rússia, assinado em Abril último na cidade de São Petersburgo, Rússia.

O primeiro-ministro fez esta declaração, quando abordado pela imprensa a propósito das reacções das autoridades portuguesas, nomeadamente do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel acerca do acordo militar assinado entre STP e a Rússia.

Patrice Trovoada participava na abertura oficial dos exercícios militares Obangame Express 2024, em São Tomé, com presença da marinha portuguesa, através do navio “Centauro”, e dos navios de guerra do Gabão, Camarões, Guiné-Equatorial, de alguns países europeus e do Brasil, com participação também de militares norte-americanos, no âmbito do acordo militar para a segurança do Golfo da Guiné contra a pirataria marítima.

“Acho que não há razões nenhumas para preocupação,… é um acordo normal, habitual que existe com vários países e, sobretudo, com Portugal, pelo que não há razões para estar preocupado”, disse Patrice Trovoada.

O primeiro-ministro acrescentou que São Tomé e Príncipe tem relações bilaterais com muitos países e “nós não precisamos de Portugal para relacionar com outros países. Sejamos claros – se um país europeu quer manifestar preocupação fala comigo. Não fizeram isso, mas nós lidamos bem com toda gente”, concluiu.

E adiantou o primeiro-ministro, Patrice Trovoada: “Nós somos soberanos. Temos a relação que temos com toda a gente, eu dou muito bem com muitos países europeus, eu não preciso de passar por Portugal para falar com a Europa. Se a Europa também precisa falar comigo, não precisa também de passar por Portugal. Aqui há o respeito de soberania, há respeito das regras diplomáticas”, esclareceu.

Patrice Trovoada deixou também claro que a Rússia, “eu quero também lembrar, que muitos países europeus, embora a situação de conflito com a Ucrânia, continuam a importar gás, petróleo e urânio da Rússia, que em princípio deve servir para melhorar a situação financeira da Rússia, que, por sinal, deve servir para continuar a guerra com Ucrânia. Então, somos um país livre, independente, soberano, adulto, – eu penso que do lado do governo português não há nenhum problema, o que é preciso é esclarecer as opiniões públicas”.

“Nós com Portugal temos uma cooperação antiga e profunda”, continuou Patrice Trovoada, argumentando que a presença permanente da marinha portuguesa em São Tomé e Príncipe “enquadra-se num âmbito muito mais largo com a nossa cooperação com a NATO e também no quadro da segurança no Golfo da Guiné”.

“Isto é uma prova do nível de cooperação que existe com Portugal e com países membros da NATO, que é um nível diferente comparado com qualquer outro país, mesmo com Brasil que tem também cá presença para formar fuzileiros navais”, explicou ainda Patrice Trovoada.

Quanto aos exercícios militares Obangame Express 2024, o primeiro-ministro são-tomense vê como exemplo de cooperação com Portugal e com países da Nato.

“Como veem, estamos aqui no exercício internacional que visa proteger o Golfo da Guiné, mas também, para proteger a exportação de matérias primas que não vão para a Rússia, vão para os países ocidentais. O comércio no Golfo da Guiné é um comércio de países ocidentais. Nós estamos a participar com EUA, França, Dinamarca, Espanha e Portugal na defesa do comércio, numa situação que beneficia os países ocidentais, os portugueses, e também são-tomenses e africanos”, concluiu Patrice Trovoada.

Fim/RN

 

MLSTP/PSD critica o secretismo na assinatura do acordo militar com a Rússia

0

São Tomé, 09 Mai 2024 (STP-Press) – O MLSTP/PSD, na voz do seu presidente, Jorge Bom Jesus, veio criticar a forma “secreta” como o governo organizou e assinou o acordo militar com a Rússia, que só foi conhecido por um meio de informação russo.

Para Jorge Bom Jesus “trata-se de um acordo que, em momento nenhum, ouvimos qualquer comunicado, mesmo do Conselho de Ministros”, e que um acordo dessa envergadura, numa área bastante sensivel e atendendo ao contexto mundial, “exige interacção entre os vários orgãos de soberania e a oposição”.

Jorge Bom Jesus diz que o governo colocou a “carroça à frente dos bois”, quando devia ser o contrário.

“Só agora é que o acordo vai à Assembleia Nacional para aprovação e ratificação, quando deveria ser o contrário, para um fluído entre os órgãos de soberania e a oposição”, considerou o presidente do MLSTP/PSD.

Outra questão que levanta Jorge Bom Jesus é que  tratando-se de um acordo no dominio militar, o Presidente da República, enquanto garante da constituição e comandante supremo das Forças Armadas, e sendo a defesa uma área partilhada, “gostaríamos de ouvir o Presidente da República sobre se houve alinhamento em relação a esse dossier”, disse o presidente do MLSTP/PSD.

Fim/MF

Primeiro-ministro explica o acordo militar com a Rússia como um acordo normal e habitual que STP tem com outros países

0

São Tomé, 09 Mai 2024 (STP-Press) – O primeiro-ministro, Patrice Trovoada, explicou ontem, em entrevista à RDP-África, que o acordo militar assinado entre São Tomé e Príncipe e a Rússia é um “acordo normal, perfeitamente normal e habitual como STP tem também com outros países ocidentais”.

“Um acordo no domínio militar, mais ou menos, no mesmo formato que temos com os países ocidentais e com outros países”, começou por responder o primeiro-ministro para concluir que “não me parece ser algo de novo, nem de preocupante”.

O primeiro-ministro descarta qualquer mudança de estratégia do Governo, face â posição assumida anteriormente por São Tomé e Príncipe em relação à Rússia, por causa da invasão a Ucrania.

“A nossa posição foi sempre muito clara, se a questão é em relação à posição da Rússia na cena internacional e em relação ao conflito com a Ucrania, a nossa posição foi sempre muito clara; a de condenação da invasão militar à Ucrania”, disse Patrice Trovoada.

“Fomos claros não só nas nossas declarações, como nas nossas votações nas Nações Unidas, e isso não dá espaço para qualquer dúvida: Condenamos a invasão russa da Ucrania”, concluiu.

No entanto, disse o primeiro-ministro que “não deixamos de ser amigos da Rússia nem da Ucrania”.

“Respeitamos o Direito Internacional, a carta das Nações Unidas, as convenções internacionais e todos os instrumentos universais do Direito Internacional, conforme as recomendações e as decisões das Nações Unidas”, reforçou o primeiro-ministro são-tomense.

Quando confrontado se o acordo militar com a Rússia não interfere ou põe em causa o acordo militar com os EUA e o acordo com a Voz da América – que tem um centro de radiofusão no país, Patrice Trovoada respondeu que “não há problemas nenhuns”, e no que diz respeito à VOA “é uma comparação que não sentido nenhum”, porque não entende como se compara um acordo com uma estação de radiodifusão com um acordo militar com um país terceiro.

“Eu não sei porque se compara uma Estação de Radiodifusão e um acordo de defesa com um terceiro país? São coisas distintas”.

“Ainda ontem tive um encontro com o embaixador dos EUA e as suas declarações â imprensa testemunham as excelentes relações que existem entre STP e os EUA – uma parceria em vários domínios e que tem também uma vertente militar”, disse o primeiro-ministro.

“Daí que não há motivos para tanta estranheza, quando há esse acordo, que é um acordo normal, pacífico, sem nada de extraordinário”, acrescentou.

E se o acordo não representa a estratégia russa de expansão no continente africano, o chefe do Executivo são-tomense respondeu:

“Olha, eu não conheço nenhuma estratégia russa de expansão no continente africano. Há países como a União Soviética, a China a Jugoslavia, da era do presidente Tito, que nos ajudaram antes e nos primeiros anos da independência, e esses apoios são como as sementes que temos com esses países”.

“Somos um país independente, soberano e não estamos abertos â expansão de outros países”, concluiu.

E se o acordo antes de ser assinado deveria passar pela Assembleia Nacional, Patrice Trovoada disse que é “muito simples”: “Há um primeiro acto, em todos os acordos, contratos internacionais:  quem negoceia e quem assina, e depois em função da matéria, do conteúdo, segue para outras instituições, Assembleia Nacional, Presidência da República, …. agora, cabe ao Governo negociar, assinar e a partir daí seguem os outros trâmites”.

“Vamos evitar polémicas desnecessárias, isso faz parte do trabalho quotidiano do governo”, aconselhou o primeiro-ministro.

E para quando o país vai sentir os benefícios do acordo militar com a Russia, o primeiro-ministro são-tomense disse que “tudo vai depender das alterações, do engajamento que poderão ser feitos ainda no âmbito do acordo”.

A notícia da assinatura do acordo militar entre STP e a Rússia foi publicada pelo jornal russo Sputnik, na edição do dia 06, que dá conta da assinatura do acordo de cooperação militar entre São Tomé e Príncipe e a Rússia na cidade de São Petersburgo no dia 24 de Abril de 2024, e que “começou a ser implementado no dia 5”.

Segundo o jornal russo, «o acordo estipula que ambas as partes acordaram em cooperar nos seguintes domínios: treino conjunto de tropas, recrutamento das forças armadas, utilização de armas e equipamento militar, logística, intercâmbio de experiências e de informações no âmbito da luta contra a ideologia do extremismo e do terrorismo internacional, educação e formação de pessoal».

O acordo prevê também a participação das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe em exercícios conjuntos com as forças russas, e também visitas da aviação militar e de navios de guerra da Rússia a São Tomé e Príncipe.

Fim/MF

Embaixador norte-americano anuncia ajuda à Comunicação Social são-tomense

0

São Tomé, 09 Mai 2024 (STP-Press) –  O embaixador dos Estados Unidos da América para São Tomé e Príncipe e Angola, Tulinabo Mishingi, anunciou que os EUA vão apoiar a Comunicação Social são-tomense, quer os órgãos estatais como privados.

Mishingi revelou a decisão no fim de um encontro com jornalistas são-tomenses, em alusão ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado no passado dia 03, respondendo assim ao diagnóstico feito por uma equipa conjunta da embaixada norte-americana e da Voz da América, há um mês, sobre as muitas dificuldades dos órgãos da Comunicação Social são-tomense, particularmente, estatais.

Em declarações a imprensa, Tulinabo Mishingi disse que a intensão é disponibilizar mais ou menos 65 mil dólares para equipamentos, embora tenha já um compromisso para disponibilizar 30 mil dólares para alguns equipamentos básicos.

O diplomata adiantou, por outro lado, que na área de intercâmbio “nós vamos continuar a tentar escolher os jornalistas que possam ir treinar, ver, observar fora do país, para compartilhar com seus colegas”, fazendo alusão aos estágios de formação fora do país.

Mishingi adiantou que não é para a imprensa do sector público, mas também “nós queremos ver se há possibilidade para trabalhar com a área privada de comunicação social”, sublinhando que vai tentar fazer o possível para acompanhar este processo em diferentes domínios.

O diplomata norte-americano avançou, a propósito do encontro com jornalistas são-tomenses sobre a Liberdade de Imprensa em São Tomé e Príncipe e o seu Impacto na Sociedade, que os EUA vão continuar a importância à comunicação social porque “nós acreditamos que uma imprensa livre que possa dar informação verdadeira ao povo, ajuda ao desenvolvimento”, sustentou Tulinabo Mishingi.

“E este encontro para nós foi muito importante para sabermos e conhecer o que está a acontecer em São Tomé e Príncipe, … devemos falar, interagir com os membros da imprensa”, concluiu.

O encontro com os jornalistas são-tomense aconteceu 24 horas depois de o embaixador norte-americano ter sido recebido em audiência pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, a quem reafirmou a vontade de Washington de reforçar as capacidades de segurança e defesa no arquipélago, bem como relançar acções e actividades no âmbito de cooperação bilateral.

Tulinabo Mishingi está em finais de missão como embaixador dos EUA para São Tomé e Príncipe e Angola, e vai ser substituido por Abigail L. Dressel, conforme já anunciado pela Casa Branca, citando um despacho do presidente Joe Biden.

O mandato do actual embaixador termina em Março de 2025, mas o processo implica ainda a confirmação do Senado dos Estados Unidos, antes de Abigail L. Dressel ser formalmente nomeada.

A próxima embaixadora para STP e Angola é diplomata de carreira, com o posto de ministra conselheira, e é actualmente vice-chefe de missão na Embaixada norte-americana de Buenos Aires, na Argentina, segundo soube a STP Press.

Fim/MF/RN

Ministro do Trabalho e Solidariedade anuncia criação de Centro de Arbitragem e reconhece inoperância da Inspecção Geral de Trabalho

0

São-Tomé, 09 Mai 2024 (STP-Press) –  O governo vai criar um Centro de Arbitragem para resolução de conflitos laborais – anunciou o ministro do Trabalho e Solidariedade, Célsio Junqueira, em conferência de imprensa, face às ultimas criticas das centrais sindicais.

“O nosso principal parceiro OIT (Organização Internacional do Trabalho) disse estar disponível para trabalhar connosco nessa proposta”, disse Célsio Junqueira, adiantando que “disponibilizamos espaço, temos já espaço, precisamos é de capacitação de pessoal, de alguns investimentos em meios materiais para concretizar este projecto de criação de centro de arbitragem”.

O ministro explicou que, por intermédio do governo, escreveu a OIT para solicitar assessoria nesse sentido, e que “não pedimos um Tribunal de Trabalho porque achamos que o país não é tão grande e financeiramente seria mais oneroso começarmos por lá, e pedimos um centro de arbitragem”.

Questionado sobre a inoperância da Inspeção Geral de trabalho, o ministro reconheceu que funciona com muitas dificuldades: “Nós basicamente temos uma única viatura, falta de recursos humanos, carência de actualização da tabela remuneratória”, pelo que nestas condições “é preciso adotá-la de meios para melhor atendimento face ao número crescente de solicitações”, considerou.

E como forma de minimizar a falta de informação e facilitar a comunicação, o ministro do Trabalho e Solidariedade anunciou para Setembro próximo a criação de um Web Site do ministério para a segurança social e a protecção social, porque “há muita gente [trabalhador] que está a emigrar, temos a nossa diáspora e nós queremos aqui acautelar os seus direitos [laborais]”.

“O site ainda não está pronto, mas a página do Facebook já,… com algumas coisas”, acrecsentou o ministro, para assegurar que o objectivo é permitir que os trabalhadores fora do país e não só tenham acesso a informações e serviços que os ajudem a resolver questões de direito laborais sem necessidade da presença física.

Célsio Junqueiro aproveitou para anunciar, por último, a realização da próxima Feira de Emprego, ao longo da semana da Independência Nacional – 12 de Julho, sublinhando que “nós já estamos a planificar, vamos ter uma feira de emprego e ela será melhor elaborada”.

Fim/RN

 

Deputados angolanos analisam formas de apoio à comunidade e descendentes de angolanos em São Tomé e Príncipe

0

São Tomé, 08 Mai (STP-Press) – Uma delegação parlamentar angolana da Comissão de Relações Exteriores, Cooperação Internacional, Comunidades Angolanas no Exterior e Recursos Humanos está em São Tomé e Príncipe a efectuar uma visita oficial e de trabalho de três dias.

A missão é composta por deputados da Terceira Comissão Especializada da Assembleia Nacional de Angola e é chefiada pelo deputado do MPLA, José Semedo.

A missão veio a São Tomé e Príncipe com três objectivos: O primeiro é reforçar a cooperação parlamentar entre as assembleias nacionais dos dois países; o segundo encontrar-se com a comunidade angolana residente no país e conhecer a sua situação e condição de vida, e o terceiro, visitas às diferentes comunidades onde vivem os descendentes de angolanos, ou seja, comunidades agrícolas, onde estão instalados angolanos vindos a São Tomé e Príncipe desde o processo colonial.

A delegação que chegou a São Tomé, na segunda-feira, dia 06, e que deve deixar o país, no dia 10, foi recebida pela presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento, com quem discutiu o reforço das relações de cooperação entre as assembleias nacionais dos dois países.

Segundo o deputado José Semedo, que é o vice-presidente da referida comissão, o encontro serviu para “troca de experiências entre os dois parlamentos” e de encetar contactos com a comunidade angolana radicada em São Tomé e Príncipe, “no sentido de auscultar as suas preocupações e equacionar formas de solução”.

O chefe da delegação parlamentar angolana disse à imprensa que durante o encontro “ficou assente que medidas devem ser tomadas, através dos grupos de amizade, no sentido de relançar a cooperação entre os dois parlamentos”.

A comitiva angolana também se reuniu com os membros da 4ª Comissão Especializada Permanente do Parlamento são-tomense, “na perspectiva de se encontrar e programar acções delineadas entre as partes durante a audiência”.

José Semedo disse ainda que a delegação parlamentar angolana tem previsto encontro com diversas comunidades angolanas radicadas no país para, “além de lhes transmitir um ‘’Kandando’’ muito forte do povo angolano”, quer também “equacionar e elaborar propostas concretas de apoio à comunidade angolana em São Tomé e Príncipe”.

Segundo uma agenda de visitas programada, a delegação parlamentar angolana  deve visitar as comunidades de Monte Café, Água Izé, Riboque Santana, Camurça, Agostinho Neto, Neves, entre outras.

Fim/MD

 

São Tomé e Príncipe acolhe durante três dias o III Simpósio Internacional da Língua Portuguesa

0

 

São Tomé, 08 Mai 2024 (STP-Press) – A capital são-tomense acolhe desde terça-feira, o III Simpósio de Língua Portuguesa sob o lema “Desenvolvimento de Materiais Didáticos: Reflexões, Práticas e Desafios, destinado a formação de professores de língua portuguesa em São Tomé e Príncipe.

O evento com término previsto para quinta-feira, dia 09, é uma iniciativa do Departamento de Linguística da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de São Tomé e Príncipe, em parceria com o Instituto Brasileiro Guimarães Rosa, da embaixada do Brasil em São Tomé, e com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, por ocasião da semana mundial da língua portuguesa e da cultura na CPLP assinalado no dia 5 de Maio.

Na sua intervenção, a reitora da Universidade de São Tomé e Príncipe, Helgar Aguiar, sublinhou que “a nossa meta final é clara”: “Fortalecer a Formação de Professores e Educadores” e consequentemente oferecer uma educação de qualidade aos “nossos alunos”.

“A língua portuguesa é o tesouro cultural que merece ser valorizado e transmitido com excelência”, considerou a reitora.

A reitora da Universidade de São Tomé e Príncipe destacou a importância da qualidade de materiais utilizados na sala de aula no processo de aprendizagem, e sublinhou, por isso, ser crucial “refletirmos sobre práticas existentes, identificarmos os desafios enfrentados e explorarmos novas abordagens para desenvolvimento de materiais didáticos eficazes”.

Por seu lado, a supervisora da Secretaria do Ensino Secundário, Helena Afonso, considerou que investir na formação não significa, contudo, apenas inscrever-se numa instituição superior de ensino e comparecer na sala de aulas “quando puder e quando der jeito”, sustentanto que os jovens “estão em constante mudança para acompanharem o ritmo do novo mundo”, o que demonstra “quanto é necessário que os professores estejam sempre a aprender e a adaptar-se para acompanhar essa realidade”.

Já o chefe adjunto da embaixada de Portugal em São Tomé, António Gomes, referiu-se a importância da língua portuguesa no mundo, sublinhando que “onde existem milhares de línguas, o português destaca-se como a língua de mais 270 milhões de pessoas, sendo a mais falada no hemisfério sul, …as economias combinadas da CPLP valem 3,6% das riquezas totais do mundo,.. 5,4 % do global das plataformas marítimas, e em 2050 estima-se que “possamos” chegar a 300 milhões de falantes”.

O simpósio conta com a presença e participação de vários professores, investigadores e catedráticos da Universidade Nova de Lisboa, Portugal, da Universidade de Campinas, Universidade Federal de Paraná, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Federal da Bahia, todos do Brasil, assim como professores e investigadores convidados da Universidade de Helsínquia, Finlândia, do Instituto Superior de Engenharia do Porto e do Laboratório da Universidade de Coimbra, ambos de Portugal.

Fim/RN

 

Primeiro-ministro defende revisão do acordo ortográfico da CPLP

0

São-Tomé, 08 Mai 2024 (STP-Press) – O primeiro-ministro, Patrice Trovoada, defendeu a revisão do acordo ortográfico entre os países da Comunidade de Língua Portuguesa, justificando “para tornar a língua portuguesa mais simplificada e dinâmica e para espelhar melhor a diversidade cultural lusófona”.

A afirmação do primeiro-ministro são-tomense surge após ser questionado pela agência de notícias portuguesa, Lusa, à margem das comemorações de 05 de Maio, Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, realizadas em São Tomé na segunda-feira, 06 de Maio.

Patrice Trovoada diz que a “língua é dinâmica” e que “é normal que se faça algumas correções”, defendendo a atualização do acordo ortográfico de 1990 entre os países da CPLP, defendida também pela Assembleia Parlamentar da comunidade.

Segundo Patrice Trovoada o acordo “continua a gerar muita controvérsia e confusão” nos Estados membros da organização lusófona, e porque “a língua é dinâmica, é normal que se faça algumas correcções”.

O primeiro-ministro defendeu ainda que a revisão do acordo “por estar a ser bem acolhido pelos jovens” deve também, por isso, ser ratificado pelos Estados membros da CPLP.

“A língua que é a semente que nos reúne todos e que é a base que nós devemos desenvolver é a língua portuguesa, só que ela tem que acompanhar o mundo, ela tem que ser dinâmica, ela tem que se adaptar, ela tem que ser simplificada, [ser] de maior facilidade de acesso e nessa dinâmica, acho que sim, temos todos que ratificar, temos que corrigir e temos sempre que ter em mente que a língua só pode evoluir com a contribuição de todos porque no fundo é o património de nós todos”, exemplificou o chefe do executivo.

“A evolução é fundamental, a simplificação é fundamental e sabemos que não vamos parar por aí. Daqui há mais alguns anos teremos que fazer adaptação, teremos que integrar palavras que são oriundas também dessa diversidade que nós temos para assumi-las como sendo palavras portuguesas, então é preciso ver as coisas de maneira dinâmica”, acrescentou.

Patrice Trovoada fez referência aos novos manuais escolares do país que estão em fase de revisão já terão em conta o acordo ortográfico, mas considerou que por se tratar de um investimento, o fundamental é a forma como tudo tem que estar suportado “para permitir as adaptações” porque “a revisão custa muito dinheiro”, mas a tecnologia vai ajudar a acertar os passos quanto a isso, ma sé preciso fazer a adaptação “o mais rapidamente possível”.

De recordar que a reunião da Assembleia Parlamentar da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), que decorreu na capital angolana em abril, deliberou “em consenso” que “há necessidade de fazer retificações ao Acordo para que o mesmo possa ser ratificado proximamente”.

Na ocasião o presidente da Comissão 3 — Língua, Educação, Ciência e Cultura da (AP-CPLP), Paulo de Carvalho, admitiu que quanto mais cedo se fizerem as retificações “mais cedo os executivos e parlamentos dos Estados que ainda não ratificaram vão fazê-lo”.

Unificar normas ortográficas a nível do bloco lusófono estão entre os principais propósitos deste tratado internacional assinado há 33 anos e que tarda em ser ratificado por todos os países da CPLP, que levantam questões de natureza sociocultural dos respectivos povos.

Fim/MF/Lusa

 

São Tomé e Príncipe assume a presidência dos ministros da Cultura da CPLP

0

São-Tomé, 07 Mai 2024 (STP-Press) – São Tomé e Príncipe assumiu hoje a presidência “pro-tempore” dos ministros da Cultura da CPLP, tendo a ministra são-tomense, Isabel Abreu, recebido a pasta das mãos do seu homólogo de Angola, Filipe Silvino Zau, esta manhã, na abertura da 13ª Reunião dos Ministros da Cultura da comunidade.

No seu discurso, Isabel Abreu sublinhou que, “além de a cultura ser um elemento de união e pacificação entre os povos, funcionando como meio de identificação e até de comunicação, ela é cada vez mais utilizada para a criação de empresas e dinamização de actividades económicas, capazes de garantir a produção de bens e serviços no quadro de mercado mundial”.

Isabel Abreu esclareceu que se refere à energia de indústrias criativas e culturais e a necessidade de se apropriar dessa temática, que abarca o conjunto de actividades, desde os produtos tradicionais (o artesanato) a sectores de tecnologia de ponta, incluindo, software, jogos electrónicos, envolvendo, todo o apanágio da cultura, nomeadamente, as manifestações culturais, as artes cénicas e cinematográficas, a literatura, musica, dança, dentre outras.

“Num mundo cada vez mais globalizado é urgente e prioritário que adotemos políticas facilitadoras de mobilidade de autores culturais para a sustentabilidade do multilateralismo,  contribuindo para a maior coesão, conhecimento mútuo e desenvolvimento económico dos povos desta comunidade” – salientou a ministra da Educação, Cultura e Ciência de São Tomé e Príncipe.

Para o ministro da Cultura da Angola, Filipe Silvino Zau, “a capital da cultura da CPLP constitui um verdadeiro espaço de exaltação da diversidade cultural dos povos da comunidade, e nesta ordem de ideias, as trocas culturais representam uma oportunidade para a circulação de agentes, bens e serviços”.

O ministro angolano recomendeu ao secretariado executivo da organização que, em articulação com os pontos focais da cultura dos países membros, trabalhe no sentido de apresentar a próxima presidência uma proposta de referência para a promoção de cooperação multilateral no domínio das políticas públicas culturais para desenvolvimento sustentável da CPLP.

Por sua vez, o secretário executivo da CPLP, Zacarias da Costa, destacou também o facto de a  cultura constituir um vector de cooperação multilateral e estratégico, incontornável pelo contributo directo e indirecto que presta ao desenvolvimento socioeconómico sustentável dos Estados membros.

“A língua portuguesa e a cultura constituem vectores estruturantes da edificação da CPLP, que desde 1996 tem procurado promover a diversidade cultural como um factor de diálogo, aproximação e coesão entre os Estados membros, promoção de potencial económico das indústrias culturais e criativas e do fortalecimento dos laços históricos que unem como uma comunidade de países e dos povos” referiu Zacarias da Costa.

Fim/RN

 

 

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

Recomendamos